Para além dos produtos químicos que ingerimos nos alimentos, quer nos processados (conservantes, corantes, aromatizantes, emulsionantes, etc. etc.) quer nos produtos oriundos da agricultura e pecuária convencional (herbicidas, inseticidas, fungicidas, hormonas, antibióticos, etc., etc), somos diariamente expostos, através da pele a dezenas de produtos químicos. São os champôs, os amaciadores, os cremes, os dentífricos, os desodorizantes, os perfumes, etc.
Mas vamos-nos focar nos desodorizantes. Um desodorizante, como a palavra diz, é um produto que serve para remover o odor; da transpiração, claro. E o que faz o mau odor da transpiração? as bactérias que se desenvolvem no suor, se forem criadas as condições para isso. Um anti-transpirante é um produto que impede a transpiração. Por norma, a substância usada para impedir a transpiração é o alumínio (na forma de cloridrato de alumínio). Mas o corpo precisa de transpirar para eliminar toxinas, se não o fizer, está a retê-las. Portanto, o melhor é esquecer logo estes produtos.
Voltando aos desodorizantes, há muitas soluções fáceis para fazer em casa desodorizantes perfeitamente funcionais. Com as mais variadas consistências e formas. Em vez de álcool, parabenos, triclosan, ftalatos, propilenoglicol e outras maravilhas do nosso tempo...., podemos usar produtos facilmente existentes... ali na cozinha. Como limão, óleo de côco, bicarbonato, amido.
A receita (de coco) que aqui deixo já experimentei e recomendo:
5 colheres de sopa de óleo de coco
1 colher de sopa de óleo de amêndoas doces
3 colheres de sopa de amido de milho (tipo Maizena ou, de preferência, de marca nacional)
3 colheres de sopa de bicarbonato de sódio (em pó fino)
12 a 15 gotas de óleo essencial de alecrim (opcional)
Abaixo dos 25ºC, o óleo de coco está sólido, pelo que será preciso amorná-lo em banho-maria para o derreter ligeiramente e facilitar a mistura com o amido de milho e com o bicarbonato de sódio. Quando já está meio sólido (para evitar a separação dos ingredientes), colocar numa embalagem, de preferência a reutilizar. No tempo quente, o desodorizante fica líquido, pelo que o melhor é guardá-lo no frigorífico, e tirá-lo algum tempo antes de utilizar. A inclusão de óleo de amêndoas doces amacia o desodorizante no inverno.
Há muitas alternativas, à base de óleos ou de infusões, com ou sem óleos essenciais (eucalipto, tea tree, alfazema,...). Alguns exemplos aqui. E há também quem utilize e diga maravilhas da pedra de alúmen. No entanto, não deixa de ter alumínio (sulfato duplo de alumínio e potássio) e parece-me que atua mais como anti-transpirante do que apenas como desodorizante, mas é assunto que não domino; assim, aplico o princípio da precaução.
Entretanto, conheça as principais substâncias que devem ser evitadas nos cosméticos e produtos de higiene comerciais neste artigo do Portal eCycle.