No passado dia 16, divulguei aqui a Resolução da Assembleia da República n.º 104/2010, onde a AR recomenda ao Governo que rejeite a comercialização de arroz transgénico LLRice62.
Seria de todo injusto que aqui não mencionasse outro diploma que foi publicado no Diário da República 3 dias antes, e que é muito mais corajoso e ambicioso: o Decreto Legislativo Regional n.º 15/2010/M, de 13 de Agosto, que declara a Região Autónoma da Madeira zona livre de cultivo de variedades de organismos geneticamente modificados (OGM).
Parabéns à Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira.
Era excelente que Portugal Continental e os Açores seguissem o exemplo, rejeitando, não só o arroz LLRice62 da Bayer, como a batata transgénica Amflora da BASF recentemente autorizada pela UE, assim como acabar com o cultivo do milho transgénico MON811 da Monsanto, e de todas as outras espécies geneticamente modificadas que estão em "ensaio" por esse país fora.
Com as espécies transgénicas, o uso de pesticidas aumenta, e matam tudo que não seja a espécie em causa, "desenhada" para tolerar esses químicos tóxicos. No entanto, nos Estados Unidos, onde o cultivo de transgénicos é enorme, a natureza reagiu e estão a aparecer em força super-ervas-daninhas que resistem aos pesticidas e dão cabo das culturas. E como pensam resolver o assunto? Claro, com a causa do mesmo: desenvolvendo químicos ainda mais tóxicos. Que acabam onde? a poluir a natureza e na cadeia alimentar!
O que é preciso é promover a agricultura de espécies tradicionais, que são tantas e tão boas, e a agricultura biológica, e acabar com a ditadura das grandes corporações químicas que produzem os OGM e respectivos pesticidas.

