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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Agir pelo Clima

Já não há dúvidas de que estamos a enfrentar alterações climáticas, os temporais, as inundações, as secas, os incêndios, as temperaturas anormais, são cada vez mais frequentes e mais intensos. O problema é tão sério e grave que parece incompreensível, e não se age em proporção. Em Portugal, por exemplo, pretende-se começar com a exploração petrolífera! Urge agir e mudar a situação, ou o futuro da humanidade na Terra está em risco.  
Por isso a 8 de setembro marchamos, no Porto, em Lisboa e em Faro, e em muitas cidades do mundo.

Imagem daqui
Como já quase toda a gente percebeu, estamos numa crise ambiental sem precedentes. Se por um lado os movimentos ambientalistas a nível nacional ou internacional muito têm feito para que as condições ambientais em muitos lugares e em muitos setores tenham melhorado nas últimas décadas, também é verdade que o excesso de consumo de recursos e as alterações climáticas colocam em causa o futuro da humanidade.

Muito há para fazer. Todos temos um papel, fundamental, de mudar o nosso comportamento, ser menos consumista, gastar menos energia, menos água, escolher os alimentos de menos impacto no ambiente, e por aí fora.

Mas não chega, a velocidade a que as alterações climáticas progridem não deixa margem para manobras: são precisas medidas políticas de fundo, fortes e urgentes, para reduzir as emissões! Em Portugal, na Europa no Mundo, estamos todos no mesmo planeta!

Desde a Cimeira do Rio em 1992 que o aquecimento global e as alterações climáticas se tornaram assunto para agendas políticas, resultando mais tarde no protocolo de Quioto (1997), bem como tema conhecido de um restrito público activista e interessado. Mas as primeiras evidências de que a terra está a aquecer, e de que esse aquecimento tem como uma das causas a atividade humana, designadamente as emissões de CO2, já tinham sido apresentadas no meio científico no início da década de 80 por James Hansen.

Fonte: NASA (https://climate.nasa.gov/evidence/)
A partir de 2006, através do filme "Uma Verdade Inconveniente", Al Gore divulgou a teoria do aquecimento global, levando a que muitas pessoas começassem a ficar sensibilizadas para o tema, e várias manifestações globais têm vindo, desde então a criar um movimento mundial que procura e propõe uma multiplicidade de soluções para minimizar as emissões de CO2 e outros gases com efeito de estufa (GEE).

Em paralelo com o aparecimento de uma consciência generalizada da urgência de medidas para "travar" ou minimizar as alterações climáticas, surgem teorias contrárias à do aquecimento global: umas que dizem que não há aquecimento global, outras confirmam a existência de aquecimento global, mas negam a influência da atividade humana como causa. Aproveitando-se do facto da ciência climática ser de difícil entendimento, grandes interesses lançam a confusão com teorias da conspiração e a dúvida instala-se na opinião pública, nos media e mesmo a nível de governos. Isto retarda a ação que já era urgente e diminui o impacto das medidas para combater as alterações climáticas.

Fonte: Climate Action Tracker
Depois de várias cimeiras do clima inconclusivas e ineficazes, finalmente conseguiu-se um acordo na a 21ª cimeira do clima, a Cimeira de Paris, em dezembro de 2015. Este Acordo de Paris foi assinado por 195 países e tem como objetivo principal reduzir a emissão de gases com efeito estufa de forma a limitar o aumento da temperatura global em 2ºC relativamente aos níveis pré-industriais, e prosseguir os esforços para limitar o aumento da temperatura a até 1,5°C, reconhecendo que isto vai reduzir significativamente os riscos e impactos das alterações climáticas

No entanto, apesar de ser um sucesso, o Acordo de Paris é insuficiente para travar o aquecimento global, pois não foram estabelecidos objetivos concretos nem obrigações a cumprir, nem para países nem para empresas (note-se que 71% das emissões de GEE entre 1988 e 2015 foram emitidas por 100 empresas).

Emissões de CO2 cumulativas e percapita,
1970-2013;  Gráfico daqui
Além disso, com a saída dos EUA deste compromisso,  o maior emissor de GEE acumulado e o segundo maior emissor atual de gases com efeito de estufa (a seguir à China), a situação piorou e os  riscos agravaram-se.

Entretanto, as catástrofes climáticas - inundações, secas, incêndios, tempestades, ondas de calor, sucedem-se a velocidades e intensidades nunca antes testemunhadas.  Sabe-se que o clima está a mudar, sabe-se que as emissões de GEE têm influência, sabe-se que as amenas temperaturas que permitiram o desenvolvimento das civilizações desde há 12 mil anos estão a deixar de o ser.

Tudo isso se sabe mas há uma letargia geral das classes governativas que tornam a ação insuficiente para prevenir uma catástrofe global num futuro próximo.  Recomendo a visualização deste pequeno vídeo que em 5 minutos explica a história das alterações climáticas, esclarecedor e motivador.



Portugal: a exploração de petróleo, o presente que envenena o futuro

Em Portugal, apesar de tudo isto, ainda se pretende iniciar a exploração de petróleo no Algarve e na costa oeste, num contrassenso irresponsável!  A economia e os negócios de grandes empresas continuam a prevalecer contra a proteção do futuro das novas gerações e mesmo dos jovens de hoje. Não podemos permitir este estado de coisas!


Precisamos de unir esforços para que os decisores políticos nos ouçam, levem as alterações climáticas a sério, e tomem medidas proporcionais ao problema.


Marcha pelo Clima

A iniciativa internacional “Rise for Climate”, pretende chamar a atenção para este assunto, que talvez seja o maior problema que a humanidade teve de enfrentar, e está marcado um dia de ação global para 8 de setembro.  Em Portugal, a Marcha pelo Clima está a ser organizada em Lisboa, Porto e Faro, e já tem mais de  50 associações e instituições a subcrevê-la.

A Associação Famalicão em Transição, que tem como objetivo principal promver um estilo de vida mais sustentável e em sintonia com a natureza e a comunidade, não podia deixar de se juntar a esta marcha e a esta iniciativa, e tem participado nas reuniões preparatórias no Porto.

Queremos que as gerações vindouras tenham um futuro e para isso precisamos de fazer a transição para uma vida menos consumista e sem combustíveis fósseis.

Queremos que parem as prospeções e que não haja exploração de petróleo em Portugal, pois isso seria um enorme retrocesso, seria um crime contra as gerações futuras!

Dia 8 de setembro às 17h, estaremos na Marcha pelo Clima no Porto.  

Vamos marchar para exigir:
– uma transição justa e rápida para as energias renováveis;
– zero infraestruturas de combustíveis fósseis novas: nem em Aljezur, nem em Aljubarrota, nem em lugar nenhum.

Pelo futuro, apelamos a que marchem também!

Informações sobre a Marcha pelo Clima em Portugal: www.salvaroclima.pt
Informações sobre a mobilização internacional Rise For Climate: www.riseforclimate.org


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Fontes e mais informações sobre o tema das alterações climáticas:
CDP Carbon Majors Report 2017Climate Action TrackerParlamento EuropeuUNFCCCWWF
E ainda: Público;  WikipediaExame; ExpressoObservadorEcodebate
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Artigo publicado originalmente em VILA NOVA online, 2/9/2018

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Pessoas pelo Clima: famílias processam a UE

O Tribunal Geral da UE aceitou formalmente o processo “Pessoas pelo Clima”, uma ação em que famílias estão a levar a União Europeia a tribunal devido às políticas no âmbito das alterações climáticas.


«Em maio de 2018, 10 famílias de 7 países (Portugal, Alemanha, França, Itália, Roménia, Quénia e Fiji) e a Associação Juvenil Sáminuorra (Suécia) apresentaram uma ação legal no Tribunal Geral da União Europeia (UE) contra o Parlamento e o Conselho Europeus, por considerarem que a UE não está a fazer tudo o que está ao seu alcance para combater as alterações climáticas e proteger os seus direitos fundamentais dos efeitos adversos das alterações climáticas que estão já a sentir.

Esta foi uma iniciativa inédita de cidadãos que apelaram para uma maior ambição na meta de redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) até 2030, a assumir pela UE como um todo, para cumprir o Acordo de Paris. Consideram que a atual meta de redução de, pelo menos 40%, até 2030, é inadequada em relação à necessidade real de prevenir os efeitos das alterações climáticas.

O Tribunal Geral da UE aceitou formalmente o caso e é publicado hoje no Jornal Oficial da UE , pelo que este é um primeiro passo importante no processo “Pessoas pelo Clima”. O Parlamento e o Conselho Europeus são os alvos desta ação e deverão apresentar a sua defesa nos próximos dois meses.

Esta notícia surge num momento em que a maioria dos europeus ainda está a sofrer os impactos adversos de ondas de calor, secas e incêndios florestais, eventos climáticos extremos que os cientistas relacionam com as alterações climáticas e que estão a atingir as famílias envolvidas neste caso.»

Fonte: ZERO - Associação Sistema Terrestre Sustentável, comunicado de 13/8/2018

O que pode fazer?


sexta-feira, 10 de agosto de 2018

8 setembro: Marcha Mundial do Clima 2018

«A verdadeira liderança climática emerge das bases.

A mudança começa conosco — faça parte do movimento que está acabando com a era dos combustíveis fósseis e construindo um mundo com 100% de energia limpa, livre e renovável para todos.

Nas ruas, nas praças e em prédios públicos em todo o mundo, as pessoas vão se unir para exigir que os políticos apoiem suas comunidades, bairros e cidades, e entreguem mais do que apenas palavras.

Encontre um evento perto de você »


Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!

No dia 8 de setembro, vamos juntar-nos à mobilização internacional “Rise for Climate” para exigir um mundo livre dos combustíveis fósseis, em que as pessoas e a justiça social estejam acima dos lucros.

A verdadeira liderança climática nasce a partir das bases. Isto significa ver o poder nas mãos das pessoas, em vez das corporações; significa uma vida melhor para quem trabalha e justiça para as populações mais afetadas pelos impactos das alterações climáticas e pelas atividades das petrolíferas.

Vamos marchar para exigir:
– uma transição justa e rápida para as energias renováveis;
– zero infraestruturas de combustíveis fósseis novas: nem em Aljezur, nem em Aljubarrota, nem em lugar nenhum.

  • LISBOA: Cais do Sodré, 17h00
  • PORTO: Praça da Liberdade, 17h00
  • FARO: Praia de Faro, 17h00

Fonte e mais informações: www.salvaroclima.pt 


terça-feira, 25 de abril de 2017

Marcha Mundial do Clima - Portugal

Aproveito o dia em que se comemora a Revolução de Abril em Portugal, para apelar á participação na MARCHA MUNDIAL DO CLIMA, que ocorrerá em diversas cidades do mundo no próximo sábado, dia 29 de abril!



Mapa das concessões atualizado,  já sem as da costa
sul do Algarve (imagem obtida em ENMC/)
ninguém duvida das alterações climáticas e do aquecimento global, duvido é se vamos a tempo de fazer alguma diferença...  pois o avançar da situação dramática é mais rápido do que quaisquer previsões... mas só temos uma opção: tentar fazer alguma coisa

Em Portugal, não se entende como é que se pretende explorar petróleo, em terra e no mar, quando tudo indica que para combater as alterações climáticas a nível energético, a aposta deve ser nas energias renováveis e limpas (solar, eólica).

Felizmente foram canceladas as prospeções na costa sul do Algarve (porque as pessoas se opuseram e se manifestaram), mas infelizmente, em 11 de janeiro passado, o governo deu licença à GALP/ENI para avançar com a prospeção de gás e de petróleo no mar de Aljezur. E muitos outros negócios estão a avançar na costa oeste, é ver o mapa atualizado à direita (mapa anterior, com as concessões na costa sul aqui)!

Assim, em Portugal,  a Marcha Mundial do Clima, no Porto, em Lisboa e em  Aljezur, destina-se a travar Trump e a travar a prospeção e exploração de petróleo e gás em Portugal. 

Junte-se a uma destas marchas, ajude a proteger as próximas gerações:

Marcha Mundial do Clima - Porto  - 29 de abril, 15h, Avenida dos Aliados
Marcha Mundial do Clima - Lisboa  - 29 de abril, 15h, Terreiro do Paço
Marcha Pelo Clima - Não ao Furo - Aljezur - 29 de abril, 15h, frente à Câmara Municipal de Aljezur



Imagem daqui (Portland)
«A eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA provocou ondas de resistência em várias frentes, dos direitos humanos à igualdade de género, dos serviços públicos à justiça climática. Trump defende explicitamente o fracking e o carvão. Ao mesmo tempo autorizou o muito contestado oleoduto de Dakota (Dakota Access Pipeline) e o gasoduto Keystone XL, travados na administração anterior. A agenda petrolífera de Trump levou o movimento “People’s Climate Movement”, dos EUA, a lançar o apelo a uma manifestação internacional no próximo dia 29 de Abril.

Em Portugal, o governo tem passado mensagens contraditórias. Em Novembro de 2016, em Marraquexe, na COP22, o Primeiro-Ministro António Costa declarou que Portugal seria carbono neutro em 2050. Dois meses depois, o mesmo governo deu licença à GALP/ENI para avançar com a prospeção de gás e de petróleo no mar de Aljezur, ignorando as mais de 42 mil pessoas que se manifestaram contra o furo, durante a consulta pública. O governo cancelou dois contratos da Portfuel no Algarve, mas mantêm-se 13 outras concessões petrolíferas em Portugal. No entanto, no Parlamento Europeu a maioria dos eurodeputados portugueses assinou o tratado de comércio livre com o Canadá (CETA), que potenciará o aumento das emissões de gases com efeito de estufa, bem como privilégios acrescidos para as grandes companhias.

O aquecimento global antropogénico está a ser provocado pelas elevadas emissões de gases com efeito de estufa, cuja fonte principal são os processos de combustão de hidrocarbonetos, associados à produção e consumo de energia. A magnitude das emissões de gases com efeito de estufa já ultrapassou a capacidade natural do planeta para remover esses gases da atmosfera. O consenso quanto à existência das alterações climáticas e ao gigantesco perigo que representam para os ecossistemas e para a Humanidade, em particular para as camadas mais desprotegidas da população, tarda em produzir respostas políticas concretas numa economia viciada em emissões e poluição desregulada.

Para combater as alterações climáticas é preciso levar a cabo uma mudança que tenha como objectivo a transição justa para as energias renováveis, diminuindo progressivamente o uso de combustíveis sujos e perigosos como o petróleo, o gás natural, e o carvão, ao mesmo tempo que se recusam soluções insustentáveis como a energia nuclear e as grandes barragens.

Para isso, uma das prioridades tem de ser o anulamento imediato de todas as concessões de prospeção e exploração de gás e de petróleo ao longo da costa portuguesa, do Algarve à Beira Litoral, do Oeste à Costa Alentejana. Na nossa opinião, estão baseados numa lei inválida. Não é possível uma política climática coerente que possa coexistir com estes contratos de petróleo e gás natural.

Imagem de Observador
Enquanto cidadãos e coletivos queremos um país e um planeta em marcha para um novo paradigma energético, que respeite os direitos humanos, que ponha as pessoas e a natureza acima dos interesses da indústria petrolífera. Queremos uma outra economia, livre de conceitos e práticas que nos arrastam para a catástrofe.

Dia 29 de Abril, juntando-nos à People’s Climate March internacional, sairemos à rua em vários locais do país para exigir uma resposta séria às alterações climáticas e a recusa da exploração de hidrocarbonetos em Portugal.»

Subscrevem: Academia Cidadã; Alentejo Litoral pelo Ambiente; Amnistia Internacional; ASMAA – Associação de Surf e Actividades Marítimas do Algarve; Bloco de Esquerda; Campo Aberto; Cidadãos pela Pressão Climática; Climáximo; Coletivo Clima; Coopérnico; Futuro Limpo; GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental; GEOTA – Grupo de Ordenamento do Território e Ambiente; Hidrosfera Portugal; Livre; Movimento Alternativa Socialista; MIA – Movimento Ibérico Anti-nuclear; PAN – Pessoas, Animais, Natureza; Peniche Livre de Petróleo; Plataforma Não ao Tratado Transatlântico; Porto Sem OGM; Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza; Sciaena; Sindicato dos Professores do Norte; Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Como vai tirar as dúvidas? Hipotecando os seus descendentes?

Estão mesmo os humanos a provocar o aquecimento global?  Duvida da nossa influência no aquecimento global e alterações climáticas? E como vai tirar as dúvidas? Hipotecando os seus descendentes?

Os seguintes dois parágrafos foram extraídos e traduzidos do artigo do "Guardian", de 30/12/2010, intitulado "Are humans definitely causing global warming?"

"Existem fortes evidências de que o aquecimento da Terra no último meio século foi causado em grande parte pela actividade humana, como a queima de combustíveis fósseis e alterações no uso do solo, incluindo agricultura e desflorestação"

"A única maneira de provar com 100% de certeza que os humanos são responsáveis pelo aquecimento global é fazer uma experiência com duas Terras idênticas - uma com influência humana e outra sem ela. Tal, obviamente, não é possível, e por isso a maioria dos cientistas são cuidadosos em afirmar a influência humana com absoluta certeza. No entanto, as evidências são agora extremamente fortes"

Entretanto, vamos a alguns factos. Quanto a temperaturas (Fonte: NOAA - National Oceanic and Atmospheric Administration - National Climat Data Centre - U.S. Department of Commerce):

O ano de 2010 (empatado com 2005), foi o ano o mais quente desde o início dos registos em 1880. A temperatura global combinada das superfícies da terra e do oceano esteve 0,62°C acima da média do século 20. No hemisfério norte também foi o ano mais quente já registado, enquanto que no hemisfério sul foi o sexto ano mais quente.

A década 2001-2010 foi a mais quente já registada com uma temperatura de superfície global de 0,56°C acima da média do século 20, tendo superado o recorde da anterior década (1991-2000) em 0,36°C.

Quanto a concentrações de CO2 (Fonte: CO2Now): 




Entretanto, se não viu ainda o filme "A Era da Estupidez", tente não o perder. Para reflexão. Infelizmente, o actor, o britânico Pete Postlethwhaite, já não estará cá para testemunhar o futuro - morreu no passado dia 2 de Janeiro.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Em Moscovo não querem neve no Inverno!?

Yury Luzkhov, o presidente da Câmara de Moscovo, a capital da Rússia, declarou guerra à Natureza titulava a notícia. Vendo-se aquilo assim a frio, poder-se-ia pensar que ele ia mandar derrubar árvores, arrancar flores, erradicar jardins, fuzilar pássaros …
Mas não. Afinal, o governante só quer minimizar os efeitos da neve no duro Inverno russo alterando a composição das nuvens.Como, perguntarão vocês? Vai pagar à Força Aérea russa para espalhar gelo seco e partículas de cimento nas nuvens, criando precipitação.Como o plano tem um custo estimado de quatro milhões de euros, parece que conseguirá poupar três milhões pois só para limpar neve em Moscovo gastam-se sete milhões de euros.
E a poluição sonora e atmosférica que os aviões da força aérea russa vão provocar, alguém contabilizou isso? E se o Inverno for rigoroso, será que os moscovitas não vão andar a nadar em água da chuva? E num inverno sem neve, mas chuva será que se vai beber a mesma quantidade de "vodka"? E assim sendo, quais as perdas económicas nesse sector? E sem neve, será que o turismo se vai manter? E quem estará disposto a andar a nadar em lama na Praça Vermelha em vez de lá ter neve? Esta mania de interferir com o curso da natureza ainda vai ser a morte do artista!