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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Portugal em seca. Poupe água!

Índice de seca PDSI. Fonte: IPMA, 8/10/2017
Portugal está em seca severa e extrema, e, apesar de se prever uns dias de chuva na próxima semana,  tudo indica que vá continuar.

«O mês de setembro de 2017 em Portugal Continental foi o mais seco dos últimos 87 anos, classificando-se como extremamente seco. Consequentemente verificou-se um aumento da área em situação de seca severa e extrema.

De acordo com o índice meteorológico de seca PDSI, a 30 de setembro cerca de 81.0 % do território estava em seca severa e 7.4 % em seca extrema.»
Fonte: IPMA, 8/10/2017

Poupe água, mesmo que ainda não lhe falte na torneira. Cada vez mais a água potável será um bem escasso. E todavia, essencial!

Não lave passeios, nem terraços, nem calçadas; evite lavar o carro; tome banhos curtos; feche a torneira ao fazer a barba e ao lavar os dentes. Estes cuidados deviam ser já hábitos normais, mas cada vez são mais prementes.


Por dia gastam-se muitos litros de água; 10 litros numa descarga de autoclismo, 80 litros num banho rápido, 100 litros numa lavagem de roupa na máquina e 50 litros numa lavagem de louça na máquina. O esforço para poupar água é uma obrigação.

Algumas dicas para poupar água:

Fonte: Turma da Mónica
1. Uma torneira aberta gasta de 12 a 20 litros/minuto. Pingando, perde até 50 litros/dia. Isto significa 1500 litros por mês. Feche bem as torneiras, verifique-as e repare as fugas de água.

2. Certifique-se que a sua casa não tem torneiras a pingar escondidas. Leia o contador da água após duas horas em que não use agua e verifique se ele mexeu alguma coisa. Se não mexeu, saberá que não tem fugas e que está a economizar água.


3. O caudal de uma torneira é de 11 a 19 litros de água por minuto. Instale um compressor redutor de caudal e poderá reduzir o consumo em 50%.

4. De cada vez que utiliza o autoclismo deita muita água fora, desnecessariamente. Tente regulá-lo de forma a poupar água.

5. Coloque um objecto que não flutue no depósito do autoclismo, como uma garrafa de 1,5 l cheia de água, e os gastos de água serão reduzidos.

6. Evite puxar o autoclismo desnecessariamente. Não deite lixo, óleos e restos de comida na sanita.

7. Como descobrir se o seu autoclismo perde água? Ponha umas gotas de corante no depósito e se vir água corada na sanita, sem ninguém ter puxado o autoclismo, é porque existe uma fuga.

8. Não deixe correr a água enquanto lava os dentes ou faz a barba, pois abrir e fechar a torneira várias vezes é melhor do que deixar a correr água sem necessidade. Mas o melhor é usar o copo ou a pia com água.

9. No duche, feche a torneira enquanto se ensaboa. O consumo cairá de 180 para 48 litros.

10. Prefira o duche ao banho de imersão. E se vai mesmo tomar banho na banheira, tape o ralo antes de abrir a água quente. Apesar de sair fria no início, ficará depois a uma temperatura óptima após adicionar a água quente.

11. Utilize a máquina de lavar louça ou roupa só quando estiverem cheias ou se possuírem programas de meia-carga.

12. Lavar louças com água corrente desperdiça até 105 litros. Encha o lava-loiça, ensaboe a louça com a torneira fechada e depois enxague tudo de uma vez. 

13. Regue as plantas de manhã cedo ou ao cair da noite. Nessa altura, a evaporação de água causada pelo Sol é menor, pelo que poupará este recurso. Se usar mangueira, coloque pistola de rega na ponta.

14. Nunca deite água fora que possa ser útil para outros fins, como regar as plantas ou o jardim, ou mesmo para lavar a casa.

15. Lavar carro: Com uma mangueira gasta 600 litros de água. Lave o carro no máximo uma vez por mês, com balde de 10 litros, para ensaboar e enxaguar.

16. Na limpeza de quintal e calçada USE VASSOURA e não água.

17. Se detectar uma fuga de água num espaço público, contacte imediatamente a entidade competente.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Agricultura biológica - algumas dicas muito básicas

Horta experimental em mandala
Estas são umas dicas mesmo muito básicas, de principiante para principiante em agricultura biológica! Se já é entendido na matéria, por certo não vai aprender aqui, mas pode dar as suas sugestões e correções em comentário.

O princípio fundamental da agricultura biológica  é o respeito pela natureza e a estrita proibição de pesticidas ou adubos químicos de síntese. O solo é também um dos pilares fundamentais: ao contrário da agricultura "tradicional" que empobrece e mata o solo, com a prática da agricultura biológica o solo é enriquecido. Toda a matéria orgânica não consumida é devolvida ao solo (e mesmo parte da consumida: o estrume). Com compostagem ou sem compostagem (adubação verde).

A agricultura biológica baseia-se na biodiversidade: para além de  certas plantas atuarem como "defensoras" ou "ajudantes" de outras (consociações), se ocorrer uma devastação de uma espécie, por doença, praga ou intempérie, há uma grande probabilidade de outras espécies resistirem e não haver grandes perdas.

Abelhão na for da couve
 A agricultura biológica depende de uma miríade de insetos polinizadores, como as abelhas, e de insetos predadores de outros insetos "vegetarianos", cujo exemplo paradigmático é a joaninha, uma feroz devoradora de pulgões e outras pragas que atacam as plantas. Por isso, e porque a joaninha é extremamente sensível e só aparece onde não há aplicação de pesticidas, ela é usada como símbolo na agricultura biológica. Para os atrair, certas flores (como os cravos-de-tunes) e as plantas aromáticas  são fundamentais.

(texto extraído daqui, onde também falei de agricultura natural e ecológica)
 
Para quem se quer iniciar na agricultura biológica, ficam aqui algumas dicas básicas, bem como algumas fotos da minha primeira horta, que iniciei em Dezembro de 2011. Mas sem dúvida que um pequeno curso teorico-prático é uma grande ajuda para começar bem. 

Canteiro coberto com palha
Solo: Para além das características físicas (textura, estrutura,...), ou químicas (pH, nutrientes - azoto, fósforo, potássio,...), as características biológicas do solo são importantíssimas. O solo é composto por materiais inorgânicos, ar, água e matéria orgânica.  A matéria orgânica, essencial, é composta pela parte já decomposta (humus), pela parte em decomposição (chamada parte ativa), pelos restos frescos de seres vivos (folhas, raízes, animais) e pelos próprios seres vivos. A olho nu, pode-se avaliar o seu potencial biológico pela cor - quanto mais escuro, mais matéria orgânica (por norma).

Não se deve revolver o solo a mais de 10 cm de profundidade (há aqui algumas discordâncias, mas ficam para outra altura), porque isso destrói a sua biocapacidade. Também não se deve deixar o solo que foi revolvido às intempéries: sempre que possível, deve ser coberto com palha ou outras plantas usadas para a adubação verde, protegendo-o do sol e da erosão.

Fertilização do solo: através do estrume ou composto (resultante da compostagem doméstica ou industrial de resíduos orgânicos). Deve-se ter cuidado com a altura da fertilização, especialmente se for feita com estrume, pois se as plantas estiverem já semeadas ou plantadas não deve ser usado o estrume, e o composto só com precaução, dependendo da espécie e da fase (vegetativa ou reprodutiva). O estrume deve ser sempre usado algum tempo antes da plantação, para não causar choque às plantas e para dar tempo que bactérias fecais nocivas morram.

Cravos-de-tunes e cosmos
Adubação verde: certas plantas são muito úteis para enriquecer o solo através da sua trituração e incorporação no mesmo, especialmente leguminosas, que vivem em simbiose (nas raizes) com micro-organismos (Rhizobium) que sintetizam compostos de azoto a partir do azoto do ar. Servem também para cobrir o solo protegendo-o.
- A tremocilha, uma leguminosa, é um bom exemplo para adubação verde, que deve ocorrer após a floração, mas antes da vagem ter sementes desenvolvidas. Corta-se, deixa-se secar cobrindo a terra, e  depois incorpora-se na mesma.
- Os cravos-de-tunes (ou cravos xaropes) são óptimos para bordadura e para afastar certas pragas. Devem ser enterrados na terra após o seu ciclo anual, pois ajudam a manter afastados do solo nemátodos indesejáveis.

Borboleta-zebra nas zínias
Biodiversidade: A biodiversidade na horta é essencial para que haja maior resistência a picos de clima ou a pragas. Mesmo as ervas a que chamamos daninhas ou infestantes têm o seu papel: umas são comestíveis (beldroegas, ançarinha-branca), outras enriquecem a terra (trevo), outras são excelentes "pesticidas" (urtiga), outras aceleram a compostagem (urtiga, consolda) e muitas são medicinais (dente-de-leão, labaça, quelidónia-maior, carrajó, urtiga).
Os melros e estorninhos comem caracóis e lesmas,  mas precisam de ser chamados com certas árvores de fruta, como por exemplo ameixoeiras. Há que deixar uma parte dos frutos para os pássaros que ajudam a combater certas pragas; mais vale perder parte dos frutos do que a produção. 

consociação alho-francês, alface, cenoura, couve
Consociação: aproveitamento do mesmo terreno, por duas ou mais culturas diferentes, na mesma época. Muitas espécies podem ser associadas entre si, porque se beneficiam mutuamente - consociações favoráveis ou positivas. Mas também há consociações  desfavoráveis ou negativas.
As flores e plantas aromáticas são essenciais nas hortas para atrair insectos úteis e para repelir pragas.  Veja tabelas de consociações aqui, e relacionados com plantas aromáticas e insetos no Cantinho das Aromáticas  e exemplos aqui.
- A hortelã é uma planta muito útil para afastar insectos indesejáveis, mas deve estar plantada em vaso porque é invasora.
- A erva príncipe é um óptimo repelente de insectos indesejáveis (sobretudo para quem tem cães - ver aqui), e dá para fazer um chá delicioso, mas é bastante sensível ao frio.

Calêndula

-  A calêndula, usada em bordaduras, além de atrair insetos úteis, é repelente de certos insetos nefastos para a horta, e tem ainda a vantagem de ter pétalas comestíveis, que embelezam qualquer salada (usadas sobretudo em "alta cozinha").
- Os cravos-de-tunes (ou cravos xaropes) são ótimos para afastar certas pragas incluindo nemátodos indesejáveis no solo. Podem ser enterrados na terra após o seu ciclo anual.
- Nos pomares, a cobertura do solo com trevo ou azevém é indicada.

Bordadura com flores e aromáticas

Sebes: Vedações de árvores e arbustos que cercam campos agrícolas. São utilizados na agricultura biológica para fomentar a biodiversidade e proteção da erosão causada pelo vento e prevenção da perda de água. A sua altura depende da dimensão da horta, e não a deve ensombrar demais, pois precisa de sol.

Bordaduras:  pequenas sebes ou remates de canteiros com plantas aromáticas ou com flores, com a função de repelir insectos indesejáveis e atrair insectos polinizadores (úteis). Por exemplo, de  alecrim, alfazema,  tomilho,  zíniascosmoscravos-de-tunes, etc. (ver exemplo aqui).

Colhido na horta 
Rotação de Culturas: Uma das práticas ancestrais na agricultura, fundamental na produção em modo biológico, que implica uma alternância de culturas conforme a família, espécie e caraterísticas da planta, de forma a enriquecer o solo e a melhorar as colheitas (veja mais aqui). *

Mais informação sobre agricultura sustentável aqui.

Post publicado em 6/10/2012 e republicado em 6/3/ 2014, adaptado do publicado inicialmente em  Agir pela Sustentabilidade (16/9/2012)

* Adicionado em  6/3/2014

domingo, 18 de agosto de 2013

"Aceitam o desafio?"

O desafio de que falamos foi-me enviado pela amiga Ana Teresa, partilhando uma linda mensagem que uma amiga lhe enviou. Vale a pena ler e refletir! Aqui fica o texto, acompanhado de algumas tiras do Armandinho, adorável personagem de Alexandre Beck:

«Queridos amigos!

 Prometi ao Artur, que nasceu no dia 8 de Julho, que tudo iria fazer para tornar este seu novo mundo um óptimo local para ele viver.

A promessa que fiz é válida não só para o Artur mas também para o Diogo e para o Miguel, que nasceram uns dias depois, para a Luísa que está quase aí, para a Carolina e para a Marta, para a Maria, para o Simão, para a Sofia, para o Xavier, para a Alice, para o Francisco, para o Jaime, para a Ana, para a Leonor, para a Inês, para o David, para o João, para o André, para o Gonçalo, para a Andreia e para TODAS as outras crianças deste Mundo e as que em breve cá estarão.

Tornar este seu novo Mundo um ÓPTIMO local para viverem pode parecer ambicioso demais, tendo em conta que milhões de crianças não têm ainda o que comer, continuam sem acesso a água potável e saneamento, sem uma cama onde possam dormir, sem acesso à Educação, a Cuidados de Saúde e à Justiça, e muitas nunca viveram um dia de Paz, mas eu acredito que É POSSÍVEL! É possível se todos acreditarmos, por isso lutarmos e para isso contribuirmos!



E é por isso que vos escrevo este e-mail.
Escrevo-vos porque acredito que pequenos gestos podem fazer a diferença.
Escrevo-vos porque acredito que o nosso bem-estar individual depende do bem-estar colectivo e que o bem-estar colectivo dependente das nossas acções individuais.
Escrevo-vos porque acredito que cada um tem poder para mudar o seu mundo e que todos juntos temos poder para mudar o Mundo.
Escrevo-vos porque considero que todos temos o dever moral e a responsabilidade de não comprometer a sobrevivência e o futuro das crianças e das futuras gerações de seres humanos e de todos os seres com quem partilhamos o planeta.

E o que vos proponho é simples: REFLECTIR.

Reflectir sobre as vossas escolhas e actos.
Podem fazê-lo neste momento, se o desejam, mas a minha proposta (e pedido!) é que tentem reflectir sobre as vossas escolhas e actos, ao longo do dia, dos dias, dos meses, SEMPRE.
Os nossos gestos, assim como as nossas escolhas, por mais insignificantes que pareçam, podem ter um poder destrutivo enorme. E se analisarmos um pouquinho, chegaremos todos à conclusão que nos últimos dois séculos, o acumular de pequenos e aparentemente insignificantes e irreflectidos gestos, contribuíram para que hoje nos deparemos com problemas ambientais enormes, injustiças sociais gritantes, inseguranças e ódios. E estes não são problemas que não nos dizem respeito, problemas a uma escala global para os quais nada podemos fazer. Estes são problemas globais que foram criados a uma escala local e se fazem sentir a uma escala local. À escala à qual todos temos acesso e todos contribuímos diariamente. Por isso, SIM, todos podemos (e devemos!) fazer qualquer coisa! Até porque se os nossos gestos e escolhas podem ser devastadores, o seu poder regenerador e curativo pode ser igualmente inimaginavelmente grande.

Mas reflectir exactamente sobre o quê?




Reflectir sobre as PALAVRAS que proferimos diariamente. Sobre o que dizemos e como o dizemos. Sobre a motivação inerente a cada palavra. Uma palavra tem o poder de ferir, mas também o de curar e fazer sorrir. E o Mundo precisa de sorrisos!

Reflectir sobre a nossa INDIFERENÇA E CONIVÊNCIA perante a injustiça. Perante leis e decisões (nacionais e internacionais) que favorecem minorias em detrimento da maioria. Perante a forma como são criados grande parte dos animais para consumo humano, privados da luz do dia e da liberdade, condenados a viver em condições miseráveis e tratados como máquinas de procriar.

Reflectir sobre a nossa INDISPONIBILIDADE perante alguém que necessita de uns minutos de atenção e um pouco de carinho. Sobre a nossa indisponibilidade para amar incondicionalmente. Sobre a nossa DIFICULDADE EM ACEITAR que os outros (todos os outros seres humanos), tal como nós, só querem é ser felizes.





Reflectir sobre as nossas ESCOLHAS “banais” do dia-a-dia:

  • o que comemos (ex.: foi produzido localmente? de uma forma sustentável? infligiu sofrimento a algum ser? é bom para a saúde? contribui para a economia nacional? como vem embalado? contem organismos geneticamente modificados);
  • o que vestimos e calçamos (ex.: onde foi fabricado? com materiais sustentáveis? num país com leis ambientais apertadas? numa fábrica que não recorre a trabalho infantil nem escravo? é a minha aparência mais importante que o bem-estar de outros seres?);
  • os produtos que utilizamos na higiene diária (ex.: são inócuos e biodegradáveis? foram testados em animais? quais as alternativas sustentáveis?);
  • a água que consumimos (ex.: está a ser desperdiçada? poderíamos reduzir o seu consumo? contaminamo-la com óleos ou produtos químicos? estamos conscientes do privilégio que é abrir a torneira e ter água potável à disposição? );
  • o meio de transporte que utilizamos (ex.: é a nossa alternativa viável mais sustentável?; a escolha é reflexo da indiferença e/ou comodismo ou da falta de opção?) o que compramos (ex. precisamos mesmo de comprar? foi fabricado onde? em que condições? haverá uma alternativa mais sustentável? é reutilizável? foi feito para durar?)


Reflectir sobre a nossa APATIA mórbida, que nos faz aceitar a violência (física e verbal), o ódio, o desrespeito e a intriga, tão comum nos filmes e séries, como algo normal.

Reflectir sobre a nossa DIFICULDADE EM ACREDITAR na mudança e num Mundo melhor, sobre a nossa FALTA DE ESPERANÇA generalizada e sobre como ela favorece a aceitação das mais absurdas acções e medidas praticadas e impostas por alguns.


Reflectir sobre o NOSSO PODER enquanto cidadãos deste Mundo, enquanto consumidores, eleitores e trabalhadores. De como podemos, com uma simples escolha, contribuir para a mudança.

Acredito que a reflexão nos dirá que TEMOS QUE MUDAR de postura, mudar de hábitos. Nos dirá, por muito que nos custe a aceitar, que embora de uma forma mais ou menos inconsciente e não desejada, temos todos contribuído (quer pela a acção, quer pela inacção) para a degradação ambiental do planeta, para a manutenção e agravamento das assimetrias sociais (não só a nível nacional, mas também internacional), para o sofrimento de muitos seres (humanos e não-humanos) e para a prepetuação do incessante conflito entre humanos. Acredito que a reflexão nos dirá que uma mudança de postura é não apenas desejável, mas IMPERATIVA!

Bem sei que mudar de hábitos é não é coisa fácil. Mas é bastante mais fácil do que nos fazem crer. Requer apenas uma condição: QUERER! E “querer” é uma capacidade inerente a qualquer um de vós, independentemente da idade, sexo, nível de escolaridade ou económico. Nada que não esteja ao alcance de cada um.

E se ainda vos é difícil pensar numa mudança pelo bem-estar colectivo, pensem numa mudança pelo vosso bem-estar e pelo bem-estar daqueles que vos são próximos: filhos, netos, sobrinhos, primos, filhos de amigos.

Pensem que, se nada fizerem, estes seres que vos são tão queridos, terão que lidar em breve com conflitos e problemas ambientais, para os quais não contribuíram, mas que lhes trarão inevitavelmente sofrimento. E estes conflitos e problemas ambientais não são ameaças abstractas, vazias de sentido, inatingíveis a quem tem dinheiro e vive num país dito “desenvolvido”. Não, são ameaças reais que afectarão todos. Violência, insegurança, falta de água potável, eventos meteorológicos extremos, acesso limitado a medicamentos naturais e escassez da alimentos são apenas algumas dessas ameaças. O rol é imenso.


Considero que quem coloca uma criança neste mundo e nada faz para o melhorar, ou pior ainda, contribui diariamente para a sua destruição, longe de praticar um acto de amor pratica um acto de egoísmo.

E fazer algo para o melhorar não pode resumir-se a uma acção ou escolha pontual. Requer uma intervenção diária, porque o Mundo não é estático nem imutável. Requer uma atenção, um esforço e uma determinação constante, tal como nós precisamos de água, comida e amor todos os dias!

Por isso, meus queridos amigos, DESAFIO-VOS à reflexão e à mudança. Desafio-vos à descoberta e à criação de um novo Mundo: um Mundo mais justo, tolerante, compassivo, igualitário e pacífico, onde os sete mil milhões de seres humanos e todos os seres vivos possam coexistir harmoniosamente. Um Mundo repleto de sorrisos.

A tarefa não é fácil, mas É POSSÍVEL! Basta querem!
Beijos e Abraços!
Fiquem MUITO bem!
Rita»

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Andar de bicicleta



Consumir conscientemente



Escolha uma causa e lute por ela!





Poupar tempo


Reutilizar o plástico


sábado, 25 de dezembro de 2010

Salvando árvores com "save as WWF"

Lembram-se de aqui termos falado, em Fevereiro passado, do ECOSIA, o motor de busca ecológico, que contribui para a preservação das florestas? Pois bem, se na altura ainda estava pouco desenvolvido, está agora muito melhor, já permitindo, para além das buscas gerais, pesquisas por imagens, vídeos, mapas... Desde essa altura que o uso, e dada vez  preciso menos de pesquisas suplementares para encontrar o que procuro.

Agora, para continuar a salvar árvores, a WWF criou um formato de ficheiro que não permite impressão - o "wwf". Funciona como um "pdf" e é aberto pela maior parte dos programas que lêem os ficheiros em formato pdf.

Sei que você, que visita este blogue, pensa no abate de árvores que implica gastar papel, e não imprime senão o que necessita mesmo. Mas quando envia ficheiros, se acha que eles não precisam de ir parar ao papel, converta-os no formato wwf . Basta instalar o programa (gratuito) e mandar "imprimir" os seus documentos na "impressora virtual" SAVE AS WWF. Já está disponível para Mac e para Windows.

Mais uma maneira fácil de ajudar a poupar papel e salvar árvores Adira.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Recomendações da Quercus para o Natal

Transponho para aqui as recomendações da Quercus (daqui) para o Natal. Para algumas, já é um pouco tarde, mas não é demais relembrar, pois cuidar do planeta deve ser todos os dias, e o Natal não é excepção:


"Vem aí o Natal…
    •    Para a ceia de Natal comece a habituar-se a substituir o bacalhau por outra iguaria; se não consegue mesmo resistir, adquira bacalhau de média/grande dimensão; faça o mesmo em relação ao polvo (deverá ter sempre mais de 800 ou 900 gr.). Prefira o bacalhau seco a bacalhau demolhado congelado.
    •    Adquira uma árvore de Natal natural em vaso, caso possa mantê-la durante o ano; uma outra hipótese é comprar uma árvore artificial (que pode ser reutilizada durante muitos anos) ou então recorra apenas a árvores vendidas com autorização (bombeiros, serviços municipais), como garantia da sustentabilidade do corte.
    •    Não vá em modas e tenha cuidado na aquisição dos enfeites de Natal, para que os possa reutilizar por muitos e longos anos. Pode optar por criar os seus próprios enfeites a partir da reciclagem e reutilização de materiais.
    •    Adquira lâmpadas energeticamente eficientes para reduzir a sua factura energética e ambiental. No caso da iluminação específica de Natal, sempre que possível prefira os leds e apague-a durante a noite.
    •    Pense naqueles que não têm possibilidade de oferecer prendas e mesmo de ter uma ceia de Natal; seja solidário com as várias campanhas que habitualmente se desenrolam nesta época.
    •    Esta é uma época tendencialmente fria; isole bem a sua casa (por exemplo calafetando portas e janelas) de modo a reduzir os gastos com o aquecimento e também, para poupar recursos.
    •    Lembre-se que certas espécies animais e vegetais estão em vias de extinção. O azevinho é uma dessas espécies. Não compre azevinho verdadeiro. Adquira uma imitação artificial ou use a sua própria criatividade para criar uma coroa de azevinho através da reutilização de materiais.
    •    Às refeições utilize loiça normal evitando todo e qualquer material descartável (como copos ou pratos). Opte por produtos locais, ou pelo menos nacionais, e de preferência de origem biológica. Tenha sempre em atenção as quantidades, pois o risco de desperdício nesta altura é enorme. Para beber prefira o vinho nacional (vedado com rolhas de cortiça) e prepare infusões ou limonada em substituição dos habituais refrigerantes.

O Natal e os presentes…
    •    Reflicta bem sobre as prendas que vai oferecer, a quem vai oferecer e qual a sua utilidade. Privilegie produtos:
         a) Duráveis e reparáveis;
         b) Educativos, principalmente se estivermos a falar de prendas para os mais pequenos; ofereça produtos que estimulem a inteligência, a criatividade, o respeito entre os povos e pelo ambiente;
         c) Inócuos, em termos de substâncias perigosas; por exemplo, se vai oferecer equipamentos eléctricos e electrónicos, informe-se sobre quais as marcas mais seguras aqui
         d) Que não estejam embalados em excesso ou em embalagens complexas (são mais caros, misturam vários materiais e dificultam a reciclagem);
         e) Úteis: é importante privilegiar a oferta de prendas que não sejam colocadas imediatamente na prateleira ou em qualquer baú esquecido no sótão.

    •    Ofereça a inscrição em associações cívicas (como por exemplo associações de defesa do ambiente) ou a adopção de um animal selvagem.
    •    Em caso de dúvida sobre a prenda a oferecer, opte pelos cheque-prenda já disponíveis em inúmeras lojas (livrarias, teatros; lojas de roupas ou de outros bens), pois são uma garantia de que a sua prenda irá ao encontro das expectativas de quem a recebe.
    •    Gaste apenas na medida das suas possibilidades. Respeitar os seus limites de endividamento irá permitir-lhe ser mais criterioso nas suas escolhas e, logo, mais sustentável.
    •    Utilize os transportes públicos nas suas deslocações às compras, ou então, junte-se com amigos ou familiares num mesmo veículo e vão às compras conjuntamente; fica mais barato e sempre pode pedir opiniões quando estiver indeciso.
    •    Procure levar sacos seus para as compras ou tente utilizar o número mínimo de sacos possível (uma sugestão: ofereça sacos de pano para as compras).
    •    Ofereça prendas produzidas em Portugal (como por exemplo vinhos, azeite, artesanato, doçaria tradicional, frutos secos, etc.), pois promove a economia portuguesa e reduz o impacte ambiental associado ao transporte dos produtos.
    •    Se o seu Natal implica uma reunião alargada da família, organize um jogo como o “amigo secreto”, em que se estabelece um valor máximo e os nomes de todos são colocados num saco para que cada pessoa retire um. Assim ficará responsável por oferecer apenas um presente. Também pode optar por um sistema em que se estabelece um valor máximo para a prenda, cada um compra uma, sendo que no dia do encontro as prendas são todas numeradas e o número (e logo a prenda) que calha a cada um tirado à sorte.
    •    Se pensar em oferecer um animal de estimação tenha em conta se há condições para ele viver bem e não compre animais selvagens ou em vias de extinção (opte pela adopção de um animal).
    •    Se optar por oferecer produtos de perfumaria, cosmética ou higiene pessoal tenha o cuidado de escolher aqueles que não fazem testes em animais (procure a lista em http://www.lpda.pt/).
    •    Muitas vezes temos objectos que já não utilizamos, mas que estão em bom estado. Não os deite fora. Seleccione os que pode oferecer a instituições ou a vendas de Natal ou opte por usara a sua criatividade e criar objectos para oferecer.

Depois do Natal…
    •    Guarde os laços e o papel de embrulho para que os possa utilizar noutras ocasiões; muitas embalagens, caixas de prendas, papéis de embrulho podem ser utilizados pelas crianças para fazer divertidos objectos, como máscaras, porta canetas, etc.
    •    Separe todas as embalagens – papel/cartão; plástico; metal – e coloque-as no ecoponto mais próximo, evitando assim os amontoados de lixo que marcam o dia de Natal; este é um bom momento para verificar se foi um cidadão ambientalmente consciente nas suas compras.
    •    Depois das festas, vêm as limpezas. Procure reduzir a quantidade e perigosidade dos produtos de limpeza que utiliza. Prefira os biodegradáveis e/ou em recargas.
    •    Não deite as pilhas para o lixo, coloque sempre no pilhão. As pilhas recarregáveis são uma alternativa económica e ecológica.
    •    Reflicta ao longo do ano sobre a utilidade que foi dada às prendas que ofereceu.
    •    Mantenha-se solidário com as diversas campanhas que se vão desenrolando ao longo do ano.

Tenha sempre presente muitos destes conselhos ambientais ao longo do novo ano que se aproxima. Não só poupará muito dinheiro, como terá uma vida mais sustentável a nível ambiental, social e também económico. "

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Cada um a contribuir para um planeta melhor

Alcançar um mundo sustentável depende de todos nós, de estarmos esclarecidos e de esclarecermos que o caminho que a economia global tem seguido é errado. O caminho para a sustentabilidade tem de passar não só pelo respeito pelo ambiente e equilíbrio dos ecossistemas, mas também pela justiça social e pela distribuição equitativa de recursos. Há que mudar de rumo, e esta viragem implica uma acção individual e colectiva na redução do consumo, na redução da produção de resíduos, na reutilização e nas relações humanas.

Imagem de We Are What We Do
Já passamos a era dos 3 R's, agora, estamos na época dos 5 R´s: Repensar, Respeitar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar

E porque as pequenas acções de muitas pessoas acabem por ter um grande impacto, coloquei neste blogue uma página com dicas simples para ajudar à mudança de cada um  e de todos. Não são novidade para a maioria das pessoas que já estão familiarizadas com as questões ambientais, e grande parte das dicas estão amplamente divulgadas na Internet.  Seleccionei-as por me parecerem fáceis de implementar no dia a dia (uma  mais que outras, claro). Visite a página Dicas pela Sustentabilidade e contribua, através de comentários na mesma, com sugestões para a ajudar a aperfeiçoar.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Para onde queremos ir?

A Hora do Planeta, cujo objectivo é chamar a atenção para o problema das alterações climáticas, é já no próximo sábado, dia 27. Eu vou desligar as luzes entre as 20.300 e as 21.30, eu vou votar no Planeta. Para reflexão, deixo este belo filme de Simon Hergueta que fui buscar ao blogue argentino "Porque Quiero Más" de Cris, a quem agradeço.
Eu não acredito que haja um dia para salvar a terra. Mas acredito que as nossas acções de todos os dias contam. E o caminho consumista e irreflectido que levamos, não é seguramente o correcto. Se consumimos os recursos deste planeta a uma velocidade maior do que a que ele consegue repôr, para onde é que iremos? Não é preciso estudar muito para perceber isto, mas é preciso parar para pensar.