terça-feira, 18 de julho de 2017

"A parte mais difícil de ser vegano!"

«A verdadeira dificuldade em ser vegano não envolve comida. A parte mais difícil de ser vegano é dar de cara com um lado mais sombrio da humanidade e tentar permanecer esperançoso. É tentar entender porque pessoas boas e caridosas continuam a participar de violência desnecessária contra animais - apenas pelo seu prazer ou conveniência.»
Fonte: Veganize

domingo, 16 de julho de 2017

A sexta extinção em massa, aí e a acelerar!

«Cientistas alertam para sexta extinção em massa na Terra

Uma “aniquilação biológica” da vida selvagem nas últimas décadas é a conclusão de um novo estudo que dá conta de que milhares de milhões de mamíferos, aves, répteis e anfíbios desapareceram em todo o mundo desde o início do século XX. Para os cientistas significa que está em curso a sexta extinção em massa na história da Terra. O tempo para agir "é muito curto" e a humanidade acabará por pagar um preço muito alto.


O estudo foi conduzido pelos cientistas Gerardo Ceballos, Paul R. Ehrlich e Rodolfo Dirz e analisou 27.500 espécies de vertebrados terrestres (aves, répteis, anfíbios e mamíferos) desde o ano 1900.

Publicado pela PNAS - a revista oficial da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a análise dos investigadores incidiu sobre a redução das populações em espécies existentes, raras e comuns, em vez de analisarem o número de espécies extintas ou em perigo de extinção, processo que era habitualmente utilizado.



“A aniquilação biológica resultante terá, obviamente, sérias consequências ecológicas, económicas e sociais. A humanidade acabará por pagar um preço muito alto pela diminuição do único conjunto de vida que conhecemos no Universo”, explicou ao The Guardian um dos autores do estudo, o mexicano, Gerardo Ceballos.

Rinoceronte filhoteE acrescenta: “A situação tornou-se tão má que não seria ético não usar linguagem forte (…) Todos os sinais apontam para agressões ainda mais poderosos à biodiversidade nas próximas duas décadas, criando uma perspetiva sombria para o futuro da vida, incluindo da vida humana”.

A vida selvagem está a desaparecer devido à destruição do habitat, à poluição, à invasão de espécies exóticas e às alterações climáticas. Mas a principal causa é “a sobrepopulação humana, o crescimento populacional contínuo e o superconsumo”

Fonte e artigo completo (11/7/2017)  em RTP: https://www.rtp.pt/noticias/mundo/cientistas-alertam-para-sexta-extincao-em-massa-na-terra_n1013982#




sexta-feira, 14 de julho de 2017

Assassinados por lutarem contra o "landgrabbing"

200 pessoas foram assassinadas em 2016 por defenderem as suas casas, meios de subsistência, terras, florestas e rios de que dependem, contra indústrias destrutivas e o landgabbing.  Segundo o relatório DEFENDERS OF THE EARTH da Global Witness, o Brasil lidera esta lista negra com 49 defensores da terra assassinados.

«Nunca foi tão fatal tomar uma posição contra as empresas que roubam terras e destroem o meio ambiente. O novo relatório da Global Witness "Defenders of the Earth", descobriu que quase quatro pessoas foram assassinadas todas as semanas em 2016, protegendo suas terras e o mundo natural de indústrias como mineração, exploração madeireira e agronegócios.

O assassinato é apenas uma das muitas táticas usadas para silenciar os defensores da terra e do meio ambiente, incluindo ameaças de morte, prisões, agressões sexuais e ataques legais agressivos.
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Não só o número de assassinatos de defensores da terra está a crescer, mas também se estão a espalharo. Em 2016, documentamos 200 assassinatos em 24 países, em comparação com 185 em 16 em 2015. Quase 40% dos assassinados eram indígenas. A falta de processos também dificulta a identificação dos responsáveis, mas encontramos evidências fortes de que a polícia e as forças armadas estavam por trás de pelo menos 43 assassinatos, com atores privados, como guardas de segurança e assassinos contratados, ligados a 52 mortes.
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É cada vez mais claro que, globalmente, os governos e empresas estão a falhar no seu dever de proteger ativistas em risco. Eles admitem um nível de impunidade que permite que a grande maioria dos perpetradores andem livres, encorajando os aspirantes a assassinos. Os investidores, incluindo bancos de desenvolvimento, estão a alimentar a violência apoiando projetos que prejudicam o meio ambiente e atropelam os direitos humanos.»

Fonte e relatório em Global Witnesshttps://www.globalwitness.org/en/campaigns/environmental-activists/defenders-earth/



sexta-feira, 7 de julho de 2017

MAIS DE UM MILHÃO CONTRA O GLIFOSATO (comunicado)

Plataforma Transgénicos Fora
www.stopogm.net
2017/07/07
A mais rápida de todas as Iniciativas de Cidadania Europeia


Num período record de cinco meses mais de um milhão de pessoas, de todos os Estados Membros da União Europeia, assinaram a favor da proibição do herbicida glifosato. A Iniciativa de Cidadania Europeia (ICE), que foi liderada em Portugal pela Plataforma Transgénicos Fora, exige também que o processo europeu de autorização de pesticidas seja profundamente melhorado e ainda que se estabeleçam metas obrigatórias para a redução do uso de pesticidas na União Europeia (UE).

Em Portugal foram recolhidas 9632 assinaturas (8901 das quais online; sendo as restantes em papel), que foram já entregues para validação à autoridade nacional competente. No total, em toda a UE, assinaram 1 320 517 pessoas. A Comissão Europeia tem agora a obrigação legal de responder às três solicitações em causa através da proposta de medidas concretas no sentido da sua implementação.

O glifosato é o aspeto mais visível e imediato desta ICE. Segundo o agrónomo Jorge Ferreira, da coordenação da Plataforma, "A Comissão pretende reautorizar por mais 10 anos um herbicida que causa cancro em animais de laboratório, para além de induzir desregulação hormonal e malformações congénitas. O lucro privado não justifica o desprezo pela saúde pública e a ECI obriga Bruxelas a encarar os factos: os europeus não querem pesticidas em geral, nem o glifosato em particular."
Neste momento está previsto que em 19-20 de julho o dossiê do glifosato seja discutido no Comité Permanente relevante (ver http://tinyurl.com/paffglif) e a primeira votação tenha lugar em outubro deste ano. O braço de ferro entre a vontade dos europeus e os interesses da indústria dos pesticidas vai continuar, cada vez mais visível, nos próximos meses.

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A Plataforma Transgénicos Fora é uma estrutura integrada por onze entidades não-governamentais da área do ambiente e agricultura (AGROBIO, Associação Portuguesa de Agricultura Biológica; CAMPO ABERTO, Associação de Defesa do Ambiente; CNA, Confederação Nacional da Agricultura; CPADA, Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente; GAIA, Grupo de Ação e Intervenção Ambiental; GEOTA, Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente; Associação IN LOCO, Desenvolvimento e Cidadania; LPN, Liga para a Proteção da Natureza; MPI, Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente e QUERCUS, Associação Nacional de Conservação da Natureza) e apoiada por dezenas de outras. Para mais informações contactar info@stopogm.net ou www.stopogm.net

Mais de 10 mil cidadãos portugueses reiteraram já por escrito a sua oposição aos transgénicos.

Fonte: http://www.stopogm.net/mais-de-um-milhao-de-assinaturas-contra-o-glifosato


quarta-feira, 5 de julho de 2017

"As chamas do cifrão" (por Pedro Miguel Cardoso)

"Já repararam no que há em comum nos factores que potenciaram a tragédia? Lucros privados, prejuízos colectivos. O cifrão é quem mais ordena."

A seguir, a transcrição do artigo de Pedro Miguel Cardoso publicada no Jornal Económico (SAPO):

As chamas do cifrão
Pedro Miguel Cardoso, Investigador

Imagem daqui
«A tragédia de Pedrógão Grande que queimou Portugal não é apenas um azar. É também o resultado de um rumo político e económico que tem uma dimensão global e uma dimensão nacional. Ilustrativo do tempo em que vivemos.

No que diz respeito à dimensão global, muitos cientistas têm alertado que o uso intensivo de combustíveis fósseis (petróleo, carvão, gás natural) como fontes energéticas contribui de forma decisiva para rápidas e perigosas alterações climáticas. Prevê-se, entre outras consequências, uma subida da temperatura média global e o aumento da intensidade e frequência de fenómenos climáticos extremos. Para Portugal, as ondas de calor, a redução da precipitação e os incêndios de grandes proporções são esperados. As tentativas de regular e reduzir as emissões dos gases com efeito de estufa têm sido insuficientes perante as dinâmicas capitalistas globais e as poderosas indústrias envolvidas. Combinado com esta problemática temos a ascensão internacional do neoliberalismo, do culto das privatizações, da liberalização dos mercados, do lucro acima de tudo, de um Estado reduzido ao serviço dos grandes negócios. Um movimento intelectual e político que teve tradução e imitação portuguesa.

É neste quadro que podemos compreender que Portugal tenha uma floresta vocacionada para os interesses da indústria da madeira e das celuloses, com grande proporção de árvores altamente inflamáveis como o eucalipto e o pinheiro-bravo. Que seja o país europeu com a maior área de eucalipto, com a menor percentagem de floresta pública (2%) e a maior percentagem de floresta ardida. Que se tenha dado uma machadada nos serviços florestais e na vigilância da floresta. Que tenhamos um sistema de comunicações de emergência e segurança (SIRESP) que aparentemente custou 5 vezes mais do devido e que não funciona em alturas críticas. Que o Estado contrate ao privado dispendiosos meios aéreos de combate aos incêndios em detrimento da participação da Força Aérea Portuguesa. Que tenhamos um crescente despovoamento de uma parte significativa do território e as populações que aí vivem continuem a assistir à migração dos serviços públicos. Para resgatar a banca o dinheiro sempre aparece, para apoiar as pessoas e os territórios falta dinheiro.

Já repararam no que há em comum nos factores que potenciaram a tragédia? Lucros privados, prejuízos colectivos. O cifrão é quem mais ordena. Milton Friedman não estará cá para ver mas uma sociedade e economia baseada na promoção da ganância privada não dá bons resultados. A não ser que haja uma mudança de rumo (não apenas em Portugal), o cifrão poderá bem figurar no caixão da humanidade.»

Fonte: http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/as-chamas-do-cifrao-179803 (5/7/2017)

sábado, 24 de junho de 2017

Eucaliptos e estupidez

Como é que se pode, mesmo após a tragédia de Pedrógão Grande, querer destinar 9 milhões de euros para plantações de eucaliptos, já de si altamente rentáveis (e inflamáveis) em vez de utilizar essa verba para promover a plantação de carvalhos (menos rentável e menos inflamável) e espécies autóctones?

A explicação mais óbvia, é, claro, é o poder dos lobbies da indústria do papel, o querer ganhar muito dinheiro e depressa  à custa do que for preciso, nem que sejam vidas humanas.

Uma outra explicação, já a deu Einstein: «Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta." (daqui)


Fica aqui o apelo à participação nas manifestações por uma Floresta Sustentável  (ver mais aqui)

E não deixem de ver o vídeo da TeleSUR, abaixo.