quinta-feira, 19 de julho de 2018

Ambientar-se: A BELA VERDE, em Famalicão

A BELA VERDE

20 de julho de 2018 (sexta), 21h30
Casa do Território, Parque da Devesa
Vila Nova de Famalicão
Gratuito, entrada livre

"La belle verte", França, 1996, 1h39, comédia
Realização: Coline Serreau
Elenco: Coline Serreau, Vincent Lindon, Marion Cotillard

Sessão Ambientar-se dinamizada pela Equipa Multidisciplinar de Gestão do Parque da Devesa.

Convidados para a dinamização do debate: 

Mário Martins, professor, dirigente associativo, ex autarca 
Inês Marques Bastos, consultora para o desenvolvimento

Komlan Gnamatsi, consultor linguístico e de internacionalização

Sinopse:
«Algures no universo existe um planeta cujos habitantes evoluíram a tal ponto que vivem em perfeita harmonia com a natureza e uns com os outros. De tempos a tempos, alguns deles fazem excursões a outros planetas, seja para observá-los ou mesmo ajudá-los no seu processo evolutivo. Curiosamente, há 200 anos que ninguém quer ir ao planeta Terra. Mas um dia, por motivos pessoais, uma mulher decide voluntariar-se, aterrando em Paris.

O filme é uma alegoria que aborda de maneira humorada temas variados como a ecologia e a relação com o ambiente, as relações humanas, a política e o poder, a sustentabilidade e o consumismo, a espiritualidade, etc.. Inspirador e divertido.»

Divirta-se com o trailer:



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As sessões AMBIENTAR-SE são uma parceria entre o Município de Vila Nova de Famalicão (Equipa Multidisciplinar de Gestão do Parque da Devesa) e associações locais ligadas à proteção do ambiente, que constam na exibição de um filme de tónica ambiental com debate no final. Estas sessões ocorrerem, por norma, na terceira sexta-feira do mês.   Associações parceiras:

  • AREA - Associação Amigos do Rio Este
  • Associação Famalicão em Transição
  • H2Ave - Associação Movimento Cívico para a Dinamização e Valorização do Vale do Ave
  • VENTO NORTE - Associação de Defesa do Ambiente e Ocupação dos Tempos Livres
  • YUPI - Associação para o Desenvolvimento Local
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quarta-feira, 18 de julho de 2018

Mandela Day - 67 minutos para mudar o mundo

Hoje é o 100º aniversário do nascimento de Nelson Mandela, que nos deixou a 5 de dezembro de 2013.

Para prestar homenagem a esse grande Homem, republico hoje a mensagem aqui deixada há precisamente 7 anos, a 18 de julho de 2011, quando Nelson Mandela festejava o seu 93º  aniversário.

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Nelson Mandela faz hoje 93 anos, e "a Fundação Nelson Mandela lança  um apelo para que todos os cidadãos disponibilizem 67 minutos do seu tempo a ajudar os outros. Cada minuto corresponde a um ano de trabalho do líder sul-africano em prol da liberdade humana. O site oficial da Fundação Mandela dá até algumas ideias para quem não sabe como usar estes 67 minutos." (Fonte: Boas Notícias)

Parabéns, Madiba, pelo aniversário, pela vida, pelo exemplo!

Apesar de parte das 67 maneiras de ajudar à mudança sugeridas no âmbito do Mandela Day não se adaptarem ao nosso país ou à nossa comunidade, com certeza que muitas haverá em que podemos usar 67 minutos do nosso tempo. E que seja uma apenas. Destas 67 ou de muitas outras. Por isso, para usar, ou para despertar a criatividade, aqui fica a tradução (possível) do apelo:


Pensar nos outros
1. Faça um novo amigo. Conheça alguém de um meio cultural diferente. Somente através da compreensão mútua podemos livrar as nossas comunidades da intolerância e xenofobia.
2. Leia a alguém que não pode. Visite uma casa local para cegos e abra um novo mundo para alguém.
3. Arranje os buracos na sua rua ou bairro.
4. Ajude no abrigo animal local. Cães sem casas também precisam de um passeio e de um pouco de amor.
5. Descubra na sua biblioteca local têm uma hora para uma história e ofereça-ser para ler durante a mesma.
6. Ofereça-se para levar um vizinho idoso que não pode conduzir para fazer suas compras ou tarefas.
7. Organize um dia de limpeza do lixo na sua área.
8. Arranje um grupo de pessoas para tricotar um quadrado de malha e fazer um cobertor para alguém que precise.
9. Voluntarie-se na sua estação de polícia ou organizações locais de ajuda.
10. Doe suas habilidades!
11. Se você é um construtor, ajude alguém a construir ou melhorar a casa.
12. Ajude alguém a iniciar o seu negócio.
13. Construa um site para alguém que precisa, ou para uma causa você acha que precisa do apoio.
14. Ajude alguém a conseguir um emprego. Redija e imprimir um curriculum vitae, ou ajude a preparar as entrevistas.
15. Se você é um advogado, faça algum trabalho pro bono por uma causa que vale a pena ou pessoa que precisa.
16. Escreva para o vereador da área acerca de um problema que requer atenção, e que você não tem possibilidade de resolver.
17. Patrocine um grupo de alunos para ir ao teatro ou ao jardim zoológico.

Ajudar a uma boa saúde
18. Entre em contacto com organizações locais de HIV e descubra como pode ajudar.
19. Ajude no hospital local, pois além dos pacientes, os funcionários muitas vezes precisam de apoio.
20. Muitos doentes terminais não têm ninguém com quem falar. Demore um pouco a ter uma conversa e a trazer alguma luz nas suas vidas.
21. Converse com seus amigos e família sobre o HIV.
22. Faça o teste de HIV e encoraje o seu parceiro a fazê-lo também.
23. Leve um saco cheio de brinquedos para a ala de crianças de um hospital local.
24. Leve os membros mais jovens da sua família para um passeio no parque.
25. Doe algum material médico a uma clínica da comunidade local.
26. Leve alguém que você conhece e não pode pagar, para fazer um exame ou consulta aos olhos ou aos dentes.
27. Cozinhe algo para um grupo de apoio de sua escolha.
28. Inicie uma horta comunitária para promover a alimentação saudável na sua comunidade.
29. Doe uma cadeira de rodas ou um cão guia, a alguém em necessidade.
30. Faça um cabaz de alimentos e dê a alguém em necessidade.

Tornar-se um educador
31. Ofereça-se para ajudar na sua escola local.
32. Oriente um aluno ou um jovem que abandonou a escola no seu campo de especialização.
33. Seja treinador numa das actividades extra que a escola oferece. Também pode se voluntariar para treinador de uma actividade que a escola não oferece.
34. Ofereça-se para dar aulas de reforço numa matéria escolar em que você é bom.
35. Doe seu computador velho.
36. Ajudar a manter os campos de desporto.
37. Arranje uma sala de aula, substituindo janelas partidas, portas e lâmpadas.
38. Doe um saco de material de arte.
39. Ensine uma turma de alfabetização de adultos.
40. Pinte salas de aula e edifícios escolares.
41. Doe seus manuais escolares, livros ou outros bens, a uma biblioteca escolar.

Ajudar os que vivem na pobreza
42. Compre alguns cobertores, ou pegue os que você tem em casa e não precisa mais, e dê-os a alguém em necessidade.
43. Limpe os seus armários e doe as roupas que já não usa a alguém que precisa delas.
44. Monte cabazes de alimentos para uma família carente.
45. Organize uma venda de bolos, lavagens de carros ou vendas de garagem de caridade e doe os lucros.
46. Para os mais pobres dos pobres, sapatos podem ser um luxo. Não os acumule se você não os usa. Dê-os!
47. Voluntarie-se para ajudar na “sopa dos pobres” local.

Cuidados para a juventude
48. Ajude num orfanato ou abrigo de crianças local.
49. Ajude crianças com os seus estudos.
50. Organize um jogo amigável de futebol, ou patrocine as crianças para assistir a um jogo no estádio local.
51. Treine uma equipe de desporto e faça novos amigos.
52. Dê equipamentos desportivos a abrigos de crianças.
53. Doe brinquedos educativos e livros a um orfanato.
54. Pinte, repare ou infra-estruture um orfanato ou um centro de juventude.
55. Oriente alguém. Arranje tempo para ouvir o que as crianças têm a dizer e dê-lhes bons conselhos.

Acarinhar os idosos
56. Se você tocar um instrumento, visite um lar de idosos local e toque durante uma hora os moradores e funcionários.
57. Ouça a história de alguém mais velho do que você. As pessoas esquecem que os idosos têm sabedoria e uma experiência enriquecedora, e, muitas vezes, uma história interessante para contar.
58. Leve uma pessoa idosa às compras no mercado, pois eles vão apreciar sua companhia e assistência.
59. Leve o cão de alguém a passear, se essa pessoa for demasiado frágil para fazê-lo.
60. Corte a relva de alguém e ajude-o a consertar as coisas no quintal.

Cuidar do seu ambiente
61. Se não houver ecopontos para reciclagem na sua zona, peça ao vereador da área para fornecer um.
62. Doe árvores nativas para embelezar bairros nas zonas mais pobres.
63. Recolha jornais velhos de uma escola, centro comunitário ou hospital e leve-os a um centro de reciclagem.
64. Identifique tampas de saneamento abertas na sua área e relate às autoridades locais.
65. Organize a empresa, escola ou organização em que você trabalha para que desliguem todas as luzes desnecessárias e fontes de alimentação à noite e nos fins de semana.
66. Ajude a convencer pessoas que deitam lixo fora de qualquer maneira, do valor do ambiente limpo.
67. Organize com algum amigos uma limpeza do seu parque local, rio, praia, rua, praça ou recintos desportivos. As nossas crianças merecem crescer em um ambiente limpo e saudável.

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Mensagem publicada inicialmente em 18 de julho de 2011, republicada em 18 de julho de 2018

terça-feira, 17 de julho de 2018

Glifosato: Sorteio de 5 análises gratuitas!

«Quer saber o seu nível de contaminação por glifosato mas o elevado custo da análise é proibitivo? Acabou de ficar disponível um donativo que vai permitir realizar análises gratuitas a cinco voluntários portugueses (adultos). 

Os interessados podem candidatar-se preenchendo o formulário neste link  - o período de candidatura começa às 12h do dia 18 (quarta) e termina às 12h de sexta (dia 20). Se houver mais do que cinco candidatos a escolha será feita por sorteio. 

A única despesa a cargo destes participantes é a do envio da amostra em correio azul nacional.  Por isso vale a pena tentar a sua chance! Aqui uma notícia sobre esta iniciativa da Plataforma Transgénicos Fora.»

Fonte: email  do grupo "Os transgénicos em Portugal e no mundo" do Grupos do Google.

Para saber mais veja aqui ou  visite: https://www.stopogm.net/analises-glifosato-portugal

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Quer saber se está contaminado pelo herbicida glifosato?

«Conhece o Glifosato? Poucos conhecem, mas é o pesticida sintético mais usado no país e no mundo (em Portugal é vendido sob vários nomes: Roundup, Spasor, Tornado, Montana, Touchdown, etc). Durante décadas pensou-se que o glifosato desaparecia rapidamente após aplicação e portanto não estava presente na água nem na comida. Acontece que, nos últimos anos, começaram a ser feitas análises a voluntários de diferentes países europeus e verificou-se que muitos estavam contaminados por glifosato. O problema é grave, pois o glifosato causa cancro em animais de laboratório e, tudo indica, em humanos também.


Infelizmente, em Portugal, as únicas análises disponíveis (realizadas em 2016) apontam para valores dezenas de vezes acima da média europeia. Ninguém sabe porque é que estamos tão contaminados, e não parece haver pressa em saber: as câmaras e juntas de freguesia continuam a pulverizar ruas e parques com glifosato mesmo sabendo que estão a expor a população, as empresas de águas ignoram as recomendações e não testam a água, os hipermercados vendem glifosato livremente, os Ministérios da Agricultura e do Ambiente não preparam alternativas para os agricultores...

Quer saber se está contaminado? A Plataforma Transgénicos Fora (http://stopogm.net) está a organizar, até 21 de julho de 2018, a recolha e envio para um laboratório na Alemanha de amostras de urina dos portugueses interessados em saber o seu nível de contaminação. Cada análise tem o custo de 78,20 euros. Estes resultados irão mostrar quanta contaminação existe de facto em Portugal e permitir exigir junto de autarquias e governo que o uso de glifosato seja drasticamente reduzido e progressivamente substituído por alternativas que não prejudiquem a saúde dos habitantes e o ambiente de todos.

Se fizer a análise através desta iniciativa a Plataforma Transgénicos Fora envia-lhe, junto com o resultado, uma explicação simples do seu significado, uma comparação (anónima) com os resultados dos outros participantes e algumas sugestões para acelerar a descontaminação do seu organismo (e da sua família). Daqui a uns anos o glifosato vai acabar por ser oficialmente proibido (já poucos duvidam disso) mas até lá temos de ser nós, os cidadãos, a tomar a iniciativa. Cada análise que for feita vai ajudar a Plataforma a defender um Portugal livre de glifosato e também será usada (com autorização, claro) para o primeiro estudo científico sobre este silencioso problema de saúde pública no país.

Vai participar? Leia o folheto anexo (ou descarregue-o em https://tinyurl.com/analisesglifosato) e inscreva-se em https://www.stopogm.net/analises-glifosato-portugal - se tiver dúvidas contacte a Plataforma Transgénicos Fora através do email info@stopogm.net (o prazo é mesmo 21 de julho... não perca esta oportunidade!).

Infelizmente a Plataforma Transgénicos Fora não tem fundos próprios que lhe permitam financiar as análises (em 2016 a Plataforma recolheu donativos para pagar as análises). Ao mesmo tempo sabemos que 78,20 euros é muito dinheiro para o bolso da maioria das famílias. Por isso fazemos um apelo à auto-organização e conjugação de esforços em associações, bairros e comunidades locais. Para saber o que se passa ao certo no país são necessárias muitas análises e só juntos conseguimos!»

Instruções de participação e mais informações em https://www.stopogm.net/analises-glifosato-portugal


sexta-feira, 6 de julho de 2018

O Decrescimento vem ao Porto

No sábado, dia 7 de julho, 2018 o  Decrescimento vem ao Porto, evento promovido pela Associação Campo Aberto, e de  grande interesse para quem se preocupa com a Sustentabilidade, 

Será apresentada a «Rede de decrecemento Eo-navia, Galiza i O Bierzo» e do 1º Congresso do Decrescimento, que decorrerá em outubro, e haverá uma conversa/debate sobre "a grande armadilha em que se tornou esta sociedade". 

Programa:

16h, no Espaço Gazua (Porto):

Apresentação da «Rede de decrecemento Eo-navia, Galiza i O Bierzo» e do 1º Congresso do Decrescimento.
Debate sobre bio-regiões, redes de resiliência e organização de iniciativas de decrescimento, com Álvaro Fonseca, Iolanda Teijeiro Rey e Miguel Anxo Abraira.

21h30, no Gato Vadio (Porto):

O decrescimento: escolha colectiva ou inevitabilidade? Um debate com Jorge Leandro Rosa, Miguel Anxo Abraira e Iolanda Teijeiro Rey.

Fonte e mais informação aqui

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Cidade+ (5ª edição) no Porto

Este fim de semana, dias 7 e 8 de julho 2018, decorre a  5ª edição do  CIDADE+,  nos Jardins do Palácio de Cristal e no auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garret, Porto


«O CIDADE+ é um evento anual gratuito, de iniciativa cidadã, que celebra a Sustentabilidade e o Ambiente!  
...
Serão dois dias de conferências, conversas, oficinas, aulas abertas, exibições, concertos, reflexões e partilha de experiências à volta do tema da Sustentabilidade.»

Fonte, programa, inscrições e mais informações em https://cidademais.pt/

sábado, 23 de junho de 2018

Valorização de Matéria Orgânica - Projeto SÁBIO no OPP

Como famalicense, é com muito orgulho que divulgo que o Projeto SÁBIO é candidato no Orçamento Participativo de Portugal (OPP) com o âmbito Regional.

Este projeto é uma iniciativa de Paulo Lima que arrancou há pouco mais um ano em Vila Nova de Famalicão como experiência  piloto.

No Orçamento Participativo é o projeto #209  "Valorização da Matéria Orgânica Doméstica"

Apoie esta iniciativa, vote neste projeto numa das seguintes formas:
  • Por SMS para o número 3838 com o texto:  "OPP "  (*O número inserido deverá ter o seguinte formato: 123456789XX0 (9 dígitos + 2 letras + 1 dígito).

«#209 - Valorização da Matéria Orgânica Doméstica


«Recolha porta a porta de resíduos orgânicos para produção de fertilizante agrícola,tendo por base o fornecimento de matéria orgânica a produtores de agricultura biológica.

A sua recolha assenta no princípio de voluntariado, num regime de porta a porta dos resíduos domésticos.doados. O benefício dessa transacção faz-se apenas na troca de géneros entre produtores e doadores.

Com este projeto pretende-se replicar a sua filosofia para âmbito nacional, carecendo para isso regulamentação ações de divulgação por forma a alargar também regional,

Proponentes do projeto: Paulo José Lima da Silva»

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Portugal merece cuidados!



A Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP) divulgou, no Dia de Portugal, um vídeo em que o ator Luís Vicente profere o «Discurso ao País que um Presidente Sábio deveria pronunciar» (acima).

É completamente inadmissível que os lobbies económicos do petróleo levem a sua avante e aconteça mesmo a exploração de petróleo em Portugal! 

A aposta tem de ser nas energias renováveis e limpas, como a solar e a eólica.  Não pode ser haver o discurso e a intenção de combater as alterações climáticas e a prática ser o contrário.

É já em Setembro que a GALP e a ENI querem começar a furar, no Algarve, e ainda por cima sem estudo de impacto ambiental, mas toda a costa portuguesa está em risco!

Imagem de PALP 

"Portugal merece cuidados!"  

Petróleo em Portugal? Não Obrigado! 

Informe-se e junte a sua voz em:

segunda-feira, 11 de junho de 2018

FRONTEIRA INVISÍVEL - o óleo de palma como biocombustível (em Famalicão)

Na sessão AMBIENTAR-SE de junho 2018, a Associação Famalicão em Transição e a ZERO - Associação Sistema Terrestre Sustentável trazem ao debate os temas do óleo de palma e das bionergias com o filme:

"FRONTEIRA INVISÍVEL"

("Frontera Invisible",  2017, 28 min)

15 de junho de 2018 (sexta)
21h30
Casa do Território, Parque da Devesa
Vila Nova de Famalicão

Gratuito, entrada livre

Sinopse:

«Fronteira Invisível é a verdadeira história das comunidades presas no meio da guerra mais longa do mundo, na qual a ávida procura por terras, por parte dos grandes proprietários, para fornecimento de óleo de palma para produzir combustível "verde" deslocou os camponeses e os povos indígenas. Destruiu habitats naturais e concentrou as terras nas mãos dos ricos.

Fronteira Invisível dá voz às comunidades locais que arduamente lutam para recuperar as suas terras enquanto expõem as principais armadilhas da política de biocombustíveis.

Na Colômbia, o governo assinou um acordo de paz com o grupo rebelde que acabou com 60 anos de conflito armado. Uma guerra que deslocou mais pessoas do que toda a população da Dinamarca. Enquanto isso, o governo planeia continuar a plantar palma para abastecer a Colômbia e a Europa com 'biodiesel'. Ela devolverá a terra aos seus verdadeiros proprietários ou apenas a entregará ao grande Agronegócio?

Este documentário foi exibido em 24 países em todo o mundo, da Austrália aos Estados Unidos, da Argentina à Rússia, da Itália ao Peru, tendo sido por diversas vezes galardoado como melhor pequeno documentário. Ele também foi exibido em 5 Parlamentos na Europa.»


Frontera Invisible. Trailer 1 (Subs En, Cz) from Transport & Environment on Vimeo.

Informações: parquedadevesa@vilanovadefamalicao.org / 252 374 184 ou famalicaom@gmail.com

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Sobre consciência

Dois neurocientistas explicam o que a ciência vai descobrindo sobre a consciência. António Damásio em 2011 e Anil Seth em 2017. 

Como percebemos o mundo, como nos sentimos "eu", como somos parte da natureza, ... vale a pena ouvir estas palestras TED!



terça-feira, 5 de junho de 2018

Estado do ambiente em Portugal - economia circular


O Relatório do Estado do Ambiente em Portugal (2018)  foi divulgado neste Dia Mundial do Ambiente. O relatório refere-se ao ano anterior (2017), mas em muitos indicadores os dados ainda se remetem a 2016.


O cenário não é nada animador, antes pelo contrário, pois apesar de uma ligeira redução no consumo interno de materiais, o consumo de energia final e a produção de resíduos aumentaram, e as taxas de separação e reciclagem são muito baixas!


Fica aqui um destaque para alguns números relacionados com a economia circular (consumo e resíduos): 


152,9 milhões de toneladas em 2016,  o que corresponde a 40,6 kg por pessoa por dia, tendo descido (1,7%) em relação ao ano anterior (1,5%).

Destes, 22,6% são em biomassa (alimentos, madeira, ...) e o restante são de origem mineral (metálico, não metálico ou energético fóssil). A maior fatia é dos materiais de construção (57,8% de não metálicos).

Este valor (40,6 kg por pessoa por dia) é superior à média da União Europeia (a 28) que foi de 36,3 kg por pessoa por dia (daqui).

O consumo interno de materiais está a diminuir, embora a redução seja pequena.


Em 2016, o consumo de energia final aumentou 1,0% relativamente a 2015, devido sobretudo à subida do consumo dos produtos do petróleo e eletricidade. 


4,75 milhões de toneladas produzidas em 2017, no continente,  o que corresponde a 1,32 kg por pessoa por dia.  Isto configura um aumento de 2,3% em relação ao ano anterior e de 10% em relação a 2013 .

A meta do PERSU 2020 para este indicador é que em 2020 estejamos em 1,12 kg por pessoa por dia, mas em vez de estarmos a diminuir o lixo produzido estamos a aumentar!.

Além disso, a percentagem dos resíduos urbanos indiferenciados, foi, em 2017, de 83,5%, ou seja, apenas 16,5% dos resíduos foram separados na recolha (recolha diferenciada)!

A taxa de preparação para reutilização e reciclagem, que estagnou nos 38%, inclui a separação de resíduos pós-recolha para valorização, e que deve atingir os 50% até 2020. 

Fonte (dados e imagens): APA, Relatório do estado do ambiente - Portugal, junho 2018

sábado, 2 de junho de 2018

Movimento da Escola Moderna (MEM) na Educação (Famalicão, 7 de junho)

Associação Famalicão em Transição com o apoio do Centro de Estudos Camilianos e o Núcleo MEM do Porto, apresentam


No dia 7 de junho entre as 18.30h e as 20h no Centro de Estudos Camilianos, Seide S. Miguel, Vila nova de Famalicão



A Prof. Noémia Peres e o prof. Joaquim Liberal do Núcleo MEM Porto dar-nos-ão a oportunidade de conhecer este modelo pedagógico para educação pré-escolar e 1º ciclo.

Num segundo momento o JI Seide S.Miguel e EB1 Seide irão partilhar a experiência de implementação de uma ou mais práticas a título de exemplo.

Aberto a pais, mães, educador@s, professor@s, e toda a comunidade educativa.

Inscrição obrigatória em: goo.gl/JLxfUQ

Dádiva sustentável: 1,5€ para sócios e 2€ para não sócios.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Sobre biocombustível de óleo de palma

«Sabia que os carros a gasóleo queimam metade do óleo de palma que consumimos na Europa?  Esta situação está a promover a destruição da floresta tropical e a matar os orangotangos no sudoeste da Ásia.»


«A Diretiva de Energia Renovável regula o uso de biocombustíveis e combustíveis renováveis para a União Europeia (UE). Está atualmente sob revisão para o período de 2020 a 2030 (“REDII”).

Tanto o Parlamento Europeu como o Conselho da UE propuseram alterações a esta lei e as suas posições são bastante diferentes.


Uma diferença fundamental é a decisão do Parlamento de acabar com o apoio político ao biodiesel produzido a partir de óleo de palma em 2021, na tentativa de evitar os impactos ambientais, climáticos e sociais negativos ligados a esta matéria-prima.

A decisão do Parlamento provocou um debate internacional em que os países produtores de óleo de palma se opuseram a esta medida.

Dados os impactos negativos ligados ao biodiesel com origem na produção agroflorestal - e especialmente ao óleo de palma - consideramos que o Parlamento vota um passo na direção certa, especialmente tendo em conta estes factos chave:
  • 1. As emissões de gases com efeito de estufa do biodiesel do óleo de palma são três vezes piores que as do gasóleo de origem fóssil.
  • 2. Os condutores da UE são os maiores utilizadores de óleo de palma, mais do que as indústrias alimentar e cosmética.
  • 3. Os atuais sistemas de certificação não garantem a sustentabilidade dos biocombustíveis usados na UE.
  • 4. A decisão do Parlamento não é uma proibição do óleo de palma, é o fim do apoio político ao biodiesel de óleo de palma na REDII.
  • 5. Existem outras questões ligadas à produção em larga escala de óleo de palma, como violações dos direitos humanos e dos direitos dos trabalhadores.
  • 6. O óleo de palma certificado deve ser usado para alimentar pessoas, não carros.
  • 7. A expansão do óleo de palma leva à desflorestação e à degradação das turfeiras.»
Fonte (texto e imagem): "Seven facts about palm oil biodiesel ", Transport & Environment , (tradução livre), 24/5/2018.  Documento completo  aqui.

Ajude a fazer pressão, assine as petições da  Rainforest Rescue e da  AVAAZ

domingo, 27 de maio de 2018

Biodiesel: a cura é pior que a doença.

«O biodiesel é o biocombustível mais consumido na Europa hoje.

O problema? O biodiesel europeu emite, em média, 80% mais CO2 do que o gasóleo, de origem fóssil.

Imagem obtida aqui
O biodiesel de óleo de palma é o pior de todos os biocombustíveis. Liberta o triplo das emissões de gases do efeito estufa do diesel fóssil.  Apesar disso, é usado cada vez mais para abastecer carros e camiões a gasóleo europeus. E os motoristas não sabem que estãoa  queimar palma.

Todo o crescimento do biodiesel da UE desde 2010 vem do óleo de palma importado. Tanto é assim que os condutores são agora os principais consumidores de óleo de palma na Europa.

A cura é pior que a doença.» 

Fonte e saiba mais em biofuelsreform.org



«A União Europeia está atualmente a decidir sobre a expansão das energias renováveis até 2030, com a madeira designada como o principal biocombustível.

Com as florestas da Europa num triste estado, precisamos impedir que mais árvores se tornem em cinzas em nome da energia “verde”.

Assine esta petição e levante a sua voz contra a política equivocada de biocombustíveis da UE!


Apelo à ação

Para: Comissão Europeia, Parlamento, Conselho de Ministros e governos dos 28 Estados-Membros

A EUROPA QUER DEPENDER AINDA MAIS DAS FLORESTAS PARA A PRODUÇÃO DE MADEIRA COMO COMBUSTÍVEL, EM DETRIMENTO DA NATUREZA. PAREM A POLÍTICA DE BIOENERGIA MAL ORIENTADA DA UE!

Imagine um cubo gigantesco de troncos medindo quase 760 metros de cada lado. Isso equivale à quantidade de madeira que a União Europeia (UE) queima todos os anos para gerar calor e eletricidade.

A Europa quer promover energias renováveis para proteger o clima e impulsionar a economia. Mas enquanto os media se concentram no vento, energia hidroelétrica e energia solar, dois terços da energia renovável da europa é de fato gerada usando biomassa. Quase 440 milhões de metros cúbicos de madeira e resíduos de madeira são usados anualmente como combustível, compondo a maior parte da energia renovável da UE.

Os madeireiros não deixam nada para trás: eles também trituram ramos e galhos e, em alguns casos, até mesmo tiram tocos do chão usando maquinaria pesada. Ecossistemas ricos estão a ser degradados em florestas comerciais estéreis. e as árvores não só estão a ser derrubadas apenas na Europa: a fome da UE por biocombustível também está a ser alimentada por plantações de madeira no exterior e importações de pellets.

As florestas da Europa estão se a degrar constantemente, conforme documentado por relatórios anuais sobre o estado da floresta. Três quartos de todas as espécies de animais e plantas e habitats estão em estado insatisfatório, de acordo com o Ministério do Ambiente da Alemanha. A biodiversidade está em perigo de colapso.

A queima de árvores em grande escala não é ambientalmente amigável nem boa para o clima, como 800 cientistas escreveram para a EU . Afinal, é de duvidar se alguma vez as florestas que estão hoje em dia a ser transformadas em fumo voltarão a crescer e armazenar carbono no futuro.

Em vez de orientá-las para a produção de madeira, precisamos de garantir que as florestas sejam mantidas no estado mais natural possível. As árvores antigas e a madeira morta são um habitat vital, e pelo menos cinco por cento de toda a área florestal deve permanecer intocada.

Por favor, assine a nossa petição para proteger nossas florestas e seus habitantes.»

Fonte e petição: Rainforest Rescue (tradução livre)

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30/5/2018: 


sábado, 26 de maio de 2018

A Corporação

A CORPORAÇÃO é um documentário canadiano premiado, de 2003, realizado por Mark Achbar, Jeniffer Abbott e Joe Balkan. Explica a natureza das corporações, infelizmente as instituições dominantes no nosso tempo, os males que comportam à sociedade, às pessoas, à saúde, à natureza, aos animais, ao ambiente, às florestas, à biodiversidade, ao equilíbrio do planeta, à vida.

Annie Leonard na sua "História dos cidadãos unidos versus corporações" já nos disse que o maior mal das corporações é serem consideradas "pessoas", e assim terem direitos jurídicos como pessoas.

Mas as corporações não são pessoas, pois não são dotadas de ética, de moral, e as pessoas que as gerem não são responsabilizadas pelos males que as corporações causam na sua ânsia de lucro demolidora. E mesmo quando são julgadas e condenadas, insistem em cometer crimes porque lhes compensa!

"A Corporação inclui entrevistas e testemunhos de 40 pessoas conhecedoras do sistema, nomeadamente Noam Chomsky, Naomi Klein, Milton Friedman, Howard Zinn, Vandana Shiva e Michael Moore, confissões, estudos de casos e estratégias de mudança."

Reserve 145 minutos do seu tempo para ver este documentário IMPRESCINDÍVEL! Asseguro que não serão desperdiçados!



Filme em 24 partes: 
Parte1;   Parte 2;   Parte 3;   Parte 4;   Parte 5;   Parte 6;    Parte 7;   Parte 8;   Parte 9;   Parte 10;   Parte 11; Parte 12;   Parte 13;   Parte 14;   Parte 15;   Parte 16;    Parte 17;   Parte 18;   Parte 19;   Parte 20;   Parte 21;   Parte 22;   Parte 23;   Parte 24;
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Esta mensagem foi publicada inicialmente neste blogue em 17 de maio de 2011, com o título "A RAIZ DO MAL". 7 anos depois, republica-se pela importância do filme "A Corporação" na compreensão do mundo atual.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Famalicão em Transição - estar a par

Dada a proximidade entre este blogue e a Associação Famalicão em Transição, apelamos aos interessados em receber informação sobre as atividades desta associação:

«No dia 25 de maio de 2018 entra em vigor o Regulamento Geral de Proteção de Dados.

A partir daí, só poderemos enviar emails de divulgação com o seu consentimento expresso dos interessados.

Assim, se quer estar a par das dinâmicas de Famalicão em Transição, dê-nos o seu consentimento no formulário da nossa Newsletter.

Mesmo quem se tinha registado antes, terá de subscrever novamente para receber a informação.

Para se informar sobre o tratamento que fazemos dos dados que nos fornece, consulte a nossa Política de Privacidade .



Contamos consigo. Conte connosco!

Associação Famalicão em Transição
 »

terça-feira, 22 de maio de 2018

Não largue balões!

Todos os balões lançados, incluindo os que são comercializado como "latex biodegradável", voltam para a Terra como lixo e poluem os lugares mais remotos e intocados. Os balões podem viajar milhares de quilómetros, chegam às linhas de água e ao mar, matando inúmeros animais.

Imagem obtida em mcsuk.org
Fonte (adaptado): Ballons Blow

  • «Sabia que actualmente o plástico na Natureza, e em particular no mar, é um dos maiores flagelos ambientais dos nossos tempos, sendo responsável pela morte de golfinhos, baleias, aves ou peixes que o confundem com alimento?
  • Já reflectiu acerca de qual será o destino dos balões de plástico largados para o ar após serem levados pelo vento e rebentarem?
  • Será coerente ensinar as crianças que os pequenos gestos fazem a diferença e que não devem sequer atirar um único papel para o chão, mas lançar na Natureza dezenas de objectos de latex sufocante?»

Fonte: "Largada de balões mata!", em Tara Recuperável, 23.06.2015

«Está cientificamente provado, como dizem os investigadores do Aquário de Virgínia, que muitos animais, tanto em terra como no mar, acabam por morrer por causa dos balões.

Ed Clark, do Centro da Vida Selvagem da Virgínia, constatou que os animais que mais sofrem com este problema são as tartarugas marinhas que acabam por confundir o objecto com uma alforreca e comem-nos, o que leva à morte. E não só. O perigo também existe para outros animais marinhos como golfinhos e baleias que já foram encontrados com balões alojados no estômago. Já os pássaros, por exemplo, ficam presos nos fios de “nylon” ou plástico.»

Fonte: "Será que um dia vamos deixar de largar balões?", Bruna Cunha , em Público P3, 09.03.2015 

«Espantosamente, até nas escolas as crianças já vão sendo incentivadas a lançar "mensagens de esperança" (humanitárias, culturais ou, ironicamente, ambientais), sem os seus educadores se preocuparem nas implicações de tais actos.

Mas qual é, afinal, o problema? O problema é que o que sobe também desce! E depois de uma muito rápida euforia (de dois, cinco, dez minutos, no máximo?!) ninguém se lembra mais do balão (ou dos 10, 250, 5'000 ou 200'000 que foram largados)... A Natureza tem, porém, de lidar com eles - e não será apenas por minutos. Por vezes, será durante meses ou anos.

E para onde vão os balões? O que lhes acontece? Simples: os balões rebentam e caem! Caem e ficam presos nas árvores. Caem e aterram em rios, lagos e lagoas! Caem e invadem pastos e zonas de reprodução. Em suma, caem e tornam-se lixo. Lixo não biodegradável... E são, todos os anos, milhares! Um fenómeno crescente nos países ditos "desenvolvidos".

Tudo para uns efémeros e banais momentos de "beleza visual"... Mas haverá MESMO necessidade destas largadas?»

Fonte: "Balões são armadilhas de morte", Élio Vicente, Biólogo Marinho, em Expresso (13.08.2008)



Todas as imagens, excepto a primeira, foram obtidas no site Ballons Blow 

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Mensagem publicada inicialmente a 19 de junho de 2016, republicada a 22 de maio de 2018, assinalando o Dia Internacional da Biodiversidade

domingo, 6 de maio de 2018

Transgénicos - a coexistência impossível

Para além de os efeitos diretamente na saúde humana dos alimentos transgénicos serem incógnitas, porque não há estudos suficientes ou fidedignos; para além dos efeitos obviamente nocivos para a saúde provocados pelos herbicidas associados aos transgénicos; para além dos efeitos devastadores que o cultivo de transgénicos têm nos ecossistemas e na biodiversidade; para além dos efeitos nefastos na economia, alimentadores do capitalismo selvagem, já que uma empresa é detentora de 90% do mercado das sementes e outras quatro dos restantes 10%; para além disto tudo, as variedades de alimentos tradicionais estão ameaçadas de contaminação pelos transgénicos e, assim, de extinção. 

A história das variedades de espécies alimentares acompanha a história da humanidade, pois foram gradualmente desenvolvidas e adaptadas aos climas e lugares ao longo de muitos milhares de anos. Uma história que, se não nos informarmos e se não nos opusermos, estará prestes a chegar ao fim. Porque variedades tradicionais não podem coexistir com OGM ou transgénicas, já que estas contaminam tudo à sua volta. 

Vejam o documentário catalão de 2007 TranXgenia - A História da Lagarta e do Milho. E já agora, se concorda, apoie a Plataforma Transgénicos Fora e ajude a luta pela alimentação e ambiente saudável, a luta por cada vez mais e maiores zonas livres de OGM.



(Esta mensagem foi originalmente publicada neste blogue em 09/01/2012, e foi republicada 6 anos depois, a 06/05/2018)

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Óleo de palma: a destruição da floresta

O óleo de palma é o óleo vegetal mais produzido no mundo. Barato, vai parar aos alimentos nas margarinas, chocolates e na grande maioria dos alimentos processados. Vai também ser queimado como biocombustível.

Pelo caminho desta indústria, fica a destruição de florestas tropicais, a extinção dos orangotangos e outras espécies, a miséria dos habitantes locais, direitos humanos violados, a poluição, o agravamento das alterações climáticas....

Portanto, o preço real deste produto afinal não é nada barato, fica mesmo demasiado caro!

O que fazer para evitar esta situação? Várias coisas, mas para começar,  ler os rótulos e não comprar os produtos que contém óleo de palma. Tentei encontrar margarina sem óleo de palma... não encontrei. Assim, deixei de usar margarina, o azeite é nosso e bem mais saudável!

No texto abaixo encontra mais dicas, eu estou a cumprir a 7ª ao publicar esta mensagem. 

Para começar a cumprir a 4ª dica,  assine esta petição contra a construção de uma refinaria de biodiesel partir de óleo de Palma em Marselha. 

E esta e esta e mais esta

É preciso parar esta destruição!

A  seguir a transcrição de um artigo sobre óleo de palma do site Salve a Selva (em português brasileiro):

«Óleo de palma 
Desmatamento para produtos de consumo diário

Dendezeiro (Elaeis guineensis),  conhecido como
palma-de-guiné, palma, dendém ou coqueiro-de-dendê, .
O seu óleo é conhecido como  azeite de dendê ou óleo de palma.
Fonte: daqui



A situação – florestas tropicais nos tanques e nos pratos

Com 66 milhões de toneladas por ano, o óleo de palma é o óleo vegetal mais produzido no mundo. 

O baixo preço no mercado mundial e as boas caraterísticas de transformação levam para que um em cada dois produtos no supermercado contenha óleo de palma

Além de refeições prontas, bolachas e margarina, o óleo de palma também se encontra em cremes hidratantes, sabões, maquilhagem, velas e detergentes.

O que poucas pessoas sabem: na União Europeia quase a metade do óleo de palma importado é usado para o assim chamado biodiesel

A mistura de biocombustível obrigatória desde 2009 é uma causa importante para o desmatamento das florestas tropicais, sobretudo na Indonésia e a Malásia.

Atualmente, as plantações de dendezeiros já cobrem mais que 27 milhões de hectares em todo o mundo. Numa área do tamanho de toda a Nova Zelândia,   as pessoas e os animais já tiveram que dar lugar aos “desertos verdes”.

As consequências – morte causada por barra de chocolate


Nas regiões tropicais ao redor do equador, o dendezeiro (elaeis guineensis) encontra condições ideais para o seu cultivo. 

No Sudeste Asiático, na América Latina e na África, vastas áreas de floresta tropical são desmatadas e queimadas todos os dias afim de gerar espaço para as plantações. Desta forma, quantidades enormes de gases com efeito de estufa são emitidas na atmosfera. 

Em partes do ano de 2015, a Indonésia – a maior produtora de óleo de palma – emitiu mais gases climáticos do que os EUA. Emissões de CO2 e metano levam a que o biodiesel produzido a partir de óleo de palma seja três vezes mais nocivo para o clima do que o combustível fóssil.

Mas nem só o clima global está sofrendo: juntamente com as árvores, também desaparecem raras espécies animais como o orangotango, o elefante-pigmeu-de-bornéu e o tigre-de-sumatra. 

Muitas vezes, pequenos agricultores e indígenas que habitam e protegem a floresta são deslocados da terra deles de forma violenta. 

Na Indonésia, mais que 700 conflitos de terra estão relacionados com a indústria de óleo de palma. Até nas plantações declaradas como “sustentáveis” ou “ecológicas”, sempre de novo violam-se direitos humanos.

Nós como consumidores não sabemos muito disto. Porém, o nosso consumo diário de óleo de palma também tem efeitos negativos para a nossa saúde: o óleo de palma refinado contém grandes quantidades de ésteres de ácidos graxos, que podem interferir no patrimônio hereditário e causar câncer.

A solução – revolução dos tanques e dos pratos

Hoje em dia, somente 70 mil orangotangos vivem nas florestas do Sudeste Asiático. A política do biodiesel na UE leva os antropóides à beira da extinção: cada nova plantação de dendezeiros destrói um pedaço do espaço vital deles. Para ajudar os nossos parentes, temos que aumentar a pressão sobre a política. Mas no seu dia a dia existem várias opções para agir!


Estas dicas simples ajudam a encontrar, evitar e combater o óleo de palma:

1 - Cozinhe e decida: ingredientes frescos, misturados com um pouco de criatividade, fazem empalidecer qualquer refeição pronta (que contenha óleo de palma). Para substituir o óleo de palma industrial, podem-se utilizar óleos europeus como óleo de girassol, colza ou azeite ou, no Brasil, óleo de côco, de milho (não modificado geneticamente!) ou – se você conhece a origem – óleo de dendê artesanal.

2 - Ler as letras pequenas: na União Europeia, as embalagens de alimentos têm que indicar desde Dezembro de 2014 se o produto contém óleo de palma.1 Em produtos cosméticos e detergentes esconde-se um grande número de termos químicos.2 Com um pouco de pesquisa na Internet, podem-se encontrar alternativas sem óleo de palma.

3 - O consumidor é rei: Quais produtos sem óleo de palma são oferecidos? Por que não se utilizam óleos domésticos? Perguntas ao pessoal de vendas e cartas ao produtores exercem pressão sobre as empresas. Esta pressão e a sensibilização crescente da opinião pública já fizeram com que alguns produtores renunciassem o uso de óleo de palma nos próprios produtos.

4 - Petições e perguntas a políticos: protestos on-line exercem pressão sobre os políticos responsáveis por importações de óleo de palma. Você já assinou as petições da Salve a Selva?

5 - Levante a sua voz: manifestações e ações criativas na rua tornam o protesto visível para a população e a mídia. Assim, a pressão sobre decisores políticos ainda cresce.

6 - Transporte público em vez de carro: se possível, ande a pé, de bicicleta ou use o transporte público.

7 - Passe os seus conhecimentos: a indústria e a política querem fazer-nos crer que o biodiesel seja compatível com o ambiente e que plantações de dendezeiros industriais possam ser sustentáveis. Salveaselva.org informa sobre as consequências do cultivo de dendezeiros.»

Fonte (texto transcrito e imagens, exceto desenho da planta):   https://www.salveaselva.org/temas/oleo-de-palma

Saiba mais em:   Perguntas e Respostas sobre o Óleo de Palma