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terça-feira, 4 de setembro de 2018

Portugal junta-se à Marcha Mundial do Clima

«COMUNICADO
*** Portugal junta-se à Marcha Mundial do Clima em três cidades no dia 8 de setembro. ***

Marchas em Lisboa, Porto e Faro exigem que não se inicie a exploração de combustíveis fósseis e se faça uma transição justa e rápida para energias renováveis.

No próximo dia 8 de setembro, às 17 horas, marcaremos presença em Lisboa, Porto e Faro na Marcha Mundial do Clima sob o lema “Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!”. Juntamo-nos à mobilização internacional “Rise for Climate”, que unirá milhões de pessoas em centenas de cidades por todo o mundo.

Exigimos uma transição justa e rápida para energias renováveis que vá ao encontro ou supere os compromissos governamentais de Portugal ser neutro em carbono até 2050 e que cumpra os compromissos a que se vinculou com o Acordo de Paris. Exigimos que não se criem novas infraestruturas de combustíveis fósseis em Portugal. Não faz sentido iniciar um ciclo de investimentos baseado numa economia do passado prejudicando o clima quando o país se comprometeu com o contrário. Por isso dizemos não aos projetos de petróleo frente a Aljezur, de gás em Aljubarrota e em outras zonas concessionadas ou passíveis de o ser.

Em Portugal, as marchas são organizadas no âmbito da iniciativa Salvar o Clima, que conta já com a subscrição de mais de 40 organizações de ambiente, movimentos cívicos, sindicatos e partidos políticos.

Em Lisboa e Faro, estão previstos breves discursos por parte de algumas organizações no final da marcha. No Porto, os discursos serão proferidos antes do início da marcha.
*
Contexto
Portugal tem sido severamente atingido por secas, vagas de calor, e incêndios descontrolados. A nossa floresta, o maior sumidouro de carbono que possuímos tem vindo a ser destruída. Os nossos compromissos com o Acordo de Paris e com a neutralidade carbónica até 2050 espelham uma profunda contradição com as intenções de abrir o país à exploração de combustíveis fósseis.

Esta contradição tem de ser urgentemente invertida em prol da vida na Terra e não de perspetivas irrealistas de retorno económico, retorno este muito inferior aos possíveis impactes locais e aos garantidos impactes globais.

Mesmo num período da nossa civilização em que por vezes surgem informações falsas e populistas, a verdade é que o consenso científico demonstra as evidências irrefutáveis das alterações climáticas. Estas evidências estão infelizmente a tornar-se parte do nosso quotidiano, e lentamente constatamos uma mudança do clima com consequências dramáticas desde já, e principalmente para as próximas gerações, afetando múltiplos domínios da nossa sociedade.

Os efeitos fazem-se sentir cada vez mais e a velocidade com que a gravidade e intensidade destes se manifesta é cada vez maior. Conceitos como “planeta mais quente” estão rapidamente a ser substituídos pela noção de “planeta inabitável”.

Estamos progressivamente a perder a luta contra o tempo para salvarmos o nosso planeta. De acordo com estudos recentes, há um risco crescente de atingirmos um ponto a partir do qual o sistema Terreste ficará permanentemente instável, passando este a acelerar as alterações climáticas ao invés de as atenuar.

Com a intensificação dos impactes das alterações climáticas, chegámos ao momento em que temos de ir bem para além do que as negociações internacionais podem oferecer.
Juntos podemos mobilizar-nos para a construção de uma liderança climática e criar o momento certo para assegurar uma transição energética para um mundo sustentável e equitativo. Para atingir isso, comunidades do todo o mundo vão liderar e assegurar a transição justa e rápida para energias 100% renováveis para todos, ao mesmo tempo que param todos os novos projetos de exploração de combustíveis fósseis.

A Marcha Mundial do Clima marcará o passo dos próximos eventos políticos, e mostrará aos nossos líderes qual a resposta que queremos para a realidade da crise climática
*
A iniciativa n’1 minuto:
Quem? |Mais de 40 organizações (ONGs, movimentos locais, sindicatos, partidos)
O quê? | Marcha Mundial do Clima
Onde? | LISBOA: Cais do Sodré | PORTO: Praça da Liberdade | FARO: Largo da Sé
Quando? | 8 de setembro, sábado, 17h00
Porquê? | “Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!”

*
Informações e contactos:    www.salvaroclima.pt
Mobilização internacional: www.riseforclimate.org

Organizações Promotoras:
Academia Cidadã
Alentejo Litoral pelo Ambiente
ASMAA – Algarve Surf and Maritime Activities Association
Associação das Terras e das Gentes da Dieta Mediterrânica
Bloco de Esquerda
Campo Aberto
Circular Economy Portugal
CIDAC – Centro Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral
The Climate Reality Project em Portugal
Climáximo
A Coletiva
Coopérnico – Cooperativa de Energias Renováveis
Empregos para o Clima
Famalicão em Transição
Futuro Limpo
GAIA – Grupo de Ação e Intervenção Ambiental
JOC – Juventude Operária Católica
Linha Vermelha
Livre
Marcha do Orgulho do Porto
Movimento Alternativa Socialista
Núcleo Académico para a Protecção Ambiental do ISCSP
Núcleo do Ambiente da FLUL
Pagan Federation International Associação
PAN – Pessoas Animais Natureza
PALP – Plataforma Algarve Livre de Petróleo
Partido Ecologista Os Verdes
Peniche Livre de Petróleo
Porto sem OGM
Precários Inflexíveis
Preservar Aljezur
Reflorestar Portugal
Sciaena
Slow Food Algarve
SOS – Salvem o Surf
Socialismo Revolucionário
SOS Racismo
SPGL – Sindicato dos Professores da Grande Lisboa
SPN – Sindicato de Professores do Norte
STCC – Sindicato dos Trabalhadores de Call Center
Tamera
Tavira em Transição
TROCA – Plataforma por um Comércio Internacional Justo
Stop Petróleo Vila do Bispo
Um Activismo por Dia
Volt Portugal
Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável»

Fonte: email da organização da Marcha pelo Clima em Portugal, de 3 de setembro de 2018

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

8 setembro: Marcha Mundial do Clima 2018

«A verdadeira liderança climática emerge das bases.

A mudança começa conosco — faça parte do movimento que está acabando com a era dos combustíveis fósseis e construindo um mundo com 100% de energia limpa, livre e renovável para todos.

Nas ruas, nas praças e em prédios públicos em todo o mundo, as pessoas vão se unir para exigir que os políticos apoiem suas comunidades, bairros e cidades, e entreguem mais do que apenas palavras.

Encontre um evento perto de você »


Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!

No dia 8 de setembro, vamos juntar-nos à mobilização internacional “Rise for Climate” para exigir um mundo livre dos combustíveis fósseis, em que as pessoas e a justiça social estejam acima dos lucros.

A verdadeira liderança climática nasce a partir das bases. Isto significa ver o poder nas mãos das pessoas, em vez das corporações; significa uma vida melhor para quem trabalha e justiça para as populações mais afetadas pelos impactos das alterações climáticas e pelas atividades das petrolíferas.

Vamos marchar para exigir:
– uma transição justa e rápida para as energias renováveis;
– zero infraestruturas de combustíveis fósseis novas: nem em Aljezur, nem em Aljubarrota, nem em lugar nenhum.

  • LISBOA: Cais do Sodré, 17h00
  • PORTO: Praça da Liberdade, 17h00
  • FARO: Praia de Faro, 17h00

Fonte e mais informações: www.salvaroclima.pt 


terça-feira, 25 de abril de 2017

Marcha Mundial do Clima - Portugal

Aproveito o dia em que se comemora a Revolução de Abril em Portugal, para apelar á participação na MARCHA MUNDIAL DO CLIMA, que ocorrerá em diversas cidades do mundo no próximo sábado, dia 29 de abril!



Mapa das concessões atualizado,  já sem as da costa
sul do Algarve (imagem obtida em ENMC/)
ninguém duvida das alterações climáticas e do aquecimento global, duvido é se vamos a tempo de fazer alguma diferença...  pois o avançar da situação dramática é mais rápido do que quaisquer previsões... mas só temos uma opção: tentar fazer alguma coisa

Em Portugal, não se entende como é que se pretende explorar petróleo, em terra e no mar, quando tudo indica que para combater as alterações climáticas a nível energético, a aposta deve ser nas energias renováveis e limpas (solar, eólica).

Felizmente foram canceladas as prospeções na costa sul do Algarve (porque as pessoas se opuseram e se manifestaram), mas infelizmente, em 11 de janeiro passado, o governo deu licença à GALP/ENI para avançar com a prospeção de gás e de petróleo no mar de Aljezur. E muitos outros negócios estão a avançar na costa oeste, é ver o mapa atualizado à direita (mapa anterior, com as concessões na costa sul aqui)!

Assim, em Portugal,  a Marcha Mundial do Clima, no Porto, em Lisboa e em  Aljezur, destina-se a travar Trump e a travar a prospeção e exploração de petróleo e gás em Portugal. 

Junte-se a uma destas marchas, ajude a proteger as próximas gerações:

Marcha Mundial do Clima - Porto  - 29 de abril, 15h, Avenida dos Aliados
Marcha Mundial do Clima - Lisboa  - 29 de abril, 15h, Terreiro do Paço
Marcha Pelo Clima - Não ao Furo - Aljezur - 29 de abril, 15h, frente à Câmara Municipal de Aljezur



Imagem daqui (Portland)
«A eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA provocou ondas de resistência em várias frentes, dos direitos humanos à igualdade de género, dos serviços públicos à justiça climática. Trump defende explicitamente o fracking e o carvão. Ao mesmo tempo autorizou o muito contestado oleoduto de Dakota (Dakota Access Pipeline) e o gasoduto Keystone XL, travados na administração anterior. A agenda petrolífera de Trump levou o movimento “People’s Climate Movement”, dos EUA, a lançar o apelo a uma manifestação internacional no próximo dia 29 de Abril.

Em Portugal, o governo tem passado mensagens contraditórias. Em Novembro de 2016, em Marraquexe, na COP22, o Primeiro-Ministro António Costa declarou que Portugal seria carbono neutro em 2050. Dois meses depois, o mesmo governo deu licença à GALP/ENI para avançar com a prospeção de gás e de petróleo no mar de Aljezur, ignorando as mais de 42 mil pessoas que se manifestaram contra o furo, durante a consulta pública. O governo cancelou dois contratos da Portfuel no Algarve, mas mantêm-se 13 outras concessões petrolíferas em Portugal. No entanto, no Parlamento Europeu a maioria dos eurodeputados portugueses assinou o tratado de comércio livre com o Canadá (CETA), que potenciará o aumento das emissões de gases com efeito de estufa, bem como privilégios acrescidos para as grandes companhias.

O aquecimento global antropogénico está a ser provocado pelas elevadas emissões de gases com efeito de estufa, cuja fonte principal são os processos de combustão de hidrocarbonetos, associados à produção e consumo de energia. A magnitude das emissões de gases com efeito de estufa já ultrapassou a capacidade natural do planeta para remover esses gases da atmosfera. O consenso quanto à existência das alterações climáticas e ao gigantesco perigo que representam para os ecossistemas e para a Humanidade, em particular para as camadas mais desprotegidas da população, tarda em produzir respostas políticas concretas numa economia viciada em emissões e poluição desregulada.

Para combater as alterações climáticas é preciso levar a cabo uma mudança que tenha como objectivo a transição justa para as energias renováveis, diminuindo progressivamente o uso de combustíveis sujos e perigosos como o petróleo, o gás natural, e o carvão, ao mesmo tempo que se recusam soluções insustentáveis como a energia nuclear e as grandes barragens.

Para isso, uma das prioridades tem de ser o anulamento imediato de todas as concessões de prospeção e exploração de gás e de petróleo ao longo da costa portuguesa, do Algarve à Beira Litoral, do Oeste à Costa Alentejana. Na nossa opinião, estão baseados numa lei inválida. Não é possível uma política climática coerente que possa coexistir com estes contratos de petróleo e gás natural.

Imagem de Observador
Enquanto cidadãos e coletivos queremos um país e um planeta em marcha para um novo paradigma energético, que respeite os direitos humanos, que ponha as pessoas e a natureza acima dos interesses da indústria petrolífera. Queremos uma outra economia, livre de conceitos e práticas que nos arrastam para a catástrofe.

Dia 29 de Abril, juntando-nos à People’s Climate March internacional, sairemos à rua em vários locais do país para exigir uma resposta séria às alterações climáticas e a recusa da exploração de hidrocarbonetos em Portugal.»

Subscrevem: Academia Cidadã; Alentejo Litoral pelo Ambiente; Amnistia Internacional; ASMAA – Associação de Surf e Actividades Marítimas do Algarve; Bloco de Esquerda; Campo Aberto; Cidadãos pela Pressão Climática; Climáximo; Coletivo Clima; Coopérnico; Futuro Limpo; GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental; GEOTA – Grupo de Ordenamento do Território e Ambiente; Hidrosfera Portugal; Livre; Movimento Alternativa Socialista; MIA – Movimento Ibérico Anti-nuclear; PAN – Pessoas, Animais, Natureza; Peniche Livre de Petróleo; Plataforma Não ao Tratado Transatlântico; Porto Sem OGM; Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza; Sciaena; Sindicato dos Professores do Norte; Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável


domingo, 18 de maio de 2014

Marcha Mundial Contra a Monsanto 2014 - 24 de maio

Tal como em maio de 2013, em 24 de maio de 2014, ativistas de todo o mundo, em pelo menos 349 cidades, irão participar na Marcha Contra a Monsanto. As razões desta marcha são muitas, mas na sua essência, lutar contra a Monsanto é lutar pela soberania alimentar dos povos, pela liberdade das sementes, pela biodiversidade, pelo direito à informação transparente, contra os transgénicos, contra o monopólio e contra a corrupção.

A Monsanto, não é a única empresa que nos ameaça nestes aspetos, mas é a principal e a mais poderosa, pois detém cerca de 90% do mercado mundial das sementes transgénicas. Também fabrica o Roundup (glifosato),  herbicida muito usado sobretudo nos "seus" produtos transgénicos. Aliás, os mais conhecidos produtos da Monsanto até se chamam "Roundup Ready", isto é, estão prontinhos a apanhar com o herbicida, que tudo mata menos o transgénico. Só que a natureza também vai-se adaptando, e vão-se desenvolvendo "ervas" também resistentes ao Roundup, o que obriga a gastar mais herbicidas. Tudo isto é péssimo para a saúde, para o ambiente, para os ecossistemas, mas um excelente negócio para a Monsanto!

Para além disso, os novos transgénicos Bt trazem  "inseticida incorporado" nos seus genes: os insetos quando o tentam "comer" morrem! O mesmo deve acontecer às abelhas, não são elas insetos? E elas, nossas aliadas fundamentais que polinizam os nossos alimentos, continuam a desaparecer.

Para conhecer melhor o modo de funcionamento da empresa, nada como ver o filme "O Mundo Segundo a Monsanto".

Como vê, razões para participar nesta marcha não faltam. Se puder, não deixe de comparecer no próximo sábado:

Em Lisboa:  às 15 horas, no Largo Camões (https://www.facebook.com/events/685023721555788/)
No Porto: às 15 horas, na Praça Marquês de Pombal (https://www.facebook.com/events/1468119300085814/)
Em Coimbra: às 15 horas, na Praça da República (https://www.facebook.com/events/304268513071561/)
Em Santarém: às 15h30,  no Jardim da Liberdade (junto ao Arco)(https://www.facebook.com/events/1610657012492289)


Em São Paulo: às 16 horas , no Vão do Masp (https://www.facebook.com/events/265531686958337/)
No Rio de Janeiro: às 16 horas, em Copacabana, Posto 4 (https://www.facebook.com/events/243345272518189/)


Ou encontre um evento perto de si em : http://www.march-against-monsanto.com/p/blog-page_5.html

Saiba mais sobre esta marcha em:  http://www.march-against-monsanto.com/

sábado, 25 de maio de 2013

Marcha Contra a Monsanto, Porto, 25/5/2013

"Abaixo a Monsanto, Sementes Livres"


















Marcha contra a Monsanto - Será que nos importamos com a nossa soberania alimentar?

Hoje é o dia da Marcha Contra a Monsanto, a ocorrer em centenas de cidades do mundo.

Depois da mensagem de Vandana Shiva e da mensagem sobre as razões da Marcha Contra a Monsanto que já começou em algumas partes do mundo, apelo à vossa participação, com a esperança de que este dia marque um ponto de viragem na forma como passivamente as pessoas tem visto a sua liberdade de escolha ser eliminada pelas grandes corporações com a conivência dos governos.

«Será a indignação contra a "Lei de Proteção da Monsanto" um ponto de viragem no Movimento Alimentar?», como diz este artigo do Huffington post?

Será que nos importamos com a nossa soberania alimentar?

A Monsanto, sobretudo, mas também  outras empresas da biotecnologia e genética, têm imposto ao mundo  a alteração genética de plantas e mesmo animais. Não há estudos fidedignos suficientes sobre o impacto na saúde (estão a aparecer agora os primeiros estudos de médio prazo), o impacto na natureza e biodiversidade é assustador, o impacto na economia é devastador (as corporações ganham-no todo à custa da exploração dos agricultores), a liberdade de escolha das pessoas é seriamente diminuída pela falta de informação...


"CONTROLAR A ALIMENTAÇÃO PARA CONTROLAR O MUNDO": esse parece ser o lema e objetivo da Monsanto.


Entretanto, remeto para o vídeo que explica, num minuto, o que são OGM, e deixo aqui a compilação da Ana Teresa (que aqui deixou num comentário), que explica de forma muito clara o que são os transgénicos (e o que está por trás deles), e que está a ser usado num flyer nos Açores:


«Organismos Geneticamente Modificados, OGM ou transgénicos, o que são?

- São seres vivos, plantas, animais e microorganismos aos quais foram inseridos em laboratório e de maneira aleatória (não conseguem controlar onde os inserem), genes de outras espécies.

- Na natureza jamais ocorreriam estas modificações, por exemplo: soja e milho com genes de bactérias, tomates com genes de peixes, alfaces com genes de ratos, etc…

- Os OGM são ambientalmente perigosos, dado que as suas sementes têm contaminado as demais espécies tradicionais de modo incontrolável, apesar das margens de segurança que se impõem entre culturas. Detecta-se pólen a 2 000 m de altitude.

- Está provado que ao fim de alguns anos, os OGM provocam problemas de resistência a pragas, sejam plantas ou insectos. Outros, são aniquilados, tais como as abelhas, responsáveis por 80% da polinização. Os EUA têm vastos exemplos disto.

- Existem grandes indícios de efeitos negativos a longo prazo na saúde humana e animal, apesar destes estudos independentes não terem reconhecimento absoluto, devido ao enorme poder destas empresas. Os estudos que demonstram não haver efeitos negativos, são feitos pelas próprias empresas interessadas em vender.

- As poucas empresas, 6, que possuem milhares de patentes de OGM e as comercializam, têm vindo a comprar todas as outras empresas de sementes tradicionais. (Todas as sementes produzidas nestas culturas, são propriedade destas empresas)

- A maior delas é a Monsanto, que possui 90% do mercado (11 mil patentes), cujo historial de corrupção é vastíssimo. As outras são a Bayer, Syngenta, Dow, Basf e DuPont.

- Milhares de agricultores,tiveram os seus campos contaminados e foram obrigados a destruir as suas culturas e a indemnizar estas empresas, cujo objectivo é dominar o mercado mundial de sementes. Dar dinheiro a estas empresas, é deixá-las dominarem a nossa alimentação. Quem controla a alimentação, controla o mundo.

- As sementes tradicionais são a nossa herança genética e possuem um valor intrínseco incalculável. A humanidade tem-nas usado livremente há mais de 10 000 anos, mas esta liberdade está em risco…e tem-se vindo a perder milhares de espécies.

- Existe um enorme movimento de investigadores e populações contra estes organismos, mas os governos não têm conseguido aguentar as pressões de tão poderosas empresas.

- Curiosamente a Monsanto começou por vender os herbicidas Roundoup e Agente Laranja (este já proibido por ser extremamente tóxico, apesar de na década de 60 terem pulverizado milhares de pessoas com ele, causando imensas doenças), só mais tarde é que começou a vender as sementes das plantas desenvolvidas para sobreviverem ao Roundup.

- Não é uma questão de se estar contra a ciência, mas sim, contra os lucros exorbitantes sem qualquer ética e a perda da nossa auto-sustentabilidade alimentar.

- Com uma nova lei que pretendem aprovar, corre-se o perigo de que as práticas tradicionais dos agricultores se tornem ilegais e estas empresas, dentro da lei.

Procure na NET mais informação em http://www.stopogm.net  »


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Vandana Shiva: sobre a "Marcha Contra a Monsanto"

"A Marcha Contra a Monsanto é uma chamada para acabar com a ditadura sobre as sementes, sobre a vida, sobre a alimentação, e sobre a nossa liberdade" Vandana Shiva

Esta é a parte final da mensagem de Vandana Shiva no vídeo que se segue, e que aqui fica como complemento à mensagem anterior sobre a Marcha Contra a Monsanto, marcada para 25 de maio, no próximo sábado, em centenas de cidades do mundo inteiro.



quarta-feira, 22 de maio de 2013

Marcha contra a Monsanto - 25 de Maio, pelo mundo fora!

«Em 25 de maio, ativistas de todo o mundo vão-se unir na Marcha contra a Monsanto.

Por que marchamos?
  • Os estudos têm mostrado que os alimentos geneticamente modificados da Monsanto podem levar a condições graves de saúde, como o desenvolvimento de tumores cancerígenos, infertilidade e defeitos congénitos.
  • Nos Estados Unidos, a FDA, a agência encarregada de garantir a segurança alimentar para a população, é dirigida por ex-executivos da Monsanto, e nós achamos que é um questionável conflito de interesses que explica a falta de investigação conduzida pelo governo sobre os efeitos de longo prazo dos produtos GM (geneticamente modificados).
  • Recentemente, o Congresso dos EUA e o presidente aprovaram a chamada "Lei de Proteção Monsanto" (Monsanto Protection Act), que, entre outras coisas, impede os tribunais de travar a venda de sementes geneticamente modificadas da Monsanto.
  • Por tempo demais, a Monsanto tem beneficiado dos subsídios corporativos e favoritismo político. Os agricultores biológicos e pequenos agricultores sofrem perdas enquanto a Monsanto continua a forjar o seu monopólio sobre a oferta alimentar mundial, incluindo os direitos exclusivos sobre patentes de sementes e composição genética.
  • As sementes transgénicas da Monsanto são prejudiciais ao meio ambiente; por exemplo, cientistas indicaram que têm contribuído para o “Colony Collapse Disorde” entre a população mundial de abelhas do mundo ((desaparecimento das abelhas).

Quais são as soluções que defendemos?
  • Votar com a moeda, comprando produtos biológicos e boicotando as empresas propriedade da Monsanto que usam transgénicos em seus produtos.
  • A rotulagem de transgénicos para que os consumidores possa facilmente tomar essas decisões informadas.
  • A revogação das disposições relevantes da "Lei de Proteção Monsanto"
  • Apelar para a pesquisa científica sobre os efeitos na saúde dos OGM.
  • Responsabilizar os executivos da Monsanto e políticos que apoiam a Monsanto, através da comunicação direta, do jornalismo de bases, meios de comunicação social, etc.
  • Continuar a informar o público sobre os segredos de Monsanto.
  • Ir para as ruas para mostrar ao mundo e à Monsanto que não vamos aceitar essas injustiças pacificamente.

Nós não queremos o clientelismo. Nós não queremos o veneno. É por isso que vamos na Marcha Contra a Monsanto.»



Veja neste site os locais onde estão organizadas as marchas pelo mundo fora no próximo sábado; ou neste calendáriohttp://bit.ly/16W7tAO

Em Portugal e no Brasil estão agendadas:

Portugal
Brasil
Para saber mais sobre a Monsanto, pode começar por aqui. A ética é algo que esta empresa desconhece de todo. Precisa urgentemente de ser travada na sua ambição de controlar todos os alimentos do mundo!


sábado, 18 de setembro de 2010

Hoje o Porto levanta-se contra a pobreza

LEVANTA-TE! PORTO
Marcha pela cidade do Porto a convergir na Avenida dos Aliados (Saída do ISEP.IPP, 14 horas)

Organizada em conjunto pelas entidades associadas ao Levanta-te Porto e as associações académicas do Porto, será realizada uma marcha a partir de pontos diferentes da cidade que culminará na Avenida dos Aliados, com uma marcha conjunta até à Cordoaria. Nesta marcha os/as participantes levarão uma t-shirt com 8 cores diferentes estampadas com os 8 ODMs. Resto do programa aqui.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Marcha pela Erradicação da Pobreza e Exclusão Social

Do blogue Marcha pela Erradicação da Pobreza e Exclusão Social, onde pode consultar o itinerário e mais informações sobre esta marcha:

"2010 é o Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social. Embora o ano só comece no dia 1 de Janeiro, um conjunto de Associações de Solidariedade Social está a organizar uma marcha solidária para antecipar a sua divulgação. Porque a Pobreza é uma violação dos Direitos Fundamentais, dia 17 de Dezembro, pelas 19h30 vamos encontrar-nos na Praça Luís de Camões e desfilar em direcção à Rua Augusta, onde se encontra uma réplica de um monumento em honra das vítimas da fome, da ignorância e da violência. Dia 17 de Dezembro, junte-se a Nós! Traga uma vela e faça parte desta marcha!"

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Marcha Mundial pela Paz em Portugal












A Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência está a passar por Portugal. Vila Nova Nova de Famalicão juntou-se a esta iniciativa, conforme referimos aqui, no dia 31 de Outubro. Não sei quantas pessoas participaram, mas estimo que na marcha propriamente dita estariam cerca de mil pessoas, a que se juntaram os ciclistas e os motards. Hoje de manhã foi a vez das crianças do 1º ciclo, conforme podem ver na reportagem da RTP.

Amanhã, dia 5 de Novembro a Marcha estará no Porto, e dia 7 passa por Aveiro. Consulte o programa.



(Fontes: foto da esquerda: Pressenza, foto to da direita: Marcha Mundial, filme: RTP)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Marcha pela Paz em Famalicão a 31 de Outubro

No próximo sábado, dia 31 de Outubro, Vila Nova de Famalicão vai marchar pela paz. Organizada pela associação Grucamo, em colaboração com a Mundo Sem Guerras, com a participação de outras associações e o apoio do Município de Vila Nova de Famalicão, da Fundação Cupertino de Miranda e das Associações de Voluntários dos Bombeiros Voluntários Famalicenses e de Famalicão, a Marcha Mundial pela Paz e Não Violência engloba várias iniciativas:
Um percurso motard por várias freguesias do concelho (9h00), um passeio de cicloturismo pelo perímetro urbano da cidade (9h30), a marcha propriamente dita que se inicia na Praça D. Maria II, às 10 horas, outras animações de rua durante a tarde e sarau cultural à noite, na Fundação Cupertino de Miranda.

Pode ver o programa completo na página da Marcha Mundial ou aqui.

No dia 4 de Novembro, quarta-feira, haverá também uma caminhada pela paz em que os protagonistas são as crianças do 1º ciclo, que se inicia às 9 horas em Seide S. Miguel, junto à Casa de Camilo, e que termina na Igreja românica de S. Tiago de Antas.

Os objectivos desta marcha podem ser lidos neste "post" anterior aqui no blogue, ou no site próprio da Marcha.

Por um mundo sem guerras e sem violência, se é famalicense ou se pretende estar cá por Famalicão no sábado, participe nesta marcha.

E muitos parabéns à Grucamo (Grupo de Caminheiros de Montanha) pela iniciativa.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Dia Internacional da Não Violência

Hoje é o Dia Internacional da Não Violência. Decidido por uma resolução das Nações Unidas de 15 de Junho de 2007, é o dia em que se comemora o nascimento de Gandhi.
Também hoje começa na Nova Zelândia a Marcha pela Paz e pela Não-violência. Se não aderiu, adira agora a esta marcha neste site.
Várias personalidades e instituições a nível mundial têm aderido a esta marcha, destaco Dalai Lama. Em Portugal, Mário Soares, José Saramago, Fernando Nobre, Jorge Palma e Alexandre Quintanilha são alguns dos que já deram a cara por esta iniciativa. Já falámos aqui no blogue mais extensamente sobre a marcha, mas volto a referir os objectivos:
  • o desarmamento nuclear em nível mundial;
  • a retirada imediata das tropas invasoras dos territórios ocupados;
  • a redução progressiva e proporcional do armamento convencional;
  • a assinatura de tratados de não agressão entre países; e
  • a renúncia dos governos a utilizar as guerras como meio para resolver conflitos.
O filme inserido (O Sim e o Não), do Movimento Humanista, pode ser visto aqui legendado em português.



Hoje, ocorrem eventos na Ler Devagar - Lx Factory - Alcântara, e no Porto, na Associação Cultural A Cadeira de Van Gogh, pelas 21 horas, para comemorar o Dia Internacional da Não Violência. Consulte o programa.

sábado, 22 de agosto de 2009

Marcha Mundial pela Paz e pela Não-violência

Faltam 40 dias para começar a Marcha Mundial pela Paz e pela Não-violência, que começa a 2 de Outubro de 2009 e termina a 2 de Janeiro de 2010. Em Portugal a marcha começa a 1 de Novembro em Valença, e a 10 de Novembro em Évora, para chegarem a Lisboa a 12 de Novembro.

Gostaria de um mundo com paz e sem violência? então diga-o, e junte-se a esta marcha.

Mais abaixo, transcrevo parcialmente, o texto da proposta original. Já a seguir, fica um dos filmes da iniciativa.




"A MARCHA MUNDIAL: UMA PROPOSTA HUMANISTA
A Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência foi lançada durante o Simpósio do Centro Mundial de Estudos Humanistas no Parque de Estudo e Reflexão-Punta de Vacas (Argentina), em 15 de Novembro de 2008.
Esta marcha pretende criar consciência face à perigosa situação mundial que estamos a atravessar, marcada pela elevada probabilidade de conflito nuclear, pelo armamentismo e pela violenta ocupação militar de territórios.
É uma proposta de mobilização social sem precedentes, impulsionada pelo Movimento Humanista através de um dos seus organismos: Mundo sem Guerras.
(...)
Não se trata de uma soma de crises particulares, estamos perante o fracasso global de um sistema cuja metodologia de acção é a violência e cujo valor central é o dinheiro.

AS PROPOSTAS DA MARCHA MUNDIAL
Para evitar a catástrofe atómica futura devemos superar a violência hoje, exigindo:
• O desarmamento nuclear a nível mundial,
• A retirada imediata das tropas invasoras dos territórios ocupados,
• A redução progressiva e proporcional do armamento convencional,
• A assinatura de tratados de não agressão entre países e
• A renúncia dos governos ao uso da guerra como meio de resolução de conflitos.

O urgente é criar consciência a favor da Paz e do desarmamento. Mas também é necessário despertar a consciência da Não-Violência que nos permita rejeitar não só a violência física, como também toda a forma de violência (económica, racial, psicológica, religiosa, sexual, etc.). (...)
A Marcha Mundial é um chamamento a todas as pessoas para unirem esforços e tomarem nas suas mãos a responsabilidade de mudar o nosso mundo, superando a sua violência pessoal, apoiando no seu âmbito mais próximo e até onde chegue a sua influência.

A MARCHA EM ACÇÃO
A Marcha Mundial pela Paz e a Não-violência já está a inspirar diversas iniciativas e actividades que se deverão multiplicar nos próximos meses. Uma delas será a marcha simbólica de uma equipa multicultural que percorrerá os seis continentes. Começará a 2 de Outubro (Dia Internacional da Não Violência) em Wellington (Nova Zelândia) e culminará em 2 de Janeiro de 2010 aos pés do Monte Aconcagua, Punta de Vacas (Argentina).(...)
A verdadeira força desta Marcha brota do acto singelo de quem, por uma questão de consciência, adere a uma causa digna e a partilha com outros."