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domingo, 10 de março de 2019
OGM 12: A legislação está a proteger os cidadãos?
OGM Perguntas e Respostas #12: A legislação está a proteger os cidadãos?
12º e último vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018, Vila Velha de Ródão.
«ESTÁ A ALIMENTAR AS SUAS GALINHAS COM MILHO OGM? E SABE O QUE É ISSO?
O milho à venda nos sacos de rações traz na embalagem a designação de Organismo Geneticamente Modificado, ou OGM. Mas não se lhe dá importância porque as pessoas desconhecem o que significa. Se o que alimenta os animais acaba por nos ir parar ao prato e condicionar a nossa saúde não valerá a pena estarmos informados e pensarmos se queremos mesmo comprar estes produtos?
Organismo geneticamente modificado é um ser vivo produzido em laboratório através de técnicas de engenharia genética. Este milho é diferente do que sempre se usou e portanto provocará efeitos diferentes, que se tornarão cada vez mais evidentes ao longo do tempo. Essa é uma das razões pelas quais a oposição às variedades OGM se iniciou no fim dos anos 90, e é cada vez maior. Uma coisa é fazer investigação em laboratório e outra, bem diferente, é comercializar produtos que não dão garantias inequívocas de serem inofensivos.
Mas as grandes empresas querem lucros rápidos e o poder politico não tem estabelecido limites éticos e jurídicos eficazes. Um dos segredos mais à vista de todos é que agora a investigação científica é financiada, sobretudo, com dinheiro privado corrompendo a independência dos cientistas. O resultado final é que os interesses das populações e do ambiente passaram para segundo plano e a prioridade passou a ser a promoção dos transgénicos e dos pesticidas, em particular o glifosato (Roundup).»
PARA SABER MAIS sobre transgénicos: https://www.stopogm.net/sites/stopogm.net/files/webfm/plataforma/sabermais.pdf
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
OGM 11: Como saber se estamos a comer alimentos com transgénicos?
OGM Perguntas e Respostas #11: Como saber se estamos a comer alimentos com transgénicos?
11º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018, Vila Velha de Ródão.
Como saber se estamos a comer alimentos com transgénicos?
Nos alimentos de origem vegetal, designadamente óleos - vejam os rótulos, na UE é obrigatória a identificação de transgénicos.
Nos alimentos de origem animal, não existem atualmente mecanismos que possam garantir que os animais foram alimentados com alimentos não transgénicos, a não ser se forem certificados como produção biológica. De resto, a maioria das rações para animais são compostas com transgénicos.
«Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes? Este evento realizou-se no dia 29 de Setembro 2018 na Herdade Tapada da Tojeira, Vila Velha de Ródão. A sessão foi dinamizada por Margarida Silva, bióloga e especialista em desenvolvimento sustentável e foi organizada pela Plataforma Transgénicos Fora e Herdade Tapada da Tojeira (com apoio da Confederação dos Agricultores de Portugal - CAP de Castelo Branco).
Em Portugal cultiva-se e consome-se milho transgénico na alimentação animal e humana mas não há informação que permita aos consumidores fazer escolhas informadas. Quase ninguém sabe o que são transgénicos e que riscos implicam. A sessão teve como objetivo contribuir para colmatar essa falha. Dirigida sobretudo aos agricultores da região, acabou por registar uma adesão heterogénea, com pessoas ligadas à agricultura, ao ambiente e ao ensino, incluindo alguns políticos locais do PSD e CDS. Esta sessão aponta para a urgência de fazer circular informação rigorosa e relevante que possa ultrapassar o clubismo instalado entre as bandeiras tradicionais da Direita e da Esquerda.
O planeta está em perigo e só pode ser salvo se todos nos unirmos na sua defesa. O conhecimento necessário está disponível mas não está acessível a todos.
Querendo promover a sua circulação a PTF criou 12 mini-episódios que registam as respostas às questões colocadas pelo público durante esta sessão.
Margarida Silva é doutorada em biologia molecular, professora da Universidade Católica no Porto, especialista em desenvolvimento sustentável, ativista e coordenadora da Plataforma Transgénicos Fora.»
Saiba mais na Plataforma Transgénicos Fora. https://www.stopogm.net/
terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
OGM 10: Quais as alternativas aos transgénicos?
OGM Perguntas e Respostas #10: Quais as alternativas aos transgénicos?
10º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018, Vila Velha de Ródão.
«ESTÁ A ALIMENTAR AS SUAS GALINHAS COM MILHO OGM? E SABE O QUE É ISSO?
O milho à venda nos sacos de rações traz na embalagem a designação de Organismo Geneticamente Modificado, ou OGM. Mas não se lhe dá importância porque as pessoas desconhecem o que significa. Se o que alimenta os animais acaba por nos ir parar ao prato e condicionar a nossa saúde não valerá a pena estarmos informados e pensarmos se queremos mesmo comprar estes produtos?
Organismo geneticamente modificado é um ser vivo produzido em laboratório através de técnicas de engenharia genética. Este milho é diferente do que sempre se usou e portanto provocará efeitos diferentes, que se tornarão cada vez mais evidentes ao longo do tempo. Essa é uma das razões pelas quais a oposição às variedades OGM se iniciou no fim dos anos 90, e é cada vez maior. Uma coisa é fazer investigação em laboratório e outra, bem diferente, é comercializar produtos que não dão garantias inequívocas de serem inofensivos.
Mas as grandes empresas querem lucros rápidos e o poder politico não tem estabelecido limites éticos e jurídicos eficazes. Um dos segredos mais à vista de todos é que agora a investigação científica é financiada, sobretudo, com dinheiro privado corrompendo a independência dos cientistas. O resultado final é que os interesses das populações e do ambiente passaram para segundo plano e a prioridade passou a ser a promoção dos transgénicos e dos pesticidas, em particular o glifosato (Roundup).»
PARA SABER MAIS sobre transgénicos: https://www.stopogm.net/sites/stopogm.net/files/webfm/plataforma/sabermais.pdf
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
OGM 9: O que se passa com o tomate, a batata e o algodão transgénicos?
OGM Perguntas e Respostas #9: O que se passa com o tomate, a batata e o algodão transgénicos?
9º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018, Vila Velha de Ródão.
«Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes? Este evento realizou-se no dia 29 de Setembro 2018 na Herdade Tapada da Tojeira, Vila Velha de Ródão. A sessão foi dinamizada por Margarida Silva, bióloga e especialista em desenvolvimento sustentável e foi organizada pela Plataforma Transgénicos Fora e Herdade Tapada da Tojeira (com apoio da Confederação dos Agricultores de Portugal - CAP de Castelo Branco).
Em Portugal cultiva-se e consome-se milho transgénico na alimentação animal e humana mas não há informação que permita aos consumidores fazer escolhas informadas. Quase ninguém sabe o que são transgénicos e que riscos implicam. A sessão teve como objetivo contribuir para colmatar essa falha. Dirigida sobretudo aos agricultores da região, acabou por registar uma adesão heterogénea, com pessoas ligadas à agricultura, ao ambiente e ao ensino, incluindo alguns políticos locais do PSD e CDS. Esta sessão aponta para a urgência de fazer circular informação rigorosa e relevante que possa ultrapassar o clubismo instalado entre as bandeiras tradicionais da Direita e da Esquerda.
O planeta está em perigo e só pode ser salvo se todos nos unirmos na sua defesa. O conhecimento necessário está disponível mas não está acessível a todos.
Querendo promover a sua circulação a PTF criou 12 mini-episódios que registam as respostas às questões colocadas pelo público durante esta sessão.
Margarida Silva é doutorada em biologia molecular, professora da Universidade Católica no Porto, especialista em desenvolvimento sustentável, ativista e coordenadora da Plataforma Transgénicos Fora.»
Saiba mais na Plataforma Transgénicos Fora. https://www.stopogm.net/
domingo, 3 de fevereiro de 2019
OGM 8: O que se passa nos países do Norte da Europa?
OGM Perguntas e Respostas #8: O que se passa nos países do Norte da Europa?
8º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018, Vila Velha de Ródão.
«ESTÁ A ALIMENTAR AS SUAS GALINHAS COM MILHO OGM? E SABE O QUE É ISSO?
O milho à venda nos sacos de rações traz na embalagem a designação de Organismo Geneticamente Modificado, ou OGM. Mas não se lhe dá importância porque as pessoas desconhecem o que significa. Se o que alimenta os animais acaba por nos ir parar ao prato e condicionar a nossa saúde não valerá a pena estarmos informados e pensarmos se queremos mesmo comprar estes produtos?
Organismo geneticamente modificado é um ser vivo produzido em laboratório através de técnicas de engenharia genética. Este milho é diferente do que sempre se usou e portanto provocará efeitos diferentes, que se tornarão cada vez mais evidentes ao longo do tempo. Essa é uma das razões pelas quais a oposição às variedades OGM se iniciou no fim dos anos 90, e é cada vez maior. Uma coisa é fazer investigação em laboratório e outra, bem diferente, é comercializar produtos que não dão garantias inequívocas de serem inofensivos.
Mas as grandes empresas querem lucros rápidos e o poder politico não tem estabelecido limites éticos e jurídicos eficazes. Um dos segredos mais à vista de todos é que agora a investigação científica é financiada, sobretudo, com dinheiro privado corrompendo a independência dos cientistas. O resultado final é que os interesses das populações e do ambiente passaram para segundo plano e a prioridade passou a ser a promoção dos transgénicos e dos pesticidas, em particular o glifosato (Roundup).»
PARA SABER MAIS sobre transgénicos: https://www.stopogm.net/sites/stopogm.net/files/webfm/plataforma/sabermais.pdf
quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
OGM 7: Cada empresa comercializa o seu glifosato?
OGM Perguntas e Respostas #7: Cada empresa comercializa o seu glifosato?
7º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018, Vila Velha de Ródão.
«Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes? Este evento realizou-se no dia 29 de Setembro 2018 na Herdade Tapada da Tojeira, Vila Velha de Ródão. A sessão foi dinamizada por Margarida Silva, bióloga e especialista em desenvolvimento sustentável e foi organizada pela Plataforma Transgénicos Fora e Herdade Tapada da Tojeira (com apoio da Confederação dos Agricultores de Portugal - CAP de Castelo Branco).
Em Portugal cultiva-se e consome-se milho transgénico na alimentação animal e humana mas não há informação que permita aos consumidores fazer escolhas informadas. Quase ninguém sabe o que são transgénicos e que riscos implicam. A sessão teve como objetivo contribuir para colmatar essa falha. Dirigida sobretudo aos agricultores da região, acabou por registar uma adesão heterogénea, com pessoas ligadas à agricultura, ao ambiente e ao ensino, incluindo alguns políticos locais do PSD e CDS. Esta sessão aponta para a urgência de fazer circular informação rigorosa e relevante que possa ultrapassar o clubismo instalado entre as bandeiras tradicionais da Direita e da Esquerda.
O planeta está em perigo e só pode ser salvo se todos nos unirmos na sua defesa. O conhecimento necessário está disponível mas não está acessível a todos.
Querendo promover a sua circulação a PTF criou 12 mini-episódios que registam as respostas às questões colocadas pelo público durante esta sessão.
Margarida Silva é doutorada em biologia molecular, professora da Universidade Católica no Porto, especialista em desenvolvimento sustentável, ativista e coordenadora da Plataforma Transgénicos Fora.»
Saiba mais na Plataforma Transgénicos Fora. https://www.stopogm.net/
sábado, 26 de janeiro de 2019
OGM 6: As escolas de agronomia estão totalmente condicionadas...
«As escolas de agronomia estão totalmente condicionadas no sentido da agricultura industrializada intensiva, quimicalizada , e agora, geneticamente modificada, e há uma certa lavagem ao cérebro aos estudantes, não admira que eles saiam de lá convencidos da "bondade" dos transgénicos»
OGM Perguntas e Respostas #6: As escolas de agronomia estão totalmente condicionadas...
6º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018, Vila Velha de Ródão.
«ESTÁ A ALIMENTAR AS SUAS GALINHAS COM MILHO OGM? E SABE O QUE É ISSO?
O milho à venda nos sacos de rações traz na embalagem a designação de Organismo Geneticamente Modificado, ou OGM. Mas não se lhe dá importância porque as pessoas desconhecem o que significa. Se o que alimenta os animais acaba por nos ir parar ao prato e condicionar a nossa saúde não valerá a pena estarmos informados e pensarmos se queremos mesmo comprar estes produtos?
Organismo geneticamente modificado é um ser vivo produzido em laboratório através de técnicas de engenharia genética. Este milho é diferente do que sempre se usou e portanto provocará efeitos diferentes, que se tornarão cada vez mais evidentes ao longo do tempo. Essa é uma das razões pelas quais a oposição às variedades OGM se iniciou no fim dos anos 90, e é cada vez maior. Uma coisa é fazer investigação em laboratório e outra, bem diferente, é comercializar produtos que não dão garantias inequívocas de serem inofensivos.
Mas as grandes empresas querem lucros rápidos e o poder politico não tem estabelecido limites éticos e jurídicos eficazes. Um dos segredos mais à vista de todos é que agora a investigação científica é financiada, sobretudo, com dinheiro privado corrompendo a independência dos cientistas. O resultado final é que os interesses das populações e do ambiente passaram para segundo plano e a prioridade passou a ser a promoção dos transgénicos e dos pesticidas, em particular o glifosato (Roundup).»
PARA SABER MAIS sobre transgénicos: https://www.stopogm.net/sites/stopogm.net/files/webfm/plataforma/sabermais.pdf
Margarida Silva
OGM Perguntas e Respostas #6: As escolas de agronomia estão totalmente condicionadas...
6º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018, Vila Velha de Ródão.
«ESTÁ A ALIMENTAR AS SUAS GALINHAS COM MILHO OGM? E SABE O QUE É ISSO?
O milho à venda nos sacos de rações traz na embalagem a designação de Organismo Geneticamente Modificado, ou OGM. Mas não se lhe dá importância porque as pessoas desconhecem o que significa. Se o que alimenta os animais acaba por nos ir parar ao prato e condicionar a nossa saúde não valerá a pena estarmos informados e pensarmos se queremos mesmo comprar estes produtos?
Organismo geneticamente modificado é um ser vivo produzido em laboratório através de técnicas de engenharia genética. Este milho é diferente do que sempre se usou e portanto provocará efeitos diferentes, que se tornarão cada vez mais evidentes ao longo do tempo. Essa é uma das razões pelas quais a oposição às variedades OGM se iniciou no fim dos anos 90, e é cada vez maior. Uma coisa é fazer investigação em laboratório e outra, bem diferente, é comercializar produtos que não dão garantias inequívocas de serem inofensivos.
Mas as grandes empresas querem lucros rápidos e o poder politico não tem estabelecido limites éticos e jurídicos eficazes. Um dos segredos mais à vista de todos é que agora a investigação científica é financiada, sobretudo, com dinheiro privado corrompendo a independência dos cientistas. O resultado final é que os interesses das populações e do ambiente passaram para segundo plano e a prioridade passou a ser a promoção dos transgénicos e dos pesticidas, em particular o glifosato (Roundup).»
PARA SABER MAIS sobre transgénicos: https://www.stopogm.net/sites/stopogm.net/files/webfm/plataforma/sabermais.pdf
domingo, 20 de janeiro de 2019
OGM 5: O meu vizinho começou a semear milho transgénico...
OGM Perguntas e Respostas #5: O meu vizinho do lado começou a semear milho transgénico...
5º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018, Vila Velha de Ródão.
«Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes? Este evento realizou-se no dia 29 de Setembro 2018 na Herdade Tapada da Tojeira, Vila Velha de Ródão. A sessão foi dinamizada por Margarida Silva, bióloga e especialista em desenvolvimento sustentável e foi organizada pela Plataforma Transgénicos Fora e Herdade Tapada da Tojeira (com apoio da Confederação dos Agricultores de Portugal - CAP de Castelo Branco).
Em Portugal cultiva-se e consome-se milho transgénico na alimentação animal e humana mas não há informação que permita aos consumidores fazer escolhas informadas. Quase ninguém sabe o que são transgénicos e que riscos implicam. A sessão teve como objetivo contribuir para colmatar essa falha. Dirigida sobretudo aos agricultores da região, acabou por registar uma adesão heterogénea, com pessoas ligadas à agricultura, ao ambiente e ao ensino, incluindo alguns políticos locais do PSD e CDS. Esta sessão aponta para a urgência de fazer circular informação rigorosa e relevante que possa ultrapassar o clubismo instalado entre as bandeiras tradicionais da Direita e da Esquerda.
O planeta está em perigo e só pode ser salvo se todos nos unirmos na sua defesa. O conhecimento necessário está disponível mas não está acessível a todos.
Querendo promover a sua circulação a PTF criou 12 mini-episódios que registam as respostas às questões colocadas pelo público durante esta sessão.
Margarida Silva é doutorada em biologia molecular, professora da Universidade Católica no Porto, especialista em desenvolvimento sustentável, ativista e coordenadora da Plataforma Transgénicos Fora.»
Saiba mais na Plataforma Transgénicos Fora. https://www.stopogm.net/
quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
OGM: 4 - O melhoramento genético, no futuro, será anulado?
4º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018, Vila Velha de Ródão.
«ESTÁ A ALIMENTAR AS SUAS GALINHAS COM MILHO OGM? E SABE O QUE É ISSO?
O milho à venda nos sacos de rações traz na embalagem a designação de Organismo Geneticamente Modificado, ou OGM. Mas não se lhe dá importância porque as pessoas desconhecem o que significa. Se o que alimenta os animais acaba por nos ir parar ao prato e condicionar a nossa saúde não valerá a pena estarmos informados e pensarmos se queremos mesmo comprar estes produtos?
Organismo geneticamente modificado é um ser vivo produzido em laboratório através de técnicas de engenharia genética. Este milho é diferente do que sempre se usou e portanto provocará efeitos diferentes, que se tornarão cada vez mais evidentes ao longo do tempo. Essa é uma das razões pelas quais a oposição às variedades OGM se iniciou no fim dos anos 90, e é cada vez maior. Uma coisa é fazer investigação em laboratório e outra, bem diferente, é comercializar produtos que não dão garantias inequívocas de serem inofensivos.
Mas as grandes empresas querem lucros rápidos e o poder politico não tem estabelecido limites éticos e jurídicos eficazes. Um dos segredos mais à vista de todos é que agora a investigação científica é financiada, sobretudo, com dinheiro privado corrompendo a independência dos cientistas. O resultado final é que os interesses das populações e do ambiente passaram para segundo plano e a prioridade passou a ser a promoção dos transgénicos e dos pesticidas, em particular o glifosato (Roundup).»
PARA SABER MAIS sobre transgénicos: https://www.stopogm.net/sites/stopogm.net/files/webfm/plataforma/sabermais.pdf
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
OGM: 3 - A contaminação é reversível?
3º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018, Vila Velha de Ródão.
«Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes? Este evento realizou-se no dia 29 de Setembro 2018 na Herdade Tapada da Tojeira, Vila Velha de Ródão. A sessão foi dinamizada por Margarida Silva, bióloga e especialista em desenvolvimento sustentável e foi organizada pela Plataforma Transgénicos Fora e Herdade Tapada da Tojeira (com apoio da Confederação dos Agricultores de Portugal - CAP de Castelo Branco).
Em Portugal cultiva-se e consome-se milho transgénico na alimentação animal e humana mas não há informação que permita aos consumidores fazer escolhas informadas. Quase ninguém sabe o que são transgénicos e que riscos implicam. A sessão teve como objetivo contribuir para colmatar essa falha. Dirigida sobretudo aos agricultores da região, acabou por registar uma adesão heterogénea, com pessoas ligadas à agricultura, ao ambiente e ao ensino, incluindo alguns políticos locais do PSD e CDS. Esta sessão aponta para a urgência de fazer circular informação rigorosa e relevante que possa ultrapassar o clubismo instalado entre as bandeiras tradicionais da Direita e da Esquerda.
O planeta está em perigo e só pode ser salvo se todos nos unirmos na sua defesa. O conhecimento necessário está disponível mas não está acessível a todos.
Querendo promover a sua circulação a PTF criou 12 mini-episódios que registam as respostas às questões colocadas pelo público durante esta sessão.
Margarida Silva é doutorada em biologia molecular, professora da Universidade Católica no Porto, especialista em desenvolvimento sustentável, ativista e coordenadora da Plataforma Transgénicos Fora.»
Saiba mais na Plataforma Transgénicos Fora. https://www.stopogm.net/
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
OGM: 2 - As sementes transgénicas poderão chegar à agricultura familiar?
2º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018, Vila Velha de Ródão.
«ESTÁ A ALIMENTAR AS SUAS GALINHAS COM MILHO OGM? E SABE O QUE É ISSO?
O milho à venda nos sacos de rações traz na embalagem a designação de Organismo Geneticamente Modificado, ou OGM. Mas não se lhe dá importância porque as pessoas desconhecem o que significa. Se o que alimenta os animais acaba por nos ir parar ao prato e condicionar a nossa saúde não valerá a pena estarmos informados e pensarmos se queremos mesmo comprar estes produtos?
Organismo geneticamente modificado é um ser vivo produzido em laboratório através de técnicas de engenharia genética. Este milho é diferente do que sempre se usou e portanto provocará efeitos diferentes, que se tornarão cada vez mais evidentes ao longo do tempo. Essa é uma das razões pelas quais a oposição às variedades OGM se iniciou no fim dos anos 90, e é cada vez maior. Uma coisa é fazer investigação em laboratório e outra, bem diferente, é comercializar produtos que não dão garantias inequívocas de serem inofensivos.
Mas as grandes empresas querem lucros rápidos e o poder politico não tem estabelecido limites éticos e jurídicos eficazes. Um dos segredos mais à vista de todos é que agora a investigação científica é financiada, sobretudo, com dinheiro privado corrompendo a independência dos cientistas. O resultado final é que os interesses das populações e do ambiente passaram para segundo plano e a prioridade passou a ser a promoção dos transgénicos e dos pesticidas, em particular o glifosato (Roundup).»
PARA SABER MAIS sobre transgénicos: https://www.stopogm.net/sites/stopogm.net/files/webfm/plataforma/sabermais.pdf
«ESTÁ A ALIMENTAR AS SUAS GALINHAS COM MILHO OGM? E SABE O QUE É ISSO?
O milho à venda nos sacos de rações traz na embalagem a designação de Organismo Geneticamente Modificado, ou OGM. Mas não se lhe dá importância porque as pessoas desconhecem o que significa. Se o que alimenta os animais acaba por nos ir parar ao prato e condicionar a nossa saúde não valerá a pena estarmos informados e pensarmos se queremos mesmo comprar estes produtos?
Organismo geneticamente modificado é um ser vivo produzido em laboratório através de técnicas de engenharia genética. Este milho é diferente do que sempre se usou e portanto provocará efeitos diferentes, que se tornarão cada vez mais evidentes ao longo do tempo. Essa é uma das razões pelas quais a oposição às variedades OGM se iniciou no fim dos anos 90, e é cada vez maior. Uma coisa é fazer investigação em laboratório e outra, bem diferente, é comercializar produtos que não dão garantias inequívocas de serem inofensivos.
Mas as grandes empresas querem lucros rápidos e o poder politico não tem estabelecido limites éticos e jurídicos eficazes. Um dos segredos mais à vista de todos é que agora a investigação científica é financiada, sobretudo, com dinheiro privado corrompendo a independência dos cientistas. O resultado final é que os interesses das populações e do ambiente passaram para segundo plano e a prioridade passou a ser a promoção dos transgénicos e dos pesticidas, em particular o glifosato (Roundup).»
PARA SABER MAIS sobre transgénicos: https://www.stopogm.net/sites/stopogm.net/files/webfm/plataforma/sabermais.pdf
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
OGM: 1 - Os transgénicos estarão condenados naturalmente?
1º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018, Vila Velha de Ródão.
«Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes? Este evento realizou-se no dia 29 de Setembro 2018 na Herdade Tapada da Tojeira, Vila Velha de Ródão. A sessão foi dinamizada por Margarida Silva, bióloga e especialista em desenvolvimento sustentável e foi organizada pela Plataforma Transgénicos Fora e Herdade Tapada da Tojeira (com apoio da Confederação dos Agricultores de Portugal - CAP de Castelo Branco).
Em Portugal cultiva-se e consome-se milho transgénico na alimentação animal e humana mas não há informação que permita aos consumidores fazer escolhas informadas. Quase ninguém sabe o que são transgénicos e que riscos implicam. A sessão teve como objetivo contribuir para colmatar essa falha. Dirigida sobretudo aos agricultores da região, acabou por registar uma adesão heterogénea, com pessoas ligadas à agricultura, ao ambiente e ao ensino, incluindo alguns políticos locais do PSD e CDS. Esta sessão aponta para a urgência de fazer circular informação rigorosa e relevante que possa ultrapassar o clubismo instalado entre as bandeiras tradicionais da Direita e da Esquerda.
O planeta está em perigo e só pode ser salvo se todos nos unirmos na sua defesa. O conhecimento necessário está disponível mas não está acessível a todos.
Querendo promover a sua circulação a PTF criou 12 mini-episódios que registam as respostas às questões colocadas pelo público durante esta sessão.
Margarida Silva é doutorada em biologia molecular, professora da Universidade Católica no Porto, especialista em desenvolvimento sustentável, ativista e coordenadora da Plataforma Transgénicos Fora.»
Saiba mais na Plataforma Transgénicos Fora. https://www.stopogm.net/
segunda-feira, 5 de março de 2018
Pesticidas: confrontar a impossibilidade
«Cientistas alertam para o coquetel químico tóxico pulverizado em alimentos
O número de produtos químicos aplicados aos vegetais vendidos nos supermercados aumentou até 17 vezes ao longo de 40 anos, de acordo com dados apresentados numa conferência organizada pela Secção de Epidemiologia e Saúde Pública da Royal Society of Medicine de Londres, a 20 de novembro 2017.
...
O sistema de agricultura química convencional tem sido uma experiência não testada, não regulamentada e ilícita com a saúde humana e o ambiente, que causou danos incalculáveis.
...
A mensagem final dos palestrantes não-industriais na conferência foi de que o sistema de regulamentação para pesticidas falhou e não pode ser reformado de forma a tornar esses produtos químicos seguros. Como já vimos, o sistema não testa os adjuvantes, nem as formulações comerciais de pesticidas, nem os coquetéis químicos aos quais estamos expostos. Também não testa as doses baixas e realistas que podem dar origem a perturbações endócrinas. Portanto, os pesticidas devem ser erradicados da produção de alimentos e a agricultura deve ser totalmente convertida em práticas biológicas e agroecológicas bem sucedidas.»
O número de produtos químicos aplicados aos vegetais vendidos nos supermercados aumentou até 17 vezes ao longo de 40 anos, de acordo com dados apresentados numa conferência organizada pela Secção de Epidemiologia e Saúde Pública da Royal Society of Medicine de Londres, a 20 de novembro 2017.
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O sistema de agricultura química convencional tem sido uma experiência não testada, não regulamentada e ilícita com a saúde humana e o ambiente, que causou danos incalculáveis.
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A mensagem final dos palestrantes não-industriais na conferência foi de que o sistema de regulamentação para pesticidas falhou e não pode ser reformado de forma a tornar esses produtos químicos seguros. Como já vimos, o sistema não testa os adjuvantes, nem as formulações comerciais de pesticidas, nem os coquetéis químicos aos quais estamos expostos. Também não testa as doses baixas e realistas que podem dar origem a perturbações endócrinas. Portanto, os pesticidas devem ser erradicados da produção de alimentos e a agricultura deve ser totalmente convertida em práticas biológicas e agroecológicas bem sucedidas.»
Fonte: tradução de excertos do artigo Scientists warn of toxic chemical cocktail sprayed on food, GMWatch, 22/11/2017
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| Imagem obtida aqui |
«E se fosse humana e cientificamente impossível verificar a segurança dos pesticidas que chegam aos nossos pratos? Teriam os governos a coragem de o admitir?
Bem, esta síntese das apresentações de uma conferência sobre pesticidas e saúde pública no Reino Unido explica porque é que é de facto impossível (não se testam misturas de pesticidas, não se testam os coadjuvantes dos pesticidas, não se testam baixas concentrações de pesticidas, não se medem muitos dos possíveis efeitos...).
Uma verificação sistemática de todos os químicos empregues implicaria um número de tal forma exorbitante de testes que é simplesmente inviável.
Portanto, das duas uma: ou os governantes vivem na leveza da ignorância desta realidade, e nesse caso são incompetentes e devem ser postos na rua, ou estão por dentro do que se passa mas preferem calar e fazer a vénia à indústria (e nesse caso deviam ser postos em tribunal).
Venha o diabo e escolha.»
Margarida Silva, doutorada em Biologia Molecular, docente universitária e ativista da Plataforma Transgénicos Fora. Via email recebido da lista OGM (para se inscrever nesta lista envie um email vazio para o endereço ogm_pt+subscribe@googlegroups.com), sobre a notícia referida acima.
Etiquetas:
Margarida Silva,
pesticidas,
químicos perigosos
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
Herbicida glifosato aumenta com os transgénicos (OGM)
«O glifosato é o ingrediente chave da marca de herbicida Roundup. O uso deste herbicida aumentou cerca de 15 vezes desde 1994, quando as culturas geneticamente modificadas tolerantes ao glifosato "Roundup Ready" foram introduzidas. Historicamente, é usado em soja e milho geneticamente modificados, mas também é pulverizado numa parte substancial de trigo e aveia cultivada nos EUA.
A nossa exposição a estes químicos aumentou significativamente ao longo dos anos, mas a maioria das pessoas não sabe que os está a ingerir através da sua alimentação.»
Paul J. Mills, PhD, Professor de Medicina Familiar e Saúde Pública e Diretor do Centro de Excelência em Pesquisa e Treino em Saúde Integrativa na Faculdade de Medicina de San Diego, Califórnia, citado no artigo "Exposição ao glifosato, químico existente em herbicidas, aumentou ao longo de 23 anos", UC San Diego Health, 24/10/2017.
(Imagem de cima e da direita obtidas em Herbicide Awareness and Research Project)
«Este estudo na Califórnia é muito interessante porque começou antes das culturas transgénicas terem entrado no mercado e permite ver o que mudou desde então, neste espaço de cerca de 20 anos. Note-se que a maior parte dos transgénicos leva grandes quantidades de glifosato em cima (ao contrário das plantas convencionais, que morreriam em contacto com o herbicida).
E os números não mentem:
- o número de pessoas com glifosato na urina subiu 5 vezes
- a concentração média de glifosato na urina subiu 13 vezes
- tudo isto enquanto o uso de glifosato subiu 15 vezes
Falta acrescentar que, em Portugal, o mesmo tipo de análises ao glifosato na urina deu valores OITENTA E TRÊS vezes acima do medido no estudo.
Fun fact: a Califórnia já classificou o glifosato como carcinogénio provável; Portugal continua a permitir a sua venda irrestrita em supermercados.»
Margarida Silva, Plataforma Transgénicos Fora, via ogm_pt@googlegroups.com, 12/2/2018
Artigo referido no início: "Exposure to Glyphosate, Chemical Found in Weed Killers, Increased Over 23 Years". Artigo sobre o caso em Portugal: "Glifosato, o herbicida que contamina Portugal"
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terça-feira, 28 de novembro de 2017
Glifosato: traição e corrupção a favor deste veneno
O glifosato é o herbicida mais vendido no mundo, conhecido pelo nome comercial Roundup (da Monsanto), o qual foi classificado como cancerígeno pela Organização Mundial de Saúde.
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| Imagem obtida aqui |
Depois de meses de impasse sobre a sua reautorização na Europa, ontem a traição e corrupção conseguiram nova aprovação por mais 5 anos na União Europeia, graças à viragem da Alemanha.
Posição estranha é também a abstenção de Portugal, o país da Europa mais contaminado com este veneno, tanto quanto se sabe.
A seguir, o desabafo de Margarida Silva:
«Há momentos de desalento.
Ontem o glifosato foi reautorizado (5 anos, sem restrições) por uma maioria qualificada de Estados Membros graças à Alemanha, que mudou de posição.
Esta reviravolta resultou afinal de um golpe palaciano: o ministro da agricultura e a do ambiente (da Alemanha) combinaram que o país se ia abster, tal como até aqui... mas depois o da agricultura mandou para o representante em Bruxelas a indicação para votar a favor do glifosato, torpedeando assim o seu colega de governo.
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| Manifestação em Bruxelas esta segunda-feira contra a aprovação do uso do glifosato YVES HERMAN/REUTERS, Via Público |
E a Comissão rejubilou.
Não adiantou o milhão de assinaturas, não adiantou todo o acumular de provas de corrupção via Monsanto Papers, não adiantou o Parlamento Europeu ter pedido restrições, não adiantou a ausência de critérios para avaliar a desregulação endócrina, nada adiantou nada.
Depois não se admirem de o cidadão comum se sentir atraiçoado pela classe política convencional e se deixar atrair pelo radicalismo.
Votos - Portugal foi a única abstenção:
- A favor (18): BG, DE, CZ, DK, EE, IE, ES, LV, LT, HU, NL, PL, RO, SV, SK, FI, SE, UK
- Contra (9 ): BE, EL, FR, HR, IT, CY, LU, MT, AT
- Abstenção (1): PT»
Margarida Silva, doutorada em Biologia Molecular, docente universitária e ativista da Plataforma Transgénicos Fora. Via email recebido da lista OGM (para se inscrever nesta lista envie um email vazio para o endereço ogm_pt+subscribe@googlegroups.com)
Ver a notícia referida em GMWatch, 27/11/2017: Scandal erupts around German glyphosate vote
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segunda-feira, 16 de junho de 2014
Transgénicos: porque devem ser proibidos!
A entrevista da Doutora Margarida Silva, Professora na Escola de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto, bióloga e perita em biotecnologia, esclarece os enormes perigos dos OGM (organismos geneticamente modificados ou transgénicos) para a saúde e para o ambiente.
Há mais de uma década que centenas e centenas de cientistas pedem a suspensão dos OGM em todo o mundo. Não apenas pelo princípio da precaução, mas porque as evidências da sua perigosidade para a biodiversidade, segurança alimentar, a saúde humana e animal começam a ser muitas.
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| Imagem obtida no blogue Octopus |
Os cultivos transgênicos não oferecem benefícios para os agricultores ou os consumidores. Em vez disso, trazem consigo muitos problemas que foram identificados e que incluem o aumento do uso de herbicidas, o desempenho errático e baixos rendimentos econômicos para os agricultores. Os cultivos transgênicos também intensificam o monopólio corporativo sobre os alimentos, o que está levando os agricultores familiares à miséria e impedindo a passagem para uma agricultura sustentável que garanta a segurança alimentar e a saúde no mundo."
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| Imagem obtida em Combate Racismo Ambiental |
- "Cientistas pedem a suspensão dos transgênicos em todo o mundo", Instituto Humanitas Unisinos, 12/6/2014, (tradução para português);
- "Científicos piden que se suspenda el uso de transgénicos en todo el Mundo", Ecococas, 7/6/2014 (versão em espanhol);
- "Open Letter from World Scientists to All Governments Concerning Genetically Modified Organisms (GMOs)", ISIS - Institute of Science in Society, 1/9/2000, (versão original em inglês).
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quinta-feira, 13 de maio de 2010
Comer com gosto - Carta ao Ministro da Agricultura
Recebi um texto de Margarida Silva por e-mail. Acho que merece ser divulgado, por isso, aqui fica (imagem da net):
"COMER COM GOSTO
Deve haver poucas pessoas que não gostem de comer, e eu não sou uma delas. Gosto de experimentar receitas das sobremesas mais exóticas, amassar pão à procura do mais genuíno sabor, ficar-me esquecida nas livrarias a apreciar livros de cozinha recheados de resultados impossíveis de obter em casa. Mas não sou de olhar só para o resultado: os meus ingredientes escolho-os com cuidado e atenção porque é a minha família, a saúde e boa disposição de todos, que está em causa. E, neste capítulo, sou muito tradicional: procuro o melhor, sem compromisso. Por exemplo, se olho para a lista de ingredientes de uma embalagem de comida e vejo números além dos nomes... é porque foi feito no laboratório e não no campo. E o que sai do laboratório, pela minha lógica, não pode ser comida.
Mas mesmo eliminando o que inclui números ainda sobra muita coisa que não entra no meu carrinho de compras. Por exemplo, não aprovo ingredientes que, há cem anos apenas, ninguém usaria na cozinha, mesmo se começarem pela palavra Vitamina, ou jurarem que fazem bem aos intestinos. E depois ainda há aquelas comidas que se querem fazer passar por outras - chamo-lhes os travestis. Margarina e bolachas com "sabor" a chocolate são bons exemplos, mas os adoçantes que querem fazer de conta que são açúcar para poupar nas calorias são talvez daqueles a quem mais cuidadosamente barro a porta de casa. Quando tenho dúvidas, aplico uns testes muito simples: pode ser produzido numa quinta, ou pescado no mar? Percebo como passa do estado original para a embalagem final? Se a resposta é não, é porque não é para mim. Isso leva-me a passar ao lado de quase todo o pão dos supermercados e padarias, repleto que está de "melhorantes" e "enzimas", ou ainda da míriade de outros alimentos com espessantes, corantes, estabilizantes ou demais maravilhas da tecnologia alimentar.
Claro, a maneira como a comida é processada também conta, não basta escrutinar os ingredientes. A radioactividade, por exemplo, pode ter muitos fins úteis, mas comida irradiada rima com comida doente... e que nos põe doentes a nós. E a aplicação de radiação electromagnética (vulgo forno de microondas) garantidamente também não foi pensada para nos trazer mais saúde. Quanto ao leite UHT, o tal que ainda está igual a si próprio mesmo após seis meses de esquecimento no fundo do armário, bem, arranjem leite do dia pasteurizado, encham um copo de cada um e façam o teste à família toda, a ver se não distinguem o que ainda sabe a leite daquele que do leite já só tem o aspecto.
Na busca da comida como "nos bons velhos tempos", gosto de reparar também nos ingredientes "invisíveis". Prefiro, tal como a restante população europeia, que as minhas hortaliças sejam sem pesticidas, o meu leite sem antibióticos e a minha carne sem hormonas... mesmo se trouxerem o selo europeu de autorizado. Se for do campo e não de aviário ou de aquacultura, melhor. E sendo colhido e comido na época, melhor ainda.
E que dizer da mais moderna de todas as invenções alimentares, os alimentos geneticamente modificados, ou transgénicos? Já ouvi as sete maravilhas sobre eles: mais nutritivos, mais duradouros, mais limpos de pesticidas, muito estudados e seguros, até a fome no mundo e a crise energética (através de biocombustíveis) eles se preparam para resolver. Mas eu confesso: a primeira vez que comprei óleo de soja e depois verifiquei pelo rótulo que continha soja geneticamente modificada senti um aperto abaixo do estômago que nunca me engana. Esta comida transgénica pode ser apropriada para cobaias de laboratório, mas não é comida de gente. Mas claro, o problema é poder escolher. Para já anda por aí soja e milho transgénico, mas já este ano a Comissão Europeia pretende aprovar arroz transgénico. Arroz! O mais castiço dos cereais que comemos em Portugal!
Fui informar-me e fiquei a saber que os portugueses são os "chineses" da Europa: cada um de nós come em média 17 quilos de arroz por ano, enquanto que os italianos, que estão em segundo lugar atrás de nós, não comem mais que uns míseros sete quilos. Os dinamarqueses, coitados, não sabem o que é arroz doce e não vão além de quilo e meio por ano. E agora, querem abrir a nossa porta ao arroz transgénico?! Isso é, para a gastronomia, o mesmo que deitar abaixo o Mosteiro dos Jerónimos seria para a nossa história e cultura!
Senhor Ministro da Agricultura: espero que goste de arroz de ervilhas, de arroz malandro, de arroz de forno e de arroz de pato. Espero, em suma, que goste de arroz, porque ser português também é isso: durante a última grande guerra devemos em grande parte ao arroz a nossa sobrevivência alimentar. Quando se sentar em Bruxelas e chegar a vez de votar o arroz transgénico, Senhor Ministro, vote por nós."
Deve haver poucas pessoas que não gostem de comer, e eu não sou uma delas. Gosto de experimentar receitas das sobremesas mais exóticas, amassar pão à procura do mais genuíno sabor, ficar-me esquecida nas livrarias a apreciar livros de cozinha recheados de resultados impossíveis de obter em casa. Mas não sou de olhar só para o resultado: os meus ingredientes escolho-os com cuidado e atenção porque é a minha família, a saúde e boa disposição de todos, que está em causa. E, neste capítulo, sou muito tradicional: procuro o melhor, sem compromisso. Por exemplo, se olho para a lista de ingredientes de uma embalagem de comida e vejo números além dos nomes... é porque foi feito no laboratório e não no campo. E o que sai do laboratório, pela minha lógica, não pode ser comida.
Mas mesmo eliminando o que inclui números ainda sobra muita coisa que não entra no meu carrinho de compras. Por exemplo, não aprovo ingredientes que, há cem anos apenas, ninguém usaria na cozinha, mesmo se começarem pela palavra Vitamina, ou jurarem que fazem bem aos intestinos. E depois ainda há aquelas comidas que se querem fazer passar por outras - chamo-lhes os travestis. Margarina e bolachas com "sabor" a chocolate são bons exemplos, mas os adoçantes que querem fazer de conta que são açúcar para poupar nas calorias são talvez daqueles a quem mais cuidadosamente barro a porta de casa. Quando tenho dúvidas, aplico uns testes muito simples: pode ser produzido numa quinta, ou pescado no mar? Percebo como passa do estado original para a embalagem final? Se a resposta é não, é porque não é para mim. Isso leva-me a passar ao lado de quase todo o pão dos supermercados e padarias, repleto que está de "melhorantes" e "enzimas", ou ainda da míriade de outros alimentos com espessantes, corantes, estabilizantes ou demais maravilhas da tecnologia alimentar.
Claro, a maneira como a comida é processada também conta, não basta escrutinar os ingredientes. A radioactividade, por exemplo, pode ter muitos fins úteis, mas comida irradiada rima com comida doente... e que nos põe doentes a nós. E a aplicação de radiação electromagnética (vulgo forno de microondas) garantidamente também não foi pensada para nos trazer mais saúde. Quanto ao leite UHT, o tal que ainda está igual a si próprio mesmo após seis meses de esquecimento no fundo do armário, bem, arranjem leite do dia pasteurizado, encham um copo de cada um e façam o teste à família toda, a ver se não distinguem o que ainda sabe a leite daquele que do leite já só tem o aspecto.
Na busca da comida como "nos bons velhos tempos", gosto de reparar também nos ingredientes "invisíveis". Prefiro, tal como a restante população europeia, que as minhas hortaliças sejam sem pesticidas, o meu leite sem antibióticos e a minha carne sem hormonas... mesmo se trouxerem o selo europeu de autorizado. Se for do campo e não de aviário ou de aquacultura, melhor. E sendo colhido e comido na época, melhor ainda.
E que dizer da mais moderna de todas as invenções alimentares, os alimentos geneticamente modificados, ou transgénicos? Já ouvi as sete maravilhas sobre eles: mais nutritivos, mais duradouros, mais limpos de pesticidas, muito estudados e seguros, até a fome no mundo e a crise energética (através de biocombustíveis) eles se preparam para resolver. Mas eu confesso: a primeira vez que comprei óleo de soja e depois verifiquei pelo rótulo que continha soja geneticamente modificada senti um aperto abaixo do estômago que nunca me engana. Esta comida transgénica pode ser apropriada para cobaias de laboratório, mas não é comida de gente. Mas claro, o problema é poder escolher. Para já anda por aí soja e milho transgénico, mas já este ano a Comissão Europeia pretende aprovar arroz transgénico. Arroz! O mais castiço dos cereais que comemos em Portugal!
Fui informar-me e fiquei a saber que os portugueses são os "chineses" da Europa: cada um de nós come em média 17 quilos de arroz por ano, enquanto que os italianos, que estão em segundo lugar atrás de nós, não comem mais que uns míseros sete quilos. Os dinamarqueses, coitados, não sabem o que é arroz doce e não vão além de quilo e meio por ano. E agora, querem abrir a nossa porta ao arroz transgénico?! Isso é, para a gastronomia, o mesmo que deitar abaixo o Mosteiro dos Jerónimos seria para a nossa história e cultura!
Senhor Ministro da Agricultura: espero que goste de arroz de ervilhas, de arroz malandro, de arroz de forno e de arroz de pato. Espero, em suma, que goste de arroz, porque ser português também é isso: durante a última grande guerra devemos em grande parte ao arroz a nossa sobrevivência alimentar. Quando se sentar em Bruxelas e chegar a vez de votar o arroz transgénico, Senhor Ministro, vote por nós."
Margarida Silva, bióloga (doutorada em biologia molecular pela Universidade de Cornell, é docente na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto, onde coordena o Grupo de Estudos Ambientais)
Está ali ao lado a petição relativa aos transgénicos na Europa, mas fica aqui mais um link. Já são mais de 700 mil assinaturas, mas precisamos de chegar ao milhão. Escreva também ao Ministro da Agricultura: veja na Plataforma Transgénicos Fora.
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