sexta-feira, 11 de setembro de 2009

"Uma vida interligada" - para ver e reflectir

Talvez sejamos omnívoros por natureza. E talvez também sejamos cruéis por natureza. Já mudámos totalmente o mundo que nos rodeia. Será que conseguimos mudar a nossa natureza? Lanço o repto, vejam o belissimo filme sobre uma filosofia de vida motivada por convicções éticas com base nos direitos dos animais - o veganismo. 



27 comentários:

  1. Mais um filme a agradecer ao amigo Vasco Santos. Obrigada.

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  2. Uma vez tentei perguntar a um professor de "filosofia antiga" o que teria a dizer "a um vegetariano" e, a resposta foi algo análogo com: "se o argumento for: matar seres vivos é errado - comam pedras"... todavia, parece-me mais indicado alarmar para o excesso e para o modo como alguns ainda "olham" para o animal. Também acredito que não será "totalmente correcto" dizer-se que é uma "filosofia de vida motivada por convicções éticas", mas isso daria um enorme debate...
    Bem haja, um abraço.

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  3. Jeune Dame de Jazz

    Parece-me que não comer qualquer alimento derivado de um animal só não será uma convicção ética se for por motivo de saúde. E nesse caso não sei se se chamaria Vegan. Por isso, e não o sendo, não duvido que ser Vegan é uma filosofia de vida.

    Sei que muita gente discorda, que não será capaz, nem sequer quer ou acredita nessa filosofia.

    Mas, convenhamos, é um modo de vida muito mais amigo do planeta e da natureza!

    E que se trata muito mal os animais na maioria das explorações pecuárias, já o sabemos (ver em Consertar a Cadeia Alimentar).

    Por isso, não assumindo o compromisso de me tornar Vegan ou Vegetariana, pelo menos por agora, assumo o de continuar a reduzir o consumo de carne.

    Obrigada pelo contributo, Jeune Dame de Jazz

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  4. Amiga Manuela,

    Eu também não sou Veg., mas cada vez como menos carne e tenho consciência de que se come demais nesta parte do continente e se morre de fome do outro lado do Mundo.

    O filme é fantástico e dá uma ideia concreta do como proceder.
    Obrigadapela partilha
    Beijos



    PS.
    Se não for trabalhar a full time, como estou a contar, ainda vou criar um novo Blogue só para causas. Depois será mais uma a divulgar. Pelo menos isso.

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  5. Cara Manuela Araújo
    Antes de mais, obrigada pelas palavras..No fundo, a mensagem era mesmo "(...) é um modo de vida muito mais amigo do planeta e da natureza!".. A minha "pega" (saudável...risos) "vai" pelo lado conceptual...Quero dizer, imagine "um vegan" portador de tuberculose multi-resistente. Sendo uma doença de declaração obrigatória e, constituindo uma situação de urgência para o indivíduo/a e para a saúde pública, talvez seja necessária a prestação de alguns cuidados médicos, os quais ultrapassam a sua "filosofia de vida"...O quer isto dizer: nem tanto ao mar, nem tanto à terra.. Relativamente à minha "facadinha" no modo como se exprime "convicções éticas" (tenho um post de 29 de Janeiro intitulado :« Continuarei a tentar perceber do que se fala quando se fala de ética») é pela utilização incerta como se recorre a determinados "conceitos" ou "quase-conceitos".. Todavia, observaria esta problemática pela seguinte ordem: 1 - Filosofia; 2 - Moral; 3 - Ética; 4 - Ética Deontológica; 5 – Meta-Ética; 6- Justiça...e temos "assunto" para anos de discussão...
    Se me perguntar: Concorda que o "vegan" é "mais amigo da natureza"? Em parte claro.. Quanto à discussão pela defesa dos animais deveria situar-se a outro nível. Não só na exigência de legislação, na vigilância das explorações pecuárias, mas muito importante mesmo, é o modo como desde todo o percurso da nossa ocidentalidade se tem visto o animal, simplesmente como animal..ai está o problema. Quanto à carne, por motivos de saúde, não posso ainda reduzir o consumo, mas a verdade é que o consumo de carne num "país rico" é dez vezes mais do que num "país pobre".. abraço.

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  6. O que mais me atormenta, não é que decidamos ser vegans, mas sim e cada vez mais, a falta de acesso à alimentação, nos Países ocidentais.
    Qualquer dia poucos vão ser, os que têm acesso a vegetais, uma vez que a alimentação vegan, é já mais dispendiosa do que a omnívora. Conheço uma familia que o comprova.
    É olhar para a agricultura do nosso país e ver apenas deserto, com as condições excelentes que temos para produzir vegetais, cereais e hortículas. Isso sim, é preocupante. Se se tomassem políticas proteccionista, os portugueses morreriam de fome!

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  7. Olá Manuela Araújo!

    Documentário a um tempo extraordináriamente pedagógico e esclarecedor mas também "assustador" quando àquilo que nos poderá contecer como seres humanos se não arrepiarmos caminho. A ideia que se pretende passar é fácil de apreender, e faz todo o sentido. O mais difícil será sempre desconstruir a nossa forma de vida que fomos criando ao longo de séculos, fazer desacelerar - para já não falar em parar e inverter - a enorme engrenagem que somos todos nós ,e que ganhou uma dinâmica propria que se auto-alimenta.
    Mas, o facto é que teremos de mudar de vida, começando prioritariamente por aqueles que ainda se encontram na fase de formação dos seus hábitos, não para sermos necessariamente vegetarianos, mas para adoptarmos uma atitude mais inteligente, e assim garantirmos a nossa própria sobrevivência.E é verdade: essa mudança tem que começar por cada um de nós, e não custa assim tanto, afinal!
    Parabéns.
    Um abraço.

    Vitor Chuva

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  8. Manuela,

    excelente documentário e um tema que já há muito me suscita curiosidade e sobre o qual me tenho tentado informar.
    A verdade é que nesta questão, são tantas as variáveis, e tantas as verdades e contra-verdades, que a conclusão a que invariavelmente chego é a de que o melhor caminho é refrear ao máximo o ímpeto consumista. Sim, porque também no comer somos consumistas e é por isso que a obesidade se tornou doença, quando há 100 anos atrás não se imaginava tal cenário.
    Comecei há cerca de 3 anos atrás a comer muito menos carne, é um facto, e a substituir algumas das refeições de carne, por bifes de soja, seitan e tófu.
    Há uns meses atrás, andava eu de volta de informações sobre o abate descontrolado de árvores na Amazónia, e dou por mim perante a realidade de que um dos maiores motivadores desse abatimento de árvores na Amazónia é precisamente o cultivo de soja.
    Em que ficamos ? é complicado não é ?
    Por isso digo, parece-me que consumir menos (de tudo) acaba por ser o mais equilibrado.
    Pena não podermos ter todos espaço para uma hortinha nas traseiras ! certamente que isso sim, contribuiria para um planeta mais equilibrado.

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  9. Caros Fernanda, Jeune Dame de Jazz, Fada do Bosque, Vítor Chuva e Eduardo Miguel:

    Têm muita razão ao dizer que é um excelente documentário, eu também assim achei. Não é preciso ser-se vegan ou vegetariano para o achar.

    Faz-nos mesmo pensar que temos de fazer alguma coisa para alterar comportamentos, e ajudar a divulgar a necessidade de menor consumo em geral, e de carne em particular.

    Agradeço imenso a qualidade dos vossos comentários e testemunhos, sem os quais este "post", apesar de conter um excelente filme, valeria muito menos. Até tenho muita pena que eles não fiquem no "corpo" da mensagem.

    Obrigada e abraços.

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  10. Manuela,
    Eu sou semi-vegetariano (sou capaz de comer carne uma refeição por semana, e não digo que não a peixe) e não sou fundamentalista: Não me recuso a ir a casa de alguém se a comida for carne. Também não consumo leite de vaca nem ovos, tirando as tais excepções. Não apenas por razões de sustentabilidade mas até de saúde. O mito de que a carne é que puxa carroça é uma tanga: gostaria de ver os carnívoros acompanharem-me numa voltinha de bicicleta :)

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  11. Realmente boa perspectiva... os burros puxam carroças e não comem carne...

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  12. Rui Herbon
    É pena não viver mais perto, pois arranjava uma quantidade de amadores de BTT não vegetarianos nem de perto nem de longe, para aceitar o desafio (aqui em Famalicão há muitos).
    E gostava mesmo que o Rui provasse o seu ponto de vista!
    Eu também acho que comer menos carne é saudável, embora tenha dúvidas sobre o abolir - nesse caso, só com conhecimento de alimentos alternativos, para que não se fique com alimentação deficiente.

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  13. O filme resume bem a idéia de um veganismo sem radicalismos, em que seja possível a integração entre as pessoas por meio de um ideal de preservação.

    Por curiosidade sou vegetariano

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  14. Não sou vegetariano. Ponto. Aliás, por norma, detesto os fundamentalismos de quem se proclama absolutamente qualquer coisa!
    Dou preferência na minha alimentação a fruta e vegetais, e entre peixe e carne opto por aquele. Raramente como a chamada "carne vermelha", mas penso que mais que a abstenção total, o que conta realmente é a moderação.

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  15. Amadores?! tudo bem... mas a fazer 50 ou 60 km por dia em montanha... sem trilhos... queria mesmo ver o RUI HERBON! ehehehehehehehe

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  16. Eh, grande coisa 50 ou 60 quilómetros por dia ... :) eu faço isso nas calmas deitado no sofá lá de casa!

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  17. Nela, passa aí palavra ao mano, ao teu marido e aos amigos, pode ser que o Rui aceite o desafio com esses "meninos"! AH, esquecia-me do Paulo Ruivo!

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  18. Manela
    antes demais os sinceros parabéns pelo excelente trabalho desenvolvido na defesa do nosso planeta, bem achas por isso e obrigado.
    Sobre o filme basta atentar ao enorme numero de participantes para se aperceber da qualidade do mesmo.
    Quanto ao resto Manela conheces-me bem e não gosto de fundamentalismo, o problema não está no que comemos mas sim na ganancia do Homem.
    beijos e continua assim

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  19. Quanto ao desafio do BTT Fada do Bosque é claro que ele é bem aceite, vai ser um enorme prazer empenar o "menino".
    Já agora não me parece que um verdadeiro vegetariano possa praticar BTT duro. Ou seja regularmente pedalar entre 50 a 80 kms o que significa cargas superiores a 5h de actividade.
    Mas isso se calhar leva -nos a outras discussões em que estarei disposta a participar.

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  20. Aurasacrafames
    Ainda bem que por alguém vegetariano aqui deixou o comentário. O filme é de facto de excelência, pois transmite um modo de pensar diferente da maioria sem o querer impor à força. Talvez eu um dia até me torne quase vegetariana, vegan será improvável, por causa dos ovos moles de Aveiro.
    Mas se todos fizéssemos uma alimentação com baixo teor de carne ou peixe, talvez fosse possível acabar com as explorações pecuárias degradantes e fosse possível apenas as explorações pecuárias em que os animais vivem com dignidade e sem sofrimento, e talvez se equilibrasse a vida nos oceanos.

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  21. Ferreira Pinto
    Não és vegetariano, bem se, mas detestar os fundamentalistas não vem ao caso aqui. O filme até está feito de uma forma que em nada me parece fundamentalismo. E das pessoas vegetarianas que conheço, nunca me tentaram impor nada, respeito a opção delas e não as considero fundamentalistas. Nem a dos vegans.

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  22. Paulo
    Obrigada pela visita e pelas amáveis palavras. Espero que voltes mais vezes.
    Vamos lá a ver se o desafio do BTT não cai, mas parece-me difícil, porque o Rui Herbon é de Lisboa, e nós estamos cá no Minho...

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  23. Bem Rui Herbon penso que é mais que hora de passar um fim semana em pleno Minho e assim conhecer as gentes a gastronomia e a região.
    Depois aproveitar para discutir um pouco sobre a nossa casa este pedaço lindo que é a Terra e a ganancia do homem que leva ao ponto em que estamos hoje.

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  24. Obrigado pelo convite, mas é capaz de ser difícil. E não levem demasiado a sério a minha provocação à BTT (eu faço parte do clã da estrada). Corridas só faço com aqueles carrinhos que se conduz sem carta.

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  25. Dado que sou uma grande defensora da alimentação natural que, talvez por isso mesmo, me tem mantido afastada de médicos há trinta e tal anos, recorrendo à prevenção e/ou tratamento através de curas naturais, é natural que me tivesse agradado muito ver este vídeo. Sou mãe de 6 filhos que, durante a sua infância, NUNCA tomaram antibióticos, à excepção de uma única colher de Britacil quando dois deles eram pequeninos. Eu digo isto porque acredito que a cura por métodos naturais é possível e gostaria que as pessoas se consciencializassem disso e que, ao invés de recorrem, cegamente, a antibióticos, tentassem outras vias. Claro está que sempre fui orientada pelo pediatra da família. Nada fazia irresponsavelmente, mas isto aconteceu e nunca me arrependi, tendo dado os seus frutos.
    Agradeço-lhe muito, Manuela Araújo, ter-me enviado este vídeo.
    Um Feliz Natal, mais uma vez e um Novo Ano, sobretudo, com muita saúde.
    Maria Letra

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