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quarta-feira, 20 de julho de 2016

"Quem se importa?"

"Nem tudo o que conta pode ser contado. E nem tudo o que pode ser contado, conta."
Albert Einstein

«Nós criamos nossas próprias vidas. Nós criamos nosso próprio mundo. Mas antes de criarmos o nosso próprio mundo, devemos imaginar que tipo de mundo queremos. E depois, começar a criá-lo. 

Imagem obtida em Eu me Importo
Eu diria que é uma questão básica de estilo de vida. Como vivemos neste planeta. Que tipo de responsabilidade você impõe a si próprio. Então, uma vez que você sabe isso, você cria a consciência de que se eu faço isso, se eu vivo a minha vida desta maneira, eu estou a prejudicar a vida de alguém. E o princípio básico deveria ser: "a minha vida não deve prejudicar a vida de mais ninguém".»
Muhammad Yunus

«De qualquer sector, de qualquer parte do planeta, é possível que surjam iniciativas que podem mudar o rumo do planeta.»
 Oscar Rivas

«Que nós nos lembremos das nossas maiores aspirações, e possamos trazer nossas dádivas de amor e de trabalho para o altar da humanidade. Que nos lembremos mais uma vez de que não somos seres isolados, mas conectados em mistério e encantamento a este universo, a esta comunidade, e uns aos outros.» 
Karen Tse

Estes textos são declarações feitas ao longo do filme QUEM SE IMPORTA (Mara Mourão, Brasil, 2013), do qual foi extraído o seguinte trecho: 



Imagem obtida em Quem se Importa
«QUEM SE IMPORTA é um longa metragem de 93 minutos e foi filmado em 7 países diferentes: Brasil, Peru, USA, Canadá, Tanzânia, Suiça e Alemanha. Um total de 20 locações em apenas 40 dias, com todas as dificuldades de união das agendas dos nossos entrevistados. O filme também conta com várias animações, além das cenas gravadas em três idiomas diferentes (Português, Inglês e Espanhol). Narração de Rodrigo Santoro. Direção de Mara Mourão e produção de Mamo filmes e Grifa filmes.»

«Você se importa com o destino da humanidade e do planeta? Um número cada vez mais expressivo de pessoas não só tem respondido sim a essa pergunta como tem colocado a mão na massa em prol dos interesses coletivos. Essa revolução, baseada na conversão de ideais em ações concretas, foi documentada pela cineasta carioca, radicada em São Paulo, Mara Mourão. Ela lançou recentemente o longa-metragem Quem Se Importa, filmado em sete países: Brasil, Peru, Estados Unidos, Canadá, Tanzânia, Suíça e Alemanha.  Nessas localidades, Mara registrou o trabalho de 18 empreendedores sociais, figuras que despontaram nas últimas décadas, motivadas pelo desejo de contribuir para a evolução das relações humanas, econômicas e ambientais. »

O documentário é recomendado pela UNESCO e ganhou, em 2013, 5 prémios em festivais de cinema: prémio do público para o Melhor Documentário no  Washington DC International Film Festival,  o prémio de melhor documentário no DocMiami International Film Festival e no International Film Festival for Environment, Health, and Culture (Indonesia), prémio de Excelência no International Film Festival for Peace, Inspiration and Equality, e uma Menção Honrosa no SAMO 2013 – Santa Monica Independent Film Festivale .

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Muhammad Yunus: "Uma nova lógica"

A não perder, a leitura de um artigo sobre Muhammad Yunus intitulado "UMA NOVA LÓGICA" de Micheline Alves no UOL.  A seguir, algumas frases de Muhammad Yunus extraídas do artigo:

Imagem obtida aqui
«Há 85 pessoas no mundo que têm mais da metade de toda a riqueza do planeta. Já a metade mais pobre da população mundial detém menos de 1% desses recursos. Que mundo é esse? Minha luta tem sido contra essa estrutura. As pessoas não podem fazer nada além de tocar o barco como foi concebido. Luto por uma nova máquina, por alternativas, por um movimento contrário. A estrutura que existe não vai resolver nosso problema. A disparidade de renda só piora, a riqueza se concentra em pouquíssimas mãos.»

«Uma questão essencial está na ideia de emprego. Quem disse que nascemos para procurar emprego? A escola? Os professores? Os livros? Sua religião? Seus pais? Alguém colocou isso na cabeça das pessoas. O sistema educacional repete: ‘você tem que trabalhar duro’. Seres humanos não nasceram pra isso. O ser humano é cheio de poder criativo, mas o sistema o reduz a mero trabalhador, capaz de fazer trabalhos repetitivos. Isso é vergonhoso, está errado. As pessoas precisam crescer sabendo que é uma opção se tornar empregado, mas que existe a possibilidade de ser empreendedor, seguir o próprio caminho.»

«Qual a utilidade do conhecimento se ele não chega às pessoas? Em Bangladesh, tínhamos pessoas morrendo de fome. Faz sentido ensinar teorias tão bonitas, das quais somos tão orgulhosos, e elas não terem o menor significado na vida de quem não pode comer? Há muitas maneiras de morrer, mas a fome é uma das mais dolorosas. Lidar com teorias económicas diante de pessoas morrendo assim era uma piada.»

«Na crise de 2008, eu estava em Nova York. Vendo as notícias sobre o colapso, os escândalos, lembrei daquele gerente que procurei e pensei: quem merece crédito, afinal? Quem está dando calote? Os pobres a quem empresto dinheiro me devolvem cada centavo.»

«Muita gente diz que isso não é um negócio de verdade. Se não tem lucro, não é negócio. De onde vem essa definição? É negócio, sim. É decisão minha não ter lucro. Se a teoria não se encaixa no que eu criei, não sou eu quem está errado; é a teoria.»

Fonte: Uma Nova Lógica, de Micheline Alves em UOL, 21/7/2015