Interessante ouvir Neil deGrasse Tyson, astrofísico e divulgador científico, a explicar quando visitaremos outra galáxia, e perceber como somos minúsculos.
«As pessoas dizem: "queremos o uso pacífico do espaço, no espaço, não queremos guerras". E eu acho que isso é completamente irrealista e imaturo. Eu acho que teremos muitas guerras no espaço, sabem por quê? Porque já temos guerras aqui na Terra! Se descobrir uma maneira de não ter guerras no espaço, então porque não aplicá-la aqui na Terra? Porque é preciso ir ao espaço para não se matarem uns aos outros? Faça isso aqui. E então teremos confiança de que poderemos ir ao espaço a qualquer galáxia!» Neil deGrasse Tyson No entanto, não esqueçamos que somos feitos da mesma matéria que as estrelas!
Porque o Cosmos quis, aqui o Sustentabilidade é Acção chegou às 100 mil visitas algures entre ontem e hoje, na passagem para o ano de 2011.
Para agradecer as 100 mil visitas ao blogue, que ainda não completou 2 anos, e para vos desejar um bom ano de 2011, deixo aqui uma mensagem de 4 cientistas do século XX: Carl Sagan, Richard Feynman, Neil deGrasse Tyson e Bill Nye.
Um vídeo que agradeço à Ana Teresa, que mo enviou por e-mail, originário daqui e cuja tradução pode ser lida aqui. Uma resposta à (triste) constatação de que a história da humanidade tem sido a história da sua cisão com a natureza, que António Carlos Valera, doutorado em arqueologia pré-histórica, tão bem sistematizou num texto que ainda está no prelo ("A “vaca de Almada” e o problema das relações Homem / Animal na Pré-História Recente") e que gentilmente me enviou, do qual transcrevo uma pequena parte:
"a) A ideia de destacamento da humanidade relativamente à natureza não é um universal cultural ahistórico, mas essencialmente uma expressão historicamente construída, particularmente vinculada ao Mundo Ocidental e às suas raízes clássicas, cristãs, humanistas e cientistas.
b) Daqui decorre que as ideias de humanidade são, no espaço e no tempo, plurais e contingentes e a visão da Natureza como um recurso passivo à disposição da acção dominadora do Homem, com base numa racionalidade economicista, não o é menos.
c) A ideia que o Homem faz de si próprio e da forma como se relaciona com o mundo que o rodeia interfere profundamente na acção humana e essa ideia não foi sempre a mesma.
d) Existe, pois, a necessidade de contemplar, no problema em análise, concepções ontológicas (do humano e de outros elementos do mundo) diferentes da que domina o nosso contexto social."
Assim, porque existe mesmo essa necessidade de o homem se sentir parte da natureza, realço as ideias de Carl Sagan:
"O Cosmo também está em nós: somos feitos da mesma matéria que as estrelas. Nós somos uma forma do Cosmo se autoconhecer"´