terça-feira, 2 de julho de 2019

Tecnologia 5G - a que preço?

«Tendemos a focar-nos no lado positivo do mundo da tecnologia: as pessoas vão ter acesso a informações, serviços e educação em zonas remotas, só que esta maravilhosa tecnologia também tem um lado negativo que pode ameaçar a humanidade e a vida na Terra. Existe já uma enorme quantidade de provas médicas e científicas de que a radiação de frequência de rádio faz mal à saúde, com provas clínicas dos seus efeitos na saúde das pessoas, mas estamos a ignorar ou a negar os fatos, sobretudo porque não queremos acreditar.


Imagem obtida em Defender Shield

O plano que a indústria das Telecomunicações e muitos governos no mundo têm para 2020 é o de adicionar milhões de estações de base de 5G na Terra, bem como 20.000 satélites no espaço, conetando os aproximadamente 200 bilhões de objetos smart que irão fazer parte da IoT (Internet of Things – Internet das Coisas).

Se o plano para a 5G se desenvolver como planeiam, não iremos poder evitar a exposição constante (24 horas por dia, 365 dias por ano), a níveis de radiação que são dezenas a centenas de milhares de vezes superiores às que existem hoje em dia. Estamos a embarcar na tecnologia 5G sem ter sequer previamente estudado os seus efeitos no ADN humano, animal ou das plantas, e sem sabermos do dano potencial para todos os ecossistemas do planeta.»

Fonte e artigo completo em "5G: Os riscos da hipersensibilidade eletromagnética", Manuel Trindade, em Notícias de Aveiro, 14/5/2019


«13 de setembro de 2017, mais de 180 cientistas e médicos enviaram um recurso de 11 páginas para uma moratória sobre o lançamento da 5G na União Europeia.  
O motivo do apelo é que a “RF/EMF(Radio Frequência, Frequência eletromagnética) provou ser nociva para os seres humanos e o meio ambiente”, a 5G não foi totalmente investigada por potenciais riscos para a saúde e impacto ambiental por cientistas INDEPENDENTES, ao invés de cientistas da indústria, que aparentemente deveriam ser carimbados sobre a 5G da mesma forma como foram as outras gerações de atualizações de telecomunicações

Fonte e artigo traduzido em Suprimatec Magazine: https://suprimatec.com/maleficios-da-5g-uniao-europeia/.  

A seguir estão apresentados 3 vídeos do Youtube: um que explica (em inglês) em que consiste a tecnologia 5G, um segundo de um youtuber brasileiro que lança para o debate sobre eventuais efeitos na saúde desta tecnologia, e um terceiro, de um cientista que apresenta estudos e conclusões sobre o efeito das radiações nos seres vivos.

Este primeiro vídeo  explica de forma fácil a tecnologia 5G, mas, apesar do título "Tudo o que precisa saber sobre 5G", fica muito aquém neste "tudo", porque nem sequer toca na questão dos perigos para a saúde. E isso é do mais importante que precisa saber.



O segundo vídeo é de Jefferson Meneses, autor brasileiro de canal no Youtube sobre tecnologias,  elucida o básico da tecnologia 5G, das redes necessárias, das guerras de negócios e já aborda muito ao de leve os eventuais efeitos nefastos na saúde.



Por último, o terceiro vídeo consta ade uma apresentação “Efectos de radiaciones de telefonía móvil en el medio ambiente” do espanhol Alfonso Balmori, Biólogo e consultor da AVAATE, Asociación Vallisoletana de Afectad@s por las Antenas de Telecomunicaciones.



Aqui ficamos com a noção dos impactos já estudados e comprovados das radiações das antenas de telemóvel em vários tipos de seres vivos, como aves, anfíbios, insetos e plantas. E se a radiação até ao 4G só chegava a alguns, com o 5G tudo e todos estão sujeitos, estarão imersos na radiação.

Imagem daqui

Segundo Alfonso estes são os motivos da desinformação da população:
1 - Ninguém gosta de más notícias
2 - É uma tecnologia muito útil e cómoda
3 - Os meios "de informação" não estão a informar adequadamente a população
4 - O cepticismo, sustentado pela ignorância sobre os efeitos dos CEM (campos eletromagnéticos) nos seres vivos, e o desinteresse da maioria dos profissionais de saúde em informar-se deste grave problema.

Tecnologia 5G - a que preço na saúde, no ambiente, na biodiversidade?Aqui não há certezas, mas procura-se a verdade. O princípio da precaução manda ter cuidado com o que se desconhece, mas já conhecemos o suficiente para prever que, mais uma vez, os negócio sobrepõe-se à saúde e à natureza. Mas a quem apenas interessa o dinheiro, a verdade não interessa.

Por isso, apelamos a que assine a petição :


«Nós, abaixo-assinados, cientistas, médicos, organizações ambientais e cidadãos de (...) países,
pedimos urgentemente a suspensão da implantação da rede sem fios 5G (quinta geração),
incluindo o 5G de satélites espaciais. O 5G aumentará maciçamente a exposição à radiação de
radiofrequência (RF) sobrepondo-se às redes 2G, 3G e 4G das telecomunicações já instaladas.
Tem-se demonstrado que a radiação de RF é prejudicial para os seres humanos e o meio
ambiente. A implantação do 5G constitui um experimento sobre a humanidade e o meio
ambiente que é definido como um crime sob o direito internacional.»

Ler texto completo e e assinar a petição em: https://www.5gspaceappeal.org/the-appeal  (texto em português: aqui )


Ver também:
 Por último, agradeço ao Victor Pereira que me alertou para este problema, que indicou vários dos links aqui citados, e que me levou a estudar o tema 5G.  E muito piores coisas encontrei sobro o 5G, mas isso fica para outra vez. Muito obrigada, Victor!

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Salvar vidas não é um crime

«Miguel Duarte, 26 anos, é aluno de doutoramento em Matemática no Instituto Superior Técnico em Lisboa e pode vir a enfrentar 20 anos de prisão por ter salvo vidas.

Imagem © Paulo Spranger/Global imagens obtida em DN 
O Miguel trabalhou como voluntário com a ONG alemã Jugend Rettet em missões de resgate de migrantes e refugiados no Mar Mediterrâneo. Em 2018, o Miguel e outros 9 jovens membros da tripulação, foram constituídos arguidos por suspeita de auxílio à imigração ilegal por parte das autoridades italianas.

Nem o Miguel, nem ninguém merece ser castigado por estender a mão a um ser humano em risco de vida. Precisamos da tua ajuda para que o Miguel permaneça em liberdade e para que actos de solidariedade não se tornem um crime!

O Miguel podia ser qualquer um de nós. O Miguel podia ter salvo qualquer um de nós.
#EuFariaOMesmo

Contribui em https://ppl.pt/causas/miguel e partilha este video!»

Obrigada, e bem hajas, Miguel Duarte!

domingo, 16 de junho de 2019

Antropoceno - pedido de colaboração


Este é um convite à colaboração na realização de um curto documentário que reflicta o estado de degradação que a espécie humana provou no planeta, e que está a levar à 6ª extinção em massa, que já começou.

O desafio parte de Henrique Zamith, músico e permacultor famalicense, e só será possível produzir com a colaboração voluntária,  através do envio de vídeos sobre o tema, sem pessoas, para fazerem parte deste documentário.

 O projeto tem vindo a ser divulgado a partir da página no Facebook:  The Anthropocene - short musical documentary

Colaborem e divulguem! 

«PARTILHA SE TE FIZER SENTIDO

Antropoceno: pedido de colaboração

Olá!
O meu nome é Henrique. Vivo em Portugal. Estou a produzir um documentário musical de curta duração - O Antropoceno, estou a pedir a colaboração de pessoas um pouco pelo planeta fora.

Um desafio global com uma solução global. Digo eu.

Sou músico e professor de música. Estou a produzir o documentário baseado nas colaborações que for capaz de reunir, pois não tenho nem orçamento nem apoio financeiro.

O videos usados no documentário serão creditados a quem os partilhe, não pagarei qualquer valor pelos videos, pois não tenho qualquer orçamento para isso.

O Documentário será curto, e o objectivo principal será, utilizando a internet, contribuir para a consciencialização da devastação ecológica e do declínio das espécies animais, num formato curto facilmente reproduzível em qualquer contexto. Criando assim uma pequena caracterização do Antropoceno.

O meu pedido de colaboração é para Videos HD que possam ter acesso e partilhar.

Para o documentário preciso de:

- Videos curtos de apenas alguns segundos,
- Videos em Alta definição (HD);
- Videos sem Homo Sapiens. MUITO IMPORTANTE.
- Local e data do video.
- Videos de habitats devastados/degradados.
- Videos de declínio de espécies Animal (sem Homo Sapiens nos videos).

POR FAVOR CONTACTE-ME:

- Se tem qualquer questão sobre a produção.
- Se quer partilhar um video mas tem dúvidas se pode ser usado.
- Se quer colaborar, mas de outra forma.
- Usa anthropocene.doc@gmail.com para contacto.

VIDEOS REJEITADOS:

- Videos com a presença de Homo Sapiens na imagem serão rejeitados.
- Videos de baixa qualidade de imagem serão rejeitados.
- Videos com conteúdos inapropriados serão rejeitados.
- O Documentário será curto. Se necessário os videos serão selecionados tendo como critério a qualidade e a riqueza do conteúdo.

Obrigado pela sua colaboração e espero pelo seu contacto em breve,

Henrique Zamith
anthropocene.doc@gmail.com»

https://www.facebook.com/The-Anthropocene-short-musical-documentary-353607921933527/

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«SHARE IF IT WORTHWHILE 

The Anthropocene call for collaboration:

Hello!

My name is Henrique. I live in Portugal. I’m producing a musical short documentary (doc) The Anthropocene. I'm requesting collaborations from people a little all over the planet.
A global challenge with a global solution, I say.

I’m a musician and music teacher. I’m doing the doc based on the collaborations that I might gather, I have no budget or financial support.
I will credit the videos to whom might share them, I will pay NO roallitiaes for the videos because I don’t have budget for that.

The doc will be short, and the overall goal is to raise awareness over the internet to ecological devastation, and animal species demise, in a format easily playable in any context. A little characterisation of The Anthropocene.

My request is about HD Videos that you might have.

For the short documentary I need:

- Short videos of a few seconds,
- HD Videos;
- No Homo Sapiens on the videos. VERY IMPORTANT.
- Location and date of the video
- Habitat devastation videos
- Animal species/habitat demise videos (no Homo sapiens on the videos).

PLEASE CONTACT ME:

- If you have questions about the Anthropocene production collaboration.
- If you want to share a video, but you are not sure that it could be used.
- If you want to collaborate, but in a different way.
- Use anthropocene.doc@gmail.com for contact

VIDEOS WILL BE REJECTED:

- Videos with Homo Sapiens on the image will be rejected.
- Videos with low imagem quality will be rejected.
- Videos with improper content will be rejected.
- The doc shall be short. If necessary, videos will be selected based on their content quality.

Thank you for your collaboration I hope to ear from you.

Henrique Zamith
anthropocene.doc@gmail.com
»

https://www.facebook.com/The-Anthropocene-short-musical-documentary-353607921933527/
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sábado, 15 de junho de 2019

Arquitetura e Economia Circular


«Já pensou que no mundo natural não existem aterros?

...Os materiais circulam, a energia vem do sol, a natureza cresce, morre e é absorvida naturalmente, retornando à natureza em forma de “nutrientes”, em segurança... e isso resulta e é completamente natural.»

«O setor da construção é responsável por cerca de 30% dos resíduos produzidos em todo mundo.»

O documentário "Arquitetura e Economia Circular" foi produzido pelo Portal da Construção Sustentável a propósito do Arquiteturas Film Festival, que decorreu na primeira semana de junho no Cinema São Jorge em Lisboa.


Realizado "com o apoio de 5 empresas que já pensam a fabricação dos seus produtos com base no desenvolvimento mais sustentável do setor da construção", são apresentados alguns exemplos de como os materiais podem ser reutilizados no fim de vida de um edifício. 


Há que pensar no futuro a longo prazo e, logo no projeto, escolher materiais que possam ser reaproveitados. 

Fonte (texto a azul):  Portal da Construção Sustentável  
Imagens: do vídeo

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Europa, está na hora de acabar com a dependência do crescimento

238 académicos pedem à União Europeia, às suas instituições e estados membros para acabarem com a dependência do crescimento e iniciarem uma ambiciosa transição económica para o #postgrowth. Junte o seu nome!

À União Europeia, às suas Instituições e estados membros


«A busca pelo crescimento económico não é ambientalmente sustentável, e não está a conseguir reduzir as desigualdades, fomentar a democracia e assegurar o bem-estar dos cidadãos. Apelamos à União Europeia, às suas instituições e aos estados membros para:

1. Constituir uma comissão especial sobre Futuros Pós-Crescimento no Parlamento da UE. Essa comissão deverá debater ativamente o futuro do crescimento, elaborar alternativas políticas para os futuros pós-crescimento e reconsiderar a busca do crescimento como uma meta política abrangente.

2. Priorizar indicadores sociais e ambientais. As políticas económicas devem ser avaliadas em termos do seu impacto no bem-estar humano, no uso de recursos, na desigualdade e na provisão de oportunidades de trabalho decente. Estes indicadores devem ter maior prioridade do que o PIB na tomada de decisões.

3. Transformar o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) em Pacto de Estabilidade e Bem-Estar. O PEC é um conjunto de regras destinadas a limitar os défices do governo e a dívida nacional. Deve ser revisto para garantir que os estados membros atendam às necessidades básicas dos seus cidadãos, reduzindo o uso de recursos e as emissões de resíduos a um nível sustentável.

4. Estabelecer um Ministério para a Transição Económica em cada estado membro. Uma nova economia que se concentre diretamente no bem-estar humano e ecológico pode oferecer um futuro muito melhor do que aquele que é estruturalmente dependente do crescimento económico.»


Assine a petição 

Fonte e mais informação em: https://you.wemove.eu/campaigns/poscrescimento

Original: https://degrowth.org/2018/09/06/post-growth-open-letter/


terça-feira, 28 de maio de 2019

Afogados em plástico

"NÓS FIZEMOS O PLÁSTICO.
NÓS DEPENDEMOS DELE.
AGORA ESTAMOS A AFOGAR-NOS NELE"

Imagem obtida aqui
O plástico é um material com propriedades fabulosas e incrivelmente diversificadas, que em muito pode facilitar a vida das pessoas. Os plásticos são polímeros fabricados a partir do petróleo, e as suas propriedades são "desenhadas" à medida das necessidades.

O seu maior problema é o baixo custo. Devido ao baixo custo aliado à moda do descartável, à ambição de ganhar dinheiro e à irresponsabilidade ambiental de governos, empresas e pessoas, os plásticos tornaram-se um problema de poluição de dimensão incalculável, afetando os animais, as plantas, os oceanos, os ecossistemas, as pessoas, ... todo o o mundo.

Em 2017,  já se tinham produzido 8,3 mil milhões de toneladas de plástico. Mas, globalmente, apenas 18% do plástico é reciclado. Cerca de 80% do plástico fabricado está no ambiente ou em aterros. Como se não chegasse, os microplásticos ainda agravam o problema a uma escala que de micro não tem nada!

É urgente acabar com o uso do plástico descartável e com os perigosíssimos microplásticos, e diminuir o uso dos plásticos em geral. Use apenas plástico naquilo que não é possível alternativa.

Na imagem abaixo, vemos um gráfico com a quantidade de plástico produzida por tipo de utilização.

"Atualmente, o maior mercado do plástico são os materiais de embalagem. Estes materiais representam metade de todo o lixo plástico gerado globalmente, a maior parte do qual não é reciclado nem incinerado".

Imagem daqui
A seguir, um vídeo com uma rápida história do plástico, das suas potencialidades e do desastre em que se tornou.  A ciência quando é dominada pela ganância, é um verdadeiro perigo!



Ver também:
https://www.boredpanda.com/plastic-crisis-impact-on-wildlife-national-geographic-june-issue-cover/
https://news.nationalgeographic.com/2018/05/plastics-explained/?beta=true
https://www.nationalgeographic.com/magazine/2018/06/plastic-planet-waste-pollution-trash-crisis/