200 pessoas foram assassinadas em 2016 por defenderem as suas casas, meios de subsistência, terras, florestas e rios de que dependem, contra indústrias destrutivas e o landgabbing. Segundo o relatório DEFENDERS OF THE EARTH da Global Witness, o Brasil lidera esta lista negra com 49 defensores da terra assassinados.
«Nunca foi tão fatal tomar uma posição contra as empresas que roubam terras e destroem o meio ambiente. O novo relatório da Global Witness "Defenders of the Earth", descobriu que quase quatro pessoas foram assassinadas todas as semanas em 2016, protegendo suas terras e o mundo natural de indústrias como mineração, exploração madeireira e agronegócios.
O assassinato é apenas uma das muitas táticas usadas para silenciar os defensores da terra e do meio ambiente, incluindo ameaças de morte, prisões, agressões sexuais e ataques legais agressivos.
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Não só o número de assassinatos de defensores da terra está a crescer, mas também se estão a espalharo. Em 2016, documentamos 200 assassinatos em 24 países, em comparação com 185 em 16 em 2015. Quase 40% dos assassinados eram indígenas. A falta de processos também dificulta a identificação dos responsáveis, mas encontramos evidências fortes de que a polícia e as forças armadas estavam por trás de pelo menos 43 assassinatos, com atores privados, como guardas de segurança e assassinos contratados, ligados a 52 mortes.
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É cada vez mais claro que, globalmente, os governos e empresas estão a falhar no seu dever de proteger ativistas em risco. Eles admitem um nível de impunidade que permite que a grande maioria dos perpetradores andem livres, encorajando os aspirantes a assassinos. Os investidores, incluindo bancos de desenvolvimento, estão a alimentar a violência apoiando projetos que prejudicam o meio ambiente e atropelam os direitos humanos.»
Fonte e relatório em Global Witness: https://www.globalwitness.org/en/campaigns/environmental-activists/defenders-earth/
