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quinta-feira, 22 de março de 2018

Fusão Bayer + Monsanto - uma triste realidade!

« Autorizada a fusão do diabo

Depois de piscar o olho à lógica e sociedade a Comissão Europeia fez o que sabe fazer melhor: cedeu aos interesses das grandes empresas e aprovou a fusão entre a Bayer e a Monsanto. 

Imagem obtida em Aventar
Ao afirmar que a relação de forças não vai ser afetada e que os europeus não têm nada a temer a Comissária Vestager responsável pela autorização parece ter perdido o sentido da realidade objetiva: não é só a Bayer e a Monsanto que se juntam, é também a Syngenta/ChemChina e a DuPont/Dow. 

As consolidações anteriores têm sempre levado a uma perda de poder dos agricultores, e nada evita que esta nova onda faça o mesmo. 

Imagem obtida em Labiotech
É como passar a ter 3 cabeças (que só pensam em dinheiro) a decidir o que é que toda a gente no mundo vai comer (resposta: OGM) e de que forma vai produzir a comida (resposta: com o máximo de pesticidas). 

Boa sorte a todos, que vamos precisar.»

Margarida Silva email ogm_pt de 22/3/2018

Continuamos com uma Comissão Europeia a dar mais vantagens às grandes empresas,  aos poderosos,  aos mais ricos, e a prejudicar o ambiente, aqueles que menos tem e os  querem viver do seu trabalho em paz,! 

Até quando vamos permitir isto?

domingo, 27 de agosto de 2017

Amazónia: a destruição a todo o vapor!

O Presidente do Brasil assinou um decreto criminoso, que permite a destruição de 46 mil km2 da Amazónia, uma área equivalente a metade de Portugal, para a exploração mineira. Está na hora de "pagar os votos", diz a oposição, provavelmente com razão!

Imagem obtida aqui 
«Governo brasileiro extingue grande reserva natural na Amazónia para permitir exploração mineira
...  
O Presidente brasileiro promulgou um decreto na quarta-feira para extinguir quatro milhões de hectares de reserva natural na Amazónia para permitir a exploração de ouro e de outros minerais. A Reserva Natural de Cobre e Associados (Renca), criada em 1984 antes da queda da ditadura militar, situa-se nos estados de Amapa e Pará, no norte do Brasil, e tem uma área de 46 mil quilómetros quadrados, maior que o território da Dinamarca.»

Fonte: Expresso, 24/8/2017

«Negociatas políticas ameaçam preservação da floresta amazónica no Brasil
... 
A crise política está a transformar a maior floresta tropical do mundo numa moeda de troca usada pelo Governo para conseguir apoio político, alertam ambientalistas.
Os ativistas afirmam que, para aprovar reformas de austeridade e bloquear o avanço do processo judicial que o indiciava num esquema de corrupção revelado por executivos da multinacional JBS, o Presidente do Brasil, Michel Temer, negociou projetos de redução da proteção ambiental em troca de apoio.
Estes acordos foram firmados com os ruralistas, um poderoso grupo de parlamentares ligados ao agronegócio que quer ocupar áreas da Amazónia.»
Fonte: DNotícias, 27/8/2017

«Temer abriu área protegida às empresas mineiras e ao investimento estrangeiro. Oposição fala em ‘crime contra a floresta’

Michel Temer decidiu devolver o favor à bancada ruralista do Congresso Nacional, que o ajudou na rejeição da abertura de um inquérito às alegadas práticas de corrupção, e autorizou, na noite de quarta-feira, a exploração mineira numa área de 46 mil quilómetros quadrados na Amazónia, onde habitam duas tribos indígenas e se contam sete zonas de proteção ecológica.
A luz verde dada pelo Presidente do Brasil, que consiste numa desclassificação daquela área do estatuto de ‘reserva ambiental’, permitirá às grandes empresas de extração mineira, nacionais e internacionais, explorarem as reservas de ouro, cobre e ferro ali existentes.»
Fonte: Jornal i, 27/8/2017

Ajude a travar este atentado brutal, assine a petição:

Impeça que a floresta Amazônica vire um deserto

Entretanto, se está por Lisboa ou perto, participe na manifestação em defesa da Amazónia "Mexeu com Amazônia, Mexeu com o planeta!" , dia 31 de agosto às 19h, na Praça Luís de Camões:

«O Coletivo Andorinha convoca todxs para um Ato em Defesa da Amazônia e contra a agenda do governo golpista de Michel Temer.
Mais uma vez, o governo ilegítimo brasileiro fez avançar sua agenda neoliberal com a divulgação de 57 privatizações no Brasil e (pasmem) a extinção de uma área de proteção ambiental no coração da Amazônia para exploração de minério.
A área tem o tamanho da Dinamarca. O decreto que libera a exploração ameaça diretamente várias comunidades indígenas estabelecidas na Reserva do Cobre e permitirá a completa devastação do local.
O golpe que aconteceu no Brasil é um golpe continuado, é um golpe contra a população brasileira e agora um golpe contra a população mundial.
A notícia assustou o mundo. Vamos unir forças parar resistir e denunciar que não aceitaremos tamanha violência ambiental. Essa causa é universal!

Mexeu com Amazônia, Mexeu com o planeta!»
Fonte: Coletivo Andorinha / Evento Facebook  

E a propósito desta triste notícia e das diversas trumpalhadas, entre muitas coisas ruins que por esse mundo fora se fazem, o último vídeo do Prince Ea, sobre o destino da humanidade:




quarta-feira, 21 de junho de 2017

Como transformar Portugal num imenso eucaliptal

Não podendo deixar de referir a enorme tragédia e devastação provocada pelo brutal incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, e que provocou pelo menos 64 mortos e mais de 150 feridos, porque se relaciona com o ordenamento florestal que aqui já muitas vezes se falou. Para além de toda ajuda possível às vítimas, é essencial que se mude e que se previna estas situações, a curto e a longo prazo.


Foto de Rui Oliveira obtida em DN
Assim, para reflexão republico abaixo o post que está neste blogue desde 18 de julho de 2012 e apelo à assinatura de duas petições que podem contribuir para um melhor ordenamento da floresta e para menor risco de incêndios em Portugal , uma para proteção dos carvalhais, outra para limitação dos eucaliptais:


E já agora, a ler a opinião do Professor Jorge Paiva no Público de 20/6/2017:
Como passámos a ter estradas onde corremos o risco de ser incinerados 


18/07/2012 :::: Como transformar Portugal num imenso eucaliptal :::::

Em Maio passado, saiu esta notícia no ionline: "Portucel. 15 mil novos empregos dependem de 40 mil hectares de eucaliptos", onde se diz, entre outras coisas que: 
Imagem obtida aqui
"Para se tornar auto-suficiente, a empresa precisaria de produzir, actualmente, cerca de 40 mil hectares de eucaliptos. Para alimentar uma nova fábrica seria necessário mais ainda. Neste caso o governo teria, muito provavelmente, de levantar algumas limitações que existem em termos ambientais."

No mesmo mês, e com certeza por mera coincidência, o Governo (MAMAOT) apresenta, para discussão pública a Alteração Legislativa sobre Ações de Arborização e Rearborização, proposta que remove, sem dúvida, muitos entraves à plantação de eucalipto. Sobre esta intenção de alteração à lei, ficam aqui ligações e extratos de algumas das críticas:

Extraído do comunicado da LPN - Liga para a Protecção da Natureza (18 de Julho 2012):

«A recente proposta da ex-Autoridade Florestal Nacional de alteração da legislação sobre Arborização e Rearborização abre a porta à liberalização das plantações de eucalipto, ignorando que estes péssimos investimentos têm contribuído para as piores estatísticas de incêndios da Europa e para a degradação generalizada da paisagem florestal em Portugal. É uma proposta indigna para um país desenvolvido, que submete os interesses da sociedade aos interesses privados de alguns proprietários e das empresas de celulose.

Sob a égide da simplificação dos processos de autorização e da eliminação de redundâncias legais e institucionais, a proposta da ex-AFN, inédita em qualquer país civilizado, propõe a desregulação e desordenamento da actividade florestal. Os impactes irreversíveis da implementação de tal legislação não são tidos em conta, nomeadamente alguns já observáveis que contribuíram para os piores índices de fogos florestais da Europa, a perda de áreas naturais de conservação reservatórios de biodiversidade, a degradação dos solos e a desertificação do país.

Imagem obtida aqui
A utilização extensiva e desordenada de espécies exóticas de produção industrial como o eucalipto, tem consequências absolutamente gravosas, como está documentado não só em Portugal como um pouco por todo o Mundo, reduzindo biodiversidade, degradando física e biologicamente os solos e contribuindo para um aumento brutal dos incêndios florestais. Não obstante a proposta da ex-AFN prevê, por exemplo, deferimentos tácitos dos pedidos de autorização sempre que não haja uma resposta em 30 dias. Numa altura de cortes e reestruturações em todas as estruturas do Estado, nomeadamente aquelas responsáveis pela emissão destas autorizações, o Governo propõe permissões automáticas, fazendo tábua rasa do princípio da precaução, que aconselha o contrário.

(...)
A Liga para a Protecção da Natureza considera que esta proposta é completamente inaceitável,
submetendo os interesses da sociedade aos  interesses  de alguns proprietários individuais e das
empresas de celulose.  Ao contrário do que  se  anuncia no preâmbulo,  não há na mesma qualquer
preocupação em salvaguardar as já raras formações de floresta nativa, em conservar a paisagem, em prevenir os  fogos florestais nem em contribuir para um  ordenamento florestal correcto. Apelamos a todos os cidadãos preocupados com esta questão, a manifestarem o seu desagrado enviando um email até ao próximo dia 25 para regimearboriz@afn.min-agricultura.pt.»

Leia o comunicado integral da LPN aqui

Extraído do artigo de Daniel Oliveira "Eucaliptar Portugal" no Expresso (18 de Julho 2012):

«Conhecendo-se o impacto ambiental do eucalipto - consumo de água, maior facilidade de propagação de incêndios e efeitos nas espécies autóctones - as leis portuguesas exigiam algumas regas para a sua plantação. E, para impedir o recurso a atividades criminosas que beneficiavam o infrator, determinava-se que nas zonas atingidas por incêndios só se poderia replantar árvores da mesma espécie.

Segundo nova legislação que o governo apresenta agora, inédita na Europa, a arborização até cinco hectares e a rearborização até dez hectares poderá ser feita com qualquer espécie, sem necessidade de qualquer autorização. Volta-se à regra do deferimento tácito, um convite descarado à corrupção sem rasto. (...)»
Leia o artigo integral de Daniel Oliveira aqui


Comunicado da Quercus (14 de Junho 2012): ver aqui

E para finalizar, um extracto do texto do Professor Jorge Paiva, biólogo e uma das pessoas mais credenciadas em Portugal sobre floresta (que não se cansa de dizer que um "eucaliptal  é uma monocultura, não é uma floresta") intitulado:



«(...) A partir de meados do século passado (XX) os pinhais têm vindo a ser substituído por eucaliptais, particularmente de  Eucalyptus globulus. Os eucaliptos interessam mais às celuloses por serem árvores de crescimento mais rápido do que os pinheiros. Nas últimas décadas incrementaram-se tão desenfreadamente as plantações de eucaliptos que se criou em Portugal a maior área de eucaliptal contínuo da Europa.  

Com as montanhas ocupadas por eucaliptais, deu-se o êxodo rural pois, como os eucaliptos são cortados periodicamente de dez em dez anos, o povo não fica dez anos a olhar para as árvores em crescimento, sem  ter mais nada que fazer. Isto porque os eucaliptais não dão para mais nada a não ser madeira para as celuloses, pois além de não terem praticamente mato útil, não podem ser cortados para lenha nem fornecem boa madeira para construção ou mobiliário. Assim, o povo além do abandono rural a que foi “forçado”, ficou ainda numa dependência económica monopolista, um risco para o qual não é, nem nunca foi, alertado.   

Como é do conhecimento geral, a partir de 1975 aumentaram espectacularmente os fogos florestais em Portugal, constituindo um verdadeiro escândalo nacional a destruição não só da nossa vasta área de pinhal, como de algumas relíquias florestais  e até de zonas agrícolas. Na nossa opinião, a delapidação técnica e humana dos Serviços Florestais, operada pelos sucessivos governos após a “Revolução dos cravos” (25. IV. 1974) e a impreparação democrática da maior parte da população que, inicialmente, entendeu que liberdade era libertinagem são  as principais causas desta situação. Por outro lado, como já foi referido, deu-se  a desumanização do meio rural, além do abandono a que foram votadas as montanhas pela diminuição de técnicos florestais. Concomitantemente, as casas florestais são abandonadas e, consequentemente, degradadas.   

Como consequência da devastação do pinhal, como também foi referido, tem-se vindo a assistir a um aumento sistemático da área ocupada por eucaliptos e acácias ou mimosas, estas últimas por serem invasoras bem adaptadas a zonas incendiadas e os eucaliptos por serem plantados indiscriminadamente devido ao seu presente valor económico.  

O declínio da riqueza florística implica empobrecimento faunístico, constituindo os eucaliptais, por vezes com  um coberto arbustivo e herbáceo exíguo, as plantações industriais mais pobres sob o ponto de vista faunístico e florístico.  

Imagem obtida aqui
Apesar disso, os carvalhais e os montados de sobro e de azinho ocupam ainda quase um milhão de hectares em Portugal, sendo necessário, no entanto, para a defesa, manutenção e aumento dessa área, que haja uma radical modificação nas políticas agrícola e agroflorestal do nosso país.  

Não se pode continuar apenas com explorações agroflorestais e agrícolas monoespecíficas. Não só porque são explorações que provocam baixas drásticas na Biodiversidade, como também são formações de elevada homogeneidade genética. Tal homogeneidade conduz a um empobrecimento dos genes disponíveis e não permite o melhoramento e selecção das espécies que  ficam, assim, com menor aptidão para a sobrevivência. Isso implica maiores riscos de catástrofes, como incêndios mais devastadores e maior facilidade de propagação de epidemias. (...) »


Leia o texto completo do Prof. Jorge Paiva aqui

domingo, 22 de novembro de 2015

Rasto de destruição: "Cinzas de Belo Monte"

Nada adiantou contra a vontade do governo brasileiro de construir uma barragem monstruosa no meio da Amazónia, destruindo floresta, vida animal e comunidades locais. O monstro Belo Monte avançou e fica a morte e a desolação. Como é possível terem o descaramento de falarem em "energia limpa"? 

Imagem daqui
«O efeito perverso de Belo Monte: ribeirinhos são removidos de suas casas, e de suas vidas, enquanto as ilhas onde moravam são desmatadas e queimadas, desrespeitando os direitos fundamentais dessas populações. Animais estão morrendo e pessoas ficando doentes por conta da escolha do governo de construir essa hidrelétrica a qualquer custo http://bit.ly/1NtbsK7» Greenpeace Brasil

Imagem daqui
«Enquanto desperdiça as árvores que derrubou, a usina compra madeira irregular, esquentando o mercado criminoso que invade terras indígenas» Repórter Brasil

«Macacos gritam e pulam enquanto funcionários de Belo Monte serram as árvores. Sem a mesma agilidade, bichos preguiça são encontradas machucados e mortos. Reportagem revela que usina viola as leis ambientais na limpeza das áreas que serão alagadas: http://bit.ly/1MDThVG » Repórter Brasil


Cinzas de Belo Monte from Repórter Brasil on Vimeo.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Monsanto, abelhas, transgénicos, venenos e hipocrisia

Monsanto, a empresa gigante de biotecnologia, que tem sido acusada de contribuir para a redução da população de abelhas, comprou uma das principais organizações de pesquisa do desaparecimento das abelhas (colony collapse disorder - CCD), a Beelogics, em Setembro de 2011.

Recentemente, o milho geneticamente modificado da Monsanto (MON810) foi banido da Polónia pelo facto de o seu pólen causar efeitos devastadores na população de abelhas.
Em França o milho da Monsanto foi proibido a partir de 2012. 
Na Hungria, as sementes geneticamente modificadas são agora proibidas pela nova constituição.
Para além da França e da Hungria, o milho transgénico MON810 é já proibido em mais 7 países europeus (Alemanha, Áustria, Grécia, Luxemburgo, Bulgária, Itália e Polónia)
Na Alemanha, na Roménia e na Suécia, o cultivo de transgénicos tem diminuído significativamente. 
Portugal  e Espanha, são os únicos países da Europa onde tem aumentado o cultivo de milho transgénico.

"É evidente que a Monsanto está sob fogo sério devido ao seu papel no desaparecimento desses insetos vitais. É, portanto, bastante claro por que a Monsanto comprou uma das maiores empresas de pesquisa de abelhas do planeta."  (Natural Socitey)

Nada que me admire, sabendo como funciona a Monsanto, a criadora do agente-laranja e do herbicida roundup, a detentora de 90% do mercado de sementes transgénicas, a causadora de destruição ambiental, de poluição e envenenamento, de propaganda enganosa, mentiras e hipocrisia, de ruína de agricultores americanos, de suicídio de agricultores indianos. A empresa é tão conceituada que até já tem direito a página no facebook "Millions against Monsanto". Acabo deixando um documentário elucidativo de 2008: "O Mundo segundo a Monsanto", e voltando a fazer a pergunta retórica: A falta de ética compensará até quando? 
Fontes e mais informação em:

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Donos de Portugal

"Donos de Portugal é um documentário de Jorge Costa sobre cem anos de poder económico. O filme retrata a proteção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza.
Mello, Champalimaud, Espírito Santo – as fortunas cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos – Amorim, Sonae, Jerónimo Martins - afirmam-se sobre a mesma base.
No momento em que a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui.
Produzido para a RTP 2 no âmbito do Instituto de História Contemporânea, o filme tem montagem de Edgar Feldman e locução de Fernando Alves.
A estreia televisiva teve lugar na RTP2 a 25 de Abril de 2012. Desde esse momento, o documentário está disponível na íntegra em donosdeportugal.net."

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Pressão americana pró-transgénicos


Fontes:  http://stopogm.net/  e e-mail da lista OGM_PT

"Revelada carta do embaixador americano em Lisboa

GOVERNO DEVE REJEITAR FIRMEMENTE PRESSÃO AMERICANA PRÓ-TRANSGÉNICOS

Foi hoje revelado pela Agência Lusa que a Embaixada Americana em Lisboa pressionou a Ministra da Agricultura, a Assembleia Legislativa e o Governo Regional dos Açores no final de 2011 para que não seja criada a zona livre de transgénicos já anunciada pelo executivo regional. A Plataforma Transgénicos Fora condena este lóbi oficial a favor dos interesses privados de algumas empresas americanas e apela ao governo açoriano para que avance de imediato para a concretização da zona livre no arquipélago.

Esta iniciativa americana não surpreende, uma vez que os telegramas diplomáticos americanos revelados pelo WikiLeaks mostram um padrão de interferência generalizada nas políticas europeias sobre OGM, desde a França à Itália, à Hungria e até ao Vaticano, entre outros. (1)
Os responsáveis americanos chegaram inclusivamente a ver a subida dos preços dos alimentos como uma oportunidade de garantir mais autorizações de transgénicos para a Europa. (2)
O objectivo assumido, tal como refere uma publicação oficial americana, é "educar" os europeus para os méritos dos alimentos transgénicos e evitar "precedentes com implicações". (3)
Imagem obtida em OngCea

Mas a posição americana agora revelada no telex da Lusa mostra que a embaixada não conhece os factos.
- O embaixador Allan Katz pretende que os agricultores açorianos tenham acesso aos transgénicos, mas isso já acontece desde 2005 e nunca esses produtores mostraram qualquer interesse em os semear (à exceção de um único campo em 2011, de índole "experimental", segundo o governo regional).
- Os transgénicos são apresentados como inócuos, mas a própria agência de regulamentação alimentar americana, FDA, se escusa a atribuir qualquer selo de segurança aos transgénicos que circulam no país.
- Os transgénicos são também apresentados como um avanço agrícola mas de facto, entre 2007 e 2008, cerca de metade dos agricultores portugueses no continente que os usaram por sua iniciativa no primeiro ano já os tinham abandonado no ano seguinte.
- A proibição de cultivo por países e regiões é precisamente um dos direitos já reconhecidos pela Comissão Europeia, que aceitou oficialmente a criação da zona livre da Madeira.

- A utilização de transgénicos na agricultura tem acarretado tal contaminação que o cultivo de sementes convencionais e biológicas já foi posto em causa em vários países, incluindo os próprios Estados Unidos. Essa evolução representaria uma perda real e irreversível para a diversidade açoriana, algo que o embaixador opta por não considerar.

Se os transgénicos fossem assim tão vantajosos para os portugueses, como o embaixador refere, não seria necessário vir cá tentar forçar o seu uso.

Notas

A Plataforma Transgénicos Fora é uma estrutura integrada por onze entidades não-governamentais da área do ambiente e agricultura (AGROBIO, Associação Portuguesa de Agricultura Biológica; CAMPO ABERTO, Associação de Defesa do Ambiente; CNA, Confederação Nacional da Agricultura; Colher para Semear, Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais; FAPAS, Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens; GAIA, Grupo de Ação e Intervenção Ambiental; GEOTA, Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente; Associação IN LOCO; LPN, Liga para a Proteção da Natureza; MPI, Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente e QUERCUS, Associação Nacional de Conservação da Natureza) e apoiada por dezenas de outras. Para mais informações contactar info@stopogm.netou www.stopogm.net


Mais de 10 mil cidadãos portugueses reiteraram já por escrito a sua oposição aos transgénicos."


Notícia também no Público em Ecosfera 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O "negócio" das barragens no Biosfera

"Porque é que a construção da barragem de Foz Tua em Trás-os-Montes deve interessar a um lisboeta ou um algarvio? Porque esta, mais as outras barragens e os parques eólicos vão levar Portugal a ter a eletricidade mais cara do mundo em poucos anos. Uma plataforma de ONGA fez as contas e o Plano Nacional de Barragens vai custar ao Estado 16 mil milhões de euros, entre juros bancários, subsídios e pagamento de obras. Também são números, os de um crescimento insustentável, que justificam a destruição da Linha do Tua". Fonte: Biosfera 331 Barragem do Tua: Quem fica a perder? 2011-10-12
    

Comunicado sobre o abate de árvores no Vale do Tua

Imagem obtida em Transumância e Natureza

"Governo autoriza abate de milhares de sobreiros e azinheiras para viabilizar a barragem da Foz do Tua

O Governo, para viabilizar a construção da barragem da Foz do Tua, vem agora emitir um Despacho para autorização do abate de milhares de sobreiros e azinheiras no Vale do Tua, afectando de modo irremediável o património natural do Vale do Tua, um dos melhores conservados de Portugal.

A barragem estará situada dentro da Paisagem Cultural do Douro Vinhateiro, classificada como Património Mundial. Após um controverso processo de Avaliação de Impacte Ambiental, foi efectuada uma queixa à UNESCO, alertando para a desactivação da linha do Tua e para a afectação negativa da paisagem com a construção da barragem.

A publicação do Despacho n.º 13491/2011, de 10 de Outubro do Ministério da Economia e Emprego e do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, com a necessária Declaração de Imprescindível Utilidade Pública, vem viabilizar à EDP S.A., o abate de mais de 1104 sobreiros e 4134 azinheiras em povoamentos e núcleos de valor ecológico elevado no Vale do Tua.

Questionamos a consideração da inexistência de alternativas válidas para a construção do empreendimento, quando as mesmas não foram estudadas ao nível da Avaliação de Impacte Ambiental.

Imagem obtida em Naturlink
Lamentamos o avanço do processo de construção da barragem, a qual a ser construída, produzirá o equivalente apenas a 0,07% da energia eléctrica consumida em Portugal em 2006 (Dados da Rede Eléctrica Nacional). Mais uma vez andamos em contraciclo, construindo barragens irrelevantes quando os países mais avançados já iniciaram a demolição das barragens com pouca utilidade.

Num momento em que cada vez mais vozes se levantam contra o desperdício e o buraco económico que representa a construção de novas barragens, este despacho representa uma inaceitável subserviência à política de publicidade enganosa e facto consumado promovida pela EDP. É também um desrespeito vergonhoso às promessas feitas pelo Governo de reavaliar o programa nacional de barragens.

Lisboa, 11 de Outubro de 2011"

sábado, 4 de junho de 2011

Refexão na véspera do Dia Mundial do Ambiente

Amanhã é o Dia Mundial do Ambiente e hoje é dia de reflexão em Portugal porque amanhã é dia de eleições legislativas. Aproveito para reflectir em questões ambientais mundiais, porque os problemas de Portugal não são apenas os derivados da incompetência que por cá impera, mas são também os resultantes da infinita estupidez humana que grassa por todo o globo. Vejamos, pois, alguns dos títulos e resumos de acontecimentos e notícias dos tempos mais recentes, no Ano Internacional da Floresta:

"A Agência Internacional de Energia (AIE) divulgou ontem as estimativas de emissões de dióxido de carbono (CO2) em 2010, registando-se como as maiores da história." Em Portal Ambiente, 31-05-2011. Esta notícia põe em causa as estratégias de combate às alterações climáticas e denuncia quão insuficientes são os esforços para redução de emissões de gases com efeito de estufa!

"SERIA CÔMICO, se não fosse trágico: em plena semana do meio ambiente, às vésperas do Dia Internacional em Defesa da Amazônia, o Ibama concedeu a Licença de Instalação (LI) para a construção da Usina Hidrelétrica (UHE) Belo Monte." Em Movimento Xingu Vivo Para Sempre, 02/06/2011.  E assim se destrói a vivência dos indígenas, da comunidade local, a floresta e toda a biodiversidade da região (antes) protegida da Volta Grande do Rio Xingu, na Amazónia!

"Parque Escolar. Consumos energéticos triplicaram nas escolas requalificadas". Em ionline, 7/03/2011. Ou "Todas as escolas reabilitadas pela Parque Escolar mais do que triplicaram os consumos energéticos", no programa Biosfera(RTP2) de 27/04/2011 (ver resumo em Reflexões Planetárias). E assim o Estado Português dá o mau exemplo diminuindo drasticamente a eficiência energética dos edifícios escolares, quando se fala "no ar" de aumento da eficiência energética!

"Desflorestação da Amazónia aumentou mais de 5 vezes em Março e Abril", em GreenSavers, 22/05/2011. Ou "CÓDIGO FLORESTAL: Avanço ou retrocesso. Ao mesmo tempo em que beneficia setor agrosilvopastoril, novo texto permite o desmatamento de área equivalente ao Estado do Paraná." Em CorreiodoNorteonline, 03/06/2011. Como 410 deputados brasileiros aprovaram alterações ao Código Florestal do Brasil, de modo a favorecer os grandes produtores agrícolas e a desflorestação, amnistiando aqueles que já abateram ilegalmente a floresta, e prejudicando populações locais, pequenos agricultores, a natureza, o ambiente e a floresta no Brasil. E assim se vai facilitando a destruição de biomas essenciais ao equilíbrio do mundo, como são o caso da Amazónia e da Mata Atlântica!

"Quando o homem morre pela floresta. Hoje, dia em que seria votada a alteração do Código Florestal, um de nossos palestrantes, Zé Claudio Ribeiro, foi assassinado junto com sua esposa, Maria do Espirito Santo, quando voltava para casa, no Assentamento Agroextrativista Praia Alta Piranheira, em Nova Ipixuna, no sul do Pará." Em TEDxAmazónia, 24/05/2011. Não tenho palavras para comentar este acto bárbaro! Digo apenas que Zé Claudio defendia a floresta e sabia que estava ameaçado de morte pelos que a destroem.

"Barragem do Tua: uma pedra sobre 'defunto' e um 'insulto'. A associação ambientalista Quercus considerou hoje que o início da construção da barragem de Foz Tua «simboliza» a «morte» da linha do Tua e de «todas as potencialidades do vale do rio Tua». No jornal Sol, 18/02/2011.  Mais um caso, em Portugal, em que se atenta contra o património natural e cultural e contra as comunidades locais, a favor de uma empresa detentora de um monopólio e de lucros imorais.

Poderia continuar indefinidamente... mas tal não cabe numa mensagem de blogue. 

Uma conclusão óbvia se pode tirar desta amostra do rol de tragédias relacionadas com o ambiente, que afectam comunidades directamente e afectarão indirectamente muitos mais no futuro, se não toda a humanidade, nalguns dos casos: Não se olha a causas, a consequências ou a meios, quando o fim é o chamado "crescimento económico", nem que na realidade apenas seja o enriquecimento de alguns. O capitalismo no seu pior!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A crise não chega às regalias dos deputados

Ontem saiu uma notícia no Público sobre a votação de uma proposta para reduzir as regalias relativas a viagens dos eurodeputados. A proposta foi rejeitada pela maioria dos membros do Parlamento Europeu (por 402 votos contra, 216 a favor e 56 abstenções). Dos 22 eurodeputados portugueses, apenas 9 votaram a favor. Leia os detalhes no artigo "Metade dos eurodeputados portugueses não abdica de viagens em executiva" e diga-me onde está a consciência da maioria dos políticos. É tão fácil legislar para que os outros, os que menos culpa têm, paguem a crise, não é? (Imagem obtida no referido artigo do Público)

Neste blogue não se fala de política partidária. Mas é impossível não falar de política porque tem sido ela, aliada à economia, o maior entrave à sustentabilidade. Esta notícia é apenas um pequeno exemplo, e a propósito das regalias dos eurodeputados, vale a pena ouvir o que disse Miguel Portas, um dos impulsionadores dessa proposta de redução de regalias, numa sessão que ocorreu há mais de um ano, salvo erro em Fevereiro de 2010.



Sem dúvida que Miguel Portas estava com a razão há mais de um ano nessa sessão, e continuou com ela na sessão do passado dia 4 de Abril, aqui:

"Isto não é sério, meus amigos, isto é indecente e muito triste"

quarta-feira, 9 de março de 2011

Tomate prestes a ser patenteado pela empresa Monsanto

Imagem obtida em CrooksAndLiars,
créditos para 
Dropstone Farms
Nós, cidadãos, temos de abrir os olhos, estar atentos e levantar a nossa voz, porque a natureza está a saque. Leiam o seguinte comunicado de imprensa que está disponível no site GAIA, e assinem a carta aos membros do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia pelas sementes livres .




«Tomate prestes a ser patenteado pela empresa Monsanto

Instituto Europeu de Patentes oferece cada vez mais controlo sobre mercado das sementes a empresas que já detêm o monopólio do sector.

Lisboa, 9 de Março de 2011 - Um estudo recente (1) , encomendado pela coligação No Patents On Seeds (2) e publicado hoje em Munique, revela que o Instituto Europeu de Patentes (IEP) tem a intenção de conceder mais patentes sobre as sementes, plantas e alimentos resultantes de processos de criação convencionais. O relatório denuncia que a divisão de análise do IEP informou, em Janeiro deste ano, a empresa de sementes Seminis, uma subsidiária da empresa norte-americana Monsanto que não há objecções de fundo ao seu pedido de obtenção de uma patente sobre tomates criados com métodos convencionais (EP1026942). O IEP mandou pareceres semelhantes a outros candidatos.

“Se esta tendência não for travada, dentro de poucos anos não haverá sementes no mercado que não estejam protegidas por patentes. Corporações como a Monsanto, Syngenta ou Dupont decidirão então quais as plantas cultivadas e quais os alimentos vendidos na Europa e o respectivo preço,” diz Cristoph Then, um dos porta-vozes da coligação No Patents On Seeds.

As conclusões do estudo surpreendem, dado que em Dezembro de 2010, baseado no precedente criado pelas patentes pedidas para Brócolo e Tomate, o Comité de Recurso do IEP deliberou que em geral os processos para a criação convencional de plantas não são patenteáveis. Uma decisão final sobre o caso do Brócolo é esperado nas próximas semanas. No entanto, a investigação recente mostra que é expectável que as patentes sobre plantas, animais, sementes e os alimentos provenientes dos mesmos vão continuar a ser concedidas na Europa. Segundo a interpretação da lei por parte do IEP, os processos de criação continuam a ser excluídos da protecção por patentes, mas paradoxalmente os produtos que resultam destes processos são patenteáveis.

“A proibição legal sobre patentes na área da criação convencional de plantas foi esvaziada pela prática corrente do Instituto Europeu de Patentes,” afirma Kerstin Lanje da Misereor, uma organização Católica para o desenvolvimento. “Mesmo antes da decisão final sobre a patente do Brócolo, o IEP continua o seu lóbi a favor das multinacionais. Estas grandes corporações terão carta branca para abusar sistematicamente as leis das patentes para obter controlo sobre todos os níveis da produção de alimentos. Isto também terá impacto nas pessoas nos países do Sul, que já hoje sofrem as consequências do aumento continuado do custo da alimentação.”

Segundo o estudo da No Patents On Seeds, não menos de 250 pedidos de obtenção de patente para organismos geneticamente modificados e cerca de 100 pedidos para plantas criadas convencionalmente foram registados junto do IEP em 2010. Os pedidos de patentes relativas à criação convencional de plantas estão a aumentar de ano para ano, liderados pela Monsanto, Syngenta e Dupont. Adicionalmente, cerca de 25 pedidos de patentes relativas à criação de animais deram entrada no IEP. Em 2010, este concedeu cerca de 200 patentes sobre sementes obtidas com e sem engenharia genética.

Governos como o alemão, organizações não-governamentais, associações de agricultores e criadores independentes na Europa e no mundo têm contestado a concessão de patentes sobre plantas e animais. A coligação No Patents On Seeds pretende intensificar o seu lóbi para uma redefinição da legislação europeia sobre patentes. Neste sentido é hoje lançado um novo apelo de subscrição da petição internacional contra as patentes sobre a vida (3) , da qual a Campanha pelas Sementes Livres (4) em Portugal é uma das primeiras signatárias.»

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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Árctico ameaçado

Como se não chegassem os efeitos do degelo causado pelo aquecimento global, ameaçando a sobrevivência do ecossistema, expondo os habitats à ânsia da "navegabilidade" e à pesca destrutiva:

"As alterações climáticas têm vindo a ameaçar cada  vez mais a vida marinha que habita o Oceano Árctico. O aumento das temperaturas, as alterações das correntes e a acidificação dos oceanos estão a afectar este ecossistema pristino. Simultaneamente, o recuar do gelo no pólo Norte tem permitido aos grandes arrastões aventurarem-se por territórios até hoje inexplorados." Fonte: Greenpeace Portugal



Surge a ameaça de exploração petrolífera numa das zonas mais sensíveis do planeta:

Fonte da imagem: Guardian
"Um dos ambientes mais frágeis do planeta corre o risco de se transformar no próximo eldorado do petróleo no mundo. A empresa escocesa Cairn Energy acaba de anunciar oficialmente que encontrou gás e indicadores de petróleo na areia de dois poços que perfura no Estreito de Davis, mais conhecido como o estreito dos icebergs, no sudoeste da Groenlândia. O Esperanza, navio do Greenpeace, está ancorado a dois quilômetros dos poços em sinal de protesto contra a exploração de petróleo no Ártico.  
 Os riscos de abrir poços na região são enormes e não há tecnologia hoje que garanta a segurança da perfuração. O óleo em contato com águas quase congeladas leva mais tempo para se dispersar e, em caso de desastre, poderia envenenar um dos mais importantes ambientes marítimos do mundo, lar de espécies de baleias como a azul e a narwal, ursos polares, focas, tubarões e diversas aves migratórias." Fonte: Greenpeace Brasil




Não terão aprendido com o irremediável desastre da BP do Golfo do México? Quanto mais da vida selvagem e dos equilíbrios do planeta se vai destruir por causa da ganância e do petróleo?

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Maior do que se pensa, a catástrofe ecológica no Golfo do México

Desde o dia 20 de Abril que centenas de milhares de litros de petróleo continuam a ser derramados por dia para o oceano numa plataforma da BP no Golfo do México. Aliás, aquilo que antes se pensava ser 1000 a 5000 barris por dia já vai em 25000 barris por dia, (Fonte: Naturlink) o que corresponde, afinal, a cerca de 4 milhões de litros de petróleo por dia (1 barril = 159 l). Ou seja, assim por defeito, são pelo menos 140 milhões de litros de petróleo já derramados.
O crude já chegou à costa da Louisiana, e a maré negra prepara-se para se dirigir para o Oceano Atlântico. Uma tragédia inadmissível, uma catástrofe ambiental sem precedentes, com estragos incalculáveis.

O problema tem sido muito mais grave do que o que transparece para a comunicação social. Como se fosse insuficiente a gravidade da situação, conforme se vê no segundo vídeo abaixo, a BP tem estado a tentar "disfarçar" o problema usando agentes dispersantes, que tornam o oceano uma suspensão de petróleo e agravam ainda mais a situação para a vida marinha!

Aparentemente a BP conseguiu hoje estancar o fuga (Fonte: Jornal de Notícias), mas mesmo que isso seja verdade, ainda estão muito longe de resolver o problema. Aliás, uma grande parte não será resolvida: as vidas e os equilíbrios que se perderam .



quarta-feira, 26 de maio de 2010

Diga ao Pingo Doce para pescar de forma sustentável

"Pingo Doce esgota os oceanos de Janeiro a Janeiro

Os supermercados Pingo Doce e Feira Nova continuam em último lugar no Ranking de Supermercados da Greenpeace que avalia as políticas de compra de peixe dos principais retalhistas em Portugal. O grupo Jerónimo Martins continua a pactuar com a destruição desenfreada dos oceanos. É urgente proteger um dos recursos mais preciosos e ameaçados do planeta: o peixe!

Diga aos supermercados Pingo Doce e Feira Nova que devem assumir a sua responsabilidade na preservação dos oceanos e reservas de peixe, desenvolvendo e publicando uma política de pescado responsável, seguindo os passos de outras cadeias de distribuição mais progressistas em Portugal. " ((Fonte: Greenpeace Portugal)

Veja no site da Greenpeace Portugal como fazer e entre em acção.