terça-feira, 25 de abril de 2017

Marcha Mundial do Clima - Portugal

Aproveito o dia em que se comemora a Revolução de Abril em Portugal, para apelar á participação na MARCHA MUNDIAL DO CLIMA, que ocorrerá em diversas cidades do mundo no próximo sábado, dia 29 de abril!



Mapa das concessões atualizado,  já sem as da costa
sul do Algarve (imagem obtida em ENMC/)
ninguém duvida das alterações climáticas e do aquecimento global, duvido é se vamos a tempo de fazer alguma diferença...  pois o avançar da situação dramática é mais rápido do que quaisquer previsões... mas só temos uma opção: tentar fazer alguma coisa

Em Portugal, não se entende como é que se pretende explorar petróleo, em terra e no mar, quando tudo indica que para combater as alterações climáticas a nível energético, a aposta deve ser nas energias renováveis e limpas (solar, eólica).

Felizmente foram canceladas as prospeções na costa sul do Algarve (porque as pessoas se opuseram e se manifestaram), mas infelizmente, em 11 de janeiro passado, o governo deu licença à GALP/ENI para avançar com a prospeção de gás e de petróleo no mar de Aljezur. E muitos outros negócios estão a avançar na costa oeste, é ver o mapa atualizado à direita (mapa anterior, com as concessões na costa sul aqui)!

Assim, em Portugal,  a Marcha Mundial do Clima, no Porto, em Lisboa e em  Aljezur, destina-se a travar Trump e a travar a prospeção e exploração de petróleo e gás em Portugal. 

Junte-se a uma destas marchas, ajude a proteger as próximas gerações:

Marcha Mundial do Clima - Porto  - 29 de abril, 15h, Avenida dos Aliados
Marcha Mundial do Clima - Lisboa  - 29 de abril, 15h, Terreiro do Paço
Marcha Pelo Clima - Não ao Furo - Aljezur - 29 de abril, 15h, frente à Câmara Municipal de Aljezur



Imagem daqui (Portland)
«A eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA provocou ondas de resistência em várias frentes, dos direitos humanos à igualdade de género, dos serviços públicos à justiça climática. Trump defende explicitamente o fracking e o carvão. Ao mesmo tempo autorizou o muito contestado oleoduto de Dakota (Dakota Access Pipeline) e o gasoduto Keystone XL, travados na administração anterior. A agenda petrolífera de Trump levou o movimento “People’s Climate Movement”, dos EUA, a lançar o apelo a uma manifestação internacional no próximo dia 29 de Abril.

Em Portugal, o governo tem passado mensagens contraditórias. Em Novembro de 2016, em Marraquexe, na COP22, o Primeiro-Ministro António Costa declarou que Portugal seria carbono neutro em 2050. Dois meses depois, o mesmo governo deu licença à GALP/ENI para avançar com a prospeção de gás e de petróleo no mar de Aljezur, ignorando as mais de 42 mil pessoas que se manifestaram contra o furo, durante a consulta pública. O governo cancelou dois contratos da Portfuel no Algarve, mas mantêm-se 13 outras concessões petrolíferas em Portugal. No entanto, no Parlamento Europeu a maioria dos eurodeputados portugueses assinou o tratado de comércio livre com o Canadá (CETA), que potenciará o aumento das emissões de gases com efeito de estufa, bem como privilégios acrescidos para as grandes companhias.

O aquecimento global antropogénico está a ser provocado pelas elevadas emissões de gases com efeito de estufa, cuja fonte principal são os processos de combustão de hidrocarbonetos, associados à produção e consumo de energia. A magnitude das emissões de gases com efeito de estufa já ultrapassou a capacidade natural do planeta para remover esses gases da atmosfera. O consenso quanto à existência das alterações climáticas e ao gigantesco perigo que representam para os ecossistemas e para a Humanidade, em particular para as camadas mais desprotegidas da população, tarda em produzir respostas políticas concretas numa economia viciada em emissões e poluição desregulada.

Para combater as alterações climáticas é preciso levar a cabo uma mudança que tenha como objectivo a transição justa para as energias renováveis, diminuindo progressivamente o uso de combustíveis sujos e perigosos como o petróleo, o gás natural, e o carvão, ao mesmo tempo que se recusam soluções insustentáveis como a energia nuclear e as grandes barragens.

Para isso, uma das prioridades tem de ser o anulamento imediato de todas as concessões de prospeção e exploração de gás e de petróleo ao longo da costa portuguesa, do Algarve à Beira Litoral, do Oeste à Costa Alentejana. Na nossa opinião, estão baseados numa lei inválida. Não é possível uma política climática coerente que possa coexistir com estes contratos de petróleo e gás natural.

Imagem de Observador
Enquanto cidadãos e coletivos queremos um país e um planeta em marcha para um novo paradigma energético, que respeite os direitos humanos, que ponha as pessoas e a natureza acima dos interesses da indústria petrolífera. Queremos uma outra economia, livre de conceitos e práticas que nos arrastam para a catástrofe.

Dia 29 de Abril, juntando-nos à People’s Climate March internacional, sairemos à rua em vários locais do país para exigir uma resposta séria às alterações climáticas e a recusa da exploração de hidrocarbonetos em Portugal.»

Subscrevem: Academia Cidadã; Alentejo Litoral pelo Ambiente; Amnistia Internacional; ASMAA – Associação de Surf e Actividades Marítimas do Algarve; Bloco de Esquerda; Campo Aberto; Cidadãos pela Pressão Climática; Climáximo; Coletivo Clima; Coopérnico; Futuro Limpo; GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental; GEOTA – Grupo de Ordenamento do Território e Ambiente; Hidrosfera Portugal; Livre; Movimento Alternativa Socialista; MIA – Movimento Ibérico Anti-nuclear; PAN – Pessoas, Animais, Natureza; Peniche Livre de Petróleo; Plataforma Não ao Tratado Transatlântico; Porto Sem OGM; Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza; Sciaena; Sindicato dos Professores do Norte; Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Carta Aberta de Cientistas pelo Clima

« As comunidades científicas movimentam-se a nível internacional e preparam manifestações públicas para exprimir a sua condenação desta situação em abril, em vários países do mundo, incluindo Portugal. 

Este é, pois, o momento para manifestarmos a nossa oposição, socialmente responsável e com base no melhor conhecimento científico, aos furos de prospeção e exploração de petróleo e gás na costa e no mar portugueses, desde o Algarve até ao Porto. 

Vimos afirmar que é preciso que cessem, desde já, todos os contratos em vigor e que se recusem novas emissões de licenças, de forma a evitar danos irreparáveis para a economia, o meio ambiente e as suas comunidades.»


«Pensamos no mundo global em que vivemos como um sistema vivo e social, um sistema com que nos preocupamos e que temos a responsabilidade de transmitir às gerações vindouras.

As Cimeiras do Clima têm provocado debates mundiais sobre as alterações climáticas. Cientistas têm sublinhado a insuficiência das medidas tomadas até agora pelos poderes públicos nacionais e internacionais. A isto junta-se o desrespeito das metas acordadas por muitas empresas da energia e das maiores consumidoras, organizadas global e localmente em redes de dominação.

Hoje existe acordo entre a maioria das e dos cientistas quanto à urgência de pôr fim às emissões de gases de efeito de estufa. O conhecimento já existente permite abandonar os combustíveis fósseis em favor de energias limpas, as inovações nesta área são constantes. As alterações climáticas provocadas por ação humana são um problema da sociedade a que a ciência pode e tem vindo a responder. Queremos trabalhar em soluções e fazer parte delas, assumindo um compromisso com o planeta Terra e as vidas que humanas e não-humanas que dele dependem.

A relação entre poderes globais e nacionais está a reconfigurar-se após a eleição de Trump, a aliança com Putin e a ascensão da extrema direita na Europa, o que agrava a situação de forma preocupante. Para os povos, as ameaças à paz, à permanência no território, à saúde, à alimentação, à educação, aumentam a cada dia. Acresce ainda a insuficiência do investimento científico, em muitos países, o que ameaça o trabalho de cientistas e o isola mais, socialmente, das soluções justas para os grandes problemas que requerem a intervenção das várias ciências.

A exploração de combustíveis fósseis em Portugal é, justamente, um dos grandes problemas que temos de enfrentar do ponto de vista da cidadania e das ciências que fazemos. Como cientistas sabemos que a persistência de uma economia predadora do carbono inviabiliza os compromissos políticos nacionais assumidos nas Cimeiras do Clima e defrauda as expectativas das populações. Sabemos que destrói os territórios, mares e rios, a atmosfera, formas e cadeias de vida insubstituíveis, aproximando-nos aceleradamente de um ponto de não retorno. Sabemos que, com essa exploração, as populações não ganham nem trabalho, nem saúde, nem lugar para viver. E sabemos que há alternativas.

As comunidades científicas movimentam-se a nível internacional e preparam manifestações públicas para exprimir a sua condenação desta situação em abril, em vários países do mundo, incluindo Portugal. Este é, pois, o momento para manifestarmos a nossa oposição, socialmente responsável e com base no melhor conhecimento científico, aos furos de prospeção e exploração de petróleo e gás na costa e no mar portugueses, desde o Algarve até ao Porto.

Vimos afirmar que é preciso que cessem, desde já, todos os contratos em vigor e que se recusem novas emissões de licenças, de forma a evitar danos irreparáveis para a economia, o meio ambiente e as suas comunidades.»

22 de abril de 2017

Gil Fesch
Gil Penha-Lopes
Helena Freitas
Henrique de Barros
Inês Farias
João Arriscado Nunes
João Camargo
João Ferrão
João Guerra
João Lavinha
João Teixeira Lopes
João Veloso
Jorge Paiva
Jorge Sequeiros
José Lima Santos
José Manuel Pureza
José Maria Castro Caldas
Júlia Seixas
Lanka Horstink
Luís Ribeiro
Luísa Schmidt
Manuel Carvalho da Silva
Manuel Sarmento
Margarida Cancela de Abreu
Margarida Silva
Miguel Centeno Brito
Miguel Heleno
Nuno Almeida Alves
Nuno Santos Carneiro
Otávio Raposo
Patrícia Maciel
Patrícia Vieira
Paula Guerra
Paula Sequeiros
Paula Silva
Paulo Raposo
Paulo Talhadas Santos
Pedro Bacelar de Vasconcelos
Pedro Matos Soares
Pedro Pereira Leite
Ricardo Paes Mamede
Rita Ferreira
Rui Bebiano
Rui Gil da Costa
Rui Vitorino
Sandro Mendonça
Sinan Eden
Stefania Barca
Tatiana Moutinho
Teresa Summavielle
Violeta Ferreira
Viriato Soromenho-Marques»

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O poder de uma escolha

«Mudar hábitos que duraram décadas, hábitos ancestrais que duraram milénios, requer coragem e altruísmo. 
A verdade dá-te o poder de fazeres as tuas próprias escolhas»
(do vídeo)

(imagem daqui
«Vídeo produzido e dirigido por estudantes de biologia da USP (Universidade de São Paulo), procura motivar o fortalecimento do pensamento crítico e desenvolvimento de posturas e valores éticos sobre a exploração animal, hábitos alimentares e gerais de consumo, implicando em ações conscientes na conservação da biodiversidade e bem estar dos seres vivos no planeta terra. Investe na correlação entre conteúdos sobre diversidade, destruição de habitats, ética, ecologia e uso intensivo de recursos como água, grãos e terra utilizados na exploração animal (agropecuária e pescas predatórias). »

Direção: Giovanna Blumenthal; Animação: Vitor Gregolin.


O Poder de Uma Escolha - Como Salvar a Vida na Terra Agora from Giovanna Blumenthal on Vimeo.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Doce veneno

«Quando falamos em açúcar, sorrimos e abanamos a cabeça. “Não, eu até nem como assim tanto açúcar”, não é o que está a pensar? Mas a dura verdade é que come, praticamente todos os dias, quando consome produtos processados. E essa é, provavelmente, a razão por que faz tantas dietas, anda no ginásio e, mesmo assim, não consegue perder peso.»
...
Tal como qualquer outra droga, o açúcar é viciante. É este o poder da indústria alimentar que nos enche os sentidos com tantas fontes altamente aliciantes. Por isso é realmente penoso pensar numa dieta sem bolachas, sem uma bola de Berlim na praia, sem um suminho ou umas batatinhas aqui e ali — porque estamos viciados em açúcar sem nos apercebermos


Sobre este nosso doce "amigo", leia o artigo de Christiana Martins na revista do Expresso de 22/02/2014 (e fonte das imagens ao lado), que encontra no link aqui:


E não perca a Reportagem SIC de 2015 SOMOS O QUE COMEMOS!


SOMOS O QUE COMEMOS, Grande Reportagem SIC (2015) from quemse importa on Vimeo.

Depois, vá à cozinha, leia os rótulos e faça as suas contas...

domingo, 2 de abril de 2017

Escola da Ponte


Nenhuma escola é igual a outra, mas quase todas seguem o modelo supostamente "imposto": aulas expositivas, turmas, disciplinas, testes, ...

No entanto, há escolas realmente diferentes, embora raras, e mesmo no ensino público!

A Escola da Ponte (São Tomé de Negrelos, Santo Tirso) desde 1976, que tem marcado a diferença. As crianças e adolescentes do 1º ao 3 ciclo, aprendem, em primeiro lugar, a ser autónomos e responsáveis, e a cooperar. Depois, pesquisam e aprendem as matérias através de uma metodologia de projeto, com a ajuda uns dos outros e  dos professores (ver aqui).


A metodologia da escola teve como mentor o Professor José Pacheco, que atualmente se encontra a desenvolver escolas diferentes no Brasil.  

A escola é tão especial que até surgiu uma petição com o título: Queremos o Modelo da Escola da Ponte em mais escolas públicas


Para a conhecer melhor,  veja a reportagem da TVI (maio 2014) no vídeo abaixo , e leia a reportagem RTP de Junho de 2016.

Sim, uma outra educação é possível, também em Portugal!

quarta-feira, 22 de março de 2017

Ouro Azul

No Dia Mundial da Água 2017, volta aqui o  documentário Ouro Azul - As Guerras Mundiais pela Água (Sam Bozzo, 2008), que nos mostra uma visão integrada da situação dramática da água potável no mundo. 

Com testemunhos de Wangari Maathai,  de Ryan e de Vandana Shiva, entre muitos outros, vemos como o novo colonialismo das corporações (grandes multinacionais) tem uma sede de morte para privatizar a água

e como o o banco mundial desempenha o papel de lobo com pele de cordeiro nesta guerra! 

terça-feira, 14 de março de 2017

8

8 anos ...e foi um instante ... desde que nasceu o Sustentabilidade é Acção em 14 de março de 2009.

Que estes 8 anos de tempo dedicado a tentar informar para que se vislumbrem caminhos que nos levem a melhores futuros, tenha valido a pena, tenha mudado algo.

Aproveitando o momento, deixo-vos uma "prendinha", uma animação de Glen Keane, um dos principais animadores da Walt Disney, adaptada à música de Luísa e Salvador Sobral "Amar pelos Dois" (representará Portugal na Eurovisão 2017).


Salvador Sobral - Amar Pelos Dois (Duet by Glen Keane) from Creativehole on Vimeo.

E, cumprindo a já "tradição", em dia de aniversário agradeço aos que visitam este espaço, mantendo-o vivo, OBRIGADA e bem hajam!


Falta o balanço do costume,... depois de quase ter parado, de chegar ao milhão de visitas, parece que houve uma "recuperação" não sei como nem porquê...

  • 1.136.000 visitas, (488 mil Portugal, 276 mil Brasil e 151 mil EUA)
  • 923 seguidores através do Blogger 
  • 597 seguidores no NetworkedBlogs
  • 13080 seguidores na página Facebook 
  • 1308 seguidores no Twitter
  • 346 seguidores na rede Google+  
  • 1168 mensagens publicadas 
  • 6650 comentários
Obrigada e até já!

domingo, 12 de março de 2017

Nós e os outros (das relações e das diferenças)

Este post está preparado há um ano em meio (desde 10/09/2015), na altura não o achei oportuno ou teria outras coisas para publicar, e acabei por esquecer-me dele. Hoje fui ver os "rascunhos" (posts inacabados, 27), encontrei-o e achei que estava na hora de o publicar.

Imagem daqui
São extratos de textos que fui encontrando por aí, referentes às atitudes e relações de uns para com os outros, de forma direta, ou forma camuflada nas redes sociais, e de todos para com os "ismos " ou para com os donos do mundo.

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1. "A minha cara metade", por Raquel Varela,  05/04/2014

(imagem obtida aqui)
«Há uma pandemia mundial em curso de narcisismo. Narcisismo não é vaidade. Um narcísico pode até ser discreto, calado e vestido de cinzento. Mas é uma pandemia insuportável. É o tipo que chega a uma reunião com mais 30 e pede para a próxima reunião ser mudada porque “ele tem uma consulta médica” – o que era o mundo sem ele!; é a mãe que diz com orgulho “o meu filho não faz nada sem mim” – um anormal portanto!; é o filho que quando a mãe lhe coloca a comida na mesa diz com esgar “não gosto nada disto” – tempos houve, os quais saúdo conservadoramente, que o tipo dizia “obrigada por teres feito o jantar querida mãe (mesmo que não gostasse)”; é o tipo que entra num sindicato e na primeira discordância, sem ter mexido uma palha, sai, e é o sindicalista que acha que é dono das decisões da organização; é o que entra numa associação e “esquece-se” mensalmente e sempre de pagar a quota – o financiamento colectivo que se lixe!; é o que estaciona em cima do passeio, o que atravessa um bairro a 50 km hora porque ele está atrasado para o trabalho e a criança que está a jogar à bola está a “atrapalhá-lo” – não é o seu filho porque ia ele preocupar-se!?; é a professora que despacha o trabalho dela para os alunos e os pais destes fazerem em casa; e são os pais que entram numa escola a gritar com a professora, sem sequer lhe perguntar o que se passou. 

Todos estes comportamentos têm em comum o desenvolvimento incipiente do superego, do não saber estar na pele do outro, do não querer estar na pele do outro – o outro, diria um humorista, “nunca ouvi falar desse”. É um comportamento para-sociopata, de gente que não consegue sair de si e acha que os outros são instrumentais ao seu bem-estar. É uma esmagadora ausência de resistência à frustração, um imediatismo de prazer quase animal (não socializado, portanto).
...
Piadas sérias à parte, o tema é grave. Os outros não são o preenchimento do nosso vazio, as relações são relações, de discordância, de debate, de diferença. O mundo está difícil. É aliás um barco a caminho do precipício, onde há uns tipos no convés e a maioria no porão. Mas desengane-se quem acha que vai ficar à tona – olhem para 1939-1945! Todos nos vamos afundar se não reagirmos organizadamente. Mas para reagir organizadamente temos que ser livres, e só há liberdade na diferença, na discordância, temos que re-aprender a viver com os outros na sua complexidade, na sua surpresa, e sobretudo com aquilo que é distinto de nós. Não precisamos de caras metades. Precisamos de gente inteira. »

Fonte: https://raquelcardeiravarela.wordpress.com/2015/04/05/a-minha-cara-metade/

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2. "Aprenda a discordar usando a lógica do papel higiénico", por Wagner Brenner, 14/11/2013

(imagem obtida aqui)
«Por exemplo, o professor de sociologia Edgar Alan Burns, do Eastern Institute of Technology Sociology, usa esse truque no primeiro dia de aula. Ele pergunta aos seus alunos:
“Como vocês acham que o papel higiénico deve ser colocado?”
E nos 50 minutos seguintes, os alunos naturalmente começam a avaliar os MOTIVOS para suas respostas e acabam chegando sozinhos a questões sociais muito maiores como:
  • diferenças de papéis sociais entre homens e mulheres
  • diferenças entre comportamentos públicos e privados
  • diferenças entre classes sociais
  •  etc
São relações de construção social que nunca pararam para pensar antes, mas que agora, sem que ninguém os orientasse, conseguiram enxergar.
Sozinhos, começaram a raciocinar e perceberam correlações e fatos. E, principalmente, começaram a argumentar.
No dia-a-dia, quase nunca fazemos isso. Geralmente, tomamos um partido e passamos a defendê-lo de forma passional, enxergando só o que nos interessa.
Somos bons de discutir, mas ruins para argumentar. Piores ainda para mudar de ideia.»



Fonte: http://www.updateordie.com/2013/11/14/aprenda-a-discordar-usando-papel-higienico/

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3. "A Metáfora da Caixa de Bombom", por Clarion de Laffalot, 6/7/2012

«Vídeo de esclarecimentos para pessoas que só sabem pensar em sistema binário e raciocínio de manada, e ficam tentando "enquadrar" meus pensamentos em ideologias. »



Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=UoZ_X8a47Oc

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E para rematar, enquanto andamos entretidos com superficialidades, estamos bastante presos numas relações de que nem nos apercebemos, mas que nos dominam...
... de um velho parceiro das andanças da blogosfera:

4. Entreter para Dominar…, por Voz a 0 db, 09/12/2014

«Continuem então ENTRETIDOS… OS DONOS agradecem ;-) »


Fonte: https://taawaciclos.wordpress.com/2014/12/09/639/

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quinta-feira, 9 de março de 2017

6ª Troca de Sementes de Famalicão, 12 de março

Já se sente a Primavera no ar, nas plantas e nos dias maiores... por isso,  está na época de partilharmos e trocarmos as nossas sementes para deitarmos à terra.

Assim, está na hora da Associação Famalicão em Transição promover, pela 6ª vez, a Troca de Sementes de Famalicão, que mais uma vez conta com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão para a cedência de espaço e logística.

Será no dia 12 de março, domingo, das 14h30 às 17h30, no Parque da Devesa (junto ao pórtico, acesso mais perto pela Entrada Cidade, junto à Central de Camionagem). Em caso de mau tempo, a Troca de Sementes será realizada na Central de Camionagem.


A Troca de Sementes visa contribuir para promover a nossa soberania alimentar, preservar a biodiversidade, evitar a extinção de variedades tradicionais, e manter as sementes livres, e não envolve compra ou venda de sementes, mas a troca ou cedência.

Estará lá também o nosso associado Paulo Lima para dar a conhecer o projeto SÁBIO - Sustentabilidade Ambiental Biológica, que visa a produção de adubo orgânico natural a partir dos resíduos orgânicos domésticos e através de recolha porta-a-porta, em Famalicão. Posteriormente falaremos aqui desse projeto.

Estão todos convidados,  a participação é livre e gratuita. Apareça, traga as suas sementes, estacas ou pequenas planta para partilhar e trocar.


(Mensagem idêntica à publicada no blogue Famalicão Melhor em 1/3/2017)

quarta-feira, 8 de março de 2017

HUMAN - Entrevista com Aida (Senegal)

No Dia da Mulher, trago aqui Aida, numa entrevista para o indispensável  filme HUMAN (2015) de Yann Arthus-Bertrand.

«Aida trabalha no lixão de Mbeubeuss (Senegal). Seu trabalho é de triagem do lixo: sapatos, retalhos de tecidos... E ela tem orgulho do que faz já que o trabalho lhe permite ganhar a vida e ser uma mulher independente.» (daqui)


sábado, 4 de março de 2017

O mundo por Mujica: Alterações Climáticas



José "Pepe" Mujica, ex-presidente do Uruguai, vê o mundo com uma clareza e independência muito pouco usual na classe política. Enquanto foi presidente, Mujica doou 90% de seu salário mensal para obras de caridade. O que diz, é o que faz!

Desde setembro de 2016, Mujica tem deixado mensagens gravadas em vídeo à América Latina e ao Mundo.   São alertas aos maus caminhos seguidos, num programa "Conciencia Sur" da DW, legendados em português pela DW Brasil.

Esta mensagem, sobre as alterações climáticas, é a 10ª. Vale a pena ouvi-lo!

sexta-feira, 3 de março de 2017

Escolas Inovadoras, Plantas Invasoras e Troca de Sementes, em Famalicão

Se vive perto de Vila Nova de Famalicão, pelos próximos dias tem eventos interessantes em que pode participar, contribuindo para a transição, para uma comunidade e um ambiente mais sãos, nos temas da educação, biodiversidade e soberania alimentar:

Dia 7 de março, Palestra "ESCOLAS INOVADORAS" com  o Professor José Pacheco
Às 21h00,  no Auditório da CESPU, (perto da Central de Camionagem)


A terceira sessão do ciclo "Educação em Transição", promovido pela Associação Famalicão em Transição, traz a Famalicão o Professor José Pacheco, mestre em Ciências da Educação e idealizador da Escola da Ponte, que coordenou de 1976 a 2011, escola que se destaca pelo projeto educativo que se baseia nos valores da autonomia, solidariedade, responsabilidade e democraticidade (daqui).

Participação gratuita, com inscrição obrigatória (até dia 6/03) em: http://famalicaomelhor.blogspot.pt/p/inscricoes.html

Mais informações aqui.


Dia 10 de março"PLANTAS INVASORAS" com Dra. Elizabete Marchante.  Na Casa do Território, Parque da Devesa

Plantas invasoras são plantas não nativas de forte crescimento que podem causar impactes ambientais e económicos muito negativos, de resolução difícil e cara, e, por vezes, irreversíveis. 

Assim, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão (via Parque da Devesa) promove duas sessões  sobre  este tema com a coordenadora do projeto INVASORAS.PT, Dra. Elizabete Marchante. 

Mais informações aqui.

Workshop “Plantas invasoras: prevenção e controlo"
15h00-17h30, destinado a técnicos, operacionais e outros interessados
Gratuito, sujeito a inscrição prévia em goo.gl/tNamg6 (inscrições limitadas)

“Devesa Esclarece: Plantas invasoras”
21h00-23h00, destinado ao público em geral
Gratuito, entrada livre


Dia 12 de março"6ª TROCA DE SEMENTES DE FAMALICÃO"
Das 14h30 às 17h30, no Parque da Devesa (ou na Central de Camionagem em caso de mau tempo)

A Troca de Sementes, promovida pela  Associação Famalicão em Transição, visa contribuir para promover a nossa soberania alimentar, preservar a biodiversidade, evitar a extinção de variedades tradicionais, e manter as sementes livres, e não envolve compra ou venda de sementes, mas a troca ou cedência. 

Participação é livre e gratuita.   

Mais informações aqui.

quarta-feira, 1 de março de 2017

LIXO: um problema global! (Trashed)

O documentário "Trashed" faz reflexões acerca da nossa consciência ambiental e dos impactos que causamos na Terra. Aborda não apenas a questão da produção do lixo, mas também o destino dos resíduos e a sustentabilidade.  

O ator britânico Jeremy Irons percorre o mundo para investigar os danos causados à natureza pelo volume de lixo produzido atualmente e como cada pessoa pode ajudar a evitar que a Terra se torne uma grande lixeira (daqui). 

O filme de 2012, com o título em português "Lixo, um problema global" ou "Trashed: Para onde vai nosso lixo", dirigido por Candida Brady, alerta para a necessidade de serem encontradas novas soluções,  motivando o espectador a fazer a sua parte, começando por evitar o uso de sacos plásticos e separar o material reciclável dentro de casa.

Veja o documentário abaixo, fique com alguma noção da dimensão do problema, e faça menos lixo. Sobretudo, consuma menos coisas, não se deixe influenciar por modas, use menos embalagens, e separe os resíduos.

"Se pensa que o lixo é problema de outra pessoa... pense de novo"

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Sobreviver à depressão capitalista

O texto que se segue é a tradução (livre) do artigo de Michael Emero, publicado no site Films For Action.

Sobreviver à depressão capitalista


«Vivemos numa sociedade tóxica cheia de pessoas tóxicas. Até mesmo aqueles com os melhores corações - inclusive nós mesmos - foram criados na ignorância, com desinformação. Os nossos exemplos de felicidade são falsos, patrocinados e usados para vender produtos. Os padrões típicos de relacionamento normalizam o egoísmo, o controle e a manipulação. Para a maioria, já não é possível sobreviver sem se venderem, muitas vezes de forma degradante ou esmagadora. Aqueles que sofrem de depressão ou doença mental geralmente não são de facto anormais; são aqueles que permanecem dolorosamente conscientes da realidade, incapazes ou não dispostos a esconder-se dela através do consumismo ou de drogas.

Os "heróis" de hoje são fabricados, falsos, e são apenas marcas de sucesso usadas para promover outras marcas. Os exemplos que somos incentivados a idolatrar são indivíduos ricos, famosos por razões de modas superficiais, não por qualquer valor genuíno de caráter ou contribuição para o mundo. Os nossos egos são cultivados, contudo, a compaixão é cada vez mais desencorajada – e às vezes até proscrita. Os "que têm" só mantêm status e poder superiores usando todos os meios à sua disposição para limitar e controlar os "que não têm". Para os que não acreditam nisso, sinto muito, mas a contínua e inflexível negação da verdade não anula a realidade.

Então, no final, trata-se de reconhecimento e aceitação. Somos apenas escravos com conveniências modernas. Quem afirma o contrário ignora que não podemos escolher a não ser aceitando a nossa prisão ou morte. Hoje em dia, a confiança e a força percebida são muitas vezes alcançadas aniquilando toda a empatia, inteligência ou consciência. Aqueles que resistem a render a sua ética - embora seja a coisa mais difícil do mundo - são ironicamente vistos como "fracos". Aqueles que se recusam a negar a razão dos factos, com base em evidências empíricas, ciência e justiça, são rotulados de perturbadores, como inimigos do suposto "progresso" e "grandeza".

É a vida. Pode concentrar-se em cachorrinhos e arcos-íris, mas ainda assim a vida ser uma confusão psicologicamente abusiva. Pode suspender a realidade e entrar na lavagem cerebral religiosa para se convencer de um propósito maior, se essa for a sua onda - ou talvez tenha sido submetido ao abuso de doutrinação infantil, até ficar incapaz de pensamento crítico. Na televisão, na política, ou através de livros e crenças mitológicas, todas as "respostas" oferecidas são agendas inventadas pelo homem que são perpetradas para o benefício de alguém. Essa é a vida real. Ou você é o trapaceiro, ou o que está sendo enganado; psicopatia feliz ou sofredor saudável.

O verdadeiro segredo para sobreviver à depressão capitalista? Compreender o sistema. Atacar a causa. Canalize toda sua indignação. Mesmo que por nenhuma outra razão que o conhecimento de que desistir ajuda a ganância e a crueldade a triunfar. Se vendermos as nossas almas para avançar, pisando nas outras pessoas, tornamo-nos parte do problema. Tornamo-nos então a razão para que outros se sintam como nós nos sentimos agora. Este círculo de ódio ou se consome-se a si próprio e à humanidade, levando à eventual destruição do nosso mundo - ou colocamos o "civilizado" de novo na civilização. De que lado você quer estar? Pode ser encontrado um sentido de propósito que nos devolva as nossas vidas, para que valha a pena viver.»

Fonte:  Michael Emero;  filmforaction.org , 18 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A agricultura biológica e o humus, por Jairo Restrepo

Reflexões de JAIRO RESTREPO, traduzidas do seu site: lamierdadevaca.com

"A agricultura biológica é uma entrega à tarefa de desenterrar e resgatar o velho sonho das sociedades agrárias mais humildes e sábias,  que praticaram e garantiram durante muito tempo a auto-determinação das suas comunidades, através da concepção de autênticos modelos de empreendedorismo rural familiar, em que os seres conjugaram conhecimento, saberes, sabores e habilidades para garantir a sustentabilidade e o respeito pela natureza que os viu nascer: essa mesma agricultura, muito mais do que uma simples revolução nas técnicas de produção agropecuária, é o fundamento prático um movimento de aliança espiritual, uma revolução para mudar a forma como os seres humanos convivem com a mãe terra ."



"A maioria das ações que são realizadas hoje focam-se mais em tarefas tecnológicas que destroem a vida, do que naquelas que podem protegê-la. A este ritmo, o caminho do desaparecimento da espécie humana é eminente. "

"O milagre é algo inexplicável para a ciência, algo que jamais poderá definir razoavelmente. Este é o sentido que os agricultores encontram se entregam às tarefas da agricultura biológica, pois diariamente contemplam a bela manifestação dos milagres da vida quando fazem as colheitas".

"O húmus é onde a microbiologia liga com sabedoria o tecido dos dois mundos, o da matéria orgânica e dos minerais. O húmus é o creme milagroso da vida, que contém infinitamente a memória genética da microbiologia que fundou a vida na Terra"

"Na produção de alimentos, a certificação aumenta sistematicamente a exclusão dos mais necessitados ao acesso a uma alimentação saudável."

Jairo Restrepo Rivera nasceu na Colômbia e naturalizaou-se no no Brasil. Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. Com três cursos de pós-graduação: Ecologia e Recursos Naturais; Engenharia de Segurança Ocupacional Agrícola e Agroecologia. Tem um trabalho e experiência internacional de trinta anos na agricultura biológica e desenvolvimento rural sustentável, tendo publicado artigos, livros, e realizado centenas de palestras nestes e outros temas relacionados.

Fonte: Site de Jairo Restrepo : lamierdadevaca.com

(com um agradecimento ao António Corceiro, por me ter "apresentado" Jairo e o seu trabalho)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

STOP GLIFOSATO (Iniciativa de Cidadania Europeia)

HERBICIDA GLIFOSATO POSTO EM CAUSA POR INICIATIVA EUROPEIA DE CIDADÃOS
2017/02/08 _ Começa hoje a recolha de 1 milhão de assinaturas

«Hoje dezenas de organizações não governamentais de toda a União Europeia, incluindo várias portuguesas, iniciaram a mobilização de cidadãos para banir o glifosato - mais conhecido como o herbicida Roundup da Monsanto.
Em Portugal registam-se os níveis de contaminação humana mais elevados de toda a União Europeia, mais de um ano após a Organização Mundial de Saúde ter classificado este herbicida como "carcinogénio provável para o ser humano e carcinogénio provado para animais de laboratório". Por isso todos os portugueses têm particular interesse em aderir a esta ação.
Além da proibição dos herbicidas à base de glifosato, a iniciativa de cidadania agora desencadeada pressiona a Comissão Europeia para dois objetivos adicionais: garantir a transparência e independência nos processos de (re)autorização de pesticidas e impor prazos obrigatórios para a redução progressiva do uso de todos os pesticidas.
Segundo o Eng. Jorge Ferreira, da Plataforma Transgénicos Fora, "O glifosato aparece em todo o lado: na água, nos alimentos, nas pessoas, até na chuva e no leite materno. As substâncias carcinogénicas não têm limiar de segurança pelo que a proteção da saúde exige a proibição total, tal como já aconteceu com inúmeros pesticidas no passado."
Esta Iniciativa de Cidadania Europeia, criada legalmente no âmbito do Tratado de Lisboa, tem até 25 de janeiro de 2018 para recolher um milhão de assinaturas, com valores mínimos obrigatórios atingidos em pelo menos sete Estados Membros (em Portugal o mínimo é de 15750 assinaturas válidas). No entanto, como a Comissão Europeia pretende tomar uma decisão final sobre o glifosato até ao final de 2017, a recolha de assinaturas deverá terminar até ao verão. As Iniciativas de Cidadania obrigam a Comissão Europeia a propor legislação sobre a matéria em causa, embora não possam forçar o resultado final desse processo.
Os interessados podem assinar na página da coordenação europeia:

Fonte, enquadramento e informação adicional em Plataforma Transgénicos Fora

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Mutilação Feminina: Tolerância Zero

«O Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina é observado pelas Nações Unidas anualmente, sempre no dia 6 de fevereiro, para chamar atenção para um fato alarmante: mais de 140 milhões de meninas e mulheres, em todo mundo, já foram sujeitas a estas práticas violadoras dos direitos humanos.
...
A Mutilação Genital Feminina (MGF) refere-se a todos os procedimentos que envolvem a alteração ou ferimento dos órgãos genitais femininos por razões que não sejam médicas. É reconhecida, internacionalmente, como uma violação dos direitos humanos das meninas e mulheres e constitui uma ameaça para a sua saúde, bem-estar e auto-estima das mesmas, pondo muitas vezes em risco a própria vida.
...
Embora a percentagem de meninas e mulheres que são submetidas a esta prática tenha vindo a diminuir, em todo o mundo - sobretudo no Benin, Burkina Faso, República Centro-Africana, Egito, Iraque, Quénia, Libéria, Nigéria e Senegal –, o número total de raparigas em risco continua a aumentar. Isto acontece porque a MGF está concentrada em países com alta fertilidade e uma estrutura etária jovem. Em muitos dos países onde a prática é comum, mais de 40% das mulheres têm menos de 15 anos.»

Laranja: Países onde foi verificada MGF em dados de  inquéritos.  Amarelo: Países onde foi reportada a MGF.  Azul: Países onde foi reportada a MGF em comunidades imigrantes


«Pelo menos 200 milhões de meninas e mulheres que vivem hoje em 30 países foram submetidas a Mutilação Genital Feminina total ou parcial» 

Percentagem de meninas e mulheres com idades15-49 que sofreram MGF total ou parcial
Fonte (texto e imagem): Artigo da Unicef (set/2016)

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Será que somos todos cobaias?

"Somos todos cobaias?" é um documentário ( "Tous Cobayes?", 2012, França) com duas partes distintas: uma parte dedicada aos efeitos do usos de organismos geneticamente modificados (OGM), e outra parte dedicada à energia nuclear. 

Em ambos os casos, a tónica comum é o facto de o Homem ter desenvolvido tecnologias perigosas sem as testar devidamente a nível de ambiente e saúde, e mesmo assim teve a arrogância de aplicá-las no mundo real sem se preocupar com possíveis contaminações e outras consequências irreversíveis .

O realizador, Jean-Paul Jaud,  já tinha dirigido o documentário "Nos enfants nous accuseront" (2008) sobre os venenos na agricultura, muito bom, e que pode ver aqui.



Sinopse : 
"De 2009 a 2011, e em segredo, o Professor Gilles-Eric Séralini conduziu, no CRIIGEN, uma experiência de consequências inimagináveis. Trata-se do estudo mais abrangente e de maior duração feito em ratos de laboratório, sobre o consumo de um produto agrícola geneticamente modificado (OGM cultivado com o pesticida Roundup (glifosato). As conclusões são assustadoras.

Após o terrível acidente de Chernobyl em abril de 1986 a radioactividade invisível ressurgiu com a explosão da central de Fukushima, em março de 2011, causando danos materiais, humanos e ecológicos inomináveis. 

OGM, nuclear: o Homem apropriou-se dessas tecnologias sem fazer aprofundados testes ambientais ou de saúde, enquanto a contaminação irreversível da vida é real .  Somos todos cobaias?
(daqui, tradução livre)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

"Educação em Transição" em Famalicão

«Nas Iniciativas de Transição privilegiamos a criação de visões pela própria comunidade. Neste processo de criação coletiva de uma visão positiva é fundamental a geração de novas histórias, que a longo prazo modelem a cultura e estabeleçam modelos de comportamento. Acreditamos que mudar o comportamento passa também pela educação das gerações vindouras.

Cada vez mais educar não se resume a encaminhar mas sim a facilitar um processo de descoberta.
Queremos juntos descobrir novos caminhos que possamos trilhar e conquistar recursos para construir uma nova forma de educar.

Para isso, criámos um grupo de educação em transição, que se dedicará a fazer chegar a todos os interessados temas que contribuem para este novo paradigma.»
 Ana Diniz (Grupo da Educação) 

Em 2017, a Associação Famalicão em Transição apresentará um ciclo de ações dedicadas à Educação, saindo fora da caixa e apontando novos caminhos para os educadores guiarem os mais pequenos. Estão agendados os primeiros 3 eventos, todos de participação gratuita:

Educação em Transição: "O Começo da Vida"
Sábado, 4 de fevereiro, 17:30, Casa das Artes (Café Concerto)
Exibição do documentário - “O Começo da Vida”,  um filme que percorre os quatro cantos do mundo para demonstrar a importância dos primeiros anos de vida na formação de cada pessoa, seguido de tertúlia/debate.
Entrada livre
Educação em Transição: "Pais conscientes, filhos felizes"
Sábado, 25 de fevereiro, 17:30, Casa das Artes (Café Concerto)
Palestra com Filipa Morais Soares, Psicóloga e Facilitadora de Parentalidade Consciente, que nos vai fazer olhar para a nossa forma de sermos pais e descobrir o que pode mudar...
Inscrições (não obrigatórias, mas aconselháveis): http://famalicaomelhor.blogspot.pt/p/inscricoes.html

Educação em Transição: "Escolas Inovadoras"
Terça-feira, 7 de março21:00, Casa das Artes (Pequeno Auditório)
Palestra com o Prof. José Pacheco, que inclui a exibição de um pequeno documentário sobre uma escola com uma filosofia educacional inovadora, inspirada na Escola da Ponte de Portugal.
Inscrições (obrigatórias): http://famalicaomelhor.blogspot.pt/p/inscricoes.html

Posteriormente  publicaremos uma mensagem sobre cada um dos eventos, com mais informação.

Para mais informações sobre este ciclo enviar mail para  afetra.inscrever@gmail.com

sábado, 28 de janeiro de 2017

Alimentação e o futuro

Imagem de FoodRevolution
«Quando olhamos para a geração do milénio, há uma mudança radical na forma como as pessoas abordam os alimentos. Anteriormente as pessoas perguntavam se era barato. Agora há um enorme interesse na forma como o alimento é produzido e de onde vem. As pessoas querem alimentos o mais frescos e naturais possível, locais, produzidos de forma mais sustentável, e em condições menos industrializadas.

Há um acordo global no Relatório de Agricultura Mundial de que a agricultura industrial e a engenharia genética não são a resposta para o futuro da alimentação. A resposta são sistemas agrícolas ecologicamente racionais. 

A biotecnologia, pela sua própria natureza, concentra-se em um ou alguns genes ou características específicas, enquanto que a agricultura verdadeiramente ecológica aborda sistemas inteiros. Essa é a direção que os consumidores querem e para onde precisamos ir, no sentido da saúde e da sustentabilidade.


Mas a agricultura ecológica não é algo que as empresas possam patentear, comprar ou ganhar dinheiro facilmente, por isso pressionam com os OGM, por causa das margens de lucro.»

Michael Hansen, PhD, cientista sénior, Consumers Union

Fonte: US RTK, 28/9/2016

sábado, 21 de janeiro de 2017

Florestas, farmácia do mundo

Todos sabem que a génese da medicina está no poder curativo das plantas. Saberes ancestrais que se perderam, outros aproveitados, outros recuperados, fazem das plantas, e sobretudo da floresta tropical, os mais poderosos medicamentos.

A biodiversidade que destruímos com o nosso modo de vida - não se esqueça que quando come um bife em Portugal está provavelmente a contribuir para desflorestar a Amazónia - é  em si uma riqueza incalculável!
Para além de tantos outros serviços que a biodiversidade presta ao ser humano, a capacidade curativa das plantas é preciosa no combate a doença, mesmo como o cancro.

E continuam-se a descobrir novas espécies, e novas propriedades se vão estudando...
Mas, por outro lado, muitas espécies se vão extinguindo devido à espécie humana.
E não é preciso ir até às florestas tropicais: a recente construção da barragem do Tua, provavelmente levará à extinção algumas espécies de plantas endémicas desse local.