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quarta-feira, 18 de maio de 2016

"Abelhas e Homens" em Famalicão, dia 20/5

Na próxima sexta-feira, dia 20 de maio de 2016, às 21h30, será exibido em Vila Nova de Famalicão, o documentário:


ABELHAS E HOMENS
E se as abelhas desaparecessem? 
(More Than Honey, 2012, 95 min, de Markus Imhoof)

apresentado pela Associação Vento Norte, no âmbito das sessões de filme e debate AMBIENTAR-SE.
Na Casa do Território, Parque da Devesa, Vila Nova de Famalicão. Gratuito, entrada livre.

Sinopse:
 «De há três anos a esta parte as abelhas andam a morrer em todo o mundo. Embora as causas ainda continuem a ser um mistério, uma coisa é clara: está em causa algo mais do que a simples morte de uns quantos insectos e bem mais do que apenas uma questão de mel. Em busca de respostas, o filme embarca numa viagem para encontrar as pessoas cujas vidas dependem das abelhas: de um apicultor suíço que vive nos Alpes até aos gigantescos pomares de amendoeiras na Califórnia, passando por um investigador do cérebro das abelhas em Berlim, uma comerciante de pólen na China e as abelhas assassinas do deserto do Arizona. Todos referem o desaparecimento das abelhas. O filme fala-nos das suas vidas. E das nossas.»

Convidados para o debate:
Tiago Moreira, da APIAVE, Associação de Apicultores do Cávado e Ave;  José Silva, Amigos do Rio Este – Associação de Defesa do Ambiente; Moderação do Debate: Marta Vida, Associação Vento Norte.

As sessões AMBIENTAR-SE são uma parceria entre o Município de Vila Nova de Famalicão (Parque da Devesa) e instituições locais ligadas à proteção do ambiente, que constam na exibição de um filme de tónica ambiental com debate no final (em 2016, são na terceira sexta-feira do mês).

Informações: parquedadevesa@vilanovadefamalicao.org / 252 374 184
Evento no Facebook:   https://www.facebook.com/events/1103405999700764/


Trailer:

domingo, 12 de janeiro de 2014

7º Curso de Apicultura em Paredes

A Associação Paredes em Transição promove o Sétimo Workshop de Apicultura com Harald Hafner em Paredes, de 28 de fevereiro a 18 de maio de 2014.

«Pretende-se que os participantes terminem o workshop com a confiança necessária para tratarem os seus próprios enxames, quer como passatempo, quer como uma possível ocupação a tempo inteiro.

O workshop será conduzido, em língua portuguesa, por Harald Hafner, apicultor austríaco há muito radicado em Portugal, mestre em apicultura, e com uma vasta experiência profissional em vários ambientes, com diversas raças de abelhas e diferentes tipos de colmeia»

As datas das sessões são as seguintes:
1.ª sessão: 28 de Fevereiro, 1 de Março e 2 Março (Sexta 21:15-23:15h; Sab. 9:15-17:15h; Dom. 9:00-13:00h)
2.ª sessão: 12 de Abril (Dom. 9:00-17:00 h)
3.ª sessão: 16, 17 e 18 de Maio (Sexta 21:15-23:15h; Sab. 9:15-17:15h; Dom. 9:00h - até terminar, de tarde)

Inscrições e mais informações no blogue Paredes em Transição (aqui)

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Comissão Europeia a favor das abelhas!

Imagem de Michael Kooren/Reuters obtida no The Guardian
Uma boa notícia vinda da Comissão Europeia - a suspensão de inseticidas neocotinóides, que comprovadamente prejudicam as abelhas! E uma surpresa, depois do fracasso da votação inicial, no mês passado, em que a proposta de suspensão da Comissão não passou (e, vergonha nossa, Portugal votou contra).

Não sei se a petição da Avaaz, assinada por 2,6 milhões de pessoas teve influência, mas acredito que sim. Por isso, agradeço a todos aqueles que responderam ao apelo que fiz aqui e a assinaram.

A seguir, a transcrição da notícia de Ricardo Garcia, no Público de hoje:


«A Comissão Europeia vai impor a proibição de pesticidas suspeitos de estarem a dizimar populações de abelhas, apesar de a proposta não ter conseguido acordo dos países da União Europeia (UE).

Numa votação de recurso esta segunda-feira, em Bruxelas, 15 Estados-membros posicionaram-se a favor da proposta da Comissão, que prevê a suspensão, por dois anos a partir de Dezembro, do uso de três pesticidas da família dos neonicotinóides, amplamente aplicados na agricultura. Oito países votaram contra – incluindo Portugal – e quatro abstiveram-se.

Apesar de não se ter conseguido a maioria qualificada necessária para aprovar a proposta, o resultado da votação deixou a decisão nas mãos da Comissão Europeia, que já anunciou que irá avançar com as restrições.

Estudos recentes sugerem que alguns pesticidas neonicotinóides, uma vez absorvidos pelas abelhas através do néctar e do pólen das plantas, prejudicam a sua capacidade de navegação e resultam na produção de menos rainhas. Esta poderá ser uma das causas do “desaparecimento” das abelhas, deixando as colmeias vazias, que se tem verificado em vários países europeus e nos Estados Unidos.

Em Janeiro passado, a Agência Europeia de Segurança Alimentar considerou que o uso de tais produtos só seria aceitável em culturas onde as abelhas não se alimentam. Mas a ideia de os proibir vinha sendo vivamente rejeitada por alguns países e pelas multinacionais Bayer e Syngenta, os seus principais fabricantes.

“Dado que a nossa proposta se baseia em riscos para a saúde das abelhas identificados pela Agência Europeia de Segurança Alimentar, a Comissão irá adiante com o seu texto nas próximas semanas”, disse o comissário europeu da Saúde e do Consumidor, Tonio Borg, num comunicado.

Os pesticidas em causa são o tioametoxam, o imidacloprid e o clotianidin e representam problemas para as abelhas em culturas como canola, girassol, milho e cereais, segundo o relatório da Agência Europeia de Segurança Alimentar.

A Comissão vai banir o seu uso, excepto em culturas que não atraiam abelhas. Há algumas excepções também para estufas e para a aplicação dos produtos em culturas “problemáticas”, mas apenas depois da floração.

Onde o seu uso for permitido, os pesticidas só estarão disponíveis para profissionais.

A ideia inicial da Comissão era avançar com as restrições já em Julho, mas a data foi adiada para Dezembro. Dentro de dois anos, a situação será reavaliada.

A proposta de Bruxelas já tinha falhado uma primeira votação, dia 15 de Março, conseguindo apenas 13 votos a favor. Entre os países que então votaram contra ou se abstiveram, a Alemanha mudou agora de posição, apoiando a Comissão.

Já o Reino Unido manteve a sua oposição à proposta, argumentando que não há provas suficientes de que os pesticidas façam mal às abelhas e que os prejuízos na agricultura seriam elevados. Os fabricantes dos pesticidas também dizem que não há provas suficientes de que o seu uso em condições normais na agricultura cause problemas às abelhas.»
Fonte: Público

Notícia também no The Guardian

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Pelas abelhas - urgente!

Já apelei há dois anos atrás, a uma petição da Avaaz para proteger as abelhas, mas dada a urgência e importância do tema, volto a fazê-lo:

48 horas para proibir assassinos de abelhas


"Silenciosamente, a nível mundial, biliões de abelhas estão a morrer, ameaçando as nossas colheitas e alimentos. Mas, nas próximas 48 horas, a União Europeia pode mover-se para banir os pesticidas mais venenosos, e traçar o caminho para uma proibição global que poderá salvar as abelhas da extinção.

Quatro países da UE começaram a proibir esses venenos, e algumas populações de abelhas já estão a recuperar. Dias atrás, o supervisor oficial de segurança alimentar europeia afirmou pela primeira vez que certos pesticidas são fatalmente prejudiciais às abelhas. Agora, especialistas e políticos europeus estão a pedir uma proibição imediata. Mas a Bayer e outras gigantes produtores de pesticidas estão a fazer um forte lobby para mantê-los no mercado. Se fizermos um enorme enxame de indignação pública agora, podemos forçar a Comissão Europeia a colocar a nossa saúde e o ambiente à frente do lucro de alguns.

Sabemos que as nossas vozes contam! No ano passado, a nossa petição de 1,2 milhões obrigou as autoridades dos EUA para abrir uma consulta formal sobre pesticidas - agora, se chegarmos aos 2 milhões, podemos convencer a UE a livrar-se desses venenos loucos e abrir o caminho para uma proibição mundial. Assine a petição urgente e partilhe - a Avaaz e os deputados líderes entregarão a nossa mensagem antes da reunião chave desta semana em Bruxelas.

Aos decisores da UE:
Apelamos à proibição imediata do uso de pesticidas neonicotinoides. A morte catastrófica de colónias de abelhas pode colocar a nossa cadeia alimentar em perigo. Se agirem urgentemente com precaução agora, poderemos salvar as abelhas da extinção."
Se não faz parte dos 1,4 milhões que já assinaram, assine aqui e ajude achegar aos 2 milhões! 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Ajude as abelhas galegas contra as fumigações na Galiza

Os eucaliptos da Galiza estão a ser atacados pelo gorgulho e a solução achada pela indústria do papel e pelo Governo da  Galiza é a fumigação com um produto altamente tóxico para as abelhas (para além dos efeitos na saúde e no meio ambiente), o flufenoxuron, cuja venda está proibida na UE a partir de 1 de Agosto de 2012.

Em Abril passado foi entregue uma petição, resultante da ação de um grupo de pessoas e associações  que constituíram a Plataforma contra as Fumigacións. No entanto, os planos para as fumigações continuam, por isso, e já com mais de 100 mil assinaturas, a petição foi reaberta e pode ser assinada aqui


«Resumo do problema

1. A empresa espanhola de papel (ASPAPEL) pretende realizar, em colaboração com o Governo da Galiza e outras entidades,  e fumigações maciças das plantações de eucalipto galegas afetadas por um inseto, o Gonipterus  scutellatus.
2. A pulverização vai ser realizada com inseticida chamado comercialmente Cascade, cujo princípio ativo é uma substância chamada flufenoxuron.
3. Esta substância foi classificada como nociva pela União Europeia que proibiu a sua venda a partir de 1 de agosto deste ano (2012).
4. Um dos seus piores efeitos é ser altamente tóxica para as larvas das abelhas, como o próprio fabricante  reconhece no rótulo do produto.
5. Se esse produto for pulverizado maciçamente nos montes galegos , há um grande perigo de extermínio das povoações de abelhas, já muito reduzidas pela contínua utilização de pesticidas, segundo apontam os estudos científicos.
6. Se morrem as abelhas na Galiza, para além de outros efeitos nocivos para o ecossistema,  não ocorrerá a polinização da maior parte das plantas de que nos alimentamos , nós humanos e os animais que criamos para nos alimentarmos.
7. Sem polinização, não há reprodução destas plantas , e a nossa agricultura colapsará.
Entre as espécies como vegetais de que nos alimentamos, as seguintes dependem necessariamente da ação polinizadora das abelhas para produzir fruto e semente (ou são favorecidas por ela):
Árvores de fruto:
Macieira, pereira, castanheiro, kiwi, videira, amendoeira,  pessegueiro, cerejeira, ameixieira ...
Espécies forrajeiras:
Alfafa, trevo, linho, algodão...
Culturas hortícolas:
Tomate, couves , abóboras, curgetes,  pimentas,  cenouras, salsa, nabos, brócolos, panela, couve-flor, beringelas, melões, pepinos, morangos, framboesas, espargos, amoras, »

Fonte do texto e imagens: Plataforma contra as Fumigacións  (tradução minha)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Monsanto, abelhas, transgénicos, venenos e hipocrisia

Monsanto, a empresa gigante de biotecnologia, que tem sido acusada de contribuir para a redução da população de abelhas, comprou uma das principais organizações de pesquisa do desaparecimento das abelhas (colony collapse disorder - CCD), a Beelogics, em Setembro de 2011.

Recentemente, o milho geneticamente modificado da Monsanto (MON810) foi banido da Polónia pelo facto de o seu pólen causar efeitos devastadores na população de abelhas.
Em França o milho da Monsanto foi proibido a partir de 2012. 
Na Hungria, as sementes geneticamente modificadas são agora proibidas pela nova constituição.
Para além da França e da Hungria, o milho transgénico MON810 é já proibido em mais 7 países europeus (Alemanha, Áustria, Grécia, Luxemburgo, Bulgária, Itália e Polónia)
Na Alemanha, na Roménia e na Suécia, o cultivo de transgénicos tem diminuído significativamente. 
Portugal  e Espanha, são os únicos países da Europa onde tem aumentado o cultivo de milho transgénico.

"É evidente que a Monsanto está sob fogo sério devido ao seu papel no desaparecimento desses insetos vitais. É, portanto, bastante claro por que a Monsanto comprou uma das maiores empresas de pesquisa de abelhas do planeta."  (Natural Socitey)

Nada que me admire, sabendo como funciona a Monsanto, a criadora do agente-laranja e do herbicida roundup, a detentora de 90% do mercado de sementes transgénicas, a causadora de destruição ambiental, de poluição e envenenamento, de propaganda enganosa, mentiras e hipocrisia, de ruína de agricultores americanos, de suicídio de agricultores indianos. A empresa é tão conceituada que até já tem direito a página no facebook "Millions against Monsanto". Acabo deixando um documentário elucidativo de 2008: "O Mundo segundo a Monsanto", e voltando a fazer a pergunta retórica: A falta de ética compensará até quando? 
Fontes e mais informação em:

domingo, 29 de janeiro de 2012

Workshop de Apicultura em Paredes

"A Associação Paredes em Transição está a organizar um workshop sobre apicultura que decorrerá nos dias 2, 3 e 4 de Março; 15 de Abril; e 18, 19 e 20 de Maio, com uma carga horária de 33 horas teóricas e práticas.

Este espaçamento ao longo de quase 3 meses permitirá aos participantes acompanhar o calendário apícola e adquirir os conhecimentos de forma prática, trabalhando com as abelhas e aprendendo a desempenhar todas as tarefas necessárias para poderem conduzir, com sucesso, os seus próprios enxames.

Pretende-se que os participantes terminem o curso com a confiança necessária para tratarem os seus próprios enxames, quer como passatempo, quer como uma possível ocupação a tempo inteiro.

O workshop será conduzido, em língua portuguesa, por Harald Hafner, apicultor austríaco há muito radicado em Portugal, mestre em apicultura, e com uma vasta experiência profissional em vários ambientes, com diversas raças de abelhas e diferentes tipos de colmeia.

As partes teóricas do workshop, nas Sextas-feiras 2 de Março e 18 de Maio, decorrerão no auditório da Junta de Freguesia de Castelões de Cepeda, em Paredes. As partes práticas decorrerão na Quinta da Ameixoeira Torta, em Vandoma, Paredes, onde se encontra o apiário comunitário de Paredes em Transição.(Fonte: blogue Paredes em Transição)

Mais informação aqui e programa aqui.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Petição pelas abelhas

Muitas pessoas já se aperceberam que as abelhas estão a desaparecer, conforme foi referido aqui neste post (ver também no blogue A Linguagem das Folhas).
Estudos demonstram que (entre outros factores, eventualmente), os insecticidas à base de neonicotinóides são altamente tóxicos para as abelhas. Países como a França, Itália, Eslovénia e mesmo a Alemanha proibiram o seu uso, mas a Bayer continua a vender no resto da Europa, Estados Unidos e muitos outros países.

A AVAAZ lançou uma  petição  para que sejam proibidos estes químicos, e mais de 900 mil pessoas já a assinaram para ajudar a salvar as abelhas. Ajude a chegar a 1 milhão. Aqui fica o apelo da AVAAZ:
 
«ALERTA DAS ABELHAS - AJA AGORA!

Silenciosamente, ao redor do mundo, bilhões de abelhas estão sendo mortas, ameaçando assim nossas plantações e segurança alimentar. Porém a proibição de um tipo de pesticida, poderia salvar as abelhas da extinção.
Desde que este veneno foi proibido em quatro países europeus, a população de abelhas já está se recuperando. Mas empresas químicas estão fazendo um lobby forte para manter a sua pesticida letal no mercado. Um chamado para baní-la nos EUA e na União Europeia, onde o debate é mais forte, poderá desencadear ações de outros governos ao redor do mundo.
Vamos fazer um zumbido global gigante para banir este veneno perigoso nos EUA e Europa a não ser que hajam evidências de que ele seja seguro. Assine a petição para salvar abelhas e as nossas plantações e encaminhe para todos:

Para governantes dos EUA e UE:
"Nós pedimos que vocês proibam agrotóxicos à base de neonicotinóide até que novos estudos científicos independentes comprovem que esta substância é segura. A morte catastrófica de colônias de abelhas poderão colocar toda a nossa cadeia alimentar em perigo. Se você agir urgentemente com precaução, nós poderemos salvar as abelhas da extinção.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

CCD - O desaparecimento das abelhas

Julgo que a maioria de nós já ouviu falar ou já testemunhou o desaparecimento das abelhas na última década. Colónias inteiras desaparecem sem deixar rasto, ou simplesmente morrem. Neste último caso, parece ser causa directa o ataque de um parasita, mas algo provoca a vulnerabilidade das abelhas ao mesmo. No caso de desaparecerem, estudos apontam como causa primária a avaria no seu "sistema de navegação", não encontrando o caminho de volta para a colmeia, mas essa "avaria" também terá uma causa. O fenómeno é chamado, em inglês, de colony collapse disorder (CCD).

A continuar o desaparecimento e extinção de espécies de abelhas desta maneira (que se estimam em mais de 20 mil), as consequências para a agricultura, para a nossa alimentação e para a biodiversidade serão gravíssimas. As abelhas são os principais agentes polinizadores das espécies vegetais e evitam a extinção de dezenas de milhares de espécies. As razões para o CCD não são conhecidas, mas muitos cientistas estão a estudar o assunto, e são já apontados como factores o uso de pesticidas, o cultivo de transgénicos, e a poluição electromagnética (radiações de telemóveis).

Os motivos indicados, e embora não haja ainda certezas, parecem apontarem todos numa direcção: a responsabilidade é nossa, das actividades humanas!


«Para além da produção de mel e de outros produtos apícolas, as abelhas são, na realidade, responsáveis pela polinização de milhares de espécies de flores, garantindo o sucesso de um sem-número de colheitas agrícolas essenciais para a alimentação humana. Mas, nos últimos anos, soou um sinal de alarme: um pouco por todo o mundo, desde os Estados Unidos, Inglaterra, França, países nórdicos e até Portugal, assiste-se à extinção de várias espécies de abelhas. E não se sabe ainda muito bem porquê(Fonte: Gaia, 2008-09-21)

«Os apicultores, criadores de abelhas, foram os primeiros a alertar para a mortalidade anormal dos insetos. Eles acusam agricultores de utilizar grandes quantidades de pesticidas, para proteger suas plantações. Os produtos químicos seriam, então, os assassinos. Mas cientistas também descobriram que as colónias estavam sendo atacadas por vírus e fungos, além de um parasita chamado Varroa destructor, uma espécie de ácaro, que tem o pouco simpático apelido de "vampiro de abelhas".» (Fonte: Meu Planetinha, 2009/10/01)

«Vários grupos de investigadores universitários e apicultores, confrontados com o fenómeno, têm vindo a alertar para o perigo que representa esta nova vaga de extinções misteriosas. O despovoamento maciço das colmeias, baptizado de colony collapse disorder (CCD), apresenta sintomas únicos e diferentes daqueles observados nas infestações frequentes pelo parasita Varroa jacobsoni (um ácaro que destrói as larvas). (...) Também os produtos transgénicos podem ser uma ameaça grave. Um estudo português de investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto demonstrou que morreram várias colmeias colocadas na vizinhança de campos de milho transgénicos Bt, capaz de produzir a toxina do Bacillus thruringiensis (letal para lagartas e borboletas que atacam o milho).» (Fonte: Gaia, 2008/09/21)

«A diminuição da população de abelhas na Europa e América do Norte pode estar sendo provocada pela radiação de telefones celulares. A conclusão é de dois pesquisadores da Universidade Chandigarh's Punjab, da Índia, que acredita que a rede de telefonia móvel estaria interferindo no senso de navegação dos insetos. A pesquisa foi publicada na semana passada na última edição do periódico Current Science.» (Fonte: Planeta Sustentável, 2010/06/01)