quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

OGM: 1 - Os transgénicos estarão condenados naturalmente?



1º vídeo de perguntas e respostas da sessão “Milho transgénico e glifosato - há alternativas eficazes?”  , 29 de Setembro 2018,  Vila Velha de Ródão.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Alimentar o Futuro

 Aquilo que escolhemos comer influencia a nossa saúde, mas também um sistema económico que pode prejudicar mais ou menos o ambiente e as pessoas,  como já várias vezes se falou neste blogue.


Felizmente, a Associação Portuguesa de Nutrição tem também divulgado o papel da alimentação na saúde do planeta, com conferências e sessões de cinema sobre a sustentabilidade alimentar. Tem também com a disponibilizado informação sobre o tema, designadamente um e-book:


que muito aconselho a lerem (e do qual foram extraídas as imagens).



Também sobre o assunto, abaixo fica o trailer do documentário “SustainablEating”, que conta com a participação do Dr. Pedro Graça, Diretor do Programa Nacional para uma Alimentação Saudável.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Alterações climáticas e direitos humanos

Hoje faz 70 anos desde a Declaração dos Direitos Humanos, fica aqui uma reflexão, seguida de um  extracto de artigo do Washington Post sobre as emissões de CO2.

Os políticos que ignoram os avisos dos cientistas em relação às alterações climáticas,estão a promover graves violações do direitos humanos, ecocídios e mesmo genocídios. E deviam ser responsabilizados por isso. 

«As emissões globais de dióxido de carbono estão a atingir os níveis mais altos já registados, disseram os cientistas na quarta-feira, em relação às mais recentes evidências do abismo entre as metas internacionais de combate às alterações climáticas e o que os países estão a fazer.

Entre 2014 e 2016, as emissões permaneceram praticamente inalteradas, levando a esperanças de que o mundo estava a começar a mudar. Essas esperanças foram frustradas. Em 2017, as emissões globais cresceram 1,6% . O aumento em 2018 é projetado para ser de 2,7 %.

O aumento esperado, que leva as emissões de combustíveis fósseis e industriais a um recorde de 37,1 biliões de toneladas de dióxido de carbono por ano, está a ser impulsionado por uma taxa de crescimento das emissões de 5% na China e mais de 6% na Índia, juntamente com o crescimento em muitas outras nações. As emissões dos Estados Unidos cresceram 2,5%, enquanto as da União Europeia caíram apenas 1%.

Enquanto as nações continuam as conversações sobre o clima na Polónia, a mensagem do relatório de quarta-feira não foi ambígua: quando se trata de promessas para cortar nas emissões de gases com efeito estufa, o mundo está completamente fora do alvo.

"Estamos em apuros. Estamos em profundamente em apuros com as alterações climáticas", disse nesta semana o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na abertura da 24ª conferência anual sobre o clima, em que os países lutarão com as metas ambiciosas que necessitam para reduzir drasticamente as emissões de carbono nos próximos anos.

"É difícil exagerar a urgência da nossa situação", disse ele. "Mesmo quando testemunhamos impactos climáticos devastadores pelo mundo, ainda não fazemos o suficiente, nem avançando com a velocidade que é preciso para evitar uma crise climática irreversível e catastrófica."
...» 
Fonte  (tradução livre) e artigo completo 

domingo, 9 de dezembro de 2018

O impacto das alterações climáticas na Europa


«O impacto das alterações climáticas já se sente  nos ecossistemas, setores económicos e na saúde e bem-estar das pessoas na Europa. Todas as regiões são afetadas, mas não da mesma maneira. »

Fonte e imagem original:
http://www.europarl.europa.eu/news/en/headlines/priorities/climate-change/20180905STO11945/infographic-how-climate-change-is-affecting-europe

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

O que é o glifosato?

O herbicida químico denominado glifosato, mais conhecido pela marca comercial Roundup (entre muitas outras)  foi objeto de estudo pela IARC (Agência Internacional de Pesquisa do Cancro), apresentado em 2015.  As informações que se seguem são excertos traduzidos desse estudo, que pode ser consultado aqui.

Talvez os números nos ajudem a entender como há tanto interesse em manter o negócio num produto que contamina o ambiente (solo, água, plantas, animais,...) , e, consequentemente, as pessoas (ver aqui e aqui, e o vídeo mais abaixo).


«GLIFOSATO
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1.2.1 Produção
a) Processos de fabrico
O glifosato foi sintetizado pela primeira vez em 1950 como um potencial composto farmacêutico, mas a sua atividade herbicida só foi descoberta quando foi re-sintetizado e testado em 1970.
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b) Volume de produção
O glifosato é produzido por pelo menos 91 produtores em 20 países, incluindo 53 na China, 9 na Índia, 5 nos EUA e outros na Austrália, Canadá, Chipre, Egito, Alemanha, Guatemala, Hungria, Israel, Malásia, México, Singapura, Espanha, Taiwan (China), Tailândia, Turquia, Reino Unido e Venezuela.
O glifosato está registado para uso em mais de 130 países e é provavelmente o herbicida mais utilizado no mundo, com um volume de produção global anual estimado em aproximadamente 600.000 toneladas em 2008, aumentando para cerca de 650.000 toneladas em 2011, e para 720.000 toneladas em 2012.
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1.2.2 Usos
O glifosato é um herbicida sistémico de amplo espetro, pós-emergente, não seletivo, que efetivamente mata ou suprime todos os tipos de plantas, incluindo gramíneas, plantas perenes, videiras, arbustos e árvores. Quando aplicado a taxas mais baixas, o glifosato é um regulador de crescimento vegetal e dessecante. Tem usos agrícolas e não agrícolas em todo o mundo.
a) Agricultura
O glifosato é eficaz contra mais de 100 espécies anuais de ervas daninhas e gramíneas de folhas largas, e mais de 60 espécies perenes de ervas daninhas. 
As taxas de aplicação são de cerca de 1,5 a 2 kg/ha para uso pré-colheita, pós-plantio e pré-emergência; cerca de 4,3 kg/ha como spray dirigido em videiras, pomares, pastagens, silvicultura e controle de plantas daninhas industriais; e cerca de 2 kg/ha como herbicida aquático.
Os métodos comuns de aplicação incluem aplicações de pulverização aérea de larga escala,  direcionada ou localizada.
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b) Uso residencial
O glifosato é amplamente utilizado para controle de ervas daninhas em todo o mundo. Nos EUA, o glifosato foi consistentemente classificado como o segundo pesticida mais usado (após o 2,4-D) no setor de mercado de casa e jardim entre 2001 e 2007, com um uso anual de 2000–4000 toneladas.
c) Outros usos
O glifosato foi inicialmente usado para controlar ervas daninhas perenes em taludes e margens,  beiras de estrada e sob linhas de energia. Também é usado para controlar espécies invasoras em sistemas aquáticos ou alagados. Cerca de 1 a 2% do uso total de glifosato nos EUA destina-se à gestão florestal.
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6. Avaliação
6.1 Cancro em humanos
Há evidências limitadas em humanos para a carcinogenicidade do glifosato. Uma associação positiva foi observada para o linfoma não-Hodgkin.
6.2 Cancro em animais experimentais
Há evidência suficiente em animais experimentais para a carcinogenicidade do glifosato.
6.3 Avaliação geral
O glifosato é provavelmente carcinogénico para humanos (Grupo 2A)»

Fonte: https://monographs.iarc.fr/wp-content/uploads/2018/06/mono112-10.pdf
Monografias da IARC "SOME ORGANOPHOSPHATE  INSECTICIDES AND HERBICIDES":
https://monographs.iarc.fr/wp-content/uploads/2018/07/mono112.pdf

Abaixo a reportagem Linha da Frente "Erva Daninha" sobre o glifosato (2016).