Note-se também que "A maior parte das algas comestíveis são marinhas e a maior parte das algas de água doce são tóxicas. Apesar disso, as algas marinhas podem conter ácidos que irritam o canal digestivo e/ou ter um efeito laxante" (Fonte: Wikipedia)
E pelo meio, um texto de enquadramento extraído do artigo "As Algas Marinhas e Respectivas Utilidades" do Doutor Leonel Pereira, especialista em Ficologia Marinha. Se se interessa pelo tema, veja aqui o texto completo.
«Algas marinhas na alimentação
Actualmente, a nossa sociedade vive uma enganadora abundância alimentar. Rodeia-nos a comida rápida, rica em calorias e gorduras insaturadas, e até já nos habituámos à expressão da “comida de plástico” para a designar. As consequências de uma alimentação deste tipo são a carência de nutrientes essenciais, a obesidade e doenças relacionadas com ingestão excessiva de açúcares (diabetes) e de gorduras (arteriosclerose), entre outras.
Que papel têm as algas marinhas neste panorama?
Representam exactamente o oposto: um alimento natural, silvestre e que nos fornece elevado valor nutritivo mas baixo em calorias. Pobres em gorduras, as algas marinhas possuem polissacarídeos que se comportam, na sua grande maioria, como fibras sem valor calórico. As algas são, por isso,
a melhor forma de corrigir as carências nutricionais da alimentação actual, devido ao seu variado leque de constituintes: minerais (ferro e cálcio), proteínas (com todos os aminoácidos essenciais), vitaminas e fibras (Saá, 2002).Da composição analítica das algas marinhas destaca-se:
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| Imagem extraída do texto mencionado (clique para ampliar) |
- Presença de minerais com valores cerca de dez vezes superiores ao encontrado nos vegetais terrestres, como no caso do ferro na Himanthalia elongata (“esparguete do mar”) em comparação com o da Lens esculenta (“lentilhas”) ou, no caso do cálcio presente na Undaria pinnatifida (“wakame”) e no Chondrus crispus (“musgo irlandês” ou simplesmente “musgo”), relativamente ao leite de vaca.
- Presença de proteínas que contêm todos os aminoácidos essenciais, constituindo um modelo de proteína de alto valor biológico, comparável em qualidade à do ovo.
- Presença de vitaminas em quantidades significativas. Merece especial relevo a presença de B12, ausente nos vegetais superiores.
- Presença de fibras em quantidades superiores ao encontrado na Lactuca sativa e semelhante à da Brassica oleracea (“alface”e “couve”, respectivamente).
- O seu baixo conteúdo em gorduras e valor calórico, transforma-as em alimentos adequados para regimes de emagrecimento. »
Universidade de Coimbra, 2008
O artigo cita e descreve algumas algas comestíveis comercializadas (pag. 6 e 7):
- Wakame (Undaria pinnatifida)
- Dulse (Palmaria palmata)
- Esparguete do Mar (Himanthalia elongata)
- Kombu (Saccharina japonica, Laminaria ochroleuca e Saccharina latissima)
- Nori (Porphyra yezoensis, P. tenera, P. umbilicalis e Porphyra spp.)
- Musgo da Irlanda (Chondrus crispus)
- Fucus ou Bodelha (Fucus vesiculosus e Fucus spiralis)
- Agar-Agar (Extracto de Gelidium corneum, Pterocladiella capillacea e de Gracilaria gracilis)
Aproveito para informar que já experimentei cozinhar uma tarte de Wakame e ficou deliciosa! A que comprei foi da empresa Galega Algamar, da Galiza e de produção biológica, em cujo site tem informações sobre o modo de preparar.
Se conhecem empresas portuguesas que produzam e comercializem algas marinhas, por favor indiquem-nas nos comentários.
E já agora, espreitem umas receitas com algas no Cantinho Vegetariano (ver no fundo da página)

