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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Ecologia Integral

Ecologia é uma ciência que estuda as relações dos seres vivos entre si e com o ambiente, e considerada um ramo da biologia.

Ecologia profunda é um conceito filosófico, que considera que a natureza possui valor intrínseco, independentemente da utilidade que tem para o ser humano.

Ecologia integral é um conceito que inclui, para além da ecologia ambiental, as componentes sociais, culturais e pessoais numa abordagem integrada, e que tem como documento exemplo a encíclica do Papa Francisco Laudato si' .



Sobre esta perspectiva, vejam  o "CADERNO DE VIAGEM - Itinerários pedagógicos para Educar para a Ecologia Integral pela Cidadania Global - propostas para educadores e educadoras. do qual transcrevo alguns parágrafos:

«A crise ambiental é um dos grandes desafios do nosso tempo, ponto de discussão e preocupação quer de líderes políticos, quer da sociedade civil. As alterações climáticas, a poluição atmosférica, do solo e da água, a perda rápida de biodiversidade, a desflorestação, os incêndios, a superabundância de resíduos produzidos em países industrializados e exportados para “países em desenvolvimento”, a falta de acesso a água potável... 

Tudo isto aponta num sentido único: a forma como a humanidade no seu todo vive, produz e consome, não só não é sustentável, como denuncia a existência de um abismo entre o ser humano e o planeta, enquanto casa da sua existência. A humanidade corre e orienta-se no sentido do crescimento e desenvolvimento económico e o planeta vai permanecendo como instrumento, cada vez mais gasto,
exausto e frágil, sem possibilidade de regeneração.

Mas esta crise ambiental é apenas uma das várias roupagens que concretizam o ponto onde a civilização moderna e industrializada nos conduziu. Se olharmos pela perspetiva social, não podemos esquecer as injustiças sociais, a pobreza de uma grande parte da população mundial e a exclusão contínua e permanente de alguns grupos que, pelo facto de por exemplo nascerem em determinados países, se veem expropriados dos seus recursos naturais, do acesso à terra, à alimentação e/ou à paz. 

Sabe-se, hoje, que a degradação ambiental tem influência direta nas situações de desigualdade e injustiça social à escala global. Ao contrário do que pensávamos há algumas décadas, o nosso paradigma de progresso atual não é sinónimo de bem-estar para todos e todas. Pelo contrário, a  tendência tem sido trazer bem-estar para uma minoria reduzida, à custa da extinção de recursos naturais e construindo uma lógica de poder na arena internacional que reforça desigualdades extremas.

Ambiente e sociedade estão unidos por outra crise: a cultural. A globalização da indiferença, como apelida o Papa Francisco1 , é um dos aspetos desta crise. 
Indiferença face a outros seres humanos, que tanto podem viver no prédio ao lado como do outro lado do planeta, e que não deixa tempo para o encontro e para vínculos profundos. 
Indiferença que acentua fronteiras entre um “nós” e um “eles”, distantes e não incluídos numa conjugação do verbo partilhar na 1.ª pessoa do plural. 
Indiferença face à injustiça, que é encarada como azar de alguns/algumas e não como responsabilidade de todos/as.
Indiferença que é potenciada pela cultura do imediato, do descartável, de competição, e que transforma cada relação num meio para um fim de curta duração - seja a relação que mantemos com as coisas, seja com as pessoas, seja com a natureza.
Do “sermos criados” em relação com outros seres humanos, que nos são iguais e com quem co-criamos a realidade, passámos para o “ter relações e fazer networking”.
Instrumentalizamos as pessoas que, nalguns casos tornam-se “descartáveis”, e passamos a assumir “o que posso consumir”, “o que posso ter e comprar”, como a finalidade última das nossas vidas


«Nunca é demais insistir que tudo está interligado. O tempo e o espaço não são independentes entre si; nem os próprios átomos ou as partículas subatómicas se podem considerar separadamente.»
Papa Francisco, 2015

Fonte:  https://fgs.org.pt/caderno-de-viagem-itinerarios-pedagogicos-para-educar-para-a-ecologia-integral-pela-cidadania-global/


sábado, 2 de junho de 2018

Movimento da Escola Moderna (MEM) na Educação (Famalicão, 7 de junho)

Associação Famalicão em Transição com o apoio do Centro de Estudos Camilianos e o Núcleo MEM do Porto, apresentam


No dia 7 de junho entre as 18.30h e as 20h no Centro de Estudos Camilianos, Seide S. Miguel, Vila nova de Famalicão



A Prof. Noémia Peres e o prof. Joaquim Liberal do Núcleo MEM Porto dar-nos-ão a oportunidade de conhecer este modelo pedagógico para educação pré-escolar e 1º ciclo.

Num segundo momento o JI Seide S.Miguel e EB1 Seide irão partilhar a experiência de implementação de uma ou mais práticas a título de exemplo.

Aberto a pais, mães, educador@s, professor@s, e toda a comunidade educativa.

Inscrição obrigatória em: goo.gl/JLxfUQ

Dádiva sustentável: 1,5€ para sócios e 2€ para não sócios.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Parentalidade Consciente com Mikaela Övén, Famalicão, 26/04

"Praticar parentalidade consciente é mais sobre o desaprender do que aprender."

"Quando procuramos seguir o caminho da parentalidade consciente estamos a questionar as nossas crenças, as nossas ideias, os nossos hábitos, os nossos comportamentos. 

É um descascar de tudo aquilo que não serve a nossa intenção como pais, um desaprender de tudo que não promove relações saudáveis baseadas no amor incondicional e tudo aquilo que não ajuda os nossos filhos a prosperar emocionalmente."

O auditório da Escola Superior de Saúde do Vale do Ave da CESPU, acolhe no dia 26 de abril, as Jornadas Municipais de Educação, organizadas no âmbito da Quinzena da Educação.

Parentalidade Consciente” é o tema eleito para este debate de ideias, aberto a toda a comunidade educativa e que decorrerá a partir das 21h00, com Mikaela Övén.

Mia Övén inspira há vários anos indivíduos e famílias na busca de harmonia e equilíbrio, através dos seus livros, textos, rubricas na rádio e televisão, cursos e palestras. 

Participação livre e gratuita, sujeita à lotação do auditório.  Recomenda-se a inscrição através do link: 

Esta conferência é promovida pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em parceria com a Associação Famalicão em Transição - Grupo Educação em Transição, a Federação Concelhia de Associações de Pais e o Centro de Formação de Professores.

Para mais informações e gestão de inscrições, por favor contacte o Departamento de Educação da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão (educacao@vilanovadefamalicao.org | 252320956). 

sábado, 31 de março de 2018

Escolas na natureza

Para que os adultos do futuro possam respeitar e proteger a natureza, é preciso que as crianças de hoje aprendam a conhecê-la. E é na própria interação com a natureza que as crianças melhor a entenderão e respeitarão.

Imagem obtida aqui
As Escolas da Floresta já existem há várias décadas em países da Escandinávia, mas a sua inspiração já vem pelo menos do século 19.  Nestas escolas, a "sala de aula" é o espaço exterior, a floresta. As crianças têm direito a chapinhar na lama, a apanhar chuva, a trepar às árvores, a dar aso à sua criatividade e espírito de aventura. E aprendem, mas aprendem a sério, para a vida.

Em Portugal, felizmente já estão a aparecer algumas Escolas da Floresta. Aliás, desde 2017, existe a Associação Escola da Floresta - Forest School Portugal destinada a "promover e sensibilizar o conceito Escola da Floresta / Forest School em Portugal através de encontros, formações, redes sociais, etc".

Imagem obtida aqui
Em Vila Nova de Famalicão, numa das sessões sobre Educação promovida por Famalicão em Transição, foram apresentados dois casos recentes de Escolas da Floresta: o projeto "O Mundo da Floresta", em Braga, da Associação O Mundo Somos Nós, e uma experiência de Cédric Pedrosa, se não me engano, numa escola do Porto.  

Entretanto, foi divulgado na SIC (ver vídeo abaixo), um caso em Coimbra, o projeto Limites Invisíveis , resultante de uma parceria entre a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC/ESEC), o Departamento de Educação da Universidade de Aveiro (UA/DE) e o Centro de Apoio Social de Pais e Amigos da Escola (CASPAE).  

Imagem obtida em ESEC
«Limites invisíveis: Educação em ambiente outdoor” é um projeto que pretende implementar Programas de Educação Outdoor – em ambiente natural, tratando-se assim de um complemento à oferta educativa formal para crianças entre os 3 e os 10 anos.

Os programas inerentes ao projeto decorrerem numa área integrada na natureza (Mata Nacional do Choupal), tendo, para tal, sido elaborada uma parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P.
...
Imagem obtida em ESEC
Em termos gerais, o objectivo primordial do projeto é a promoção de experiências educativas com crianças entre os 3 e os 10 anos, em espaço exteriores, de contacto com a natureza, de forma a desenvolver disposições/competências de aprendizagem e respectivo sucesso académico, adoção de estilos de vida saudáveis e ambientalmente sustentáveis.  ...»

Recomendo a leitura do texto Carta aberta de uma criança...aborrecida! escrito há 3 anos por Fábio Gonçalves, educador de Infância,  no blogue Apontamentos sobre Educação de Infância  (obrigada pela dica, Diana do Taquid

Com bastante mais tempo passado no exterior e na natureza, as crianças ficam mais felizes, mais resistentes e certamente aprenderão melhor a conhecer e valorizar o ambiente que as rodeia!

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Abordagens humanísticas na educação: Reggio Emilia e Forest School (Famalicão)

Ciclo de Conversas "Educação em Transição"



No próximo dia 2 de fevereiro às 21h realiza-se em Vila Nova de Famalicão (Casa de Esmeriz), mais uma conversa do Ciclo "Educação em Transição" dinamizado pela Associação Famalicão em Transição.


Para apresentar os modelos Reggio Emilia e Forest School, são convidados a equipa pedagógica do "Mundo da Floresta" - iniciativa educativa de inspiração Reggio Emilia e Forest School da Associação "O Mundo somos Nós" (Braga) e Cédric Pedrosa - Educador com formação Forest School (Porto).


Numa conversa destinada a mães, pais, professor@s, educador@s e tod@s @s que sentem a necessidade e a urgência de repensar a educação no sentido da humanização e da aproximação à natureza.


Inscrição pelo link https://goo.gl/pKPskQ com donativo consciente para custos de organização (1,5€ para sócios Famalicão em Transição e 2€ para não sócios)


Mais informações: Blogue Famalicão Melhor

domingo, 3 de dezembro de 2017

Educação obsoleta

«O sistema tradicional de educação foi projetado na era industrial e agora está desatualizado e ineficaz. Saiba mais sobre os 6 principais problemas do sistema. Na NEXT School, estamos a fazer a atualização muito necessária do sistema educacional para resolver esses problemas. Somos a primeira Escola Big Picture da Índia. O quadro de aprendizagem Big Picture altamente inovador permite personalizar a jornada educacional de cada criança tornando a aprendizagem mais envolvente e relevante. Visite www.nextschool.org para saber mais.» Fonte: NEXT School

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Abordagens humanísticas na educação - V.N. Famalicão 27/10

No próximo dia 27 de outubro 2017 às 21h realiza-se na Casa de Esmeriz (Rua Jorge Silva, 286, 4760-480 Esmeriz) em Vila Nova de Famalicão, mais uma conversa do Ciclo "Educação em Transição" dinamizado pela Associação Famalicão em Transição.

Para conhecer os m étodos Montessori e Waldorf, temos como convidadas Diana Ferreira (blogue Taquid de partilha e descoberta montessoriana), Carla Freitas (educadora com formação Waldorf) e Raquel Santos (mãe de 3 crianças e presidente da Casa do Sol - Associação Antroposófica - Waldorf).

Numa conversa destinada a mães, pais, professor@s, educador@s e tod@s @s que sentem a necessidade e a urgência de repensar a educação no sentido da humanização e da aproximação à natureza, queremos debater e conhecer de forma espontânea, autêntica e curiosa as possibilidades apresentadas.

Inscrição pelo link  http://famalicaomelhor.blogspot.pt/p/inscricoes.html com donativo consciente para custos de organização (1,5€ para sócios e 2€ para não sócios de Ass. Famalicão em Transição)

Mais informações:
Blogue Famalicão Melhor



quinta-feira, 25 de maio de 2017

Projeto Globetrotter apresentado em Famalicão (26/5)

No próximo dia 26 de maio, Vila Nova de Famalicão recebe Simone André da Costa para partilhar as suas experiências na sessão: “Escolas e comunidades alternativas”, organizada pelo grupo “Educação em Transição” da Associação Famalicão em Transição com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão (Parque da Devesa).


Este evento, conta com a presença da Psicóloga especialista em Desenvolvimento Infantil e Educação Alternativa, Simone André da Costa. Nascida em Bragança, em 1980, Simone licenciada na Escola de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Minho e pós-graduada em Pedagogia Infantil pela Internacional Graduate School La Salle (Madrid, Espanha, 2009) já viajou por diversos países como Espanha, Alemanha, Suíça, Quénia, Etiópia passando pela Nova Zelândia e Austrália onde trabalhou com crianças de todos os locais por onde passou, dentro de uma grande diversidade cultural e linguista. A Psicóloga Simone, é detentora de um espírito “open-mind” e afirma-se convicta em “torna-se dona da sua própria educação”.

​Neste evento, Simone apresentará e partilhará o projeto Globetrotter e o livro "Projeto Globetrotter - Escolas e Comunidades Alternativas no Mundo” que é o resultado de pesquisas presenciais e fotográficas sobre Escolas e Comunidades Alternativas em 15 pontos diferentes do mundo, contabilizando até ao momento 33 projetos. Alguns dos muitos projetos visitados foram: Escolas da Floresta ou Forest Kindergarten, Escolas e Jardins-de-infância Waldorf, Montessori, Camphills, Ecoaldeias, Escolas Verdes, como a Green School Bali, na Indonésia, exemplo contemporâneo de arquitetura sustentável.

O evento realiza-se no Parque da Devesa, edifício dos Serviços Educativos com e início às 21h30 e término às 23h00, com um custo de 2€ (a serem entregues no momento do evento).

Mais informação:

(publicação idêntica à de Famalicão por um Mundo Melhor)

domingo, 2 de abril de 2017

Escola da Ponte


Nenhuma escola é igual a outra, mas quase todas seguem o modelo supostamente "imposto": aulas expositivas, turmas, disciplinas, testes, ...

No entanto, há escolas realmente diferentes, embora raras, e mesmo no ensino público!

A Escola da Ponte (São Tomé de Negrelos, Santo Tirso) desde 1976, que tem marcado a diferença. As crianças e adolescentes do 1º ao 3 ciclo, aprendem, em primeiro lugar, a ser autónomos e responsáveis, e a cooperar. Depois, pesquisam e aprendem as matérias através de uma metodologia de projeto, com a ajuda uns dos outros e  dos professores (ver aqui).


A metodologia da escola teve como mentor o Professor José Pacheco, que atualmente se encontra a desenvolver escolas diferentes no Brasil.  

A escola é tão especial que até surgiu uma petição com o título: Queremos o Modelo da Escola da Ponte em mais escolas públicas


Para a conhecer melhor,  veja a reportagem da TVI (maio 2014) no vídeo abaixo , e leia a reportagem RTP de Junho de 2016.

Sim, uma outra educação é possível, também em Portugal!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

"Educação em Transição" em Famalicão

«Nas Iniciativas de Transição privilegiamos a criação de visões pela própria comunidade. Neste processo de criação coletiva de uma visão positiva é fundamental a geração de novas histórias, que a longo prazo modelem a cultura e estabeleçam modelos de comportamento. Acreditamos que mudar o comportamento passa também pela educação das gerações vindouras.

Cada vez mais educar não se resume a encaminhar mas sim a facilitar um processo de descoberta.
Queremos juntos descobrir novos caminhos que possamos trilhar e conquistar recursos para construir uma nova forma de educar.

Para isso, criámos um grupo de educação em transição, que se dedicará a fazer chegar a todos os interessados temas que contribuem para este novo paradigma.»
 Ana Diniz (Grupo da Educação) 

Em 2017, a Associação Famalicão em Transição apresentará um ciclo de ações dedicadas à Educação, saindo fora da caixa e apontando novos caminhos para os educadores guiarem os mais pequenos. Estão agendados os primeiros 3 eventos, todos de participação gratuita:

Educação em Transição: "O Começo da Vida"
Sábado, 4 de fevereiro, 17:30, Casa das Artes (Café Concerto)
Exibição do documentário - “O Começo da Vida”,  um filme que percorre os quatro cantos do mundo para demonstrar a importância dos primeiros anos de vida na formação de cada pessoa, seguido de tertúlia/debate.
Entrada livre
Educação em Transição: "Pais conscientes, filhos felizes"
Sábado, 25 de fevereiro, 17:30, Casa das Artes (Café Concerto)
Palestra com Filipa Morais Soares, Psicóloga e Facilitadora de Parentalidade Consciente, que nos vai fazer olhar para a nossa forma de sermos pais e descobrir o que pode mudar...
Inscrições (não obrigatórias, mas aconselháveis): http://famalicaomelhor.blogspot.pt/p/inscricoes.html

Educação em Transição: "Escolas Inovadoras"
Terça-feira, 7 de março21:00, Casa das Artes (Pequeno Auditório)
Palestra com o Prof. José Pacheco, que inclui a exibição de um pequeno documentário sobre uma escola com uma filosofia educacional inovadora, inspirada na Escola da Ponte de Portugal.
Inscrições (obrigatórias): http://famalicaomelhor.blogspot.pt/p/inscricoes.html

Posteriormente  publicaremos uma mensagem sobre cada um dos eventos, com mais informação.

Para mais informações sobre este ciclo enviar mail para  afetra.inscrever@gmail.com

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Pedagogia Waldorf - Aprender fazendo

"A nossa mais elevada tarefa deve ser a de formar seres humanos livres que sejam capazes de, por si mesmos, encontrar propósito e direção para suas vidas.  A necessidade da imaginação, o sentido da verdade e o sentimento da responsabilidade - estas três forças são o cerne da educação. "


APRENDER experimentando, falhando, fazendo

Imagem obtida aqui
«A Pedagogia Waldorf é baseada nos princípios da Antroposofia de Rudolf Steiner. 

Steiner fundou a primeira escola em 1919, Estugarda, Alemanha, para educar os filhos dos trabalhadores da fábrica de cigarros Waldorf Astoria (daí o nome!).

Todas as crianças, independentemente do seu estatuto social ou talento, recebiam a mesma instrução, o que fez da escola uma pioneira em justiça social na educação.

O objetivo da Pedagogia Waldorf é desenvolver indivíduos livres mas moralmente responsáveis, dotados de elevada competência social e capacidades criativas. Conhecimento dos factos, trabalhos de casa e testes tem menos importância. Narração de histórias e experimentação são os principais métodos de instrução.

Imagem obtida aqui
Ao longo dos 12 anos do curriculo, os alunos aprendem matemática, literatura, história e ciências, assim como uma grande variedade de artes e habilidades manuais. Os estudantes do ensino básico pintam, tricotam, tecem, e esculpem em cera, os mais velhos fazem padrões, livros, cerâmica e escultura em pedra. Todos aprendem música. Começam pela flauta, depois uns tocam instrumentos de corda, outros juntam-se ao coro.

Os estudantes brincam com jogos não competitivos e aprendem a dançar euritmia. Fazem agricultura biológica e aprendem duas línguas estrangeiras que, nos primeiros anos, são ensinadas através de canções, histórias e conversação. No 8º e 12º ano, toda a turma desenvolve uma peça clássica, que apresentam para a família e amigos.

A Pedagogia Waldorf utiliza a mesma abordagem para quase todos os principais temas académicos. Em vez de programas repetitivos, um tema específico, como História, Matemática, Ciência ou mesmo Jardinagem, dominam as primeiras 2 horas da manhã num período de 4 a 6 semanas. Depois disso, um novo tema será o foco principal.

Steiner também inventou uma abordagem experimental para as ciências em que os estudantes observam e mais tarde descrevem os conceitos científicos pelas suas próprias palavras e desenhos em vez de os aprenderem primeiro no manual escolar.

Imagem obtida aqui
As escolas Waldorf consideram os computadores úteis apenas a partir da adolescência, depois de dominarem as formas tradicionais fundamentais de descobrir a informação e aprender.

No espírito de desenvolvimento pessoal e empatia, competições e classificações são evitadas. Em vez, disso, os professores valorizam o desenvolvimento individual e o carácter. Os testes e classificações são apenas introduzidos lentamente aos estudantes mais velhos
quando se preparam para os exames de acesso à universidade.

Hoje, há mais de mil escolas Waldorf em 60 países, tornando-a um dos maiores movimentos educativos independentes. Waldorf é uma teoria educativa reconhecida na Europa e suas escolas têm recebido financiamentos dos Estados. A lista de pais "Waldorf" famosos, inclui Clint Eastwood, Lenny Kravitz, a família Forbes, e muitas famílias do setor tecnológico de Silicon Valey. Apesar da visão crítica de Steiner em relação à tecnologia e aos meios de comunicação de massas.

Imagem obtida aqui
Steve Jobs, uma vez disse a um jornalista que lhe perguntou se os seus filhos gostaram do novo iPad "mas eles não o experimentaram, nós em casa limitamos o uso da tecnologia pelas crianças".

O aclamado psiquiatra William Glasser disse que aprendemos 10% do que lemos, 20% do que ouvimos, 30% do que vemos, mas 80% do que experimentamos!

Apesar da abordagem pouco tecnológica da Pedagogia Waldorf, o método de aprendizagem experimental da educação Waldorf é excepcionalmente contemporâneo.  O que acha? Por favor partilhe a sua opinião nos comentários abaixo.»

Fonte: tradução do texto do vídeo (https://youtu.be/BkrgkslnD9g)

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Educação na Finlândia

As crianças merecem ter tempo para serem crianças, para brincarem, conviverem, descobrirem, merecem aprender a pensar pelas suas cabeças e serem críticos com o que lhe estão a ensinar, merecem aprender a respeitar os outros e a si próprios,  e sobretudo, merecem ser felizes!

Veja as diferenças entre a educação na Finlândia e nos EUA (ou cá em Portugal), nesta pequena parte do filme "Where to Invade Next" (E Agora Invadimos o Quê?), de Michael Moore (2015).

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Educar com a natureza (entrevista a Satish Kumar)

Imagem obtida em
The National Gallery
Nesta entrevista a Satish Kumar en Maiorca (por Micky Cabot, Françoise Polo, Rosa Estades e Alberto Fraile) Satish fala da importância dos jardins nas escolas, de educar conectando com a natureza.
Foto minha

Fala também da necessidade de educar não só a cabeça (parte racional), mas também o coração (parte emocional) e as mãos (a capacidade de fazer coisas, como cultivar e cozinhar).

Não vale a pena dizer mais nada, o melhor mesmo é ouvir a entrevista!



Satish Kumar nasceu na Índia em 1936, é um activista pela paz e pelo ambiente há mais de 50 anos. Inspirado em Mahatma Gandhi e em Bertrand Russel, Satish já foi monge jainista (religião de Gandhi), e em 1973 estabeleceu-se no Reino Unido assumindo o cargo de editor da revista Resurgence desde então. É um dos co-fundadores do Schumacher College (South Devon, Inglaterra), uma universidade diferente e inovadora quer pelo seu foco na sustentabilidade quer pelos métodos de ensino que pratica.

quarta-feira, 7 de março de 2012

“Educar para a sustentabilidade”



Extrato do artigo de MARIA ALICE SETUBAL* para a Folha de São Paulo, obtido no blog da Marina:

"Como esperar que os nossos filhos sejam abertos à diversidade, se em casa somos intolerantes?
...
O padrão de sociedade que construímos está na raiz de questões com as quais nós, pais e educadores, nos deparamos. Uma sociedade na qual as relações são baseadas em consumo e aparências, afetando o respeito ao outro na sua diferença e a vida do planeta como um todo.

Em uma sociedade em que o consumo é o eixo em torno do qual se desenvolvem toda a economia e os valores, o “ter” se sobrepõe ao “ser” de forma avassaladora. É difícil trilhar um caminho inverso.

Somos valorizados pelo que aparentamos ou temos, o que torna vazias as formas de interação social.
...
Como esperar que crianças e jovens sejam solidários e abertos à diversidade cultural e social, se em casa somos intolerantes, preconceituosos e autoritários? Como construir relações sociais mais consistentes e verdadeiras, se incentivamos de forma exagerada nossos filhos a usarem grifes e, sobretudo, valorizamos amizades relacionadas a prestígio e poder?

Vivemos um momento de transição para um paradigma em que a sustentabilidade deve ser o eixo da nova sociedade. E precisamos educar nossos filhos orientados por essa concepção, pois esse será o mundo em que eles irão viver. Um mundo onde a interdependência entre o ser humano e seu entorno, assim como a inter-relação entre o local, o regional e o global são premissas básicas.

Somos cidadãos planetários e por isso o “cuidado”, ao lado do diálogo, da diversidade cultural e da cooperação, passa a ser um valor fundamental em todos os setores: economia, cultura e educação. Precisamos aprender a cuidar de nós mesmos, do outro e do ambiente em que vivemos. A globalização e as novas tecnologias nos conectaram uns aos outros e abriram novas formas de ser, pensar, sentir e agir.

Consumo responsável, alimentação saudável, respeito às diversidades, saber ouvir e participar da vida social e política, criatividade e inovação poderão ser os novos pilares da sociedade contemporânea - e o Brasil tem todas as condições para trilhar esse caminho.
Resta saber se teremos a maturidade e as condições para a construção e a afirmação de novos valores. Papel esse que é de toda a sociedade, mas, sobretudo, é responsabilidade dos pais.
..."


Ler artigo completo aqui


*Maria Alice Setúbal (Neca Setúbal) é socióloga, doutora em psicologia da educação e mestre em ciência política e presidente da Fundação Tide Setubal e do Cenpec. 

domingo, 25 de setembro de 2011

Sobre o caminho das novas gerações

O texto que se segue  é de Benedicto Ismael Camargo Dutra* e foi publicado no EcoDebate  no passado dia 20 de Setembro.Para reflexão.

"Recomendações às novas gerações

A vida está difícil. As novas gerações estão chegando ao planeta terra. Muitas coisas, porém, já estão estragadas e piorando. A população atinge níveis elevados. Os conflitos se avolumam. As oportunidades de emprego se reduzem dramaticamente. Restaurantes cheios. Filas nos aeroportos. Pouca consideração humana. Todos com muita pressa. Falta de propósitos. Diante de tantas dificuldades estão se deixando moldar pelas superficialidades, sem maiores interesses por tentar descobrir o sentido da vida.

Esse é o cenário para as novas gerações que precisa ser reconhecido e enfrentado para que sejam buscadas as soluções que levem ao aprimoramento. Não basta dar merenda e transporte gratuito para a escola. Para auxiliar as novas gerações precisamos alimentar a alma, pondo em destaque a essência humana e a necessidade de convivência pacífica entre os humanos e a natureza. É preciso despertar a curiosidade sobre o significado da vida, que deve ser pesquisado, prioritariamente, para que as novas gerações possam alcançar o lugar que lhes cabe. Por que estamos aqui? O que é esperado de nós? Qual o sentido da vida? São perguntas que não podem ser relegadas para segundo plano.

Massacradas com teorias ilógicas e antinaturais as novas gerações têm permanecido na ignorância quanto ao funcionamento da própria intuição. Os intuitivos e sua lucidez sempre foram tidos pelos poderosos, como perigosos ao seu domínio, por isso não se cansaram de persegui-los, fazendo crer que a intuição não é boa. Por não mais disporem dessa capacitação, queriam anulá-la nos outros, transformando os humanos em obedientes robôs sem vontade. Temos de permitir que, sem influência, as novas gerações se tornem aquilo a que estavam destinadas, sem estragá-las desde a infância.

As novas gerações, desde cedo, são impactadas pela percepção da existência de uma crise que se evidencia na continuada decadência humana a qual é, diuturnamente, explorada pela mídia de forma exaustiva mostrando os mais absurdos comportamentos. No entanto, elas também percebem que nada é feito para a compreensão e a reversão desse lamentável estado de coisas, fazendo-as crer que a vida é assim mesmo e que não há esperança de melhoras. Que espécie de seres humanos estamos gerando mostrando-lhes um mundo de falsidades e mentiras? As crianças nascidas no final no século 20 e início do século 21 só viram ataques terroristas, aumento das guerras, misérias, dificuldades, e redução da esperança. Enfim, a deterioração da realidade social, agravada pelas catástrofes naturais. É tempo de examinarmos atentamente os efeitos do processo de alienação ao qual os humanos têm sido submetidos há séculos e pensarmos, construtivamente, nas atitudes que poderão impulsionar a humanidade para suas finalidades essenciais.

O ser humano desenvolvido pode produzir obras dez vezes melhores e mais benéficas. Chega de caminhar para o abismo. Chega de induzir as novas gerações para a decadência. Mais do que assegurar a continuidade do consumismo supérfluo e de um sistema de vida falido, devemos buscar o saber do fenômeno da Criação, da origem do planeta e do ser humano, pois isso é um dever e um direito de todos. Para não deixarmos para a próxima geração um mundo ainda mais caótico, não podemos continuar desviando ou impedindo a busca do saber real, livre de teorias inverossímeis e dos artifícios que moldam os desejos humanos para atender egoísticos interesses, acelerando a queda.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, é articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Atualmente, é um dos coordenadores do www.library.com.br, site sem fins lucrativos, e autor dos livros Encontro com o Homem Sábio , Reencontro com o Homem Sábio, A Trajetória do Ser Humano na Terra e Nola – o manuscrito que abalou o mundo, editados pela Editora Nobel com o selo Marco Zero. E-mail: bidutra@attglobal.net "

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Um novo paradigma: "Cuidar"

 Encontrei o vídeo da conferência do educador colombiano Bernardo Toro no TEDx Amazônia, no artigo "Sobre a importância de cuidar" de Afonso Capelas Jr, no blogue Sustentável na Prática.
 
Um artigo que aconselho a lerem e um vídeo que aconselho a verem e divulgarem.

sexta-feira, 11 de março de 2011

"Permacultura para crianças" e para adultos também

O texto que se segue consta da primeira parte e da parte final de uma mensagem publicada no blogue Cultivar Biodiversidade e Permacultura, em Dezembro passado. Um excelente blogue, e um excelente post, que, apesar de um pouco longo, merece ser lido de princípio ao fim (ligação no título), para o entendimento da permacultura. 


A Permacultura é um conjunto de ferramentas e um processo para criar uma maneira de viver de forma sustentável, integrados nos nossos ecossistemas e nas nossas comunidades. É baseada na observação da Natureza e em fazer as ligações entre as disciplinas e sobre a história e processos, com o objectivo de satisfazer as necessidades humanas, deixando a terra mais saudável e abundante para as futuras gerações e as outras formas de vida.

Sistemas climáticos, agricultura sustentável, jardinagem, floresta, eco-construção, energias renováveis, a leitura da paisagem, comunidades e habitats, sistemas ecológicos de regeneração, sistemas alternativos de água e resíduos, restauração ecológica da paisagem, artes e ofícios de subsistência, economias alternativas,  recriação e reciclagem e mais ...

Este programa único vai proporcionar um ambiente no qual cada criança pode reacender sua conexão inata com a natureza de uma forma inspiradora,  divertida e segura.

Através de jogos baseados na natureza, actividades de artes e de orientação, as crianças aprendem conceitos e práticas de Permacultura e ética de gestão, a desenvolver uma relação íntima e pessoal com a Natureza, explorar, rastreamento na Natureza, espécies e ecologia da paisagem e do habitat, participar em actividades de percepção sensorial, a prática diária da natureza, desenho e pintura, e tudo com muito jogo, brincadeira e divertimento. Eis o que a programação diária será, em geral.

Se procura uma maneira de envolver as crianças no respeito e vivência na Natureza, nada melhor que ensinar a Permacultura. Os 12 princípios da Permacultura como definido por David Holmgren são lições maravilhosas e podem ser incorporados em quase qualquer currículo. Se você tiver um jardim da escola ou não, tente imaginar esses princípios integrados na sua classe. Eles podem ser transmitidos directamente ou utilizados como ferramentas em acções práticas para ensinar às crianças, ensinando pelo exemplo.

 1. Observar e interagir - Ao ter tempo, abertura e disponibilidade para envolver com a natureza, podemos criar soluções que atendam a nossa situação particular.

 2. Captura e armazenamento de energia - Com o desenvolvimento de sistemas que recolhem recursos quando eles são abundantes, podemos usá-los em momentos de necessidade.

 3. Obter um rendimento - Certificar que estamos recebendo recompensas verdadeiramente úteis, como parte do trabalho que se está fazendo.

 4. Aplicar a auto-regulação e aceitar o retorno - Precisamos desencorajar a actividade imprópria para assegurar que os sistemas podem continuar a funcionar bem.

 5. Uso e valor de recursos renováveis e de serviços - Fazer o melhor uso da natureza é a abundância de reduzir o nosso comportamento de consumo e dependência de recursos não-renováveis.

 6. Não produzir resíduos - Ao valorizar e fazer uso de todos os recursos que estão disponíveis para nós, nada se perde.

 7. Design de padrões para detalhes - Olhando de cima, podemos observar padrões na natureza e na sociedade. Estes podem formar a espinha dorsal dos nossos projectos, com os detalhes preenchidos e enriquecidos.

 8. Integrar ao invés de segregar - Ao colocar as coisas certas no lugar certo, desenvolvemos relações entre as coisas e capacitamos para trabalhar em conjunto no apoiar uns aos outros.

 9. Usar soluções pequenas e lentas - sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

 10. Uso e valorização da diversidade - Diversidade reduz a vulnerabilidade a uma série de ameaças e aproveita a vantagem da natureza única do ambiente em que está.

 11. Use as margens e o valor marginal - A interface entre as coisas é onde a maioria dos eventos interessantes acontecem. Estes são muitas vezes os elementos mais valiosos, diversificados e produtivos no sistema.

 12.Usar a criatividade para responder à mudança - Podemos ter um impacto positivo na mudança inevitável observando cuidadosamente, e depois intervir no momento certo."

(...)

"A nossa geração está apenas a despertar para a necessidade de avançar para uma nova direcção cultural, afastando-se do conceito que "a terra pertence ao homem", para o conceito de que "a humanidade pertence à terra". Estamos apenas começando a viagem. Vamos chegar tão longe quanto pudermos, aprender tanto quanto possível, estabelecer o quanto podemos e passá-lo para as crianças.

Estamos apenas a começar, mas podemos começar por algum lado, começar onde estamos, atrair outras pessoas, partilhar recursos, os excedentes e os terrenos que podemos ter. Divertir com tudo isso, conhecer novos amigos. A vida é uma viagem, é o tempo para o próximo capítulo. Vamos para fora encontrar a nossa comunidade ou tribo. Combinar o que temosde habilidades, energia, terra, dinheiro, ou em casa para uma atitude mais positiva e construtiva. Pensar do lado de fora da caixa, para na verdade nos livrar da caixa."

segunda-feira, 7 de março de 2011

"Liga-te aos Outros" - Concurso da AMI para voluntariado jovem

Mais vale tarde que nunca, por isso divulgo hoje o concurso para projectos de voluntariado jovem lançado pela AMI. Com um agradecimento à Sónia Da Veiga do blogue Comprar local e nacional é Reinvestir em Portugal por me ter informado.

« Concurso “Liga-te aos Outros”

A Fundação AMI lança o concurso “Liga-te aos Outros”, projecto que se destina a incentivar os jovens (a frequentar o 7ºano de escolaridade ou mais) a abarcar actividades de voluntariado na sua comunidade, em parceria com a escola.

Considerando que os jovens constituem, em larga medida, uma faixa da população prioritária para a AMI, no que diz respeito à sensibilização para uma cidadania activa e para o respeito pelos Direitos Humanos e que são importantes agentes de mudança, que devem ter um papel interventivo e pró-activo na sociedade, a AMI pretende fornecer os meios necessários para que estes, com a sua inerente criatividade, atinjam os fins a que se propõem.

O concurso será aberto a todos os jovens a frequentar a escola a partir do 7º ano e consiste na apresentação de propostas para resolução, através de actividades de voluntariado, de problemas locais que os próprios detectem. A AMI seleccionará os três projectos mais consistentes e financiará os mesmos (no que diz respeito a custos com materiais, transportes, etc).

A AMI pretende assim celebrar o Ano Europeu do Voluntariado, proclamado pela Comissão Europeia, e o Ano Internacional da Juventude, proclamado pelas Nações Unidas, estimulando os jovens para um maior envolvimento na sua comunidade e desenvolvendo a sua consciência social na detecção de casos sociais ou ambientais passíveis de serem resolvidos.

Os projectos deverão ser submetidos até dia 11 de Março de 2011. "(Fonte: AMI)
Ver mais sobre o concurso na página da AMI

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Os jovens e o consumo - mensagem do GEOTA

Porque a mensagem é muito importante para uma mudança urgente na sociedade, publico a seguir o comunicado do GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente, que se constituiu legalmente em 1986 como associação de defesa do ambiente de âmbito nacional, mas cuja existência enquanto grupo de reflexão e educação na área do ambiente remonta a 1981. E fica desde já um agradecimento à Ana Teresa por me ter enviado um e-mail alertando para a necessidade de divulgação deste comunicado.

O GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente sugere que no Programa para a Juventude, que foi objecto, no dia 14 de Fevereiro de 2011, de debate na Assembleia da República,se introduza o tema "Os Jovens  e o Consumo".
As solicitações crescentes a que os jovens estão sujeitos, actualmente,  obrigam a uma maior consciência e discussão sobre todas as realidades a  que o jovem está exposto, incluindo os assédios constantes da  publicidade, da moda e do mercado.
No quotidiano, sentem-se  encurralados entre as exigências do mercado de trabalho e os ditames  da publicidade e do mercado de consumo, deixando uma pequena margem de manobra  para a sua identidade, felicidade e realização pessoal.
Devemos lançar a discussão sobre o auxílio a prestar aos jovens e às  famílias face ao assédio constante a que estão sujeitos por parte da  indústria do marketing e das grandes empresas, que deixa pouco espaço  para a individualidade e para a diferença, obrigando a um gasto  excessivo para manter a aparência da modernidade, da juventude, da  novidade e da pertença ao grupo.
O processo de autonomia do jovem  passa não apenas pelo crescimento e autonomia face à família e a  sociedade, mas também face aos ditames da moda e do mercado.
Esta é  também uma questão de saúde pública que não deve ser evitada e  perguntamos não deverá o Estado auxiliar os jovens e as famílias nesta  difícil tarefa?
Queremos jovens saudáveis, cultos, interessados, que contribuam  positivamente para a sociedade, nomeadamente através do voluntariado,  e não jovens permanentemente insatisfeitos na busca incessante por  objectos não essenciais.
Os jovens devem estar preparados e saber que  um consumidor consciente  deve estar atento a todas as implicações  sociais, económicas e ambientais de cada gesto de consumo, nomeadamente à decadência actual de todos os ciclos de vida provocada pelo excesso de consumo, e deve  conhecer o poder do consumidor e, em especial, dos jovens consumidores.
Queremos empresas responsáveis e campanhas éticas que respeitem os consumidores, jovens e menos jovens, através da transparência, sustentabilidade, rigor e sentido cívico dos bens que promovem. Essa consciência ética deve ultrapassar, inclusive, os aspectos ligados à gestão ambiental das empresas, mas entroncar numa abordagem mais abrangente do desenvolvimento sustentável e da solidariedade intergeracional. Esta posição, portanto, não é contra as empresas, grandes ou pequenas, qualquer que seja a sua natureza. É, antes, contra as entidades (sejam grandes ou pequenas) que tenham mau desempenho ambiental, onde se inclui (nesse mau desempenho) fomentar nos seus clientes práticas pouco amigas do ambiente. Nós estamos contra a publicidade enganosa, onde se inclui aquela que mascara parte do problema, fazendo uma cosmética, contando meias verdades.
Os jovens devem ser, desde pequenos, ensinados a saber que cada um por si e todos juntos, podem fazer a diferença. Jovens consciências conduzem a cidadãos responsáveis, a democracias duradouras e a economias saudáveis.
Para  isso, solicitamos que seja introduzida a presente questão na agenda da  Política de Juventude: "Estamos a criar cidadãos ou consumidores?"
GEOTA, Lisboa, 14 de Fevereiro de 2011