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domingo, 25 de setembro de 2011

Sobre o caminho das novas gerações

O texto que se segue  é de Benedicto Ismael Camargo Dutra* e foi publicado no EcoDebate  no passado dia 20 de Setembro.Para reflexão.

"Recomendações às novas gerações

A vida está difícil. As novas gerações estão chegando ao planeta terra. Muitas coisas, porém, já estão estragadas e piorando. A população atinge níveis elevados. Os conflitos se avolumam. As oportunidades de emprego se reduzem dramaticamente. Restaurantes cheios. Filas nos aeroportos. Pouca consideração humana. Todos com muita pressa. Falta de propósitos. Diante de tantas dificuldades estão se deixando moldar pelas superficialidades, sem maiores interesses por tentar descobrir o sentido da vida.

Esse é o cenário para as novas gerações que precisa ser reconhecido e enfrentado para que sejam buscadas as soluções que levem ao aprimoramento. Não basta dar merenda e transporte gratuito para a escola. Para auxiliar as novas gerações precisamos alimentar a alma, pondo em destaque a essência humana e a necessidade de convivência pacífica entre os humanos e a natureza. É preciso despertar a curiosidade sobre o significado da vida, que deve ser pesquisado, prioritariamente, para que as novas gerações possam alcançar o lugar que lhes cabe. Por que estamos aqui? O que é esperado de nós? Qual o sentido da vida? São perguntas que não podem ser relegadas para segundo plano.

Massacradas com teorias ilógicas e antinaturais as novas gerações têm permanecido na ignorância quanto ao funcionamento da própria intuição. Os intuitivos e sua lucidez sempre foram tidos pelos poderosos, como perigosos ao seu domínio, por isso não se cansaram de persegui-los, fazendo crer que a intuição não é boa. Por não mais disporem dessa capacitação, queriam anulá-la nos outros, transformando os humanos em obedientes robôs sem vontade. Temos de permitir que, sem influência, as novas gerações se tornem aquilo a que estavam destinadas, sem estragá-las desde a infância.

As novas gerações, desde cedo, são impactadas pela percepção da existência de uma crise que se evidencia na continuada decadência humana a qual é, diuturnamente, explorada pela mídia de forma exaustiva mostrando os mais absurdos comportamentos. No entanto, elas também percebem que nada é feito para a compreensão e a reversão desse lamentável estado de coisas, fazendo-as crer que a vida é assim mesmo e que não há esperança de melhoras. Que espécie de seres humanos estamos gerando mostrando-lhes um mundo de falsidades e mentiras? As crianças nascidas no final no século 20 e início do século 21 só viram ataques terroristas, aumento das guerras, misérias, dificuldades, e redução da esperança. Enfim, a deterioração da realidade social, agravada pelas catástrofes naturais. É tempo de examinarmos atentamente os efeitos do processo de alienação ao qual os humanos têm sido submetidos há séculos e pensarmos, construtivamente, nas atitudes que poderão impulsionar a humanidade para suas finalidades essenciais.

O ser humano desenvolvido pode produzir obras dez vezes melhores e mais benéficas. Chega de caminhar para o abismo. Chega de induzir as novas gerações para a decadência. Mais do que assegurar a continuidade do consumismo supérfluo e de um sistema de vida falido, devemos buscar o saber do fenômeno da Criação, da origem do planeta e do ser humano, pois isso é um dever e um direito de todos. Para não deixarmos para a próxima geração um mundo ainda mais caótico, não podemos continuar desviando ou impedindo a busca do saber real, livre de teorias inverossímeis e dos artifícios que moldam os desejos humanos para atender egoísticos interesses, acelerando a queda.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Atualmente, é um dos coordenadores do www.library.com.br, site sem fins lucrativos, e autor dos livros Encontro com o Homem Sábio , Reencontro com o Homem Sábio, A Trajetória do Ser Humano na Terra e Nola – o manuscrito que abalou o mundo, editados pela Editora Nobel com o selo Marco Zero. E-mail: bidutra@attglobal.net "

domingo, 20 de junho de 2010

Colóquio de Transição: 1 - Valores e Crenças

No passado dia 10 de Abril de 2010 realizou-se em Pombal o colóquio "Transição para uma economia e cultura pós-carbono", em que participaram cerca de 150 pessoas. Eu estive lá e participei numa experiência muito enriquecedora, e creio que terei testemunhado o primeiro passo  para a implementação em Portugal das experiências em Transição para uma cultura e economia mais independente do petróleo e mais amiga das pessoas, a exemplo do que já se pratica em várias comunidades locais espalhadas pelo mundo através da rede Transition Network. Os meus sinceros parabéns ao empreendedor João Leitão e aos que o ajudaram a organizar o colóquio. E um agradecimento também por ter disponibilizado os vídeos do colóquio na rede Permacultura Portugal, e que vou tentar colocar aqui, um por semana.

Esse colóquio deixou os participantes conscientes do mau estado da economia e do planeta, mas com um esperança num futuro que parte de cada um, não por si só, mas como parte de comunidades empenhadas em mudar de atitude e de vida.

Hoje deixo o primeiro vídeo do colóquio - "Quem Somos? Valores e Crenças", pelo professor catedrático e psicólogo clínico Vítor Rodrigues (autor dos livros "A Teoria Geral da Estupidez Humana" e "A Nova Ordem Estupidologica"). Uma reflexão sobre as crenças do ser humano e da cultura dominante, que subvertem os valores e impedem o correcto diagnóstico da situação do mundo.


Colóquio da Transição 1 Quem Somos? Valores e Crenças from João on Vimeo.

sábado, 25 de abril de 2009

Mankind Is No Island

O nosso planeta depara-se hoje com uma forte crise, estando em causa a sustentabilidade da nossa sociedade, da espécie humana e da vida na Terra. Uma forte crise em três vertentes:
  1. A crise económica e financeira - aquela de que se fala, e que afecta hoje milhões de pessoas de países desenvolvidos e em desenvolvimento, e que antes tinham níveis de vida bem mais aceitáveis.
  2. A crise ambiental, derivada das alterações climáticas e do consumo excessivo dos recursos naturais, que afecta já também milhões de pessoas de vários pontos do globo, onde a desertificação, a falta de água ou as chuvas diluvianas lhes tiram a vida ou a põe em risco.
  3. A crise de valores, disseminada por toda a espécie humana, que afecta tanta e tanta gente em tantos lugares do mundo, e que permite a alguns terem tanto à custa de tantos nada terem.
É esta crise de valores o tema deste filme de 3 minutos e meio, de Jason van Genderen, "Mankind Is No Island", filmado com um telemóvel e com um orçamento de 57 dólares, e que ganhou o prémio de curtas metragens Tropfest NY 2008.

Neste dia em que se comemoram em Portugal 35 anos da Revolução de 25 de Abril, deixo-vos com este fantástico, inspirado e imperdível filme, e com a minha frase preferida, de Gandhi:
  • "No mundo há riqueza suficiente para satisfazer as necessidades de todos, mas não para alimentar a ganância de cada um”.