quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Partilha de automóvel em Portugal

Viajar de transportes públicos é a opção mais sustentável quando se trata de distâncias consideráveis. Mas nem sempre é possível, e viajar só no automóvel além de caro (cada vez mais) é ambientalmente desaconselhável. 

Imagem obtida aqui
Recebi há duas semanas, por e-mail, a divulgação de uma plataforma na internet destinada à partilha de automóvel, a Amovens, que recentemente "chegou" a Portugal. Depois de uma pesquisa pela internet, encontrei o seguinte texto:

«Carpooling
O conceito de carpooling ou car-sharing é simples: partilhar o carro nas deslocações diárias ou pontuais com outros colegas e pessoas, i.e., ir ou dar “boleia” partilhando os custos.
Desta forma é possível partilhar os custos e mesmo a condução, poupando dinheiro, reduzindo o impacto ambiental ao reduzir o tráfego e as emissões poluentes.
A partilha da viatura aumenta também a convivência entre os colegas assim como reduz o stress de conduzir todos os dias.»

O texto é do site Eficiência Energética, onde pode saber muito mais sobre este modo de viajar (vale a pena ler o artigo todo).
Imagem obtida aqui

Encontrei também os seguintes sites portugueses destinados ao "carpooling":
Bem como mais alguns sites não portugueses mas que "operam" em Portugal (por exemplo, o Carpoolworld e o Roadsharing).

E ainda um blogue dedicado ao tema "Car Sharing Portugal". Segundo este blogue, a diferença entre os termos Carsharing e Carpooling é a seguinte:

"Car Sharing = utilização de um carro por curtos períodos de tempo, mediante o pagamento de acordo com um determinado tarifário.
 Car Pooling = quando várias pessoas se juntam para partilhar o mesmo carro num trajecto, i.e., de casa para o trabalho ou numa viagem."

Nunca utilizei nenhum destes sites ou sistemas de partilha de automóvel, por isso, se conhece e tem alguma opinião positiva ou negativa sobre o assunto, agradeço o seu comentário. Bem como os outros leitores, certamente.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

"Como evitar OGM nas compras em hipermercados" (Comunicado da Plataforma Transgénicos Fora)

Comunicado da Plataforma Transgénicos Fora de 25/2/2013:

«Analisada presença de OGM nos hipermercados portugueses


Os dez maiores hipermercados portugueses foram visitados em Lisboa e no Porto e avaliados quanto ao risco a que expõem os seus clientes no tocante aos alimentos transgénicos: os resultados demonstram grandes diferenças que podem ajudar os portugueses a decidir onde 
fazer as suas compras.

Na prática apenas um hipermercado - o Minipreço - preencheu todos os requisitos da avaliação realizada, ficando por isso em primeiro lugar no total de garantias oferecidas a quem o visita.

Isto significa, entre outros, que, na altura e nas lojas em que foi visitado, não vendia qualquer marca de óleo com soja transgénica, incluindo na sua marca própria. Além disso tem definida e implementada uma política explícita de exclusão de transgénicos em toda a sua gama minipreço.

Os segundos classificados - o Jumbo e o El Corte Inglés (ex-aequo) - tiveram menos dois pontos porque não protegem completamente os seus clientes: muito embora excluam os transgénicos da sua linha própria estão a vender outras marcas que usam transgénicos.

O Aldi e o Froiz ocupam o 4º lugar com menos dois pontos porque, ao contrário dos referidos, não responderam à carta registada da Plataforma a questionar sobre a sua política relativa ao uso de transgénicos nos seus produtos de marca própria.

Em 6º lugar ficou o Lidl, que se distingue dos anteriores por permitir soja transgénica no óleo alimentar mais barato que tem à venda.

Nos últimos lugares temos o Continente e o Pingo Doce, que ficaram empatados em 7ª posição, seguidos pelo E. Leclerc (9º) e finalmente o Intermarché em último lugar. Nesta grande superfície revelou-se a discrepância entre uma política anunciada de exclusão de transgénicos e a sua presença efetiva nos produtos de marca própria. Esta empresa explicou à Plataforma Transgénicos Fora que estava ainda a esgotar stocks existentes, reconhecendo a incoerência (embora temporária).

Vale a pena referir que quem pretender evitar adquirir inadvertidamente alimentos que contenham produtos transgénicos pode abastecer-se com produtos certificados de agricultura biológica, em especial nas cooperativas e lojas especializadas nesses produtos.

Note-se que a AMI, que comercializa a marca solidária SOS - Pobreza a qual inclui óleo com soja geneticamente modificada, anunciou, na sequência de um contacto da Plataforma Transgénicos Fora, que tinha decidido deixar de o comercializar por forma a proteger os consumidores e o ambiente contra a exposição à soja transgénica. Uma decisão equivalente deve agora ser tomada por todos os hipermercados que operam no território nacional de modo a eliminar das suas prateleiras todas as marcas que incluem soja transgénica e assim optar firmemente pela segurança alimentar de todos.

Esta decisão impõe-se ainda mais agora que foi publicado o primeiro estudo toxicológico de longo prazo jamais realizado em ratos de laboratório (Séralini et al. (2012) Food Chem Toxicol) o qual detetou uma relação direta entre alimentação com transgénicos e o aparecimento de tumores e outras perturbações profundas do metabolismo.

Algumas curiosidades:
– Das 229 referências de óleos registadas, 48 continham ingredientes transgénicos, o que corresponde a 21% de todos os óleos.
– No global o óleo mais barato (marca Superal, a €1.38 por litro) não apresenta transgénicos, deitando por terra o mito de que os transgénicos beneficiam economicamente o consumidor.
– Todos os ingredientes transgénicos estão sujeitos a rotulagem de acordo com o previsto no Regulamento europeu 1830/2003. Esses transgénicos resultam de soja importada de países como os Estados Unidos e a Argentina, muito embora existam fontes alternativas de soja não transgénica.
– Das 54 marcas diferentes identificadas, cerca de um quarto utilizam transgénicos na sua composição. Destas marcas que usam transgénicos, mais de metade pertencem à empresa Sovena. A Sovena constitui-se assim como a maior responsável pela presença de transgénicos na alimentação dos portugueses.

Os dados recolhidos pelos voluntários da Plataforma Transgénicos Fora podem ser consultados em http://www.stopogm.net/webfm_send/757 e a classificação obtida por cada hipermercado está disponível em http://www.stopogm.net/webfm_send/758 – este trabalho foi isento, não tendo sido patrocinado nem sujeito a qualquer entendimento com qualquer entidade externa à Plataforma Transgénicos Fora.

Para mais informações: 91 730 1025

A Plataforma Transgénicos Fora é uma estrutura integrada por onze entidades não-governamentais da  área do ambiente e agricultura (AGROBIO, Associação Portuguesa de Agricultura Biológica; CAMPO ABERTO, Associação de Defesa do Ambiente; CNA, Confederação Nacional da Agricultura; Colher para Semear, Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais; FAPAS, Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens; GAIA, Grupo de Ação e Intervenção Ambiental; GEOTA, Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente; Associação IN LOCO; LPN, Liga para a Proteção da Natureza; MPI, Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente e QUERCUS, Associação Nacional de Conservação da Natureza) e  
apoiada por dezenas de outras. Para mais informações contactar info@stopogm.net ou www.stopogm.net

Mais de 10 mil cidadãos portugueses reiteraram já por escrito a sua oposição aos transgénicos»


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Desigualdade galopante


Imagem de Rodrigo, Expresso
É importante sabermos o rumo que este mundo leva!  

Leia no blogue BIOTERRA, a tradução de parte do artigo da RT.com, baseado no relatório da OXFAM de Janeiro 2013 "The cost of inequality: how wealth and income extremes hurt us all "

Embora não me apanhe totalmente de surpresa, não encontro palavras para comentar a desigualdade galopante que esta injusta hegemonia do poder económico provocou! 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

"Crianças da Amazónia"

«Ciclo de Cinema Direitos e Desenvolvimento: “Crianças da Amazónia

No dia 1 de Março, a Plataforma Portuguesa das ONGD e o Centro Regional de Informação das Nações Unidas (UNRIC), como o apoio do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), organizam a exibição do filme “Crianças da Amazónia”.

A projecção terá lugar no dia 1 de Março pelas 17 horas no Auditório do ISPUP, Rua das Taipas, nº 135, Porto. A projecção será seguida de um debate que contará com a presença da realizadora do filme, Denise Zmekhol.

“Crianças da Amazónia” conta a estória do que aconteceu na vida da maior floresta do planeta quando a estrada cortou as terras. Ajuda-nos a entender a relação estreita que existe entre todos nós, a floresta Amazónia e os povos que a habitam. Todos nós somos Crianças da Amazónia, pois respiramos o mesmo ar, caminhamos no mesmo planeta e, apesar de ainda não termos compreendido totalmente, partilhamos o mesmo destino.

Pode ver o trailer do filme em http://www.childrenoftheamazon.com/

A entrada é livre. Agradecemos no entanto que se inscreva, enviando um e-mail com o nome do filme e o seu nome para: childrenofamazon@gmail.com.

O Ciclo de Cinema “Cine-ONU / Direitos e Desenvolvimento” é uma iniciativa conjunta Plataforma Portuguesa das ONGD e UNRIC. Para mais informações, contacte-nos através do e-mail cesar.neto@plataformaongd.pt»

Também em Aveiro, no dia 2 de Março:
«A projecção terá lugar na Casa Municipal da Juventude de Aveiro, Rua Engº. Silvério P. Silva, pelas 17 horas. Será seguida de um debate que contará com a presença da realizadora do filme, Denise Zmekhol. Estarão, também, presentes, membros de Associações de Defesa Ambiental e dos Direitos Humanos. A entrada é livre. Agradecemos no entanto que se inscreva, enviando um e-mail com o nome do filme e o seu nome para: accaosocial@cm-aveiro.pt.»

Fonte: e-mails de César Neto, Responsável de Comunicação da Plataforma Portuguesa das ONGD



«Crianças da Amazônia acompanha a cineasta brasileira Denise Zmekhol em sua viagem pela estrada BR 364 até o coração da Amazônia, à procura das crianças Suruí e Negarotê que ela havia fotografado 15 anos antes. É um filme sobre uma viagem, em parte uma viagem no tempo – uma jornada que conta a estória do que aconteceu na vida da maior floresta do planeta quando a estrada cortou suas terras.» Ver mais sobre o filme na aqui na fonte.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Curso de Introdução ao Design em Permacultura - Joane, Famalicão

Dias 2 e 3 de março 2013, das 10:00h às 17:00h, na Associação Teatro Construção (Rua Dr. Agostinho Fernandes, n.º 113), Joane, Vila Nova de Famalicão


«Queres conhecer melhor o que é a Permacultura? Gostavas ser tu a planear um terreno seguindo as ideias da Permacultura?


Neste Curso de Introdução ao Design em Permacultura vamos falar um pouco sobre Permacultura e os seus princípios. Vamos conhecer as fases do processo de design e pô-las em prática. No final do curso teremos algumas propostas de design feitas pelos participantes para implementar no terreno da Associação Teatro Construção. Vamos aprender fazendo.»


FormadoresCeiba Permacultura (Carla Braga e Henrique Zamith)

Inscrição: 20€ para sócios ATC, 35€ para não sócios (inscrições até dia 28 de fevereiro, através do endereço administrativo@atc.pt)

Programa:

Introdução à Permacultura (Sábado de Manhã)
  • Princípios éticos
  • Princípios de Design
Processo de Design (Sábado de tarde e Domingo; Teórico e Prático)
  • Questionário
  • Observação
  • Mapa base
  • Análise dos Dados
  • Proposta de Design

O que deverão trazer:
  • Boa disposição
  • Almoço para pic-nic
  • Frascos de vidro (grandes) com tampa
  • Papel vegetal A3
  • Papel de desenho A3
  • Clips
  • Lápis de cor, canetas
  • Bússola
  • Pá pequena de mão
  • Botas/Galochas
  • Bloco de notas
  • Máquina fotográfica
  • Canivete
  • Régua

domingo, 17 de fevereiro de 2013

O maestro da destruição: "Man"

Uma reflexão sobre o triste papel que a espécie humana tem desempenhado no planeta, como maestro e rei da destruição. Esta curta metragem de animação de Steve Cutts, intitulada "MAN", já muito tem circulado pela internet desde dezembro passado, mas não podia deixar de fazer uma paragem por aqui.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A propósito do dia dos namorados - Satish Kumar

Encontrei este vídeo no site de THRIVE, onde que Satish Kumar declara amar o universo através da sua companheira. A propósito do dia dos namorados, dedico este "post" ao meu companheiro de vida, que mesmo sem "queda" para a agricultura, até na horta me ajuda!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

"The Dark In Me"

Será que devemos ficar de braços cruzados enquanto o mal singra? Ou será que devemos ir à luta?

Uma visão jovem da questão na curta metragem de Sue Alves (2012),"The Dark In Me":



(Desculpem o off-topic, a publicidade e a baba de mãe, mas o filme é da minha filha)

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Polinização e a preservação das cultivares tradicionais

A troca de sementes e os encontros para troca de sementes são veículos fundamentais para a preservação das variedades tradicionais e locais de alimentos, bem como para nos ajudar a garantir a soberania alimentar.

Stevia (imagem minha)
Ajudam também a manter-nos independentes do oligopólio das empresas gigantes das sementes. Em todo o mundo, a "propaganda" destas empresas tem levado muitos agricultores a apenas comprarem sementes e a deixarem de recolher as próprias (ver reportagem aqui). E assim se vão perdendo e extinguindo uma quantidade de fenomenal de variedades de plantas adaptadas  às condições edafoclimáticas (de solo e de clima) locais, ao longo de séculos e de gerações.

Mas a troca de sementes é só o princípio da preservação das variedades tradicionais de alimentos (e não só). Cultivá-los e deixar uma parte para a recolha de sementes, é outro dos passos. Pelo meio, além de saber como cultivar, para garantir a preservação das variedades há que ter também o cuidado de garantir distâncias mínimas entre os espécimes de variedades distintas (da mesma espécie) dos quais se pretende recolher as sementes, para que não haja "misturas" indesejadas.

Essas distâncias dependem de diversos fatores, sobretudo do tipo de fecundação (autopolinização ou polinização cruzada) e do agente de polinização (insetos ou outros animais, ou vento).

Imagem obtida aqui
«Polinização consiste na transferência de grãos de pólen da antera para o estigma, na mesma flor, ou de uma flor para outra. Os meios de transferência do pólen variam de conformidade com a espécie. O pólen do milho é transportado pelo vento, atingindo outras plantas; porém, uma pequena parte pode cair sobre estigmas da mesma planta. Plantas forrageiras e centeio também são, em grande parte, polinizadas através do vento. Em muitas leguminosas, como a alfafa e o trevo roxo, o transporte se dá por insetos.» (fonte aqui).

No que se refere à reprodução sexual das plantas, as espécies dizem-se autógamas quando predomina a autopolinizaçao e alógamas quando predomina (acima de 95%)  a polinização cruzada (saber mais aqui). Alguns exemplos (daqui e daqui):

Imagem obtida aqui
  • Autógamas:  alface, feijão, amendoim,  arroz, linho, batata, soja, cevada, tomate, trigo, ervilha, ...
  • Autógamas com alogamia frequente (ou intermediárias): algodão, quiabo, berinjela, sorgo, café (arábica), ...
  • Alógamas:  abacate, alfafa, girassol, batata-doce, goiaba, beterraba, cenoura, maçã, crucíferas em geral (couves, couve-flor, brócolos  nabos, colza, rabanetes, ...), manga, café (robusta), maracujá, cacau, pêra, cana-de-açúcar, centeio,  eucalipto; cucurbitáceas em geral (abóbora, melão,  melancia, pepino, ...), mandioca, mamona, milho, seringueira;  espargo, cânhamo, espinafre, lúpulo, tâmara, kiwi, ...

Sobre as distâncias adequadas para a preservação das variedades de algumas espécies hortícolas, vejam a Tabela sobre tipo de polinização e distância de isolamento a outras variedades da mesma espécie, para garantir pureza varietal,  do artigo "Recursos genéticos - variedades regionais e produção de sementes em agricultura biológica", de Jorge Ferreira e António Stretch, no livro "As bases da agricultura biológica", 2ª edição, Edibio, 2012:

Nota: este artigo foi feito por uma leiga em botânica e principiante em agricultura prática. Em caso de alguma incorreção, agradeço a chamada de atenção para a mesma.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

E assim foi o 1º Encontro Troca de Sementes em Famalicão

Para além das sementes trocadas, do convívio, conhecimentos e partilha que ali se deram, uma boa semente foi lançada em Famalicão, no primeiro Encontro Troca de Sementes de Famalicão, no passado dia 2/2/2013. 

Foi uma iniciativa conjunta do Grupo Famalicão em Transição e  do Grupo Troca de Sementes, que contou com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a ajuda da comunicação social local.

Vieram pessoas de muitos lados, para além das de Famalicão, claro: Porto, Maia, Gondomar,  Póvoa de Varzim, Trofa, Santo Tirso,  Barcelos, Braga, Viana do Castelo, Fafe, Penafiel…, e até vieram representantes de um casal da Serra da Gardunha, que trouxeram sabonetes artesanais para trocar por sementes.

Esperamos poder ter novo encontro no próximo ano, e que nessa altura, aqueles que desta vez ainda não tinham sementes para trocar, tragam já as sementes por si recolhidas das plantas que agora vão semear! E, sobretudo, preservando e reproduzindo as variedades tradicionais que agora estão em declínio!  Essa será a melhor recompensa, esse é o objectivo!  

Entretanto, outros encontros continuam sendo agendados pelo país, e em Lisboa é já no dia 16 de fevereiro (das 15.00h às 17.00h, na Pala do Pavilhão de Portugal, do lado direito estando de frente para o rio). 

A seguir, algumas fotos da festa que foi o encontro no Parque da Devesa em Famalicão (mais fotos aqui):

Foto: Carlos Dantas

Foto: Pedro Pereira






Foto: Círculo de Sementes de Santo Tirso
Foto: Nuno Mendes
Foto: Nuno Mendes

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Jornadas de Engenharia do Ambiente - IST (Lisboa)

«Com uma duração de dois dias de conferências e debates, ao qual se junta um dia dedicado a workshops e a uma visita a um local de interesse na temática ambiental, a edição de 2013, estrutura-se sob o mote “Sustentabilidade: Uma exigência do Futuro” e decorrerá nos dias 13, 14 e 15 de Fevereiro de 2013 no auditório do Centro de Congressos do IST.

Os painéis das Jornadas de Ambiente 2013 estruturam-se em quatro temas chave: A nova era da mobilidade, O valor do território português, Smartcities e o papel das autarquias e Da ideia à empresa


Saiba o programa, como efetuar as inscrições e mais detalhes em http://jeamb2013.wordpress.com/
Preços (para não sócios do NEEA) - pack (2 dias de palestras + visita técnica): 7€;  cada workshop: 2€.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Dia Mundial (e a importância) das Zonas Húmidas

O texto que se segue (bem como os desenhos) foi extraido de uma brochura de 2009 do ICNB (agora ICNF) sobre as Zonas Húmidas e a Convenção de Ramsar:

«O que é o Dia Mundial das Zonas Húmidas?

Lagoas de Bertiandos e de S. Pedro dos Arcos, Ponte de Lima (foto minha)
Nos finais de Outubro de 1996, na 19ª Reunião do Comité Permanente da Convenção de Ramsar, o dia 2 de Fevereiro foi oficialmente instituído como o Dia Mundial das Zonas Húmidas. Esta data coincide com o aniversário da assinatura da Convenção sobre Zonas Húmidas (Convenção de Ramsar), a 2 de Fevereiro de 1971, na cidade iraniana de Ramsar, nas margens do Mar Cáspico.
O Dia Mundial das Zonas Húmidas é uma oportunidade dos governos, organizações e da população em geral, realizarem grandes ou pequenas, mas significativas, acções no sentido da sensibilização das populações para as funções e valores das zonas húmidas, particularmente das Zonas Húmidas de Importância Internacional (inscritas na lista da Convenção sobre Zonas Húmidas).

O que é uma Zona Húmida?

Uma Zona Húmida é uma área de sapal, paul, turfeira ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água parada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas até seis metros de profundidade na maré baixa e zonas costeiras e ribeirinhas.

Zonas Húmidas que é preciso proteger porque são muito importantes...
  • Controlam inundações e a erosão, porque retêm e absorvem a água de grandes chuvadas e a vegetação reduz a velocidade da corrente.
  • Purificam a água, ao reterem substâncias poluentes, que acabam por se transformar, tornando-se inofensivas.
  • Alimentam reservatórios naturais subterrâneos de água doce, que o homem utiliza para diversos fins.
  • Abrigam e alimentam aves migradoras e outras espécies, em particular durante a reprodução, sendo fundamentais para a sua conservação.
  • Contrariam o efeito de Estufa, uma vez que a vegetação retém o dióxido de carbono que, em excesso no ar, impede as radiações solares de se libertarem para o espaço.
  • Protegem a costa contra tempestades, porque a vegetação reduz a acção do vento, das ondas e das correntes.
e porque muitas estão ameaçadas

Apesar da sua importância ecológica, estética e cultural, as zonas húmidas foram consideradas, durante muito tempo, áreas marginais que deveriam ser transformadas em terra seca.
Algumas actividades recreativas, construção desordenada de casas, alteração profunda dos cursos dos rios (por extracção de água, construção de canais e barragens), remoção da vegetação das margens, poluição e certas actividades agrícolas ameaçam actualmente as zonas húmidas pelo mundo, que por estas razões foram reduzidas a metade da área durante o século XX.

para as proteger existe a Convenção de Ramsar

A Convenção sobre Zonas Húmidas constitui um tratado inter-governamental adoptado em 2 de Fevereiro de 1971 na cidade iraniana de Ramsar. Por esse motivo, esta Convenção é geralmente conhecida como “Convenção de Ramsar” e representa o primeiro dos tratados globais sobre conservação.»

Fonte: http://www.icnf.pt/cn/NR/rdonlyres/F4F1BA15-7B2F-4562-B1CB-6F2C81C82DCE/0/BROCHURAramsar2009.pdf

Portugal tem atualmente 31 Zonas Húmidas consideradas de importância Internacional (ver aqui)