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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Chega de tanto saco plástico!

Ainda não percebi porque custa tanto levar sacos quando se vai às compras, e muito menos percebo porque, por exemplo, ao comprar fruta se mete cada espécie ou variedade num saco, depois noutro, ou porque se vai comprar pão e para além do saco de papel, ainda têm, uns de dar, outros de pedir, mais um saco de plástico.  
Imagem da campanha "Saco é um Saco"
A vontade de levar sacos de plástico para casa é de tal modo que, em média, cada português "consome" 466 sacos por ano. Ou seja, uma família de 3 pessoas gasta, em média 4 sacos por dia! Demais, não? Custará pensar um pouco nisto?

No passado dia 3 de julho assinalou-se o Dia Internacional SEM Sacos de Plástico, "que tem como objectivo alertar a sociedade para a necessidade de reduzir o consumo e utilização excessiva de sacos de plástico descartáveis que, na maioria das vezes, terminam no lixo após uma única utilização, ou acabam por ser libertados no ambiente, constituindo um problema ambiental grave em termos de poluição." Muitos destes sacos acabam no mar e os animais marinhos são seriamente afetados por este tipo de poluição (80% da poluição marinha é causada pela libertação de resíduos plásticos).

Precisamente neste 3 de julho, foi publicado o  Decreto Legislativo Regional n.º 10/2014/A para os AÇORES, que "Cria medidas para a redução do consumo de sacos de plástico e aprova o regime jurídico da taxa ambiental pela utilização de sacos de plástico distribuídos ao consumidor final". Um primeiro passo, pois falta ainda regulamentar, mas pelo menos os Açores já começaram a fazer alguma coisa.

Imagem de DN
A Quercus sinalizou a data com um estendal de 466 sacos à porta da Assembleia da República, o número médio de sacos plásticos que cada português consome por ano, a afirmando que "Vamos apresentar a todos os grupos parlamentares da AR um parecer sobre o uso excessivo dos sacos de plástico e uma proposta para legislar a redução da distribuição gratuita dos sacos descartáveis no grande e pequeno retalho" (fonte: DN).

"A 14 de Janeiro, o Parlamento Europeu apelou para que a União Europeia (UE) definisse medidas para reduzir os resíduos de plástico no ambiente e, especificamente, do «lixo marinho», no sentido de alcançar uma redução do uso de sacos de plástico de 50% até 2017 e de 80% até 2019.
Um estudo levado a cabo pelo Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (DCEA FCT-UNL), em 11 praias do litoral continental português, entre 2010 e 2014, mostra uma predominância de materiais de plástico nas praias portuguesas: dos 111.000 itens recolhidos, 97% eram plástico, dos quais 57% correspondiam a pellets de resina virgem ou envelhecidos, seguindo-se 27% de fragmentos de plásticos (onde estão incluídos os fragmentos de sacos de plástico) e 11% de esferovite. Relativamente às dimensões, apenas 8% eram maiores que 2,5 cm. Os plásticos de maiores dimensões correspondiam a cotonetes (38%) e cordas de pesca (35%)." Fonte: Diário Digital

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Açores Zona Livre de OGM

Um pouco atrasada, pois é de 09/12/2011, mas não podia deixar de caber aqui esta boa notícia (obtida em Gaia, TVI e Zona Livre de OGM):

"Açores livre de organismos geneticamente modificados

Governo regional proíbe «cultura, sementeira, plantio ou criação de organismos geneticamente modificados» 

O Governo dos Açores decidiu declarar o arquipélago como zona livre do cultivo de organismos geneticamente modificados (OGM), aplicando na região os normativos comunitários relativos à utilização destes organismos e dos produtos derivados.

«A aplicação do princípio da precaução aconselha a que os Açores se tornem uma zona livre do cultivo de OGM», refere o comunicado final da reunião do Conselho de Governo, divulgado esta sexta-feira em Ponta Delgada, como noticia a agência Lusa.
Nesse sentido, «fica proibida a cultura, sementeira, plantio ou criação, por qualquer método ou técnica, de organismos geneticamente modificados, à excepção da produção ou introdução para fins de investigação científica ou desenvolvimento tecnológico de manifesto interesse público».

O executivo açoriano considera que a proposta de decreto legislativo regional que aprovou para a aplicação na região dos normativos comunitários «adopta uma posição claramente precaucionaria».
O comunicado refere ainda que o diploma pretende «garantir a unidade e transparência do mercado interno e a segurança alimentar, minimizando os riscos ambientais e económicos da utilização de organismos geneticamente modificados»."

Antes demos os parabéns à Madeira, agora aqui ficam os parabéns aos Açores. Um passo em frente na defesa da biodiversidade, da natureza, da saúde, das pessoas. E continuamos a querer Portugal inteiro Zona Livre de OGM!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Pelos Açores livres de OGM


"O cultivo de variedades de organismos geneticamente modificados (OGM) é, frequentemente, contestado pelas populações de diversas partes do mundo, pelo conjunto de ameaças para a saúde pública, o ambiente e o desenvolvimento da agricultura tradicional.

No entanto, numa atitude exemplar, representantes políticos de diversas partes do mundo já as declararão livres de OGM, como sucedeu, por exemplo, em vários municípios portugueses e na Região Autónoma da Madeira [vide zonas livres de OGM em Portugal em http://stopogm.net/?q=node/37 e declaração da Região Autónoma da Madeira em  http://dre.pt/pdf1sdip/2010/08/15700/0352703528.pdf].

Os Açores, enquanto região rica em agricultura tradicional, primam pela sua singularidade no que respeita às práticas agrícolas, caracterizadas por uma associação com os valores naturais e agro-ambientais. Estas práticas poderiam ser fortemente ameaçadas pelo cultivo de organismos geneticamente modificados, que se baseiam num modelo de agricultura intensiva com forte recurso a produtos agro-químicos agressivos para o ambiente.

Por outro lado, o tipo de agricultura de produção massiva associada aos OGM, em coexistência com os cultivos convencionais, poderiam colocam em causa as tradições agrícolas locais regionais, uma vez que as variedades tradicionais poderiam, facilmente, acabar por se converterem, também, em transgénicas.

É neste sentido que os Amigos dos Açores Associação Ecológica e a  Gê-Questa – Associação de Defesa do Ambiente lançaram, hoje, uma petição que solicita aos responsáveis políticos uma atitude exemplar, baseada no Principio da Precaução, que materialize a proibição da introdução no Arquipélago dos Açores de variedades vegetais geneticamente modificadas e que a Região Autónoma dos Açores seja declarada zona livre de cultivo de variedades de OGM.
 
Pela agricultura tradicional, saúde pública e equilíbrio ambiental assine a petição em  www.amigosdosacores.pt/ogm"