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quinta-feira, 22 de março de 2018

Fusão Bayer + Monsanto - uma triste realidade!

« Autorizada a fusão do diabo

Depois de piscar o olho à lógica e sociedade a Comissão Europeia fez o que sabe fazer melhor: cedeu aos interesses das grandes empresas e aprovou a fusão entre a Bayer e a Monsanto. 

Imagem obtida em Aventar
Ao afirmar que a relação de forças não vai ser afetada e que os europeus não têm nada a temer a Comissária Vestager responsável pela autorização parece ter perdido o sentido da realidade objetiva: não é só a Bayer e a Monsanto que se juntam, é também a Syngenta/ChemChina e a DuPont/Dow. 

As consolidações anteriores têm sempre levado a uma perda de poder dos agricultores, e nada evita que esta nova onda faça o mesmo. 

Imagem obtida em Labiotech
É como passar a ter 3 cabeças (que só pensam em dinheiro) a decidir o que é que toda a gente no mundo vai comer (resposta: OGM) e de que forma vai produzir a comida (resposta: com o máximo de pesticidas). 

Boa sorte a todos, que vamos precisar.»

Margarida Silva email ogm_pt de 22/3/2018

Continuamos com uma Comissão Europeia a dar mais vantagens às grandes empresas,  aos poderosos,  aos mais ricos, e a prejudicar o ambiente, aqueles que menos tem e os  querem viver do seu trabalho em paz,! 

Até quando vamos permitir isto?

sexta-feira, 9 de março de 2018

Não à "Baysanto", não à fusão Bayer+Monsanto

Em setembro de 2016, a mega-empresa química e farmacêutica Bayer anunciou que comprou a  Monsanto, mega-empresa agroquímica. Na realidade, trata-se de uma fusão , cujas consequências são gravíssimas para a saúde, a agricultura, a biodiversidade, o ambiente, pelo menos. Com a oposição de ativistas, e apesar de muito alheamento do público, até agora a dita "compra/fusão" ainda não está autorizada, mas a decisão está para breve. 

Como alguém escreveu:"uma vende os pesticidas e transgénicos que nos põe doentes, a outra vende os químicos para tentar curar".

Imagem daqui
Na realidade, ambas vendem pesticidas e ambas estão interessadíssimas em dominar a cadeia alimentar mundial através das patentes das sementes transgénicas, híbridas e mesmo algumas que existem naturalmente, eliminando a concorrência e eliminando toda a biodiversidade alimentar. 

Abaixo, algumas notícias e depoimentos sobre o assunto; no vídeo, o depoimento de um elemento da AVAAZ, sobre o que tem acontecido neste processo.

«Nova pesquisa mostra que os cidadãos estão contra a fusão planeada das gigantes do agronegócio Bayer e Monsanto, com uma maioria (54%) a responder que é "muito" ou "bastante importante" que a Comissão Europeia o impeça - mais de três vezes o número que o pensa não ser importante.»


«A Comissão Europeia vai ter de decidir sobre a fusão Bayer-Monsanto até 5 de abril deste ano. Se a autorizar, como tudo indica, será a luz verde para um nível superior de consolidação e controle genético, alimentar, de químicos e de informação agrícola na maior empresa agro do mundo. Os europeus, mesmo sabendo muito pouco sobre os detalhes do negócio, estão maioritariamente a favor da sua proibição - o que só mostra que têm juízo.»

Margarida Silva email ogm_pt, 1/3/2018

«Dezenas de pessoas manifestaram-se, este sábado, na cidade francesa de Lyon contra a fusão de dois gigantes mundiais das áreas da farmacêutica, dos pesticidas e da agricultura.

O projeto de aquisição da norte-americana Monsanto pelo grupo alemão Bayer precisa do carimbo da Comissão Europeia. A votação está prevista para 12 de março.

"O nosso combate prende-se com a saúde pública, com a biodiversidade e com os agricultores. Estamos a lutar contra os agroquímicos, contra a agroindústria, mas não contra os agricultores" refere um francês.

Preços inflacionados, menos qualidade e concorrência são algumas das preocupações manifestadas por Bruxelas com a aquisição. A fusão garantiria à Bayer e Monsanto 30 por cento do mercado mundial de sementes e 24 por cento dos pesticidas pondo em causa a política de livre concorrência, considerado um dos pilares da União Europeia.

No ano passado a Comissão Europeia autorizou duas megas fusões no setor agroquímico. Uma situação que os contestatários querem evitar que volte a ocorrer, desta vez, com a compra da Monsanto - produtora de sementes geneticamente modificadas - pelo grupo farmacêutico e agroquímico alemão Bayer.»
Euronews, 3/3/2018

domingo, 2 de outubro de 2016

Tribunal Monsanto

O Tribunal Monsanto é uma iniciativa internacional da sociedade civil com o objetivo de responsabilizar a empresa Monsanto por violações dos direitos humanos, por crimes contra a humanidade e contra o ambiente (ecocídio). 


«Juízes irão ouvir depoimentos de vítimas e emitir um parecer consultivo seguindo os procedimentos do Tribunal Internacional de Justiça

Em paralelo, uma Assembleia Popular oferece a oportunidade aos movimentos sociais para reunirem e planearem para o futuro que queremos. O Tribunal e a Assembleia Popular irão acontecer entre 14 e 16 de outubro de 2016, em Haia, Holanda.

«A Monsanto é uma das principais empresas promotoras do modelo agroindustrial que contribui, pelo menos, para um terço das emissões mundiais de origem antropogénicas dos gases associados ao efeito estufa. Ela é também, em grande parte, responsável pelo esgotamento dos solos e dos recursos hídricos, pela extinção de espécies e declínio da biodiversidade, e pelo deslocamento de milhões de pequenos agricultores/as em todo o mundo. Este é um modelo que ameaça a soberania alimentar dos povos ao patentear as sementes, privatizando a vida.» 

Quer que a Monsanto e a indústria biotecnológica sejam  responsabilizados pelos danos ambientais e na saúde que têm provocado? Apoie o Tribunal Internacional Monsanto aqui. Saiba mais sobre esta iniciativa em  http://pt.monsantotribunal.org/ e como pode ajudar aqui.

Fonte e mais informação em: http://pt.monsantotribunal.org/

terça-feira, 31 de maio de 2016

O Custo Humano dos Agrotóxicos (Pablo Piovano)

Numa altura em que na Europa se considera readmitir ou proibir o uso e venda do herbicida glifosato, era bom que os representantes dos estados Membros que irão decidir esta questão até 30 de junho, vissem com atenção  esta fotorreportagem de Pablo Ernesto Piovano, que mostra os efeitos dos pesticidas na Argentina.

Mais abaixo, a tradução do texto de Pablo Piovano na sua página.


El costo humano de los agrotóxicos - por Pablo Ernesto Piovano (Subtitulado: inglés) from Pablo Ernesto Piovano on Vimeo.


«Está à vista que ao longo do tempo e com o avanço da tecnologia e da "civilização" perdemos a memória do nosso antigo relacionamento com a natureza.

Custa a acreditar que uma grande parte dos alimentos que usamos diariamente são criados num laboratório e fumigados com produtos químicos altamente tóxicos.

Quando soube dos números terríveis do custo humano, decidi, de forma independente, documentar o impacto que os pesticidas estão a ter na saúde dos trabalhadores rurais. Na viagem percorri 6.000 quilômetros pelo litoral e norte da Argentina.

De acordo com a rede de médicos das aldeias pulverizadas com glifosato, o primeiro inquérito diz que são 13,4 milhões de pessoas afetadas. Quase um terço da população total.

Em algumas populações, e em menos de uma década, os casos de cancro em crianças triplicaram, e os abortos espontâneos e malformações congénitas aumentaram 400%.

Apesar da força desta realidade, não há nenhuma informação sistematizada a nível oficial.

Em 1996, a Argentina fez um acordo com a Monsanto para a comercialização da soja transgénica e para uso do glifosato, num procedimento rápido, sem análise científica e sem avaliação de danos humanos.

Imagem obtida em elfederal
A Argentina tornou-se um território de experimentação.

Em 2012, já existem 21 milhões de hectares plantados com sementes transgênicas.

Isto representa 60% da terra arável do país.

Em 2012, 370 milhões de litros de agroquímicos foram usados ​​em solo argentino. O glifosato e o 2.4D, um componente do agente laranja, são herbicidas de uso corrente no país.

Em junho de 2011, o glifosato foi incluído entre os Agentes de Contaminaçõo Orgânica Persistente pela Convenção de Estocolmo.

Na Argentina não existe nenhuma lei nacional que regule a utilização de herbicidas.

Em 2014 o lucro da Monsanto foi de cerca de 16 mil milhões de dólares.

Tudo isto ocorre no seio do silêncio cúmplice da maioria dos meios de comunicação.

Como resultado direto há povos indígenas deslocados, devastação de florestas nativas e contaminação ambiental.»


Pablo Piovano


domingo, 14 de fevereiro de 2016

Financiar a Monsanto?

Uma pergunta muito pertinente e importante do deputado do PAN na Assembleia da República, no dia 12/2/2016.

Sobre temas  muito desconhecido da maioria mas muitas vezes aqui falado (OGM ou transgénicos, multinacional Monsanto).

Infelizmente, a resposta dada não foi à pergunta colocada ...

domingo, 18 de maio de 2014

Marcha Mundial Contra a Monsanto 2014 - 24 de maio

Tal como em maio de 2013, em 24 de maio de 2014, ativistas de todo o mundo, em pelo menos 349 cidades, irão participar na Marcha Contra a Monsanto. As razões desta marcha são muitas, mas na sua essência, lutar contra a Monsanto é lutar pela soberania alimentar dos povos, pela liberdade das sementes, pela biodiversidade, pelo direito à informação transparente, contra os transgénicos, contra o monopólio e contra a corrupção.

A Monsanto, não é a única empresa que nos ameaça nestes aspetos, mas é a principal e a mais poderosa, pois detém cerca de 90% do mercado mundial das sementes transgénicas. Também fabrica o Roundup (glifosato),  herbicida muito usado sobretudo nos "seus" produtos transgénicos. Aliás, os mais conhecidos produtos da Monsanto até se chamam "Roundup Ready", isto é, estão prontinhos a apanhar com o herbicida, que tudo mata menos o transgénico. Só que a natureza também vai-se adaptando, e vão-se desenvolvendo "ervas" também resistentes ao Roundup, o que obriga a gastar mais herbicidas. Tudo isto é péssimo para a saúde, para o ambiente, para os ecossistemas, mas um excelente negócio para a Monsanto!

Para além disso, os novos transgénicos Bt trazem  "inseticida incorporado" nos seus genes: os insetos quando o tentam "comer" morrem! O mesmo deve acontecer às abelhas, não são elas insetos? E elas, nossas aliadas fundamentais que polinizam os nossos alimentos, continuam a desaparecer.

Para conhecer melhor o modo de funcionamento da empresa, nada como ver o filme "O Mundo Segundo a Monsanto".

Como vê, razões para participar nesta marcha não faltam. Se puder, não deixe de comparecer no próximo sábado:

Em Lisboa:  às 15 horas, no Largo Camões (https://www.facebook.com/events/685023721555788/)
No Porto: às 15 horas, na Praça Marquês de Pombal (https://www.facebook.com/events/1468119300085814/)
Em Coimbra: às 15 horas, na Praça da República (https://www.facebook.com/events/304268513071561/)
Em Santarém: às 15h30,  no Jardim da Liberdade (junto ao Arco)(https://www.facebook.com/events/1610657012492289)


Em São Paulo: às 16 horas , no Vão do Masp (https://www.facebook.com/events/265531686958337/)
No Rio de Janeiro: às 16 horas, em Copacabana, Posto 4 (https://www.facebook.com/events/243345272518189/)


Ou encontre um evento perto de si em : http://www.march-against-monsanto.com/p/blog-page_5.html

Saiba mais sobre esta marcha em:  http://www.march-against-monsanto.com/

sábado, 17 de maio de 2014

"O Mundo segundo a Monsanto"

Imagem daqui
Sobre a empresa Monsanto, já muitas vezes se falou neste blogue (e também no blogue Zona Livre de OGM).

Continuamos a saga, agora que se aproxima a Marcha Contra a Monsanto 2014.

Assim, novamente aqui fica o elucidativo filme "O Mundo segundo a Monsanto":



E mais umas ligações para uns artigos interessantes sobre essa empresa:

"O Mundo segundo a Monsanto", em Portugal Mundial, 28/05/2013:
http://portugalmundial.com/2013/05/o-mundo-segundo-a-monsanto/

"O lado mais sujo da Monsanto", em Outras Palavras, 11/08/2013:
http://outraspalavras.net/posts/o-lado-mais-sujo-da-monsanto/

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Transgénicos: a destruição da biodiversidade e da soberania

Imagem obtida aqui
No Ano Internacional da Agricultura Familiar (e sempre), é preciso ajudar as pessoas a perceberem a destruição que os transgénicos causam à agricultura familiar, à biodiversidade e à soberania alimentar. A "Segunda Revolução Verde", como lhe chama Vandana Shiva (no vídeo), liderada pela ambiciosa e perigosa multinacional Monsanto, é a antítese da agricultura familiar.

A ONU já comprovou que a agricultura familiar é a única que pode fazer frente à pobreza. Por outro lado, a agricultura dos transgénicos e dos agroquímicos irá agravar o fosso entre ricos e pobres, acabar com a soberania alimentar dos povos, tornando a Monsanto (e o séquito de empresas e bancos a ela associados) os donos do mundo. 

E enquanto alguns países percebem e expulsam a Monsanto, Portugal, Espanha, Argentina, Brasil e outros continuam a deixar que os seus campos, biodiversidade e população, sirvam servilmente a Monsanto e outras que tais (desculpem o pleonasmo, mas é a propositado).

Não duvidem:

Quem controla a produção alimentar, controla o mundo

Vejam o vídeo abaixo, parte final do documentário "O mundo segundo a monsanto" e bem esclarecedor, e espalhem a mensagem

domingo, 22 de dezembro de 2013

É preciso travar a contaminação com transgénicos


O uso de organismos geneticamente modificados (OGM ou transgénicos) coloca em sério risco a biodiversidade agrícola, para além de todos os problemas na saúde que começam finalmente a sair à luz do dia. Isto porque, além de os agricultores que optam por essa via deixarem de cultivar as variedades alimentares tradicionais adaptadas, a polinização pelo vento ou pelos agentes polinizadores faz-se a grandes distâncias, contaminando as culturas daquele que cultivam variedades não transgénicas. Trata-se de um verdadeiro ecocídio.


O caso do agricultor australiano Steve Marsh, que devido à contaminação com OGM, perdeu a certificação biológica, é apenas um entre muitos. Esta contaminação teve um impacto dramático sobre Steve e seus meios de subsistência, enquanto a Monsanto, por causa dos acordos firmados com cada agricultor GM, fica livre de qualquer responsabilidade, apenas ganha o lucro. Em vez de aceitar passivamente esta invasão, Steve decidiu tomar uma posição. Como o único caminho disponível,  ele  processou o seu vizinho por prejuízos e danos.

Como o processo judicial será muito caro, a "Safe Food Foundation", lançou uma campanha de angariação de fundos para ajudar nesta batalha, pois pretendem que este seja um caso "bandeira" para alertar o mundo dos perigos da contaminação com transgénico.  A primeira audiência no tribunal está marcada para fevereiro de 2014.

Este não é apenas o caso de Steve Marsh, é o caso de nós todos, que vemos ameaçada a nossa alimentação; por isso, a palavra-chave (hashtag) #IamSteveMarsh.

Veja o vídeo abaixo (tem legendas em espanhol e francês) e saiba como pode apoiar a causa de Steve Marsh aqui.



«Steve Marsh é agricultor e vive em Kojonup na Austrália Ocidental. Em 2010, ele perdeu a certificação biloógica (orgânica) quando a canola geneticamente modificada (OGM) do seu vizinho contaminou 70% da sua quinta. Numa estreia mundial, ele processou o seu vizinho por prejuízos, e se ele ganhar ele não só protege o seu direito de cultivar alimentos biológicos livres de OGM, como também protege os nossos direitos de comer alimentos livres de transgénicos.»

Fontes: Safe Food Foundation,  Steve Marsh Benefit Fund,  Help this farmer (facebook)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

"Seeds of Love" - mensagem de Vandana Shiva

Imagem obtida aqui
No vídeo abaixo, uma mensagem de Vandana Shiva no final de um ano de guerra contra a Monsanto e contra as novas e criminosas "leis das sementes". Uma luta que Vandana Shiva  empreendeu com a ajuda de muitas organizações e agricultores, a favor das sementes livres, da biodiversidade, da soberania alimentar dos agricultores e das populações, da democracia alimentar.


Ajudemos nesta luta contra a ditadura das grandes corporações, continuemos a semear, dar e trocar as variedades tradicionais, pois uma lei que proíbe isso, não é uma lei legítima. Apoiemos a agricultura ecológica e biológica, contra os transgénicos e o uso de venenos. E não nos deixemos enganar pelos estratagemas das grandes corporações que até controlam e compram as revistas científicas para que estas não publiquem (ou retirem) os artigos que denunciam os malefícios dos seus produtos, para a saúde (e para o ambiente); esses sim, verdadeiros atos terroristas. Como ela já disse numa das muitas vezes que aqui a trouxe, "Qualquer lei que se interponha no caminho do dever ecológico, social e ético de guardar sementes, nós temos de desobedecer! »

Vandana acaba a sua mensagem pedindo força nesta luta em 2014, e citando Rumi: 

"Nesta terra, neste campo imaculado, não plantaremos nenhumas sementes que não sejam as da compaixão e do amor".

sábado, 25 de maio de 2013

Marcha Contra a Monsanto, Porto, 25/5/2013

"Abaixo a Monsanto, Sementes Livres"


















Marcha contra a Monsanto - Será que nos importamos com a nossa soberania alimentar?

Hoje é o dia da Marcha Contra a Monsanto, a ocorrer em centenas de cidades do mundo.

Depois da mensagem de Vandana Shiva e da mensagem sobre as razões da Marcha Contra a Monsanto que já começou em algumas partes do mundo, apelo à vossa participação, com a esperança de que este dia marque um ponto de viragem na forma como passivamente as pessoas tem visto a sua liberdade de escolha ser eliminada pelas grandes corporações com a conivência dos governos.

«Será a indignação contra a "Lei de Proteção da Monsanto" um ponto de viragem no Movimento Alimentar?», como diz este artigo do Huffington post?

Será que nos importamos com a nossa soberania alimentar?

A Monsanto, sobretudo, mas também  outras empresas da biotecnologia e genética, têm imposto ao mundo  a alteração genética de plantas e mesmo animais. Não há estudos fidedignos suficientes sobre o impacto na saúde (estão a aparecer agora os primeiros estudos de médio prazo), o impacto na natureza e biodiversidade é assustador, o impacto na economia é devastador (as corporações ganham-no todo à custa da exploração dos agricultores), a liberdade de escolha das pessoas é seriamente diminuída pela falta de informação...


"CONTROLAR A ALIMENTAÇÃO PARA CONTROLAR O MUNDO": esse parece ser o lema e objetivo da Monsanto.


Entretanto, remeto para o vídeo que explica, num minuto, o que são OGM, e deixo aqui a compilação da Ana Teresa (que aqui deixou num comentário), que explica de forma muito clara o que são os transgénicos (e o que está por trás deles), e que está a ser usado num flyer nos Açores:


«Organismos Geneticamente Modificados, OGM ou transgénicos, o que são?

- São seres vivos, plantas, animais e microorganismos aos quais foram inseridos em laboratório e de maneira aleatória (não conseguem controlar onde os inserem), genes de outras espécies.

- Na natureza jamais ocorreriam estas modificações, por exemplo: soja e milho com genes de bactérias, tomates com genes de peixes, alfaces com genes de ratos, etc…

- Os OGM são ambientalmente perigosos, dado que as suas sementes têm contaminado as demais espécies tradicionais de modo incontrolável, apesar das margens de segurança que se impõem entre culturas. Detecta-se pólen a 2 000 m de altitude.

- Está provado que ao fim de alguns anos, os OGM provocam problemas de resistência a pragas, sejam plantas ou insectos. Outros, são aniquilados, tais como as abelhas, responsáveis por 80% da polinização. Os EUA têm vastos exemplos disto.

- Existem grandes indícios de efeitos negativos a longo prazo na saúde humana e animal, apesar destes estudos independentes não terem reconhecimento absoluto, devido ao enorme poder destas empresas. Os estudos que demonstram não haver efeitos negativos, são feitos pelas próprias empresas interessadas em vender.

- As poucas empresas, 6, que possuem milhares de patentes de OGM e as comercializam, têm vindo a comprar todas as outras empresas de sementes tradicionais. (Todas as sementes produzidas nestas culturas, são propriedade destas empresas)

- A maior delas é a Monsanto, que possui 90% do mercado (11 mil patentes), cujo historial de corrupção é vastíssimo. As outras são a Bayer, Syngenta, Dow, Basf e DuPont.

- Milhares de agricultores,tiveram os seus campos contaminados e foram obrigados a destruir as suas culturas e a indemnizar estas empresas, cujo objectivo é dominar o mercado mundial de sementes. Dar dinheiro a estas empresas, é deixá-las dominarem a nossa alimentação. Quem controla a alimentação, controla o mundo.

- As sementes tradicionais são a nossa herança genética e possuem um valor intrínseco incalculável. A humanidade tem-nas usado livremente há mais de 10 000 anos, mas esta liberdade está em risco…e tem-se vindo a perder milhares de espécies.

- Existe um enorme movimento de investigadores e populações contra estes organismos, mas os governos não têm conseguido aguentar as pressões de tão poderosas empresas.

- Curiosamente a Monsanto começou por vender os herbicidas Roundoup e Agente Laranja (este já proibido por ser extremamente tóxico, apesar de na década de 60 terem pulverizado milhares de pessoas com ele, causando imensas doenças), só mais tarde é que começou a vender as sementes das plantas desenvolvidas para sobreviverem ao Roundup.

- Não é uma questão de se estar contra a ciência, mas sim, contra os lucros exorbitantes sem qualquer ética e a perda da nossa auto-sustentabilidade alimentar.

- Com uma nova lei que pretendem aprovar, corre-se o perigo de que as práticas tradicionais dos agricultores se tornem ilegais e estas empresas, dentro da lei.

Procure na NET mais informação em http://www.stopogm.net  »


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Vandana Shiva: sobre a "Marcha Contra a Monsanto"

"A Marcha Contra a Monsanto é uma chamada para acabar com a ditadura sobre as sementes, sobre a vida, sobre a alimentação, e sobre a nossa liberdade" Vandana Shiva

Esta é a parte final da mensagem de Vandana Shiva no vídeo que se segue, e que aqui fica como complemento à mensagem anterior sobre a Marcha Contra a Monsanto, marcada para 25 de maio, no próximo sábado, em centenas de cidades do mundo inteiro.



quarta-feira, 22 de maio de 2013

Marcha contra a Monsanto - 25 de Maio, pelo mundo fora!

«Em 25 de maio, ativistas de todo o mundo vão-se unir na Marcha contra a Monsanto.

Por que marchamos?
  • Os estudos têm mostrado que os alimentos geneticamente modificados da Monsanto podem levar a condições graves de saúde, como o desenvolvimento de tumores cancerígenos, infertilidade e defeitos congénitos.
  • Nos Estados Unidos, a FDA, a agência encarregada de garantir a segurança alimentar para a população, é dirigida por ex-executivos da Monsanto, e nós achamos que é um questionável conflito de interesses que explica a falta de investigação conduzida pelo governo sobre os efeitos de longo prazo dos produtos GM (geneticamente modificados).
  • Recentemente, o Congresso dos EUA e o presidente aprovaram a chamada "Lei de Proteção Monsanto" (Monsanto Protection Act), que, entre outras coisas, impede os tribunais de travar a venda de sementes geneticamente modificadas da Monsanto.
  • Por tempo demais, a Monsanto tem beneficiado dos subsídios corporativos e favoritismo político. Os agricultores biológicos e pequenos agricultores sofrem perdas enquanto a Monsanto continua a forjar o seu monopólio sobre a oferta alimentar mundial, incluindo os direitos exclusivos sobre patentes de sementes e composição genética.
  • As sementes transgénicas da Monsanto são prejudiciais ao meio ambiente; por exemplo, cientistas indicaram que têm contribuído para o “Colony Collapse Disorde” entre a população mundial de abelhas do mundo ((desaparecimento das abelhas).

Quais são as soluções que defendemos?
  • Votar com a moeda, comprando produtos biológicos e boicotando as empresas propriedade da Monsanto que usam transgénicos em seus produtos.
  • A rotulagem de transgénicos para que os consumidores possa facilmente tomar essas decisões informadas.
  • A revogação das disposições relevantes da "Lei de Proteção Monsanto"
  • Apelar para a pesquisa científica sobre os efeitos na saúde dos OGM.
  • Responsabilizar os executivos da Monsanto e políticos que apoiam a Monsanto, através da comunicação direta, do jornalismo de bases, meios de comunicação social, etc.
  • Continuar a informar o público sobre os segredos de Monsanto.
  • Ir para as ruas para mostrar ao mundo e à Monsanto que não vamos aceitar essas injustiças pacificamente.

Nós não queremos o clientelismo. Nós não queremos o veneno. É por isso que vamos na Marcha Contra a Monsanto.»



Veja neste site os locais onde estão organizadas as marchas pelo mundo fora no próximo sábado; ou neste calendáriohttp://bit.ly/16W7tAO

Em Portugal e no Brasil estão agendadas:

Portugal
Brasil
Para saber mais sobre a Monsanto, pode começar por aqui. A ética é algo que esta empresa desconhece de todo. Precisa urgentemente de ser travada na sua ambição de controlar todos os alimentos do mundo!


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Monsanto vs Mãe Terra - petição Avaaz

Imagem de Fiestoforo
 Petição Avaaz 


Aos governos da Alemanha, França, Holanda e todos os países signatários da Convenção Europeia de Patentes:

«Enquanto cidadãos preocupados, instamos aos senhores que assumam a liderança para consertar a lei de patentes europeia clamando ao Conselho Administrativo da Organização Europeia de Patentes que preencham os buracos de legislação que permitem às grandes empresas privadas patentearem as variedades de plantas e os métodos tradicionais de produção de alimentos. Proteções e proibições claras e efetivas são necessárias para proteger os consumidores, produtores agrícolas e criadores do controle das corporações sobre nossa cadeia de produção alimentar.»

Assine aqui

«É inacreditável, mas a Monsanto e outras empresas deram as caras novamente. Essas empresas de biotecnologia sedentas por lucro acharam uma maneira de ter 'propriedade' exclusiva sobre algo que pertence a todos nós: nossa comida! Eles estão tentando adquirir patentes sobre os vegetais e frutas mais usados em nosso dia-a-dia, como pepinos, brócolis e melões, forçando os produtores a indenizá-los para produzir esses alimentos e podendo processar tais produtores caso eles não os indenizem.

Mas podemos impedí-los de comprar a nossa Mãe Terra. Empresas como Monsanto descobriram falhas na legislação Europeia para se dar bem, portanto precisamos fechar esses buracos antes que eles criem um perigoso precedente global sobre as patentes. Para isso, precisamos que países como Alemanha, França e Holanda -- onde a oposição está ganhando corpo -- peçam uma votação para acabar com os planos da Monsanto. A comunidade da Avaaz já mudou o curso de decisões de governos antes, e podemos fazer isto novamente.

Muitos fazendeiros e políticos já são contra -- só precisamos agora adicionar um pouco do poder popular para colocar pressão nestes países e manter as mãos da Monsanto longe da nossa comida. Quando chegarmos a 1 milhão de assinaturas, a Avaaz pressionará os políticos a pedirem uma votação, e entregaremos nossa mensagem em uma impactante ação presencial na frente de toda a mídia. Assine agora e compartilhe com todos para assim criarmos o maior protesto em defesa dos alimentos que já existiu.»

Fonte: AVAAZ

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A consolidação do oligopólio das sementes

O texto que se segue é a tradução (possível) do abstract e de parte das conclusões do artigo de Philip H. Howard "Visualizing Consolidation in the Global Seed Industry: 1996–2008", publicado na revista Sustainability em 8 de Dezembro de 2009 (as imagens são do mesmo artigo).

"Visualizando a consolidação na indústria global de sementes"
por Philip H. Howard (extracto)

«A indústria de sementes comercial sofreu uma enorme consolidação nos últimos 40 anos, desde que as  corporações transnacionais entraram neste setor da agricultura, e adquiriram ou fundiram-se com as empresas concorrentes. Esta tendência está associada a impactos que restringem as oportunidades para a agricultura renovável, tais como reduções nas linhagens de sementes, e um declínio da popularidade da preservação de sementes. Para uma melhor caracterização da atual estrutura da indústria, as mudanças de propriedade entre 1996-2008 são representadas visualmente com gráficos  informativos. Desde a comercialização de cultivos transgénicos em meados dos anos 1990, a venda de sementes tornou-se dominada globalmente pela Monsanto, DuPont e Syngenta. Além disso, as maiores empresas estão cada vez mais ligadas em rede através de acordos de cross license para caraterísticas de sementes transgénicas.



Este artigo utilizou informação gráfica para visualizar a extensão de fusões, aquisições e joint ventures que ocorreram desde meados da década de 1990. Também são ilustrados os acordos de licenciamento cruzado entre as Seis Grandes  (Big Six) corporações para partilhar caraterísticas transgénicas. (…) 




(...) Essas teorias ajudam a explicar por que a consolidação da indústria de sementes está se a expandir rapidamente em novas direções, horizontal, vertical e globalmente.

O resultado é o aumento do poder de monopólio / oligopólio e a diminuição do número de empresas transnacionais. Essa concentração de poder é fundamentalmente incompatível com  práticas agrícolas renováveis que são barreiras de grande escala à acumulação de capital, como preservar e replantar de sementes.

Aumentar as oportunidades para a agricultura renovável requer a inversão destas tendências, mas tal reversão é improvável, a menos que grandes mudanças políticas e económicas sejam proclamadas.

Uma mudança que iria atrasar a consolidação seria o reforço da aplicação das legislação antitruste (…)

Outra possibilidade seria a de erguer obstáculos muito mais fortes à acumulação acabando com a prática de concessão de patentes de organismos vivos .

Uma terceira possibilidade seria um aumento nos esforços por parte dos agricultores e não-agricultores aliados para resistir às grilhetas das cadeias das corporações  agrícolas, e criar alternativas ao oligopólio a produção de sementes.

Os exemplos incluem: escolher uma agricultura com práticas que tentam minimizar as entradas externas (por exemplo, agricultura ecológica, biodinâmica, biológica) e aumentar a procura dos consumidores por estes produtos; decisões de empresas de sementes independentes em cessar a distribuição de variedades de sementes propriedade da Monsanto; e esforços populares esforços para conservar a biodiversidade das sementes.

Todos esses esforços beneficiariam de uma maior sensibilização do público para as recentes tendências na indústria global de sementes, e sua importância.

Comunicar esta informação a públicos mais amplos através da visualização pode, portanto, dar um contributo importante para o seu sucesso.»

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Monsanto, abelhas, transgénicos, venenos e hipocrisia

Monsanto, a empresa gigante de biotecnologia, que tem sido acusada de contribuir para a redução da população de abelhas, comprou uma das principais organizações de pesquisa do desaparecimento das abelhas (colony collapse disorder - CCD), a Beelogics, em Setembro de 2011.

Recentemente, o milho geneticamente modificado da Monsanto (MON810) foi banido da Polónia pelo facto de o seu pólen causar efeitos devastadores na população de abelhas.
Em França o milho da Monsanto foi proibido a partir de 2012. 
Na Hungria, as sementes geneticamente modificadas são agora proibidas pela nova constituição.
Para além da França e da Hungria, o milho transgénico MON810 é já proibido em mais 7 países europeus (Alemanha, Áustria, Grécia, Luxemburgo, Bulgária, Itália e Polónia)
Na Alemanha, na Roménia e na Suécia, o cultivo de transgénicos tem diminuído significativamente. 
Portugal  e Espanha, são os únicos países da Europa onde tem aumentado o cultivo de milho transgénico.

"É evidente que a Monsanto está sob fogo sério devido ao seu papel no desaparecimento desses insetos vitais. É, portanto, bastante claro por que a Monsanto comprou uma das maiores empresas de pesquisa de abelhas do planeta."  (Natural Socitey)

Nada que me admire, sabendo como funciona a Monsanto, a criadora do agente-laranja e do herbicida roundup, a detentora de 90% do mercado de sementes transgénicas, a causadora de destruição ambiental, de poluição e envenenamento, de propaganda enganosa, mentiras e hipocrisia, de ruína de agricultores americanos, de suicídio de agricultores indianos. A empresa é tão conceituada que até já tem direito a página no facebook "Millions against Monsanto". Acabo deixando um documentário elucidativo de 2008: "O Mundo segundo a Monsanto", e voltando a fazer a pergunta retórica: A falta de ética compensará até quando? 
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