quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Agir pelo Clima

Já não há dúvidas de que estamos a enfrentar alterações climáticas, os temporais, as inundações, as secas, os incêndios, as temperaturas anormais, são cada vez mais frequentes e mais intensos. O problema é tão sério e grave que parece incompreensível, e não se age em proporção. Em Portugal, por exemplo, pretende-se começar com a exploração petrolífera! Urge agir e mudar a situação, ou o futuro da humanidade na Terra está em risco.  
Por isso a 8 de setembro marchamos, no Porto, em Lisboa e em Faro, e em muitas cidades do mundo.

Imagem daqui
Como já quase toda a gente percebeu, estamos numa crise ambiental sem precedentes. Se por um lado os movimentos ambientalistas a nível nacional ou internacional muito têm feito para que as condições ambientais em muitos lugares e em muitos setores tenham melhorado nas últimas décadas, também é verdade que o excesso de consumo de recursos e as alterações climáticas colocam em causa o futuro da humanidade.

Muito há para fazer. Todos temos um papel, fundamental, de mudar o nosso comportamento, ser menos consumista, gastar menos energia, menos água, escolher os alimentos de menos impacto no ambiente, e por aí fora.

Mas não chega, a velocidade a que as alterações climáticas progridem não deixa margem para manobras: são precisas medidas políticas de fundo, fortes e urgentes, para reduzir as emissões! Em Portugal, na Europa no Mundo, estamos todos no mesmo planeta!

Desde a Cimeira do Rio em 1992 que o aquecimento global e as alterações climáticas se tornaram assunto para agendas políticas, resultando mais tarde no protocolo de Quioto (1997), bem como tema conhecido de um restrito público activista e interessado. Mas as primeiras evidências de que a terra está a aquecer, e de que esse aquecimento tem como uma das causas a atividade humana, designadamente as emissões de CO2, já tinham sido apresentadas no meio científico no início da década de 80 por James Hansen.

Fonte: NASA (https://climate.nasa.gov/evidence/)
A partir de 2006, através do filme "Uma Verdade Inconveniente", Al Gore divulgou a teoria do aquecimento global, levando a que muitas pessoas começassem a ficar sensibilizadas para o tema, e várias manifestações globais têm vindo, desde então a criar um movimento mundial que procura e propõe uma multiplicidade de soluções para minimizar as emissões de CO2 e outros gases com efeito de estufa (GEE).

Em paralelo com o aparecimento de uma consciência generalizada da urgência de medidas para "travar" ou minimizar as alterações climáticas, surgem teorias contrárias à do aquecimento global: umas que dizem que não há aquecimento global, outras confirmam a existência de aquecimento global, mas negam a influência da atividade humana como causa. Aproveitando-se do facto da ciência climática ser de difícil entendimento, grandes interesses lançam a confusão com teorias da conspiração e a dúvida instala-se na opinião pública, nos media e mesmo a nível de governos. Isto retarda a ação que já era urgente e diminui o impacto das medidas para combater as alterações climáticas.

Fonte: Climate Action Tracker
Depois de várias cimeiras do clima inconclusivas e ineficazes, finalmente conseguiu-se um acordo na a 21ª cimeira do clima, a Cimeira de Paris, em dezembro de 2015. Este Acordo de Paris foi assinado por 195 países e tem como objetivo principal reduzir a emissão de gases com efeito estufa de forma a limitar o aumento da temperatura global em 2ºC relativamente aos níveis pré-industriais, e prosseguir os esforços para limitar o aumento da temperatura a até 1,5°C, reconhecendo que isto vai reduzir significativamente os riscos e impactos das alterações climáticas

No entanto, apesar de ser um sucesso, o Acordo de Paris é insuficiente para travar o aquecimento global, pois não foram estabelecidos objetivos concretos nem obrigações a cumprir, nem para países nem para empresas (note-se que 71% das emissões de GEE entre 1988 e 2015 foram emitidas por 100 empresas).

Emissões de CO2 cumulativas e percapita,
1970-2013;  Gráfico daqui
Além disso, com a saída dos EUA deste compromisso,  o maior emissor de GEE acumulado e o segundo maior emissor atual de gases com efeito de estufa (a seguir à China), a situação piorou e os  riscos agravaram-se.

Entretanto, as catástrofes climáticas - inundações, secas, incêndios, tempestades, ondas de calor, sucedem-se a velocidades e intensidades nunca antes testemunhadas.  Sabe-se que o clima está a mudar, sabe-se que as emissões de GEE têm influência, sabe-se que as amenas temperaturas que permitiram o desenvolvimento das civilizações desde há 12 mil anos estão a deixar de o ser.

Tudo isso se sabe mas há uma letargia geral das classes governativas que tornam a ação insuficiente para prevenir uma catástrofe global num futuro próximo.  Recomendo a visualização deste pequeno vídeo que em 5 minutos explica a história das alterações climáticas, esclarecedor e motivador.



Portugal: a exploração de petróleo, o presente que envenena o futuro

Em Portugal, apesar de tudo isto, ainda se pretende iniciar a exploração de petróleo no Algarve e na costa oeste, num contrassenso irresponsável!  A economia e os negócios de grandes empresas continuam a prevalecer contra a proteção do futuro das novas gerações e mesmo dos jovens de hoje. Não podemos permitir este estado de coisas!


Precisamos de unir esforços para que os decisores políticos nos ouçam, levem as alterações climáticas a sério, e tomem medidas proporcionais ao problema.


Marcha pelo Clima

A iniciativa internacional “Rise for Climate”, pretende chamar a atenção para este assunto, que talvez seja o maior problema que a humanidade teve de enfrentar, e está marcado um dia de ação global para 8 de setembro.  Em Portugal, a Marcha pelo Clima está a ser organizada em Lisboa, Porto e Faro, e já tem mais de  50 associações e instituições a subcrevê-la.

A Associação Famalicão em Transição, que tem como objetivo principal promver um estilo de vida mais sustentável e em sintonia com a natureza e a comunidade, não podia deixar de se juntar a esta marcha e a esta iniciativa, e tem participado nas reuniões preparatórias no Porto.

Queremos que as gerações vindouras tenham um futuro e para isso precisamos de fazer a transição para uma vida menos consumista e sem combustíveis fósseis.

Queremos que parem as prospeções e que não haja exploração de petróleo em Portugal, pois isso seria um enorme retrocesso, seria um crime contra as gerações futuras!

Dia 8 de setembro às 17h, estaremos na Marcha pelo Clima no Porto.  

Vamos marchar para exigir:
– uma transição justa e rápida para as energias renováveis;
– zero infraestruturas de combustíveis fósseis novas: nem em Aljezur, nem em Aljubarrota, nem em lugar nenhum.

Pelo futuro, apelamos a que marchem também!

Informações sobre a Marcha pelo Clima em Portugal: www.salvaroclima.pt
Informações sobre a mobilização internacional Rise For Climate: www.riseforclimate.org


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Fontes e mais informações sobre o tema das alterações climáticas:
CDP Carbon Majors Report 2017Climate Action TrackerParlamento EuropeuUNFCCCWWF
E ainda: Público;  WikipediaExame; ExpressoObservadorEcodebate
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Artigo publicado originalmente em VILA NOVA online, 2/9/2018

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Portugal junta-se à Marcha Mundial do Clima

«COMUNICADO
*** Portugal junta-se à Marcha Mundial do Clima em três cidades no dia 8 de setembro. ***

Marchas em Lisboa, Porto e Faro exigem que não se inicie a exploração de combustíveis fósseis e se faça uma transição justa e rápida para energias renováveis.

No próximo dia 8 de setembro, às 17 horas, marcaremos presença em Lisboa, Porto e Faro na Marcha Mundial do Clima sob o lema “Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!”. Juntamo-nos à mobilização internacional “Rise for Climate”, que unirá milhões de pessoas em centenas de cidades por todo o mundo.

Exigimos uma transição justa e rápida para energias renováveis que vá ao encontro ou supere os compromissos governamentais de Portugal ser neutro em carbono até 2050 e que cumpra os compromissos a que se vinculou com o Acordo de Paris. Exigimos que não se criem novas infraestruturas de combustíveis fósseis em Portugal. Não faz sentido iniciar um ciclo de investimentos baseado numa economia do passado prejudicando o clima quando o país se comprometeu com o contrário. Por isso dizemos não aos projetos de petróleo frente a Aljezur, de gás em Aljubarrota e em outras zonas concessionadas ou passíveis de o ser.

Em Portugal, as marchas são organizadas no âmbito da iniciativa Salvar o Clima, que conta já com a subscrição de mais de 40 organizações de ambiente, movimentos cívicos, sindicatos e partidos políticos.

Em Lisboa e Faro, estão previstos breves discursos por parte de algumas organizações no final da marcha. No Porto, os discursos serão proferidos antes do início da marcha.
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Contexto
Portugal tem sido severamente atingido por secas, vagas de calor, e incêndios descontrolados. A nossa floresta, o maior sumidouro de carbono que possuímos tem vindo a ser destruída. Os nossos compromissos com o Acordo de Paris e com a neutralidade carbónica até 2050 espelham uma profunda contradição com as intenções de abrir o país à exploração de combustíveis fósseis.

Esta contradição tem de ser urgentemente invertida em prol da vida na Terra e não de perspetivas irrealistas de retorno económico, retorno este muito inferior aos possíveis impactes locais e aos garantidos impactes globais.

Mesmo num período da nossa civilização em que por vezes surgem informações falsas e populistas, a verdade é que o consenso científico demonstra as evidências irrefutáveis das alterações climáticas. Estas evidências estão infelizmente a tornar-se parte do nosso quotidiano, e lentamente constatamos uma mudança do clima com consequências dramáticas desde já, e principalmente para as próximas gerações, afetando múltiplos domínios da nossa sociedade.

Os efeitos fazem-se sentir cada vez mais e a velocidade com que a gravidade e intensidade destes se manifesta é cada vez maior. Conceitos como “planeta mais quente” estão rapidamente a ser substituídos pela noção de “planeta inabitável”.

Estamos progressivamente a perder a luta contra o tempo para salvarmos o nosso planeta. De acordo com estudos recentes, há um risco crescente de atingirmos um ponto a partir do qual o sistema Terreste ficará permanentemente instável, passando este a acelerar as alterações climáticas ao invés de as atenuar.

Com a intensificação dos impactes das alterações climáticas, chegámos ao momento em que temos de ir bem para além do que as negociações internacionais podem oferecer.
Juntos podemos mobilizar-nos para a construção de uma liderança climática e criar o momento certo para assegurar uma transição energética para um mundo sustentável e equitativo. Para atingir isso, comunidades do todo o mundo vão liderar e assegurar a transição justa e rápida para energias 100% renováveis para todos, ao mesmo tempo que param todos os novos projetos de exploração de combustíveis fósseis.

A Marcha Mundial do Clima marcará o passo dos próximos eventos políticos, e mostrará aos nossos líderes qual a resposta que queremos para a realidade da crise climática
*
A iniciativa n’1 minuto:
Quem? |Mais de 40 organizações (ONGs, movimentos locais, sindicatos, partidos)
O quê? | Marcha Mundial do Clima
Onde? | LISBOA: Cais do Sodré | PORTO: Praça da Liberdade | FARO: Largo da Sé
Quando? | 8 de setembro, sábado, 17h00
Porquê? | “Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!”

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Informações e contactos:    www.salvaroclima.pt
Mobilização internacional: www.riseforclimate.org

Organizações Promotoras:
Academia Cidadã
Alentejo Litoral pelo Ambiente
ASMAA – Algarve Surf and Maritime Activities Association
Associação das Terras e das Gentes da Dieta Mediterrânica
Bloco de Esquerda
Campo Aberto
Circular Economy Portugal
CIDAC – Centro Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral
The Climate Reality Project em Portugal
Climáximo
A Coletiva
Coopérnico – Cooperativa de Energias Renováveis
Empregos para o Clima
Famalicão em Transição
Futuro Limpo
GAIA – Grupo de Ação e Intervenção Ambiental
JOC – Juventude Operária Católica
Linha Vermelha
Livre
Marcha do Orgulho do Porto
Movimento Alternativa Socialista
Núcleo Académico para a Protecção Ambiental do ISCSP
Núcleo do Ambiente da FLUL
Pagan Federation International Associação
PAN – Pessoas Animais Natureza
PALP – Plataforma Algarve Livre de Petróleo
Partido Ecologista Os Verdes
Peniche Livre de Petróleo
Porto sem OGM
Precários Inflexíveis
Preservar Aljezur
Reflorestar Portugal
Sciaena
Slow Food Algarve
SOS – Salvem o Surf
Socialismo Revolucionário
SOS Racismo
SPGL – Sindicato dos Professores da Grande Lisboa
SPN – Sindicato de Professores do Norte
STCC – Sindicato dos Trabalhadores de Call Center
Tamera
Tavira em Transição
TROCA – Plataforma por um Comércio Internacional Justo
Stop Petróleo Vila do Bispo
Um Activismo por Dia
Volt Portugal
Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável»

Fonte: email da organização da Marcha pelo Clima em Portugal, de 3 de setembro de 2018

domingo, 26 de agosto de 2018

"A maior ameaça ao nosso planeta é a crença de que outros o salvarão"

Este artigo, escrito pelo músico e ativista Bob Geldof, alerta para o estado critico da humanidade, focando-se na alimentação: desperdício alimentar e má distribuição dos alimentos, e apela a novas políticas sérias e eficazes. Abaixo transcreve-se parte do texto, mas vale a pena ler o artigo completo no Jornal de Negócios  (em português) ou no original em Project Syndicate (negrito meu).

«Precisamos de uma revolução alimentar 
por Bob Geldof

...
O destino dos habitantes da Ilha de Páscoa ilustra o actual problema do mundo. Em algum momento do século XII, um grupo de polinésios chegou a uma remota ilha vulcânica onde densas florestas forneciam comida, animais, assim como ferramentas e materiais para construir centenas de esculturas de pedra complexas e misteriosas. Mas, pouco a pouco, as pessoas destruíram essas florestas, acabando por cometer um suicídio social, cultural e físico.

Hoje, em termos relativos, temos apenas uma pequena área de floresta - e estamos a destruí-la com muita rapidez. Estamos a ficar sem terra para cultivar e o deserto está a alastrar. Os alimentos que produzimos são muitas vezes desperdiçados, enquanto mil milhões de pessoas não têm o que comer - uma realidade que deixa muita gente com poucas opções a não ser migrar.

...
Imagem obtida em  Project Syndicate 
Enquanto o Sul pobre morre de fome, o Norte rico tem demasiada comida. Mais de dois mil milhões de pessoas têm excesso de peso, inchadas por açúcares de baixo valor alimentar e por alimentos processados produzidos em massa e ricos em gorduras. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, bastaria um quarto dos alimentos que deitamos fora ou desperdiçamos todos os anos para alimentar 870 milhões de pessoas famintas. Por todo o mundo, desperdiça-se um terço de todas as colheitas. Como os habitantes da Ilha de Páscoa do passado, estamos a preparar-nos para a auto-aniquilação.

...
O que é necessário não é apenas um ajustamento politicamente tolerável às políticas existentes, mas sim uma reforma de fundo que gere resultados reais. Infelizmente, não é evidente que existam políticos à altura do desafio, tanto nos erráticos e polarizados EUA como nos ineficientes Parlamento Europeu e Comissão Europeia.

A hora de ir em frente foi ontem; a hora de adoptar uma nova abordagem é agora. Podemos discutir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas - que incluem metas como "reduzir para metade o desperdício global de alimentos per capita no retalho e no consumidor, e reduzir as perdas alimentares ao longo das cadeias produtivas e de fornecimento até 2030" - até à exaustão. O que importa são políticas bem concebidas, eficazes e abrangentes, implementadas de forma sustentada. E essas não existem em lado nenhum.

A Terra tem 45 milhões de séculos, mas o nosso século é único, porque é o primeiro em que uma espécie pode destruir toda a base da sua própria existência. Contudo, nós, os habitantes da Ilha de Páscoa dos nossos dias, parecemos alheios a esta ameaça existencial, e preferimos construir estátuas em vez de sistemas sustentáveis para a nossa sobrevivência.

Bob Geldof. Imagem
obtida em Jornal de Negócios
Será que só vamos reconhecer a nossa situação quando a terra se tornar um deserto, quando os nossos sistemas de saúde colapsarem, quando até mesmo os ricos enfrentarem escassez de alimentos, quando a água doce se tornar escassa e quando as nossas linhas costeiras forem violadas? Nessa altura, será tarde demais e o nosso destino estará traçado.

A maior ameaça ao nosso planeta é a crença de que alguém o salvará. Cada um de nós deve reconhecer a seriedade da nossa situação e exigir acções concretas para a mudar. 
Estou a falar de si.»

Extrato do artigo de Bob Geldof de 12 de julho 2018 em Project Syndicate, com tradução de Rita Faria publicada no Jornal de Negócios  de 7 de agosto de 2018.

domingo, 19 de agosto de 2018

Ignoramos as alterações climáticas há mais de um século

«Sabemos sobre o efeito estufa há quase 200 anos e sobre o aquecimento global há mais de um século, mas temos tido dificuldade em agir porque nossos cérebros são demasiado pequenos para um problema tão grande.»

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Lidar com o aquecimento global

«O maior obstáculo para lidar com as alterações climáticas somos nós, diz o psicólogo e economista Per Espen Stokes. 

Ele passou anos a estudar as defesas que usamos para evitar pensar sobre o extinção de nosso planeta e descobrindo uma nova maneira de falar sobre o aquecimento global que nos impeça de desistir. 

Afaste-se das narrativas do dia do juízo final e aprenda como fazer o cuidado pela Terra algo agradável, possível e fortalecedor com esta palestra divertida e informativa.»

Fonte:  palestra TED de Per Espen Stokes, Nova Iorque, setembro 2017

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Pessoas pelo Clima: famílias processam a UE

O Tribunal Geral da UE aceitou formalmente o processo “Pessoas pelo Clima”, uma ação em que famílias estão a levar a União Europeia a tribunal devido às políticas no âmbito das alterações climáticas.


«Em maio de 2018, 10 famílias de 7 países (Portugal, Alemanha, França, Itália, Roménia, Quénia e Fiji) e a Associação Juvenil Sáminuorra (Suécia) apresentaram uma ação legal no Tribunal Geral da União Europeia (UE) contra o Parlamento e o Conselho Europeus, por considerarem que a UE não está a fazer tudo o que está ao seu alcance para combater as alterações climáticas e proteger os seus direitos fundamentais dos efeitos adversos das alterações climáticas que estão já a sentir.

Esta foi uma iniciativa inédita de cidadãos que apelaram para uma maior ambição na meta de redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) até 2030, a assumir pela UE como um todo, para cumprir o Acordo de Paris. Consideram que a atual meta de redução de, pelo menos 40%, até 2030, é inadequada em relação à necessidade real de prevenir os efeitos das alterações climáticas.

O Tribunal Geral da UE aceitou formalmente o caso e é publicado hoje no Jornal Oficial da UE , pelo que este é um primeiro passo importante no processo “Pessoas pelo Clima”. O Parlamento e o Conselho Europeus são os alvos desta ação e deverão apresentar a sua defesa nos próximos dois meses.

Esta notícia surge num momento em que a maioria dos europeus ainda está a sofrer os impactos adversos de ondas de calor, secas e incêndios florestais, eventos climáticos extremos que os cientistas relacionam com as alterações climáticas e que estão a atingir as famílias envolvidas neste caso.»

Fonte: ZERO - Associação Sistema Terrestre Sustentável, comunicado de 13/8/2018

O que pode fazer?


sexta-feira, 10 de agosto de 2018

8 setembro: Marcha Mundial do Clima 2018

«A verdadeira liderança climática emerge das bases.

A mudança começa conosco — faça parte do movimento que está acabando com a era dos combustíveis fósseis e construindo um mundo com 100% de energia limpa, livre e renovável para todos.

Nas ruas, nas praças e em prédios públicos em todo o mundo, as pessoas vão se unir para exigir que os políticos apoiem suas comunidades, bairros e cidades, e entreguem mais do que apenas palavras.

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Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!

No dia 8 de setembro, vamos juntar-nos à mobilização internacional “Rise for Climate” para exigir um mundo livre dos combustíveis fósseis, em que as pessoas e a justiça social estejam acima dos lucros.

A verdadeira liderança climática nasce a partir das bases. Isto significa ver o poder nas mãos das pessoas, em vez das corporações; significa uma vida melhor para quem trabalha e justiça para as populações mais afetadas pelos impactos das alterações climáticas e pelas atividades das petrolíferas.

Vamos marchar para exigir:
– uma transição justa e rápida para as energias renováveis;
– zero infraestruturas de combustíveis fósseis novas: nem em Aljezur, nem em Aljubarrota, nem em lugar nenhum.

  • LISBOA: Cais do Sodré, 17h00
  • PORTO: Praça da Liberdade, 17h00
  • FARO: Praia de Faro, 17h00

Fonte e mais informações: www.salvaroclima.pt 


domingo, 5 de agosto de 2018

Tanto plástico nos oceanos

5 biliões de partículas de plástico flutuam nos oceanos, correspondendo a cerca de 270 mil toneladas.  Mais propriamente, são cerca de 5.250.000.000.000 partículas, das quais cerca de 93% têm dimensões inferiores a 5 milímetros.  Em termos de peso, são cerca de 268 940 toneladas de plástico, das quais 13% têm dimensões inferiores a 5 mm milímetros.

Os giros, as chamadas "ilhas" de plástico nos oceanos, 2 no Pacífico, 2 no Atlãntico e 1 no Índico  são cada vez maiores, e no Mediterrâneo, a situação consegue ainda ser pior!

«Os giros são sistemas de correntes circulares criados pelos ventos e pela rotação da Terra, que absorvem os detritos à volta e os colocam no centro da sepiral". .. O que se forma nos oceanos é uma espécie de "névoa" de fragmentos, alguns microscópicos, que desafiam qualquer esforço d limpeza. Essas névoas, de tal forma dispersas, não são visíveis por satélite, muito menos é possível pisálas como a uma ilha»

Fonte: artigo "Há mar e mar", texto de João Diogo Correia e infografias de Carlos Esteves (como a imagem a seguir), Revista do Expresso de 4/8/2018

(fonte: artigo "Há mar e mar", Expresso de 4/8/2018)

Sobre os efeitos nocivos e brutais que este plástico tem nos ecossistemas marinhos, ou muito deste plástico acaba sendo ingerido pelos próprios humanos não vou falar agora.

Sobre as quantidades brutais, vale a pena ler o artigo da Revista do Expresso "Há mar e mar" de João Diogo Correia com infografias de Carlos Esteves (como a imagem acima), rubrica Fisga,  e ver com atenção as imagens e infografias que aqui ficam. Noutras ocasiões falamos de impactos.



Produção global, uso e destino de resinas de polímeros, fibras sintéticas e aditivos (1950 a 2015; em milhões de toneladas)


(gráfico F2 obtido no artigo de Roland Geye e outros, 2017: "Production, use, and fate of all plastics ever made"")


Produção cumulativa de plástico em milhões de toneladas, plástico descartado, incinerado e reciclado, desde 1950 e estimativas até 2050 

(gráfico F3 obtido no artigo de Roland Geye e outros, 2017: "Production, use, and fate of all plastics ever made")


Entrada de resíduos de plástico no oceano em 2010. Estima-se que os 192 países com costa para os oceanos Atlântico, Pacífico e Índico e para os mares Mediterrâneo e Negro tenham produzido 275 milhões de toneladas de resíduos plástico em 2010, e que 8 milhões de toneladas de resíduos plástico tenham entrado nos oceanos nesse ano.


(imagem obtida no artigo"Eight million tons: Researchers calculate the magnitude of plastic waste going into the ocean ", 2015, Universdade da California)



Estimativa do número de partículas (em dezenas de milhares de milhão) e do peso (em centenas de toneladas) de plástico nos oceanos Pacífico Norte (NP), Atlântico Norte (NA), Pacícico Sul (SP), Atlântico Sul (SA), Oceano ìndico (IO), Mar Mediterrâneo (MED) e no global dos oceanos (Total).

(quadro obtido no artigo de Markus Eriksen e outros, 2014: "Plastic Pollution in the World's Oceans: More than 5 Trillion Plastic Pieces Weighing over 250,000 Tons Afloat at Sea")


Distribuição de hotspots de plástico marinho. Os plásticos marinhos podem ser transportados por correntes oceânicas e ventos, e acumulam-se em corpos de água rotatórios chamados Giros: o Giro do Pacífico Norte, também conhecido como a “Grande Mancha de Lixo do Pacífico”, é estimado em duas vezes o tamanho do Texas.
(imagem obtida na página "Waste Free Oceans: The Issue")

De resto, já sabe:

Use menos plástico, por favor!


quinta-feira, 26 de julho de 2018

Trangénicos de 2ª geração

« Grande notícia - decisão hoje do Tribunal Europeu"

É difícil de exagerar a importância do que aconteceu hoje no Tribunal Europeu. 
Foi publicado um acórdão que estabelece que os OGM de segunda geração... são OGM. 
Imagem daqui
E não só são OGM, estão sujeitos à legislação relevante para os OGM. 
Isto pode parecer tão óbvio como uma verdade de La Palisse, mas foi o maior braço de ferro dos últimos anos - e a indústria perdeu. 
As multinacionais estavam a contar que os novos OGM fossem isentados das verificações de segurança (que lata!) de modo a passar facilmente por baixo do radar. 
Estivemos por um triz para perder a rotulagem, toda a avaliação de risco e sequer a possibilidade de saber o que era lançado no mercado. 
Felizmente, hoje, quem fica a ranger os dentes são os maus da fita.»

Margarida Silva, 25/7/2018, Plataforma Transgénicos Fora! | Email "[ogm_pt]. 

«Alteração de gene é GM, diz Tribunal Europeu

O Tribunal Europeu de Justiça determinou que alterar os seres vivos usando a técnica relativamente nova de edição do genoma conta como engenharia genética.

Até agora, a alteração genética, envolvendo a substituição precisa de uma sequência de DNA por outra, tem sido uma área cinzenta.
A engenharia genética tradicional envolve a inserção menos precisa de DNA estranho num organismo.
Isso significaria que qualquer novo alimento desenvolvido com a ajuda da alteração de genes precisaria ser rotulado como GM.
Mas a decisão também se aplica a uma série de áreas em expansão, como o tratamento de doenças genéticas em humanos e animais geneticamente modificados. ... »

Ver notícia completa em: "Gene editing is GM, says European Court", By Paul Rincon, Science editor, BBC News website, 25 July 2018

Imagem de Plataforma Transgénicos Fora! no Facebook

«OGM 2ª geração

Só porque os consumidores não pediram nem querem OGM, não quer dizer que eles não sejam desenvolvidos e comercializados. 
Enquanto que na 1ª geração a engenharia genética trouxe quase só plantas que produzem inseticidas e plantas que recebem herbicidas, a 2ª geração tem mais figurantes (alguns dos quais já estão no mercado na América do Norte). 
Um dos padrões desta nova leva é a tentativa de argumentar que não são OGM (um argumento adotado pelo governo americano e ainda em análise na Comissão Europeia). 
Imagem daqui
Outra característica transversal é a tentativa de cativar o consumidor com supostos benefícios: hamburgers vegetarianos que parecem carne, maçãs que não escurecem quando cortadas, milho que usa menos água... 
O terceiro aspeto comum a estes novos OGM é a inacreditável ausência de avaliações de segurança (e de rotulagem honesta). 
A indústria está a aprender com os erros do passado: acima de tudo não se podem dar ao luxo de estudar a potencial toxicidade destes produtos - arriscavam-se a descobrir que não eram seguros e lá se ia o investimento. 
Portanto a guerra pelo direito a uma alimentação segura está a jogar-se nas definições: se a União Europeia concordar que os novos OGM afinal não são OGM, todas as proteções arduamente conquistadas nos últimos 20 anos deixam de se aplicar de uma penada só

Margarida Silva, 24/5/2018, Plataforma Transgénicos Fora! | Email "[ogm_pt]. Ver notícia em: "Are You Ready for the New Wave of Genetically Engineered Foods?", March 16, 2018, Stacy Malkan.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Ambientar-se: A BELA VERDE, em Famalicão

A BELA VERDE

20 de julho de 2018 (sexta), 21h30
Casa do Território, Parque da Devesa
Vila Nova de Famalicão
Gratuito, entrada livre

"La belle verte", França, 1996, 1h39, comédia
Realização: Coline Serreau
Elenco: Coline Serreau, Vincent Lindon, Marion Cotillard

Sessão Ambientar-se dinamizada pela Equipa Multidisciplinar de Gestão do Parque da Devesa.

Convidados para a dinamização do debate: 

Mário Martins, professor, dirigente associativo, ex autarca 
Inês Marques Bastos, consultora para o desenvolvimento

Komlan Gnamatsi, consultor linguístico e de internacionalização

Sinopse:
«Algures no universo existe um planeta cujos habitantes evoluíram a tal ponto que vivem em perfeita harmonia com a natureza e uns com os outros. De tempos a tempos, alguns deles fazem excursões a outros planetas, seja para observá-los ou mesmo ajudá-los no seu processo evolutivo. Curiosamente, há 200 anos que ninguém quer ir ao planeta Terra. Mas um dia, por motivos pessoais, uma mulher decide voluntariar-se, aterrando em Paris.

O filme é uma alegoria que aborda de maneira humorada temas variados como a ecologia e a relação com o ambiente, as relações humanas, a política e o poder, a sustentabilidade e o consumismo, a espiritualidade, etc.. Inspirador e divertido.»

Divirta-se com o trailer:



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As sessões AMBIENTAR-SE são uma parceria entre o Município de Vila Nova de Famalicão (Equipa Multidisciplinar de Gestão do Parque da Devesa) e associações locais ligadas à proteção do ambiente, que constam na exibição de um filme de tónica ambiental com debate no final. Estas sessões ocorrerem, por norma, na terceira sexta-feira do mês.   Associações parceiras:

  • AREA - Associação Amigos do Rio Este
  • Associação Famalicão em Transição
  • H2Ave - Associação Movimento Cívico para a Dinamização e Valorização do Vale do Ave
  • VENTO NORTE - Associação de Defesa do Ambiente e Ocupação dos Tempos Livres
  • YUPI - Associação para o Desenvolvimento Local
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quarta-feira, 18 de julho de 2018

Mandela Day - 67 minutos para mudar o mundo

Hoje é o 100º aniversário do nascimento de Nelson Mandela, que nos deixou a 5 de dezembro de 2013.

Para prestar homenagem a esse grande Homem, republico hoje a mensagem aqui deixada há precisamente 7 anos, a 18 de julho de 2011, quando Nelson Mandela festejava o seu 93º  aniversário.

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Nelson Mandela faz hoje 93 anos, e "a Fundação Nelson Mandela lança  um apelo para que todos os cidadãos disponibilizem 67 minutos do seu tempo a ajudar os outros. Cada minuto corresponde a um ano de trabalho do líder sul-africano em prol da liberdade humana. O site oficial da Fundação Mandela dá até algumas ideias para quem não sabe como usar estes 67 minutos." (Fonte: Boas Notícias)

Parabéns, Madiba, pelo aniversário, pela vida, pelo exemplo!

Apesar de parte das 67 maneiras de ajudar à mudança sugeridas no âmbito do Mandela Day não se adaptarem ao nosso país ou à nossa comunidade, com certeza que muitas haverá em que podemos usar 67 minutos do nosso tempo. E que seja uma apenas. Destas 67 ou de muitas outras. Por isso, para usar, ou para despertar a criatividade, aqui fica a tradução (possível) do apelo:


Pensar nos outros
1. Faça um novo amigo. Conheça alguém de um meio cultural diferente. Somente através da compreensão mútua podemos livrar as nossas comunidades da intolerância e xenofobia.
2. Leia a alguém que não pode. Visite uma casa local para cegos e abra um novo mundo para alguém.
3. Arranje os buracos na sua rua ou bairro.
4. Ajude no abrigo animal local. Cães sem casas também precisam de um passeio e de um pouco de amor.
5. Descubra na sua biblioteca local têm uma hora para uma história e ofereça-ser para ler durante a mesma.
6. Ofereça-se para levar um vizinho idoso que não pode conduzir para fazer suas compras ou tarefas.
7. Organize um dia de limpeza do lixo na sua área.
8. Arranje um grupo de pessoas para tricotar um quadrado de malha e fazer um cobertor para alguém que precise.
9. Voluntarie-se na sua estação de polícia ou organizações locais de ajuda.
10. Doe suas habilidades!
11. Se você é um construtor, ajude alguém a construir ou melhorar a casa.
12. Ajude alguém a iniciar o seu negócio.
13. Construa um site para alguém que precisa, ou para uma causa você acha que precisa do apoio.
14. Ajude alguém a conseguir um emprego. Redija e imprimir um curriculum vitae, ou ajude a preparar as entrevistas.
15. Se você é um advogado, faça algum trabalho pro bono por uma causa que vale a pena ou pessoa que precisa.
16. Escreva para o vereador da área acerca de um problema que requer atenção, e que você não tem possibilidade de resolver.
17. Patrocine um grupo de alunos para ir ao teatro ou ao jardim zoológico.

Ajudar a uma boa saúde
18. Entre em contacto com organizações locais de HIV e descubra como pode ajudar.
19. Ajude no hospital local, pois além dos pacientes, os funcionários muitas vezes precisam de apoio.
20. Muitos doentes terminais não têm ninguém com quem falar. Demore um pouco a ter uma conversa e a trazer alguma luz nas suas vidas.
21. Converse com seus amigos e família sobre o HIV.
22. Faça o teste de HIV e encoraje o seu parceiro a fazê-lo também.
23. Leve um saco cheio de brinquedos para a ala de crianças de um hospital local.
24. Leve os membros mais jovens da sua família para um passeio no parque.
25. Doe algum material médico a uma clínica da comunidade local.
26. Leve alguém que você conhece e não pode pagar, para fazer um exame ou consulta aos olhos ou aos dentes.
27. Cozinhe algo para um grupo de apoio de sua escolha.
28. Inicie uma horta comunitária para promover a alimentação saudável na sua comunidade.
29. Doe uma cadeira de rodas ou um cão guia, a alguém em necessidade.
30. Faça um cabaz de alimentos e dê a alguém em necessidade.

Tornar-se um educador
31. Ofereça-se para ajudar na sua escola local.
32. Oriente um aluno ou um jovem que abandonou a escola no seu campo de especialização.
33. Seja treinador numa das actividades extra que a escola oferece. Também pode se voluntariar para treinador de uma actividade que a escola não oferece.
34. Ofereça-se para dar aulas de reforço numa matéria escolar em que você é bom.
35. Doe seu computador velho.
36. Ajudar a manter os campos de desporto.
37. Arranje uma sala de aula, substituindo janelas partidas, portas e lâmpadas.
38. Doe um saco de material de arte.
39. Ensine uma turma de alfabetização de adultos.
40. Pinte salas de aula e edifícios escolares.
41. Doe seus manuais escolares, livros ou outros bens, a uma biblioteca escolar.

Ajudar os que vivem na pobreza
42. Compre alguns cobertores, ou pegue os que você tem em casa e não precisa mais, e dê-os a alguém em necessidade.
43. Limpe os seus armários e doe as roupas que já não usa a alguém que precisa delas.
44. Monte cabazes de alimentos para uma família carente.
45. Organize uma venda de bolos, lavagens de carros ou vendas de garagem de caridade e doe os lucros.
46. Para os mais pobres dos pobres, sapatos podem ser um luxo. Não os acumule se você não os usa. Dê-os!
47. Voluntarie-se para ajudar na “sopa dos pobres” local.

Cuidados para a juventude
48. Ajude num orfanato ou abrigo de crianças local.
49. Ajude crianças com os seus estudos.
50. Organize um jogo amigável de futebol, ou patrocine as crianças para assistir a um jogo no estádio local.
51. Treine uma equipe de desporto e faça novos amigos.
52. Dê equipamentos desportivos a abrigos de crianças.
53. Doe brinquedos educativos e livros a um orfanato.
54. Pinte, repare ou infra-estruture um orfanato ou um centro de juventude.
55. Oriente alguém. Arranje tempo para ouvir o que as crianças têm a dizer e dê-lhes bons conselhos.

Acarinhar os idosos
56. Se você tocar um instrumento, visite um lar de idosos local e toque durante uma hora os moradores e funcionários.
57. Ouça a história de alguém mais velho do que você. As pessoas esquecem que os idosos têm sabedoria e uma experiência enriquecedora, e, muitas vezes, uma história interessante para contar.
58. Leve uma pessoa idosa às compras no mercado, pois eles vão apreciar sua companhia e assistência.
59. Leve o cão de alguém a passear, se essa pessoa for demasiado frágil para fazê-lo.
60. Corte a relva de alguém e ajude-o a consertar as coisas no quintal.

Cuidar do seu ambiente
61. Se não houver ecopontos para reciclagem na sua zona, peça ao vereador da área para fornecer um.
62. Doe árvores nativas para embelezar bairros nas zonas mais pobres.
63. Recolha jornais velhos de uma escola, centro comunitário ou hospital e leve-os a um centro de reciclagem.
64. Identifique tampas de saneamento abertas na sua área e relate às autoridades locais.
65. Organize a empresa, escola ou organização em que você trabalha para que desliguem todas as luzes desnecessárias e fontes de alimentação à noite e nos fins de semana.
66. Ajude a convencer pessoas que deitam lixo fora de qualquer maneira, do valor do ambiente limpo.
67. Organize com algum amigos uma limpeza do seu parque local, rio, praia, rua, praça ou recintos desportivos. As nossas crianças merecem crescer em um ambiente limpo e saudável.

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Mensagem publicada inicialmente em 18 de julho de 2011, republicada em 18 de julho de 2018

terça-feira, 17 de julho de 2018

Glifosato: Sorteio de 5 análises gratuitas!

«Quer saber o seu nível de contaminação por glifosato mas o elevado custo da análise é proibitivo? Acabou de ficar disponível um donativo que vai permitir realizar análises gratuitas a cinco voluntários portugueses (adultos). 

Os interessados podem candidatar-se preenchendo o formulário neste link  - o período de candidatura começa às 12h do dia 18 (quarta) e termina às 12h de sexta (dia 20). Se houver mais do que cinco candidatos a escolha será feita por sorteio. 

A única despesa a cargo destes participantes é a do envio da amostra em correio azul nacional.  Por isso vale a pena tentar a sua chance! Aqui uma notícia sobre esta iniciativa da Plataforma Transgénicos Fora.»

Fonte: email  do grupo "Os transgénicos em Portugal e no mundo" do Grupos do Google.

Para saber mais veja aqui ou  visite: https://www.stopogm.net/analises-glifosato-portugal

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Quer saber se está contaminado pelo herbicida glifosato?

«Conhece o Glifosato? Poucos conhecem, mas é o pesticida sintético mais usado no país e no mundo (em Portugal é vendido sob vários nomes: Roundup, Spasor, Tornado, Montana, Touchdown, etc). Durante décadas pensou-se que o glifosato desaparecia rapidamente após aplicação e portanto não estava presente na água nem na comida. Acontece que, nos últimos anos, começaram a ser feitas análises a voluntários de diferentes países europeus e verificou-se que muitos estavam contaminados por glifosato. O problema é grave, pois o glifosato causa cancro em animais de laboratório e, tudo indica, em humanos também.


Infelizmente, em Portugal, as únicas análises disponíveis (realizadas em 2016) apontam para valores dezenas de vezes acima da média europeia. Ninguém sabe porque é que estamos tão contaminados, e não parece haver pressa em saber: as câmaras e juntas de freguesia continuam a pulverizar ruas e parques com glifosato mesmo sabendo que estão a expor a população, as empresas de águas ignoram as recomendações e não testam a água, os hipermercados vendem glifosato livremente, os Ministérios da Agricultura e do Ambiente não preparam alternativas para os agricultores...

Quer saber se está contaminado? A Plataforma Transgénicos Fora (http://stopogm.net) está a organizar, até 21 de julho de 2018, a recolha e envio para um laboratório na Alemanha de amostras de urina dos portugueses interessados em saber o seu nível de contaminação. Cada análise tem o custo de 78,20 euros. Estes resultados irão mostrar quanta contaminação existe de facto em Portugal e permitir exigir junto de autarquias e governo que o uso de glifosato seja drasticamente reduzido e progressivamente substituído por alternativas que não prejudiquem a saúde dos habitantes e o ambiente de todos.

Se fizer a análise através desta iniciativa a Plataforma Transgénicos Fora envia-lhe, junto com o resultado, uma explicação simples do seu significado, uma comparação (anónima) com os resultados dos outros participantes e algumas sugestões para acelerar a descontaminação do seu organismo (e da sua família). Daqui a uns anos o glifosato vai acabar por ser oficialmente proibido (já poucos duvidam disso) mas até lá temos de ser nós, os cidadãos, a tomar a iniciativa. Cada análise que for feita vai ajudar a Plataforma a defender um Portugal livre de glifosato e também será usada (com autorização, claro) para o primeiro estudo científico sobre este silencioso problema de saúde pública no país.

Vai participar? Leia o folheto anexo (ou descarregue-o em https://tinyurl.com/analisesglifosato) e inscreva-se em https://www.stopogm.net/analises-glifosato-portugal - se tiver dúvidas contacte a Plataforma Transgénicos Fora através do email info@stopogm.net (o prazo é mesmo 21 de julho... não perca esta oportunidade!).

Infelizmente a Plataforma Transgénicos Fora não tem fundos próprios que lhe permitam financiar as análises (em 2016 a Plataforma recolheu donativos para pagar as análises). Ao mesmo tempo sabemos que 78,20 euros é muito dinheiro para o bolso da maioria das famílias. Por isso fazemos um apelo à auto-organização e conjugação de esforços em associações, bairros e comunidades locais. Para saber o que se passa ao certo no país são necessárias muitas análises e só juntos conseguimos!»

Instruções de participação e mais informações em https://www.stopogm.net/analises-glifosato-portugal