quarta-feira, 17 de junho de 2015

Espaços verdes e crianças

Penso que é óbvio que os espaços verdes contribuem para a melhoria da qualidade de vida de todos, adultos e crianças, os que habitam as cidades. No entanto, quando os estudos (como este abaixo referido) comprovam este óbvio, não há como não avançar para um esforço político e coletivo para tornar os logradouros das casas, as escolas e as cidades mais verdes. E não basta a relva ou o prado, são precisas árvores e arbustos, plantas floridas e comestíveis, um ambiente, mesmo que pequeno, biodiverso.

O estudo "Green Spaces and Cognitive Development in Primary Schoolchildren"de Payam Dadvand e outros, feito ao longo de 12 meses (2012-2013) em 2.593 crianças do segundo ao quarto ano (7-10 anos) de 36 escolas primárias em Barcelona, Espanha, conclui que as crianças mais rodeadas de vegetação no seu dia-a-dia tem um melhor desempenho a nível de memória e de atenção.

«Os espaços verdes têm uma série de benefícios para a saúde, mas pouco se sabe em relação ao desenvolvimento cognitivo em crianças. Este estudo, com base na caracterização abrangente dos espaços verdes na envolvente (em casa, na escola e durante a deslocação) e em repetidos testes cognitivos computorizados em crianças do ensino básico (1º ciclo), encontrou uma melhoria no desenvolvimento cognitivo associado a envolventes verdes, particularmente nas escolas. Esta associação foi, em parte, mediada pela redução da poluição do ar. Os resultados apresentam evidências aos decisores políticos para intervenções balizadas e viáveis, tais como a melhoria de espaços verdes nas escolas para atingir melhorias no capital mental a nível da população

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