terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Escolha comer bem (Food Matters)

«Food Matters (O Alimento é Importante) explica como os alimentos que comemos podem ajudar ou prejudicar a nossa saúde. Nutricionistas, naturopatas, médicos e jornalistas ponderam sobre tópicos de alimentos biológicos, segurança alimentar, crudivorismo, e terapia nutricional. » (sinopse daqui).  

Imagem de Food  Matters (Facebook)
Trata-se de um documentário australiano de 2008, realizado pelo casal James Colquhoun e Laurentine ten Bosch, ambos nutricionistas, focado no importantíssimo papel da alimentação na saúde... e na doença. 

Mas a indústria farmacêutica (curar não dá lucro) ou a falta de atenção da medicina convencional  aos aspetos nutricionais também não ficam de fora da equação .

A não perder! Porque nós sabemos o que nos ensinam, ou o que queremos saber!

E também  porque "És aquilo que comes", ou como disse Hipócrates, o pai da medicina "Que teu alimento seja teu remédio".  



O Alimento é Importante from Cultivo Orgânico on Vimeo.

E, se a saúde pela alimentação é um assunto que lhe interessa, não deixe de ver também:

Imagem de Food Matters

domingo, 27 de dezembro de 2015

HUMAN - Aziz

Entrevista a Aziz, palestiniano que trabalha pela paz, para o filme HUMAN (2015) de Yann Arthus-Bertrand.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Ser "eco" (Biosfera)

 Ser "eco" de ecológico é também ser "eco" de económico, como mostram os exemplos deste programa Biosfera (12/12/2015, RTP2) quer na alimentação, nas limpezas, nos transportes, nos consumos de eletricidade e de água. Pequenas e sucessivas mudanças, fazem uma grande diferença. Na saúde, no ambiente, e na carteira.

«Ser “eco” na alimentação implica adoptar a agricultura biológica como principal fonte dos alimentos. Em casa, há detergentes ecológicos com menor impacte ambiental mas igualmente eficazes, e há também tecnologias e hábitos simples que permitem poupanças de água e de energia. »


Biosfera 494 - Quanto custa ser eco from Farol de Ideias on Vimeo.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Caracol de Vidro Azul (livro)

Uma belíssima fábula sobre a nossa passagem por esta dimensão terrestre, sobre diferentes opções e percursos de vida opostos, e do peso da carapaça que os "caracóis" humanizados carregam às costas. Uma linda mensagem, um conto ecológico e com muita luz!

O livro "Caracol de Vidro Azul - Espiral Alquímica", de Lúcia Marta, foi apresentado, na Casa do Território em Vila Nova de Famalicão, no passado dia 13 de dezembro.  Quem pretender adquirir (custo de 10 euros), pode requisitar através do e-mail: cvidroazul@gmail.com (será enviado pelo correio contra reembolso, acrescido dos portes).



sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Microesferas de plástico

O vídeo de 2 minutos "Microbeads" de The Story of Stuff (abaixo, tem legendas), mostra como as minúsculas microesferas plásticas, presentes em vulgares produtos de higiene, escoam pelo ralo até aos nossos rios, lagos e oceanos.

«Hoje, um número significativo de produtos de higiene pessoal, tais como esfoliantes e cremes dentais, são conhecidos por conter milhares de minúsculas esferas de plástico, chamadas microplásticos ou, mais especificamente, microesferas. Ao longo dos anos, as microesferas têm substituído as alternativas biodegradáveis tradicionais, tais como cascas de amendoim e cristais de sal.

As microesferas usadas em produtos de higiene pessoal são feitas principalmente de polietileno (PE), mas também podem ser feitas de polipropileno (PP), polietileno tereftalato (PET), polimetilmetacrilato (PMMA) e nylon. Quando os produtos são lavados pelo ralo após o uso, as microesferas fluem através dos sistemas de esgoto em todo o mundo, antes de seguir o seu caminho em rios e canais e, finalmente, ir direto para os mares e oceanos, onde contribuem para a sopa de plástico (plastic soup). Tipicamente, os microplásticos são definidos como: pedaços de plástico ou de fibras, medindo menos do que 5 mm. As microesferas encontradas em produtos de higiene pessoal são quase sempre menores do que 1 mm.»


«Minúsculas partículas de plástico têm sido adicionadas a possivelmente milhares de produtos de higiene pessoal vendidos em todo o mundo. Essas microesferas, dificilmente visíveis ao olho nu, fluem direto do ralo do banheiro para o sistema de esgoto. As estações de tratamento de águas residuais não são projetadas para filtrar microesferas e essa é a principal razão pela qual, no final das contas, elas contribuem para a Sopa de Plástico (Plastic soup) que fica girando pelos oceanos do mundo. Criaturas marinhas absorvem ou comem as microesferas. Essas microesferas são passadas ao longo da cadeia alimentar marinha. Uma vez que os seres humanos estão, em última instância, no topo dessa cadeia alimentar, é provável que nós também estejamos absorvendo microesferas a partir dos alimentos que comemos. Microesferas não são biodegradáveis e, uma vez que elas entrem no ambiente marinho, são impossíveis de se remover.» 


Saiba mais sobre a campanha Beat the Microbeads em: http://www.beatthemicrobead.org/pt/

Em Portugal, alguns produtos com microesferas de plástico: aqui e aqui; Alguns produtos sem microesferas de plástico aqui (dados de fev.2015) . Para vários países, ver aqui.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Patentes sobre a nossa comida (Comunicado)

Divulgação do Comunicado Campanha pelas Sementes Livres / Plataforma Transgénicos Fora (7/12/2015):


Novo relatório justifica intervenção política urgente

7 de Dezembro de 2015, Munique / Lisboa. O Instituto Europeu de Patentes (IEP) está a conceder cada vez mais patentes sobre plantas resultantes de cruzamento tradicional. Agora está a ser tomada uma decisão final sobre uma patente de tomate com conteúdo de água reduzido (EP1211926). Amanhã o IEP levará a cabo a audiência final sobre esta patente e prevê-se que ela seja aprovada sem limitações significativas. Esta patente, tal como outra sobre brócolos (EP1069819) ganhou atenção internacional e provocou uma intensa controvérsia ao longo de vários anos. Em março deste ano o IEP usou estes dois casos para criar jurisprudência e assim definir como patenteáveis tanto plantas como animais derivados de cruzamentos tradicionais. Desde então o protesto está a crescer: a Áustria, França, Alemanha e a Holanda estão entre os países que criticam publicamente esta decisão do IEP.

"Neste momento só uma forte decisão política pode impor moralidade e estancar o conflito de interesses que liga o IEP às grandes empresas que querem privatizar para benefício próprio o que sempre pertenceu a toda a sociedade," afirma Margarida Silva da Plataforma Transgénicos Fora, uma das muitas organizações que apoiam a coligação internacional No Patents On Seeds. "O Instituto Nacional de Propriedade Industrial, que representa Portugal no IEP, tem de focar a sua voz na preservação do livre acesso às plantas e animais de que dependemos para comer. Infelizmente o INPI continua sem responder aos nossos pedidos de clarificação da sua posição."

O Artigo 53(b) da Convenção Europeia de Patentes (CEP) proíbe as patentes sobre variedades de plantas e processos de criação essencialmente biológicos. Contudo, na sua interpretação questionável da lei, o IEP passou por cima das proibições existentes e esvaziou-as de qualquer efeito. Isto é demonstrado pelo relatório atualizado da No Patents on Seeds, apresentado hoje em Munique e disponível abaixo. O relatório inclui também um plano de ação política, detalhando as iniciativas que dirigentes europeus devem agora implementar para impedir este desenvolvimento e garantir proibições efetivas.

A patente sobre o tomate com conteúdo de água reduzido já não poderá ser travada, pelo menos por agora. E, note-se, no passado dia 10 de setembro o IEP também aprovou a patente sobre brócolos. Só uma intervenção política focalizada poderá mudar as decisões do IEP.

"A inação não é opção. Mais de mil pedidos de patente sobre plantas obtidas através de melhoramento tradicional estão neste momento pendentes," avança Lanka Horstink, da Campanha portuguesa em defesa das Sementes Livres, "e cerca de 120 foram já concedidas. Isto é uma bomba relógio para o nosso futuro comum."


O recente apelo da coligação internacional “No Patents on Seeds!” para impedir estas patentes é subscrito por várias centenas de organizações em toda a Europa, tendo o apoio directo da Arche Noah (Áustria), Bionext (Holanda), The Berne Declaration (Suiça), GeneWatch (RU), Greenpeace, Misereor (Alemanha), Development Fund (Noruega), No Patents on Life (Alemanha), ProSpecieRara, Red de Semillas (Espanha), Rete Semi Rurali (Itália), Réseau Semences Paysannes (França) e Swissaid (Suiça). Em Portugal a coligação é apoiada pela Plataforma Transgénicos Fora, a Campanha pelas Sementes Livres e a ONGA GAIA-Grupo de Acção e Intervenção Ambiental. Todos apelam a uma revisão da Lei Europeia de Patentes, de forma a excluir do regime de patentes, os meios e processos de cruzamento tradicional, as plantas, os animais e as suas características, bem como as colheitas e alimentos daí procedentes.

Para ler ou descarregar o relatório referido sobre o estado das patentes sobre a vida (em Inglês): http://www.gaia.org.pt/node/16898

mais informações em www.no-patents-on-seeds.org


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

"DIRT! The Movie" em Famalicão no Dia do Solo

Em Famalicão, assinala-se o Dia Mundial do Solo (5/12) e o Ano Internacional dos Solos (2015) com uma sessão AMBIENTAR-SE dedicada ao solo:

 "DIRT! The Movie" (Terra! O filme)


Um documentário de Bill Benenson, Gene Rosow (EUA, 2009, 86 min) narrado por Jamie Lee Curtis.
  • No dia 5 de dezembro de 2015 às 15h00 (sábado)
  • Na Casa do Território, Parque da Devesa, Vila Nova de Famalicão
  • Gratuito, entrada livre 
Terra! O filme” conta a história surpreendente da fonte de fertilidade mais valiosa e esquecida da Terra – o SOLO - desde a sua formação até à degradação intensa. Através da participação de especialistas do mundo inteiro e de divertidas animações, o filme revela os impactos ambientais, económicos, sociais e políticos do solo e destaca o seu papel fulcral na sobrevivência e futuro da vida e das sociedades humanas.

Nesta sessão são convidados para dinamizar o debate que se segue ao filme, o Eng. Francisco Flórido, do Movimento Terra Solta (que participou no Biosfera de 17/10/2015 sobre o Solo), e a Dra Andreia Mafra, licenciada em Planeamento Regional e Urbano.

As sessões AMBIENTAR-SE são uma parceria entre o Município de Vila Nova e Famalicão (Parque da Devesa) e instituições locais ligadas à proteção do ambiente, que constam na exibição de um filme de tónica ambiental com debate no final. 

Informações: parquedadevesa@vilanovadefamalicao.org / 252 374 184

domingo, 29 de novembro de 2015

Por dentro de um AVC (Jill Bolte Taylor)

«Certa manhã, um vaso sanguíneo rebentou no cérebro de Jill Bolte Taylor. Como neurocientista, percebeu que tinha assento na primeira fila para o seu próprio AVC. Ela apercebeu-se das funções do cérebro a desligarem-se uma por uma: movimento, fala, memória, auto-consciência ...

Espantada por ainda estar viva, Taylor passou oito anos a recuperar as capacidades de pensar, andar e falar. Ela tornou-se porta-voz para a recuperação de AVC (acidente vascular cerebral) e para a possibilidade de após uma lesão cerebral se ser mais forte do que antes. No seu caso, embora o AVC tenha danificado o lado esquerdo de seu cérebro, a sua recuperação desencadeou uma torrente de energia criativa no hemisfério direito.»

Fonte: TED: "My stroke of insight",  2008

domingo, 22 de novembro de 2015

Rasto de destruição: "Cinzas de Belo Monte"

Nada adiantou contra a vontade do governo brasileiro de construir uma barragem monstruosa no meio da Amazónia, destruindo floresta, vida animal e comunidades locais. O monstro Belo Monte avançou e fica a morte e a desolação. Como é possível terem o descaramento de falarem em "energia limpa"? 

Imagem daqui
«O efeito perverso de Belo Monte: ribeirinhos são removidos de suas casas, e de suas vidas, enquanto as ilhas onde moravam são desmatadas e queimadas, desrespeitando os direitos fundamentais dessas populações. Animais estão morrendo e pessoas ficando doentes por conta da escolha do governo de construir essa hidrelétrica a qualquer custo http://bit.ly/1NtbsK7» Greenpeace Brasil

Imagem daqui
«Enquanto desperdiça as árvores que derrubou, a usina compra madeira irregular, esquentando o mercado criminoso que invade terras indígenas» Repórter Brasil

«Macacos gritam e pulam enquanto funcionários de Belo Monte serram as árvores. Sem a mesma agilidade, bichos preguiça são encontradas machucados e mortos. Reportagem revela que usina viola as leis ambientais na limpeza das áreas que serão alagadas: http://bit.ly/1MDThVG » Repórter Brasil


Cinzas de Belo Monte from Repórter Brasil on Vimeo.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Mar de lama: desastre ambiental no Brasil

No passado dia 5 de novembro, uma tragédia causada pelo rompimento das barragens de mineração no município de Mariana, Minas Gerais, Brasil, que soterrou o distrito de Bento Rodrigues e matou o Rio Doce, já é considerada o maior desastre ambiental ocorrido no Brasil.

Imagem obtida aqui
Cerca de 62 milhões de metros cúbicos de lama ocre carregada com resíduos provenientes das represas da empresa Samarco mataram uma aldeia e um rio e criaram um mar de destruição.

Pelo menos 11 pessoas morreram e 15 continuam dadas como desaparecidas. 185 famílias ficaram desalojadas.



Mas a lama não se ficou ficou apenas pela destruição do distrito de Bento Rodrigues mas alcançou vários outros distritos de Mariana. tendo sido levada pelo Rio Doce, afetando dezenas de cidades na região leste de Minas Gerais até o Espírito Santo com a falta de água potável.



Imagem obtida aqui
As causas estão a ser investigadas, mas algo muito grave está por trás desta tragédia, de que pouco se fala; a corrupção é um dos motivos de fundo apontados (ver aqui), o que, infelizmente, não é de admirar.

Ver mais sobre o assunto em:

El País: A rota da lama: 500 km percorridos e ameaça à água do Espírito Santo (9/11/2015)
Globo: Rompimento de barragem em Mariana: perguntas e respostas (13/11/2015)
JN: Catástrofe ambiental deixa 200 municípios do Brasil em estado de emergência (18/11/2015)
Artigo da Érica Sena em "Amplifique-se": Quem chora pelo Rio Doce e reza por Mariana? (17/11/2015)

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

HUMAN - Jane Goodall

Entrevista a Jane Goodall, conhecida sobretudo pelo seu trabalho de 40 anos com chimpanzés na Tanzânia, para o filme HUMAN (2015) de Yann Arthus-Bertrand.

«Jane Goodall é primatóloga, etnóloga e antropóloga. Ela foi a primeira a observar e relatar que os chimpanzés utilizam ferramentas para se alimentar, transformando profundamente a relação homem-animal. Atualmente, Jane tem por missão essencial alertar a opinião pública dos perigos que nosso planeta corre e de fazer evoluir os comportamentos individuais em direção a uma consciência maior sobre nosso meio ambiente. Para maiores informações sobre sua ação, visite o Instituto Jane Goodall: http://www.janegoodall.fr.»

sábado, 14 de novembro de 2015

HUMAN - Pepe Mujica

Entrevista a Pepe Mujica, anterior presidente do Uruguai, para o filme HUMAN (2015) de Yann Arthus-Bertrand.

«José Mujica, apelidado de Pepe Mujica, foi presidente do Uruguai de 2010 a 2015. Ex-guerrilheiro dos Tupamaros, entre os anos 60-70, foi preso como refém pela ditatura entre 1973 e 1985. Ele prega uma filosofia de vida em torno da sobriedade: aprender a viver com o que é necessário e o que é justo


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

HUMAN

Este é o trailer do fabuloso filme HUMAN (2015) de Yann Arthus-Bertrand, realizador do também extraordinário filme HOME - O mundo é a nossa casa (2009).




«O que nos torna humanos? Será porque amamos, porque lutamos? Porque rimos? Porque choramos? Pela nossa curiosidade? A busca pela descoberta?

Impulsionado por essas perguntas, o realizador Yann Arthus-Bertrand passou três anos a recolher histórias da vida real de 2000 homens e mulheres em 60 países. Trabalhando com uma equipa dedicada de tradutores, jornalistas e operadores de câmara, Yann capturou mensagens profundamente pessoais e emocionais em temas que nos unem; lutas com a pobreza, a guerra, a homofobia, e o futuro de nosso planeta misturado com momentos de amor e felicidade.»
Fonte: tradução do texto no canal Youtube

«HUMAN é uma coleção de histórias e imagens do nosso mundo, que oferecem uma imersão ao cerne do que significa ser humano. Através destas histórias cheias de amor e felicidade, assim como ódio e violência, HUMAN coloca-nos face a face com o Outro, fazendo-nos refletir sobre nossas vidas. A partir de histórias de experiências quotidiana,s dando conta das vidas mais inacreditáveis, esses encontros comoventes partilham uma sinceridade rara e salientam quem nós somos - o nosso lado mais sombrio, mas também o que há de mais nobre em nós, e o que é universal. A nossa Terra é mostrada na sua forma mais sublime através de imagens aéreas nunca antes vistas, acompanhadas por música cativante, que resultam numa ode à beleza do mundo, proporcionando momentos para tomar fôlego e para a introspeção
Fonte: tradução do texto no site HUMAN

O filme HUMAN foi disponibilizado online pelos próprios produtores e está dividido em 3 partes:
  1. O VOL.1 trata dos temas do amor, das mulheres, do trabalho e da pobreza (ver aqui em português, aqui em inglês).
  2. O VOL.2 trata dos temas da guerra, do perdão, do homosexualidade, da família e da vida após a morte (ver aqui em português, aqui em inglês).
  3. O VOL.3 trata dos temas da felicidade, da educação, da deficiência, da corrupção e do sentido da vida (ver aqui em português, aqui em inglês).
Reserve algum tempo (cada volume são cerca de 80 minutos), mas não deixe de ver!

(Selecione as legendas (CC) para conhecer os países onde as imagens foram filmadas e o nome dos entrevistados)

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

"Já ouviu falar do TTIP?" (Biosfera)

Passou na RTP2 no dia 31/10/2015 o programa Biosfera dedicado ao TTIP, o obscuro Acordo de Livre Comércio entre os Estados Unidos e a União Europeia "Já ouviu falar do TTIP?".
Se visita este blogue de vez em quando, provavelmente já terá ouvido falar do TTIP. Veja este programa do Biosfera e informe-se, porque só informados podemos defender o nosso futuro e o futuro dos nossos. E este tratado é bom para as multinacionais, portanto, já se vê o que pode acontecer aos nossos direitos em nome do lucro dos que já muito lucram...


Biosfera 488 - Já ouviu falar do TTIP? from Farol de Ideias on Vimeo.



(Imagens obtidas em https://www.nao-ao-ttip.pt/)

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

O amigo açafrão-da-terra

«O açafrão-da-terra (Curcuma longa), conhecido também como cúrcuma, turmérico, raiz-de-sol, açafrão-da-índia, açafroa e gengibre amarelo, é uma planta herbácea da família do gengibre (Zingiberaceae), originária da Ásia (Índia e Indonésia). Dela se obtém uma especiaria homónima que é o principal componente do tempero pó de caril. Sua característica principal é a forte cor amarela que transfere aos alimentos.
Imagem obtida aqui
Da sua raiz seca e moída se extrai o pó, conhecido simplesmente por açafrão, utilizado como condimento ou corante de cor amarela e brilhante, na culinária e no preparo de medicamentos.»
Fonte: Wikipedia

Não confundir o açafrão-da-terra com o açafrão-verdadeiro, condimento caríssimo extraído das flores da planta Crocus sativus.

Já nos diagramas apresentados por William Li na mensagem "Comer para matar o canco à fome", o açafrão-da-terra (turmeric) aparece como um alimento anti-angiogénico (anti-cancro).

Cada vez são mais numerosos os artigos que dão conta dos inúmeros benefícios para a saúde desta poderosa raiz amarela, como por esxemplo este texto de 2014:
tradução do original em inglês de "Authority Nutrition", onde os estudos de base estão em números com os links.

"Vários estudos - a maioria originários da Índia, Europa e Austrália - mostram que o açafrão-da-terra, e especialmente a sua componente curcumina, podem ajudar a prevenir ou tratar uma ampla gama de tipos de cancros, doenças inflamatórias, problemas auto-imunes, doenças neurológicas, incluindo a doença de Alzheimer, doenças cardiovasculares, diabetes e neuropatia diabética, entre outras doenças metabólicas."
Fonte: David Templeton / Pittsburgh Post-Gazette "Research points to health benefits of turmeric", 2/6/2015

Claro que não será "A Cura para todos os males", como se intitula o vídeo abaixo, que, no entanto, vale a pena ver. O bom senso deve imperar e os exageros evitados. Como em tudo, há que ter precauções e assegurar-se de que não será desaconselhado consumir este condimento (ver, por exemplo, aqui e aqui).




Nota: "curry" = caril
Alguns dos estudos sobre as propriedades do açafrão-da-terra são referidos em:
http://ligadasaude.blogspot.pt/2011/07/o-poder-do-acafrao.html
https://umm.edu/health/medical/altmed/herb/turmeric


sábado, 24 de outubro de 2015

Externalidades

"A economia convencional é uma forma de lesão cerebral

"A natureza desempenha todo o tipo de serviços que são vitais para a saúde do planeta. 
Os economistas chamam-lhes externalidades. 
Isso é de loucos! "

David Suzuki

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Pimento patenteado! ... onde vamos parar?

Comunicado da Plataforma Transgénicos Fora:

«Instituto Europeu de Patentes atribui patente a planta convencional
UM PIMENTO IGUAL AOS QUE TODOS CONHECEMOS... AGORA É PROPRIEDADE PRIVADA DA SYNGENTA

22 de outubro de 2015 - O Instituto Europeu de Patentes (IEP) em Munique concedeu à gigante suíça da área das sementes, Syngenta, uma patente que abrange o pimento e os seus usos "como um produto fresco, produto fresco cortado, ou para processamento, como por exemplo, a conservação em lata" (EP 2 166 833 B1). As plantas foram desenvolvidas para produzir pimentos sem sementes e são provenientes de cruzamentos normais, usando a biodiversidade existente. Esta variedade não foi produzida através de engenharia genética e como tal é totalmente natural - resultou de séculos de atividade agrícola por um sem número de produtores e não foi "inventada" por nenhuma empresa.

A lei europeia proíbe a concessão de patentes para processos de cruzamento convencional. Mas apesar disso o IEP continua a patentear plantas e suas características, sementes e ainda frutos provenientes de tais processos. Ao fazê-lo transgride a legislação mas serve os seus próprios interesses, uma vez que as receitas deste instituto aumentam com cada patente atribuída.

"Passo a passo, patente a patente, as multinacionais estão a tomar o controlo da nossa alimentação quotidiana. No futuro poderemos ter até de pedir permissão antes de cortar um pimento em peçados", diz Christoph Then da coligação No Patents on Seeds! (Não às patentes sobre sementes!). "Agora a Syngenta pode impedir qualquer pessoa de cultivar e colher este pimento, de o vender ou de o usar em mais cruzamentos. A privatização da nossa alimentação levanta preocupações profundas e pede uma resposta clara e urgente por parte do poder político."

Ações políticas estão já a ser desenvolvidas a vários níveis. Por exemplo, há mais de um ano, a Comissão Europeia criou um grupo de trabalho para discutir patentes sobre cruzamento convencional. São esperados resultados dentro das próximas semanas mas a maioria dos observadores está cética de que a Comissão Europeia tome medidas com vista a uma mudança real.

Contudo os governos europeus podem agir diretamente através do Conselho Administrativo do IEP, que actua como órgão supervisor. E podem assim aprovar novas regras, de carácter vinculativo, para melhor interpretação das proibições existentes e que garantam o seu cumprimento.

"Temos de reforçar as proibições existentes. Patentes para variedades de plantas e para métodos de cruzamento convencional são proibidas a nível europeu. O Conselho Administrativo do IEP pode decidir como aplicar essas proibições eficazmente e assim travar futuras patentes de cruzamento convencional", disse François Meienberg da Declaração de Berna, uma organização não-governamental humanitária. "Os governos europeus não deviam esperar mais, uma vez que o IEP continua a conceder mais e mais patentes sobre a nossa alimentação quotidiana. Eles têm de agir nas duas frentes, junto do IEP e da Comissão Europeia", acrescentou.

E Portugal? Segundo Margarida Silva, da Plataforma Transgénicos Fora, "Portugal tem tudo a perder. Podemos compreender que países como a Suíça ou a Alemanha, onde as multinacionais como a Sygenta e a Bayer estão sediadas, defendam o atual apoio incondicional aos interesses da indústria. Mas a agricultura portuguesa vai fazer o quê, quando deixar de poder guardar e cruzar sementes e tiver de pagar direitos de autor por cada pé de tomate, de bróculo ou de pimento? Esperemos que o próximo governo perceba que tem de se envolver neste assunto, e com urgência."

Um apelo recente da aliança internacional No Patents on Seeds! para impedir estas patentes é apoiado por várias centenas de organizações em toda a Europa. A aliança No Patents on Seeds! foi criada pela Bionext (Países Baixos), The Berne Declaration (Suíça), GeneWatch (Reino Unido), Greenpeace, Misereor (Alemanha), Development Fund (Noruega), No Patents on Life (Alemanha), Red de Semillas (Espanha), Rete Semi Rurali (Itália), Réseau Semences Paysannes (França), e Swissaid (Suíça) e é apoiada por mais de 300 outras organizações que, em Portugal, incluem a Plataforma Transgénicos Fora e a Campanha Pelas Sementes Livres, entre outras. Estas organizações exigem uma clarificação da Lei Europeia de Patentes de forma a excluir de patenteamento todo o material de melhoramento genético, plantas, animais e alimentos derivados.

A patente em questão: http://tinyurl.com/patentepimento»

A Plataforma Transgénicos Fora é uma estrutura integrada por onze entidades não-governamentais da área do ambiente e agricultura (AGROBIO, Associação Portuguesa de Agricultura Biológica; CAMPO ABERTO, Associação de Defesa do Ambiente; CNA, Confederação Nacional da Agricultura; CPADA, Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente; GAIA, Grupo de Ação e Intervenção Ambiental; GEOTA, Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente; Associação IN LOCO, Desenvolvimento e Cidadania; LPN, Liga para a Proteção da Natureza; MPI, Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente e QUERCUS, Associação Nacional de Conservação da Natureza) e apoiada por dezenas de outras. Contactos: info@stopogm.net e www.stopogm.net

sábado, 17 de outubro de 2015

Humanos Resistentes aos Factos

O texto que se segue é uma sátira de um comediante, portanto não é uma notícia e muito menos se baseia em factos reais ou científicos. Mas, são será que, no fundo, é verdade?

Imagem obtida aqui
«MINNEAPOLIS (The Borowitz Report) - Cientistas descobriram uma nova e poderosa linhagem de seres humanos resistentes aos factos, que estão a ameaçar a capacidade da Terra para manter a vida, relata um novo estudo preocupante.

A pesquisa, conduzida pela Universidade de Minnesota, identifica uma estirpe virulenta de seres humanos que são praticamente imunes a qualquer forma de conhecimento verificável, deixando os cientistas sem saber como combatê-los.

"Estes seres humanos parecem ter todas as faculdades necessárias para receber e processar informação", disse Davis Logsdon, um dos cientistas que contribuíram para o estudo. "E, no entanto, de alguma forma, eles desenvolveram defesas que, para todos os efeitos, mantém essas faculdades totalmente inativas."  Mais preocupante, disse Logsdon: "À medida que os factos se multiplicaram, as suas defesas contra esses fatos tornaram-se mais poderosas."

Enquanto os cientistas não têm compreensão clara dos mecanismos que impedem os seres humanos resistentes aos factos de absorver os dados, eles teorizam que a estirpe pode ter desenvolvido a capacidade de interceptar e descartar a informação em curso do nervo auditivo até o cérebro. "As funções normais da consciência humana foram completamente anuladas", disse Logsdon.

Enquanto reafirmava as avaliações pessimistas do estudo, Logsdon mantinha a esperança de que a ameaça dos seres humanos resistentes aos factos poderia ser atenuada no futuro. "A nossa pesquisa é muito preliminar, mas é possível que eles se tornem mais receptivos aos factos se forem colocados em ambientes sem comida, água ou oxigénio", disse.»


Andy Borowitz  é um escritor americano, comediante, humorista e ator. Autor premiado na categoria "humor"  do New York Times, e criador da sério "O Príncipe de Bel-Hair", é conhecido por ter criado a coluna satírica The Borowitz Report, que tem milhões  de leitores e que foi adquirida pelo The New Yorker.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Somos o que comemos

Imagem daqui
"Que seu remédio seja seu alimento,
 e que seu alimento seja seu remédio"
Hipócrates

Para assinalar o Dia Mundial da Alimentação (16 de outubro), recomendo a Grande Reportagem da SIC "Somos o que Comemos", que podem ver em: http://sicnoticias.sapo.pt/somosoquecomemos

E também um extracto (abaixo) da palestra de Michael Pollan "Como cozinhar pode mudar a sua vida" (aqui completo).



sexta-feira, 9 de outubro de 2015

"Cowspiracy" em Famalicão a 16/10

O Segredo da Sustentabilidade

Documentário será exibido em Vila Nova de Famalicão no dia 16 de outubro de 2015, Dia Mundial da Alimentação.

Na Casa do Território, Parque da Devesa, às 21h30,

Esta é a primeira das sessões AMBIENTAR-SE, com filme de cariz ambiental e debate, uma iniciativa do Município de Vila Nova de Famalicão em parceria com instituições locais ligadas à proteção do ambiente.

Gratuito, entrada livre (até à lotação da sala)
Informações: parquedadevesa@vilanovadefamalicao.org / 252 374 184

Esta sessão é promovida pelo Grupo Famalicão em Transição, e conta com a participação da Quercus - Núcleo Regional de Braga para o debate.

O documentário "Cowspiracy - The Sustainability Secret", de Kip Andersen e Keegan Kuhn (EUA, 2014, 85 min), revela o impacto devastador que a pecuária industrial provoca no ambiente.

Sobre o filme ver: aqui

terça-feira, 6 de outubro de 2015

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Contra o TTIP - 3 milhões de assinaturas

"3 milhões de assinaturas em toda a Europa. TODOS os países EXCEPTO PORTUGAL, Letónia, Estónia e Lituânia atingiram o número mínimo de assinaturas. Faltam 1000 assinaturas até amanhã para o nosso país. Conseguimos?" Via Oikos

"Com a participação de todos estamos a conseguir chegar ao quorum nacional! Já assinaste? Pede aos teus amigos e amigas que assinem também!" Via STOP TTIP

 «A União Europeia pretende em breve para assinar dois acordos comerciais de longo alcance: um com os Estados unidos (TTIP = Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento) e outro com o Canadá (CETA = Acordo Económico e Comercial Global Canadá-UE).  A versão oficial é que vão criar empregos e aumentar o crescimento económico. No entanto, os beneficiários desses acordos não são de facto os cidadãos, mas as grandes multinacionais.» (daqui)

Saiba mais sobre o TTIP e sobre a Iniciativa de Cidadania Europeia contra o TTIP e CETA em https://www.nao-ao-ttip.pt/  ou aqui  , e consulte o mapa de quórum de assinaturas.

Assine a petição contra o TTIP  ali ao lado direito, ou em  https://www.nao-ao-ttip.pt/assina-a-iniciativa-de-cidadania-europeia/


domingo, 27 de setembro de 2015

"Vírus Idiotas?"

«Se não podemos explicar as grandes questões económicas de maneira a que os jovens as possam entender, é porque nem sequer nós as entendemos.» Yanis Varoufakis, do livro:



Um livro muito elucidativo para jovens e para quem quiser ver, de um modo simples, como funciona a "complexa" economia que a muitos não convém que entendamos....  Um livro em que Varoufakis se dirige à filha adolescente, do qual reproduzo um parágrafo do final do 1º capítulo (daqui):

"É incrível a facilidade com que nos convencemos a nós mesmos de que a repartição da riqueza, sobretudo quando nos favorece, é «lógica», «natural» e «justa». Sempre que sentires que estás prestes a sucumbir a este tipo de pensamentos, lembra‑te daquilo que dizíamos ao princípio: que todos os bebés nascem nus, mas alguns estão predestinados a vestir roupa caríssima, ao passo que outros, a maioria, estão condenados à fome, à exploração e à pobreza. Nunca caias na tentação de aceitar esta realidade como «lógica», «natural» e «justa»."

Transcrevo  também um pequeno sucapítulo do capítulo 7 - "Vírus Idiotas?", sobre a relação da nossa "sociedade de consumo" com o ambiente:

"Vírus megalómanos"

Se dermos uma vista de olhos pelas três grandes religiões monoteístas, o judaísmo, o cristianismo e o islão, chegaremos à conclusão de que os seres humanos se têm em grande conta. Gostamos de acreditar que fomos feitos «à imagem e semelhança» de Deus, do Perfeito, do Único. Que somos semideuses, senhores da Terra, o único mamífero com o dom da razão, e que dispomos da capacidade de adaptar o nosso contexto às nossas necessidades, em vez de nos adaptarmos ao contexto, como fazem os demais seres vivos.

Por isso nos surpreendemos quando uma máquina que nós próprios criámos nos fala como o gente Smith (que na realidade é o reflexo da dita máquina na mente de Neo, no filme Matrix). Recordo o que te contei no final do Capítulo 5, palavras do Agente Smith:
«Qualquer mamífero neste planeta desenvolve instintivamente um equilíbrio natural com o seu ambiente. Mas vocês, os seres humanos, não, vocês são uma excepção... Existe neste planeta outro organismo que tem o mesmo comportamento que vocês. Sabes qual é? O vírus. Vocês, seres humanos, são uma doença, um cancro para o planeta. São uma epidemia e nós, as máquinas, somos a cura.»

O pior é que no fundo, tememos que o Agente Smith tenha razão, para não dizer que pensamos que talvez seja mesmo demasiado benévolo para connosco, pois somos piores que muitos vírus que evitam matar os organismos que os acolhem. Para onde quer que olhemos na Natureza podemos ver as marcas da destruição que deixamos à nossa passagem.

Desde que as sociedades de mercado apareceram, destruímos dois terços de todas as florestas do planeta, provocámos as chuvas ácidas que envenenaram os lagos, drenámos os rios por completo, aumentámos a acidez dos oceanos, erodimos a terra, extinguimos animais e plantas, a tal ponto que o equilíbrio da nossa biosfera, que é o nosso único refúgio, se alterou. Como se tudo isso não bastasse, produzimos cada vez mais gases (como o dióxido de carbono ou o metano) que fazem subir a temperatura do planeta, o que provoca o degelo dos pólos, a subida das águas do mar e a desestabilização do clima da Terra, de tal maneira que povos inteiros correm o risco de desaparecer. Quem pode duvidar que o Agente Smith tem razão? Por acaso não somos parecidos com o vírus do ébola, que se autodestrói ao matar o organismo que o acolhe?

Dir-me-ás, com razão, que o agente Smith não existe. Que é um produto da imaginação de um argumentista, um esforço humano para que as nossas consciências despertem. Como também acontece com Fausto e Frankenstein, personagens fictícios que Christopher Marlowe e Mary Shelley utilizaram para nos avisarem dos males que trouxera a então recém-crida sociedade de mercado. Talvez estes avisos, através da literatura, da arte ou do cinema demonstrem que ainda há esperança de que não nos tornemos uma epidemia, um cancro ou um vírus que ameaça o planeta.

Os vírus, os tumores malignos e as bactérias não têm consciência, mas nós temos. Trata-se da nossa melhor oportunidade de desmentir o Agente Smith. No entanto, para o fazermos temos de ser críticos e protegermo-nos da nossa mais importante criação, mas também daquela que mais contribui para a destruição do meio ambiente: a sociedade de consumo que, pouco a pouco, começou a tornar-se o nosso chefe e, ao mesmo tempo, o pior inimigo do planeta Terra."

 Yanis Varoufakis (negrito meu)

domingo, 20 de setembro de 2015

Natureza Comestível

Já começaram a ser publicados os vídeos "Natureza Comestível", de Alexandra Azevedo, com os quais se pretende:

«Uma abordagem simples e didáctica, que facilite a identificação das plantas e seu uso, em complemento à informação dos livros “Ervas Silvestres Comestíveis - guia prático” e do próximo guia, a publicar ainda este ano, que será sobre os frutos silvestres comestíveis. Após uma breve apresentação de uma planta silvestre comestível, ou ainda uma alga marinha, será demonstrado como preparar e uma (ou eventualmente duas) proposta gastronómica.
Os vídeos são uma co-produção MPI e Quercus, e a equipa é a seguinte: Alexandra Azevedo - autora e apresentadora; Nuno Carvalho - director de câmara; Laura Varges - editora de imagem»



Este é o vídeo de Introdução,  sendo que também já está disponível o vídeo dedicado a:

(Se for possível, esta mensagem será atualizada com os links para os vídeos que entretanto saírem)

domingo, 13 de setembro de 2015

Deslocados

Na Europa, sente-se agora em força o êxodo exponencial de  povos que fogem à guerra e/ou à miséria, e o medo começa a exalar... como narra Valter Hugo Mãe:

«O medo vai inventar todos os horrores para atribuir aos refugiados. O recato das famílias vai temer que o desespero de quem procura sobreviver destrua os valores, partilhe a fome. Estamos pouco habituados à verdadeira solidariedade. Somos genericamente melhor agressores do que cuidadores. Quando falhamos no cuidado, estamos a falhar contra nós mesmos também.

Entendo bem que nos frustre tanto quanto passam os nossos, metidos numa crise imoral, debaixo de governos culpados que atribuem as culpas ao cidadão inocente, mas não posso achar saudável que se vejam as fotografias das crianças mortas como se fossem postais turísticos de uma realidade normalizada para longe de nós. Não há normalidade nem na morte das crianças nem na dessensibilização perante a morte das crianças. Ao menos isso, deixemos que se sinta profundamente, e pensemos honestamente, humanamente, que é preciso solucionar.

Não vamos jamais resolver todos os problemas. Estaremos sempre aflitos com o grotesco de que os homens são capazes. A única coisa que claramente podemos fazer é optar, no mais profundo de nós, por um lado da barricada. Estaremos do lado dos eternamente desconfiados, aqueles que ab initio já atacam porque não toleram diferenças e recusam qualquer risco, ou do lado dos que guardam a esperança, aqueles que ponderam os riscos mas preferem acreditar que a generosidade é uma terapêutica universal que pode, de facto, irmanar povos, pode irmanar pessoas.

À consciência de cada um, fica o sentido das lágrimas vertidas pelo menino na areia, por todos os meninos e toda a gente que, no resto da conta, apenas procuravam o contrário, viver. Se alguém puder acusar outrem da obscenidade de querer viver, algo estará, por definição, doentiamente errado.»

Valter Hugo Mãe, em "O menino na areia", Público, 13/9/2015

Da capa do relatório World at War, UNHCR
Segundo o relatório do Mundo em Guerra do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR ou UNHCR): 

"No final de 2014, 59,5 milhões de indivíduos estavam deslocados à força como resultado de perseguições, conflitos, violência generalizada ou violação dos direitos humanos, mais 8,3 milhões que no ano anterior. Em 2014, os conflitos e perseguições forçaram uma média de 42.500 pessoas por dia a deixar as suas casas e procurar proteção noutros locais. Mais de metade dos refugiados (53%) têm origem em apenas 3 países: Síria, Afeganistão e Somália. Crianças abaixo dos 18 anos constituem 51% dos refugiados em 2014."




Gráficos  obtidos em: Where Syrians find their refugees (The Economist, 10/9/2015)


A consultar  também:
Refugiados na Europa: a crise em mapas e gráficos, 6/9/2015, BBC Brasil
Situação interna na Síria se deteriora e força milhares de pessoas para a Europa, UNHCR, 9/9/2014


Que mundo este! E cada dia a crise piora! Haja solidariedade dos povos que  podem acolher os que fogem da guerra e da perseguição, enquanto a origem dos males que provocaram esta situação tardam em se resolver.

sábado, 22 de agosto de 2015

Crianças, Natureza e Tecnologia




Imagem obtida aqui
As crianças precisam do contacto com a natureza desde que nascem! Não deixemos que a tecnologia substitua a natureza!

As novas tecnologias permitem-nos aprender e conhecer outras realidades, permitem-nos contactar com pessoas até ao outro lado do mundo, mas tornam-se extremamente perigosas quando substituem o contacto com a natureza e o convívio com os outros, levando à perda de valores essenciais. 

 Imagens obtidas aqui e aqui

Nós somos parte da natureza e necessitamos do contacto com outros elementos da natureza (outras pessoas, animais, plantas, rios, mar, floresta, terra, montanha, paisagens, e até tempestades) para sermos inteiros e saudáveis.  Para aprender a respeitar a natureza, é preciso conhecê-la e amá-la, não será? E isso precisa de ser estimulado desde o berço. Não apenas da boca para fora, mas lá fora mesmo!

O vídeo acima traduz as mudanças drásticas que aconteceram numa geração no que toca às brincadeiras de criança.  Neste tema, aconselho o pequeno "grande" livro "Maravilhar-se" de Rachel Carson. 

E não são só os pais (e os filhos) que precisam de refletir nisto, mas todo um sistema educativo que prende as crianças em salas.

domingo, 16 de agosto de 2015

Em saldo negativo - de mal a pior!

Imagine a totalidade de recursos naturais e serviços dos ecossistemas que a Terra consegue regenerar num ano. Isso representa a Biocapacidade do nosso planeta.

Agora imagine a totalidade de recursos naturais e serviços dos ecossistemas que a espécie humana consome num ano. Isso representa a Pegada Ecológica Global.

Atualmente, a Pegada Ecológica Global é 1,6 vezes superior à Biocapacidade da Terra. Isso significa que precisamos de 1,6 planetas para sustentar a existência da nossa espécie.

Fonte: Global Footprint Network
Significa também que ao fim de 7,5 meses (12/1,6)  já gastamos os recursos naturais que a terra consegue regenerar num ano; ou seja, a partir de meados de agosto, já estamos a dever recursos à Terra. Essa data, a partir da qual estamos em saldo negativo, é chamada "Earth Overshoot Day", (dia da sobrecarga da Terra) este ano de 2015 foi no dia 13 de agosto.

Há mais de 4 décadas que estamos em saldo negativo com a Terra. E cada ano que passa, entramos em dívida mais cedo: em 2000 o Earth Overshoot Day foi no início de outubro, em 2011 foi em 27 de setembro (ver aqui) , em 2013 foi em 20 de agosto (ver aqui). Vamos de mal a pior!

Parece mais do que óbvio para todos que não há qualquer sustentabilidade em consumir mais do que se produz.   Então,  como é que isto não é óbvio nem para políticos nem para grandes empresas, que continuam a apregoar o "crescimento" e o "consumo" como se tivéssemos à nossa disposição mais do que um planeta? 

Nota: Tanto a Biocapacidade como a Pegada Ecológica são definidas em termos de área (ver aqui)



Para aceder  às legendas do vídeo, clique na "roda dentada" em baixo, à direita, selecione "Legendas", escolha "Inglês", volte a clicar em "legendas" e a seguir em "traduzir", e escolha "Português".