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quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013

Partilha de automóvel em Portugal

Viajar de transportes públicos é a opção mais sustentável quando se trata de distâncias consideráveis. Mas nem sempre é possível, e viajar só no automóvel além de caro (cada vez mais) é ambientalmente desaconselhável. 

Imagem obtida aqui
Recebi há duas semanas, por e-mail, a divulgação de uma plataforma na internet destinada à partilha de automóvel, a Amovens, que recentemente "chegou" a Portugal. Depois de uma pesquisa pela internet, encontrei o seguinte texto:

«Carpooling
O conceito de carpooling ou car-sharing é simples: partilhar o carro nas deslocações diárias ou pontuais com outros colegas e pessoas, i.e., ir ou dar “boleia” partilhando os custos.
Desta forma é possível partilhar os custos e mesmo a condução, poupando dinheiro, reduzindo o impacto ambiental ao reduzir o tráfego e as emissões poluentes.
A partilha da viatura aumenta também a convivência entre os colegas assim como reduz o stress de conduzir todos os dias.»

O texto é do site Eficiência Energética, onde pode saber muito mais sobre este modo de viajar (vale a pena ler o artigo todo).
Imagem obtida aqui

Encontrei também os seguintes sites portugueses destinados ao "carpooling":
Bem como mais alguns sites não portugueses mas que "operam" em Portugal (por exemplo, o Carpoolworld e o Roadsharing).

E ainda um blogue dedicado ao tema "Car Sharing Portugal". Segundo este blogue, a diferença entre os termos Carsharing e Carpooling é a seguinte:

"Car Sharing = utilização de um carro por curtos períodos de tempo, mediante o pagamento de acordo com um determinado tarifário.
 Car Pooling = quando várias pessoas se juntam para partilhar o mesmo carro num trajecto, i.e., de casa para o trabalho ou numa viagem."

Nunca utilizei nenhum destes sites ou sistemas de partilha de automóvel, por isso, se conhece e tem alguma opinião positiva ou negativa sobre o assunto, agradeço o seu comentário. Bem como os outros leitores, certamente.

domingo, 15 de Maio de 2011

Car sharing ecológico

No passado mês de Dezembro, em Milão, foi lançada uma rede de aluguer de veículos em sistema car-sharing para aluguer à hora - a e-vai - que se estenderá pela região da Lombardia, em Itália, até 2013.  Os veículos são levantados num ponto e podem ser deixados em outros pontos da rede. A frota é composta por automóveis eléctricos Fiat 500, Fiat Panda e  pelo quadriciclo de 2 lugares Teener.  O vídeo e as fotos são na cidade de Como, onde o serviço arrancou no passado mês de Abril.

Em Lisboa e no Porto já existe "car-sharing" para aluguer à hora, mas falta a parte do "ecológico". A rede de abastecimento Mobi.e lá vai avançando lentamente em Portugal, estando prevista a conclusão da rede piloto para Julho deste ano. Entretanto, já existem quadriciclos eléctricos fabricados em Portugal, como é o caso do Little 4.

Que tal seguir o exemplo de Itália e usar estes veículos menos poluentes e de preferência fabricados no nosso país para o car-sharing? Menos emissões, menos poluição, menos ruído, mais flexibilidade e promoção da economia nacional, que bem precisa!



Claro que há que ter em atenção que os carros eléctricos só poderão ser minimamente ecológicos se as fontes energéticas que abastecem a rede de electricidade o forem! 
Em Portugal, de acordo com dados de Março 2011 disponibilizados pela EDP, a percentagem de fontes de energia renovável na energia comercializada é superior a 50%, portanto, estes veículos são de longe preferíveis aos tradicionais a gasolina ou gasóleo.

domingo, 27 de Março de 2011

Carros movidos a ar comprimido

Com uma rede de pontos de abastecimento de energia eléctrica para veículos (mobi.e) a ser implementada a todo o vapor, praticamente não se ouve falar de outros veículos eléctricos que não o Nissan Leaf, um carro muito caro em comparação com os tradicionais de combustão. Mas há algumas alternativas mesmo cá em Portugal, como já falei aqui, embora ainda sejam poucas.

Entretanto, noutros países, como na Índia, já circulam carros movidos a ar comprimido. Na realidade, a energia que os alimenta é a energia eléctrica usada para comprimir o ar. Mas em vez de me estender no assunto, sugiro que vejam a seguinte reportagem, que achei excelente e esclarecedora:





Uma vantagem óbvia dos carros movidos a ar comprimido em relação aos carros eléctricos é a muito menor necessidade de baterias, mas como desvantagem não são tão silenciosos. Mesmo assim, fazem menos ruído que um tradicional motor de combustão. Em termos de poluição atmosférica, não há emissão de poluentes, tal como nos eléctricos.

Os veículos criados pela MDI, projectados pelo anterior engenheiro de Fórmula 1 Guy Nègre, já estão prontos a ser comercializados desde 2003. Mas não faço a mínima ideia quando chegarão ao mercado português. Se alguém souber, agradeço que avise.

Saiba como funcionam (e mais informações) no blogue Carro movido a Ar Comprimido ou nos sites de Guy Nègre ou da MDI.  Leia também notícias sobre o tema nas revista Meio Ambiente ou Eco21, ou no blogue Acordem.com.

E, já agora, uma notícia sobre moto movida a ar comprimida, para breve no Brasil.

sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Carros eléctricos em Portugal

Embora pouco se note, este ano de 2010 a rede de mobilidade eléctrica em Portugal começou a dar os primeiros passos.

Em 26 de Abril foi publicado Decreto-Lei n.º 39/2010, que "regula a organização, o acesso e o exercício das actividades de mobilidade eléctrica e procede ao estabelecimento de uma rede piloto de mobilidade eléctrica e à regulação de incentivos à utilização de veículos eléctricos". A rede de mobilidade eléctrica é definida como "o conjunto integrado de pontos de carregamento e demais infra-estruturas, de acesso público e privativo, relacionadas com o carregamento de baterias de veículos eléctricos". Este decreto-lei estabelece o "regime de exercício da comercialização de electricidade", bem como o "regime de exercício da operação de pontos de carregamento para a mobilidade eléctrica", e estabelece a obrigatoriedade de inclusão de pontos de carregamento nos lugares de estacionamento em edifícios novos. Prevê também um incentivo "de € 5000 à aquisição, por pessoas singulares, dos primeiros 5000 veículos eléctricos automóveis ligeiros novos".

A rede piloto de pontos de carregamento (a implementar até 2012) está em expansão, e pode ser consultada no site da Mobi.e.

Enquanto decidem e não decidem quais os veículos eléctricos  que serão "importados" e que na realidade terão incentivos, uma empresa em Fafe, a InCharge - Soluções de Mobilidade Sustentáveis, está a fabricar o primeiro carro eléctrico produzido em série em Portugal, o Little 4.  
Este carro, de tecnologia francesa,  incorpora 65% de componentes de fabrico nacional, e não teve apoios na implementação do projecto. Em Portugal, não há nenhum incentivo à sua compra. No entanto, em Espanha tem um incentivo de 2935€ a 3135€, em função do modelo, e em França com 2000€.

O Little 4 foi homologado como quadriciclo pesado (e como tal, não pode circular em auto-estradas),  tem uma autonomia de 100 quilómetros, gasta 0,80€ por 100 km (e pode ser carregado numa tomada normal), custa cerca de 15.000€ e é comercializado pela JCI- Ecoveículos (Porto).
 

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Carro de corrida sustentável?

"É amigo da natureza, dá 220 Km/hora e é alimentado por biocombustível feito a partir de chocolate, gorduras animal e óleos vegetais. O carro de fórmula 3 foi desenvolvido pela Universidade de Warwick, nos Estados Unidos, e vai dos 0 aos 100 em 3 segundos. Toda a estrutura do carro é construída com fibras de carbono e resinas recicladas e o volante é feito a partir de cenouras." (Fonte: i-online, Science Daily)



O carrinho não deixa de ter emissões directas de CO2 para a atmosfera, mas pelo menos tem emissões indirectas inferiores. Sustentável a 100%, não é de certeza. Mas já seria muito bom que todos os carros de corrida (e não só) tivessem estes princípios de sustentabilidade.
Claro que mais sustentável seria não existirem carros de corrida, mas isso é outra conversa.