sexta-feira, 29 de abril de 2016

Glifosato: muito pior que erva daninha! (Linha da Frente)

«"Erva Daninha" é o titulo do próximo programa LINHA DA FRENTE , com emissão no dia 30 de abril, logo após o Telejornal.  

"Erva Daninha" é uma reportagem sobre o herbicida mais utilizado em Portugal e no Mundo, na agricultura e na jardinagem e que dá pelo nome de Glifosato.

O Glifosato é um químico controverso. Alguns estudos internacionais associam-no ao cancro, uma vez que o produto é aplicado na terra para combater as ervas mas os seus compostos passam para o corpo humano através da ingestão de alimentos e da água.
O tema é de tal forma polémico que a Comiisão Europeia vai reavaliar, dentro de um mês, a renovação da licença de utilização do Glisofasoto.
A RTP, através da Plataforma Transgénicos Fora, quis saber o que se está a passar com as famílias portuguesas. Há ou não presença de Glifosato na urina?
Foram enviadas amostras para um laboratório de uma universidade norte americana e os resultados são assustadores.
"Erva Daninha" é uma reportagem de Marta Jorge, com imagem de Paulo Jorge e edição António Nunes.» 

Fonte: Linha da Frente 

Veja aqui o teaser (https://www.facebook.com/linhadafrente/videos/1172486702801637/) 

(ver horários aqui)

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Banir o Glifosato!

Apesar de o herbicida glifosato ser considerado pela Organização Mundial de Saúde como "provavelmente cancerígeno para seres humanos", no passado dia 15 de abril, a Assembleia da República rejeitou as propostas do Bloco de Esquerda, dos Verdes e do PAN de interditar o uso de glifosato em Portugal:

«ESTAMOS EM COUNTDOWN! Nos dias 18 e 19 de maio, a Comissão Europeia vai tomar uma decisão que afetará a saúde de todos os europeus. Nesses dois dias, os comissários vão decidir se o herbicida glifosato poderá continuar a ser usado por mais 15 anos. Porque devemos lutar contra esta prorrogação? Acompanhe-nos e fique a saber tudo sobre este perigoso contaminante.»  

Assim começou uma campanha do programa Biosfera, que diariamente publica  (no Facebook) implicações negativas do glifosato, dos quais, duas imagens são aqui incluídas.

Se visita este blogue, provavelmente estará de acordo com a seguinte petição. Ajude a eliminar o glifosato da agricultura e dos espaços públicos de Portugal, assine e divulgue:



Biosfera 512 - Glifosato: O fim para breve? from Farol de Ideias on Vimeo.

«O glifosato é o herbicida mais utilizado no mundo e foi recentemente classificado pela Organização Mundial de Saúde como “potencial carcinogénico”. Os solos agrícolas ou os jardins urbanos recebem frequentemente milhões de litros deste produto no combate a plantas infestantes. Qual o impacto deste herbicida na saúde das populações?»  Sinopse do episódio do Biosfera sobre o Glifosato, emitido no passado dia 16 de abril (acima)

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Dia da Terra 2016



Planet Earth BBC Trailer (HD).mp4 from Pablo Gulynn on Vimeo.

Saibamos ver, ouvir e sentir a beleza da nossa Terra para que a possamos entender e proteger.

Enquanto a estragamos, estragamos o nosso futuro. 
Se a cuidarmos, cuidamos do nosso futuro.

«Porque a conjugação entre as belíssimas imagens da natureza da BBC (Planet Earth) com a música "Hoppípolla" da banda islandesa Sigur Rós simplesmente merece ser partilhada. Com os agradecimentos ao João Soares, do blogue Bioterra


Mensagem publicada inicialmente em 01/02/2012 com o título «"Hoppípolla" e o Planeta Terra» e republicada em 22/04/2016 (em versão HD) para assinalar o Dia da Terra.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Mobilização contra patente sobre tomates

COMEÇOU A MOBILIZAÇÃO PARA AÇÃO COLETIVA CONTRA UMA PATENTE SOBRE TOMATES NORMAIS
«2016/04/21 _ Todos os cidadãos europeus podem constituir-se parte interessada
Uma coligação de organizações não governamentais de toda a Europa, onde se inclui a Plataforma Transgénicos Fora, iniciou os procedimentos legais para uma ação coletiva contra a patente do tomate (resultante de melhoramento convencional) atribuída à companhia suíça Syngenta. Durante o período inicial, até 12 de Maio, milhares de cidadãos vão ser convidados a aderir e tornar-se parte interessada do processo legal. Espera-se que desta forma os políticos europeus acabem por ser legalmente forçados a tomar medidas que protejam a sociedades das patentes indiscriminadas que privatizam plantas e animais totalmente normais que sempre foram um recurso comum da Humanidade...» (continua aqui)

Formulário e instruções para cada um preencher de modo a participar na ação coletiva: http://tinyurl.com/z8oaasr 

Preencher, assinar (em papel) e enviar até 2 de maio para:
       Plataforma Transgénicos Fora
       Apartado 5052
       4018-001 PORTO
Fonte e mais informação em Plataforma Transgénicos Fora

domingo, 17 de abril de 2016

Quem quer petróleo em Portugal?

«Todos sabemos os problemas que o nosso planeta enfrenta. E todos sabemos as vantagens das energias sustentáveis. Contudo, o que poucas pessoas sabem é que desde 2002 o governo português decidiu abrir várias concursos públicos para a prospecção, exploração e produção de hidrocarbonetos em várias regiões de Portugal.
Queremos propagar ao máximo este conteúdo. Queremos informar a população. Queremos alertar para os perigos desta actividade. Queremos mudar, enquanto podemos.»




Imagem obtida em Sulinformação
Quando os interesses económicos (de alguns) estão à frente de tudo o resto (natureza, pessoas, economia local, ...), coisas muito más podem acontecer, e acontecem ...

Além disso, como é dito no blogue Octopus "A grande maioria das populações dos países produtores de petróleo não tiram qualquer benefício dessa produção".

Mas não é só no Algarve que há interesses em exploração de hidrocarbonetos (petróleo e gás natural), o Alentejo e outras regiões estão na mira...

Uma petição já foi entregue pela PALP na Assembleia da República, mas não vale ficar à espera. Informe-se e divulgue, participe.  Mais informação em  palp.pt  (ver também as FAQ) e no Biosfera de 5/3/2016 (abaixo).


Biosfera 506 - Prospeção e exploração de hidrocarbonetos no Algarve from Farol de Ideias on Vimeo.

Petições contra a exploração de hidrocarbonetos no Algarve:
Petição Pública:
Change.org:

segunda-feira, 11 de abril de 2016

"A Guerra dos Cereais", dia 15/4 em Famalicão

Na sessão AMBIENTAR-SE de abril, o Grupo Famalicão em Transição, depois de Cowspiracy, apresenta mais um tema relacionado com ambiente, alimentação e interesses económicos das multinacionais:

 A GUERRA DOS CEREAIS

Dia 15 de abril de 2016 (sexta) às 21h30
Na Casa do Território, Parque da Devesa, Vila Nova de Famalicão
Gratuito, entrada livre (até à lotação da sala)

Os convidados para dinamização do debate têm dedicado uma boa parte da sua vida  à preservação do património genético de variedades regionais:
  • Atimati (Elsa Aroso), dedica a vida à divulgação de práticas agrícolas mais saudáveis e à preservação de sementes naturais;
  • Raúl Rodrigues, Eng., Professor na Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, que tem recolhido variedades de macieiras e outras árvores de fruta do Minho.
"A GUERRA DAS SEMENTES"  (ou "A Guerra dos Cereais") é um documentário de  Stenka Quillet et Clément Montfort, França, 2014 ( "La Guerre des Graines", 52 min).

«Aqui está um filme útil. Um filme que fornece as chaves para a compreensão de como as multinacionais querem confiscar a vida. Um filme que o faz querer lutar para salvar a nossa independência alimentar.»  Fonte: LaTeleLibre.fr

Sinopse:
 «A biodiversidade das sementes é um bem comum da humanidade, da mesma forma que a água ou o ar, ou é uma mercadoria? Num futuro muito próximo, os agricultores deixarão de ter direito a replantar suas próprias sementes. Na Europa, a legislação surge para controlar o uso de sementes agrícolas ... Por trás disto, 5 grandes empresas que já detêm metade do mercado de sementes, unem esforços para a sua privatização.
Este documentário revela uma guerra silenciosa, uma história desconhecida cujo desafio é especialmente crítico: a nossa independência alimentar.»

Trailer (em francês) abaixo. Trailer em inglês aqui

As sessões AMBIENTAR-SE são uma parceria entre o Município de Vila Nova de Famalicão (Parque da Devesa) e instituições locais ligadas à proteção do ambiente, que constam na exibição de um filme de tónica ambiental com debate no final (em 2016, são na terceira sexta-feira do mês).

Informações: parquedadevesa@vilanovadefamalicao.org / 252 374 184
Evento no Facebook:  https://www.facebook.com/events/488630961329762/



(Post idêntico ao publicado no blogue Famalicão Melhor em 9/4/2016)

sábado, 9 de abril de 2016

Quando visitaremos outra galáxia? (Neil deGrasse Tyson​)

Interessante ouvir Neil deGrasse Tyson, astrofísico e divulgador científico, a explicar quando visitaremos outra galáxia, e perceber como somos minúsculos.

Imagem obtida aqui
«As pessoas dizem: "queremos o uso pacífico do espaço, no espaço, não queremos guerras". E eu acho que isso é completamente irrealista e imaturo. Eu acho que teremos muitas guerras no espaço, sabem por quê? Porque já temos guerras aqui na Terra!  Se descobrir uma maneira de não ter guerras no espaço, então porque não aplicá-la aqui na Terra? Porque é preciso ir ao espaço para não se matarem uns aos outros? Faça isso aqui. E então teremos confiança de que poderemos ir ao espaço a qualquer galáxia!»  Neil deGrasse Tyson

No entanto, não esqueçamos que somos feitos da mesma matéria que as estrelas!



Agradeço ao Bruno Santos Ribeiro, autor do blogue "O Lusoniversalista" ter divulgado o vídeo (via a sua página no facebook).

quinta-feira, 31 de março de 2016

Land Grabbing (documentário)

«As terras agrícolas do mundo estão em risco. A demanda pela terra cresceu, com os investidores a produzir alimentos para exportação, a cultivar para os biocombustíveis ou simplesmente a comprar terras para o lucro.» Fonte: RTP

Já falei aqui em Landgrabbing, agora venho avisar que dia 31/3 às 20h00 a RTP3 exibe o documentário Land Grabbing  (Áustria, 2015). Será exibido novamente no dia 5 de abril 2016 às 02:08 na RTP1.

Como, com a desculpa de "produzir mais para melhorar a qualidade de vida", os governos despojam os pequenos agricultores das suas terras, que vendem ou concessionam ao desbarato a grandes corporações. Resultado, ganham as grandes corporações, que exportam para os países ricos com mão de obra baratíssima, e perdem as populações locais que ficam sem as suas terras, sem as suas casas, sem o seu ganha pão; e se se empregam nas  produções, ganham uma miséria. Portanto, ao contrário do apregoado, a qualidade de vida dos locais, piora. Perde também a biodiversidade, com o abate de floresta e  instalação de monoculturas, perde o ambiente com a agricultura química que contamina as terras e a água.

Entretanto, se não viu ainda, não perca o documentário pode ser visto (por agora) em http://www.rtp.pt/play/p2394/e230091/land-grabbing. Não perca!

Trailer:


Site do documentário: http://www.land-grabbing.com/

segunda-feira, 21 de março de 2016

Tua Último Ano

«Assista e partilhe estes vídeos. Ajude-nos a espalhar a mensagem sobre o vale do TUA e actue.
Envie já a carta para a UNESCO. Evite a conclusão da barragem. #savetua»



«A barragem localiza-se na foz do rio Tua, a um quilómetro da sua confluência com o rio Douro. Os 108 metros desta parede de betão situam-se a poucos metros do coração do Alto Douro Vinhateiro, sendo que o paredão e grande parte da albufeira estão dentro da zona tampão.

Fotografia de Duarte Belo, daqui
O impacto na paisagem classificada será tremendo, agravado pela linha de muito alta tensão que ligará a barragem à rede elétrica nacional, atravessando o coração da região onde é produzido o célebre Vinho do Porto.


No início da construção, a UNESCO identificou um conflito entre a existência da barragem e a classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial mas, em 2012, considerou que o projeto era compatível, desde que uma série de requisitos fossem seguidos. Acontece que não foram.
»

Fonte: http://ultimoanodotua.pt/

«O que está em causa não é apenas a proteção ambiental de uma região considerada Património Mundial pela UNESCO. É também a preservação económica, social e cultural do Alto Douro Vinhateiro, a mais antiga região demarcada do mundo, de características únicas, ameaçada por um projeto que não traz vantagens ao território nem aos seus habitantes.»

(Vídeos Último Ano do Tua neste blogue aqui)

domingo, 20 de março de 2016

Tua Última Descida do Rio



«Esta é a história de Ricardo Inverno, presidente do Clube de Canoagem de Águas Bravas de Portugal. Como tantos outros, irá perder uma das melhores regiões para a prática de desportos de montanha e águas bravas da Europa, para que se construa a Barragem de Foz Tua, uma barragem que ninguém quer, mas que todos vão pagar.»

Fotografia de Aníbal Gonçalves, daqui
«O único objetivo desta barragem é a produção de energia elétrica, alegadamente para diminuir a dependência externa energética do país. Contudo, apenas irá contribuir com 0,1% do total nacional da energia consumida, correspondente a 0,5% da eletricidade.
Será fortemente subsidiada, um fardo inútil sobre os consumidores e contribuintes
Alternativas como a eficiência energética, o reforço de potência de barragens já existentes e a produção de energia solar, entre outras, garantem uma relação custo-eficácia muito melhor e, ao contrário das grandes barragens, benefícios ambientais claros.»
Fonte e carta para Unesco em http://ultimoanodotua.pt/

sábado, 19 de março de 2016

Tua Última Colheita



«Esta é a história de Manuel Queiroga, produtor agrícola na região do Tua, integrada no Alto Douro Vinhateiro, classificado como Património Mundial pela UNESCO. Como tantos outros, foi obrigado a vender o seu terreno agrícola para que se construa a Barragem de Foz Tua, uma barragem que ninguém quer, mas que todos vão pagar.»
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=0O43MCeXJAU

Foto: Maria Antónia Guedes, daqui
«A barragem será um desastre ecológico, destruindo ecossistemas raros e terrenos agrícolas. Inundará mais de 400 hectares de olival, montado e vinhas, bem como habitats protegidos.  Em vez de correr, o rio ficará aprisionado numa albufeira.
A qualidade da água vai degradar-se e, consequentemente, poluir a água do rio Douro.
Com o aumento da evaporação haverá mais humidade no ar, aumentando a incidência de doenças das vinhas, como o míldio. A albufeira também vai bloquear o curso normal dos sedimentos, impedindo a reposição natural de areia nas praias e contribuindo para um aumento da erosão costeira.»
 Fonte e carta para Unesco em http://ultimoanodotua.pt/