segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Vandana Shiva - entrevista brilhante na BBC

Fascinante a maneira como a doutora Vandana Shiva responde e desconstrói os mitos da oligarquia do consumo disparados pela entrevistadora. Sobre sementes e patentes, "landgrabbing", pobreza e fome, transgénicos e pesticidas, agricultura industrial versus ecológica, e de como tudo isto está ligado.... Apesar de várias vezes interrompida, Vandana Shiva mantém-se segura e brilhante! Só é pena não estar legendado em português!  

sábado, 24 de novembro de 2012

A beleza da polinização



«Polinização: é essencial à vida na Terra, mas está largamente escondida dos olhos humanos. O realizador Louie Schwartzberg mostra-nos o intrincado mundo do pólen e dos polinizadores com deslumbrantes imagens de alta velocidade do seu filme "Wings of Life" [Asas da Vida], inspirado pelo desaparecimento de um dos principais polinizadores da natureza, a abelha.»


Fonte: TED Talks - Louie Schwartzberg: A beleza oculta da polinização
Sobre o filme: WINGS OF LIFE: A love story that feeds the Earth
Vídeo no youtube: The Beauty of Pollination - Moving Art

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Dia da Floresta Autóctone - 23 de novembro


 «O dia 23 de Novembro foi estabelecido como O Dia da Floresta Autóctone para promover a importância da conservação das florestas naturais, apresentando-se simultaneamente como o dia mais adaptado às condições climatéricas de Portugal e Espanha para se proceder à sementeira ou plantação de árvores, alternativo ao Dia Mundial da Floresta, 21 de Março, que foi criado inicialmente para os países do Norte da Europa.

A plantação de árvores no da Primavera em Portugal apresenta frequentemente um baixo sucesso associado ao aumento das temperaturas e redução das chuvas que se faz sentir com a proximidade do Verão.

Fotografia tirada no Parque Biológico de Gaia
As florestas autóctones portuguesas são áreas de árvores de origem portuguesa. As florestas autóctones estão mais adaptadas às condições de solo e clima do território, sendo mais resistentes a pragas, doenças e a períodos longos de seca e de chuvas intensas, em comparação com as espécies introduzidas, enquanto estas, como são originárias de outro país, são menos resistentes às mesmas condições. Cerca de 38% do território continental português é constituído por área florestal, representando uma mais-valia efectiva na conservação da Natureza e da biodiversidade, na produção de oxigénio, na fixação de gases com efeito de estufa (dióxido de carbono), protecção do solo e manutenção do regime hídrico.

A participação e colaboração de todos é fundamental para que a nossa floresta autóctone esteja cada vez mais protegida. E todos poderemos contribuir para a preservação e expansão das nossas espécies indígenas, bastará que cada um de nós recolha algumas sementes, faça-as germinar e plante num terreno das imediações para que a floresta portuguesa retome cada vez mais o lugar que já ocupou no passado e constitua um espaço de salvaguarda da nossa biodiversidade.»
Fonte: Quercus via Naturlink

Amanhã, e também para comemorar a floresta autóctone, é Dia de FLORESTAR PORTUGAL com espécies autóctones. Na contra-corrente de uma instituição (um tal MAMAOT) que deveria defender o ambiente mas que pelos vistos faz o contrário: desmantela a Rede Ecológica Nacional, continua megalómanas e destrutivas barragens, e está determinada a eucaliptizar Portugal!

E para acabar, umas recomendações:



terça-feira, 20 de novembro de 2012

"The Gift" - A dádiva das sementes

Imagem retirada do filme 
The Gift, um pequeno filme de Jean-Marc Abela, é um retrato de Dan Jason, um pioneiro na preservação de sementes que tem andado contra a corrente da agricultura industrial. Ele partilha conosco uma visão alternativa da recompensa que a natureza proporciona.

(Filme semifinalista no concurso de realizadores Focus Forward)


The Gift | Jean-Marc Abela from Focus Forward Films on Vimeo.

domingo, 18 de novembro de 2012

A vez da Palestina

«Enquanto as bombas caem sobre Gaza, palestinos e israelenses estão à beira de começar mais um ciclo de violência e vingança. Mas, neste momento, a Autoridade Palestina está preparando uma proposta para a ONU, que poderá ser a melhor alternativa para a paz. Vamos ajudá-los a vencer.

Imagem obtida aqui
Enquanto a população do sul de Israel vive com medo dos disparos de foguetes, o povo de Gaza vive sob cerco, preso em um trecho minúsculo de terra. E, na Cisjordânia, as pessoas são expulsas de suas terras por assentamentos ilegais; os doentes têm que esperar horas em postos de controle israelenses no caminho para o hospital, e famílias são divididas por um muro enorme que corta seus territórios. Mas, se os palestinos tiverem sua proposta pela criação de seu estado aceita pela ONU agora, isso poderá dar início ao fim de 40 anos de ocupação, e abrir o caminho para que dois Estados, Palestina e Israel, vivam lado a lado em paz e segurança.

Imagem obtida aqui
Petição Avaaz "A vez da Palestina"

Às lideranças europeias e todos os países-membros da ONU:
Pedimos-lhes que endossem a proposta legítima de reconhecimento do Estado palestino e a reafirmação dos direitos do povo palestino. Chegou a hora de reverter décadas de fracasso nas negociações para a paz, acabar com a ocupação e buscar uma paz baseada em dois Estados.»
Fonte: AVAAZ

"Ataques israelitas mataram este domingo 23 pessoas em Gaza. Foram sobretudo crianças e mulheres que morreram este domingo em Gaza, devido aos bombardeamentos israelitas. Foi o mais mortíferos dos ataques desde que, na quarta-feira, se reacendeu o conflito israelo-palestiniano.» (fonte: PÚBLICO, 18.11.2012)

O vídeo que se segue, sobre o bloqueio à Faixa de Gaza é do animador israelita Yoni Goodman, 2009:



quinta-feira, 15 de novembro de 2012

"Murar o Medo", por Mia Couto

«Há muros que separam nações, há muros que dividem pobres e ricos. Mas não há hoje no mundo muro que separe os que têm medo dos que não têm medo.  Sob as mesmas nuvens cinzentas vivemos todos nós, do sul e do norte, do ocidente e do oriente. Citarei Eduardo Galeano acerca disso que é o medo global: “Os que trabalham têm medo de perder o trabalho. Os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho. Quando não têm medo da fome, têm medo da comida. Os civis têm medo dos militares, os militares têm medo da falta de armas, as armas têm medo da falta de guerras.” E, se calhar, acrescento agora eu, há quem tenha medo que o medo acabe.»

Parte final do texto de Mia Couto, abaixo lido pelo próprio em 6 de Maio de 2011, nas Conferências do Estoril.  Texto completo em Pra Ler