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terça-feira, 16 de abril de 2019

Rebelião ou extinção

"Extinction Rebellion" é um movimento global de ação que pretende exigir aos governos medidas sérias e de dimensão adequada ao tamanho do problema, para enfrentar a crise das alterações climáticas. Este movimento está a promover, a partir de 15 de abril de 2019, ações não violentas para chamar a atenção para o problema.   No âmbito desta campanha, em Portugal, os Rebeldes pela Vida (Rebelião de Extinção – Extinction Rebellion Portugal) convidam a uma  semana de protestos.  Entretanto, já ocorreram pelo menos três ações em Portugal:  - Dia 15/4 - na sede da Nestlé em Lisboa (ato 1);   - Dia 15/4 - no European Climate Summit, Lisboa (ato 2);  - Dia 16/4 (hoje) - nos estúdios da CMTV em direto (ato 3).   Para o dia 20 de abril está prevista a ação "Morrer ou Viver" no Porto.

Mas as ações acontecem em várias partes do mundo, a rebelião pela vida está a chegar e ninguém a vai conseguir parar! 

«Apenas a rebelião evitará um apocalipse ecológico. Ninguém virá para nos salvar. Desobediência civil em massa é essencial para forçar uma resposta política.» George Monbiot, via Greta Thunberg

«Exigimos que a verdade deixe de ser escamoteada, que a crise climática e ecológica seja tratada como tal, e que uma transição justa seja aplicada desde já, com sentido de urgência! Assim, entre 15 e 21 de Abril, na Semana Internacional de Rebelião, estaremos nas ruas para exigir e construir um planeta justo e habitável.




O tempo acabou. Rebelião ou extinção!»



Extinction Rebellion está a chegar a Portugal! from Climaximo on Vimeo.


«A verdade
Enfrentamos uma emergência global sem precedentes. A vida na Terra está em crise: os cientistas concordam que entramos num período de ruptura abrupta do clima, e estamos no meio de uma extinção em massa que nós próprios criamos.»

Fonte: https://rebellion.earth  (tradução)




Rebelião de Extinção – Extinction Rebellion Portugal

DECLARAMOS
Uma rebelião internacional não-violenta contra os governos do mundo por causa da inação criminal sobre a crise ecológica.

REIVINDIAÇÕES

1. Que os governos digam a verdade sobre a crise ecológica

2. Redução drástica das emissões de gases de efeito de estufa através de uma mobilização massiva de emergência climática e uma transição justa
3. Democracia participativa

Mais informação sobre as exigências, valores e princípios da Rebelião de Extinção: https://rebellion.earth

O PLANO EM PORTUGAL
Durante a Semana Internacional de Rebelião (15-21 de abril), vai haver várias ações de desobediência civil relacionados aos temas
  • energia
  • transportes
  • alimentação
  • decisões políticas
  • indústria de moda
  • greenwashing
  • resíduos e plástico
Este site (http://rebeldespelavida.climaximo.pt/ ) não faz parte da organização de nenhuma destas ações e serve meramente como uma ferramenta de coordenação de comunicação. Qualquer pessoa e qualquer coletivo que concorda com os princípios e os valores da Rebelião de Extinção pode formar o seu grupo de afinidade e preparar ações.

A lista dos temas serve como inspiração e não como limitação. (Aliás, muitos dos temas mencionados têm vários subtemas que merecem uma elaboração mais profunda.)»

domingo, 4 de março de 2012

Pela linha, pelo vale, pelo Tua

«Entramos na fase crítica para podermos travar uma das maiores atrocidades cometidas num dos mais belos rios de Portugal. Esta é uma luta que já dura há vários anos, contudo todos os esforços que têm sido feitos para preservar o Vale do Tua, a sua riqueza natural e cultural, têm sido contrariados pelas forças políticas e económicas que querem expropriar-nos de um bem comum universal.

A construção da barragem já começou! O Vale do Tua faz parte do Alto Douro Vinhateiro – Património Mundial da Humanidade que celebrou o 10° aniversário da classificação atribuída pela Unesco em Dezembro passado – e vê-se agora em risco de ser completamente destruído. Temos de agir. Temos de nos unir para preservar um Património que é nosso.

A construção da Barragem em Foz-Tua faz parte do Plano Nacional de Barragens, um plano energético concebido pelo Governo deposto que promulgou a construção de 10 Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico no país. Muitas das organizações da sociedade civil insurgiu-se contra este plano, que dá forma ao maior atentado ambiental a acontecer em Portugal. Apesar de todo o esforço feito por estas organizações, os interesses económicos que estão por detrás das construções das barragens têm ultrapassado todos os entraves colocados.

Precisamos de todo o apoio possível para parar a construção da barragem de Foz-Tua por isso apelamos à mobilização de todos para a defesa, preservação e valorização do nosso Património!!!

O dia 14 de Março é o Dia Internacional de Acção pelos Rios. O rio Tua, o rio Sabor, o rio Tâmega, os rios ameaçados não podem ser esquecidos. Queremos assinalar este dia com um evento em que a nossa voz se faça ouvir. Do dia 10 ao dia 18 de Março iremos organizar um acampamento pela preservação do Vale do Tua e pela censura pública dos promotores deste empreendimento.

Actua pelo Tua: o acampamento

Este acampamento pretende reflectir sobre o momento actual que vive Trás-os-Montes e, em especial, a Linha do Tua e ao mesmo tempo, partilhar a realidade, a cultura de uma comunidade que há muitos anos sente e vive o Vale do Tua. O acampamento será também uma ocasião para criar redes entre as pessoas, fortalecendo a aprendizagem entre todos e todas: a troca de experiências e difusão de informação sobre questões ambientais, sociais e políticas. Será também um espaço para acções de protesto, junto aos locais e com as pessoas afectadas pela construção da barragem, para exigir a suspensão imediata dos trabalhos de construção. Não podemos permitir que a construção da barragem condene a Região do Vale do Tua com a desclassificação do Alto Douro Vinhateiro e a submersão da centenária Linha do Tua. Caminhemos juntos contra a construção da Barragem da EDP!

Os danos irreversíveis

Os impactos que a construção da barragem vai provocar são inúmeros e irreversíveis. Entre eles contam-se:
  • o afogamento de uma linha de comboio com 125 anos, que tem a função de servir as populações locais ao nível de transporte de bens e pessoas, como tem também um potencial turístico enorme, e por isso de importante desenvolvimento económico e social;
  • a hipoteca causada a todas as gerações futuras pela construção da barragem: o PNB está previsto custar 16 mil milhões de euros ao Estado e ter uma produção de 0,07% que subtraindo os custos de produção e de transporte de energia e o aumento anual do consumo de energia é praticamente nulo;
  • as grandes barragens destroem irreversivelmente os solos agrícolas, os ecossistemas, as paisagens naturais e humanizadas, o património cultural, ou seja, a sustentabilidade social, ecológica, económica da região envolvente;
  • o Ministério da Economia e Emprego e o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, autorizaram à EDP o abate de mais de 1104 sobreiros e 4134 azinheiras em povoamentos e núcleos de valor ecológico elevado no Vale do Tua;
  • a desclassificação do ALTO DOURO VINHATEIRO – Património da Humanidade (ver relatório da ICOMOS sobre os impactos da barragem da EDP na Paisagem Cultural do Douro Vinhateiro, classificada como Património Mundial pela UNESCO);
  • a perda incomensurável de fluxo turístico, de identidade cultural e de criação de riqueza na Região;
  • a violação da Directiva Quadro da Água, um plano de acção da Comunidade Europeia para a protecção das águas.

Todas as mãos são bem-vindas! Não deixemos afundar o Vale do Tua!
Acampamento Actua 10 a 18 Março 2012 Foz-Tua
Concurso de Artes Actua pelo Tua // Exposição 14 Março // Inscrições Abertas
Contacto: acampamentoactua@gmail.com
Notícias: acampamentoactua.wordpress.com»


Mais em http://alinhaetua.blogspot.com/

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Planeta em Movimento

"Um dia para ir além dos combustíveis fósseis"

"Moving Planet é uma manifestação mundial que visa nos levar para além dos combustíveis fósseis e exigir soluções climáticas. Venha de bicicleta, patins, skate ou a pé. Venha com seus vizinhos e amigos, sua família e colegas de trabalho. Venha fazer parte de um grande movimento.

Porquê: por muito tempo os nossos líderes negaram e atrasaram, comprometeram-se e cederam. Essa era tem que chegar ao fim: está na hora de superarmos a crise climática e nos mexermos. " (Fonte: Moving Planet)

No passado mês de Outubro, no mundo inteiro, 7374 eventos marcaram o o 10/10/10  - Dia de Acção Climática, da campanha 350.org, numa chamada de atenção séria mas divertida para a necessidade de passarmos para além da nossa dependência dos combustíveis fósseis.

Este ano, a campanha, agora denominada MOVING PLANET está já marcada para o dia 24 de Setembro de 2011.

Em Vila Nova de Famalicão, não vamos deixar passar o dia em branco: a acção já está registada como "Planeta em Movimento Famalicão", embora ainda não esteja definida qual a acção. Poderá ser novamente uma caminhada, ou um passeio de bicicleta, ambos, ou mesmo outro tipo de acção. A decidir em grupo, mais tarde.

Em Portugal, estão também registadas mais duas acções locais: em Alcobaça (Associação A Rocha), e e Faro (Glocal Faro).

Para começar participar num evento, procure a sua localidade no Mapa de Acções, e se ainda não houver nenhuma, tome a iniciativa e registe-o em Começar uma Acção. Depois, é preciso arranjar um grupo para ajudar a organizar e divulgar. Ideias não faltam aqui, mas a sua criatividade pode acrescentar outras.
As alterações climáticas estão a alterar a face da Terra, com o degelo do Ártico, com a subida da água do mar, fazendo desaparecer zonas costeiras e mesmo países inteiros estão em risco, a seca, os fogos florestais, as tempestades e inundações cada vez mais devastadoras e frequentes, são evidências de um planeta em mudança. Irreversível? Talvez!

Os políticos mais poderosos estão reféns das pressões de grandes corporações, e preferem fazer de conta que as alterações climáticas não existem, ou que as mesmas não tem qualquer origem na actividade humana, ou mesmo achar que as sociedades se vão adaptar.
Por isso, cada vez é mais urgente e importante fazer alguma coisa para redução de consumos energéticos de fontes de combustível fósseis, porque só há outra coisa que move esses políticos, além do que está por detrás dos lobbies: a caça ao voto! Não podemos desistir de alterar os nossos comportamentos e de reivindicar!

Precisamos que os direitos das pessoas e da natureza estejam acima dos direitos dos poluidores.

sábado, 16 de abril de 2011

Acção pelas Sementes Livres


(A mensagem que se segue foi transcrita do site GAIA)
 
"As Jornadas Internacionais de Acção marcam o ponto alto da Campanha Europeia pelas Sementes Livres  que denuncia a revisão em curso da legislação europeia em matéria de produção e comercialização de sementes. Esta revisão vai favorecer a crescente privatização das sementes agrícolas por uma dúzia de multinacionais, com graves consequências para horticultores e agricultores pequenos e para a segurança e autonomia alimentares, não só na Europa como em todo o mundo.

O mercado das sementes é hoje um oligopólio, com dez empresas a controlar 67% do mercado global de sementes comerciais. Através da manipulação genética, as patentes e a cobrança de direitos para a reprodução de sementes estas empresas estão a condicionar a diversidade genética do nosso planeta.

Os tratados internacionais e a legislação europeia já estão a favorecer fortemente as variedades de sementes industriais em detrimento das variedades tradicionais e da diversidade fitogenética conseguida com o trabalho de homens e mulheres agricultores ao longo de séculos. A nova legislação a ser proposta pela Comissão Europeia em 2011 vem restringir ainda mais a acção do agricultor, obrigando a burocracias que na prática vão inibir a reprodução de sementes tradicionais.

A Campanha Europeia pelas Sementes Livres reclama o livre acesso às sementes, o apoio à preservação da diversidade agrícola e a proibição das patentes sobre plantas. As sementes são um bem comum e vital e não devem ser entregues à exploração exclusiva da indústria agro-alimentar."

Programa das Jornadas em Bruxelas:
Dia 17 de Abril - celebração das sementes e do mundo rural com um intercâmbio internacional de sementes, conferências e debates, música, filme e dança. Ver programa completo
Dia 18 de Abril - manifestação diante os escritórios das multinacionais de sementes e desfile até ao Parlamento Europeu para entregar a petição europeia pelas sementes livres.

Programa das Jornadas em Portugal:
Dias 16 e 17 de Abril - celebração das sementes e do mundo rural com oficinas sobre horticultura e preservação de sementes, tertúlias e círculos de conversas, trocas de sementes, trabalho na horta, música e filme em Almada, Braga, Cartaxo, Lisboa, Montemor-o-Novo e Porto. Ver programa completo
Dia 18 de Abril - Concentração nos Restauradores (LX) às 14.30 e desfile com teatro até à representação da Comissão Europeia para entregar a petição europeia pelas sementes livres.

Programa das Jornadas no Mundo:
Iniciativas organizadas no dia 17 de Abril em pelo menos 20 países. Ver programa das iniciativas no site da Via Campesina.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Contra a corrupção

A corrupção mina todos os dias a nossa confiança na democracia, nas instituições, na  justiça, na política, nas outras pessoas. A corrupção faz aumentar todos os dias o fosso entre ricos e pobres. Desde o grande "corrupto" que desvia grandes capitais, que suborna e se deixa subornar, até ao "jeitinho" ao amigo,  a corrupção premeia os que subvertem o sistema  a seu favor, deturpa e suga a economia, desmoraliza os honestos.

Para além de repensarmos os nossos valores e as nossas acções,  e de não participarmos nestes esquemas, podemos fazer algo mais contra a corrupção. Como por exemplo, assinar petições para uma legislação mais eficaz contra a corrupção. Ou denunciar.

Pode-se assinar a petição à Assembleia da República, on line desde o passado dia 13 de Outubro: Combate à corrupção através da consciencialização, informação, formação e educação, e que tem a seguinte redacção:

"Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República

A corrupção, por ser transversal e pelo modo como está disseminada e impregnada na sociedade portuguesa, afecta directamente e trava o desenvolvimento do país a todos os níveis. Todos os fenómenos e manifestações de corrupção – pequenos e grandes - prejudicam e lesam a nação: tornando a sociedade portuguesa menos fraterna e justa, e afectando a própria performance da democracia e exercício da cidadania dos portugueses. Importa definir exactamente o que é a corrupção, as suas razões e causas, como nos afecta e prejudica, e quão melhor poderá ser a nossa sociedade se a conseguirmos fazer diminuir.

Os signatários desta petição, conscientes de que a corrupção, nas suas várias manifestações, pode ser travada - principalmente pela informação, formação e educação - apresentam as seguintes propostas aos senhores deputados da assembleia da república, esperando que as possam discutir e propor:
•Uma sessão na Assembleia da República Portuguesa onde se debatam as raízes, os efeitos e as medidas para a diminuição dos fenómenos de corrupção (desde a pequena à grande corrupção);
•Criar campanhas de consciencialização e informação tendo como alvo todos os cidadãos, informando-os sobre o fenómeno da corrupção e suas implicações no estado da democracia e da sociedade portuguesa;
•Criar aulas de frequência obrigatória de cidadania para todos os anos de escolaridade onde se aborde e explane a temática da corrupção;
•Criar uma disciplina obrigatória em todos os cursos superiores de ética e deontologia profissional em que se aborde e explane a temática da corrupção. "

Stop Corruption - Assine a PetiçãoEstá também online uma petição europeia destinada a promover o combate à corrupção à escala global: STOP Corruption

"Como cidadão da União Europeia (UE), solicito que a Comissão Europeia e os Estados-Membros proponham legislação e avancem com mecanismos para lutar contra a corrupção em geral e, em particular, nas relações da UE com países terceiros."


Pode-se (e deve-se) denunciar os casos de fraude e corrupção, mas como, neste país de "brandos costumes", quem denuncia acaba sendo perseguido, ostracizado e tratado como criminoso, há agora pelo menos a hipótese de fazer uma denúncia anónima de casos de fraude e corrupção, através deste site do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) do Ministério Público.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

10/10/10 - Dia de Acção Climática

Faltam poucos dias para 10/10/10, dia escolhido pelo movimento 350.org para mostrar ao mundo que estamos prontos para soluções que invertam o sentido das alterações climáticas. São já mais de 6 mil eventos em 185 países registados no site 350.org. 
Para além da sensibilização da população, pretende-se enviar uma mensagem para a cimeira do México sobre Alterações Climáticas, a realizar em Dezembro: queremos um tratado justo, ambicioso e vinculativo!




Em Vila Nova de Famalicão, prepara-se uma caminhada de sensibilização (Caminhada pelo Clima Famalicão),
Em Faro, vão criar uma horta urbana na cidade (Faro que te quero verde)
Em Lisboa, a Quercus está a organizar um passeio de bicicleta (Venha pedalar por menos CO2!)

E muitas outras acções estão registadas por esse país fora (ver no mapa)

No caso de Famalicão, o registo é aconselhado, mas não necessário. Basta comparecer no Parque da Juventude às 09.30 do próximo Domingo. A Caminhada parte às 10:10h, e terá uma duração de cerca de 1h30 (são cerca de 5 km). O registo é aqui, e saiba mais aqui. O evento também está no Facebook, aqui.

Alguma notícias internacionais recentes sobre o evento global:
The Guardian: http://www.guardian.co.uk/environment/blog/2010/oct/04/10-10-campaign-events
The Huffington Post: http://www.huffingtonpost.com/2010/10/05/global-work-party-october_n_749594.html
CNN:  http://www.cnngo.com/mumbai/play/350orgs-global-work-party
Treehugger: http://www.treehugger.com/files/2010/10/350-work-party-10-10-10-top-events-inspire-action.php

"350.org é uma campanha internacional de bases que tem por fim mobilizar um movimento global de clima, unido pelo mesmo apelo à ação. Disseminando um conhecimento das bases científicas e uma visão partilhada de uma política justa, procuramos garantir que o mundo crie soluções corajosas e igualitárias para a crise climática. 350.org é um projeto independente e sem fins lucrativos."

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Está na hora de passarmos para além do petróleo!

Está na hora de uma nova era... a era pós-petróleo. Entre em acção e diga ao chefe executivo da Cairn Energy para PARAR com as perfurações no Árctico. Junte a sua voz, pois precisamos de muito barulho para mudarmos para uma nova era: "go beyond oil

Veja como pode participar aqui ou aqui.


Go beyond oil from Greenpeace UK on Vimeo.

sábado, 14 de agosto de 2010

10/10/10 - Dia de Acção pelo Clima

Os movimentos 350.org e 1010global preparam um dia de festa e trabalho a nível global para daqui a oito semanas - a 10 de Outubro - com o objectivo de chamar a atenção de todos e dos políticos para a necessidade de reduzir as emissões de gases com efeito estufa, a que chamaram 10/10/10 - Global Work Party ou Festa de Trabalho Global.

Por todo o mundo estão a ser organizadas acções para redução das emissões e eventos para o dia 10/10/10. A melhor maneira de explicar o objectivo, é transcrever o texto de Bill McKibben que consta da página de 350.org, e que deixo mais abaixo, a azul.

Atreva-se a organizar uma acção ou evento na sua localidade. Veja aqui as sugestões, ou use a sua criatividade.  Acabei de criar uma acção para  Vila Nova de Famalicão (veja mais aqui  e registe-se aqui). Faro também já tem lançada uma acção (registo aqui, mais informação aqui). Ainda há muito a fazer.



Tem sido um ano difícil: na América do Norte, petróleo se derramando no Golfo do México; na Ásia, algumas das mais altas temperaturas alguma vez registradas; no Ártico, o mais rápido derretimento de gelo oceânico alguma vez visto; na América Latina, uma quantidade recorde de chuvas vem fazendo derrocar encostas inteiras.

Por isso vamos fazer uma festa.

Marque 10/10/10 no seu calendário. É essa a data. O lugar é onde quer que você viva. E a ideia é fazer alguma coisa que ajude a dar resposta ao problema do aquecimento global na sua cidade ou comunidade.

Estamos chamando isso de Festa Global de Trabalho, com ênfase tanto na “festa” como no “trabalho”. Em Auckland, na Nova Zelândia, vai haver um gigantesco dia de conserto de bicicletas, par a ver se todas as bicicletas da cidade ficam em condições de voltar às estradas. Nas Maldivas, vão montar painéis solares no gabinete do Presidente. Em Kampala, no Uganda, vão plantar milhares de árvores, e na Bolívia vão instalar fornos solares para um gigantesco piquenique carbono zero.

Visto que já trabalhamos no duro para fazer telefonemas, enviar e-mails, petições e protestos para que os políticos se mexam, e eles não têm se mexido rápido o suficiente, agora chegou a hora de mostrar que realmente temos as ferramentas de que necessitamos para enfrentar a crise de clima de verdade.

A 10/10/10 vamos mostrar que temos as pessoas que podem fazer isto – mas precisamos de políticas de energía ousadas por parte dos nossos líderes políticos para fazer isto numa escala que realmente faça a diferença. O objetivo do dia não é resolver a crise de clima com um projeto de cada vez, mas enviar uma mensagem política bem definida: se nós podemos colocar mãos à obra, vocês também podem – no que diz respeito à legislação e aos tratados que tornarão todo o nosso trabalho mais fácil no longo prazo.

Você pode se inscrever para organizar um evento local em www.350.org/pt/oct10

Ou procurar um evento ao qual aderir em www.350.org/pt/map

E não se preocupe com a ideia de estar sozinho nesta festa: já existem 1077 grupos em 109 países de todo o mundo registrados para fazer alguma coisa nesse dia. Nós vamos tricotar tudo junto num poderoso mosaico de fotos, vídeos e histórias de todo o mundo. Você não vai querer perder.

Tem sido um ano difícil – mas pode ser um dia lindo no dez de outubro se todos trabalharmos juntos, e festejarmos juntos. E se fizermos a coisa bem feita, vamos conseguir dar um grande passo na direção das soluções políticas de que precisamos tão desesperadamente.
Em frente!


P.S.—Se você é um pouco tímido, ou se tem dúvidas
se consegue realmente fazer funcionar um negócio desses, veja essas fotos do Dia Global de Ação do ano passado. Houve 5200 manifestações em 181 países, o que quer dizer que teve muita gente como você percebendo como fazer a coisa funcionar!"

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Não desista de Portugal

Encontrei este texto chamado "Não desista do Brasil" de Robson Fernando no blogue parceiro Arauto da Consciência. Indo de encontro ao que eu penso e ao cansaço de um ano de trabalho que me deixou sem inspiração, e sendo um texto óptimo para deixar como reflexão enquanto faço uma pausa para descansar, não podia deixar de aproveitar a oportunidade de o deixar aqui, quase integral.

E basta substituir "Brasil" por "Portugal" ou "brasileiros" por portugueses", que o texto se adapta como uma luva ao meu país.  É um pouco comprido, mas vale bem a pena ler até ao fim!

«Não desista do Brasil   
por Robson Fernando

Esta mensagem é para você que, vendo tantos problemas sociais e políticos no Brasil e sem saber se há solução para eles, afirma que gostaria muito de ir embora e morar num país menos problemático. Para você que afirma algo como “O Brasil não tem mais jeito. Não dá para viver direito aqui. Quero fugir pra um outro país e viver mais dignamente.”

Diante de um cenário de violência em alta, distribuição indecente de renda, corrupção, promessas eleitorais descumpridas, ensino público caindo aos pedaços etc., realmente é sedutora a imagem de morar no Canadá, ou na Inglaterra, ou na Austrália, ou na Alemanha... longe do caos sociopolítico que nos tem como cativos. Mas pergunto: será que isso realmente é o melhor a se fazer?

Penso que o que faria uma pessoa voltar atrás de sua vontade emigratória seria que o Brasil se tornasse uma nação livre de tantos problemas, ou pelo menos com esses defeitos em um grau muito menor. Creio que você esteja concordando comigo. Mas como você espera que isso aconteça, se um número insuficiente de pessoas se engaja em tentar consertar nosso país?

De fato vemos, de um lado, governos que não cumprem o papel de trabalhar pelo povo, de assegurar o cumprimento e respeito dos direitos sociais que temos. Governos ocupados por pessoas que buscam interesses próprios, não o bem comum, e para isso promovem atos de negligência social, corrupção e atendimento de lobbies escusos.

Do outro, há um povo dormindo em berço esplêndido, esquecendo o que nossa Constituição diz sobre a cidadania ser fundamento da República brasileira e todo o poder emanar do povo. Uma população que não tem como costume exigir justiça social dos governantes, ou protestar contra quem lhe faz mal, preferindo aceitar o estado de coisas enquanto ele não se torna absolutamente insuportável. Há exceções, gente que faz valer seu atributo de cidadãos, mas ainda assim é muito pouca para melhorar substancialmente o Brasil.
Pergunto a você: quem te inspira mais? Aqueles que manifestam o desejo de se mudar para o exterior e esquecer os problemas de seu país de origem, ou os que trabalham duro e fomentam diariamente a esperança, a qual de tempos em tempos aflora em você e em outras pessoas, pelas mudanças de que a nação precisa? Quem dá mais motivos de apreciação? Cabe a você refletir.

Ir embora para outra nação por desistência da terra natal pode ser reconfortante, o El Dorado para quem tem condições de emigrar e construir uma vida lá fora. Mas fará mal para as pessoas que são deixadas para trás. Quando tomamos tal atitude, estamos demonstrando que não nos importamos com as pessoas que convivem conosco no nosso bairro, cidade, estado e país. Estamos mostrando, mesmo que não pensemos explicitamente assim, que não damos a mínima para o nosso próximo. Terminamos dando a ideia de que queremos mais que o Brasil e quem vive nele afundem longe de nós, com todos os seus problemas ditos insolúveis.

É de se pensar: se cem mil brasileiros, em vez de se manterem conformados ou se autoexilarem por desalento social, começassem a exercer seus potenciais com espírito de cidadão, fariam toda a diferença, mesmo nacionalmente. Nossa sociedade já se tornaria bem mais politizada do que é hoje, teria muito mais poder para reivindicar justiça social e até melhorar a vida de conterrâneos pelo voluntariado. A que população você preferiria pertencer? À de quem desligou todas as possibilidades de agir pelo bem do seu país por se exilar, ou à dos cem mil que transformaram sua indignação concentrada em cidadania ativa?

É de se considerar também que, em vários momentos da História mundial, muitas pessoas preferiram não só manter o apego fiel ao seu país e sociedade como também forçar melhorias no lugar onde viviam. Em vez de dizer “Eu queria muito ir embora daqui porque aqui não tem mais jeito”, disseram “Aqui é cheio de problemas, mas nós vamos fazer com que os resolvam”. Preferiram consertar a barca a abandoná-la furada.
(...)

É de se pensar também: esses países que os brasileiros vislumbram como um lar muito melhor do que o Brasil só se tornaram lugares dignos justamente porque seus cidadãos antepassados ou contemporâneos, em vez de pensar conformisticamente ou buscar autoexílio, lutaram pela dignidade, pelo direito de viver com decência. Não fossem essas lutas cidadãs, a tão desejada Europa ainda hoje estaria com sua população assalariada em situação de penúria e exploração; diversos países europeus e americanos ainda estariam sob jugo de ditaduras sangrentas; o Canadá e a Austrália seriam apenas colônias oprimidas da Grã-Bretanha, não países soberanos e livres – ainda que tendo mesmo hoje a rainha britânica como chefe de Estado.

Você então passa a querer perguntar a mim: “Como é que nós vamos resolver alguma coisa? Como vamos consertar esse país tão falho?”. O melhor a fazer é você começar a mudar o país iniciando o processo por VOCÊ MESMO. Desapegue-se aos poucos do costume de ver a programação fútil da televisão, que te induz à alienação e ao conformismo. Leia livros que te ensinem a compreender nossa realidade socioeconômica e política de uma forma diferente da que a TV nos induz a enxergar.

Em vez de sempre falar sobre as banalidades do dia-a-dia, sobre dinheiro, novelas, carros, música, celebridades etc., reserve um pouco de seu tempo para conversar com quem entende de política e sociedade. Procure também conhecer o trabalho de ONGs cidadãs, que atuam contra a violência, a corrupção, a miséria etc. e/ou a favor dos direitos humanos, do meio ambiente, dos animais, da educação, da democracia... Você poderá se interessar por alguma(s) e aderir a ela(s) como sócio ativo ou mensalista.

Dedique pelo menos um dia por quinzena para usar suas habilidades de trabalho para atividades de cidadania. Se você é webdesigner, crie voluntariamente um site para uma ONG ou um layout para um blog ciberativista. Se você é pintor, pinte cartazes de protesto contra algum mal que esteja prejudicando a sociedade, faça uma cotinha para imprimir cópias e distribua para as pessoas nos ônibus ou na rua. Se você trabalha escrevendo, escreva textos direcionados à conscientização das pessoas, os quais podem ser xerocados e distribuídos nas ruas, nas escolas e faculdades, no trabalho, na vizinhança... Se você tem alguma outra habilidade profissional, pense direitinho e procure saber como utilizá-la pelo bem comum.

Se você deseja um país melhor, precisa começar a mudá-lo de dentro para fora, a partir de você mesmo. Quanto mais pessoas assimilam a atitude de mudar o estado de coisas nesse sentido, maior é a população disposta a lutar pela cobrança de mudanças. Maior é a quantidade de gente suficientemente consciente para se habilitar a aderir a manifestações – não obrigatoriamente insurretas e violentas – em prol de forçar o poder público a se adequar a nossas necessidades e direitos. (...)»

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Responsabilidade

"As misérias do mundo estão aí, e só há dois modos de reagir diante delas: ou entender que não se tem a culpa e, portanto, encolher os ombros e dizer que não está nas suas mãos remediá-lo — e isto é certo —, ou, melhor, assumir que, ainda quando não está nas nossas mãos resolvê-lo, devemos comportar-nos como se assim fosse."

 José Saramago, La Jornada, México, 3 de Dezembro de 1998

Na minha opinião, José Saramago, para além de ser um bom escritor, era um bom pensador. Por isso, hoje não podia deixar em branco a sua partida, pelo que fui buscar este texto ao blogue "Outros Cadernos de Saramago", e que tem a ver com aquilo que por aqui se diz desde o início deste blogue.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A nossa voz é importante

É uma constatação que muitos fazem e que muitos outros não querem ver: a nossa sociedade está gravemente doente e está a fazer muito mal a todas as outras espécies que habitam o nosso planeta. Não é só o problema da crise económica que se vive em Portugal ou no mundo. É um problema muito mais vasto: a crise de valores e a consequente generalização da falta de respeito pelos outros e pela natureza, que actuam em benefício de grandes ganhos de poder e de dinheiro por parte de uma minoria que desconhece totalmente o sentido da palavra ética.

Possivelmente o colapso da sociedade para que caminhamos, e que parece inevitável, poderá mudar radicalmente a abordagem errada que fazemos do mundo. Mas será à custa de muitas mortes e sofrimento, a uma escala bem maior e aterradora que aquela que vemos pelos quatro cantos do mundo.

Não vejo capacidade de os governantes mundiais mudarem o estado de coisas, pois pertencem à sociedade mundial da cegueira de que fala Leonardo Boff, e são dominados pelos donos da economia: mega-corporações sem rosto com uma feroz sede de lucro e expansão, a todo o custo.

A actual possibilidade de comunicação através da internet, apesar dos seus erros, excessos e perigos, permite-nos estar a par de assuntos que são, infelizmente, ignorados pela comunicação social, mas sobretudo permite-nos muitas vezes, de uma forma rápida e fácil participar, divulgar e manifestar a nossa opinião sobre questões importantes.

Os casos dos blogues, das redes sociais, dos e-mails, e sobretudo das petições criaram uma nova força que há uma década ou menos era praticamente inexistente, e que consegue mexer com interesses instalados.

Se muitas das petições não chegam a lado nenhum, algumas têm dado os seus frutos. É o caso da Petição à Nestlé para parar de comprar óleo de palma derivado da destruição das florestas tropicais habitats dos orangotangos - a Nestlé ouviu e já começou a tomar medidas . Outro caso é a petição a favor da redução do número de deputados na Assembleia da República de 230 para 180, que começou como um grupo no Facebook, e que após 1 mês de ter sido colocada online já arrecadou mais de 58 mil assinaturas, tendo obrigado o Parlamento a discutir o assunto.

Uma voz não chega para fazer um coro, mas sem cada uma delas o coro não é de todo possível!