domingo, 8 de dezembro de 2019

Chomsky & Mujica

CHOMSKY & MUJICA” é um documentário do jovem realizador mexicano Saúl Alvidrez, que nos brinda com um  encontro de sabedoria: junta um dos pensadores mais importantes dos tempos atuais, Noam Chomsky, e o político mais querido do mundo,  Pepe Mujica.

«Este documentário é especialmente dirigido às gerações mais jovens, sendo uma bela e urgente mensagem de humanidade. Explora o amor, a vida, a libertade, o poder e os principais desafios do século XXI junto com dois personagens extraordinários que nunca antes tinham cruzado os seus caminhos.
...
As gerações mais jovens herdaram o maior perigo e responsabilidade de toda a história humana. Hoje, o colapso ecológico, económico, político e social da nossa civilização insustentável parece iminente. Portanto, os millennials* e os centennials** devem alcançar uma mudança global radical nas próximas décadas; mas como?

Este projeto procura responder a essa pergunta, simplesmente porque é a pergunta mais importante no momento. E para conseguir isso, foi necessário reunir muita sabedoria.»
Fonte: Kickstarter

Imagens obtidas aqui
Veja o vídeo de apresentação em

As filmagens com Mujica e Chomsky foram realizadas em 2017, mas o realizador não conseguiu reunir antes o dinheiro necessário para cobrir os custos de produção. 

No entanto, através de crowdfunding na plataforma Kickstarter, o projeto ultrapassou o objetivo e será lançado em março de 2020.

Saiba mais sobre este projeto em: 

Aguardamos essa mensagem desses grandes Senhores!

* Millennials =~ Geração Y =~ nascidos entre 1980 e 2000
* Centennials =~ Geração Z =~ nascidos depois de 2000

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

A Economia Circular é no sábado em Famalicão

Este ano a Associação Famalicão em Transição organiza o MERCADINHO DE NATAL, uma feirinha para venda e troca de artigos usados, promovendo a reutilização e com o objetivo de tornar o consumo mais sustentável.  O evento será no dia 7 de dezembro, entre as 10h e as 17h, na Central de Camionagem de V. N. Famalicão.

Para além da feirinha, serão dinamizadas outras atividades relacionadas com a economia circular e a sustentabilidade:

ATIVIDADES MERCADINHO

10H00-17H00
"LET'S SWAP – Troca de Roupa"
Se tens roupa que já não utilizas, não te serve ou simplesmente não queres mais usar, podes trocá-las num SWAP MARKET - de livre acesso - por outras que gostes!

11H00-12H00
Showcooking Doces de Natal” - Pela Sandra Pimenta da Caseira Nova
Sem perder os sabores tradicionais, as novas alternativas vieram para ficar. Deixe-se envolver pelos aromas e opte por um natal mais ético e sustentável.

15H00-16H30
Sustentabilidade está na moda” - mesa redonda com Let’s Swap, Saardinha e KOLLIB, moderada por Nídia Nobre.
Sendo a transição o movimento consciente e motivado de passagem entre a situação atual e o futuro ideal que ambicionamos, está nos valores da nossa Associação a promoção de uma economia circular no nosso concelho, e escolhemos o tema da moda, por ser um tema atual, dado o nível de consumismo desenfreado de fast fashion.

Solidariedade
O Mercadinho de Natal irá apoiar a recolha de roupas e brinquedos, para as crianças do Centro de Acolhimento Temporário e Lar de Infância e Juventude da ATC – Associação Teatro Construção, de Joane.

Ainda há algumas vagas para exposição dos seus materiais/objetos, inscreva-se em:
https://tinyurl.com/Inscr-MercNatal (valor de 12€ ou 8€ para sócios).

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/464956470792867/
Mais informações: afetra.inscrever@gmail.com

Por uma comunidade mais sustentável, pratique a economia circular! Venha celebrar connosco!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Alterações e justiça climáticas em debate em Famalicão

Famílias portuguesas e de vários países processam a União Europeia por inação climática

No passado sábado dia 23 de novembro, Vila Nova de Famalicão recebeu um workshop com o tema "Alterações Climáticas e Justiça Climática". Esta foi uma iniciativa da parceria Associação Famalicão em Transição e a ZERO - Associação Terrestre Sustentável que contou com o apoio da Fundação Cupertino de Miranda, onde decorreu.

No primeiro painel, Francisco Ferreira fez um ponto da situação sobre o cenário atual e futuro do impacte das alterações climáticas. Focando as áreas mais importantes a trabalhar como a energia, os transportes/mobilidade, a alimentação e consumo de forma global, não esquecendo os resíduos. A meta da neutralidade carbónica em 2050, tem de ser algo prioritário para os organismos públicos e as mudanças individuais têm de ser assumidas e concretizadas de forma mais célere.

«O que acontece com as alterações climáticas é que o aquecimento global é lento e quando reagirmos é tarde demais, pois só reagimos nas alturas dramáticas. A boa notícia é que o relatório de cientistas das Nações Unidas nos diz que ainda é possível a temperatura não subir mais que 1,5ºC em relação à era pré-industrial; a má notícia é que, apesar de termos a receita, de sabermos o que fazer, como fazer, ainda estamos muito longe de a aplicar» Francisco Ferreira

Paulo Magalhães, jurista e fundador da Casa Comum da Humanidade, apresentou este projeto, de âmbito internacional que vem vindo a ser desenvolvido desde 2016 e que visa garantir a preservação das condições de habitabilidade do planeta. Segundo Paulo Magalhães o “Sistema Terrestre tem de ser reconhecido como bem jurídico global, um bem que existe dentro e fora de todas as soberanias, a única herança global da humanidade”. A proposta passa pela criação de um sistema de contabilidade, em jeito de “condomínio”, em que todos sabemos as contribuições positivas, mas também de negativas dos estados envolvidos.

«A atmosfera é um bem comum genuíno: não conseguimos dividir, nem juridicamente, nem materialmente, não nos conseguimos apropriar dela, mas conseguimos degradá-la porque a alteramos quimicamente.» Paulo Magalhães

Após um curto intervalo, a exibição do vídeo de apresentação do People Climate Case deu o mote para o segundo painel, que contou com a presença dos representantes das três famílias portuguesas que são parte ativa deste processo judicial.



O People Climate Case envolve 10 famílias e uma associação de jovens provenientes de diferentes países da Europa: Portugal, França, Itália, Alemanha, Roménia e Suécia, e fora da Europa – Quénia e Ilhas Figi, que unidos pela sua vulnerabilidade às alterações climáticas, exigem mais ambição aos decisores políticos europeus.

As famílias considerarem que a UE não está a fazer tudo o que está ao seu alcance para combater as alterações climáticas e proteger os seus direitos fundamentais. Como tal, os cidadãos apelam ao tribunal para que assumam que as alterações climáticas são uma questão de direitos humanos e que a EU é responsável por proteger os seus direitos e os direitos das gerações futuras.

Armando Carvalho, Engenheiro Florestal de profissão, dedicou mais de 20 anos à gestão e proteção de uma floresta biodiversa nas suas propriedades próximo de Santa Comba Dão, descreveu como viu e viveu a destruição da sua floresta nos incêndios florestais que ocorreram em Portugal, em outubro de 2017. Num relato com uma ligação clara entre o incêndio e as alterações climáticas, apresentou o seu ponto de vista sobre como vê o futuro da floresta portuguesa e sobre o muito que é necessário fazer.

Joaquim Caixeiro pertence a uma das 35 famílias que em conjunto com Alfredo Sendim gerem uma cooperativa agrícola na Herdade Freixo do Meio, próximo de Montemor-o-Novo. Foi patente a sua preocupação com a falta de água que poderá colocar em causa a agricultura em modo de produção biológico, que praticam na herdade. Com o aumento da frequência dos fenómenos climatéricos adversos poderão ter de abandonar a atividade agrícola.

Ildebrando Conceição dedica-se à apicultura há décadas na região de Tomar. De forma apaixonada, transmitiu aos presentes qual o impacto atual das alterações climáticas sobre a atividade das abelhas, um ser vivo fascinante com o qual trabalha há várias décadas. Tem constatado que as alterações na estação de floração e o clima cada vez mais incerto, com estações irregulares e imprevisíveis começaram a colocar em causa a sobrevivência das abelhas, conduzindo a uma perda de produtividade de mel, que atingiu os de 60% em 2017.


Associação Famalicão em Transição
famalicaom@gmail.com
https://famalicaomelhor.blogspot.com/

ZERO - Associação Sistema Terrestre Sustentável
zero@zero.ong
http://www.zero.ong/


Vídeo do 1º painel: aqui
Mais fotografias (@Filipa Sampaio): aqui

domingo, 24 de novembro de 2019

"Fleur d'oranger" - um livro a ler!

 "Fleur d'Oranger" (Flor de laranjeira) pode ser  o primeiro livro de ficção de Rica Sainov, mas a verdade é que nada no livro parece  obra de principiante.

Desde uma trama muito bem engendrada e sem falhas, uma história cativante, uma escrita limpa, clara e acessível, até uma bela mensagem, tudo se conjuga para que este livro possa ser um best-seller!  Haja a divulgação suficiente!

Li o livro, gostei tanto que tive de o acabar no dia seguinte; o livro prende! Já o emprestei ao meu filho e a vários amigos - e todos adoraram o livro. É um livro intergeracional, que agrada a adultos e a jovens, e com uma mensagem ecológica (e não só) muito importante, que precisa ser passada!

Recomendo sinceramente este livro, e dou os parabéns ao amigo Ricardo Novais  (que escreve como Rica Sainov), e desejando-lhe o melhor sucesso para o livro (e para a vida).

Podem obter o livro na Livraria Fontenova em Famalicão, ou adquiri-lo na Chiado Editora, Fnac ou Wook.

A próxima sessão de apresentação do livro será em Vila Nova de Gaia, na FNAC do Gaiashopping, dia 29 de novembro às 19h00. Estão convidados.

Sinopse

«Gabriel, um menino inteligente e bem-educado, vive aos doze anos de idade, em Fafe, um episódio fantástico e sobrenatural que o vai catapultar para uma demanda interminável pelo seu verdadeiro propósito de existência.

Ao mudar-se com a sua família para o Porto, vai conhecer o seu inseparável companheiro Damian e também Rodolfo, Daniela e Sara. Eternamente apaixonado por Daniela, nunca dá a devida atenção aos crescentes avanços de Sara.

Com Daniela, Damian e Sara a orbitar constantemente na sua vida, em ciclos de afastamentos e reencontros, deparando-se com novas revelações, decide dedicar-se estrategicamente a uma vida dupla.


Imagem: https://www.facebook.com/ricasainov/
Numa senda muito própria, com coragem e determinação, vê-se obrigado a viajar a locais de beleza e de cultura únicos e até a enfrentar uma poderosa organização criminosa.
Um livro original e emocionante que nos vai obrigar a refletir sobre temas tanto supérfluos como profundos das nossas vidas.» (daqui)

Rica Sainov

«Rica Sainov é natural do Porto. Licenciado em Ciências Farmacêuticas, com pós-especialização em Análises Clínicas e detentor de pós-graduações em Terapias Naturais e Complementares e Acupuntura Integrativa, leciona farmacologia, fitoterapia e culinária curativa em várias escolas de saúde do país.

Tentando voltar à Mãe Natureza, procura incessantemente integrar os seus conhecimentos científicos com o poder curativo da Terra, com a finalidade de proporcionar alternativas terapêuticas, mantendo sempre viva a convicção de que, para haver uma cura efetiva, é fundamental uma auscultação, uma viagem intrincada ao âmago do nosso ser, através do perdão e do amor incondicional.

Rica escreve em blogues e e-magazines. Este é o seu primeiro romance.» (daqui)

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Sanguinária-do-japão: alerta para uma potente invasora!

Espécie invasoras são espécies (animais ou plantas) não nativas de determinada região, que aí proliferam sem controle e ameaçam as espécies nativas, causando impactes negativos no equilíbrio dos ecossistemas, na saúde e economia humanas (ver no site Invasoras.pt uma descrição mais completa).
Imagem daqui

Não é brincadeira, as espécies invasoras são uma ameaça real e muito séria, não só para a biodiversidade como para a economia!

Em Portugal, todos conhecem a Vespa-asiática (Vespa velutina) como caso mais mediático, ou,  falando de plantas, a Mimosa (Acacia-dealbata),  a Austrália (Acacia-melanoxylon),  ou a Erva-das-Pampas (Cortaderia selloana) - estão em todo o lado; ou, nos rios  e lagoas, o Jacinto-de-água (Eichhornia crassipes); já menos conhecidas são o Espanta-lobos (Ailanthus altissima) ou a Háquea-picante (Hakea sericea)... mas todas elas, e muitas outras, proliferam por Portugal, e o desconhecimento geral da ameaça que representam, é enorme.

Na sessão Ambientar-se do passado dia 15 de novembro, em Vila Nova de Famalicão, o tema foram as Espécies Invasoras, com a apresentação de projetos de combate a estas pragas, designadamente o projeto Life "CAISIE" na Irlanda,  numa sessão dinamizada pela Associação Vento Norte e em parceria com o Parque da Devesa (Município V.N. Famalicão).

Imagem daqui
Na conversa que se seguiu ao documentário, a Arq. Paisagista Paula Graça Antunes, convidada para o debate,  apresentou-nos a "Sanguinária-do-japão" a  que os ingleses chamam de "Japanese knotweed", e cujo nome científico é  Fallopia japonica ou Reynoutria japonica ou Polygonum cuspidatum  (ver aqui a ficha do site Invasoras.pt)

A sanguinária-do-japão é uma erva perene que atinge os 3 metros de altura, natural da Ásia (onde se mantém controlada por certas espécies de animais), que cresce descontroladamente na Europa e EUA  (até 7 cm por dia), danificando mesmo as construções, desvalorizando terrenos, e de muito difícil a erradicação. Por isso, fica aqui este alerta.

Confesso que, e apesar de ter já uma noção dos impactos que as invasoras têm no nosso território, fiquei assustada com o poder desta planta, que está a prejudicar a economia do Reino Unido e outros países, e que já está a espalhar-se no norte de Portugal.

No Reino Unido, estima-se que sejam gastos 165 milhões de libras (perto de  200 milhões de euros) anualmente para a combater esta planta (The Economic Cost of Invasive Non-Native Species
on Great Britain, Nov.2010 - pode descarregar aqui,  e  daqui).

Em Portugal, apesar de haver cientistas e ambientalistas que se dedicam ao combate das invasoras, a verdade é que não existem políticas, mas os danos económicos existem, e sem nada se fazer cada vez serão maiores.



 Reynoutria japonica, daqui
A Reynoutria japonica:

«Está classificada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) como uma das 100 piores espécies invasoras do mundo.

Seu sistema radicular invasivo e um forte crescimento podem danificar as bases de betão, os edifícios, defesas contra inundações, estradas, pavimentação, muros de contenção e lugares arquitetónicos.

Também pode reduzir a capacidade dos canais nas defesas contra inundações para controlar a água.  É um colonizador frequente dos ecossistemas temperados ribeirinhos, bordas de caminhos e lugares de resíduos. Forma grossas e densas colónias que completamente deslocam a outras espécies herbáceas. »
Fonte. Wikipedia

O vídeo publicitário abaixo, de uma empresa escocesa dedicada ao combate desta planta) mostra um bocado do crescimento e impacto da Sanguinária-do-japão em construções e na paisagem.


domingo, 10 de novembro de 2019

Dia Mundial da Bolota

Foi uma maravilha visitar lugares de Portugal onde os "Quercus" (família dos carvalhos) autóctones ainda são muito abundantes na paisagem: foram uns dias a recuperar forças pela Beira Alta,  em Mêda, Foz Côa, Freixo de Numães, Marialva, sítios lindíssimos, a visitar, vestidos das cores quentes de outono.  No Minho, onde vivo, infelizmente, poucos são os redutos onde existem carvalhais.

Neste dia 10 de novembro, comemora-se o 11º Dia Mundial da Bolota. E porquê comemorar a bolota? Muito simplesmente porque urge repovoar o nosso país desse género de árvores (género Quercus) que foram dizimadas desde há 500 anos.

Em nome da biodiversidade, da fertilidade do solo, da paisagem, e do clima, vamos recolher e semear bolotas para  restaurar os carvalhais e os montados neste país.

Também para assinalar a data e comemorar os carvalhos autóctones, sobreiros e azinheiras, venho apresentar o blogue sobre a Bolota:

bologta: a bolota que tem um blog
 
Este blogue é dinamizado pela Escola Secundária Quinta das Palmeiras, da Covilhã, que foi quem criou esta data, celebrada pela primeira vez em 2009.

No bologta  pode ver o vídeo abaixo, que enquadra o Dia Mundial da Bolota, pode descarregar o  Manual da Bolota, muito útil para quem passar à ação, e ter muito mais informação sobre a floresta autóctone,os carvalhos e outros quercus de Portugal.