terça-feira, 29 de Janeiro de 2013

Pelas abelhas - urgente!

Já apelei há dois anos atrás, a uma petição da Avaaz para proteger as abelhas, mas dada a urgência e importância do tema, volto a fazê-lo:

48 horas para proibir assassinos de abelhas


"Silenciosamente, a nível mundial, biliões de abelhas estão a morrer, ameaçando as nossas colheitas e alimentos. Mas, nas próximas 48 horas, a União Europeia pode mover-se para banir os pesticidas mais venenosos, e traçar o caminho para uma proibição global que poderá salvar as abelhas da extinção.

Quatro países da UE começaram a proibir esses venenos, e algumas populações de abelhas já estão a recuperar. Dias atrás, o supervisor oficial de segurança alimentar europeia afirmou pela primeira vez que certos pesticidas são fatalmente prejudiciais às abelhas. Agora, especialistas e políticos europeus estão a pedir uma proibição imediata. Mas a Bayer e outras gigantes produtores de pesticidas estão a fazer um forte lobby para mantê-los no mercado. Se fizermos um enorme enxame de indignação pública agora, podemos forçar a Comissão Europeia a colocar a nossa saúde e o ambiente à frente do lucro de alguns.

Sabemos que as nossas vozes contam! No ano passado, a nossa petição de 1,2 milhões obrigou as autoridades dos EUA para abrir uma consulta formal sobre pesticidas - agora, se chegarmos aos 2 milhões, podemos convencer a UE a livrar-se desses venenos loucos e abrir o caminho para uma proibição mundial. Assine a petição urgente e partilhe - a Avaaz e os deputados líderes entregarão a nossa mensagem antes da reunião chave desta semana em Bruxelas.

Aos decisores da UE:
Apelamos à proibição imediata do uso de pesticidas neonicotinoides. A morte catastrófica de colónias de abelhas pode colocar a nossa cadeia alimentar em perigo. Se agirem urgentemente com precaução agora, poderemos salvar as abelhas da extinção."
Se não faz parte dos 1,4 milhões que já assinaram, assine aqui e ajude achegar aos 2 milhões! 

domingo, 27 de Janeiro de 2013

sexta-feira, 25 de Janeiro de 2013

Encontro Troca de Sementes em Famalicão

No próximo dia 2 de fevereiro, antes das principais sementeiras de Primavera, haverá  em Famalicão um  Encontro Troca de Sementes, organizado pelo Grupo Famalicão em Transição e pelo Grupo Troca de Sementes, com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão,

Os objectivos são: evitar a extinção das variedades tradicionais de plantas; contribuir para preservar a biodiversidade alimentar,  uma riqueza que se tem vindo a perder mundialmente de forma perigosa,  face à ganância das grandes multinacionais da biotecnologia; promover a nossa soberania alimentar; e relançar o antigo e benéfico costume de recolher as sementes vegetais e partilhá-las.  

Destina-se a todos aqueles que pretendem cultivar alimentos, seja na horta, no campo ou na varanda, quer tenham sementes ou plantas para partilhar, quer não tenham!

O Encontro ocorrerá no sábado, 2 de fevereiro de 2013, das 14:00h até às 17:00h, no Parque da Devesa.

Traga as suas sementes e venha ajudar a preservar a biodiversidade, a promover a nossa soberania alimentar e a evitar a extinção de variedades tradicionais de espécies vegetais.  E se não tiver sementes, apareça na mesma!

quarta-feira, 23 de Janeiro de 2013

"Água - Operação Secreta"

As grandes empresas multinacionais pressionam a Comissão Europeia, a Comissão Europeia pressiona os Governos, os Governos pressionam os Municípios; a maioria dos cidadãos não querem e não concordam com a privatização da água, mas tudo é feito em surdina, para não levantar ondas!

Esta é uma reportagem alemã "Água - Operação Secreta - como a Comissão Europeia promove a privatização da água" (do programa Monitor da ARD TV: Geheimoperation Wasser - EU fördert Wasserprivatisierung) sobre a forma "secreta" como a UE promove a privatização da água, onde aparece o exemplo de Paços de Ferreira! Porque para eles o que mais importa não é o bem estar dos cidadãos, mas o lucro das grandes empresas e de uns quantos oportunistas!



Veja, ouça, pense e aja! Manifeste-se e assine:
Juntos, temos mais força!

terça-feira, 22 de Janeiro de 2013

As nossas sementes

Filmado em onze países, “As Nossas Sementes” (“Our Seeds: Seeds Blong Yumi”) é um documentário de 2008 produzido pela rede Seedsavers. Com uma abordagem muito positiva, "Our Seeds" celebra os guardiães de sementes e de variedades de plantas tradicionais que defendem o importantíssimo património da humanidade que é a alimentação diversificada; não descura, no entanto, as enormes ameaças que a globalização e as grandes multinacionais alimentares, das sementes e da agroquímica, representam hoje mesmo nos locais mais remotos.


Our seeds-As nossas sementes (legendado em portugués) from Carnota TV on Vimeo.

domingo, 20 de Janeiro de 2013

Inquérito europeu sobre agricultura biológica

Imagem da Quinta Biológica do Bec Hellouin
A Comissão Europeia deu início a uma consulta pública  destinada a todos aos cidadãos e organizações interessados, com vista à revisão da legislação sobre agricultura biológica na Europa. 

A consulta, decorre até ao dia 10/04/2013, e a finalidade e outras informações podem ser lidas neste site da Comissão Europeia sobre Agricultura e Desenvolvimento Rural.  

O inquérito inclui ainda algumas perguntas sobre organismos geneticamente modificados (OGM ou transgénicos), e pode ser respondido em linha neste site:


Apesar de não saber se este inquérito terá efetivamente algum seguimento, julgo que é importante responder e divulgar, para que haja uma elevada participação pública. No entanto,  face ao teor "armadilhado" de uma boa parte das perguntas/respostas possíveis, parece-me mais prudente não responder às perguntas sobre as quais não está devidamente informado ou cujas respostas possíveis lhe parece não se adequarem à sua opinião.

sexta-feira, 18 de Janeiro de 2013

Parem o salmão transgénico!


«Parem o ataque dos peixes Frankenstein

Os EUA estão prestes a servir a primeira carne modificada geneticamente do mundo: um salmão mutante que pode devastar as populações de salmão selvagens e ameaçar a saúde humana. Mas podemos impedi-los agora antes que esse estranho peixe Frankenstein apareça em nossos pratos de comida. 

Imagem obtida no The Independent
O novo salmão falso cresce duas vezes mais rápido que o original, e nem mesmo os cientistas sabem os efeitos a longo prazo que ele pode causar à saúde. Ainda assim, esse alimento está prestes a ser declarado seguro para consumo, baseado em estudos pagos pelas empresas que criaram a própria criatura modificada geneticamente! Felizmente, os EUA são obrigados legalmente a considerar a opinião pública antes de tomarem uma decisão. Uma crescente coalizão de consumidores, ambientalistas e pescadores estão pedindo ao governo que abandone esse plano mal-cheiroso. Vamos urgentemente criar uma avalanche de apoio global para ajudá-los a vencer essa causa. 

A consulta está acontecendo agora e temos uma chance real de manter o peixe mutante fora do cardápio. Assine para impedir a criação do peixe Frankenstein e compartilhe amplamente -- quando alcançarmos 1 milhão de assinaturas, nosso clamor será enviado oficialmente à consulta pública.

"Enquanto consumidores globais, pedimos que não aprove o salmão transgénico produzido pela AquaBounty para o consumo humano. Peixes modificados geneticamente são uma ameaça real para as espécies naturais marinhas e não há estudos suficientes sobre os efeitos a longo prazo causados pelo consumo de carne transgénica. Pior ainda, a aprovação do salmão transgénico pela FDA pode abrir as comportas para os animais modificados geneticamente ao redor do mundo. Pedimos que rejeite essa aprovação."»

quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013

Cultivando dúvida (Growing Doubt)

Imagem obtida aqui 
«26 culturas geneticamente modificadas estão a ser consideradas para aprovação na União Europeia. Destas, 19 são geneticamente modificados para serem tolerantes a herbicidas.»
Fonte: Greenpeace

Abaixo, um vídeo sobre o impacto dos cultivos transgénicos resistentes a herbicidas nos Estados Unidos e na Argentina (dá para selecionar legendas em português):



Imagem obtida aqui
«Em 2012 há apenas dois transgénicos cultivados em toda a União Europeia: trata-se do milho MON 810, da Monsanto, e da batata Amflora, da BASF (esta última não está aprovada para consumo humano, a não ser como contaminante e só pode ser usada para fins industriais ou para alimentação animal)

No entanto,
«Existem muitas variedades de transgénicos autorizadas para importação, vindas de países como os Estados Unidos, Brasil e Argentina, e que depois são cá usados livremente, quer na alimentação humana quer animal. »

Mas,
«Na União Europeia vários países proíbem o cultivo de milho transgénico MON 810, seja por via legal ou outra mais criativa: a Áustria, Hungria, França, Alemanha, Grécia, Luxemburgo, que invocaram a cláusula de salvaguarda prevista na legislação europeia, mas também a Bulgária e a Itália. A Bulgária, o Luxemburgo e a Áustria também já proibiram especificamente o cultivo da batata Amflora. A Polónia proibe o comércio de transgénicos, embora aparentemente haja cultivo no país

domingo, 13 de Janeiro de 2013

O Ciclo do Idiota - A verdade sobre o cancro

"Toda a gente deve saber que a 'guerra contra o cancro" é em grande parte uma fraude.Dr. Linus Pauling, vencedor de Prémio Nobel de Química e de Prémio Nobel da Paz

Com o título original "The Idiot Cycle", o documentário de Emmanuelle Schick, 2009, passou em duas partes na TVI24 entre Abril e Maio de 2012. "O documentário segue os maiores produtores mundiais de químicos: Dow Chemical, BASF, Bayer, Dupont, Astrazeneca, Monsanto, e como essas empresas, que fabricam e emitem substâncias químicas que provocam o cancro, também desenvolvem, produzem e investem em tratamentos do cancro, a doença mais lucrativa do planeta" (daqui)

"Eles fazem drogas que contaminam a nossa comida e depois fazem drogas para nos tratar"! Sim, são os mesmos!



terça-feira, 8 de Janeiro de 2013

FAIA BRAVA e o trabalho da ATN para a conservação


FAIA BRAVA and the ATN's work for conservation from aidnature.org on Vimeo.

«Uma curta metragem documental sobre a natureza e vida selvagem que habita a primeira reserva natural privada de Portugal e do trabalho que a ATN (Associação Transumância Natureza) tem vindo a desenvolver neste local.
Este documentário encontra-se inserido na série de curtas-metragens documentais Conservar Portugal, que quer mostrar como, onde e quem trabalha pela Conservação da Natureza em Portugal
Sabe mais em: aidnature.org ou facebook.com/aidnature.org

sexta-feira, 4 de Janeiro de 2013

"A carne é fraca"

Os nossos hábitos alimentares foram-nos transmitidos pela nossa família e pela sociedade em que estamos inseridos. A maior parte de nós pouco pensa no assunto, e, infelizmente, cada vez menos tempo dedicamos à alimentação. Mas dela depende a nossa saúde ou a nossa doença, o equilíbrio ou a devastação do planeta, o bem estar ou o sofrimento dos animais.

Imagem de The Economist
Durante o século 20, e na civilização ocidental, que entretanto se transmutou em capitalismo e se globalizou, esses hábitos sofreram grandes mudanças. Uma delas, foi o aumento do consumo de carne e outros produtos de origem animal. De 1961 para 2007, o consumo mundial (anual) per capita passou de 22 kg para 40kg; em 2010, esta média esteve nos 46,6 kg. Dados da FAO de 2007, num estudo de 177 países, apresentam no topo dos consumidores de carne per capita, o Luxemburgo (136,73 kg), seguido dos Estados Unidos (122,79 kg) e da Austrália (122,70 kg), e na base da tabela a Índia (3.26 kg). A Espanha aparece em 5º lugar (111,56 kg), Portugal no 16º (92,62 kg), e o Brasil em 34º (80,49 kg).

 Em paralelo, cada vez há mais estudos que associam o consumo de carne a doenças como o cancro (ver no Green Savers e na revista Nutrition & Metabolism) e que provam que veganos e vegetarianos vivem em média, quase mais uma década que os que comem carne (ver na ANDA e no The Huffington Post).

Imagem obtida aqui
O consumo de carne, através da "indústria" pecuária, tem impactos ambientais enormes: a quantidade de área utilizada, em expansão predadora, tem levado à destruição de vastas áreas de floresta, com implicações extremamente negativas a nível de redução de biodiversidade e de redução da absorção de CO2; a energia que utiliza de forma altamente ineficiente: "são necessários 8 vezes mais combustíveis fósseis para produzir proteína animal do que proteína vegetal e que a primeira é apenas 1,4 vezes mais nutritiva do que a segunda"; e o consumo elevadíssimo de água: para obter um quilograma de carne de vaca é preciso gastar, em média, 15 mil litros de água.

Para além das questões de saúde e ambientais, é preciso colocar no lugar que merecem, as questões éticas. Para comer um animal, é preciso que alguém o mate. E se uma grande maioria dos humanos considera isso "normal", também uma grande maioria pensaria duas vezes antes de comer carne se imaginasse sequer as condições de sofrimento na vida e na morte a que tantos milhões de animais são sujeitos.

Respeitar os animais implica considerar que a nossa espécie não está acima das outras (especismo), e o mínimo que lhes devemos é não ignorar o enorme sofrimento que indiretamente lhes infligimos. Só assim poderemos tomar decisões conscientes do nosso dia a dia; para isso proponho que ganhe um pouco de coragem e veja o documentário brasileiro "A carne é fraca", de 2005, produzido pelo Instituto Nina Rosa, sobre os impactos que o ato de comer carne representa para a saúde humana, para os animais e para o ambiente (53 min).



Sobre a questão da ética e do sofrimento dos animais,  ficam aqui as ligações:


«EARTHLINGS (Terráqueos), 2005, é um premiado documentário  sobre o sofrimento dos animais para comida, moda, animais de estimação, entretenimento e investigação médica. Considerado o documentário mais persuasivo de sempre, EARTHLINGS é apelidado de "o fazedor de veganos", pelas suas sensíveis filmagens gravadas em abrigos e lojas de animais, “fábricas de filhotes”, quintas-fábrica de pecuária, matadouros, negócios de couro e peles, eventos desportivos, circos e laboratórios de pesquisa. O filme, de  Shaun Monson, é narrado por Joaquin Phoenix e tem música de Moby . Inicialmente ignorado pelos distribuidores, EARTHLINGS hoje é considerado “o filme” sobre direitos dos animais por organizações de todo o mundo. » (tradução de parte do texto do site oficial)
Filme Earthlings (original)  (95 min)
Filme Earthlings legendado (95 min)
Filme Earthlings legendado (em 10 partes) 

"Se os matadouros tivessem paredes de vidro, não seríamos todos vegetarianos? Mas os matadouros não têm paredes de vidro. A arquitetura do abate é projetada no interesse da negação, para garantir que não vejamos mesmo que quiséssemos olhar. E quem quer olhar?" (do filme)
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Nestes quase 4 anos de blogue, esta foi a mensagem que mais me custou a preparar; mas se por causa dela houver menos 1 animal a sofrer, terá valido a pena.