domingo, 24 de novembro de 2019

"Fleur d'oranger" - um livro a ler!

 "Fleur d'Oranger" (Flor de laranjeira) pode ser  o primeiro livro de ficção de Rica Sainov, mas a verdade é que nada no livro parece  obra de principiante.

Desde uma trama muito bem engendrada e sem falhas, uma história cativante, uma escrita limpa, clara e acessível, até uma bela mensagem, tudo se conjuga para que este livro possa ser um best-seller!  Haja a divulgação suficiente!

Li o livro, gostei tanto que tive de o acabar no dia seguinte; o livro prende! Já o emprestei ao meu filho e a vários amigos - e todos adoraram o livro. É um livro intergeracional, que agrada a adultos e a jovens, e com uma mensagem ecológica (e não só) muito importante, que precisa ser passada!

Recomendo sinceramente este livro, e dou os parabéns ao amigo Ricardo Novais  (que escreve como Rica Sainov), e desejando-lhe o melhor sucesso para o livro (e para a vida).

Podem obter o livro na Livraria Fontenova em Famalicão, ou adquiri-lo na Chiado Editora, Fnac ou Wook.

A próxima sessão de apresentação do livro será em Vila Nova de Gaia, na FNAC do Gaiashopping, dia 29 de novembro às 19h00. Estão convidados.

Sinopse

«Gabriel, um menino inteligente e bem-educado, vive aos doze anos de idade, em Fafe, um episódio fantástico e sobrenatural que o vai catapultar para uma demanda interminável pelo seu verdadeiro propósito de existência.

Ao mudar-se com a sua família para o Porto, vai conhecer o seu inseparável companheiro Damian e também Rodolfo, Daniela e Sara. Eternamente apaixonado por Daniela, nunca dá a devida atenção aos crescentes avanços de Sara.

Com Daniela, Damian e Sara a orbitar constantemente na sua vida, em ciclos de afastamentos e reencontros, deparando-se com novas revelações, decide dedicar-se estrategicamente a uma vida dupla.


Imagem: https://www.facebook.com/ricasainov/
Numa senda muito própria, com coragem e determinação, vê-se obrigado a viajar a locais de beleza e de cultura únicos e até a enfrentar uma poderosa organização criminosa.
Um livro original e emocionante que nos vai obrigar a refletir sobre temas tanto supérfluos como profundos das nossas vidas.» (daqui)

Rica Sainov

«Rica Sainov é natural do Porto. Licenciado em Ciências Farmacêuticas, com pós-especialização em Análises Clínicas e detentor de pós-graduações em Terapias Naturais e Complementares e Acupuntura Integrativa, leciona farmacologia, fitoterapia e culinária curativa em várias escolas de saúde do país.

Tentando voltar à Mãe Natureza, procura incessantemente integrar os seus conhecimentos científicos com o poder curativo da Terra, com a finalidade de proporcionar alternativas terapêuticas, mantendo sempre viva a convicção de que, para haver uma cura efetiva, é fundamental uma auscultação, uma viagem intrincada ao âmago do nosso ser, através do perdão e do amor incondicional.

Rica escreve em blogues e e-magazines. Este é o seu primeiro romance.» (daqui)

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Sanguinária-do-japão: alerta para uma potente invasora!

Espécie invasoras são espécies (animais ou plantas) não nativas de determinada região, que aí proliferam sem controle e ameaçam as espécies nativas, causando impactes negativos no equilíbrio dos ecossistemas, na saúde e economia humanas (ver no site Invasoras.pt uma descrição mais completa).
Imagem daqui

Não é brincadeira, as espécies invasoras são uma ameaça real e muito séria, não só para a biodiversidade como para a economia!

Em Portugal, todos conhecem a Vespa-asiática (Vespa velutina) como caso mais mediático, ou,  falando de plantas, a Mimosa (Acacia-dealbata),  a Austrália (Acacia-melanoxylon),  ou a Erva-das-Pampas (Cortaderia selloana) - estão em todo o lado; ou, nos rios  e lagoas, o Jacinto-de-água (Eichhornia crassipes); já menos conhecidas são o Espanta-lobos (Ailanthus altissima) ou a Háquea-picante (Hakea sericea)... mas todas elas, e muitas outras, proliferam por Portugal, e o desconhecimento geral da ameaça que representam, é enorme.

Na sessão Ambientar-se do passado dia 15 de novembro, em Vila Nova de Famalicão, o tema foram as Espécies Invasoras, com a apresentação de projetos de combate a estas pragas, designadamente o projeto Life "CAISIE" na Irlanda,  numa sessão dinamizada pela Associação Vento Norte e em parceria com o Parque da Devesa (Município V.N. Famalicão).

Imagem daqui
Na conversa que se seguiu ao documentário, a Arq. Paisagista Paula Graça Antunes, convidada para o debate,  apresentou-nos a "Sanguinária-do-japão" a  que os ingleses chamam de "Japanese knotweed", e cujo nome científico é  Fallopia japonica ou Reynoutria japonica ou Polygonum cuspidatum  (ver aqui a ficha do site Invasoras.pt)

A sanguinária-do-japão é uma erva perene que atinge os 3 metros de altura, natural da Ásia (onde se mantém controlada por certas espécies de animais), que cresce descontroladamente na Europa e EUA  (até 7 cm por dia), danificando mesmo as construções, desvalorizando terrenos, e de muito difícil a erradicação. Por isso, fica aqui este alerta.

Confesso que, e apesar de ter já uma noção dos impactos que as invasoras têm no nosso território, fiquei assustada com o poder desta planta, que está a prejudicar a economia do Reino Unido e outros países, e que já está a espalhar-se no norte de Portugal.

No Reino Unido, estima-se que sejam gastos 165 milhões de libras (perto de  200 milhões de euros) anualmente para a combater esta planta (The Economic Cost of Invasive Non-Native Species
on Great Britain, Nov.2010 - pode descarregar aqui,  e  daqui).

Em Portugal, apesar de haver cientistas e ambientalistas que se dedicam ao combate das invasoras, a verdade é que não existem políticas, mas os danos económicos existem, e sem nada se fazer cada vez serão maiores.



 Reynoutria japonica, daqui
A Reynoutria japonica:

«Está classificada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) como uma das 100 piores espécies invasoras do mundo.

Seu sistema radicular invasivo e um forte crescimento podem danificar as bases de betão, os edifícios, defesas contra inundações, estradas, pavimentação, muros de contenção e lugares arquitetónicos.

Também pode reduzir a capacidade dos canais nas defesas contra inundações para controlar a água.  É um colonizador frequente dos ecossistemas temperados ribeirinhos, bordas de caminhos e lugares de resíduos. Forma grossas e densas colónias que completamente deslocam a outras espécies herbáceas. »
Fonte. Wikipedia

O vídeo publicitário abaixo, de uma empresa escocesa dedicada ao combate desta planta) mostra um bocado do crescimento e impacto da Sanguinária-do-japão em construções e na paisagem.


domingo, 10 de novembro de 2019

Dia Mundial da Bolota

Foi uma maravilha visitar lugares de Portugal onde os "Quercus" (família dos carvalhos) autóctones ainda são muito abundantes na paisagem: foram uns dias a recuperar forças pela Beira Alta,  em Mêda, Foz Côa, Freixo de Numães, Marialva, sítios lindíssimos, a visitar, vestidos das cores quentes de outono.  No Minho, onde vivo, infelizmente, poucos são os redutos onde existem carvalhais.

Neste dia 10 de novembro, comemora-se o 11º Dia Mundial da Bolota. E porquê comemorar a bolota? Muito simplesmente porque urge repovoar o nosso país desse género de árvores (género Quercus) que foram dizimadas desde há 500 anos.

Em nome da biodiversidade, da fertilidade do solo, da paisagem, e do clima, vamos recolher e semear bolotas para  restaurar os carvalhais e os montados neste país.

Também para assinalar a data e comemorar os carvalhos autóctones, sobreiros e azinheiras, venho apresentar o blogue sobre a Bolota:

bologta: a bolota que tem um blog
 
Este blogue é dinamizado pela Escola Secundária Quinta das Palmeiras, da Covilhã, que foi quem criou esta data, celebrada pela primeira vez em 2009.

No bologta  pode ver o vídeo abaixo, que enquadra o Dia Mundial da Bolota, pode descarregar o  Manual da Bolota, muito útil para quem passar à ação, e ter muito mais informação sobre a floresta autóctone,os carvalhos e outros quercus de Portugal.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Remover o plástico dos rios (antes de chegarem ao mar)

Os mil rios mais poluídos levam cerca de 80% da poluição plástica que chega aos oceanos.

Enquanto milhares de milhões de pessoas no mundo continuam sem saber ou sem querer diminuir o consumo de plástico e aplicar a política dos 3R (Reduzir, Reutilizaar, Reciclar), é urgente e importante juntarem-se novas ideias e novas técnicas para remover o plástico dos oceanos... ou dos rios que para lá o levam.

Imagem daqui
The Ocean Cleanup é uma fundação holandesa, fundada em 2013 pelo inventor Boyan Slat (aos 18 anos), atualmente com mais de 80 engenheiros, pesquisadores, cientistas e modeladores computacionais que trabalham diariamente para livrar os oceanos do mundo do plástico. Já começaram a remover resíduos de plástico da grande ilha de lixo no Pacífico (ver em JN).

No passado dia 26 de outubro de 2019, Boyan Slat apresentou o plano para que o plástico não chegue aos oceanos: o Interceptor, um sistema desenhado para remover plástico dos rios. Vejam o vídeo da apresentação abaixo (seleccionar legendas de tradução automática).



A seguir, um vídeo que explica como funciona o Interceptor:



Saiba mais em: https://theoceancleanup.com/ | https://theoceancleanup.com/rivers/

sábado, 2 de novembro de 2019

Workshop Alterações Climáticas e Justiça Climática

«As alterações climáticas vieram para ficar. Mas qual a sua verdadeira extensão? A proteção das populações contra os efeitos das alterações climáticas é uma obrigação dos decisores políticos? Deve a proteção das pessoas face aos efeitos das alterações climáticas ser considerada como um direito humano?
Esta e outras questões lançam o mote para o  workshop que conta com a participação de reputados especialistas em alterações climáticas, em questões jurídicas e cidadãos que  corajosamente abraçaram um processo judicial contra a Comissão e o Parlamento Europeu, no qual exigem maior ambição europeia nas metas traçadas para combate às alterações climáticas.

Dia 23 de novembro, venha conhecer os factos, os argumentos, as histórias e debater o assunto!



Fundação Cupertino de Miranda
23 de novembro, Vila Nova de Famalicão

Entrada livre mediante inscrição em https://bit.ly/31Lk4tS

PROGRAMA

14h30 || Abertura do secretariado

15h00 || Sessão Oficial
. Paulo Cunha, Presidente da Câmara Municipal de Famalicão (a confirmar)
. Pedro Álvares Ribeiro, Presidente da Fundação Cupertino de Miranda (a confirmar)
. Manuela Araújo, Presidente da Associação Famalicão em Transição
. Francisco Ferreira, Presidente da ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável

15h30 || “O cenário de alterações climáticas. O hoje e o amanhã!
. Francisco Ferreira, Professor na Universidade Nova de Lisboa e Presidente da ZERO

15h50 || “O Sistema Terrestre é um Bem Comum indivisível, mesmo sobre um ponto de vista jurídico
. Paulo Magalhães, Jurista, Fundador da Casa Comum da Humanidade

16h10 || Debate
. Moderador Catarina Oliveira, Associação Famalicão em Transição

16h30 || Pausa para café

16h45 || “People´s Climate Case stories
Visualização de alguns testemunhos das famílias envolvidas no processo em tribunal.

17h15 || Debate
. Moderador Francisco Ferreira, Associação ZERO.
Demandantes no processo “People´s Climate Case”:
. Armando Carvalho, Eng. Florestal
. Ildebrando Conceição, Apicultor
. Joaquim Caixeiro, Talhante da Herdade Freixo do Meio

18h00 || Encerramento
Cartaz com o programa (pdf) aqui