sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

OGM 9: O que se passa com o tomate, a batata e o algodão transgénicos?



OGM Perguntas e Respostas #9: O que se passa com o tomate, a batata e o algodão transgénicos?

9º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018,  Vila Velha de Ródão.

«Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes? Este evento realizou-se no dia 29 de Setembro 2018 na Herdade Tapada da Tojeira, Vila Velha de Ródão. A sessão foi dinamizada por Margarida Silva, bióloga e especialista em desenvolvimento sustentável e foi organizada pela Plataforma Transgénicos Fora e Herdade Tapada da Tojeira (com apoio da Confederação dos Agricultores de Portugal - CAP de Castelo Branco).

Em Portugal cultiva-se e consome-se milho transgénico na alimentação animal e humana mas não há informação que permita aos consumidores fazer escolhas informadas. Quase ninguém sabe o que são transgénicos e que riscos implicam. A sessão teve como objetivo contribuir para colmatar essa falha. Dirigida sobretudo aos agricultores da região, acabou por registar uma adesão heterogénea, com pessoas ligadas à agricultura, ao ambiente e ao ensino, incluindo alguns políticos locais do PSD e CDS. Esta sessão aponta para a urgência de fazer circular informação rigorosa e relevante que possa ultrapassar o clubismo instalado entre as bandeiras tradicionais da Direita e da Esquerda.

O planeta está em perigo e só pode ser salvo se todos nos unirmos na sua defesa. O conhecimento necessário está disponível mas não está acessível a todos.

Querendo promover a sua circulação a PTF criou 12 mini-episódios que registam as respostas às questões colocadas pelo público durante esta sessão.

Margarida Silva é doutorada em biologia molecular, professora da Universidade Católica no Porto, especialista em desenvolvimento sustentável, ativista e coordenadora da Plataforma Transgénicos Fora

Saiba mais na Plataforma Transgénicos Fora. https://www.stopogm.net/

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Para onde vai a riqueza? Para os mais ricos!

«Fortuna dos 26 mais ricos é igual ao património dos 50% mais pobres do mundo»
Fonte:  Revista fórum, 22 janeiro 2019

«As fortunas dos bilionários aumentaram 12% no ano passado - ou 2,5 mil milhões por dia - enquanto as 3,8 mil milhões de pessoas que compõem a metade mais pobre da humanidade viram sua riqueza diminuir em 11%»
Fonte: OXFAM International,  21 janeiro 2019

Todos temos a nossa pegada ecológica e a nossa quota parte na exploração excessiva de recursos do planeta. Mas há disparidades absolutamente inaceitáveis num mundo onde a informação viaja à velocidade da luz e está disponível para tanta gente.

Não é aceitável que os mais ricos continuem a enriquecer enquanto tanta gente vive abaixo do limiar de pobreza. Este sistema económico está errado. Errar é humano, mas persistir neste erro é desumano.

«De toda a riqueza gerada no mundo em 2017, 82% foi parar nas mãos do 1% mais rico do planeta. Enquanto isso, a metade mais pobre da população global – 3,7 mil milhões de pessoas – não ficou com nada.

O dado faz parte do relatório “Recompensem o trabalho, não a riqueza”, lançado pela Oxfam às vésperas do encontro do Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, que as elites empresariais e políticas do mundo»

O relatório revela como a economia global possibilita que a elite económica acumule vastas fortunas enquanto milhões de pessoas lutam para sobreviver com baixos salários.

Houve um aumento histórico no número de bilionários em 2017: um a cada dois dias entre março de 2016 e março de 2017. Atualmente há 2.043 bilionários no mundo.

Nove entre cada 10 bilionários no mundo são homens.
...
A riqueza dos bilionários aumentou 13% ao ano, em média, desde 2010 – seis vezes mais rapidamente do que os salários pagos a trabalhadores, que tiveram aumento de apenas 2% por ano, na média, no mesmo período. Enquanto isso, mais da metade da população mundial vive com renda entre 2 e  10 dólares por dia.»
Fonte: OXFAM Brasil, 23 janeiro 2018

Claro, como as taxas provenientes dos mais ricos diminuem, e claro, a riqueza desloca-se para os ricos, em vez de ser ao contrário, como mostra o gráfico abaixo (ver mais aqui).

Imagem obtida em OXFAM
Não consigo aceitar que não se evolua no bom sentido, no sentido de taxar a riqueza acumulada e distribui~la com mais justiça. O conhecimento desta realidade devia provocar não apenas a indignação mas uma revolução global. Isto assim não pode continuar, o que será preciso para mudar? O colapso? 

domingo, 3 de fevereiro de 2019

OGM 8: O que se passa nos países do Norte da Europa?



OGM Perguntas e Respostas #8: O que se passa nos países do Norte da Europa?

8º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018,  Vila Velha de Ródão.

«ESTÁ A ALIMENTAR AS SUAS GALINHAS COM MILHO OGM? E SABE O QUE É ISSO?

O milho à venda nos sacos de rações traz na embalagem a designação de Organismo Geneticamente Modificado, ou OGM. Mas não se lhe dá importância porque as pessoas desconhecem o que significa. Se o que alimenta os animais acaba por nos ir parar ao prato e condicionar a nossa saúde não valerá a pena estarmos informados e pensarmos se queremos mesmo comprar estes produtos?
Organismo geneticamente modificado é um ser vivo produzido em laboratório através de técnicas de engenharia genética. Este milho é diferente do que sempre se usou e portanto provocará efeitos diferentes, que se tornarão cada vez mais evidentes ao longo do tempo. Essa é uma das razões pelas quais a oposição às variedades OGM se iniciou no fim dos anos 90, e é cada vez maior. Uma coisa é fazer investigação em laboratório e outra, bem diferente, é comercializar produtos que não dão garantias inequívocas de serem inofensivos.

Mas as grandes empresas querem lucros rápidos e o poder politico não tem estabelecido limites éticos e jurídicos eficazes. Um dos segredos mais à vista de todos é que agora a investigação científica é financiada, sobretudo, com dinheiro privado corrompendo a independência dos cientistas. O resultado final é que os interesses das populações e do ambiente passaram para segundo plano e a prioridade passou a ser a promoção dos transgénicos e dos pesticidas, em particular o glifosato (Roundup).»

PARA SABER MAIS sobre transgénicos:    https://www.stopogm.net/sites/stopogm.net/files/webfm/plataforma/sabermais.pdf

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Dia Mundial das Leguminosas: 10 de fevereiro

Este 10 de fevereiro de 2019 é o primeiro Dia Mundial das Leguminosas  após a Assembleia Geral da ONU assim o ter declarado. Esta comemoração foi proposta pelo Burkina Faso na sequência do sucesso do Ano Internacional das Leguminosas (2016).

O objetivo é promover o desenvolvimento destas culturas vitais para a segurança alimentar, a sustentabilidade do planeta e a economia das zonas rurais. 

A Organização Mundial da Saúde recomenda o consumo de leguminosas pelo menos três vezes por semana. 

«As culturas de leguminosas, como lentilhas, feijões, ervilhas e grão-de-bico, têm múltiplas virtudes, sendo fortes fontes de proteínas vegetais e aminoácidos para dietas humanas e oferecendo serviços ecossistémicos inestimáveis, graças à sua capacidade - quando cultivadas como cobertura ou explicitamente para alimentos - fixar azoto (nitrogénio) atmosférico nos solos. 

Em média, os cereais cultivados após as leguminosas produzem 1,5 toneladas a mais por hectare do que aqueles que não são precedidos pelas leguminosas , o que equivale ao efeito de 100 kg de fertilizante azotado
Fonte:  FAO ( http://www.fao.org)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

OGM 7: Cada empresa comercializa o seu glifosato?



OGM Perguntas e Respostas #7: Cada empresa comercializa o seu glifosato?

7º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?” , 29 de Setembro 2018,  Vila Velha de Ródão.

«Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes? Este evento realizou-se no dia 29 de Setembro 2018 na Herdade Tapada da Tojeira, Vila Velha de Ródão. A sessão foi dinamizada por Margarida Silva, bióloga e especialista em desenvolvimento sustentável e foi organizada pela Plataforma Transgénicos Fora e Herdade Tapada da Tojeira (com apoio da Confederação dos Agricultores de Portugal - CAP de Castelo Branco).

Em Portugal cultiva-se e consome-se milho transgénico na alimentação animal e humana mas não há informação que permita aos consumidores fazer escolhas informadas. Quase ninguém sabe o que são transgénicos e que riscos implicam. A sessão teve como objetivo contribuir para colmatar essa falha. Dirigida sobretudo aos agricultores da região, acabou por registar uma adesão heterogénea, com pessoas ligadas à agricultura, ao ambiente e ao ensino, incluindo alguns políticos locais do PSD e CDS. Esta sessão aponta para a urgência de fazer circular informação rigorosa e relevante que possa ultrapassar o clubismo instalado entre as bandeiras tradicionais da Direita e da Esquerda.

O planeta está em perigo e só pode ser salvo se todos nos unirmos na sua defesa. O conhecimento necessário está disponível mas não está acessível a todos.

Querendo promover a sua circulação a PTF criou 12 mini-episódios que registam as respostas às questões colocadas pelo público durante esta sessão.

Margarida Silva é doutorada em biologia molecular, professora da Universidade Católica no Porto, especialista em desenvolvimento sustentável, ativista e coordenadora da Plataforma Transgénicos Fora

Saiba mais na Plataforma Transgénicos Fora. https://www.stopogm.net/