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segunda-feira, 29 de abril de 2019

Nosso Futuro Zero Emissões (por Jeffrey D. Sachs)

«A solução para as alterações climáticas induzidas pelo homem está finalmente à vista. Graças aos rápidos avanços nas tecnologias energéticas sem emissões de carbono e nos sistemas alimentares sustentáveis, o mundo pode acabar com as emissões de gases com efeito de estufa até meados do século, com poucos custos acrescidos (ou mesmo nenhum), e com benefícios decisivos para a segurança e para a saúde. 

Imagem obtida aqui
O principal obstáculo é a inércia: os políticos continuam a favorecer a indústria de combustíveis fósseis e a agricultura tradicional, sobretudo por ignorância ou por interesse.

A maior parte do aquecimento global e uma grande parte da poluição do ar resulta da queima de combustíveis fósseis. carvão, petróleo e gás.. A outra grande fonte de destruição ambiental é a agricultura, incluindo a desflorestação, o usos excessivo de fertilizantes e as emissões de metano do gado.

O sistema de energia deve mudar dos combustíveis fósseis altamente poluentes para fontes de energia limpas, sem emissões de carbono, como a energia eólica e solar, e o sistema alimentar deve mudar de grãos e gado para produtos mais saudáveis e nutritivos.

Essa transformação combinada da energia e dos alimentos faria com que as emissões líquidas de gases de efeito de estufa caíssem para zero em meados do século e se tornassem depois negativas, já que o dióxido de carbono na atmosfera é absorvido pelas florestas e solos.

Atingir emissões líquidas zero em meados do século, seguidas de emissões negativas, asseguraria provavelmente a meta de limitar o aquecimento global a 1,5ºC em relação à temperatura pré-industrial. De forma alarmante, o aquecimento já atingiu 1,1ºC e atemperatura global está a aumentar 0,2ºC por década.

É por isso que o mundo deve atingir emissões líquidas zero em 2050, o mais tardar.
A mudança para energia limpa evitaria centenas de milhares de mortes por ano causadas pela poulição do ar, e a mudança para dietas saudáveis e ambientalmente sustentáveis poderia prevenir cerca de dez milhões de mortes por ano.

Imagem obtida aqui
Uma mudança de baixo custo para a energia limpa é agora viável para todas as regiões do mundo, devido à descida acentuada do custo da energia solar e eólica e aos avanços no armazenamento de energia.   Os custos totais do sistema de energia renovável, incluindo transmissão e armazenamento, são agora mais ou menos equivalentes aos dos combustíveis fósseis. 

No entanto, os governos continuam a subsidiá-los, como resultado do lóbi incessante das grandes empresas do setor e da falta de planeamento para alternativas renováveis.
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Com a transformação dos nossos sistemas energéticos e alimentares, podemos desfrutar de energia de baixo custo e dietas saudáveis e satisfatórias, sem arruinar o meio ambiente. Os jovens que se manifestaram pela segurança climática já fizeram o seu trabalho. Políticos como Trump e Bolsonaro precisam de fazer o deles ou desimpedir o caminho.»

JEFFREY D. SACHS, abril 2019

Extraído de "O nosso futuro descarbonizado", Jornal de Negócios 29/4/2019 (tradução de Rita Faria)
Original: "Our Zero-Emission Future", Apr 15, 2019 JEFFREY D. SACHS, Project Syndicate

domingo, 26 de abril de 2009

2050 - O Clima do Futuro

Vi esta noite, na RTP2, o documentário "2050 - O Clima do Futuro". Baseado no relatório do Pentágono de 2004 e no 3º relatório do IPCC das Nações Unidas, de 2007, e com testemunhos de muitos especialistas em alterações climáticas, o documentário mostra bem o carácter de urgência com que temos de enfrentar as alterações climáticas.



Para quem não viu, fica aqui o documentário integral, no seu original "2050 - How Soon Is Now?". Não, não é alarmista, é realista, e evidencia de uma forma clara como as alterações climáticas estão a acontecer e vão piorar, e como poderemos minorar o seu impacto: apenas consciencializando as populações conseguiremos chegar aos seus governos, de forma a que estes possam agir concertadamente.

O documentário também aborda temas polémicos como a emigração, o terrorismo e o uso da energia nuclear. E, no fim, Ragendra Pachauri conclui:

"Estão a ocorrer alterações climáticas provocadas pelo ser humano. É uma ameaça para a humanidade. É uma ameaça para todas as formas de vida."