sábado, 6 de setembro de 2014

Revolução no jardim: "Homegrown Revolution"

Casa da família Dervaes - imagem obtida aqui
Pode um lote urbano de 800 m2  (com uma casa e garagem) gerar mais de 3000 quilogramas de alimentos biológicos num ano? Pode, pelo menos na Califórnia!

Veja o vídeo abaixo - a curta-metragem premiada de 2009 "Homegrown Revolution", e saiba como a família Dervaes de Pasadena transformou o tradicional logradouro na "atividade mais perigosa do mundo": cultivar alimentos para ficar livre

Conheça melhor a família e a história no site  http://urbanhomestead.org/. De acordo com informações deste site, o recorde foi em 2010, com a produção de 3175 kg (7000 lb) de alimentos numa área cultivada de 400 m2 (1/10 acre).


A Revolução da Horta Caseira from Masanobu Fukuoka on Vimeo.

Este "post" foi publicado originalmente em 16/07/2012 com o vídeo em inglês, republicado em 06/09/2014 com o vídeo legendado em português.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

"Uma Árvore pela Floresta"

«Os CTT e a Quercus estabeleceram uma parceria que vai permitir florestar com espécies vegetais autóctones algumas zonas do nosso País mais afectadas pelos incêndios. Para isso basta a qualquer pessoa comprar o kit “Vale uma Árvore” numa loja dos CTT até 31 de Outubro, que será depois plantada pela Quercus em áreas classificadas do Norte e Centro de Portugal. É a campanha “Uma Árvore pela Floresta”.

Com esta campanha, pretende-se a criação de bosques autóctones que oferecem uma maior resistência à propagação dos incêndios e são melhores para amenizar o clima, promover a biodiversidade, proteger a nossa paisagem, a água e os solos.

O custo de cada árvore é de 3 euros e reverte totalmente para os custos do projecto, não havendo qualquer limite ao número de árvores que podem ser apadrinhadas. No momento da compra, é entregue um pequeno kit ao comprador, composto por uma “árvore” em cartão reciclado e um código. A “árvore” de cartão serve de lembrança e pode ser oferecida. O código serve para registar a árvore com o nome da pessoa que comprou o kit. A Quercus irá plantar a árvore verdadeira antes da Primavera de 2015, e vai comunicar a espécie e o local de plantação a cada comprador. Para consultar a evolução do bosque onde foi instalada e acompanhar todo o projecto basta ir até à página: http://umaarvorepelafloresta.quercus.pt/.

...

Será usado preferencialmente o viveiro florestal do Centro de Educação Ambiental da Sra. da Graça (CEASG), localizado no Sabugal, que está sob gestão do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P. (ICNF). Tendo em consideração as áreas onde é expectável plantar, seleccionaram-se 28 espécies que poderão ser utilizadas na criação dos bosques, entre as quais se destacam: o Carvalho-alvarinho (Quercus robur), o Carvalho-negral (Quercus pyrenaica), o Sobreiro (Quercus suber), a Azinheira (Quercus rotundifolia), o Freixo (Fraxinus angustifolia), o Azevinho (Ilex aquifolium), o Azereiro (Prunus lusitanica ssp. lusitanica) e o Medronheiro (Arbutus unedo).

Estas árvores podem ser adquiridas em 210 lojas dos CTT. A lista completa das lojas pode ser consultada aqui.»


Fonte e mais informação em: http://umaarvorepelafloresta.quercus.pt/

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

De que somos feitos

Reflexões sobre a dualidade que nos é intrínseca, sobre as nossas vidas equilibradas (ou desequilibradas) entre o quotidiano e a imaginação, sobre quem queríamos ser e quem realmente somos.

A primeira, extraída do texto que Leonardo Boff publicou hoje no seu blogue, cuja leitura integral recomendo vivamente:  "Em nós estão todas as memórias do universo", 

«... 
Como esta estrutura concretamente se dá em nós? Antes de mais nada, pelo cotidiano. Cada qual vive o seu cotidiano que começa com a toillete pessoal, o jeito como mora, o que come, o trabalho, as relações familiares, os amigos, o amor. O cotidiano é prosaico e, não raro, carregado de desencanto. A maioria da humanidade vive restrita ao cotidiano com o anonimato que ele envolve. É o lado da ordem universal que emerge na vida das pessoas.

Mas os seres humanos são também habitados pela imaginação. Ela rompe as barreiras do cotidiano e busca o novo. A imaginação é, por essência, fecunda; é o reino do poético, das probabilidades de si infinitas (de natureza quântica). Imaginamos nova vida, nova casa, novo trabalho, novos prazeres, novos relacionamentos, novo amor. A imaginação produz a crise existencial e o caos na ordem cotidiana.

É da sabedoria de cada um articular o cotidiano com o imaginário, o prosaico com o poético e retrabalhar a desordem e a ordem. Se alguém se entrega só ao imaginário, pode estar fazendo uma viagem, voa pelas nuvens esquecido da Terra e pode acabar numa clínica psiquiátrica. Pode também negar a força sedutora do imaginário, sacralizar o cotidiano e sepultar-se, vivo, dentro dele. Então se mostra pesado, desinteressante e frustrado. Rompe com a lógica do movimento universal.

Quando alguém, entretanto, assume seu cotidiano e o vivifica com injeções de criação então começa a irradiar uma rara energia interior percebida pelos que com ele convivem.»

A seguir, extractos do livro "Care of the Soul" de Thomas Moore, 1992, "O SENTIDO DA ALMA - Como desenvolver a dimensão profunda e sagrada da vida quotidiana" (edição portuguesa de Planeta Editora, 1996) :

«...
Cuidar da alma significa, frequentemente, não tomar partido em caso de conflito a um nível profundo. Poderá ser necessário abrir o coração o suficiente para acolher no seu seio a contradição e o paradoxo.
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Uma vida profunda e cheia de significado nunca pode prescindir da presença da sombra, de onde deriva, em parte, o poder da alma. Se queremos viver da nossa interioridade - teremos de abdicar de todas as nossas pretensões à inocência, à medida que a sombra se vai tornando mais densa.
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À medida que nos vamos tornando transparentes revelando-nos tal como somos e não como quem gostaríamos de ser, o mistério da vida humana na sua globalidade reluz por momentos, num lampejo da incarnação. A espiritualidade emana da banalidade da vida humana tornada transparente, graças ao favorecimento constante da sua natureza e destino.
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Para a alma, a memória é mais importante do que as planificações, a arte mais poderosa do que a razão e o amor mais compensador que o entendimento. Sabemos que trilhamos o caminho que nos conduz à alma quando nos sentimos ligados ao mundo e às pessoas que nos rodeiam e, ainda, quando a nossa vida é orientada tanto pelo coração como pela mente. Sabemos que a alma está ser preservada quando os prazeres que sentimos penetram mais fundo do que o habitual, quando abdicamos da necessidade de nos libertarmos da complexidade e da confusão e, finalmente, quando a compaixão ocupa o lugar da desconfiança e do medo. A alma interessa-se pelas diferenças entre culturas e indivíduos, e, dentro de nós mesmos, pretende ser expressa de forma única e até de modo abertamente excêntrico. 

Deste modo, quando, invadido pela confusão e no meio de tentativas hesitantes para viver uma vida transparente, eu for o bobo, e não todos o que me rodeiam, então saberei que estou em vias de descobrir o poder da alma para tornar a vida interessante. Em última instância, a preservação da alma resulta num «eu» individual que eu nunca tinha planeado ou sequer desejado. Preservando a alma fielmente, dia após dia, afastamo-nos para dar passagem a todo o nosso engenho. A alma une-se à misteriosa pedra filosofal, essa essência da personalidade, rica e sólida, que os alquimistas procuravam, ou abre-se em cauda de pavão - a revelação das cores da alma e a exibição dos seus brilhantes matizes.»

Esta dualidade é patente e fulcral no intenso e belíssimo filme "Baraka", e na respetiva sequela "Samsara", que vivamente recomendo que assistam.  Todos temos o lado de luz e o lado de sombra, é da nossa natureza sermos espírito e corpo, imaginação e rotina, e a nossa vida desenrola-se numa permanente luta entre forças antagónicas dentro de nós próprios. Cabe-nos analisar e reconhecer esta dualidade para que possamos, de forma transparente, melhorar a nossa vida e a dos seres que nos rodeiam.

domingo, 3 de agosto de 2014

Campanha "Vamos gravar esta ideia" (recolha de CD e DVD)

A campanha "Vamos gravar esta ideia", promovida pela  Quercus e pela Chronopost Portugal com o apoio da APA (Agência Portuguesa do Ambiente), tem como objetivo promover a recolha e reciclagem de suportes de informação descartáveis usados (CD,CD-R, CD-RW, DVD, Blu-Ray). 

A campanha é experimental, e por isso, temporária (até ao próximo mês de outubro, salvo eventual alargamento do prazo), e abrange o território de Portugal Continental. 

Pode deixar os seus CD/DVD em qualquer um dos 420 pontos da Rede Pick Me da Chronopost (eventualmente a rede poderá ser alargada) e o material, após armazenamento temporário, será enviado para reciclagem. "As receitas reverterão para projetos na área do ambiente, nomeadamente na plantação de árvores pela Fundação Floresta Unida" (fonte: Jornal Quercus Ambiente, Julho/Agosto 2014, pag. 16).

Esta campanha está regulamentada na Portaria 75/2014 de 21 de março, e mais informação, regulamento e FAQ podem ser lidos aqui no site da APA (http://www.apambiente.pt/index.php?ref=19&subref=1001). 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Chega de tanto saco plástico!

Ainda não percebi porque custa tanto levar sacos quando se vai às compras, e muito menos percebo porque, por exemplo, ao comprar fruta se mete cada espécie ou variedade num saco, depois noutro, ou porque se vai comprar pão e para além do saco de papel, ainda têm, uns de dar, outros de pedir, mais um saco de plástico.  
Imagem da campanha "Saco é um Saco"
A vontade de levar sacos de plástico para casa é de tal modo que, em média, cada português "consome" 466 sacos por ano. Ou seja, uma família de 3 pessoas gasta, em média 4 sacos por dia! Demais, não? Custará pensar um pouco nisto?

No passado dia 3 de julho assinalou-se o Dia Internacional SEM Sacos de Plástico, "que tem como objectivo alertar a sociedade para a necessidade de reduzir o consumo e utilização excessiva de sacos de plástico descartáveis que, na maioria das vezes, terminam no lixo após uma única utilização, ou acabam por ser libertados no ambiente, constituindo um problema ambiental grave em termos de poluição." Muitos destes sacos acabam no mar e os animais marinhos são seriamente afetados por este tipo de poluição (80% da poluição marinha é causada pela libertação de resíduos plásticos).

Precisamente neste 3 de julho, foi publicado o  Decreto Legislativo Regional n.º 10/2014/A para os AÇORES, que "Cria medidas para a redução do consumo de sacos de plástico e aprova o regime jurídico da taxa ambiental pela utilização de sacos de plástico distribuídos ao consumidor final". Um primeiro passo, pois falta ainda regulamentar, mas pelo menos os Açores já começaram a fazer alguma coisa.

Imagem de DN
A Quercus sinalizou a data com um estendal de 466 sacos à porta da Assembleia da República, o número médio de sacos plásticos que cada português consome por ano, a afirmando que "Vamos apresentar a todos os grupos parlamentares da AR um parecer sobre o uso excessivo dos sacos de plástico e uma proposta para legislar a redução da distribuição gratuita dos sacos descartáveis no grande e pequeno retalho" (fonte: DN).

"A 14 de Janeiro, o Parlamento Europeu apelou para que a União Europeia (UE) definisse medidas para reduzir os resíduos de plástico no ambiente e, especificamente, do «lixo marinho», no sentido de alcançar uma redução do uso de sacos de plástico de 50% até 2017 e de 80% até 2019.
Um estudo levado a cabo pelo Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (DCEA FCT-UNL), em 11 praias do litoral continental português, entre 2010 e 2014, mostra uma predominância de materiais de plástico nas praias portuguesas: dos 111.000 itens recolhidos, 97% eram plástico, dos quais 57% correspondiam a pellets de resina virgem ou envelhecidos, seguindo-se 27% de fragmentos de plásticos (onde estão incluídos os fragmentos de sacos de plástico) e 11% de esferovite. Relativamente às dimensões, apenas 8% eram maiores que 2,5 cm. Os plásticos de maiores dimensões correspondiam a cotonetes (38%) e cordas de pesca (35%)." Fonte: Diário Digital

sábado, 5 de julho de 2014

CIDADE + (Porto, 7 a 13 de julho)

«CIDADE + “O PONTO DE ENCONTRO DA CIDADANIA, AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE

É já no próximo dia 7 de Julho que começa no Porto a primeira edição do CIDADE +, um evento gratuito que durante uma semana celebrará a Cidadania, o Ambiente e a Sustentabilidade em contexto urbano.

O Warm Up do CIDADE+, de 7 a 9 de Julho [Segunda-feira a Quarta-feira], irá reanimar e divulgar espaços icónicos da cidade e promover iniciativas sustentáveis existentes na cidade do Porto. Inicia-se no dia 7 de manhã com uma acção de sensibilização para a importância das áreas costeiras na Praia do Ingleses, e às 18h30 com a tertúlia “Famílias Amigas do Ambiente” no Atmosfera M. Há também a Visita ao Charco Maravilha, no Parque da Cidade (9 Julho, 15h-18h) e oficinas de Hortas Verticais na Quinta Pedagógica do Mitra (8 de Julho das 17h*-19h).

É de salientar a sessão Ecologia e Sociedade Civil (9 de Julho às 18h) sobre associativismo e ativismo ambiental, onde haverá a apresentação do Livro “Verdes Anos” e a projeção do documentário “Setúbal , cidade verde” no espaço Atmosfera M, seguido (21h) pela tertúlia “Ambiente – Grandes desafios para os cidadãos e associações” na Reitoria da Universidade do Porto com ONGs ambientais. Durante a semana há actividades de Yoga nos espaços Yoga4you (Pilates, Yoga e Happy Yoga) e Yoga sobre o Porto (conversa sobre Reiki e Meditação).

A segunda parte do CIDADE + decorre no Palácio de Cristal concentrando um conjunto amplo de atividades de 10 a 13 de Julho [Quinta-feira a Domingo]. A Conferência de Abertura no dia 10 de Julho, no Auditório da Biblioteca Almeida Garret, contará com presença de Rui Moreira (Câmara do Porto), de Alexandre Quintanilha (IBMC) e de Nuno Lacasta (Agência Portuguesa do Ambiente).

O evento apresenta várias iniciativas, entre as quais: 6 Conferências, mais de 20 Oficinas (para crianças e famílias), 5 sessões Lab+, MercadECO, Artes e Espetáculos, Aulas Abertas de Yoga e Taichi, Conversas Conscientes, Praça Empresarial, Sessões Porto+ e o Rede+ (Empreendedorismo Social). A diversidade de temas abordados é uma das mais valias deste evento, abrangendo temas como Mobilidade e Planeamento Urbano, Empreendedorismo Sustentável, Valorizar a Biodiversidade, Gestão de Eventos Sustentáveis, Oficinas de Psicologia, Permacultura, Ética Ambiental, entre outros.»

Fonte e mais informação em: http://cidademais.pt/site/  (*começa às 17h e não às 15h como diz aqui)
Página no Facebook: https://www.facebook.com/cidademais