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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Sobre consciência

Dois neurocientistas explicam o que a ciência vai descobrindo sobre a consciência. António Damásio em 2011 e Anil Seth em 2017. 

Como percebemos o mundo, como nos sentimos "eu", como somos parte da natureza, ... vale a pena ouvir estas palestras TED!



domingo, 29 de novembro de 2015

Por dentro de um AVC (Jill Bolte Taylor)

«Certa manhã, um vaso sanguíneo rebentou no cérebro de Jill Bolte Taylor. Como neurocientista, percebeu que tinha assento na primeira fila para o seu próprio AVC. Ela apercebeu-se das funções do cérebro a desligarem-se uma por uma: movimento, fala, memória, auto-consciência ...

Espantada por ainda estar viva, Taylor passou oito anos a recuperar as capacidades de pensar, andar e falar. Ela tornou-se porta-voz para a recuperação de AVC (acidente vascular cerebral) e para a possibilidade de após uma lesão cerebral se ser mais forte do que antes. No seu caso, embora o AVC tenha danificado o lado esquerdo de seu cérebro, a sua recuperação desencadeou uma torrente de energia criativa no hemisfério direito.»

Fonte: TED: "My stroke of insight",  2008

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

OGM venenosos

Para completar a mensagem anterior, o vídeo sobre o estudo, em português. Pobres ratinhos que foram sujeitos ao milho transgénico. Mas... não seremos todos cobaias?

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

"Estudo demonstra que milho transgénico causa tumores e morte"

Já muitas vezes se falou aqui dos efeitos perversos dos transgénicos e outros organismos geneticamente modificados (OGM) no ambiente, nos ecossistemas, na biodiversidade, na economia.

Mas há muita controvérsia no tema. Uns dizem que os transgénicos são para acabar com a fome no mundo - mas tem acontecido o contrário; outros dizem que não foi provado que fazem mal à saúde; pois... mas:


 «ESTUDO CIENTÍFICO PUBLICADO HOJE DEMONSTRA QUE  MILHO TRANSGÉNICO CAUSA TUMORES E MORTE  
Foi hoje publicado na prestigiada revista internacional Food and Chemical Toxicology um estudo sobre milho geneticamente modificado que aponta para efeitos tóxicos "alarmantes" até agora desconhecidos. Trata-se da primeira vez a nível mundial que são investigados os efeitos de longo prazo dos transgénicos na saúde.»


Leia o resto no comunicado da Plataforma Transgénicos Fora, de hoje, 19/09/2012

Mais sobre esta investigação com milho transgénico da Monsanto em:

Diário Digital (em português)

Reuters Africa (inglês)

 Le Monde (em francês)

Le Nouvel Observateur  (em francês) - "Pesquisadores franceses estudaram em sigilo, durante dois anos, 200 ratos alimentados com milho GM (geneticamente modificado). Tumores, doenças graves ... um massacre."

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Fukuoka e os limites do método científico

«Os pesquisadores deviam ser filósofos antes de se tornarem pesquisadores. Deviam questionar-se sobre qual é o objectivo do Homem e o que é que a humanidade deve criar. Os médicos deviam começar por determinar aquilo que é fundamental na vida do Homem.Ao aplicar as minhas teorias à agricultura, experimentei o cultivo de cereais de Inverno de diversas maneiras, com a ideia constante de desenvolver um método que estivesse próximo da Natureza. Consegui-o suprimindo as práticas agrícolas inúteis.

Mas a agricultura científica moderna não vê as coisas desta maneira. A pesquisa erra à aventura, e cada pesquisador mais não vê do que uma parte da quantidade infinita de factores naturais que afectam o rendimento das colheitas. Além disso, estes factores naturais mudam de lugar para lugar e de ano para ano.

Num mesmo campo, o agricultor deve, em cada ano, cultivar de forma diferente consoante as variações do clima, as populações de insectos, o estado do solo e inúmeros outros factores naturais. A Natureza está em toda a parte em perpétuo movimento; as condições nunca são exactamente as mesmas em dois anos seguidos.

A pesquisa moderna divide a Natureza em pequenos pedaços e leva a cabo experiências que não são conformes nem à lei da Natureza nem à prática. Os resultados são adaptados de acordo com as conveniências da investigação e não com as necessidades do camponês. Pensar que as conclusões da investigação podem ser infalivelmente aplicadas no campo do agricultor é um grave erro.
(...)

Neste momento fala-se muito nos benefícios do "movimento do Bom arroz" e da "Revolução Verde". Dado que estes métodos estão subordinados a variedades de sementes fracas "melhoradas", o agricultor deve recorrer a produtos químicos e a insecticidas 8 a 10 vezes durante a estação de crescimento. Em pouco tempo os microorganismos e a matéria orgânica ficam queimados. A vida do solo é destruída e as colheitas acabam por ficar dependentes de matérias nutritivas fornecidas a partir do exterior sob a forma de fertilizante químico.

Imagem obtida aqui
Embora as coisas pareçam resultar melhor quando o camponês aplica as técnicas "científicas", isso não significa que a ciência deva vir em nosso socorro porque a fertilidade natural é insuficiente por natureza. Isso significa que que esse recurso torna-se necessário porque a fertilidade natural foi destruída.

Espalhando palha nos campos, fazendo crescer trevo, devolvendo ao solo todos os resíduos orgânicos, a terra acaba por possuir todas as matérias nutritivas necessárias ao arroz, e aos cereais de Inverno no mesmo campo, todos os anos. Através da agricultura selvagem, os campos danificados pelo cultivo ou pela utilização de compostos químicos agrícolas podem ser efectivamente recuperados.»

Texto de Masanobu Fukuoka (1913-2008), extraído do capítulo "Limites do método científico" do seu livro "A Revolução de Uma Palha", 1975, Editora Via Óptima, 2008

Um livro que todos os agricultores, aspirantes a agricultores e curiosos da agricultura deviam ler! E cientistas também!


(Nota de 14/12/2013: livro disponível para download aqui)


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Matemáticos expõe rede capitalista

O texto que se segue é a transcrição de um artigo do site Inovação Tecnológica, por sua vez obtido a partir do News Scientists. "The network of global corporate control", de Stefania Vitali, James B. Glattfelder e, Stefano Battiston (19/09/2011) é a publicação científica que deu origem ao artigo, e pode ser encontrada no site http://arxiv.org/abs/1107.5728v2.

"Matemáticos revelam rede capitalista que domina o mundo

Imagem obtida em Inovação Tecnológica 
Além das ideologias
Conforme os protestos contra o capitalismo se espalham pelo mundo, os manifestantes vão ganhando novos argumentos.
Uma análise das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas - sobretudo bancos - tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global.
A conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça.
Este é o primeiro estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global.
"A realidade é complexa demais, nós temos que ir além dos dogmas, sejam eles das teorias da conspiração ou do livre mercado," afirmou James Glattfelder, um dos autores do trabalho. "Nossa análise é baseada na realidade."

Rede de controle econômico mundial
A análise usa a mesma matemática empregada há décadas para criar modelos dos sistemas naturais e para a construção de simuladores dos mais diversos tipos. Agora ela foi usada para estudar dados corporativos disponíveis mundialmente.
O resultado é um mapa que traça a rede de controle entre as grandes empresas transnacionais em nível global.
Estudos anteriores já haviam identificado que algumas poucas empresas controlam grandes porções da economia, mas esses estudos incluíam um número limitado de empresas e não levavam em conta os controles indiretos de propriedade, não podendo, portanto, ser usados para dizer como a rede de controle econômico poderia afetar a economia mundial - tornando-a mais ou menos instável, por exemplo.
O novo estudo pode falar sobre isso com a autoridade de quem analisou uma base de dados com 37 milhões de empresas e investidores.
A análise identificou 43.060 grandes empresas transnacionais e traçou as conexões de controle acionário entre elas, construindo um modelo de poder econômico em escala mundial.

Poder econômico mundial
Refinando ainda mais os dados, o modelo final revelou um núcleo central de 1.318 grandes empresas com laços com duas ou mais outras empresas - na média, cada uma delas tem 20 conexões com outras empresas.
Mais do que isso, embora este núcleo central de poder econômico concentre apenas 20% das receitas globais de venda, as 1.318 empresas em conjunto detêm a maioria das ações das principais empresas do mundo - as chamadas blue chips nos mercados de ações.
Em outras palavras, elas detêm um controle sobre a economia real que atinge 60% de todas as vendas realizadas no mundo todo.
E isso não é tudo.

Super-entidade econômica
Quando os cientistas desfizeram o emaranhado dessa rede de propriedades cruzadas, eles identificaram uma "super-entidade" de 147 empresas intimamente inter-relacionadas que controla 40% da riqueza total daquele primeiro núcleo central de 1.318 empresas.
"Na verdade, menos de 1% das companhias controla 40% da rede inteira," diz Glattfelder.
E a maioria delas são bancos.
Os pesquisadores afirmam em seu estudo que a concentração de poder em si não é boa e nem ruim, mas essa interconexão pode ser.
Como o mundo viu durante a crise de 2008, essas redes são muito instáveis: basta que um dos nós tenha um problema sério para que o problema se propague automaticamente por toda a rede, levando consigo a economia mundial como um todo.
Eles ponderam, contudo, que essa super-entidade pode não ser o resultado de uma conspiração - 147 empresas seria um número grande demais para sustentar um conluio qualquer.
A questão real, colocam eles, é saber se esse núcleo global de poder econômico pode exercer um poder político centralizado intencionalmente.
Eles suspeitam que as empresas podem até competir entre si no mercado, mas agem em conjunto no interesse comum - e um dos maiores interesses seria resistir a mudanças na própria rede.

As 50 primeiras das 147 empresas transnacionais super conectadas
  1. Barclays plc
  2. Capital Group Companies Inc
  3. FMR Corporation
  4. AXA
  5. State Street Corporation
  6. JP Morgan Chase & Co
  7. Legal & General Group plc
  8. Vanguard Group Inc
  9. UBS AG
  10. Merrill Lynch & Co Inc
  11. Wellington Management Co LLP
  12. Deutsche Bank AG
  13. Franklin Resources Inc
  14. Credit Suisse Group
  15. Walton Enterprises LLC
  16. Bank of New York Mellon Corp
  17. Natixis
  18. Goldman Sachs Group Inc
  19. T Rowe Price Group Inc
  20. Legg Mason Inc
  21. Morgan Stanley
  22. Mitsubishi UFJ Financial Group Inc
  23. Northern Trust Corporation
  24. Société Générale
  25. Bank of America Corporation
  26. Lloyds TSB Group plc
  27. Invesco plc
  28. Allianz SE 
  29. TIAA
  30. Old Mutual Public Limited Company
  31. Aviva plc
  32. Schroders plc
  33. Dodge & Cox
  34. Lehman Brothers Holdings Inc* (dados de 2007)
  35. Sun Life Financial Inc
  36. Standard Life plc
  37. CNCE
  38. Nomura Holdings Inc
  39. The Depository Trust Company
  40. Massachusetts Mutual Life Insurance
  41. ING Groep NV
  42. Brandes Investment Partners LP
  43. Unicredito Italiano SPA
  44. Deposit Insurance Corporation of Japan
  45. Vereniging Aegon
  46. BNP Paribas
  47. Affiliated Managers Group Inc
  48. Resona Holdings Inc
  49. Capital Group International Inc
  50. China Petrochemical Group Company"

domingo, 21 de agosto de 2011

Aquecendo o Ambiente

Foi no princípio da década de 90, no âmbito de um mestrado na área do ambiente, que tive conhecimento do fenómeno do aquecimento global. Desde a Cimeira do Rio em 1992 que o aquecimento global e as alterações climáticas se tornaram assunto para agendas políticas, resultando mais tarde no protocolo de Quioto (1997), bem como tema conhecido de um restrito público activista e interessado. Mas as primeiras evidências de que a terra está a aquecer, e de que esse aquecimento tem como uma das causas a actividade humana, designadamente as emissões de CO2, já tinham sido apresentadas no meio científico no início da década de 80 por James Hansen.

A partir de 2006, através do filme "Uma Verdade Inconveniente", Al Gore divulgou a teoria do aquecimento global, levando a que muitas pessoas começassem a ficar sensibilizadas para o tema, e várias manifestações globais têm vindo, desde então a criar um movimento mundial que procura e propõe uma multiplicidade de soluções para minimizar as emissões de CO2.

Em paralelo com o aparecimento de uma consciência generalizada da urgência de medidas para "travar" ou minimizar as alterações climáticas, surgem teorias contrárias à do aquecimento global: umas que dizem que não há aquecimento global, outras confirmam a existência de aquecimento global, mas negam a influência da actividade humana como causa.

A dúvida instala-se ao ponto de haver países a retirar as alterações climáticas dos programas escolares (ver em Bioterra)

Entretanto, as catástrofes climáticas sucedem-se a velocidades e intensidades nunca antes testemunhadas. As várias e recentes cimeiras mundiais sobre o clima têm resultado também em catástrofes: de um lado, pequenos e pobres países que querem ver mudanças, não no clima, mas na sociedade, do outro, os países ricos e poderosos querendo manter o poder e o "business as usual" e ignorando problemas globais que afectam tantos milhões de pessoas. E surge a oportunidade do "negócio do carbono", e aí estão os predadores financeiros prontos a agarrar a oportunidade e a criar mais desequilíbrios económicos.

Então, quem não tem conhecimentos científicos suficientes para avaliar quem está correcto, como fazer? Se em questões de ciência o cepticismo é essencial, em questões de sobrevivência o princípio da precaução é fundamental. Além disso, também não é fácil saber o suficiente das ciências naturais de climatologia, física, química, ecologia, geologia, astronomia, biologia, matemática... para não falar nas ciências humanas, aqui "ocultas", de economia, sociologia, gestão, psicologia...

aqui foi apresentado um vídeo que explica, de forma acessível, como o método científico selecciona se uma determinada teoria é viável e consegue ou não "destruir" outra. A equipa do blogue Skeptical Science dedica-se ser céptica com os cépticos do aquecimento global, explica as várias evidências do aquecimento global e da influência da actividade humana no mesmo, rebatendo e desmontando os argumentos dos cépticos. Esta é a tradução da sua frase de apresentação:

"Cepticismo científico é saudável. Os cientistas devem sempre desafiar-se para melhorar a sua compreensão. No entanto, isto não é o que acontece com a negação das alterações climáticas. Os cépticos criticam vigorosamente qualquer evidência  que defenda a influência do homem no aquecimento global, no entanto, aderem a qualquer argumento, texto de opinião, blogue ou estudo que refute o aquecimento global. Este site é céptico sobre o cepticismo relativo ao aquecimento global. Os seus argumentos têm qualquer base científica? O que tem a arbitragem da literatura científica a dizer?"

No seu Guia Científico do Ceticismo quanto ao Aquecimento Global, são apresentados os fundamentos básicos e evidências, alguns ainda pouco divulgados, do aquecimento global e da contribuição das actividades humanas para o mesmo.

Segue-se a transcrição da versão portuguesa de um artigo sobre os argumentos mais utilizados pelos cépticos para desacreditar a teoria do aquecimento global, mas muitos mais (169) podem ser lidos (em inglês) aqui . Clique no link do argumento para aceder a uma explicação detalhada.
 
 
"Argumento cético O que a ciência diz
1 "O clima sempre mudou" Mudanças climáticas naturais do  passado mostram que o clima é sensível a um desequilíbrio energético. Se o planeta acumula calor, as temperaturas globais sobem. Atualmente, o CO2 está impondo um desequilíbrio energético devido a um aumento no efeito estufa. As mudanças climáticas do passado, na verdade, proporcionam evidência à sensibilidade do clima ao CO2.
2 "Atividade solar e clima: o sol é a causa do aquecimento global? " Nos últimos 35 anos de aquecimento global, o sol apresentou uma ligeira tendência de resfriamento. Sol e clima têm caminhado em direções opostas.
3 "O aquecimento global ainda está acontecendo?" Medições empíricas do conteúdo de calor da Terra mostram que o planeta ainda está acumulando calor e o aquecimento global ainda está ocorrendo. Temperaturas de superfície podem mostrar arrefecimento de curto prazo quando se troca calor entre a atmosfera e o oceano, que tem muito mais capacidade de armazenar calor do que o ar.  O planeta como um todo está acumulando calor devido a um desequilíbrio energético. A atmosfera está a aquecer. Os oceanos estão a acumular energia. A terra absorve energia e o gelo absorve calor para derreter. 
4 "Há consenso científico a respeito do aquecimento global?" A posição das Academias de Ciências de 19 países, mais várias organizações científicas que estudam climatologia, é que os seres humanos estão causando o aquecimento global. Mais especificamente, 97% dos climatologistas que ativamente publicam estudos endossam a posição do consenso.
5 "Qual a confiabilidade dos modelos climáticos?" Embora haja incertezas nos modelos climáticos, eles conseguem reproduzir com sucesso o passado e fizeram predições que foram subsequentemente confirmadas pelas observações.
6 "As medições de temperatura de superfície são confiáveis?" Vários estudos sobre o efeito de ilhas urbanas de calor e influência da localização dos medidores concluíram que eles têm influência desprezível nas tendências de longo prazo, particularmente quando feita a média de regiões extensas.
7 "O aquecimento global parou em 1998?" O planeta continuou a acumular calor desde 1998 - o aquecimento global ainda está acontecendo. No entanto, as temperaturas de superfície mostram muita variabilidade interna devido à troca de calor entre os oceanos e a atmosfera. 1998 foi um ano particularmente quente devido a um forte El Niño.
8 "A Antártica está perdendo ou ganhando gelo?" Enquanto o interior da Antártica Oriental está ganhando gelo continental, a Antártica como um todo está perdendo este gelo continental a uma razão cada vez mais rápida. O gelo oceânico antártico está aumentando apesar do Oceano Antártico estar se aquecendo intensamente.
9 "Os cientistas previram uma Era Glacial iminente nos anos 70?" As previsões de uma Era Glacial da década de 70 foram baseadas principalmente na mídia. A maioria das pesquisas daquele perído, publicadas em periódicos científicos e revisadas por pares, já previam o aquecimento causado pelo aumento de CO2.
10 "O CO2 sobe depois da temperatura - o que isso significa?" Quando a Terra sai de uma Era Glacial, o aquecimento não é iniciado pelo CO2, mas sim por mudanças na órbita terrestre. O aquecimento provoca a liberação de CO2 pelos oceanos. O CO2 amplifica aquele aquecimento inicial, espalhando o aquecimento por todo o planeta. Portanto, o CO2 causa aquecimento E TAMBÉM o aumento de temperatura causa aumento de CO2.
11 "Estamos nos aproximando de uma nova Era Glacial?" O efeito de aquecimento de mais CO2 se sobrepõe com folga à influência de mudanças na órbita da Terra ou atividade solar, mesmo que esta caísse para os os níveis do Mínimo de Maunder."
12 "As emissões humanas de CO2 são ínfimas comparadas com as da natureza?" O CO2 emitido pela natureza para a atmosfera (pelos oceanos e pelos seres vivos) é compensado pela absorção natural (pelo oceano e pela vegetação). A actividade humana emite cerca de 29 gigatoneladas de CO2 por ano, que representa cerca de 3,6% das emissões totais de CO2. No entanto a quantidade de CO2 na atmosfera está a aumentar 15 gigatoneladas por ano, pois enquanto cerca de metade está a ser absorvida por sumidouros naturais,  a outra metade está a alterar o equilíbrio natural, aumentando o CO2  para níveis não verificados pelo menos nos últimos nos 800 mil anos.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Kit de detecção de tretas

O método científico, crenças, e tretas: Ouça Michael Sherner explicar as 10 pistas para detectar se está perante ciência ou perante crenças ou tretas.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Tudo está interligado!

Porque o Cosmos quis, aqui o Sustentabilidade é Acção chegou às 100 mil visitas algures entre ontem e hoje, na passagem para o ano de 2011.
Para agradecer as 100 mil visitas ao blogue, que ainda não completou 2 anos, e para vos desejar um bom ano de 2011, deixo aqui uma mensagem de 4 cientistas do século XX: Carl Sagan, Richard Feynman, Neil deGrasse Tyson e Bill Nye


Um vídeo que agradeço à Ana Teresa, que mo enviou por e-mail, originário daqui e cuja tradução pode ser lida aqui.  Uma resposta à (triste) constatação de que a história da humanidade tem sido a história da sua cisão com a natureza, que António Carlos Valera, doutorado em arqueologia pré-histórica, tão bem sistematizou num texto que ainda está no prelo ("A “vaca de Almada” e o problema das relações Homem / Animal na Pré-História Recente") e que gentilmente me enviou, do qual transcrevo uma pequena parte:

"a) A ideia de destacamento da humanidade relativamente à natureza não é um universal cultural ahistórico, mas essencialmente uma expressão historicamente construída, particularmente vinculada ao Mundo Ocidental e às suas raízes clássicas, cristãs, humanistas e cientistas.
b) Daqui decorre que as ideias de humanidade são, no espaço e no tempo, plurais e contingentes e a visão da Natureza como um recurso passivo à disposição da acção dominadora do Homem, com base numa racionalidade economicista, não o é menos.
c) A ideia que o Homem faz de si próprio e da forma como se relaciona com o mundo que o rodeia interfere profundamente na acção humana e essa ideia não foi sempre a mesma.
d) Existe, pois, a necessidade de contemplar, no problema em análise, concepções ontológicas (do humano e de outros elementos do mundo) diferentes da que domina o nosso contexto social
."

Assim, porque existe mesmo essa necessidade de o homem se sentir parte da natureza,  realço as ideias de Carl Sagan:
 "O Cosmo também está em nós: somos feitos da mesma matéria que as estrelas. Nós somos uma forma do Cosmo se autoconhecer

"Estamos todos conectados; uns aos outros, biologicamente; à Terra, quimicamente; ao resto do Universo, atomicamente."


Pensem nisso, e sejam felizes, ligados e inspirados em 2011.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A origem das espécies - 150 anos

Faz hoje, dia 24 de Novembro, 150 anos que foi editada a primeira edição do livro "A Origem das Espécies", no ano em que faz 200 anos desde o nascimento do seu autor, Charles Darwin.

"A Origem das Espécies, do naturalista britânico Charles Darwin, é um dos livros mais importantes da história da ciência, apresentando a Teoria da Evolução, base de toda biologia moderna. O nome completo da primeira edição (1859) é On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life (Sobre a Origem das Espécies por Meio da Selecção Natural ou a Preservação de Raças Favorecidas na Luta pela Vida). Somente na sexta edição (1872), o título foi abreviado para The Origin of Species (A Origem das Espécies), como é popularmente conhecido." (Fonte: Wikipedia)

Tanto Darwin como Lamarck, seu predecessor na teoria evolucionista, pressupunham que o meio ambiente era o veículo fundamental para que ocorresse a evolução das espécies. No processo de evolução natural, muitas espécies foram extintas, muitas outras apareceram, fruto de uma melhor adaptação às adversidades do meio.

Hoje, a grande maioria das adversidades do meio com que as espécies em risco de extinção são confrontadas, são provocadas únicamente por uma espécie: o efeito modificador, desequilibrador e devastador que, sobretudo nos últimos dois séculos, o homo sapiens tem tido no planeta.

A evolução natural levou as espécies desde a origem da vida até ao homo sapiens.
Para onde levará o homo sapiens as outras espécies?