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segunda-feira, 27 de abril de 2020

A energia oculta da vida

«Será que todos os nossos problemas poderiam ser atribuídos a não entendermos como utilizar a energia oculta da vida?»



«Este é o nosso mundo.
Este é o mundo que criamos.
Há uma razão pela qual as coisas acontecem.
Há uma razão para termos o tipo de resultados que temos no nosso planeta.
Há uma razão pela qual os seres humanos se tornaram no que são.
Estamos a tentar fazer com que as coisas funcionem aqui na Terra sem realmente entender a mecânica que está subjacente.
E esse mal-entendido contínuo é responsável pelos desafios que temos agora e os ainda maiores desafios que vamos enfrentar no futuro.

Sabemos que toda a matéria, não apenas aqui na Terra, mas a que existe que existe em todo o Universo, se a juntássemos toda, caberia numa colher de chá.
Então, o que é tudo o resto?
O resto é espaço - espaço na forma de energia.
Essa energia tem uma estrutura natural.
Opera desde o infinitamente pequeno para o inimaginavelmente vasto.
Essa energia existe nas propriedades codificadas de expansão, leveza e harmonia.
Elas são os principais ingredientes de tudo o que nós valorizamos na vida.

Se pensar nos seus relacionamentos, amor, cuidado, bondade, compaixão, eles são construídos com esses três ingredientes.
Essa energia funciona de maneira confiável.
Não é caótica.
E as pequenas unidades de energia são capazes de replicar-se repetidamente, e cada vez que se replicam, elas são capazes de transferir a informação, a inteligência e a codificação de uma para outra.
Essa energia está constantemente a recalibrar, recebendo novas informações e recalibrando todo o sistema à luz dessa informação.

Mas como fazemos uso disso?
Como fazemos isso funcionar para nós?
As escolhas que fazemos refletem nosso relacionamento com essa energia oculta, elas refletem a extensão em que entendemos, até que ponto nós a utilizamos.
Como você experimenta o momento presente?
Como você sabe que está presente?
Muitos de vocês dirão "posso sentir alguma coisa".
O que você pode sentir quando está presente e está a perceber o momento presente?
Poderia ser essa a energia de que temos estado a falar?

Vamos dar um passo adiante.
Gostaria que todos tivessem um pensamento de boa vontade dirigido a alguém de quem você gosta.
Segure esse um pensamento de boa vontade.
O que acontece com essa energia no momento presente quando você começa a intenção nesse sentido?
O que acontece com as sensações que você sente e o "feedback" que recebe?

Essa é a sua experiência.
A sua experiência está lhe a mostrar a sua interação e o estado das coisas entre as suas escolhas e essa energia oculta.
Não temos apenas a escolha, temos a responsabilidade,
porque essa energia está-nos a responder a toda a hora.
Nós podemos interagir com isso.

Como seria o mundo se trabalhássemos em conjunto com essa energia oculta, não apensas em pequenas bolsas, mas como uma abordagem humanitária, generalizada e sistémica, de estar aqui?
uma abordagem responsável para estar aqui?
Precisamos de usar uma abordagem que realmente nos leve em direção ao futuro que nós queremos.

Agora depende de nós preservar o que nos foi dado e usá-lo com sabedoria.»

Fonte: Vídeo acima com texto de Jeddah Mali,   (tradução e legendas em português no vídeo enviadas por Sustentabilidade é Acção)

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

O caminho do despertar

«Somos o que pensamos. Tudo o que somos resulta dos nossos pensamentos. Com os nossos pensamentos, fazemos o mundo.»  Buda

O Lama tibetano Blo-bzang Don-yod (1602-1678) fez uma ilustração chamada "O Caminho do Despertar" para facilitar a aprendizagem da meditação aos seus discípulos (representado no quadro da imagem a seguir).

Imagem obtida aqui
 O desenho representa um caminho, e cada personagem e cada etapa tem uma simbologia, remetendo para os obstáculos e a dificuldade no controle da mente agitada, e para a recompensa quando a mente se acalma e pratica o "Samatha" - termo usado na meditação budista para designar o treino que leva à calma e concentração, e mesmo ao "Vipassana" -  um método de meditação que promove, momento a momento, a atenção plena acerca dos eventos, da realidade, exatamente da forma como eles são vivenciados no presente.

Abaixo um vídeo que anima as etapas do quadro, e mais abaixo a explicação, traduzida daqui.



«Neste vídeo representa-se o desenvolvimento do Samatha (shi-né), em que um elefante  simboliza a mente do meditador. Uma vez domesticado, o elefante nunca mais desobedece ao seu mestre, tornando-se útil para desenvolver numerosas obras. O mesmo se aplica à mente. Além disso, um elefante selvagem e indomável é perigoso, muitas vezes causando destruição terrível. Da mesma forma, uma mente que não foi treinada pode causar sofrimento.

No início, o elefante é totalmente negro, significando que, no estágio inicial de desenvolvimento da samatha, a letargia mental domina a mente. Na frente do elefante vai um macaco que representa a agitação mental. O macaco não fica um momento parado, está sempre a conversar com alguém, sendo atraído por qualquer coisa.

O macaco conduz o elefante. Neste estado, a agitação mental guia a mente para todos os lados.

Atrás do elefante segue o meditador, que tenta controlar a mente. Numa das mãos ele segura um arco que simboliza a atenção, e na outro um laço que simboliza o estado de alerta. Neste estado, o meditador não tem controle sobre sua mente. O elefante segue o macaco sem prestar a menor atenção ao meditador.

No segundo estágio, o meditador quase alcançou o elefante.

No terceiro estágio, o meditador lança o laço no pescoço do elefante. O elefante olha para trás, simbolizando a mente já é um pouco controlada pelo poder da atenção. Nesta fase, um coelho aparece na parte de trás do elefante. Este é o coelho da letargia mental, que anteriormente era tão subtil que não era reconhecida, mas que agora é óbvia para o meditador.

Nestes estágios iniciais, há que aplicar a força de atenção mais do que a força da aplicação cuidadosa, pois a agitação precisa de ser eliminada antes da letargia.

No quarto estágio, o elefante é muito mais obediente. Muito raramente ele tem que receber o laço de atenção.

No quinto estágio, o macaco vai atrás do elefante que, sob forma submissa, segue o arco e o laço do meditador. A agitação mental não mais perturbará a mente de maneira intensa.

Na sexta etapa, tanto o elefante como o macaco seguem o meditador calmamente. Agora o meditador nem precisa se virar para olhar para eles. Ele só precisa concentrar a atenção para controlar a mente. O coelho desapareceu.

Na sétima etapa, o elefante é deixado para seguir a sua própria vontade. O meditador já não precisa mais de lhe dar a atenção nem a aplicação atenta. O macaco da agitação desapareceu completamente da cena. A agitação e a letargia nunca mais aparecerão de forma grosseira, apenas ocasionalmente, de aparecerão de maneira subtil.

Na oitava etapa, o elefante ficou completamente branco. Ele segue atrás do homem pois agora a mente é completamente obediente. No entanto, ainda é necessária alguma energia para manter a concentração.

Na nona etapa, o meditador senta-se em meditação e o elefante adormece a seus pés. A mente agora pode permanecer concentrada sem qualquer esforço por longos períodos de tempo, até dias, semanas ou meses.

Estes são os nove estágios do desenvolvimento do samatha. A décima etapa é a conquista do verdadeiro samatha representado pelo meditador a cavalgar calmamente nas costas do elefante.

Além disso, há um décimo primeiro estágio, no qual o meditador é desenhado como montando o elefante que agora caminha em sentido contrário. O meditador segura uma espada flamejante. Ele entrou agora em um novo tipo de meditação chamado vipassana, ou a mais alta interiorização (em tibetano: Lhag-mthong). Essa meditação é simbolizada pela espada flamejante, o instrumento afiado e penetrante que corta em direção à realização do vazio.

Em vários sítios deste diagrama aparece um incêndio. Este fogo representa o esforço necessário para a prática de shamata. Cada vez que este fogo aparece é menor que o anterior e eventualmente desaparece. Em cada estágio sucessivo de desenvolvimento, menos energia é necessária para manter a concentração e, eventualmente, não será preciso esforço. O fogo reaparece no décimo primeiro estágio, quando o meditador tomou a meditação no vácuo.

Também no diagrama aparecem as imagens de comida, roupas, instrumentos musicais, perfumes e um espelho. Eles simbolizam as cinco fontes de agitação mental, como os cinco objetos sensuais: os de gosto, tato, som, olfato e visão, respetivamente.»

Fonte: https://youtu.be/3jgqw--1Sxc (tradução livre)

Vídeo com legendas explicativas em espanhol em: https://www.youtube.com/watch?v=t9JC2tg03zw

sábado, 10 de março de 2018

Mindfulness: alimente o "lobo" certo

«Um velho Cherokee estava ensinando seu neto sobre vida.

"Uma luta acontece dentro de mim" diz ele ao rapaz. "É uma luta terrível e é entre dois lobos. Um é mau, é ódio, inveja, tristeza, arrependimento, ganância, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, mentira, orgulho falso, superioridade e ego". 

E continuou, "O outro é bom, é alegria, paz, amor, esperança, serenidade, humildade, bondade, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé."

"A mesma luta acontece dentro de ti, e dentro de cada pessoa também." O neto pensou durante um minuto e perguntou: "E qual é o lobo que ganha?"

O velho índio simplesmente respondeu: "Aquele que tu alimentares."»

MINDFULNESS, ou ATENÇÃO PLENA, é uma forma de estarmos conscientes de nós, das nossas emoções e do que nos rodeia, a cada momento. Um caminho para nos aceitarmos, para compreendermos os outros e para conseguirmos ter paz  (veja o vídeo mais abaixo, selecione legendas em português).



«Mindfulness, da forma como me revejo, é uma capacidade que todos já temos e que podemos desenvolver: a capacidade de estarmos presentes ao que se está a passar em nós e em nosso redor; a capacidade de estarmos atentos ao nosso corpo, às nossas emoções, aos nossos pensamentos e ao que nos rodeia (em vez de estarmos em “piloto automático” e perdidos em pensamentos). É uma prática para nos conhecermos, para cultivarmos uma mente mais sã, plena, consciente, presente e feliz. Diria mesmo que é uma prática para fazermos amizade connosco próprios e tocarmos algo mais profundo e saudável que sempre existiu dentro de nós.»  Vasco Gaspar, 

Fonte: citação de Vasco Gaspar no blogue Coisas Nossas, MINDFULNESS – O QUE É? PARA QUE SERVE?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Meditar num minuto ou num instante

No nosso dia-a-dia de correria e stress, cansámo-nos, desgastámo-nos, ficamos zangados e descarregamos esse cansaço e frustração em alguém que não tem culpa, ou em nós próprios, agravando o ciclo vicioso de mal-estar. Por vezes, não seria melhor parar, respirar e reflectir, nem que fosse por um minuto ou por um instante, para descarregar de forma positiva a energia negativa? Esse vídeo explica como. E olhem que resulta!

Gaste uns minutos ou instantes consigo mesmo para tornar o ano de 2012 melhor não só para si,  como para quem o rodeia. Faça de 2012 um ano melhor.