quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sementes de liberdade (Seeds of Freedom)

"A história das sementes tornou-se uma história de perdas, de controle, de dependência e de dívida. Tem sido escrita por aqueles que querem fazer grandes lucros com o nosso sistema alimentar, sem se importarem com o seu verdadeiro custo. É hora de mudar a história."

«Sementes de liberdade (Seeds of freedom) mostra como apenas cinco empresas (Monsanto, Du Pont, Syngenta, Bayer e BASF) estão a tentar – e a conseguir – controlar o mercado mundial de sementes, com consequências dramáticas na diversidade e qualidade dos alimentos.

Não tem a ver com alimentar o mundo. Não tem a ver com resolver alguns dos assuntos mais prementes que enfrentamos na actualidade. Tem a ver com controlo económico do sector alimentar”, afirma Zac Goldsmith, ex-conselheiro para o ambiente do primeiro ministro britânico, sobre a proliferação de sementes geneticamente modificadas (GM). Lançado em Maio deste ano, o filme resulta de uma colaboração entre a Fundação Gaia e a Rede Africana de Biodiversidade (ABN – African Biodiversity Network), e é narrado pelo actor Jeremy Irons, Embaixador da Boa Vontade das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura.

A substituição das sementes tradicionais por sementes GM envolve vários aspectos perversos, como o surgimento de super-pragas que obrigam a recorrer aos pesticidas que os GM prometiam dispensar. Mas há mais. Muito mais. Do empobrecimento dos solos ao endividamento dos agricultores (que todos os anos têm de comprar sementes novas e que não produzem colheitas de que se possam alimentar), às escandalosas decisões de juízes (segunda notícia aqui)com estreitas ligações às empresas produtoras de sementes GM.

O filme relata como o agricultor canadiano Percy Schmeiser perdeu tudo o que tinha quando, após mais de 50 anos a reproduzir e seleccionar as próprias sementes, os seus campos foram contaminadas por sementes GM patenteadas, provenientes de colheitas adjacentes. Nesta situação, sobre a lei de patentes, a colheita torna-se propriedade de quem produz a semente GM.

Como é que chegámos a toda esta situação?

Sementes de Liberdade recua ao final da Segunda Guerra Mundial, quando as empresas de produtos químicos precisaram de encontrar novas funções para as suas matérias. Assim, explosivos e agentes de substâncias que actuam sobre o sistema nervoso foram reformulados e originaram fertilizantes e pesticidas. Em 1995 a Organização Mundial do comércio, sob pressão de poderosas empresas, determinou que microorganismos e processos microbiológicos eram patenteáveis. Estava aberto caminho para as sementes GM controlarem o mercado. Actualmente estas sementes encontram-se dessiminadas na América do Norte e na América do Sul, em África e na Índia.»

Fonte: docspt.com


Seeds of Freedom from The ABN and The Gaia Foundation on Vimeo.

domingo, 22 de julho de 2012

O Veneno Está na Mesa

Depois do Veneno na Mesa dos portugueses, O Veneno Está na Mesa dos brasileiros... e de que maneira! Um documentário de Sílvio Tendler, muito bom, e não só para brasileiros. Com depoimentos de Eduardo Galeano e  Ana Primavesi, entre muitos outros.

«SinopseO filme-documentário aborda como a chamada Revolução Verde do pós-guerra acabou com a herança da agricultura tradicional. No lugar, implantou um modelo que ameaça a fertilidade do solo, os mananciais de água e a biodiversidade, contaminando pessoas e o ar. Nós somos as grandes vítimas dessa triste realidade, já que o Brasil é o país do mundo que mais consome os venenos: são 5,2 litros/ano por habitante. Apesar do quadro negativo, o filme aponta pequenas iniciativas em defesa de um outro modelo de produção agrícola. Este é o caso de Adonai, um jovem agricultor que individualmente faz questão de plantar o milho sem veneno, enfrentando inclusive programas de financiamento do governo que tem como condição o uso desses agrotóxicos. No Brasil, há incentivo fiscal para quem utiliza agrotóxicos, gerando uma contradição entre a saúde da população e a economia do país, com privilégio da segunda.»

«Este documentário lançado em 2011 e dirigido pelo premiado cineasta brasileiro Silvio Tendler alerta sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos na agricultura brasileira, que atualmente é a recordista mundial no uso desses agentes químicos fornecidos por empresas como BASF, Bayer, Dupont, Monsanto, entre outras. Muitos dos venenos produzidos por estas empresas foram banidos em vários países de todos os continentes, mas no Brasil continuam em uso, inclusive pelos pequenos agricultores, que são obrigados a usar sementes transgênicas e pesticidas para conseguir crédito junto aos bancos.»

"Desde 2008, e Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos:  5,2 litros/ano por habitante"


O Veneno Está na Mesa from MST on Vimeo.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A História da Mudança - "The Story of Change"

Há mais de 3 anos (mais propriamente, há 40 meses), criei este blogue com o intuito de divulgar a necessidade de cada um de nós mudar os comportamentos no sentido de uma vida mais sustentável e de um maior respeito pelo ambiente. Isto com base, sobretudo, na compreensão de que o consumismo exagerado que nos é (quase) imposto pela comunicação social e pela civilização atual, nos leva, inevitavelmente, a uma situação caótica e impossível de continuar! Impossível porque consumimos mais recursos do que aqueles que o planeta pode regenerar. E quantas vezes, se pensarmos bem, desnecessariamente.

Continuo convencida que as nossas atitudes e mudanças graduais no dia a dia, o nosso exemplo e a nossa criação de uma realidade diferente e mais justa (como é o caso da permacultura e da transição), são absolutamente necessários e fundamentais para a mudança.

Mas não são suficientes, pois na realidade não somos os principais culpados. Não num mundo tão injusto em que o lucro vem à frente de tudo, com o impulso de poderosas empresas multinacionais (corporações) e com a conivência da maioria dos governos. O capitalismo predatório em que se transformou a economia "de mercado", assente num mercado cada vez mais desregulado, em monopólios e oligopólios, é uma gravíssima doença da civilização que precisa ser combatida! Em nome da proteção de uma sociedade sã, dos mais desfavorecidos, do ambiente, do planeta, e sobretudo, das próximas gerações.

Se como consumidores temos o poder da escolha (nem sempre), isto é, podemos escolher comprar produtos mais amigos do ambiente ou mais éticos, ou rejeitar produtos de empresas nocivas, a verdade é que, por um lado, precisamos de muita informação, e a maioria não consegue aceder a ela; por outro lado, nós somos muito mais do que meros "consumidores"!

Nós somos cidadãos com direitos e deveres, e é nosso dever denunciar e não aceitar esse jogo que nos retira direitos, e que nos querem impor como se outra via não houvesse.  Mas essa atitude exige que nos unamos e que sejamos interventivos e participativos, de diversas formas. 

No fundo, acho que é essa também a mensagem de Annie Leonard no seu novo vídeo "História da Mudança" (The Story of Change), que vale a pena ver, aliás, como todos os outros

terça-feira, 17 de julho de 2012

Pelo direito à água

Imagem obtida aqui
Histórias dramáticas consequência da privatização da água levaram a uma revolta da população e a água na Colômbia voltou a ser de gestão pública. Em Paris, a água foi remunicipalizada e os preços e custos baixaram significativamente. Na Holanda através da Constituição, é ilegal privatizar a água. Em Itália, a população votou, num referendo, contra a privatização da água.

Por cá, é este atraso que se vê, nem com um referendo querem avançar. Mas não desistamos da luta e façamos ao menos a nossa parte, assinando a

Petição por um referendo sobre a privatização da água 

e também a Iniciativa Legislativa de Cidadãos (aqui explica como),  inserida na campanha Água é de todos:


A seguir, a intervenção da deputada Heloísa Apolónia na Assembleia da República, em 31 de Maio de 2012. Como era de esperar, a proposta foi chumbada, pois todos sabemos da teimosia do governo em dar continuidade ao processo de privatização da água que herdou do governo anterior.

E mais abaixo, uma curta intervenção da eurodeputada Marisa Matias no Parlamento Europeu em 12 de Março de 2012.



domingo, 15 de julho de 2012

A Bela Verde

Simples, divertido, e com uma importante mensagem, "A Bela Verde" (La Belle Verte) é um filme francês de 1996, escrito, realizado e protagonizado por Coline Serreau

«Apesar de feito com orçamento modesto, é uma divertida e criativa crítica ao estado atual da "civilização" sob a ótica de uma suposta visitante vinda de um "outro planeta", que poderia ser uma versão otimista futura da Terra, após a decadência do presente paradigma de degradação ecológica, consumismo, poluição industrial, moral e ética que está culminando com o presente patético dramático que vivemos.»

Fonte: Canal de ECOmantiqueira no Youtube



Filme La Belle Verte (Turista Espacial) - Legendado PT-BR (completo)-SD-SD from Aira Mascelani Silverio on Vimeo.