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domingo, 5 de fevereiro de 2017

Será que somos todos cobaias?

"Somos todos cobaias?" é um documentário ( "Tous Cobayes?", 2012, França) com duas partes distintas: uma parte dedicada aos efeitos do usos de organismos geneticamente modificados (OGM), e outra parte dedicada à energia nuclear. 

Em ambos os casos, a tónica comum é o facto de o Homem ter desenvolvido tecnologias perigosas sem as testar devidamente a nível de ambiente e saúde, e mesmo assim teve a arrogância de aplicá-las no mundo real sem se preocupar com possíveis contaminações e outras consequências irreversíveis .

O realizador, Jean-Paul Jaud,  já tinha dirigido o documentário "Nos enfants nous accuseront" (2008) sobre os venenos na agricultura, muito bom, e que pode ver aqui.



Sinopse : 
"De 2009 a 2011, e em segredo, o Professor Gilles-Eric Séralini conduziu, no CRIIGEN, uma experiência de consequências inimagináveis. Trata-se do estudo mais abrangente e de maior duração feito em ratos de laboratório, sobre o consumo de um produto agrícola geneticamente modificado (OGM cultivado com o pesticida Roundup (glifosato). As conclusões são assustadoras.

Após o terrível acidente de Chernobyl em abril de 1986 a radioactividade invisível ressurgiu com a explosão da central de Fukushima, em março de 2011, causando danos materiais, humanos e ecológicos inomináveis. 

OGM, nuclear: o Homem apropriou-se dessas tecnologias sem fazer aprofundados testes ambientais ou de saúde, enquanto a contaminação irreversível da vida é real .  Somos todos cobaias?
(daqui, tradução livre)

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Transgénicos: a destruição da biodiversidade e da soberania

Imagem obtida aqui
No Ano Internacional da Agricultura Familiar (e sempre), é preciso ajudar as pessoas a perceberem a destruição que os transgénicos causam à agricultura familiar, à biodiversidade e à soberania alimentar. A "Segunda Revolução Verde", como lhe chama Vandana Shiva (no vídeo), liderada pela ambiciosa e perigosa multinacional Monsanto, é a antítese da agricultura familiar.

A ONU já comprovou que a agricultura familiar é a única que pode fazer frente à pobreza. Por outro lado, a agricultura dos transgénicos e dos agroquímicos irá agravar o fosso entre ricos e pobres, acabar com a soberania alimentar dos povos, tornando a Monsanto (e o séquito de empresas e bancos a ela associados) os donos do mundo. 

E enquanto alguns países percebem e expulsam a Monsanto, Portugal, Espanha, Argentina, Brasil e outros continuam a deixar que os seus campos, biodiversidade e população, sirvam servilmente a Monsanto e outras que tais (desculpem o pleonasmo, mas é a propositado).

Não duvidem:

Quem controla a produção alimentar, controla o mundo

Vejam o vídeo abaixo, parte final do documentário "O mundo segundo a monsanto" e bem esclarecedor, e espalhem a mensagem

domingo, 22 de dezembro de 2013

É preciso travar a contaminação com transgénicos


O uso de organismos geneticamente modificados (OGM ou transgénicos) coloca em sério risco a biodiversidade agrícola, para além de todos os problemas na saúde que começam finalmente a sair à luz do dia. Isto porque, além de os agricultores que optam por essa via deixarem de cultivar as variedades alimentares tradicionais adaptadas, a polinização pelo vento ou pelos agentes polinizadores faz-se a grandes distâncias, contaminando as culturas daquele que cultivam variedades não transgénicas. Trata-se de um verdadeiro ecocídio.


O caso do agricultor australiano Steve Marsh, que devido à contaminação com OGM, perdeu a certificação biológica, é apenas um entre muitos. Esta contaminação teve um impacto dramático sobre Steve e seus meios de subsistência, enquanto a Monsanto, por causa dos acordos firmados com cada agricultor GM, fica livre de qualquer responsabilidade, apenas ganha o lucro. Em vez de aceitar passivamente esta invasão, Steve decidiu tomar uma posição. Como o único caminho disponível,  ele  processou o seu vizinho por prejuízos e danos.

Como o processo judicial será muito caro, a "Safe Food Foundation", lançou uma campanha de angariação de fundos para ajudar nesta batalha, pois pretendem que este seja um caso "bandeira" para alertar o mundo dos perigos da contaminação com transgénico.  A primeira audiência no tribunal está marcada para fevereiro de 2014.

Este não é apenas o caso de Steve Marsh, é o caso de nós todos, que vemos ameaçada a nossa alimentação; por isso, a palavra-chave (hashtag) #IamSteveMarsh.

Veja o vídeo abaixo (tem legendas em espanhol e francês) e saiba como pode apoiar a causa de Steve Marsh aqui.



«Steve Marsh é agricultor e vive em Kojonup na Austrália Ocidental. Em 2010, ele perdeu a certificação biloógica (orgânica) quando a canola geneticamente modificada (OGM) do seu vizinho contaminou 70% da sua quinta. Numa estreia mundial, ele processou o seu vizinho por prejuízos, e se ele ganhar ele não só protege o seu direito de cultivar alimentos biológicos livres de OGM, como também protege os nossos direitos de comer alimentos livres de transgénicos.»

Fontes: Safe Food Foundation,  Steve Marsh Benefit Fund,  Help this farmer (facebook)

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Transgénicos fora de controle em todo o mundo

Comunicado da Plataforma Transgénicos Fora , 2013/11/12: 


Imagem obtida do relatório da TESTbiotech
Lisboa/Munique - 12 Nov 2013 - É hoje divulgado o primeiro relatório global sobre o alastramento incontrolável da contaminação transgénica em espécies como o milho, arroz, algodão, colza e até um choupo e uma gramínea.

Este problema já foi detetado em regiões e países como os Estados Unidos, Canadá, América Central, Japão, China, Austrália e Europa. Em muitos casos as plantas foram descobertas muito para lá dos terrenos onde estavam cultivadas. Em algumas regiões, os transgenes já passaram para as plantas selvagens.

Esta síntese documental é publicada no arranque da conferência internacional sobre coexistência entre agricultura transgénica e convencional que começa hoje em Lisboa e é patrocinada pela indústria, incluindo Monsanto e Pioneer. O Comissário Europeu Tonio Borg marcará presença através de vídeo, e a Ministra Assunção Cristas também falará na sessão de abertura.

"A coexistência entre a agricultura transgénica e a biodiversidade é uma miragem. A contaminação já chegou às populações selvagens e continua a espalhar-se: quem vai proteger os ecossistemas? Estamos perante um passo irreversível e insustentável e é a indústria que está a decidir por nós, com toda a ligeireza.", afirma Margarida Silva, da Plataforma Transgénicos Fora.

Há várias razões para a contaminação. Para além dos cultivos comerciais e dos campos experimentais de transgénicos, as quedas de semente viável durante o transporte de matérias primas para alimentação e rações são também uma fonte de poluição generalizada. As consequências não podem ser antecipadas com exatidão, e torna-se claro com este relatório que não se consegue prever como é que as plantas transgénicas vão interagir com as restantes.

"O Comissário Tonio Borg, que está atualmente a tentar forçar a entrada de mais transgénicos na União Europeia, devia ter consciência das consequências desta tecnologia à escala mundial", lembra Christoph Then, do Testbiotech, o instituto que produziu o relatório. "Precisamos de legislação que garanta que a libertação de transgénicos é bloqueada a não ser que que seja possível proceder à sua remoção sempre que necessário."

Um dossiê jurídico publicado recentemente pelo Testbiotech mostra falhas legais significativas. O princípio da precaução, tal como estabelecido pela UE, só pode ser implementado se houver mecanismos de remoção dos transgénicos em caso de necessidade face a uma eventual emergência ambiental. Falta clarificação jurídica e prática, o que significa um risco acrescido para as sementes de que depende o futuro de todos.

O relatório hoje publicado - Transgene escape: Global atlas of uncontrolled spread of genetically engineered plants - foi preparado com o financiamento da Fundação Gregor Louisoder Umweltstiftung, de Munique (Alemanha).»


Ligações:
Relatório: http://www.testbiotech.org/en/node/944
Dossier jurídico sobre falhas da legislação europeia: http://www.testbiotech.org/en/node/915
Plataforma Transgénicos Fora: http://www.stopogm.net/
Conferência internacional GMCC13: http://gmcc13.org/»

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Parem o salmão transgénico!


«Parem o ataque dos peixes Frankenstein

Os EUA estão prestes a servir a primeira carne modificada geneticamente do mundo: um salmão mutante que pode devastar as populações de salmão selvagens e ameaçar a saúde humana. Mas podemos impedi-los agora antes que esse estranho peixe Frankenstein apareça em nossos pratos de comida. 

Imagem obtida no The Independent
O novo salmão falso cresce duas vezes mais rápido que o original, e nem mesmo os cientistas sabem os efeitos a longo prazo que ele pode causar à saúde. Ainda assim, esse alimento está prestes a ser declarado seguro para consumo, baseado em estudos pagos pelas empresas que criaram a própria criatura modificada geneticamente! Felizmente, os EUA são obrigados legalmente a considerar a opinião pública antes de tomarem uma decisão. Uma crescente coalizão de consumidores, ambientalistas e pescadores estão pedindo ao governo que abandone esse plano mal-cheiroso. Vamos urgentemente criar uma avalanche de apoio global para ajudá-los a vencer essa causa. 

A consulta está acontecendo agora e temos uma chance real de manter o peixe mutante fora do cardápio. Assine para impedir a criação do peixe Frankenstein e compartilhe amplamente -- quando alcançarmos 1 milhão de assinaturas, nosso clamor será enviado oficialmente à consulta pública.

"Enquanto consumidores globais, pedimos que não aprove o salmão transgénico produzido pela AquaBounty para o consumo humano. Peixes modificados geneticamente são uma ameaça real para as espécies naturais marinhas e não há estudos suficientes sobre os efeitos a longo prazo causados pelo consumo de carne transgénica. Pior ainda, a aprovação do salmão transgénico pela FDA pode abrir as comportas para os animais modificados geneticamente ao redor do mundo. Pedimos que rejeite essa aprovação."»

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Desabafo de um agricultor (brasileiro)

Imagem obtida aqui
      "Encurralar: meter em curral, encantoar em local sem saída, sem opção de escolha, perda da liberdade... é assim que está o agricultor que não deseja aderir ao plantio de organismos geneticamente modificados, no meu caso a soja e o milho.

        Gostaria que me permitissem um desabafo.

        A agricultura, atividade milenar que fixou o homem tirando-o do nomadismo, criou a possibilidade da civilização se desenvolver, é a pedra angular na produção de alimentos para a humanidade. Hoje é uma atividade controlada.

        A produção de alimentos é entendida, ou pelo menos deveria ser entendida pelos governantes de um país, como um ponto estratégico, segurança alimentar.

        A nação que se auto sustenta na produção de alimentos tem uma vantagem óbvia em relação às que não forem capazes. Mas, pelo que tudo indica, nossos governantes (eu me refiro em especial aos parlamentares, congressistas que compõem a bancada ruralista) não estão dando importância para auto sustentabilidade e segurança alimentar da nação. Se eu pudesse gostaria de fazer algumas perguntas a esses parlamentares que me referi acima:
  • Por que depender de uma tecnologia criada por um concorrente que tem por principal objetivo o controle sobre as sementes e os agricultores e o controle sobre a produção de alimentos no mundo?
  • Por que deixar corporações estrangeiras ditarem as regras de um setor tão importante?
  • Será que com todos os cientistas e mentes brilhantes que temos aqui no Brasil não seria possível encontrar uma outra solução para os problemas enfrentados pela agricultura além dessa proposta dos organismos geneticamente modificados?
Imagem obtida aqui
        Do agricultor foram tirados todos os direitos básicos elementares de optar por um ou por outro sistema de produção, de poder guardar as suas sementes, a liberdade de escolha.

        Além do agricultor ter que arcar com o risco das intempéries, das mudanças climáticas e de toda má sorte que pode ocorrer desde o plantio até a colheita, ele é jogado no covil desses leões famintos que são essas mega corporações que estão nos empurrando para um brete sem saída. E o pior, com o aval de quem deveria nos proteger.

        Quem deveria nos proteger são os representantes do setor agrícola no congresso. Criando leis, mecanismos que impeçam essas corporações de fazer o que bem entendem, de fazer com que o agricultor fique cada vez mais dependente, mais endividado, mais impotente, mais desesperado, mais sem saída.

        Afinal, bancada ruralista, a quem vocês estão representando mesmo?

        Grato pela atenção,

        Silvio Guerini"

O texto anterior é uma carta de um agricultor do Paraná,  foi publicada no Boletim 565 da AS.PTA de 26 de Novembro de 2011, e foi hoje divulgada por mail através da lista OGM. Vejam o contexto da carta aqui.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Contra os transgénicos

Está a decorrer uma recolha de assinaturas de adesão à moção sobre OGM - Contra a libertação no ambiente de organismos transgénicos, a que pode aceder, ler e assinar através da respectiva página da Naturlink.

Os Organismos Geneticamente Modificados, conhecidos pela sigla OGM, são organismos que, através de engenharia genética, sofreram alterações ou mutações intencionais no seu material genético, com o objectivo de ver alteradas determinadas características, como por exemplo, a resistência a determinadas doenças ou a velocidade de crescimento. Nem todos os OGM são transgénicos, mas todos os transgénicos são OGM: os transgénicos são organismos geneticamente modificados em que parte do ADN provém de outro organismo que pode até ser de espécie diferente.

Os transgénicos já são comercializados desde 1994, sendo a soja o transgénico mais produzido no mundo (ocupa 53% da área total cultivada com transgénicos), seguida pelo milho transgénico (30%), pelo algodão transgénico (12%) e pela colza transgénica (5%).

Com o argumento de providenciarem mais alimento a menos custo para um mundo com agora com mais de mil milhões de pessoas com fome crónica, o uso dos transgénicos acaba, como sempre, por ser um negócio para alguns enriquecerem, pois são muito poucas as empresas detentoras das patentes (as principais são: Monsanto, Bayer, Syngenta, Dow, BASF e Du Pont). Só a Monsanto detém mais de 90% de todo o mercado de sementes transgénicas.

Segundo dados de 2008, apenas seis países cultivam 95% dos transgénicos cultivados a nível mundial: Estados Unidos (50% do total de cultivos), Argentina (17%), Brasil (13%), Índia (6%), Canadá (6%) e China (3%). A área total cultivada com transgénicos a nível mundial, foi de 125 milhões de hectares. Na União Europeia houve milho transgénico a ser legalmente cultivado em Espanha, Alemanha, Portugal, República Checa, Eslováquia e Roménia. Em Portugal, o cultivo de milho transgénico em 2008 ocupou cerca de 4900 hectares. (Fonte: Plataforma Transgénicos Fora - FAQ's)

O uso e cultivo de transgénicos contribuem para pôr em risco a nossa saúde, para tornar a agricultura menos diversificada, para a dependência e empobrecimento dos agricultores, para subverter o comércio agrícola, para contaminar outras culturas, e é uma ameaça à biodiversidade, entre outros aspectos. E não está a contribuir para diminuir a fome no mundo, que, pelo contrário, continua a aumentar.

Para saber mais sobre transgénicos visite a Plataforma Transgénicos Fora ou o site da Greenpeace Brasil.

Veja no vídeo abaixo a reportagem da Euronews, anterior às últimas eleições europeias, de Junho 2009 sobre o exemplo da Áustria. Querem-nos obrigar a ter transgénicos mesmo sem eles quererem!