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| Imagem obtida aqui |
Não olhe para o lado, não feche os olhos, saiba o que se passa!
Durante o século 20, e na civilização ocidental, que entretanto se transmutou em capitalismo e se globalizou, esses hábitos sofreram grandes mudanças. Uma delas, foi o aumento do consumo de carne e outros produtos de origem animal. De 1961 para 2007, o consumo mundial (anual) per capita passou de 22 kg para 40kg; em 2010, esta média esteve nos 46,6 kg. Dados da FAO de 2007, num estudo de 177 países, apresentam no topo dos consumidores de carne per capita, o Luxemburgo (136,73 kg), seguido dos Estados Unidos (122,79 kg) e da Austrália (122,70 kg), e na base da tabela a Índia (3.26 kg). A Espanha aparece em 5º lugar (111,56 kg), Portugal no 16º (92,62 kg), e o Brasil em 34º (80,49 kg).
Em paralelo, cada vez há mais estudos que associam o consumo de carne a doenças como o cancro (ver no Green Savers e na revista Nutrition & Metabolism) e que provam que veganos e vegetarianos vivem em média, quase mais uma década que os que comem carne (ver na ANDA e no The Huffington Post).
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| Os maiores consumidores de carne per capita do mundo - 2007
(Imagem de The Economist)
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Para além das questões de saúde e ambientais, é preciso colocar no lugar que merecem, as questões éticas. Para comer um animal, é preciso que alguém o mate. E se uma grande maioria dos humanos considera isso "normal", também uma grande maioria pensaria duas vezes antes de comer carne se imaginasse sequer as condições de sofrimento na vida e na morte a que tantos milhões de animais são sujeitos.
Respeitar os animais implica considerar que a nossa espécie não está acima das outras (especismo), e o mínimo que lhes devemos é não ignorar o enorme sofrimento que indiretamente lhes infligimos. Só assim poderemos tomar decisões conscientes do nosso dia a dia; para isso proponho que ganhe um pouco de coragem e veja o documentário brasileiro "A carne é fraca", de 2005, produzido pelo Instituto Nina Rosa, sobre os impactos que o ato de comer carne representa para a saúde humana, para os animais e para o ambiente (53 min).
Sobre a questão da ética e do sofrimento dos animais, ficam aqui as ligações:
- para o Discurso de Philip Wollen (10 min),
- para a Palestra de Gary Yourofsky (71 min),
- e para o filme Earthlings (aviso que é preciso muita coragem até para ver o trailer)
«EARTHLINGS (Terráqueos), 2005, é um premiado documentário sobre o sofrimento dos animais para comida, moda, animais de estimação, entretenimento e investigação médica. Considerado o documentário mais persuasivo de sempre, EARTHLINGS é apelidado de "o fazedor de veganos", pelas suas sensíveis filmagens gravadas em abrigos e lojas de animais, “fábricas de filhotes”, quintas-fábrica de pecuária, matadouros, negócios de couro e peles, eventos desportivos, circos e laboratórios de pesquisa. O filme, de Shaun Monson, é narrado por Joaquin Phoenix e tem música de Moby . Inicialmente ignorado pelos distribuidores, EARTHLINGS hoje é considerado “o filme” sobre direitos dos animais por organizações de todo o mundo. » (tradução de parte do texto do site oficial)
Trailer do filme Earthlings (3 min)
Filme Earthlings legendado (em 10 partes)
"Se os matadouros tivessem paredes de vidro, não seríamos todos vegetarianos? Mas os matadouros não têm paredes de vidro. A arquitetura do abate é projetada no interesse da negação, para garantir que não vejamos mesmo que quiséssemos olhar. E quem quer olhar?" (do filme)
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Nestes quase 4 anos de blogue, esta foi a mensagem que mais me custou a preparar; mas se por causa dela houver menos 1 animal a sofrer, terá valido a pena.
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Mensagem publicada em 04/jan/2013, republicada em 4/out/2014, Dia Mundial do Animal.


