quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

OGM 7: Cada empresa comercializa o seu glifosato?



OGM Perguntas e Respostas #7: Cada empresa comercializa o seu glifosato?

7º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018,  Vila Velha de Ródão.

«Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes? Este evento realizou-se no dia 29 de Setembro 2018 na Herdade Tapada da Tojeira, Vila Velha de Ródão. A sessão foi dinamizada por Margarida Silva, bióloga e especialista em desenvolvimento sustentável e foi organizada pela Plataforma Transgénicos Fora e Herdade Tapada da Tojeira (com apoio da Confederação dos Agricultores de Portugal - CAP de Castelo Branco).

Em Portugal cultiva-se e consome-se milho transgénico na alimentação animal e humana mas não há informação que permita aos consumidores fazer escolhas informadas. Quase ninguém sabe o que são transgénicos e que riscos implicam. A sessão teve como objetivo contribuir para colmatar essa falha. Dirigida sobretudo aos agricultores da região, acabou por registar uma adesão heterogénea, com pessoas ligadas à agricultura, ao ambiente e ao ensino, incluindo alguns políticos locais do PSD e CDS. Esta sessão aponta para a urgência de fazer circular informação rigorosa e relevante que possa ultrapassar o clubismo instalado entre as bandeiras tradicionais da Direita e da Esquerda.

O planeta está em perigo e só pode ser salvo se todos nos unirmos na sua defesa. O conhecimento necessário está disponível mas não está acessível a todos.

Querendo promover a sua circulação a PTF criou 12 mini-episódios que registam as respostas às questões colocadas pelo público durante esta sessão.

Margarida Silva é doutorada em biologia molecular, professora da Universidade Católica no Porto, especialista em desenvolvimento sustentável, ativista e coordenadora da Plataforma Transgénicos Fora

Saiba mais na Plataforma Transgénicos Fora. https://www.stopogm.net/

domingo, 27 de janeiro de 2019

Terra Mãe (Jane Goodall)

«Não passa um único dia sem que tu tenhas um impacto no mundo ao teu redor. O que fazes, faz diferença, e tu tens de decidir que tipo de diferença queres fazer.»  
Jane Goodall

«Como é  possível que a criatura mais intelectual que já caminhou no planeta Terra esteja a destruir a sua única casa? E estamos a destruir a mãe Terra tão rápido! 

Será que perdemos a sabedoria? A sabedoria que alguns povos indígenas mostraram ao tomar cada decisão com base em como isso afeta as gerações seguintes.

 Estamos a tomar decisões apenas com base na próxima assembleia de acionistas ou na próxima campanha política. 

Existe uma desconexão entre o cérebro incrivelmente inteligente e o coração humano, amor e compaixão.  

E eu sinto realmente que só podemos alcançar o nosso verdadeiro potencial humano, que é enorme, se tivermos harmonia entre a cabeça e o coração.»

Jane Goodall, "Sowing the seeds of hope", 28/3/2014, Concordia University, Montreal, Canadá



Jane Goodall - Mother Earth from The Inspiration Journey on Vimeo.

Discurso original de Jane Goodall em  https://www.youtube.com/watch?v=vibssrQKm60

sábado, 26 de janeiro de 2019

OGM 6: As escolas de agronomia estão totalmente condicionadas...

«As escolas de agronomia estão totalmente condicionadas no sentido da agricultura industrializada intensiva, quimicalizada , e agora, geneticamente modificada, e há uma certa lavagem ao cérebro aos estudantes, não admira que eles saiam de lá convencidos da "bondade" dos transgénicos»
Margarida Silva



OGM Perguntas e Respostas #6: As escolas de agronomia estão totalmente condicionadas...

6º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018,  Vila Velha de Ródão.

«ESTÁ A ALIMENTAR AS SUAS GALINHAS COM MILHO OGM? E SABE O QUE É ISSO?

O milho à venda nos sacos de rações traz na embalagem a designação de Organismo Geneticamente Modificado, ou OGM. Mas não se lhe dá importância porque as pessoas desconhecem o que significa. Se o que alimenta os animais acaba por nos ir parar ao prato e condicionar a nossa saúde não valerá a pena estarmos informados e pensarmos se queremos mesmo comprar estes produtos?
Organismo geneticamente modificado é um ser vivo produzido em laboratório através de técnicas de engenharia genética. Este milho é diferente do que sempre se usou e portanto provocará efeitos diferentes, que se tornarão cada vez mais evidentes ao longo do tempo. Essa é uma das razões pelas quais a oposição às variedades OGM se iniciou no fim dos anos 90, e é cada vez maior. Uma coisa é fazer investigação em laboratório e outra, bem diferente, é comercializar produtos que não dão garantias inequívocas de serem inofensivos.

Mas as grandes empresas querem lucros rápidos e o poder politico não tem estabelecido limites éticos e jurídicos eficazes. Um dos segredos mais à vista de todos é que agora a investigação científica é financiada, sobretudo, com dinheiro privado corrompendo a independência dos cientistas. O resultado final é que os interesses das populações e do ambiente passaram para segundo plano e a prioridade passou a ser a promoção dos transgénicos e dos pesticidas, em particular o glifosato (Roundup).»

PARA SABER MAIS sobre transgénicos:    https://www.stopogm.net/sites/stopogm.net/files/webfm/plataforma/sabermais.pdf

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Justiça e direitos humanos para todos! STOP ISDS!

«Se está cansado de ver as grandes empresas multinacionais a manipularem o sistema para seu benefício às custas das pessoas e do planeta, vai ficar indignado com a mais recente tomada de poder corporativo: o ISDS (Investor-state dispute settlement). 

O ISDS dá o poder às empresas multinacionais de processarem os governos perante painéis de três advogados corporativos. Essas empresas apenas precisam de convencer esses advogados corporativos de que uma lei ou regulamento de segurança viola os seus novos direitos de investidor. Os advogados corporativos podem conceder às corporações quantias ilimitadas a serem pagas pelos contribuintes.

A feia realidade do sistema ISDS não pode continuar a ser ignorada. Indigne-se quando souber sobre dezenas de ataques da ISDS na vida real e os biliões que os  advogados de corporações pediram para serem pagos a multinacionais. Inspire-se nos governos e figuras públicas que estão de pé a dizer "Não!" a esse poder corporativo extremo. Envolva-se e impeça que as corporações multinacionais tentem expandir seu poder às custas do resto de nós.»


Imagine que os governantes de Portugal resolvem ouvir a ciência e as evidências, e decidem proibir o herbicida glifosato!  Quer saber o que pode acontecer a seguir? A saúde pública e a qualidade ambiental vão melhorar, mas...

A multinacional  Bayer, que detém a produção de Roundup (marca de herbicida à base de glifosato mais vendida) pode usar o "tribunal" ISDS para colocar Portugal no banco dos réus e obter chrorudas indemnizações... e quem vai pagar? os portugueses, claro!

Isto é só um exemplo, mas o ISDS é uma instituição totalmente antidemocrática, que "apareceu" encostada aos acordos de comércio, e que aplica a qualquer negócio internacional, tirando autonomia (e dinheiro) aos estados!

O tribunal ISDS é uma ferramenta para as corporações continuarem a aumentar o seu poder em relação aos estados e a concentrar a riqueza!

Informe-se na TROCA - Plataforma por um comércio international justolute contra o ISDS e junte-se às mais de 195 mil pessoas que subscreveram a petição europeia: https://www.plataforma-troca.org/stop-is



«Direitos humanos primeiro! Justiça igual para todos!

Ao Presidente da Comissão Europeia, à presidência do Conselho da União Europeia, aos representantes dos Estados-Membros da UE e aos membros do Parlamento Europeu




"Os actuais acordos de comércio e investimento concedem às empresas transnacionais direitos especiais de grande alcance e acesso a um sistema paralelo de justiça, para os fazer cumprir.

Apelamos à UE e aos Estados-Membros a que ponham fim a estes privilégios, retirando-se de todos os acordos de comércio e investimento existentes que os contêm, e não assinando futuramente quaisquer acordos que os incluam.

Pedimos também à UE e aos Estados-Membros que apoiem o estabelecimento de um tratado vinculativo da ONU que responsabilize as empresas transnacionais por violações dos direitos humanos, para pôr fim à sua impunidade.

A UE e os Estados-Membros devem consagrar nas suas leis o dever das empresas respeitarem os direitos humanos e o ambiente nas suas operações em todo o mundo.

As vítimas de violações dos direitos humanos praticadas pelas grandes empresas multinacionais devem ver garantido o seu acesso à Justiça."

As empresas transnacionais e outros investidores estrangeiros têm acesso a um sistema de "justiça" paralelo que esvazia a Democracia, ameaça o ambiente, ameaça os direitos humanos, os direitos laborais, os serviços públicos, o bem-estar animal, os direitos dos consumidores, as pequenas e médias empresas, entre outros.


Mecanismos como o ISDS, ICS ou MIC (siglas inglesas para "Resolução de litígios investidor-estado", "Sistema de Tribunais de Investimento" e "Tribunal Multilateral de Investimento", respectivamente) constituem privilégios inaceitáveis que estão a contribuir para destruir o planeta, as Democracias, e o bem-estar das populações.

Por outro lado, muitas vítimas de violações de direitos humanos por parte das empresas transnacionais vêem negado o seu acesso à Justiça, devido a lacunas de jurisdição que são aproveitadas por estas empresas multinacionais.

Chegou a altura de rejeitar este sistema. Chegou a altura de dizer "Não!" a privilégios para as empresas transnacionais que lhes permitem contornar os sistemas de justiça nacionais e a Democracia, e dizer "Sim!" a legislação que acabe com a impunidade quando existem violações dos Direitos Humanos (incluindo destruição ambiental). As pessoas e comunidades devem ver garantido o seu acesso à Justiça.

Para saber mais sobre sistemas de arbitragem: https://www.plataforma-troca.org/sistemas-de-arbitragem/»

Fonte e assinatura da petição em português: https://www.plataforma-troca.org/stop-is


Petição europeia  (em inglês) : https://stopisds.org/action/


Em espanhol: https://www.tierra.org/derechos-para-las-personas-reglas-para-las-corporaciones/

Em francês / espanhol / inglês. http://isds.bilaterals.org/

EUA:   http://www.isdscorporateattacks.org/  Petição:  http://www.isdscorporateattacks.org/action

domingo, 20 de janeiro de 2019

OGM 5: O meu vizinho começou a semear milho transgénico...



OGM Perguntas e Respostas #5: O meu vizinho do lado começou a semear milho transgénico...

5º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018,  Vila Velha de Ródão.

«Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes? Este evento realizou-se no dia 29 de Setembro 2018 na Herdade Tapada da Tojeira, Vila Velha de Ródão. A sessão foi dinamizada por Margarida Silva, bióloga e especialista em desenvolvimento sustentável e foi organizada pela Plataforma Transgénicos Fora e Herdade Tapada da Tojeira (com apoio da Confederação dos Agricultores de Portugal - CAP de Castelo Branco).

Em Portugal cultiva-se e consome-se milho transgénico na alimentação animal e humana mas não há informação que permita aos consumidores fazer escolhas informadas. Quase ninguém sabe o que são transgénicos e que riscos implicam. A sessão teve como objetivo contribuir para colmatar essa falha. Dirigida sobretudo aos agricultores da região, acabou por registar uma adesão heterogénea, com pessoas ligadas à agricultura, ao ambiente e ao ensino, incluindo alguns políticos locais do PSD e CDS. Esta sessão aponta para a urgência de fazer circular informação rigorosa e relevante que possa ultrapassar o clubismo instalado entre as bandeiras tradicionais da Direita e da Esquerda.

O planeta está em perigo e só pode ser salvo se todos nos unirmos na sua defesa. O conhecimento necessário está disponível mas não está acessível a todos.

Querendo promover a sua circulação a PTF criou 12 mini-episódios que registam as respostas às questões colocadas pelo público durante esta sessão.

Margarida Silva é doutorada em biologia molecular, professora da Universidade Católica no Porto, especialista em desenvolvimento sustentável, ativista e coordenadora da Plataforma Transgénicos Fora

Saiba mais na Plataforma Transgénicos Fora. https://www.stopogm.net/

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Alimentação no Antropoceno (estudo de The Lancet)

«Um grupo de 37 cientistas de 16 países apresentou novas diretrizes para que a alimentação beneficie simultaneamente as pessoas e o planeta. A conclusão é que todos precisamos de comer mais vegetais e alguns precisam comer muito menos carne…

Imagem da capa do documento (simongurney/GettyImages)
O estudo, apresentado na revista Lancet, afirma que é preciso que os países desenvolvidos reduzam o consumo de carne, que todos reduzam o desperdício alimentar e que se modifique os métodos de produção de forma a reduzir a desflorestação e o consumo de água.»


Foi recentemente publicado na revista The Lancet, o estudo denominado "Alimentação no Antropoceno: a Comissão EAT–Lancet sobre dietas saudáveis a partir de sistemas alimentares sustentáveis ", em janeiro de 2019. The Lancet é uma revista científica sobre medicina com revisão por pares, e uma das mais antigas e conhecidas revistas médicas do mundo (daqui). 

Abaixo apresenta-se excertos do prefácio e a conclusão do artigo, bem como algumas imagens do mesmo, que pode ser consultado aqui e descarregado aqui.

Alimentos no Antropoceno: a Comissão EAT-Lancet sobre dietas saudáveis a partir de sistemas alimentares sustentável
Diferença entre os padrões alimentares em 2016 e as ingestões na dieta de referência.   Os dados sobre as ingestões de 2016 são do banco de dados da “Global Burden of Disease”. A linha ponteada representa as ingestões na dieta de referência (tabela 1, abaixo).

«A grande transformação alimentar do século XXI

A civilização está em crise. Não podemos mais alimentar nossa população com uma dieta saudável, equilibrando recursos planetários. Pela primeira vez em 200.000 anos da história humana, estamos gravemente fora de sincronia com o planeta e a natureza.

Esta crise está a acelerar, esticando a Terra até seus limites e ameaçando a existência sustentada de seres humanos e outras espécies. Esta publicação “Alimentos no Antropoceno: a Comissão EAT-Lancet sobre dietas saudáveis a partir de sistemas alimentares sustentáveis” não poderia ser nem mais oportuna nem mais urgente.

As dietas dominantes que o mundo tem produzido e consumido nos últimos 50 anos já não são nutricionalmente ótimas, são um dos principais contribuidores para as alterações climáticas e estão a acelerar a erosão da biodiversidade natural.

A menos que haja uma mudança abrangente na forma como o mundo come, não há probabilidade de atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) - com a alimentação e a nutrição a atravessar todos os 17 ODS - ou de cumprir o Acordo de Paris sobre alterações climáticas

(Prefácio de Tamara Lucas, Richard Horton)

Efeitos ambientais por porção de alimentos produzidos.  As barras são médias (SD). Faltam alguns resultados sobre peixe devido à falta de dados para algumas categorias de impacto (ex., uso da terra proveniente de alimentos à base de plantas na aquicultura).

Efeitos ambientais em 2010 e em 2050 por grupos de alimentos em vários sistemas terrestres, com base em projeções “business-as-usual” (tudo como até agora) para consumo e produção (staples= alimentos básicos).

«Conclusão

Os alimentos que ingerimos e a maneira como os produzimos determinarão a saúde das pessoas e do planeta, e grandes mudanças devem ocorrer para evitar a redução da esperança de vida e a degradação ambiental contínua.

Esta Comissão apresenta uma base de trabalho integrada que fornece metas científicas quantitativas para dietas saudáveis e produção sustentável de alimentos, que, juntas, definem um espaço seguro dentro do qual os sistemas alimentares devem operar para assegurar que um amplo conjunto de metas de saúde humana e de sustentabilidade ambiental sejam alcançadas.

Essa base é universal e fornece limites que são globalmente aplicáveis com um alto potencial de adaptação e escalabilidade locais. Ao definir e quantificar um espaço operacional seguro para sistemas alimentares, podem ser identificadas dietas que alimentem a saúde humana e apoiem a sustentabilidade ambiental.

A nossa dieta de referência universal saudável consiste em grande parte de legumes, frutas, grãos integrais, legumes, nozes e óleos insaturados, inclui uma quantidade baixa a moderada de frutos do mar e aves, e inclui pouca ou nenhuma carne vermelha, carne processada, açúcar adicionado, grãos refinados e vegetais ricos em amido.

A nossa definição de produção sustentável de alimentos permanece dentro de limites planetários seguros para seis processos ambientais que juntos regulam o estado do sistema terrestre e incluem alterações climáticas, mudanças no uso de terras, uso de água doce, perda de biodiversidade e interferência nos ciclos globais de azoto (nitrogénio) e fósforo .

Aplicando uma estrutura global de modelagem de sistemas alimentares, mostramos que é possível alimentar uma população global de quase 10 mil milhões de pessoas com uma dieta saudável dentro dos limites da produção de alimentos até 2050.

No entanto, essa Grande Transformação Alimentar só será alcançada através de níveis ação alargados, múltiplos e multissetoriais, que incluem uma mudança global e substancial em direção a padrões alimentares saudáveis, grandes reduções no desperdício de alimentos e grandes melhorias nas práticas de produção alimentar. 

Os dados são suficientes e fortes para justificar a ação; o atraso aumentará a probabilidade de não se alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris. 

Esta Comissão mostra que uma Grande  Transformação Alimentar é necessária e realizável.»

Fonte:   http://dx.doi.org/10.1016/S0140-6736(18)31788-4  (tradução livre)


Tabela 1: Dieta de referência saudável, com intervalos possíveis, para uma ingestão de 2.500 kcal / dia
Para um indivíduo, uma ingestão de energia ideal para manter um peso saudável dependerá do tamanho do corpo e do nível de atividade física. O processamento de alimentos, como a hidrogenação parcial de óleos, a refinação de grãos e a adição de sal e conservantes, podem afetar substancialmente a saúde, mas não são abordados nesta tabela. * Trigo, arroz, feijões secos e lentilhas são secos, crus. † A mistura e a quantidade de grãos podem variar para manter a ingestão isocalórica. ‡ Carne de vaca e cordeiro podem ser trocados por carne de porco e vice-versa. Frango e outras aves de capoeira são trocáveis ​​com ovos, peixe ou fontes de proteína vegetal. Legumes, amendoim, nozes, sementes e soja são intercambiáveis. § Os alimentos à base de peixe consistem em peixe e marisco (por exemplo, mexilhões e camarões) e são originários da captura e da aquacultura. Embora os frutos do mar sejam um grupo altamente diversificado que contém animais e plantas, o foco deste relatório é exclusivamente sobre animais. Os óleos insaturados são 20% de cada um de: azeite e óleos de soja, colza, girassol e amendoim. || Alguma banha ou sebo são opcionais nos casos em que porcos ou gado são consumidos.

Mais artigos sobre o estudo em português em:

Vida Exttra: Alimentar o planeta exige dieta com menos carne e mais verduras e fruta

 Página 22 - Dietas que salvam a saúde humana e a vida no planeta

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

OGM: 4 - O melhoramento genético, no futuro, será anulado?



4º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018,  Vila Velha de Ródão.

«ESTÁ A ALIMENTAR AS SUAS GALINHAS COM MILHO OGM? E SABE O QUE É ISSO?

O milho à venda nos sacos de rações traz na embalagem a designação de Organismo Geneticamente Modificado, ou OGM. Mas não se lhe dá importância porque as pessoas desconhecem o que significa. Se o que alimenta os animais acaba por nos ir parar ao prato e condicionar a nossa saúde não valerá a pena estarmos informados e pensarmos se queremos mesmo comprar estes produtos?
Organismo geneticamente modificado é um ser vivo produzido em laboratório através de técnicas de engenharia genética. Este milho é diferente do que sempre se usou e portanto provocará efeitos diferentes, que se tornarão cada vez mais evidentes ao longo do tempo. Essa é uma das razões pelas quais a oposição às variedades OGM se iniciou no fim dos anos 90, e é cada vez maior. Uma coisa é fazer investigação em laboratório e outra, bem diferente, é comercializar produtos que não dão garantias inequívocas de serem inofensivos.

Mas as grandes empresas querem lucros rápidos e o poder politico não tem estabelecido limites éticos e jurídicos eficazes. Um dos segredos mais à vista de todos é que agora a investigação científica é financiada, sobretudo, com dinheiro privado corrompendo a independência dos cientistas. O resultado final é que os interesses das populações e do ambiente passaram para segundo plano e a prioridade passou a ser a promoção dos transgénicos e dos pesticidas, em particular o glifosato (Roundup).»

PARA SABER MAIS sobre transgénicos:    https://www.stopogm.net/sites/stopogm.net/files/webfm/plataforma/sabermais.pdf

domingo, 13 de janeiro de 2019

Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 - Consulta pública

Encontra-se em consulta pública o Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050, até 28 de fevereiro.

«O QUE É O ROTEIRO - Portugal comprometeu-se internacionalmente com o objetivo de redução das suas emissões de gases com efeito de estufa por forma a que o balanço entre as emissões e as remoções da atmosfera (ex., pela floresta) seja nulo em 2050. A este objetivo deu-se o nome de “neutralidade carbónica”»

A informação pode ser obtida no site https://descarbonizar2050.pt/ e a participação  é efetuada em http://participa.pt/consulta.jsp?loadP=2428



segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

OGM: 3 - A contaminação é reversível?



3º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018,  Vila Velha de Ródão.

«Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes? Este evento realizou-se no dia 29 de Setembro 2018 na Herdade Tapada da Tojeira, Vila Velha de Ródão. A sessão foi dinamizada por Margarida Silva, bióloga e especialista em desenvolvimento sustentável e foi organizada pela Plataforma Transgénicos Fora e Herdade Tapada da Tojeira (com apoio da Confederação dos Agricultores de Portugal - CAP de Castelo Branco).

Em Portugal cultiva-se e consome-se milho transgénico na alimentação animal e humana mas não há informação que permita aos consumidores fazer escolhas informadas. Quase ninguém sabe o que são transgénicos e que riscos implicam. A sessão teve como objetivo contribuir para colmatar essa falha. Dirigida sobretudo aos agricultores da região, acabou por registar uma adesão heterogénea, com pessoas ligadas à agricultura, ao ambiente e ao ensino, incluindo alguns políticos locais do PSD e CDS. Esta sessão aponta para a urgência de fazer circular informação rigorosa e relevante que possa ultrapassar o clubismo instalado entre as bandeiras tradicionais da Direita e da Esquerda.

O planeta está em perigo e só pode ser salvo se todos nos unirmos na sua defesa. O conhecimento necessário está disponível mas não está acessível a todos.

Querendo promover a sua circulação a PTF criou 12 mini-episódios que registam as respostas às questões colocadas pelo público durante esta sessão.

Margarida Silva é doutorada em biologia molecular, professora da Universidade Católica no Porto, especialista em desenvolvimento sustentável, ativista e coordenadora da Plataforma Transgénicos Fora

Saiba mais na Plataforma Transgénicos Fora. https://www.stopogm.net/

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Porque não confiamos em nós próprios?

«Para viver como você acha que está certo, precisa do mesmo esforço que para viver como lhe disseram que era certo. O trabalho é o mesmo. O que é diferente é a recompensa.
...
Em vez de rotular suas emoções como problemas para resolver, você pode vê-las como sinais para interpretar. Em vez de julgar seus desejos como aberrações vergonhosas, você pode aprender a enfrentá-los.»

Fonte: vídeo "Porque não confiamos em nós próprios?" (abaixo) de Sustainable Human (tem legendas Pt)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Agricultura Biológica e Natural - Formação, Famalicão, 2019

Para 2019, a a Associação Famalicão em Transição está a preparar, em parceria com o projeto "Horticultura Terapêutica"  um conjunto de formações sobre agricultura biológica e outros modos de produção agrícola sustentável, denominado "Agricultura Biológica e Natural". 

O objetivo é difundir formas de agricultura que promovem a preservação do meio ambiente, dos recursos naturais e incentivar uma alimentação mais limpa e livre de substâncias nefastas. Pretende-se que os participantes fiquem a conhecer e a saber conceitos e  técnicas agrícolas sustentáveis que não utilizam químicos prejudiciais para a saúde e para o ambiente, mas que recorrem a conhecimentos  científicos recentes aliados a saberes ancestrais.

As sessões serão mensais, umas mais teóricas (palestras) e outras mais práticas (workshops) e em locais diferentes do concelho de Vila Nova de famalicão, designadamente em Esmeriz, Requião, Seide, e Vila Nova de Famalicão.

Já é possível a pre-inscrição para as duas primeiras sessões, que decorrerão no Parque da Devesa (cidade).  Inscrições em goo.gl/hpXtii

No blogue da associação, Famalicão por um mundo melhor, será publicada informação detalhada sobre cada uma das sessões, faseadamente (ver aqui a informação sobre a 1ª sessão) .

O valor de casa de sessão é de 10 euros ou 8 euros para sócios Famalicão em Transição. A inscrição será confirmada através do pagamento prévio (por transferência bancária) de metade do valor da sessão.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

O caminho do despertar

«Somos o que pensamos. Tudo o que somos resulta dos nossos pensamentos. Com os nossos pensamentos, fazemos o mundo.»  Buda

O Lama tibetano Blo-bzang Don-yod (1602-1678) fez uma ilustração chamada "O Caminho do Despertar" para facilitar a aprendizagem da meditação aos seus discípulos (representado no quadro da imagem a seguir).

Imagem obtida aqui
 O desenho representa um caminho, e cada personagem e cada etapa tem uma simbologia, remetendo para os obstáculos e a dificuldade no controle da mente agitada, e para a recompensa quando a mente se acalma e pratica o "Samatha" - termo usado na meditação budista para designar o treino que leva à calma e concentração, e mesmo ao "Vipassana" -  um método de meditação que promove, momento a momento, a atenção plena acerca dos eventos, da realidade, exatamente da forma como eles são vivenciados no presente.

Abaixo um vídeo que anima as etapas do quadro, e mais abaixo a explicação, traduzida daqui.



«Neste vídeo representa-se o desenvolvimento do Samatha (shi-né), em que um elefante  simboliza a mente do meditador. Uma vez domesticado, o elefante nunca mais desobedece ao seu mestre, tornando-se útil para desenvolver numerosas obras. O mesmo se aplica à mente. Além disso, um elefante selvagem e indomável é perigoso, muitas vezes causando destruição terrível. Da mesma forma, uma mente que não foi treinada pode causar sofrimento.

No início, o elefante é totalmente negro, significando que, no estágio inicial de desenvolvimento da samatha, a letargia mental domina a mente. Na frente do elefante vai um macaco que representa a agitação mental. O macaco não fica um momento parado, está sempre a conversar com alguém, sendo atraído por qualquer coisa.

O macaco conduz o elefante. Neste estado, a agitação mental guia a mente para todos os lados.

Atrás do elefante segue o meditador, que tenta controlar a mente. Numa das mãos ele segura um arco que simboliza a atenção, e na outro um laço que simboliza o estado de alerta. Neste estado, o meditador não tem controle sobre sua mente. O elefante segue o macaco sem prestar a menor atenção ao meditador.

No segundo estágio, o meditador quase alcançou o elefante.

No terceiro estágio, o meditador lança o laço no pescoço do elefante. O elefante olha para trás, simbolizando a mente já é um pouco controlada pelo poder da atenção. Nesta fase, um coelho aparece na parte de trás do elefante. Este é o coelho da letargia mental, que anteriormente era tão subtil que não era reconhecida, mas que agora é óbvia para o meditador.

Nestes estágios iniciais, há que aplicar a força de atenção mais do que a força da aplicação cuidadosa, pois a agitação precisa de ser eliminada antes da letargia.

No quarto estágio, o elefante é muito mais obediente. Muito raramente ele tem que receber o laço de atenção.

No quinto estágio, o macaco vai atrás do elefante que, sob forma submissa, segue o arco e o laço do meditador. A agitação mental não mais perturbará a mente de maneira intensa.

Na sexta etapa, tanto o elefante como o macaco seguem o meditador calmamente. Agora o meditador nem precisa se virar para olhar para eles. Ele só precisa concentrar a atenção para controlar a mente. O coelho desapareceu.

Na sétima etapa, o elefante é deixado para seguir a sua própria vontade. O meditador já não precisa mais de lhe dar a atenção nem a aplicação atenta. O macaco da agitação desapareceu completamente da cena. A agitação e a letargia nunca mais aparecerão de forma grosseira, apenas ocasionalmente, de aparecerão de maneira subtil.

Na oitava etapa, o elefante ficou completamente branco. Ele segue atrás do homem pois agora a mente é completamente obediente. No entanto, ainda é necessária alguma energia para manter a concentração.

Na nona etapa, o meditador senta-se em meditação e o elefante adormece a seus pés. A mente agora pode permanecer concentrada sem qualquer esforço por longos períodos de tempo, até dias, semanas ou meses.

Estes são os nove estágios do desenvolvimento do samatha. A décima etapa é a conquista do verdadeiro samatha representado pelo meditador a cavalgar calmamente nas costas do elefante.

Além disso, há um décimo primeiro estágio, no qual o meditador é desenhado como montando o elefante que agora caminha em sentido contrário. O meditador segura uma espada flamejante. Ele entrou agora em um novo tipo de meditação chamado vipassana, ou a mais alta interiorização (em tibetano: Lhag-mthong). Essa meditação é simbolizada pela espada flamejante, o instrumento afiado e penetrante que corta em direção à realização do vazio.

Em vários sítios deste diagrama aparece um incêndio. Este fogo representa o esforço necessário para a prática de shamata. Cada vez que este fogo aparece é menor que o anterior e eventualmente desaparece. Em cada estágio sucessivo de desenvolvimento, menos energia é necessária para manter a concentração e, eventualmente, não será preciso esforço. O fogo reaparece no décimo primeiro estágio, quando o meditador tomou a meditação no vácuo.

Também no diagrama aparecem as imagens de comida, roupas, instrumentos musicais, perfumes e um espelho. Eles simbolizam as cinco fontes de agitação mental, como os cinco objetos sensuais: os de gosto, tato, som, olfato e visão, respetivamente.»

Fonte: https://youtu.be/3jgqw--1Sxc (tradução livre)

Vídeo com legendas explicativas em espanhol em: https://www.youtube.com/watch?v=t9JC2tg03zw