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sexta-feira, 18 de maio de 2012

PARE, ESCUTE, OLHE

PARE, ESCUTE, OLHE: um belíssimo e importante documentário de Jorge Pelicano!

Fotografia de Leonel de Castro obtida aqui
"SINOPSE
Dezembro de 91. Uma decisão política encerra metade da centenária linha ferroviária do Tua, entre Bragança e Mirandela. Quinze anos depois, o apito do comboio apenas ecoa na memória dos transmontanos. A sentença amputou o rumo de desenvolvimento e acentuou as assimetrias entre o litoral e o interior de Portugal, tornando-o no país mais centralista da Europa Ocidental.
Os velhos resistem nas aldeias quase desertificadas, sem crianças. A falta de emprego e vida na terra leva os jovens que restam a procurar oportunidades noutras fronteiras. Agora, o comboio que ainda serpenteia por entre fragas do idílico vale do Tua é ameaçado por uma barragem que inundará aquela que é considerada uma das três mais belas linhas ferroviárias da Europa.

PARE, ESCUTE, OLHE é uma viagem por um Portugal profundo e esquecido, conduzida pela voz soberana de um povo inconformado, maior vítima de promessas incumpridas dos que juraram defender a terra. Esses partiram com o comboio, impunes. O povo ficou, isolado, no único distrito do país sem um único quilómetro de auto-estrada."


domingo, 18 de março de 2012

"Comboios com pouca terra"

Imagem obtida em:
http://acampamentoactua.wordpress.com/   
Mais abaixo, o programa do Biosfera de 08/02/2012 sobre o que está a acontecer aos comboios em Portugal. A seguir, um texto de Pedro Jorge Pereira, enviado pelo próprio, por e-mail:

«Numa altura em que decorre o AcTua, uma acampamento repleto de actividades pela salvaguarda do valiosíssimo património natural e cultural do Tua, seriamente ameaçado de destruição pela barragem que a EDP se encontra já a construir, parece-me extremamente oportuno lançar esta reflexão sobre a situação dos transportes em Portugal nomeadamente sobre a forma como o "caminho-de-ferro" tem vindo a ser sistematicamente destruído pelos sucessivos governos e entidades coniventes afins.

É um crime inqualificável e revelador de uma total ausência de visão estratégica, explicada talvez por uma política de favorecimento tácito dos lobbies rodoviários e das grandes construtoras (a quem têm sido atribuídos contractos milionários para construção de auto-estradas, e somos já um dos países do mundo com maior extensão de auto-estradas por habitante!).

Por isso mesmo, e por uma cidadania activa, lanço aqui esta reflexão, pois o silêncio que "reina" nos media sobre esta assunto, e a quase total de debate público sobre o mesmo, são alguns dos principais motivos que explicam a situação ter chegado a este estado de gravidade e ostracismo do transporte ferroviário em Portugal.»