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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Reutilização de computadores

A notícia saiu no semanário Expresso de 24 de Dezembro passado, no caderno de Economia: na sequência da renovação do equipamento informático da PT, 1500 computadores foram limpos, formatados e preparados para doação a escolas e instituições de cariz social em Portugal, São Tomé, Cabo Verde, Moçambique e Timor. A empresa oferece 5 dias por anos de trabalho do seus funcionários para voluntariado, tendo participado nesta acção, 200 deles.

Um bom exemplo, que muitas empresas e instituições poderiam seguir na altura de renovação do equipamento informático, que, infelizmente, em pouco tempo precisa de ser substituído por material mais rápido e mais potente para acompanhar os novos programas. E depois, os fabricantes alteram os componentes de modo que quase nada se adapta a quase nada, obrigando a que se compre quase tudo de novo.

Uma iniciativa destas é de louvar, quer pelo aspecto solidário, providenciando computadores a quem os não tem, quer pelo aspecto ambiental, pois a reutilização evita o acumular de lixo tecnológico, que tem as consequências que já aqui vimos. Pesquisei na internet a ver se conseguia mais alguma notícia sobre o assunto, mas não encontrei nada. Espero que a acção chegue a bom porto. (Nota: clique na imagem para ampliar e ler a notícia completa)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Ser Ecológico É Ser Bem Educado

O texto que se segue foi publicado no caderno P2 do jornal Público do passado dia 18 de Dezembro, e, apesar de eu ter sido uma das quatro pessoas inquiridas vale a pena ler, pois o jornalista Nicolau Ferreira fez uma excelente síntese de um assunto que dá pano para mangas:

«Etiqueta Verde

Perguntámos a quatro portugueses o que é necessário fazer para se ter um comportamento verde. Reciclar é indiscutível, mas ter uma horta caseira também vem na lista. Afinal, diminuir o impacto das nossas vidas no planeta já passou a questão da cidadania, é boa-educação.

Por Nicolau Ferreira

Acabou-se. Se ainda existe um lado glamoroso no discurso ecológico, atraente para jovens rebeldes que querem fazer parte das expedições mais ou menos heróicas da Greenpeace e irritante para os que olham com cinismo para a maior movida ambiental que alguma vez a humanidade viveu, Manuela Araújo afasta-o de uma vez por todas antes de começar a responder às perguntas do P2. "Todas as acções a que me refiro não se destinam a ter um impacto positivo no ambiente, apenas a reduzir o impacto negativo", explica a arquitecta de 47 anos por e-mail, antes de começar a enumerar as acções. Não há portanto uma pretensão ao heroísmo, nem ao salvamento de nada, há apenas uma tentativa de arrumar o máximo que se desarruma por termos o estilo de vida que temos.

E a desarrumação individual é significativa, basta fazer o teste da pegada ecológica para percebê-lo. Tentámos recriar o nosso quotidiano e medir esta pegada para compreender o impacto das nossas acções e perceber que efeito tem uma mudança de hábitos. Com um avatar suíço e os Alpes em pano de fundo, a situação mais próxima de Portugal que oferecia o site que escolhemos para o questionário, respondemos a perguntas sobre alimentação, o consumo de casa ou os meios de transporte que utilizamos.

O resultado está longe de ser brilhante. Mesmo com lâmpadas de poupança, reciclagem e poucos quilómetros percorridos de carro, seria necessária mais uma Terra inteira para comportar um modo de vida que não dispensa algumas horas anuais de voo, refeições com carne, alimentação importada e uma casa mal calafetada (mas sem aquecimento central). Se as perto de 6,8 mil milhões de pessoas que existem vivessem com luxos idênticos, um planeta Marte habitável não chegaria para todos, e ninguém sabe quando é que a população humana vai deixar de crescer. Mas existem alternativas para a maioria dos problemas e optar por essas alternativas pode, ao fim do dia, tornar-nos portadores de uma etiqueta verde.

Três frentes de batalha

Há um objectivo geral por trás de cada comportamento verde, por mais que o "ecológico" irrite os familiares, amigos e colegas que ainda não aderiram. "Para mim o importante é reduzir o consumo ao essencial e excluir o supérfluo, englobando aqui o consumo de água, de energia e de "coisas"", sumariza Manuela, que vive em Vila Nova de Famalicão. O consumo alimentar, a energia gasta em casa e o modo como cada um se movimenta todos os dias de um lado para o outro são as principais frentes de batalha que podem ser escrutinadas do ponto de vista ambiental.

No supermercado a primeira regra é comprar alimentos produzidos na região. Quanto mais perto for a origem do alimento, menos energia foi consumida para o fazer chegar aos pontos de venda. Depois, sempre que se puder, deve-se optar por alimentos de origem biológica, cujo certificado garante práticas naturais de crescimento, menos fertilizantes químicos e antibióticos. Também é importante a diminuição na procura de carnes, principalmente a vermelha, já que a produção animal exige grandes quantidades de cereal e feno (lembra-se da crise de alimentos durante a Primavera de 2008, em que parte do problema foi causada pelo número de famílias chinesas que passaram a consumir carne?). Para quem tenha a sorte de ter um pouco de terra sugere-se uma aventura pela horticultura para alimentação própria.

Em casa, uma das medidas mais unânimes é a separação do lixo e reciclagem. Uma actividade que pode abarcar mais do que o plástico, o papel ou o vidro e passar a incluir as pilhas, os óleos. Os restos orgânicos são grandes candidatos para a fertilização da horta. Nuno Pinheiro é um adepto. "Fazemos compostagem com cascas e restos das plantas do jardim e do olival. O olival é fertilizado com o mato da limpeza da mata da qual somos proprietários, onde plantamos de tudo um pouco e temos árvores das mais variadas espécies", explica o bancário de 39 anos que vive numa aldeia perto de Seia.

Em relação à energia e à água, Daniela Ambrósio, de 27 anos, tem uma lista longa de regras que ajudam a optimizar os recursos. Para poupar electricidade no aquecimento sugere proteger portas e janelas de fugas de ar, ter as persianas abertas durante o dia para entrar calor e manter as portas fechadas. Relativamente à luz, opta por lâmpadas economizadoras, prefere electrodomésticos de Classe A de energia, portáteis a computadores fixos, que obrigam a ter ecrã, desliga os electrodomésticos da ficha, só põe máquinas (da roupa e loiça) a trabalhar quando estão cheias, cozinha em grandes quantidades para economizar energia e defende a utilização de painéis fotovoltaicos. Para poupar água sugere a utilização de um copo sempre que se lava os dentes, armazenar a água do banho num balde para outros fins e utilizar a água da cozedura de alimentos para fazer sopa.

De tudo isto só falha uma coisa. "Não tenho painéis fotovoltaicos e solares porque o prédio onde moro não tem, mas quando tiver casa própria essa será uma prioridade", afirma a gestora cultural de Aveiro, que prefere roupas de fibra natural a fibra sintética e substitui o limpa-vidros por uma solução de água e vinagre menos nociva para o ambiente.

Nas viagens diárias não há muito a saber, trocar o automóvel com um passageiro por transportes públicos, uma bicicleta ou as pernas é a atitude mais ecológica. Mas há detalhes a ter em conta para os utilizadores de carro, como baixar o consumo de combustível reduzindo a velocidade, desligar o motor sempre que se pára em algum sítio, e abandonar o hábito de trocar o veículo de dois em dois anos.

Limitações externas

César Marques é um dos que optam por ter uma condução mais cuidada já que não consegue livrar-se do carro. "Não posso fugir a determinadas obrigações e responsabilidades, como ir para o trabalho todos os dias, que fica a 18 quilómetros de casa, num trajecto que não é servido por transportes públicos competitivos com o automóvel particular", explica o informático de 37 anos que vive em Lisboa. Se pudesse, admite que andaria só de bicicleta, pois é o seu transporte de eleição.

De resto recicla, sempre que pode vai a pé até aos locais, tem em casa um contador de electricidade bi-horário, que permite poupar dinheiro utilizando mais electricidade durante a noite, o que acarreta menos custos para a rede eléctrica. Se pudesse, faria mais: "Gostaria de produzir energia limpa de uma forma simples e sem grandes burocracias. Na Alemanha entra-se numa loja da especialidade, adquirem-se os painéis, faz-se a instalação e em meia dúzia de dias já se produz e vende energia para a rede eléctrica."

Há mais reparos a fazer ao sistema português. Como os preços altos dos produtos biológicos, das lâmpadas economizadoras, dos electrodomésticos de Classe A ou dos painéis fotovoltaicos que, segundo Daniela Ambrósio, nem todas as pessoas podem pagar. Manuela Araújo queixa-se da falta de incentivo à agricultura portuguesa, que impede termos um mercado interno maior, e sugere a implementação da certificação energética dos edifícios, não só dos que estão a ser construídos mas também dos antigos.

Nuno Pinheiro, apesar de pagar o saneamento, denuncia uma situação constrangedora para qualquer país que se diz civilizado. "A pegada ecológica da minha família poderia ser menor se os esgotos da minha aldeia fossem tratados. A agravar tudo isto, estão a ir directos para a única fonte de água que existia e abastecia a aldeia antes de haver água canalizada", explica, desabafando que "paga para poluir".

As limitações portuguesas não são uma justificação para não se fazer nada, considera César Marques, defendendo que "há ainda possibilidade de reduzir muito a pegada ecológica". O facto é que muitas pessoas não alteram os seus hábitos diários. Daniela Ambrósio acredita que para se alterar o comportamento é necessário ter-se, antes de tudo, uma "consciência do que é o ambiente, do quanto necessitamos dele para viver, e depois perceber o mal que lhe fazemos". Até porque outra opinião unânime é a de que a acção individual conta.

Ser ecológico

"Já imaginou a redução na área necessária para produção de alimentos para gado bovino se todos, ou a maioria dos habitantes dos países ditos desenvolvidos, passassem a comer apenas a quantidade de carne recomendada pelos nutricionistas?", questiona Manuela Araújo, que diz sentir-se tentada a criticar pessoas que têm um grande nível de instrução e ignoram este assunto. Nuno Pinheiro defende que a educação começa em casa, "e não na escola, como muitos pais pensam".

A forma mais fácil de educar é o exemplo pessoal, diz César Marques. "As pessoas são sensíveis aos casos particulares e projectam com maior facilidade essa experiência em si mesmas", acrescenta. E quando existem benefícios económicos, as mudanças ainda são mais rápidas, garante o informático.

Talvez não seja necessária uma etiqueta verde, uma lista que será sempre artificial e que poderá não se ajustar à realidade de cada um. Talvez as pessoas ganhem novos hábitos à medida que sintam os exemplos dos outros crescerem como uma coisa fácil, como parece ser para Manuela Araújo: "Faço de tudo um pouco e gradualmente, sem fundamentalismos, de modo a que não prejudique a vida familiar." César Marques olha para a ecologia como algo que deve estar enraizado, que faz parte de qualquer acto. "Ser ecológico é algo natural, tal como os bons modos para uma pessoa bem formada. Quem é bem-educado não tem uma lista de acções." Limpa o que suja, não cospe no chão, fecha a porta quando sai. Deixa as coisas como as encontrou, prontas para serem utilizadas pelo próximo. E a Terra é uma daquelas coisas que estão sempre a ser utilizadas pelo próximo. »

(F
onte: Público, Etiqueta Verde folha 1, Etiqueta Verde folha 2
)
(Blogues de outros inquiridos: Sportblog, Blog do Pinhas)
Devo apenas fazer uma observação, ou aliás correcção, em relação à frase "Manuela Araújo (...) sugere a implementação da certificação energética dos edifícios, não só dos que estão a ser construídos mas também dos antigos". Na realidade, a certificação energética é obrigatória também para os edifícios existentes, pois não é possível arrendá-los ou transaccioná-los sem o certificado energético. No entanto, os tais certificados energéticos podem ter classe de eficiência energética A, B, C, D, E, F ou G, ao contrário dos edifícios novos que só podem ser classe A ou B. O que é preciso é fortes incentivos para a melhoria da eficiência, não só energética, mas ambiental nas suas várias vertentes, para a conversão dos edifícios existentes.

(Nota: fui inquirida na sequência da participação no blogue O que faço pelo ambiente? do Ecosfera - Público)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

As opiniões e as crenças sobre o clima...

As opiniões valem o que nós quisermos que elas valham. Na edição do passado fim de semana, do semanário Expresso, devido ao tema do momento a que se dedica a Conferência de Copenhaga, um dos assuntos sobre o qual são emitidos artigos de opinião é o ambiente (e as alterações climáticas).

Alguns jornalistas estão muito incomodados com o impacto que as organizações ambientalistas estão a ter na opinião pública, acusando o ambientalismo de "religião", de crença.

É o caso de Henrique Monteiro (É o Clima uma Ideia Religiosa?), que afirma "que me parece existir no discurso ambientalista uma espécie de religião travestida de ciência". Diz ainda que quando vê toda a gente do mesmo lado da amurada, tende a ir para o outro lado. Não será isto também uma crença nas minorias? No entanto, diga-se que Henrique Monteiro julga que toda a gente tem direito a praticar livremente uma religião, ainda que pareça absurda, e não põe em causa o trabalho a favor do ambiente, apenas pretende é mais provas do que nos é dito como inevitável. É possível que ele não chegue a ver essas provas. Também é possível que nunca, como em muitas outras teorias, se chegue a apurar a verdade da correlação entre a concentração dos gases de estufa e as alterações climáticas.

Há também a opinião de Henrique Raposo (Duendes e Bagas), que afirma que "O ambientalismo é mesmo uma religião oficial, e até já tem personalidade jurídica". Além disso, diz que sabe do que fala ao afirmar que o ambientalismo é uma crendice retrógrada. Está muito preocupado com as questões alimentares, pois os ambientalistas querem que vivamos numa Quaresma de 12 meses. E parece ainda mais preocupado que os "religiosos" tomem decisões políticas, pois acha que "devemos desconfiar sempre das intenções dos monoteístas, venham elas com anjos ou duendes, venham elas com freiras ou com a Quercus". Parece-me que este senhor é um fervoroso crente na "religião" do consumismo, mas como para além do deus do consumo também parece adorar o deus da boa mesa, então não será uma religião monoteísta, o que dá lhe alguma coerência...

Uma opinião diferente é a de Daniel Oliveira (A Dúvida), que transcrevo a seguir:

"Seria necessário imaginar uma cabala sem precedentes para explicar porque quase toda a comunidade científica que estuda o fenómeno entrega a sua credibilidade à tese da influência humana no aquecimento global. Perante isto, a estratégia negacionista passa por instalar a dúvida. E a dúvida faz todo o sentido em relação a qualquer tese científica. Só há um pequeno problema: a dúvida, neste caso, tem a perna demasiado curta e não podemos esperar para ver. Só nos calhou este planeta em sorte. Não teremos outro para corrigir os nossos erros.
No entanto, a dúvida funciona aqui como uma extraordinária eficácia. O que temos de fazer implica um esforço descomunal. Mudar estilos de vida, mudar de formas de produção, perder dinheiro. E se isto não for verdade? Na dúvida, talvez seja melhor não fazer nada. Tentador, não é?
Claro que entre os negacionistas haverá de tudo. Desde os que acreditam genuinamente que estamos perante a patranha do século até aos que olham para a bolsa e acham que o planeta pode esperar pela sua vez. Mas estou convencido que o que move a maioria, como tantas vezes acontece na resistência às evidências científicas, é a ideologia. A ideia de que o mercado, acima de todas as outras coisas, comanda a vida. Que tudo - as pessoas, o tempo, a cultura - é um bem consumível. E se assim é com tudo seria uma maçada se assim não fosse com o primeiro de todos os bens: o planeta. Não são apenas as consequências económicas e políticas que os preocupam. São as consequências morais e filosóficas. E se antes de vender e comprar, de consumir e gastar, fossemos mesmo obrigados a cuidar?"

Sabemos que há outros efeitos naturais a interagir com o clima, muitos deles exteriores à própria Terra. Mas se os gases de estufa são responsáveis pelo ameno clima actual (se não existissem, a temperatura média da Terra seria muito negativa e a maioria das espécies actuais não existiria), por que é que o aumento da sua concentração não provocaria um aumento da temperatura média global? Há também umas leis da física que me parece estarem a ser desafiadas: alguém achará que a Terra, sendo finita, aguentará muito tempo com o crescimento exponencial que a população humana e o consumo dos seus recursos estáo a ter? É de esperar que a natureza reaja à acção predatória que a espécie humana tem tido.

Numa das conferências que assisti num congresso, o biólogo David Avelar da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, perguntou: em que casos, na natureza, se dá um crescimento exponencial como o que se tem verificado no aumento da população humana e respectivo consumo de recursos? E respondeu: apenas nas pragas e nas infecções; e o que acontece a seguir? o decaimento abrupto da população invasora...

Alguns dizem que é preciso sermos muito convencidos para podermos achar que conseguimos interferir com o clima! Mas, bactérias e minhocas interferiram...

Se é verdade que todos têm o direito a uma religião, por mais absurda que seja, o mesmo se passa com a opinião. E a minha opinião é muito próxima da de Daniel Oliveira. É bem possível e provável que o aumento da concentração de gases de estufa interfira na temperatura média da Terra e por conseguinte, no clima. Não, não se trata de religião, mas se isto ou o ambientalismo (que são coisas bem diferentes) fossem religiões, então o consumismo e o capitalismo também o seriam.

Isto é apenas uma opinião, e por isso, vale o que vale!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Os portugueses e o ambiente

Na revista Visão n.º 870, do passado dia 5, em edição especial "verde" dedicada ao ambiente, foi publicada uma sondagem (VISÃO/SIC/Gfk/Socinov), feita em Portugal continental com base em 1040 entrevistas.
O resultado foi algo melhor do que o que eu esperava, embora fique muito aquém do que seria desejável. Claro que não passa de uma sondagem, mas pelo menos fica-se com a ideia de que a atitude dos portugueses perante o ambiente está a mudar, mas ainda há muito a fazer para que entendam que é fundamental mudar de hábitos para que possamos deixar este planeta, pelo menos, nas mesmas condições em que o recebemos.
Foram estes os resultados da sondagem (o que sobra para os 100% é NS/NR, ou seja, não sabe ou não responde), transcrevendo da Visão:

  • "Tomar duche em vez de banho de imersão: 84,8% já tomam , 8,4% vão tomar, 3,0% não vão tomar;
  • Separar o lixo para reciclagem: 63,2% já separam , 23.6% vão separar, 7,9% não vão separar;
  • Usar lâmpadas de baixo consumo na iluminação: 61,9% já usam , 26,9% vão usar, 6,3% não vão usar;
  • Usar electrodomésticos com melhor aproveitamento energético: 47,9% já usam , 25,0% vão usar, 15,9% não vão usar;
  • Usar menos os ares condicionados: 28,0% já usam menos, 11,6% vão usar menos, 43,5% não vão usar menos;
  • Usar um carro híbrido ou eléctrico: 2,9% já usam, 13,8% vão usar, 59,4% não vão usar;
  • Preocupam os problemas relacionados com o meio ambiente (poluição, alterações climáticas, camada de ozono e aquecimento global do planeta)? 59,5% muito, 37,3% médio, 0,4% pouco;
  • Deveria construir-se em Portugal uma central nuclear para produzir energia eléctrica? 45,5% não , 35,5% sim;
  • Devia limitar-se a circulação de veículos privados nas cidades em benefício dos transportes públicos? 76,1% sim , 11,2% não;
  • O governo português devia gastar mais dinheiro para proteger o ambiente? 68,5% sim , 15,2% não;
  • Os governos dos principais países estão a fazer o que é necessário para melhorar o ambiente? 34,4% sim , 49,6% não;
  • Sente que o mundo já enfrenta alterações climáticas graves, resultantes da deterioração do meio ambiente? 73,9% sim , 17,7% não;
  • Daria 1% dos seus rendimentos anuais para a protecção do meio ambiente, desde que esse dinheiro fosse bem utilizado? 44,2% sim , 38,5% não."

Na parte final do Jornal da Noite do passado dia 4, na SIC, passou uma reportagem sobre "Os portugueses e o ambiente". Foram apresentados casos em Portugal de dedicação à protecção do ambiente: permacultura, uso de energias renováveis, motos eléctricas.... Abaixo está esse jornal, e a reportagem acontece entre os minutos 51:40 e 65:00. Veja, e fique um pouco mais optimista.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Algumas Notícias - Save Miguel, Parque de Renováveis e Nobel da Paz

"Campanha publicitária sobre a cortiça “Save Miguel” premiada a nível internacional" (Naturlink)
Eu também acho que o filme da campanha está bem conseguido. Vamos ver se faz com que a cortiça seja mesmo promovida internacionalmente.

"Primeiro parque temático de energias renováveis do país abre em Loures" (Ecosfera-Público)
Com um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros, esperemos que seja bem aproveitado para a divulgação de tecnologias de energias renováveis.

"Barack Obama ganha Prémio Nobel da Paz" (Correio da Manhã)
Espero que o prémio lhe traga responsabilidades acrescidas em relação à paz no mundo, e que venha mais tarde a comprovar que o merece. Para já, acho que ainda não o fez.

domingo, 16 de agosto de 2009

Materiais perigosos abandonados há quase um ano

De acordo com o DN Portugal-Centro de sexta-feira passada, toneladas de resíduos perigosos (tintas, diluentes, solventes e vernizes) estão abandonados num terreno nas traseiras de uma fábrica em Carregal do Sal desde Setembro de 2008.

Estes materiais, que deviam estar acondicionados com estritas medidas de segurança, estão ali ao alcance de crianças e em risco de poluírem o solo, os lençóis freáticos e linhas de água, e o ar (pois podem libertar compostos orgânicos voláteis).

Espero que as autoridades competentes não fiquem à espera que passe mais um ano, escudando-se atrás da burocracia, ou que aguardem que sejam os voluntários da iniciativa Limpar Portugal que tratem do assunto em Março. É demasiado perigoso para esperar tanto!

Fontes: DN Portugal-Centro, blogue Do Mirante e blogue Sempre Jovens Foto: DN Portugal-Centro