quinta-feira, 14 de junho de 2018

Portugal merece cuidados!



A Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP) divulgou, no Dia de Portugal, um vídeo em que o ator Luís Vicente profere o «Discurso ao País que um Presidente Sábio deveria pronunciar» (acima).

É completamente inadmissível que os lobbies económicos do petróleo levem a sua avante e aconteça mesmo a exploração de petróleo em Portugal! 

A aposta tem de ser nas energias renováveis e limpas, como a solar e a eólica.  Não pode ser haver o discurso e a intenção de combater as alterações climáticas e a prática ser o contrário.

É já em Setembro que a GALP e a ENI querem começar a furar, no Algarve, e ainda por cima sem estudo de impacto ambiental, mas toda a costa portuguesa está em risco!

Imagem de PALP 

"Portugal merece cuidados!"  

Petróleo em Portugal? Não Obrigado! 

Informe-se e junte a sua voz em:

segunda-feira, 11 de junho de 2018

FRONTEIRA INVISÍVEL - o óleo de palma como biocombustível (em Famalicão)

Na sessão AMBIENTAR-SE de junho 2018, a Associação Famalicão em Transição e a ZERO - Associação Sistema Terrestre Sustentável trazem ao debate os temas do óleo de palma e das bionergias com o filme:

"FRONTEIRA INVISÍVEL"

("Frontera Invisible",  2017, 28 min)

15 de junho de 2018 (sexta)
21h30
Casa do Território, Parque da Devesa
Vila Nova de Famalicão

Gratuito, entrada livre

Sinopse:

«Fronteira Invisível é a verdadeira história das comunidades presas no meio da guerra mais longa do mundo, na qual a ávida procura por terras, por parte dos grandes proprietários, para fornecimento de óleo de palma para produzir combustível "verde" deslocou os camponeses e os povos indígenas. Destruiu habitats naturais e concentrou as terras nas mãos dos ricos.

Fronteira Invisível dá voz às comunidades locais que arduamente lutam para recuperar as suas terras enquanto expõem as principais armadilhas da política de biocombustíveis.

Na Colômbia, o governo assinou um acordo de paz com o grupo rebelde que acabou com 60 anos de conflito armado. Uma guerra que deslocou mais pessoas do que toda a população da Dinamarca. Enquanto isso, o governo planeia continuar a plantar palma para abastecer a Colômbia e a Europa com 'biodiesel'. Ela devolverá a terra aos seus verdadeiros proprietários ou apenas a entregará ao grande Agronegócio?

Este documentário foi exibido em 24 países em todo o mundo, da Austrália aos Estados Unidos, da Argentina à Rússia, da Itália ao Peru, tendo sido por diversas vezes galardoado como melhor pequeno documentário. Ele também foi exibido em 5 Parlamentos na Europa.»


Frontera Invisible. Trailer 1 (Subs En, Cz) from Transport & Environment on Vimeo.

Informações: parquedadevesa@vilanovadefamalicao.org / 252 374 184 ou famalicaom@gmail.com

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Sobre consciência

Dois neurocientistas explicam o que a ciência vai descobrindo sobre a consciência. António Damásio em 2011 e Anil Seth em 2017. 

Como percebemos o mundo, como nos sentimos "eu", como somos parte da natureza, ... vale a pena ouvir estas palestras TED!



terça-feira, 5 de junho de 2018

Estado do ambiente em Portugal - economia circular


O Relatório do Estado do Ambiente em Portugal (2018)  foi divulgado neste Dia Mundial do Ambiente. O relatório refere-se ao ano anterior (2017), mas em muitos indicadores os dados ainda se remetem a 2016.


O cenário não é nada animador, antes pelo contrário, pois apesar de uma ligeira redução no consumo interno de materiais, o consumo de energia final e a produção de resíduos aumentaram, e as taxas de separação e reciclagem são muito baixas!


Fica aqui um destaque para alguns números relacionados com a economia circular (consumo e resíduos): 


152,9 milhões de toneladas em 2016,  o que corresponde a 40,6 kg por pessoa por dia, tendo descido (1,7%) em relação ao ano anterior (1,5%).

Destes, 22,6% são em biomassa (alimentos, madeira, ...) e o restante são de origem mineral (metálico, não metálico ou energético fóssil). A maior fatia é dos materiais de construção (57,8% de não metálicos).

Este valor (40,6 kg por pessoa por dia) é superior à média da União Europeia (a 28) que foi de 36,3 kg por pessoa por dia (daqui).

O consumo interno de materiais está a diminuir, embora a redução seja pequena.


Em 2016, o consumo de energia final aumentou 1,0% relativamente a 2015, devido sobretudo à subida do consumo dos produtos do petróleo e eletricidade. 


4,75 milhões de toneladas produzidas em 2017, no continente,  o que corresponde a 1,32 kg por pessoa por dia.  Isto configura um aumento de 2,3% em relação ao ano anterior e de 10% em relação a 2013 .

A meta do PERSU 2020 para este indicador é que em 2020 estejamos em 1,12 kg por pessoa por dia, mas em vez de estarmos a diminuir o lixo produzido estamos a aumentar!.

Além disso, a percentagem dos resíduos urbanos indiferenciados, foi, em 2017, de 83,5%, ou seja, apenas 16,5% dos resíduos foram separados na recolha (recolha diferenciada)!

A taxa de preparação para reutilização e reciclagem, que estagnou nos 38%, inclui a separação de resíduos pós-recolha para valorização, e que deve atingir os 50% até 2020. 

Fonte (dados e imagens): APA, Relatório do estado do ambiente - Portugal, junho 2018

sábado, 2 de junho de 2018

Movimento da Escola Moderna (MEM) na Educação (Famalicão, 7 de junho)

Associação Famalicão em Transição com o apoio do Centro de Estudos Camilianos e o Núcleo MEM do Porto, apresentam


No dia 7 de junho entre as 18.30h e as 20h no Centro de Estudos Camilianos, Seide S. Miguel, Vila nova de Famalicão



A Prof. Noémia Peres e o prof. Joaquim Liberal do Núcleo MEM Porto dar-nos-ão a oportunidade de conhecer este modelo pedagógico para educação pré-escolar e 1º ciclo.

Num segundo momento o JI Seide S.Miguel e EB1 Seide irão partilhar a experiência de implementação de uma ou mais práticas a título de exemplo.

Aberto a pais, mães, educador@s, professor@s, e toda a comunidade educativa.

Inscrição obrigatória em: goo.gl/JLxfUQ

Dádiva sustentável: 1,5€ para sócios e 2€ para não sócios.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Sobre biocombustível de óleo de palma

«Sabia que os carros a gasóleo queimam metade do óleo de palma que consumimos na Europa?  Esta situação está a promover a destruição da floresta tropical e a matar os orangotangos no sudoeste da Ásia.»


«A Diretiva de Energia Renovável regula o uso de biocombustíveis e combustíveis renováveis para a União Europeia (UE). Está atualmente sob revisão para o período de 2020 a 2030 (“REDII”).

Tanto o Parlamento Europeu como o Conselho da UE propuseram alterações a esta lei e as suas posições são bastante diferentes.


Uma diferença fundamental é a decisão do Parlamento de acabar com o apoio político ao biodiesel produzido a partir de óleo de palma em 2021, na tentativa de evitar os impactos ambientais, climáticos e sociais negativos ligados a esta matéria-prima.

A decisão do Parlamento provocou um debate internacional em que os países produtores de óleo de palma se opuseram a esta medida.

Dados os impactos negativos ligados ao biodiesel com origem na produção agroflorestal - e especialmente ao óleo de palma - consideramos que o Parlamento vota um passo na direção certa, especialmente tendo em conta estes factos chave:
  • 1. As emissões de gases com efeito de estufa do biodiesel do óleo de palma são três vezes piores que as do gasóleo de origem fóssil.
  • 2. Os condutores da UE são os maiores utilizadores de óleo de palma, mais do que as indústrias alimentar e cosmética.
  • 3. Os atuais sistemas de certificação não garantem a sustentabilidade dos biocombustíveis usados na UE.
  • 4. A decisão do Parlamento não é uma proibição do óleo de palma, é o fim do apoio político ao biodiesel de óleo de palma na REDII.
  • 5. Existem outras questões ligadas à produção em larga escala de óleo de palma, como violações dos direitos humanos e dos direitos dos trabalhadores.
  • 6. O óleo de palma certificado deve ser usado para alimentar pessoas, não carros.
  • 7. A expansão do óleo de palma leva à desflorestação e à degradação das turfeiras.»
Fonte (texto e imagem): "Seven facts about palm oil biodiesel ", Transport & Environment , (tradução livre), 24/5/2018.  Documento completo  aqui.

Ajude a fazer pressão, assine as petições da  Rainforest Rescue e da  AVAAZ

domingo, 27 de maio de 2018

Biodiesel: a cura é pior que a doença.

«O biodiesel é o biocombustível mais consumido na Europa hoje.

O problema? O biodiesel europeu emite, em média, 80% mais CO2 do que o gasóleo, de origem fóssil.

Imagem obtida aqui
O biodiesel de óleo de palma é o pior de todos os biocombustíveis. Liberta o triplo das emissões de gases do efeito estufa do diesel fóssil.  Apesar disso, é usado cada vez mais para abastecer carros e camiões a gasóleo europeus. E os motoristas não sabem que estãoa  queimar palma.

Todo o crescimento do biodiesel da UE desde 2010 vem do óleo de palma importado. Tanto é assim que os condutores são agora os principais consumidores de óleo de palma na Europa.

A cura é pior que a doença.» 

Fonte e saiba mais em biofuelsreform.org



«A União Europeia está atualmente a decidir sobre a expansão das energias renováveis até 2030, com a madeira designada como o principal biocombustível.

Com as florestas da Europa num triste estado, precisamos impedir que mais árvores se tornem em cinzas em nome da energia “verde”.

Assine esta petição e levante a sua voz contra a política equivocada de biocombustíveis da UE!


Apelo à ação

Para: Comissão Europeia, Parlamento, Conselho de Ministros e governos dos 28 Estados-Membros

A EUROPA QUER DEPENDER AINDA MAIS DAS FLORESTAS PARA A PRODUÇÃO DE MADEIRA COMO COMBUSTÍVEL, EM DETRIMENTO DA NATUREZA. PAREM A POLÍTICA DE BIOENERGIA MAL ORIENTADA DA UE!

Imagine um cubo gigantesco de troncos medindo quase 760 metros de cada lado. Isso equivale à quantidade de madeira que a União Europeia (UE) queima todos os anos para gerar calor e eletricidade.

A Europa quer promover energias renováveis para proteger o clima e impulsionar a economia. Mas enquanto os media se concentram no vento, energia hidroelétrica e energia solar, dois terços da energia renovável da europa é de fato gerada usando biomassa. Quase 440 milhões de metros cúbicos de madeira e resíduos de madeira são usados anualmente como combustível, compondo a maior parte da energia renovável da UE.

Os madeireiros não deixam nada para trás: eles também trituram ramos e galhos e, em alguns casos, até mesmo tiram tocos do chão usando maquinaria pesada. Ecossistemas ricos estão a ser degradados em florestas comerciais estéreis. e as árvores não só estão a ser derrubadas apenas na Europa: a fome da UE por biocombustível também está a ser alimentada por plantações de madeira no exterior e importações de pellets.

As florestas da Europa estão se a degrar constantemente, conforme documentado por relatórios anuais sobre o estado da floresta. Três quartos de todas as espécies de animais e plantas e habitats estão em estado insatisfatório, de acordo com o Ministério do Ambiente da Alemanha. A biodiversidade está em perigo de colapso.

A queima de árvores em grande escala não é ambientalmente amigável nem boa para o clima, como 800 cientistas escreveram para a EU . Afinal, é de duvidar se alguma vez as florestas que estão hoje em dia a ser transformadas em fumo voltarão a crescer e armazenar carbono no futuro.

Em vez de orientá-las para a produção de madeira, precisamos de garantir que as florestas sejam mantidas no estado mais natural possível. As árvores antigas e a madeira morta são um habitat vital, e pelo menos cinco por cento de toda a área florestal deve permanecer intocada.

Por favor, assine a nossa petição para proteger nossas florestas e seus habitantes.»

Fonte e petição: Rainforest Rescue (tradução livre)

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30/5/2018: 


sábado, 26 de maio de 2018

A Corporação

A CORPORAÇÃO é um documentário canadiano premiado, de 2003, realizado por Mark Achbar, Jeniffer Abbott e Joe Balkan. Explica a natureza das corporações, infelizmente as instituições dominantes no nosso tempo, os males que comportam à sociedade, às pessoas, à saúde, à natureza, aos animais, ao ambiente, às florestas, à biodiversidade, ao equilíbrio do planeta, à vida.

Annie Leonard na sua "História dos cidadãos unidos versus corporações" já nos disse que o maior mal das corporações é serem consideradas "pessoas", e assim terem direitos jurídicos como pessoas.

Mas as corporações não são pessoas, pois não são dotadas de ética, de moral, e as pessoas que as gerem não são responsabilizadas pelos males que as corporações causam na sua ânsia de lucro demolidora. E mesmo quando são julgadas e condenadas, insistem em cometer crimes porque lhes compensa!

"A Corporação inclui entrevistas e testemunhos de 40 pessoas conhecedoras do sistema, nomeadamente Noam Chomsky, Naomi Klein, Milton Friedman, Howard Zinn, Vandana Shiva e Michael Moore, confissões, estudos de casos e estratégias de mudança."

Reserve 145 minutos do seu tempo para ver este documentário IMPRESCINDÍVEL! Asseguro que não serão desperdiçados!



Filme em 24 partes: 
Parte1;   Parte 2;   Parte 3;   Parte 4;   Parte 5;   Parte 6;    Parte 7;   Parte 8;   Parte 9;   Parte 10;   Parte 11; Parte 12;   Parte 13;   Parte 14;   Parte 15;   Parte 16;    Parte 17;   Parte 18;   Parte 19;   Parte 20;   Parte 21;   Parte 22;   Parte 23;   Parte 24;
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Esta mensagem foi publicada inicialmente neste blogue em 17 de maio de 2011, com o título "A RAIZ DO MAL". 7 anos depois, republica-se pela importância do filme "A Corporação" na compreensão do mundo atual.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Famalicão em Transição - estar a par

Dada a proximidade entre este blogue e a Associação Famalicão em Transição, apelamos aos interessados em receber informação sobre as atividades desta associação:

«No dia 25 de maio de 2018 entra em vigor o Regulamento Geral de Proteção de Dados.

A partir daí, só poderemos enviar emails de divulgação com o seu consentimento expresso dos interessados.

Assim, se quer estar a par das dinâmicas de Famalicão em Transição, dê-nos o seu consentimento no formulário da nossa Newsletter.

Mesmo quem se tinha registado antes, terá de subscrever novamente para receber a informação.

Para se informar sobre o tratamento que fazemos dos dados que nos fornece, consulte a nossa Política de Privacidade .



Contamos consigo. Conte connosco!

Associação Famalicão em Transição
 »

terça-feira, 22 de maio de 2018

Não largue balões!

Todos os balões lançados, incluindo os que são comercializado como "latex biodegradável", voltam para a Terra como lixo e poluem os lugares mais remotos e intocados. Os balões podem viajar milhares de quilómetros, chegam às linhas de água e ao mar, matando inúmeros animais.

Imagem obtida em mcsuk.org
Fonte (adaptado): Ballons Blow

  • «Sabia que actualmente o plástico na Natureza, e em particular no mar, é um dos maiores flagelos ambientais dos nossos tempos, sendo responsável pela morte de golfinhos, baleias, aves ou peixes que o confundem com alimento?
  • Já reflectiu acerca de qual será o destino dos balões de plástico largados para o ar após serem levados pelo vento e rebentarem?
  • Será coerente ensinar as crianças que os pequenos gestos fazem a diferença e que não devem sequer atirar um único papel para o chão, mas lançar na Natureza dezenas de objectos de latex sufocante?»

Fonte: "Largada de balões mata!", em Tara Recuperável, 23.06.2015

«Está cientificamente provado, como dizem os investigadores do Aquário de Virgínia, que muitos animais, tanto em terra como no mar, acabam por morrer por causa dos balões.

Ed Clark, do Centro da Vida Selvagem da Virgínia, constatou que os animais que mais sofrem com este problema são as tartarugas marinhas que acabam por confundir o objecto com uma alforreca e comem-nos, o que leva à morte. E não só. O perigo também existe para outros animais marinhos como golfinhos e baleias que já foram encontrados com balões alojados no estômago. Já os pássaros, por exemplo, ficam presos nos fios de “nylon” ou plástico.»

Fonte: "Será que um dia vamos deixar de largar balões?", Bruna Cunha , em Público P3, 09.03.2015 

«Espantosamente, até nas escolas as crianças já vão sendo incentivadas a lançar "mensagens de esperança" (humanitárias, culturais ou, ironicamente, ambientais), sem os seus educadores se preocuparem nas implicações de tais actos.

Mas qual é, afinal, o problema? O problema é que o que sobe também desce! E depois de uma muito rápida euforia (de dois, cinco, dez minutos, no máximo?!) ninguém se lembra mais do balão (ou dos 10, 250, 5'000 ou 200'000 que foram largados)... A Natureza tem, porém, de lidar com eles - e não será apenas por minutos. Por vezes, será durante meses ou anos.

E para onde vão os balões? O que lhes acontece? Simples: os balões rebentam e caem! Caem e ficam presos nas árvores. Caem e aterram em rios, lagos e lagoas! Caem e invadem pastos e zonas de reprodução. Em suma, caem e tornam-se lixo. Lixo não biodegradável... E são, todos os anos, milhares! Um fenómeno crescente nos países ditos "desenvolvidos".

Tudo para uns efémeros e banais momentos de "beleza visual"... Mas haverá MESMO necessidade destas largadas?»

Fonte: "Balões são armadilhas de morte", Élio Vicente, Biólogo Marinho, em Expresso (13.08.2008)



Todas as imagens, excepto a primeira, foram obtidas no site Ballons Blow 

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Mensagem publicada inicialmente a 19 de junho de 2016, republicada a 22 de maio de 2018, assinalando o Dia Internacional da Biodiversidade

domingo, 6 de maio de 2018

Transgénicos - a coexistência impossível

Para além de os efeitos diretamente na saúde humana dos alimentos transgénicos serem incógnitas, porque não há estudos suficientes ou fidedignos; para além dos efeitos obviamente nocivos para a saúde provocados pelos herbicidas associados aos transgénicos; para além dos efeitos devastadores que o cultivo de transgénicos têm nos ecossistemas e na biodiversidade; para além dos efeitos nefastos na economia, alimentadores do capitalismo selvagem, já que uma empresa é detentora de 90% do mercado das sementes e outras quatro dos restantes 10%; para além disto tudo, as variedades de alimentos tradicionais estão ameaçadas de contaminação pelos transgénicos e, assim, de extinção. 

A história das variedades de espécies alimentares acompanha a história da humanidade, pois foram gradualmente desenvolvidas e adaptadas aos climas e lugares ao longo de muitos milhares de anos. Uma história que, se não nos informarmos e se não nos opusermos, estará prestes a chegar ao fim. Porque variedades tradicionais não podem coexistir com OGM ou transgénicas, já que estas contaminam tudo à sua volta. 

Vejam o documentário catalão de 2007 TranXgenia - A História da Lagarta e do Milho. E já agora, se concorda, apoie a Plataforma Transgénicos Fora e ajude a luta pela alimentação e ambiente saudável, a luta por cada vez mais e maiores zonas livres de OGM.



(Esta mensagem foi originalmente publicada neste blogue em 09/01/2012, e foi republicada 6 anos depois, a 06/05/2018)

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Óleo de palma: a destruição da floresta

O óleo de palma é o óleo vegetal mais produzido no mundo. Barato, vai parar aos alimentos nas margarinas, chocolates e na grande maioria dos alimentos processados. Vai também ser queimado como biocombustível.

Pelo caminho desta indústria, fica a destruição de florestas tropicais, a extinção dos orangotangos e outras espécies, a miséria dos habitantes locais, direitos humanos violados, a poluição, o agravamento das alterações climáticas....

Portanto, o preço real deste produto afinal não é nada barato, fica mesmo demasiado caro!

O que fazer para evitar esta situação? Várias coisas, mas para começar,  ler os rótulos e não comprar os produtos que contém óleo de palma. Tentei encontrar margarina sem óleo de palma... não encontrei. Assim, deixei de usar margarina, o azeite é nosso e bem mais saudável!

No texto abaixo encontra mais dicas, eu estou a cumprir a 7ª ao publicar esta mensagem. 

Para começar a cumprir a 4ª dica,  assine esta petição contra a construção de uma refinaria de biodiesel partir de óleo de Palma em Marselha. 

E esta e esta e mais esta

É preciso parar esta destruição!

A  seguir a transcrição de um artigo sobre óleo de palma do site Salve a Selva (em português brasileiro):

«Óleo de palma 
Desmatamento para produtos de consumo diário

Dendezeiro (Elaeis guineensis),  conhecido como
palma-de-guiné, palma, dendém ou coqueiro-de-dendê, .
O seu óleo é conhecido como  azeite de dendê ou óleo de palma.
Fonte: daqui



A situação – florestas tropicais nos tanques e nos pratos

Com 66 milhões de toneladas por ano, o óleo de palma é o óleo vegetal mais produzido no mundo. 

O baixo preço no mercado mundial e as boas caraterísticas de transformação levam para que um em cada dois produtos no supermercado contenha óleo de palma

Além de refeições prontas, bolachas e margarina, o óleo de palma também se encontra em cremes hidratantes, sabões, maquilhagem, velas e detergentes.

O que poucas pessoas sabem: na União Europeia quase a metade do óleo de palma importado é usado para o assim chamado biodiesel

A mistura de biocombustível obrigatória desde 2009 é uma causa importante para o desmatamento das florestas tropicais, sobretudo na Indonésia e a Malásia.

Atualmente, as plantações de dendezeiros já cobrem mais que 27 milhões de hectares em todo o mundo. Numa área do tamanho de toda a Nova Zelândia,   as pessoas e os animais já tiveram que dar lugar aos “desertos verdes”.

As consequências – morte causada por barra de chocolate


Nas regiões tropicais ao redor do equador, o dendezeiro (elaeis guineensis) encontra condições ideais para o seu cultivo. 

No Sudeste Asiático, na América Latina e na África, vastas áreas de floresta tropical são desmatadas e queimadas todos os dias afim de gerar espaço para as plantações. Desta forma, quantidades enormes de gases com efeito de estufa são emitidas na atmosfera. 

Em partes do ano de 2015, a Indonésia – a maior produtora de óleo de palma – emitiu mais gases climáticos do que os EUA. Emissões de CO2 e metano levam a que o biodiesel produzido a partir de óleo de palma seja três vezes mais nocivo para o clima do que o combustível fóssil.

Mas nem só o clima global está sofrendo: juntamente com as árvores, também desaparecem raras espécies animais como o orangotango, o elefante-pigmeu-de-bornéu e o tigre-de-sumatra. 

Muitas vezes, pequenos agricultores e indígenas que habitam e protegem a floresta são deslocados da terra deles de forma violenta. 

Na Indonésia, mais que 700 conflitos de terra estão relacionados com a indústria de óleo de palma. Até nas plantações declaradas como “sustentáveis” ou “ecológicas”, sempre de novo violam-se direitos humanos.

Nós como consumidores não sabemos muito disto. Porém, o nosso consumo diário de óleo de palma também tem efeitos negativos para a nossa saúde: o óleo de palma refinado contém grandes quantidades de ésteres de ácidos graxos, que podem interferir no patrimônio hereditário e causar câncer.

A solução – revolução dos tanques e dos pratos

Hoje em dia, somente 70 mil orangotangos vivem nas florestas do Sudeste Asiático. A política do biodiesel na UE leva os antropóides à beira da extinção: cada nova plantação de dendezeiros destrói um pedaço do espaço vital deles. Para ajudar os nossos parentes, temos que aumentar a pressão sobre a política. Mas no seu dia a dia existem várias opções para agir!


Estas dicas simples ajudam a encontrar, evitar e combater o óleo de palma:

1 - Cozinhe e decida: ingredientes frescos, misturados com um pouco de criatividade, fazem empalidecer qualquer refeição pronta (que contenha óleo de palma). Para substituir o óleo de palma industrial, podem-se utilizar óleos europeus como óleo de girassol, colza ou azeite ou, no Brasil, óleo de côco, de milho (não modificado geneticamente!) ou – se você conhece a origem – óleo de dendê artesanal.

2 - Ler as letras pequenas: na União Europeia, as embalagens de alimentos têm que indicar desde Dezembro de 2014 se o produto contém óleo de palma.1 Em produtos cosméticos e detergentes esconde-se um grande número de termos químicos.2 Com um pouco de pesquisa na Internet, podem-se encontrar alternativas sem óleo de palma.

3 - O consumidor é rei: Quais produtos sem óleo de palma são oferecidos? Por que não se utilizam óleos domésticos? Perguntas ao pessoal de vendas e cartas ao produtores exercem pressão sobre as empresas. Esta pressão e a sensibilização crescente da opinião pública já fizeram com que alguns produtores renunciassem o uso de óleo de palma nos próprios produtos.

4 - Petições e perguntas a políticos: protestos on-line exercem pressão sobre os políticos responsáveis por importações de óleo de palma. Você já assinou as petições da Salve a Selva?

5 - Levante a sua voz: manifestações e ações criativas na rua tornam o protesto visível para a população e a mídia. Assim, a pressão sobre decisores políticos ainda cresce.

6 - Transporte público em vez de carro: se possível, ande a pé, de bicicleta ou use o transporte público.

7 - Passe os seus conhecimentos: a indústria e a política querem fazer-nos crer que o biodiesel seja compatível com o ambiente e que plantações de dendezeiros industriais possam ser sustentáveis. Salveaselva.org informa sobre as consequências do cultivo de dendezeiros.»

Fonte (texto transcrito e imagens, exceto desenho da planta):   https://www.salveaselva.org/temas/oleo-de-palma

Saiba mais em:   Perguntas e Respostas sobre o Óleo de Palma 

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Parentalidade Consciente com Mikaela Övén, Famalicão, 26/04

"Praticar parentalidade consciente é mais sobre o desaprender do que aprender."

"Quando procuramos seguir o caminho da parentalidade consciente estamos a questionar as nossas crenças, as nossas ideias, os nossos hábitos, os nossos comportamentos. 

É um descascar de tudo aquilo que não serve a nossa intenção como pais, um desaprender de tudo que não promove relações saudáveis baseadas no amor incondicional e tudo aquilo que não ajuda os nossos filhos a prosperar emocionalmente."

O auditório da Escola Superior de Saúde do Vale do Ave da CESPU, acolhe no dia 26 de abril, as Jornadas Municipais de Educação, organizadas no âmbito da Quinzena da Educação.

Parentalidade Consciente” é o tema eleito para este debate de ideias, aberto a toda a comunidade educativa e que decorrerá a partir das 21h00, com Mikaela Övén.

Mia Övén inspira há vários anos indivíduos e famílias na busca de harmonia e equilíbrio, através dos seus livros, textos, rubricas na rádio e televisão, cursos e palestras. 

Participação livre e gratuita, sujeita à lotação do auditório.  Recomenda-se a inscrição através do link: 

Esta conferência é promovida pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em parceria com a Associação Famalicão em Transição - Grupo Educação em Transição, a Federação Concelhia de Associações de Pais e o Centro de Formação de Professores.

Para mais informações e gestão de inscrições, por favor contacte o Departamento de Educação da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão (educacao@vilanovadefamalicao.org | 252320956). 

sábado, 31 de março de 2018

Escolas na natureza

Para que os adultos do futuro possam respeitar e proteger a natureza, é preciso que as crianças de hoje aprendam a conhecê-la. E é na própria interação com a natureza que as crianças melhor a entenderão e respeitarão.

Imagem obtida aqui
As Escolas da Floresta já existem há várias décadas em países da Escandinávia, mas a sua inspiração já vem pelo menos do século 19.  Nestas escolas, a "sala de aula" é o espaço exterior, a floresta. As crianças têm direito a chapinhar na lama, a apanhar chuva, a trepar às árvores, a dar aso à sua criatividade e espírito de aventura. E aprendem, mas aprendem a sério, para a vida.

Em Portugal, felizmente já estão a aparecer algumas Escolas da Floresta. Aliás, desde 2017, existe a Associação Escola da Floresta - Forest School Portugal destinada a "promover e sensibilizar o conceito Escola da Floresta / Forest School em Portugal através de encontros, formações, redes sociais, etc".

Imagem obtida aqui
Em Vila Nova de Famalicão, numa das sessões sobre Educação promovida por Famalicão em Transição, foram apresentados dois casos recentes de Escolas da Floresta: o projeto "O Mundo da Floresta", em Braga, da Associação O Mundo Somos Nós, e uma experiência de Cédric Pedrosa, se não me engano, numa escola do Porto.  

Entretanto, foi divulgado na SIC (ver vídeo abaixo), um caso em Coimbra, o projeto Limites Invisíveis , resultante de uma parceria entre a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC/ESEC), o Departamento de Educação da Universidade de Aveiro (UA/DE) e o Centro de Apoio Social de Pais e Amigos da Escola (CASPAE).  

Imagem obtida em ESEC
«Limites invisíveis: Educação em ambiente outdoor” é um projeto que pretende implementar Programas de Educação Outdoor – em ambiente natural, tratando-se assim de um complemento à oferta educativa formal para crianças entre os 3 e os 10 anos.

Os programas inerentes ao projeto decorrerem numa área integrada na natureza (Mata Nacional do Choupal), tendo, para tal, sido elaborada uma parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P.
...
Imagem obtida em ESEC
Em termos gerais, o objectivo primordial do projeto é a promoção de experiências educativas com crianças entre os 3 e os 10 anos, em espaço exteriores, de contacto com a natureza, de forma a desenvolver disposições/competências de aprendizagem e respectivo sucesso académico, adoção de estilos de vida saudáveis e ambientalmente sustentáveis.  ...»

Recomendo a leitura do texto Carta aberta de uma criança...aborrecida! escrito há 3 anos por Fábio Gonçalves, educador de Infância,  no blogue Apontamentos sobre Educação de Infância  (obrigada pela dica, Diana do Taquid

Com bastante mais tempo passado no exterior e na natureza, as crianças ficam mais felizes, mais resistentes e certamente aprenderão melhor a conhecer e valorizar o ambiente que as rodeia!

domingo, 25 de março de 2018

Fraldas reutilizáveis - porque não?


As fraldas descartáveis são hoje um dos grandes grupos de resíduos urbanos que não são nem reutilizáveis nem recicláveis. Em Portugal, representam 5% do lixo urbano (dados de 2010). São, por isso, um problema ambiental, cujo único R dos 3R aplicável é o R de reduzir!

«No que se refere às fraldas descartáveis usadas, estes resíduos de origem predominantemente urbana e produzidos hoje em dia em larga escala, assumem, face às suas características de utilização, um fator significativo que determina que seja refletida a decisão quanto ao seu destino final. Efetivamente, o atual destino dado a estes resíduos é a sua eliminação, quer em aterro quer por valorização energética, pelo que um potencial encaminhamento para reciclagem implicaria o estabelecimento de regras e de fatores a considerar numa gestão específica.»


Há cerca de 30 anos, as fraldas descartáveis eram quase inexistentes em Portugal. O conforto de utilização que trouxeram - sobretudo evitando a lavagem - levou rapidamente ao quase desparecimento da tradicional fralda de pano.

Mas hoje já existem fraldas reutizáveis de grande conforto de utilização para o bebé e facilmente laváveis, que ficam mais económicas para os pais e para o ambiente. E bonitas!

Como exemplo, apresento um marca de fraldas fabricadas em Portugal. As palavras a seguir (e todas as imagens) são de Patrícia Sampaio, que me enviou um email a apresentar este produto, e que com muito gosto divulgo, pois trata-se de um produto muito menos prejudicial ao ambiente que as fraldas descartáveis. Além disso são fabricadas aqui do Minho, mais propriamente em Guimarães.

«KINGS of my CASTLE”  é  uma marca portuguesa de lãs, fraldas reutilizáveis a acessórios de bebé, regida por três ideias-chave: sustentabilidade, bem-estar e economia. 

 Um bebé usa cerca de 5000 fraldas descartáveis que poderão ser facilmente substituídas por 24 fraldas reutilizáveis. A produção de lixo é maciça e preocupante. 

A “Kings of my Castle” rege-se segundo três ideias chave:

1 – Sustentabilidade – Como as fraldas são reutilizáveis, a produção de lixo e o desperdício causado pelo uso de fraldas nos bebés diminui drasticamente comparativamente com as fraldas descartáveis. Os materiais que constituem as fraldas são biodegradáveis ao contrário da maioria das fraldas descartáveis.

2 - Bem-estar – Através do uso de fibras de origem vegetal como o algodão, o bambu e o cânhamo, a pele do bebé fica menos sujeita a assaduras e dermatites, pois estes materiais permitem que a pele do bebé respire.

3 – Economia – A poupança económica que uma família tem através do uso de fraldas reutilizáveis é contabilizável e enorme (o investimento em fraldas descartáveis para uma criança até aos 3 anos de idade oscila entre 1500€ e 3000€ e, em alternativa, em fraldas reutilizáveis oscila entre 500€ e 900€). »


Felizmente já existem muitas outras marcas de fraldas reutilizáveis. E há sempre a alternativa à moda antiga, das fraldas que eram apenas um quadrado de pano. Quem tem filhos pequenos, e se preocupa com o planeta que vai deixar para eles, pelo menos experimente - a espécie humana sobreviveu bem sem fraldas descartáveis até há 30 anos!

quinta-feira, 22 de março de 2018

Fusão Bayer + Monsanto - uma triste realidade!

« Autorizada a fusão do diabo

Depois de piscar o olho à lógica e sociedade a Comissão Europeia fez o que sabe fazer melhor: cedeu aos interesses das grandes empresas e aprovou a fusão entre a Bayer e a Monsanto. 

Imagem obtida em Aventar
Ao afirmar que a relação de forças não vai ser afetada e que os europeus não têm nada a temer a Comissária Vestager responsável pela autorização parece ter perdido o sentido da realidade objetiva: não é só a Bayer e a Monsanto que se juntam, é também a Syngenta/ChemChina e a DuPont/Dow. 

As consolidações anteriores têm sempre levado a uma perda de poder dos agricultores, e nada evita que esta nova onda faça o mesmo. 

Imagem obtida em Labiotech
É como passar a ter 3 cabeças (que só pensam em dinheiro) a decidir o que é que toda a gente no mundo vai comer (resposta: OGM) e de que forma vai produzir a comida (resposta: com o máximo de pesticidas). 

Boa sorte a todos, que vamos precisar.»

Margarida Silva email ogm_pt de 22/3/2018

Continuamos com uma Comissão Europeia a dar mais vantagens às grandes empresas,  aos poderosos,  aos mais ricos, e a prejudicar o ambiente, aqueles que menos tem e os  querem viver do seu trabalho em paz,! 

Até quando vamos permitir isto?

sexta-feira, 16 de março de 2018

Apelo para uma Aliança pela Floresta Autóctone (comunicado)

«Mais de 1000 cidadãos subscreveram já o

Apelo para uma Aliança pela Floresta Autóctone

Lançado ciclo de debates públicos em torno da Floresta Autóctone

São já mais de 1000 os cidadãos que subscreveram um Apelo, lançado no final de setembro de 2017, no qual se exprime a recusa firme da passividade perante o estado em que se encontra o nosso território e o seu coberto vegetal.

Inconformado com as medidas adotadas para fazer frente aos contínuos ciclos de incêndios, um grupo de quatro pessoas tomou a iniciativa de apelar aos seus concidadãos no sentido de assumirem em conjunto uma posição interventiva nesse domínio. Embora a ideia já viesse de trás, e tivesse tido uma primeira formulação em outubro de 2016, a tragédia de Pedrógão Grande em junho de 2017 fez ecoar com maior urgência um sentido de responsabilidade social, moral e ambiental no seio desta iniciativa, que tomou a forma de Apelo para uma Aliança pela Floresta Autóctone.

Os promotores dessa Aliança dão início no Porto, no sábado 17 de março, a um ciclo de debates públicos em que diferentes palestrantes, sucessivamente e em diferentes lugares do País, apresentarão a sua visão para o renascimento da Floresta Autóctone em Portugal e a debaterão em seguida com os cidadãos presentes. No primeiro debate será interveniente inicial Jorge Paiva, professor e investigador da Universidade de Coimbra, botânico, ecólogo e ecologista de reputação nacional e internacional. O segundo deverá decorrer em Aveiro em maio, sábado, sendo interveniente inicial Helena Freitas, Professora e Investigadora da Universidade de Coimbra, que coordena a Unidade de Investigação e Desenvolvimento «Centre for Functional Ecology – Science for People and the Planet» [Centro de Ecologia Funcional] e a Cátedra Unesco em Biodiversidade e Conservação para o Desenvolvimento Sustentável, tendo sido presidente da Sociedade Portuguesa de Ecologia e da Liga para a Proteção da Natureza e, mais recentemente, coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior. Outros intervenientes e outros locais serão anunciados a seu tempo.

O apelo, que tem em vista provocar uma mudança de mentalidade na forma como a Floresta é gerida em Portugal, continua a recolher assinaturas em https://florestautoctone.webnode.pt/ 
Dirige-se aos cidadãos e às entidades que partilhem a vontade de se comprometerem numa profunda mudança do atual paradigma florestal em Portugal.

Primado da Floresta Autóctone


No texto lê-se que os quatro subscritores iniciais do Apelo defendem valores que assentam no primado da Floresta Autóctone e apelam à necessidade de se reabilitarem estruturas humanas e materiais como os Guardas e Viveiros Florestais. Questionam ainda o atual modelo das extensas monoculturas de eucalipto e pinheiro-bravo em território nacional. É com base nestas premissas que os subscritores do Apelo incentivam a que se constituam, nomeadamente a nível concelhio, círculos de entreajuda e de intervenção para salvaguarda do património natural com vista a uma efetiva prevenção contra os incêndios.

Os subscritores esperam que esta iniciativa favoreça uma tomada de consciência capaz de conduzir a uma maior observância da legislação de proteção em vigor e que as instituições públicas assumam o compromisso de agir diligentemente de forma a impedir que a ocorrência de incêndios e o plantio de monoculturas continuem a predominar.

Os autores do apelo acreditam que o restauro da floresta depende de um futuro liberto do flagelo sistemático dos incêndios sendo para isso necessária a recuperação da floresta autóctone em Portugal.


Para mais informações:  Email: florestautoctone@gmail.com  | 918527653»

Fonte: email da Campo Aberto, 17/3/2018