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quarta-feira, 22 de março de 2017

Ouro Azul

No Dia Mundial da Água 2017, volta aqui o  documentário Ouro Azul - As Guerras Mundiais pela Água (Sam Bozzo, 2008), que nos mostra uma visão integrada da situação dramática da água potável no mundo. 

Com testemunhos de Wangari Maathai,  de Ryan e de Vandana Shiva, entre muitos outros, vemos como o novo colonialismo das corporações (grandes multinacionais) tem uma sede de morte para privatizar a água

e como o o banco mundial desempenha o papel de lobo com pele de cordeiro nesta guerra! 

sábado, 22 de março de 2014

Dia Mundial da Água 2014: "Água e Energia"

Este ano. a ONU decidiu atribuir o tema "Água e Energia" ao Dia Mundial da Água, que se celebra a 22 de março.

Imagem retirada daqui
Num blogue cuja imagem simbólica é pedrada na água (não só pelo efeito da propagação das ondas de uma pequena pedra que embate na água, como pela importância intrínseca da água na vida), não queria deixar este dia em branco, mesmo apesar da falta de disponibilidade dos últimos tempos.

Água e energia são abundantes no nosso planeta. Mas a sua disponibilidade ou acessibilidade são extremamente díspares entre locais e populações. Por isso, apesar da sua abundância, a escassez de água potável no mundo aumenta à medida que aumenta a população e o efeito das alterações climáticas. A energia do sol é abundante, mas a escassez da energia solar acumulada por milénios (combustíveis fósseis) aumenta à medida que se esgotam as reservas e aumenta a procura. Água e energia são as fontes da vida, bens preciosos demais para serem desperdiçados ou disputados da forma predadora das últimas décadas.


A água tem sido a maior força motriz no fabrico energia renovável, mas quantas vezes a  preços tão elevados que uma pequena dose de bom senso travaria. A mania das grandezas e a oportunidade das negociatas apaga qualquer pequena dose de bom senso que podia existir.  Muitas e pequenas unidades hidroelétricas, sem a necessidade de interrupções do curso dos rios, sem alagamento de terras, sem eliminação de comunidades e e de espécies, são uma alternativa bem menos impactante às grandes barragens.

Assim, dedico este "post" neste Dia da Água e Energia a todos aqueles que têm lutado contra a imposição de barragens aberrantes para a biodiversidade, para a paisagem, para o ordenamento do território e para as comunidades, nomeadamente aquelas que aqui já foram faladas, como as barragens do Baixo Sabor e do Foz do Tua  no norte de Portugal, e a megalómana barragem de Belo Monte, na Amazónia, Brasil.

 Rio Sabor, zona prestes a ser inundada com a barragem quase pronta (foto minha, nov 2013)
Rio Tua e Linha do Tua, zona a ser inundada com a futura barragem (foto minha, nov 2013)




Mapa da Zona da Amazónia afetada pela barragem de Belo Monte, na Volta do Rio Xingu, obtida aqui
Cartoon obtido aqui

sexta-feira, 22 de março de 2013

Dia mundial da água 2013 - remunicipalização

Enquanto o governo de Portugal e a Comissão Europeia fazem tudo para nos impor a privatização da água, várias cidades do mundo onde a água foi privatizada constataram o erro e conseguiram reverter a situação remunicipalizando a água (ver vídeo a seguir). Bem a propósito do Dia Mundial da Água (22 de março) e do Ano Internacional de Cooperação pela Água (2013), e da Década Internacional para Ação “Água, Fonte de Vida” (2005-2015).
Da minha parte,  não vislumbro em que parte privatizar tem a ver com cooperar, pois parecem-me antónimos! 



Se acha que a gestão da água deve ser pública, assine:
Veja o caso de Barcelos e Marco de Canaveses no blogue O Único Planeta que Temos, no post de hoje também dedicado à água: Privatização da Água Desastrosa para os Portugueses

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dia Mundial da Água 2012 - Água e Segurança Alimentar

Este ano, o Dia Mundial da Água é dedicado ao tema "Segurança Alimentar". De acordo com a FAO, "Segurança Alimentar existe quando toda a gente, a todo o tempo, tem acesso a alimentação segura, nutritiva e suficiente para satisfazer as suas necessidades e preferências alimentares para uma existência activa e saudável".  E se não há qualquer dúvida de que a água é essencial para a vida e para a produção de alimento, a quantidade de água que é necessária para produzir alimentos varia muito de alimento para alimento.

Imagem obtida em Planeta Sustentável 
Em média, precisamos de ingerir 2 a 4 litros de água por dia. Mas a água "virtual" que ingerimos num dia anda entre os 2000 e os 5000 litros. A Água Virtual de um produto ou serviço é a quantidade de água necessária para produzir esse produto, e inclui a soma de toda a água usada em toda a cadeia de produtiva.

E se para produzir uma fatia de pão são precisos 40 litros de água, para produzir um bife de vaca de 100 gramas são precisos cerca de 1700 litros de água.

Porque a água potável é um bem cada vez mais escasso e precioso, tenha também em conta o gasto de água na produção de alimentos quanto escolhe a sua alimentação.

terça-feira, 22 de março de 2011

Dia Mundial da Água 2011 - "O Poço de Ryan"

Hoje é o Dia Mundial da Água, e para comemorar escolhi contar a história de um menino canadiano  e 6 anos que não se conformou com a morte de tanta gente em África por falta de água potável.  Um exemplo de como a atitude e persistência de uma criança pode mudar a vida a meio milhão de pessoa. É a história de Ryan Hreljac, hoje com quase 20 anos.


Ryan Hreljac nasceu no Ontário, no Canadá, em 1991.
Quando tinha 6 anos, uma conversa com a professora da escola primária mudou-lhe a vida. Ela falou na aula das pessoas pobres de África. Contou, entre outras coisas, como elas passam por grandes dificuldades para disporem de água potável e terem acesso a poços. Acrescentou ainda a professora que, sem água potável, as pessoas, e especialmente as crianças, podem ficar doentes e, até, morrer.

Ryan Hreljac, apesar de ter 6 anos e muita vontade de brincar, naquele dia ia a caminho de casa a pensar. Passava em frente de um fontanário em que a água estava horas e horas, sem parar, a correr. E, lá na África, as crianças da sua idade tinham de andar quilómetros e quilómetros, durante horas, para levar uns cinco litros de água para casa. Foi ter com a mãe e disse-lhe:
– Mãe, quero comprar um poço de água para as crianças de África. A professora disse que custava 70 dólares.
Mas a mãe não lhe deu o dinheiro sem mais. Combinou com o filho que ele fazia algumas tarefas em casa e que receberia por isso. Quando juntou os 70 dólares, Ryan foi com a mãe à sede da WaterCan, uma ONG que perfura poos em África. Ao ser atendido, ele recebeu uma novidade que podia tê-lo assustado: abrir um poço não custava 70 dólares, mas dois mil dólares. E a mãe também lhe disse:
– Filho, não posso dar-te todo esse dinheiro, nem que limpasses a casa toda a vida.
Mas o pequeno Ryan não se rendeu. E prometeu ao senhor que os atendia:
– Vou voltar!

Ryan Hreljac animou os irmãos, vizinhos e amigos a trabalhar como ele. Com horas de trabalho e venda de produtos, entre todos, conseguiram juntar 700 dólares. E Ryan foi ter com a WaterCan triunfal. E a ONG canadiana comprometeu-se a juntar o que faltava.

Em 1999, a WaterCan abriu o poço financiado por Ryan Hreljac, os seus irmãos, vizinhos e amigos, numa aldeia do Norte do Uganda. A água começou a jorrar perto da escola primária de Angolo.
Nesse mesmo ano, Ryan Hreljac criou a fundação Ryan’s Well (o Poço de Ryan). Desde então já permitiu a mais de quinhentas mil pessoas terem acesso a água potável.

Agora com 19 anos, Ryan continua a recolher fundos e a viajar por todo o mundo solicitando apoios.
Ele diz que, a partir o momento em que começou a fazer algo pelas crianças de África, entendeu a razão de ter nascido:
– Esta experiência ajudou-me muito. Aprendi que somos todos iguais. Aprendi que as crianças precisam de certas coisas para viverem com saúde e felizes, independentemente do lugar onde vivem. Precisam de alimentos suficientes para comer e de água para sobreviver. Precisam de ter condições para ir às aulas e oportunidades para brincar e divertir-se. Robustos e bem preparados, também eles poderão ajudar a Humanidade inteira.

E, de facto, foi o que aconteceu com os alunos e restante pessoal da escola primária de Angolo, no Uganda. Decidiram que também eles podiam partilhar algo. E, voluntariamente, durante cinco dias, no horário pós-escolar, vão ajudar os idosos e os doentes com sida.
Há crianças que lhe perguntam o que podem partilhar, se têm apenas o mínimo. E Ryan responde com a sabedoria que aprendeu da atitude da mãe quando ele tinha 6 anos:
– Dá apenas um pedacinho. Pensa no que tens, no que queres e naquilo de que precisas realmente… e terás a resposta." 

A Ryan's Well Foundation, já com mais de 10 anos, "é uma família de pessoas comprometidas em proporcionar o acesso à água potável e ao saneamento como um meio essencial para melhorar a vida das pessoas no mundo em desenvolvimento".

Todos podemos participar em algo maior que nós próprios e fazer a diferença. Por pequena que seja, é sempre valiosa para alguém. Nem que seja participar na campanha global da End Water Poverty no âmbito do Dia Mundial da Água 2011: