terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Escolha comer bem (Food Matters)

«Food Matters (O Alimento é Importante) explica como os alimentos que comemos podem ajudar ou prejudicar a nossa saúde. Nutricionistas, naturopatas, médicos e jornalistas ponderam sobre tópicos de alimentos biológicos, segurança alimentar, crudivorismo, e terapia nutricional. » (sinopse daqui).  

Imagem de Food  Matters (Facebook)
Trata-se de um documentário australiano de 2008, realizado pelo casal James Colquhoun e Laurentine ten Bosch, ambos nutricionistas, focado no importantíssimo papel da alimentação na saúde... e na doença. 

Mas a indústria farmacêutica (curar não dá lucro) ou a falta de atenção da medicina convencional  aos aspetos nutricionais também não ficam de fora da equação .

A não perder! Porque nós sabemos o que nos ensinam, ou o que queremos saber!

E também  porque "És aquilo que comes", ou como disse Hipócrates, o pai da medicina "Que teu alimento seja teu remédio".  



O Alimento é Importante from Cultivo Orgânico on Vimeo.

E, se a saúde pela alimentação é um assunto que lhe interessa, não deixe de ver também:

Imagem de Food Matters

domingo, 27 de dezembro de 2015

HUMAN - Aziz

Entrevista a Aziz, palestiniano que trabalha pela paz, para o filme HUMAN (2015) de Yann Arthus-Bertrand.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Ser "eco" (Biosfera)

 Ser "eco" de ecológico é também ser "eco" de económico, como mostram os exemplos deste programa Biosfera (12/12/2015, RTP2) quer na alimentação, nas limpezas, nos transportes, nos consumos de eletricidade e de água. Pequenas e sucessivas mudanças, fazem uma grande diferença. Na saúde, no ambiente, e na carteira.

«Ser “eco” na alimentação implica adoptar a agricultura biológica como principal fonte dos alimentos. Em casa, há detergentes ecológicos com menor impacte ambiental mas igualmente eficazes, e há também tecnologias e hábitos simples que permitem poupanças de água e de energia. »


Biosfera 494 - Quanto custa ser eco from Farol de Ideias on Vimeo.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Caracol de Vidro Azul (livro)

Uma belíssima fábula sobre a nossa passagem por esta dimensão terrestre, sobre diferentes opções e percursos de vida opostos, e do peso da carapaça que os "caracóis" humanizados carregam às costas. Uma linda mensagem, um conto ecológico e com muita luz!

O livro "Caracol de Vidro Azul - Espiral Alquímica", de Lúcia Marta, foi apresentado, na Casa do Território em Vila Nova de Famalicão, no passado dia 13 de dezembro.  Quem pretender adquirir (custo de 10 euros), pode requisitar através do e-mail: cvidroazul@gmail.com (será enviado pelo correio contra reembolso, acrescido dos portes).



sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Microesferas de plástico

O vídeo de 2 minutos "Microbeads" de The Story of Stuff (abaixo, tem legendas), mostra como as minúsculas microesferas plásticas, presentes em vulgares produtos de higiene, escoam pelo ralo até aos nossos rios, lagos e oceanos.

«Hoje, um número significativo de produtos de higiene pessoal, tais como esfoliantes e cremes dentais, são conhecidos por conter milhares de minúsculas esferas de plástico, chamadas microplásticos ou, mais especificamente, microesferas. Ao longo dos anos, as microesferas têm substituído as alternativas biodegradáveis tradicionais, tais como cascas de amendoim e cristais de sal.

As microesferas usadas em produtos de higiene pessoal são feitas principalmente de polietileno (PE), mas também podem ser feitas de polipropileno (PP), polietileno tereftalato (PET), polimetilmetacrilato (PMMA) e nylon. Quando os produtos são lavados pelo ralo após o uso, as microesferas fluem através dos sistemas de esgoto em todo o mundo, antes de seguir o seu caminho em rios e canais e, finalmente, ir direto para os mares e oceanos, onde contribuem para a sopa de plástico (plastic soup). Tipicamente, os microplásticos são definidos como: pedaços de plástico ou de fibras, medindo menos do que 5 mm. As microesferas encontradas em produtos de higiene pessoal são quase sempre menores do que 1 mm.»


«Minúsculas partículas de plástico têm sido adicionadas a possivelmente milhares de produtos de higiene pessoal vendidos em todo o mundo. Essas microesferas, dificilmente visíveis ao olho nu, fluem direto do ralo do banheiro para o sistema de esgoto. As estações de tratamento de águas residuais não são projetadas para filtrar microesferas e essa é a principal razão pela qual, no final das contas, elas contribuem para a Sopa de Plástico (Plastic soup) que fica girando pelos oceanos do mundo. Criaturas marinhas absorvem ou comem as microesferas. Essas microesferas são passadas ao longo da cadeia alimentar marinha. Uma vez que os seres humanos estão, em última instância, no topo dessa cadeia alimentar, é provável que nós também estejamos absorvendo microesferas a partir dos alimentos que comemos. Microesferas não são biodegradáveis e, uma vez que elas entrem no ambiente marinho, são impossíveis de se remover.» 


Saiba mais sobre a campanha Beat the Microbeads em: http://www.beatthemicrobead.org/pt/

Em Portugal, alguns produtos com microesferas de plástico: aqui e aqui; Alguns produtos sem microesferas de plástico aqui (dados de fev.2015) . Para vários países, ver aqui.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Patentes sobre a nossa comida (Comunicado)

Divulgação do Comunicado Campanha pelas Sementes Livres / Plataforma Transgénicos Fora (7/12/2015):


Novo relatório justifica intervenção política urgente

7 de Dezembro de 2015, Munique / Lisboa. O Instituto Europeu de Patentes (IEP) está a conceder cada vez mais patentes sobre plantas resultantes de cruzamento tradicional. Agora está a ser tomada uma decisão final sobre uma patente de tomate com conteúdo de água reduzido (EP1211926). Amanhã o IEP levará a cabo a audiência final sobre esta patente e prevê-se que ela seja aprovada sem limitações significativas. Esta patente, tal como outra sobre brócolos (EP1069819) ganhou atenção internacional e provocou uma intensa controvérsia ao longo de vários anos. Em março deste ano o IEP usou estes dois casos para criar jurisprudência e assim definir como patenteáveis tanto plantas como animais derivados de cruzamentos tradicionais. Desde então o protesto está a crescer: a Áustria, França, Alemanha e a Holanda estão entre os países que criticam publicamente esta decisão do IEP.

"Neste momento só uma forte decisão política pode impor moralidade e estancar o conflito de interesses que liga o IEP às grandes empresas que querem privatizar para benefício próprio o que sempre pertenceu a toda a sociedade," afirma Margarida Silva da Plataforma Transgénicos Fora, uma das muitas organizações que apoiam a coligação internacional No Patents On Seeds. "O Instituto Nacional de Propriedade Industrial, que representa Portugal no IEP, tem de focar a sua voz na preservação do livre acesso às plantas e animais de que dependemos para comer. Infelizmente o INPI continua sem responder aos nossos pedidos de clarificação da sua posição."

O Artigo 53(b) da Convenção Europeia de Patentes (CEP) proíbe as patentes sobre variedades de plantas e processos de criação essencialmente biológicos. Contudo, na sua interpretação questionável da lei, o IEP passou por cima das proibições existentes e esvaziou-as de qualquer efeito. Isto é demonstrado pelo relatório atualizado da No Patents on Seeds, apresentado hoje em Munique e disponível abaixo. O relatório inclui também um plano de ação política, detalhando as iniciativas que dirigentes europeus devem agora implementar para impedir este desenvolvimento e garantir proibições efetivas.

A patente sobre o tomate com conteúdo de água reduzido já não poderá ser travada, pelo menos por agora. E, note-se, no passado dia 10 de setembro o IEP também aprovou a patente sobre brócolos. Só uma intervenção política focalizada poderá mudar as decisões do IEP.

"A inação não é opção. Mais de mil pedidos de patente sobre plantas obtidas através de melhoramento tradicional estão neste momento pendentes," avança Lanka Horstink, da Campanha portuguesa em defesa das Sementes Livres, "e cerca de 120 foram já concedidas. Isto é uma bomba relógio para o nosso futuro comum."


O recente apelo da coligação internacional “No Patents on Seeds!” para impedir estas patentes é subscrito por várias centenas de organizações em toda a Europa, tendo o apoio directo da Arche Noah (Áustria), Bionext (Holanda), The Berne Declaration (Suiça), GeneWatch (RU), Greenpeace, Misereor (Alemanha), Development Fund (Noruega), No Patents on Life (Alemanha), ProSpecieRara, Red de Semillas (Espanha), Rete Semi Rurali (Itália), Réseau Semences Paysannes (França) e Swissaid (Suiça). Em Portugal a coligação é apoiada pela Plataforma Transgénicos Fora, a Campanha pelas Sementes Livres e a ONGA GAIA-Grupo de Acção e Intervenção Ambiental. Todos apelam a uma revisão da Lei Europeia de Patentes, de forma a excluir do regime de patentes, os meios e processos de cruzamento tradicional, as plantas, os animais e as suas características, bem como as colheitas e alimentos daí procedentes.

Para ler ou descarregar o relatório referido sobre o estado das patentes sobre a vida (em Inglês): http://www.gaia.org.pt/node/16898

mais informações em www.no-patents-on-seeds.org


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

"DIRT! The Movie" em Famalicão no Dia do Solo

Em Famalicão, assinala-se o Dia Mundial do Solo (5/12) e o Ano Internacional dos Solos (2015) com uma sessão AMBIENTAR-SE dedicada ao solo:

 "DIRT! The Movie" (Terra! O filme)


Um documentário de Bill Benenson, Gene Rosow (EUA, 2009, 86 min) narrado por Jamie Lee Curtis.
  • No dia 5 de dezembro de 2015 às 15h00 (sábado)
  • Na Casa do Território, Parque da Devesa, Vila Nova de Famalicão
  • Gratuito, entrada livre 
Terra! O filme” conta a história surpreendente da fonte de fertilidade mais valiosa e esquecida da Terra – o SOLO - desde a sua formação até à degradação intensa. Através da participação de especialistas do mundo inteiro e de divertidas animações, o filme revela os impactos ambientais, económicos, sociais e políticos do solo e destaca o seu papel fulcral na sobrevivência e futuro da vida e das sociedades humanas.

Nesta sessão são convidados para dinamizar o debate que se segue ao filme, o Eng. Francisco Flórido, do Movimento Terra Solta (que participou no Biosfera de 17/10/2015 sobre o Solo), e a Dra Andreia Mafra, licenciada em Planeamento Regional e Urbano.

As sessões AMBIENTAR-SE são uma parceria entre o Município de Vila Nova e Famalicão (Parque da Devesa) e instituições locais ligadas à proteção do ambiente, que constam na exibição de um filme de tónica ambiental com debate no final. 

Informações: parquedadevesa@vilanovadefamalicao.org / 252 374 184