sábado, 30 de setembro de 2017

Juntos pela Amazónia! Sempre!

Felizmente valeu a pena a manifestação dos brasileiros e de muitos outros na defesa e proteção da Amazónia contra leis forjadas para beneficiar os grandes interesses económico!

Há que agradecer a todos os que de alguma forma participaram!

Imagem daqui
«Após inúmeras manifestações de artistas, organizações ambientalistas, lideranças indígenas e da população em geral, o presidente Michel Temer revogou o decreto que extinguia a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça. As autorizações para explorar a área de 4,7 milhões de hectares entre o Pará e o Amapá estavam suspensas desde o fim de agosto por determinação do Ministério das Minas e Energia (MME), mas o decreto continuava valendo.

“O cancelamento do decreto demonstra que, por pior que seja, não há governante absolutamente imune à pressão pública. É uma vitória da sociedade sobre aqueles que querem destruir e vender nossa floresta”, avalia Marcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil. “Porém, a Renca é apenas uma batalha. A guerra contra a Amazônia e suas populações, promovida por Temer e a bancada ruralista, continua. É hora de nos unir ainda mais, e dizer basta às negociatas deste governo na área ambiental”, complementa.»

Fonte: Greenpeace Brasil, 25/9/2017

No entanto, há que estar sempre atento, os grandes interesses económicos (diga-se, de algumas pessoas) andam sempre por aí, atacando em várias frentes.

Agora, a luta é contra a exploração de petróleo junto à foz do rio Amazonas:

«Perturbar o bem-estar de animais como baleias, golfinhos, tartarugas e peixes-bois. Correr o risco de contaminar um dos maiores manguezais do mundo, que levariam décadas para se recuperar. Devastar os Corais da Amazônia, antes de a ciência conhecer bem esse ecossistema. Prejudicar a subsistência da população local e, ainda, gerar poucos empregos nas comunidades.   

Caso as empresas Total e BP deem início à atividade petrolífera na bacia da foz do rio Amazonas, esses são alguns dos impactos possíveis. E estão detalhados na publicação lançada hoje pelo Greenpeace Brasil: Amazônia em águas profundas – Como o petróleo ameaça os Corais da Amazônia

Fonte: Greenpeace Brasil,  28/9/2017

Imagem daqui
«Mais de um milhão de pessoas assinaram a petição, dezenas de cientistas assinaram uma Carta Aberta, e a equipe técnica do governo rejeitou o Estudo de Impacto Ambiental da empresa, no entanto, a Total insiste em tentar explorar petróleo perto dos Corais da Amazônia. “Isso é inaceitável sob qualquer perspectiva, e é hora dela desistir de seus planos. Não podemos permitir que o lucro venha antes da proteção de um ecossistema único e das pessoas que seriam afetadas por um potencial derramamento”, completa Thiago.»

Fonte: Greenpeace Brasil,  28/9/2017

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Dia Internacional da Paz 2017

Mensagem do Secretário-Geral da ONU no Dia Internacional da Paz, 21 de Setembro:

«Neste Dia Internacional da Paz, 
refletimos sobre o preço cruel das guerras.

Escolas destruídas. 

Hospitais bombardeados. 

Famílias destroçadas.

Refugiados à procura de esperança. 

Países em crise.

As Nações Unidas nasceram de uma terrível Guerra Mundial.  Nossa missão é trabalhar pela paz.  Todos os dias e em todas as partes.

Nenhum grupo de interesse, nenhuma ambição nacional ou diferença política deveria poder colocar a paz em risco.

Neste Dia Internacional, pedimos um cessar-fogo global. Jamais devemos parar de pressionar pelo fim dos conflitos armados.

A paz é o direito e o desejo de todos os povos. É a fundação para o progresso e bem-estar:   crianças felizes, comunidades vibrantes e países pacíficos e prósperos.

Vamos trabalhar juntos - hoje e todos os dias -  pela paz que todos ansiamos e merecemos.»

António Guterres  |  Fonte: vídeo abaixo, canal  ONU News

Discurso do Secretário-Geral da ONU,  António Guterres, na 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas, 19 de setembro 2017, aqui.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

"Quem ganha com a madeira ardida?" (por Acréscimo)

"Nos termos da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
... 
Articular as iniciativas de empresas do setor energético, em coordenação com os municípios dos territórios afetados, para a criação de parques de receção de biomassa florestal residual, com o objetivo de assegurar aos produtores florestais o valor de mercado do material lenhoso das áreas afetada. 
..."

Este é o ponto 3 da RCM nº 101-A/2017 a que se refere o artigo da Acréscimo, Associação de Promoção ao Investimento Florestal, que aqui fica transcrito para informação e reflexão:

Quem ganha com a madeira ardida?

«A Resolução do Conselho de Ministros n.º 101-A/2017, de 12 de junho, no seu ponto terceiro dá a resposta

Imagem obtida  aqui
As empresas do sector energético, concretamente as de produção de energia elétrica e de pellets associadas à utilização de biomassa florestal, que se diz ser residual, têm motivos para, no curto prazo, poderem auferir de um balão de oxigénio decorrente dos grandes incêndios florestais de 2017.

O acréscimo anormal de oferta a este sector, decorrente dos incêndios em povoamentos florestais, vem adiar um processo de definhamento futuro, face à indisponibilidade, já constatada e justificada, de biomassa florestal residual para dar resposta à capacidade industrial licenciada pelo Ministério da Economia.

Para as empresas do sector energético associadas à produção de energia elétrica ou de pellets a partir de biomassa florestal, que no após incêndios não é residual, a catástrofe potencia a utilização de troncos de árvores com baixo teor de humidade. Uma mais valia muito considerável!

A eventual abertura de parques de madeira queimada, com preço de aquisição garantido pelo Estado, potenciará ainda mais um negócio claramente oportunista, que sobrevive através do apoio do Orçamento e tem elevadíssimo potencial de agravamento da desflorestação já em curso no país.

Sobre a criação destes parques, estranha-se que a exigência parta do sector do comércio de madeiras e não das organizações da produção florestal, que supostamente mais se preocupam com a quebra do rendimento dos proprietários florestais.

A Acréscimo apoia, todavia, os esforços que o Estado venha a desenvolver no apoio às organizações de produtores florestais que se predisponham a apoiar os seus associados no escoamento gradual da oferta anormal de madeira decorrente dos incêndios florestais, bem como nas operações de contenção de riscos pós-incêndios, designadamente de controlo da erosão e da contaminação dos recursos hídricos.

No que respeita ao sector energético e à sustentabilidade das florestas, a Acréscimo insiste:

  • A aposta em recursos naturais renováveis não é sinónimo de florestas sustentáveis em Portugal. Nem na Europa, nem em outras partes do globo!
  • A aposta em bioenergias não é sinónimo de preservação dos recursos naturais em Portugal. Nem na Europa, nem em outras partes do globo!
  • A aposta em biomassa florestal residual para energia não é sinónimo de redução do risco de incêndios em Portugal! Talvez até os estimule! »

Fonte: Acréscimo, 12/9/2017 (http://acrescimoapif.blogspot.pt/2017/09/quem-ganha-com-madeira-ardida.html)
Imagem obtida aqui

Ver também o artigo da Acréscimo de 18 de abril 2017:

«Centrais a biomassa residual e incêndios florestais
Pelo país vão pululando centrais a biomassa florestal residual. Qual a sua relação potencial com os incêndios em povoamentos florestais?»

e este artigo na Actual, também de 18/4/2017:

«Acréscimo diz que há centrais de biomassa a mais que só são sustentáveis… com os incêndios»


terça-feira, 12 de setembro de 2017

A natureza a reagir

Penso que quem quer perceber já percebeu a influência que o comportamento da espécie humana está a ter na Terra. A destruição da natureza e a modificação da atmosfera chegaram a pontos que o organismo vivo que é o nosso planeta (Gaia) está com febre e a criar os anticorpos contra a doença que a ameaça, esta civilização do consumo, os humanos!.

Os furacões cada vez mais intensos e frequentes numas partes do mudo, as secas e os incêndios noutras, as cheias diluviaras noutras, ou nas mesmas... sim,  sempre existiram furacões, cheias, secas.... o que não existia era esta frequência e intensidade, que se agrava a cada ano que passa!

Este é o relato de uma amiga portuguesa, emigrante, que esteve há dias sob o furacão Irma na sua maior fúria, nas Antilhas Francesas (extracto):

«Depois de muita tormenta sempre chegamos a Portugal.
Não imaginam o quanto é maravilhoso se sentir em segurança e voltar a ver uma natureza saudável, comparado com o que deixamos para trás.  ...


Praia de Corossol, São Bartolomeu, 2017
Espero sinceramente que este triste acontecimento possa contribuir uma vez por todas para acabar com as barbaridades que os seres humanos fazem ao meio ambiente.
Que legado vamos deixar aos nossos filhos?
Um planeta onde vai ser cada vez mais perigoso viver?
Acreditem que o que vivemos foi algo muito traumático.
Em Saint Barth cerca de 90% do edificado foi destruído ou bastante danificado e imensa gente ficou desalojada, nenhuma árvore ficou direita, os arbustos desapareceram, .... A maior parte do território ainda não tem água, luz e telefone. Uma desolação!
Não obstante... não tenho qualquer amargura para com a natureza porque os culpados somos nós humanos que não respeitamos esta Terra que nos acolhe, ama, protege e alimenta

Maria Martins, 12/9/2017, daqui  (foto da direita de Nelson Silva, daqui)



sábado, 9 de setembro de 2017

Se tu decidisses...

"COMO O CAPITALISMO NOS EXPLORA - e o que podemos fazer sobre isso", um vídeo remix realizado por Chris and Dawn Agnos, de Sustainable Human.

Com legendas em português desde hoje 9/9/2017, enviadas por este blogue Sustentabilidade é Acção.

«Há quem pense que o capitalismo trata de comprar e vender coisas . Contudo, como este vídeo mostra, o âmago do capitalismo é realmente a exploração. Descubra porquê e o que podemos fazer em relação a isso neste vídeo »

Não é um investimento se está a destruir o planeta.”  Vandana Shiva

terça-feira, 5 de setembro de 2017

O exemplo do Butão

Já aqui falamos do Butão e do Índice de Felicidade Bruta, mas hoje chegou a hora de ouvir a inspiradora palestra de Tshering Tobgay (fevereiro de 2016).

A NÃO PERDER!

«No interior dos Himalaias, na fronteira entre a China e a Índia, fica o Reino do Butão, que se comprometeu a manter-se neutro em carbono. 
Nesta palestra esclarecedora, o primeiro-ministro do Butão, Tshering Tobgay, relata-nos a missão do seu país para colocar a felicidade à frente do crescimento económico e estabelecer um padrão mundial para a preservação do ambiente.»



Alguém faz o favor de mostrar este vídeo àqueles que decidem os destinos de grandes (e pequenas) nações, mas que em vez de serem verdadeiros líderes, insistem em dizimar os seus recursos naturais?

domingo, 3 de setembro de 2017

JUNTOS PELA AMAZÓNIA

«Em mais um passo para exterminar a Amazônia, o presidente Michel Temer acabou, por decreto, com a Reserva Nacional de Cobre e seus Associados (Renca) - uma área do tamanho do estado do Espírito Santo, rica em ouro e outros minérios na divisa do Amapá com o Pará. A consequência direta será colocar em risco a proteção da floresta e das populações indígenas da região.

Imagem de Greenpeace Brasil
Sobrepostas aos 4,7 milhões de hectares da Renca existem também nove áreas protegidas: sete unidades de conservação e duas terras indígenas. A medida vai acelerar a chegada da mineração em áreas de floresta com alto valor para conservação e deixar a região aberta ao avanço do desmatamento e da grilagem de terras na Amazônia.

É o momento de parar com a pilhagem e extermínio da Amazônia! Vamos juntar nossas vozes para deixar claro que não aceitamos os planos do governo para a região. Assine a petição e envie uma mensagem para pressionar o presidente agora!




O decreto da Renca comprova que o governo Temer não tem o menor interesse de dialogar com a sociedade, de ouvir as pessoas que vivem e tiram seu sustento da região – povos indígenas, extrativistas e pequenos agricultores. A decisão também deixa claro o plano do governo para a Amazônia: passar florestas públicas para a iniciativa privada, abrir novas fronteiras para mineração e petróleo e criar infraestrutura para escoar toda a produção.

Não aceitamos:
o enfraquecimento do licenciamento ambiental e da fiscalização sobre a mineração;
a ocupação de terras públicas de alto valor ambiental;
a anistia a crimes ambientais;
o ataque a direitos trabalhistas e sociais de populações camponesas e de trabalhadores rurais;
o não reconhecimento e demarcação de terras indígenas e quilombolas.»




Legenda do Vídeo (de https://342amazonia.org/):

«VOCÊ SABE O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A AMAZÔNIA? Políticos corruptos estão fazendo o maior ataque às reservas naturais da história brasileira. Não aceitaremos que Temer entregue nossa floresta às empresas mineradoras para se manter no poder.
Faça pressão e participe da campanha agora em http://342amazonia.org»