domingo, 30 de Dezembro de 2012

De 2012 para 2013: tem que melhorar!

Arco-íris, 29/12/2012 15:15, Vila Nova de Famalicão
O tempo passa, depressa ou devagar, a passagem do tempo é tão certa e relativa quanto a beleza! Os anos também passam e 2012 está a chegar ao fim. Julgo que este foi um ano de convulsões, de febre, e espero que tenham sido criados os anticorpos que em 2013 vão iniciar a cura. De dentro para fora de cada um de nós. De baixo para cima da sociedade.

E para ajudar a começar bem 2013, deixo convosco dois presentes que recebi, a mensagem da amiga Atimati para o novo ano, e um vídeo com imagens belíssimas do nosso planeta:

"Por muito mau que nos possa parece o caminho à nossa frente, basta acreditarmos que existe uma luz no fim dele para conseguirmos sobreviver. Este post é para todas as pessoas que estão mal e que não vêm saída (tenho recebido muitos pedidos de ajuda). Que o ano de 2013 seja o ano em que todos aprendemos o truque para sair das crises pessoais. Mas ainda falta muito tempo para 2013...que tal começar hoje mesmo? O truque é: parar de alimentar os pensamentos negativos e viciados que nos levaram onde estamos. Ou alimentamos o nosso ser com energias baixas e escuras ou alimentamos com energias altas e luminosas. O que vai ser a tua escolha para hoje?

O segredo está em não prestar atenção aos pensamentos que alimentam a história que deu origem à crise

Obrigada a todos os visitantes deste blogue, que a luz (ou a força, se preferirem) esteja convosco em 2013! Feliz ano novo!



sexta-feira, 28 de Dezembro de 2012

"Comer para matar o cancro à fome" - William Li

"William Li apresenta uma nova abordagem para combater o cancro: angiogénese, prevenir o crescimento da rede de vasos sanguíneos que nutre os tumores. O passo fundamental (e o melhor): Comer alimentos que combatem o cancro usando o seu próprio método de desenvolvimento."



Lista de alimentos com propriedades anti-angiogénicas (do slide ao minuto 13):
  • Chá verde
  • Morango
  • Amora
  • Framboesa
  • Mirtilo
  • Laranja
  • Toranja
  • Limão
  • Maçã
  • Ananás
  • Cereja
  • Uvas vermelhas
  • Vinho tinto
  • Acelga chinesa /bok choybrassica chinensis
  • Couve "kale" / brassica oleracea var. achephala 
  • Grãos de soja
  • Ginseng
  • Cogumelos maitake
  • Alcaçus
  • Açafrão-da-terra
  • Noz-moscada
  • Alcachofra
  • Alfazema
  • Abóbora
  • Pepino-do-mar
  • Atum
  • Salsa
  • Alho
  • Tomate
  • Azeite
  • Óleo de semente de uva
  • Chocolate preto
  • Outros
Outros alimentos que ajudam a evitar e combater o cancro:
  • Cebola
  • Batata-doce, ipomoea batatas
  • Romã
  • Arando
  • Canela
  • Funcho (erva-doce)
  • Couve-repolho
  • Sementes de sésamo
  • Manjericão (basílico)
  • Tomilho
  • Tofu
  • Miso
  • Leite de soja
  • Sardinha
  • Camarão
Imagem obtida aqui
Veja mais alimentos anti-cancro em http://www.eattodefeatcancer.org/ e saiba mais sobre a angiogénese em http://www.angio.org/ua.php

Imagem obtida aqui

Entretanto, se quiser dar uso ao liquidificador e experimentar batidos verdes ou green smothies,  espreite umas dicas e receitas nos blogues O Arrumário, Más Allá del Gluten, Vida en tu Comida Batidos Verdes.

Sem esquecer a poderosa beterraba, e a receita do batido de beterraba, cenoura e laranja: 1 cenoura, 2 laranjas, 1/2 beterraba, água (a gosto, desde meio copo a mais de meio litro) - junte tudo no liquidificador e trate da sua saúde.

E se possível, prefira alimentos biológicos, especialmente se estiverem no grupo dos "mais sujos"!



quarta-feira, 26 de Dezembro de 2012

Agroecologia: o futuro da agricultura

São cada vez mais as vozes e as provas que destacam as enormes vantagens da agroecologia ou da agricultura ecológica em relação à agricultura industrial. Desde as evidentes e óbvias vantagens ambientais devido à não utilização de pesticidas e fertilizantes químico, até às vantagens económicas e sociais devido a uma partilha de lucros sem comparação possível, passando pelas vantagens em termos de saúde humana e de resiliência face à crise energética!
Imagem obtida aqui

A seguir, o depoimento de Miguel A. Altieri, presidenta da SOCLA - Sociedade Científica Latinoamericana de Agroecologia, onde refere que «Em Cuba, onde existe a única agricultura "post-petróleo" do mundo, num hectare produzem alimentos suficientes para alimentar 15 a 30 pessoas com uma eficiência energética de 15 a 30; isto significa que eles obtém 30 kilocalorias por cada kilocaloria que gastam no cultivo: a eficiência média da agricultura industrial é 1,5.»



Imagem obtida aqui
relatório de dezembro de 2010 de Olivier De Schutter, relator especial da ONU para o direito à alimentação conclui que, especialmente onde há mais pobreza, a agroecologia permite um elevado aumento da produtividade agrícola em relação aos métodos dependentes de pesticidas e fertilizantes químicos, enquanto contribui para a diminuição da fome e para a melhoria das condições de vida dos agricultores.

O texto que se segue é um extrato do documento "Agroecologia e o Direito Humano à Alimentação Adequada", tradução brasileira do referido relatório:

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«12. A agroecologia é tanto uma ciência quanto um conjunto de práticas. Ela foi criada pela convergência de duas disciplinas científicas: agronomia e ecologia. Como uma ciência, a agroecologia é a “aplicação da ciência ecológica ao estudo, projeto e gestão de agroecossistemas sustentáveis”. Como um conjunto de práticas agrícolas, a agroecologia busca maneiras de aperfeiçoar os sistemas agrícolas imitando os processos naturais, criando, portanto, interações biológicas benéficas e sinergias entre os componentes do agroecossistema. Ela apresenta as condições de solo mais favoráveis para o crescimento das plantas, particularmente pela gestão de matéria orgânica e pelo aumento na atividade biótica do solo. Dentre os princípios básicos da agroecologia destacam-se: a reciclagem de nutrientes e energia nas propriedades agrícolas, em vez da introdução de insumos externos; integrar cultivos agrícolas e a pecuária; diversificar as espécies e os recursos genéticos dos agroecossistemas no tempo e espaço; e concentrar-se em interações e produtividade em todo o sistema agrícola e não se concentrar em espécies individuais. A agroecologia faz um uso altamente intensivo do conhecimento, baseado em técnicas que não são transmitidas a partir dos níveis superiores, mas desenvolvidas com base no conhecimento e experimentação dos agricultores.
Imagem obtida aqui
(...)
Uma ampla gama de técnicas baseadas na perspectiva agroecológica tem sido desenvolvida e testada com sucesso em diversas regiões. Estas abordagens envolvem a manutenção ou introdução de biodiversidade agrícola (diversidade de culturas, pecuária, agrofloresta, pesca, polinizadores, insetos, biota do solo e outros componentes que ocorrem nos e em relação aos sistemas de produção) para atingir os resultados desejados na produção e sustentabilidade.
(...)
Imagem obtida aqui
17. Estas técnicas de conservação de recursos com baixos insumos externos têm um comprovado potencial para melhorar significativamente a produtividade. No que pode ser o estudo mais sistemático do potencial destas técnicas até a presente data, Jules Prett y et al. compararam os impactos de 286 projetos agrícolas sustentáveis recentes em 57 países pobres cobrindo 37 milhões de hectares (3% da área cultivada em países em desenvolvimento). Eles concluíram que estas intervenções aumentaram a produtividade em 12,6 milhões de propriedades agrícolas, com um aumento médio na safra de 79%, ao mesmo tempo em que melhoraram a oferta de serviços ambientais essenciais. Os dados desagregados desta pesquisa demonstraram que a produção alimentar média por propriedade aumentou em 1,7 tonelada por ano (até 73%) para 4,42 milhões de agricultores que praticam agricultura em pequena escala cultivando cereais e tubérculos em 3,6 milhões de hectares e que o aumento na produção de alimentos foi de 17 toneladas por ano (até 150%) para 146.000 agricultores em 542.000 hectares cultivando tubérculos (batata, batata doce, mandioca). Após a UNCTAD e UNEP terem reanalisado o banco de dados para apresentar um resumo dos impactos na África, descobriu-se que o aumento na produtividade média na safra foi até maior para estes projetos do que a média global de 79%, com um aumento de 166% para todos os projetos africanos e um aumento de 128% para os projetos no leste da África.

Imagem obtida aqui
18. O estudo de larga escala mais recente aponta para as mesmas conclusões. A pesquisa encomendada pelo projeto Foresight Global Food and Farming Futures do Governo do Reino Unido reviu 40 projetos em 20 países africanos nos quais a intensificação sustentável foi desenvolvida durante a década de 2000. Os projetos incluíram entre outros, a ampliação nas colheitas (particularmente os aperfeiçoamentos através do cultivo de plantas participativas em culturas órfãs negligenciadas até então), manejo integrado de pragas, conservação do solo e agrofloresta. Até o início de 2010, estes projetos tinham benefícios documentados para 10,39 milhões de agricultores e suas famílias e aperfeiçoamentos em aproximadamente 12,75 milhões de hectares. A produtividade nas culturas mais que dobrou na média (aumentando 2,13 vezes) em um período de 3-10 anos, resultando em um aumento na produção agregada de alimentos de 5,7 milhões de toneladas por ano, equivalente a 557 kg/propriedade agrícola.

Imagem obtida aqui
19. Algumas vezes, inovações aparentemente menores podem proporcionar altas produtividades. No Quênia, pesquisadores e agricultores desenvolveram a estratégia “atração-expulsão” para controlar ervas daninha e insetos que danificam as culturas. A estratégia consiste em “expulsar” as pragas do milho pelo consórcio do milho com culturas repelentes a insetos, como o Desmodium, ao mesmo tempo em que os “atrai” para os pequenos lotes de capim Napier, uma planta que excreta uma goma pegajosa que atrai e aprisiona as pragas. O sistema não apenas controla as pragas, mas também tem outros benefícios, porque o Desmodium pode ser usado como forragem para o gado. A estratégia “atração-expulsão” dobra a produtividade de milho e produção de leite, ao mesmo tempo em que melhora o solo. O sistema já foi difundido para mais de 10.000 propriedades no leste da África por meio de reuniões municipais, transmissões nacionais em rádio e escolas de campo para agricultores. No Japão, os agricultores descobriram que patos e peixes eram tão eficazes quanto pesticidas para o controle de insetos nos arrozais, ao mesmo tempo em que proporcionavam proteína adicional para suas famílias. Os patos comem ervas daninhas, sementes de ervas daninhas, insetos e outras pragas, reduzindo, portanto, a mão de obra com capina, de outra forma feita manualmente por mulheres, e as fezes dos patos fornecem nutrientes às plantas. O sistema foi adotado na China, Índia e Filipinas. Em Bangladesh, o International Rice Research Institute relatou um aumento de 20% na produtividade das culturas e o rendimento líquido com base no custo monetário aumentou em 80%.»

terça-feira, 25 de Dezembro de 2012

Presentes sustentáveis

Quer ideias de presentes sustentáveis? Presentes que em vez de aumentar a sua pegada ecológica, a diminuem? Então espreite as sugestões da Sónia Da Veiga no blogue irmão deste:


A Sónia propõe prendas de Natal sustentáveis, mas são também excelentes ideias para presentes de aniversário, para presentes inesperados, e até mesmo para se presentear a si próprio!

    quarta-feira, 19 de Dezembro de 2012

    A consolidação do oligopólio das sementes

    O texto que se segue é a tradução (possível) do abstract e de parte das conclusões do artigo de Philip H. Howard "Visualizing Consolidation in the Global Seed Industry: 1996–2008", publicado na revista Sustainability em 8 de Dezembro de 2009 (as imagens são do mesmo artigo).

    "Visualizando a consolidação na indústria global de sementes"
    por Philip H. Howard (extracto)

    «A indústria de sementes comercial sofreu uma enorme consolidação nos últimos 40 anos, desde que as  corporações transnacionais entraram neste setor da agricultura, e adquiriram ou fundiram-se com as empresas concorrentes. Esta tendência está associada a impactos que restringem as oportunidades para a agricultura renovável, tais como reduções nas linhagens de sementes, e um declínio da popularidade da preservação de sementes. Para uma melhor caracterização da atual estrutura da indústria, as mudanças de propriedade entre 1996-2008 são representadas visualmente com gráficos  informativos. Desde a comercialização de cultivos transgénicos em meados dos anos 1990, a venda de sementes tornou-se dominada globalmente pela Monsanto, DuPont e Syngenta. Além disso, as maiores empresas estão cada vez mais ligadas em rede através de acordos de cross license para caraterísticas de sementes transgénicas.



    Este artigo utilizou informação gráfica para visualizar a extensão de fusões, aquisições e joint ventures que ocorreram desde meados da década de 1990. Também são ilustrados os acordos de licenciamento cruzado entre as Seis Grandes  (Big Six) corporações para partilhar caraterísticas transgénicas. (…) 




    (...) Essas teorias ajudam a explicar por que a consolidação da indústria de sementes está se a expandir rapidamente em novas direções, horizontal, vertical e globalmente.

    O resultado é o aumento do poder de monopólio / oligopólio e a diminuição do número de empresas transnacionais. Essa concentração de poder é fundamentalmente incompatível com  práticas agrícolas renováveis que são barreiras de grande escala à acumulação de capital, como preservar e replantar de sementes.

    Aumentar as oportunidades para a agricultura renovável requer a inversão destas tendências, mas tal reversão é improvável, a menos que grandes mudanças políticas e económicas sejam proclamadas.

    Uma mudança que iria atrasar a consolidação seria o reforço da aplicação das legislação antitruste (…)

    Outra possibilidade seria a de erguer obstáculos muito mais fortes à acumulação acabando com a prática de concessão de patentes de organismos vivos .

    Uma terceira possibilidade seria um aumento nos esforços por parte dos agricultores e não-agricultores aliados para resistir às grilhetas das cadeias das corporações  agrícolas, e criar alternativas ao oligopólio a produção de sementes.

    Os exemplos incluem: escolher uma agricultura com práticas que tentam minimizar as entradas externas (por exemplo, agricultura ecológica, biodinâmica, biológica) e aumentar a procura dos consumidores por estes produtos; decisões de empresas de sementes independentes em cessar a distribuição de variedades de sementes propriedade da Monsanto; e esforços populares esforços para conservar a biodiversidade das sementes.

    Todos esses esforços beneficiariam de uma maior sensibilização do público para as recentes tendências na indústria global de sementes, e sua importância.

    Comunicar esta informação a públicos mais amplos através da visualização pode, portanto, dar um contributo importante para o seu sucesso.»

    terça-feira, 18 de Dezembro de 2012

    "Alimentação saudável: a essência do alimento!" por Alexandra Azevedo

    Artigo de Alexandra Azevedo publicado na "Joaninha" Outono/Inverno 12, boletim da AGROBIO - Associação Portuguesa de Agricultura Biológica:

    «Alimentação saudável: a essência do alimento!

    Ao falar de alimentação saudável, salvo honrosas excepções, a abordagem foca-se no regime alimentar, com conselhos do tipo: coma mais disto, menos daquilo, …. Para contrariar essa tendência procurarei neste artigo fazer uma abordagem o mais ampla, simples e clara possível, indo à essência do alimento!

    O tipo de alimentação dos seres humanos tem mudado ao longo da sua existência no planeta e a primeira grande mudança na alimentação da nossa espécie ocorreu há 10 mil anos, com o advento da agricultura. A grande mudança de então para cá, o advento da dieta moderna, ou ocidental, com início na Revolução Industrial (Século XVIII), intensificando-se nas últimas décadas, afectando não só o regime alimentar, mas também o modo de produção dos alimentos.


    Imagem obtida aqui
    As dietas tradicionais são substituídas por uma cadeia de “fast food” desde as próprias plantas, através da fertilização química de macronutrientes (azoto, fósforo e potássio), passando pela alimentação das espécies pecuárias à base de grãos, essencialmente de milho e soja (com a agravante de serem transgénicas, em especial no caso da soja), até ao topo da cadeia alimentar, o Homem, com uma dieta baseada em alimentos processados com predomínio dos produtos de origem animal, açúcares e cereais refinados. Vivemos assim uma época em que a diversidade de alimentos (espécies e variedades) é a mais baixa de sempre, mas pululam as embalagens apelativas e apresentações comerciais que nos dão a ilusão do oposto!

    Como muito bem expõe Michael Pollan no seu inquietante e revelador livro “In Defense of Food” (editora Pinguin, 2008, tradução livre: Em Defesa do Alimento) a espécie humana come de quase tudo o que a Natureza oferece e a resposta à pergunta: “O que comer?” é um pouco mais complicada para nós do que por exemplo para as vacas! Estamos adaptados a inúmeras dietas e co-evoluimos com os recursos alimentares locais, mas seguramente não estamos adaptados à dieta ocidental, pois é um dos principais factores que está a fazer disparar as estatísticas das doenças crónicas não transmissíveis, como o cancro, a diabetes ou as doenças cardiovasculares.

    Para além dos conhecidos impactos na saúde pública da dieta ocidental há ainda a considerar os impactos ambientais, tais como: a poluição ambiental devido aos fertilizantes químicos, pesticidas e efluentes da produção pecuária; a perda de biodiversidade, pela crescente destruição de habitats para aumentar a área agrícola; consumo excessivo de água; aumento da produção de resíduos devido às embalagens.


    Fotografia Greenpeace, obtida aqui
    A nível mundial, o consumo de proteínas animais não para de aumentar, pelo que a produção animal é a principal responsável pelos impactos ambientais não só do sector agro-alimentar, mas também em relação a outros sectores, sendo por isso apontada como a principal causa das alterações climáticas (1)!

    A produção animal actualmente ocupa 70% da superfície agrícola mundial total e absorve cerca de metade de toda a produção agrícola mundial (2)!

    Michael Pollan resume muito bem os pressupostos de uma alimentação saudável: Coma comida. Não demasiada. Especialmente plantas.

    Precisamos de comida digna desse nome, rejeitando os alimentos transgénicos, evitando tudo quanto seja mais refinado, branqueado, processado, extrudido, com aditivos artificiais, … Para termos bons alimentos temos de começar por cuidar do solo, assim o modo de produção dos nossos alimentos tem de ser sustentável.


    Imagem obtida aqui
    Precisamos de adoptar um regime vegetariano ou recuperar a nossa dieta tradicional que é a dieta mediterrânica (com influências atlânticas), considerada das mais saudáveis, em que os produtos de origem animal são um complemento ou mesmo um mero condimento. O consumo de fruta da época e das sopas são de presença obrigatória à mesa. O bom pão é outro dos alimentos que precisa de ser recuperado e merecia por si só um artigo.

    De realçar que a região do planeta onde se situa o nosso país é particularmente rica em ervas comestíveis, mas infelizmente a sua recolecção foi praticamente abandonada, para além de que um pouco por todo o lado se envenenarem campos e espaços públicos com herbicidas. Urge valorizar estes recursos alimentares silvestres, não só pelo momento de profunda crise que atravessamos, mas sobretudo pelo seu valor nutricional superior ao das variedades domesticadas pelo Homem.


    Imagem de saramago obtida em trumbuctu
    De facto, os recursos alimentares silvestres (ervas e frutos, como a bolota) possuem maior teor em antioxidantes, nutrientes de que as plantas necessitam para resistirem naturalmente sem qualquer intervenção do Homem, ao contrário das plantas de variedades agrícolas que sofreram um processo de selecção e dependem em alguma medida de cuidados. De referir que esta fonte de antioxidantes é gratuita e que dispensa os nutracêuticos tão em voga.

    Preferir os alimentos produzidos localmente, de variedades tradicionais, frescos, da época, avulso, a preço coerente ao consumidor e compensador para o produtor sempre que possível através de mercados de proximidade produtor-consumidor, completam a abordagem.

    “Comer é um acto de agricultura” – Wendell Berry. Nós não somos apenas consumidores passivos, mas co-criadores dos sistemas que nos alimentam. O tipo de alimentos e a forma como foram produzidos dependem da forma como gastamos o nosso dinheiro. Comprar é uma forma de votar em sentido lato.


    Imagem de http://www.slowfood.com/
    Merece aqui referência ao Movimento Slow Food cujo objectivo é defender o alimento bom, limpo e justo, ou seja o alimento deve ter bom sabor; deve ser cultivado de maneira limpa, sem prejudicar a nossa saúde, o meio ambiente ou os animais; e os produtores devem receber o que é justo pelo seu trabalho.

    Ao fazermos escolhas alimentares racionais iremos enriquecer a nossa vida, reeducar o nosso gosto, aumentar o prazer em comer e poupar dinheiro!

    Referências: 1- Livestock’s Log Shadow – environmental issues and options, Report, FAO, 2006, http://www.fao.org/docrep/010/a0701e/a0701e00.HTM;  2- Assessing the Environmental Impact of Consumption and Production, Report, UNEP, 2010»

    Texto de Alexandra Azevedo (as imagens fui buscá-las à net e as ligações (links), salvo das referências,  fui eu que coloquei)

    domingo, 16 de Dezembro de 2012

    sexta-feira, 14 de Dezembro de 2012

    segunda-feira, 10 de Dezembro de 2012

    Direitos Humanos, esquizofrenia e hipocrisia

    No dia em que se comemoram os 64 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, uma reflexão sobre a esquizofrenia e hipocrisia do dito "mundo ocidental", com um extrato do livro de Jean Ziegler "O Ódio ao Ocidente", seguido do lead de um artigo de Eduardo Febbro no Carta Maior:

    "A Declaração Universal dos Direitos Humanos, tal como foi adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a 10 de dezembro de 1948, é herdeira, designadamente, da Declaração de Independência dos Estados Unidos, tal como esta última foi proclamada em Filadélfia a 4 de julho de 1776.

    Com Benjamin Franklin, Thomas Jefferson foi o redator principal da Declaração de Filadélfia. Na sua morte, em 1826, ele deixou aos seus herdeiros, além das terras imensas na Virgínia, a plena propriedade de mais de duzentos escravos.

    O artigo 1 da Declaração Universal de 1948 diz isto: «Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.»

    O artigo 3: «Todo o indivíduo tem direito à vida à liberdade e à segurança pessoal.»

    Ora, em 1948, três quartos da Humanidade viviam sob a férula colonial. Nos acampamentos dos trabalhadores forçados das plantações de borracha do Camboja as crianças morriam de subalimentação, da poluição da água e da malária.

    No Gabão, nos Camarões e no Congo-Brazzaville, os capatazes das sociedades florestais francesas agrediam com chicotes cravejados de pregos, até fazerem sangue, os lenhadores demasiado fracos, demasiado doentes para conseguirem abater o número exigido de árvores.

    Em Kivu, em Maniema, em Cassai, os administradores belgas penduravam nos ramos das árvores, pelos seus punhos algemados, os trabalhadores das minas suspeitos de furto; quando a gangrena já tinha feito o seu trabalho, o supliciado era desatado, e as suas mãos amputadas.

    Durante todo este tempo os estados ocidentais, principais estados membros das Nações Unidas na época, festejavam todos os anos, a 10 de dezembro, os nobres princípios dos direitos humanos. O que não retira, aliás, nenhuma validade aos princípios em questão. Mas isso não deve distrair-nos um só momento dessa capacidade que os ocidentais têm de ditar a lei aos outros sem que a apliquem a si próprios. É que essa capacidade, que roça a esquizofrenia, é impressionante."

    Fonte: Extrato do livro "O Ódio ao Ocidente", de Jean Ziegler, 2008. Edição portuguesa de outubro 2012, Temas & Debates, Círculo de Leitores. (introdução da versão brasileira  aqui)

    "As democracias ocidentais têm grandes dificuldades para esconder o rabo do diabo. As potências que no interior do Conselho de Segurança da ONU promovem resoluções em defesa dos Direitos Humanos ou para condenar o regime sírio, egípcio, líbio ou iraniano são as mesmas que venderam a esses regimes - e a outros - o material tecnológico necessário para vigiar e reprimir a oposição. A hipocrisia é uma regra de ouro: a comunidade internacional invoca os valores por um lado e, pelo outro, entrega com chaves nas mãos os instrumentos tecnológicos usados para submeter os povos."

    Fonte: Artigo de Eduardo Febbro "Ocidente equipa serviços de espionagem de países que condena",  Carta Maior, 26/03/2012

    domingo, 9 de Dezembro de 2012

    Uma alegoria contemporânea

    "Tax the Rich: An animated fairy tale", uma animação sobre as desigualdades económicas, de Mike Konopacki, narrada por Ed Asner e escrita e realizada por Fred Glass para a CTF (California Federation of Teachers). Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência...

    sexta-feira, 7 de Dezembro de 2012

    Lixo, arte e pessoas (2)

    "Sons da Terra" (Sonidos de la Tierra) é um movimento social e cultural no Paraguai, com 10 anos de existência, que envolve mais de 14 mil crianças e jovens de 172 comunidades.

    A Orquestra de Instrumentos Reciclados, composta por jovens dum bairro de lata em Cateura, onde se localiza uma das maiores lixeiras do Paraguai, faz parte deste movimento, e foi notícia hoje no DN Arte.  O vídeo divulga o documentário 'Landfill Harmonic' sobre a história desta orquestra, que ainda está em preparação.

    Mais um belo exemplo de pessoas que do lixo fazem arte!

    quarta-feira, 5 de Dezembro de 2012

    Dia Mundial do SOLO - 5 de Dezembro

    Fotografia de Jim Richardson, National Geographic
    "Servir como meio básico para a sustentação da vida e de habitat para pessoas, animais, plantas e outros organismos vivos; manter o ciclo da água e dos nutrientes; servir como meio para a produção de alimentos e outros bens primários de consumo; agir como filtro natural, tampão e meio de adsorção, degradação e transformação de substâncias químicas e organismos; proteger as águas superficiais e subterrâneas; servir como fonte de informação quanto ao patrimônio natural, histórico e cultural; constituir fonte de recursos minerais; e servir como meio básico para a ocupação territorial, práticas recreacionais e, propiciar outros usos públicos e econômicos, são as principais funções do solo. E dessa forma, o solo deve ser considerado como elemento fundamental para a sustentação e sobrevivência do homem na face da terra. "
    (Fonte: Engs. Agrs. JoséLaus Neto e Ivan Bacic (Ciram) e Milton da Veiga (EECN), através do site do CIRAM)

    A IUSS (União Internacional de Ciências do Solo) lançou o dia 5 de dezembro como o Dia Mundial do Solo em 2002:

    Imagem de City Soils
    "Dia Mundial do Solo celebra a importância do solo como um componente crítico do sistema natural e, como um contribuinte vital para a comunidade humana através da sua contribuição para a segurança de alimentos, água e energia e como mitigador de perda de biodiversidade e mudanças climáticas. Particularmente comemorado pela comunidade global de 60 000 cientistas do solo encarregados da responsabilidade de gerar e comunicar conhecimento do solo para o bem comum, muitos eventos focado no aumento da consciência pública do solo e da sua importância para a humanidade e o ambiente". (Fonte: IUSS)

    Este ano, 10 anos depois, a FAO juntou-se ao evento:

    Imagem de City Soils
    "O solo é um recurso natural finito. Numa escala de tempo humana não é renovável. No entanto, apesar do papel essencial que o solo desempenha para a subsistência humana, em todo o mundo há degradação crescente dos recursos do solo devido às práticas de gestão inadequadas e pressões populacionais, que conduzem à  intensificação insustentável e à inadequada administração deste recurso essencial.

    Apesar dos esforços louváveis da IUSS e dos cientistas do solo de todo o mundo, nas últimas décadas os solos tem sido vistos  como uma segunda prioridade em decisões  nacionais e internacionais. De facto, a degradação do solo é um processo silencioso, que não chama a atenção dos decisores. No entanto, os solos são essenciais para enfrentar pressões atuais e futuras sobre recursos limitados e atender às necessidades de uma população em expansão. 

    Imagem de City Soils
    Reconhecer, defender e apoiar a gestão sustentável dos solos é a única alternativa para garantir solos saudáveis e a segurança alimentar mundial e para a manutenção dos muitos serviços vitais dos ecossistemas que os solos providenciam.

    Apoiada pela Parceria Global do Solo (Global Soil Partnership), e dada a sua importância , a FAO decidiu, pela primeira vez, celebrar o Dia Mundial do Solo e ajudar a colocar os solos no topo da agenda para a Agricultura Sustentável e para a Segurança Alimentar em todo o mundo."

    Porque considero muito positivo este alargamento da consciência sobre a importância do solo, este blogue junta-se ao Dia Mundial do Solo com esta publicação e com mais trêss publicações adicionais e quase simultâneas sobre o solo: O Solo físico, o Solo vivo e a Degradação do Solo, derivadas da pesquisa efetuada para a Exposição Percursos (exposição inaugural da Casa do Território, Parque da Devesa, Vila Nova de Famalicão).

    Para entender o SOLO e o seu papel vital para as pessoas e o ambiente, recomendo  a crianças e adultos de todas as idades, da cidade ou do campo, o imperdível filme DIRT!, cuja divulgação, foi, nem mais, nem menos, o "post" mais visitado deste blogue nestes mais de 3 anos e meio de existência.


    A física do SOLO

    Foto de Pedro Colaço
    O solo, a camada superficial da crosta terrestre, é o suporte da paisagem, das atividades humanas e de grande parte da vida na Terra. É o sustentáculo das plantas que nos fornecem alimento e oxigénio e regulam o clima, é um regulador e purificador dos fluxos de água, um meio natural de reciclagem de compostos orgânicos e um habitat de grande biodiversidade.


    Definido pela pedologia (ciência que estuda a formação, morfologia e classificação do solo) como o resultado do intemperismo (conjunto de fenómenos químicos, físicos e biológicos que provocam a alteração das rochas e seus minerais), o solo reúne três estados da matéria (sólido, líquido e gasoso) e é constituído por partículas minerais, água, ar, matéria orgânica e organismos vivos. 

    A proporção dos constituintes do solo varia muito, mas em média pode-se considerar que, em volume, é composto por cerca de 45% de minerais, 25% de ar, 25% de água e 5% de matéria orgânica (incluindo organismos vivos). 

    Horizontes do Solo

    Textura do solo
    O perfil do solo mostra uma série de camadas mais ou menos paralelas à superfície, chamadas horizontes, com aspeto e propriedades diferentes, cuja natureza, espessura e número de variam de acordo com os diferentes tipos de solo e com a sua maturidade, podendo enquadrar-se nos cinco horizontes principais (O, A, B, C e R) ou em horizontes de transição; um solo jovem tem menos camadas que um solo maduro.

    Várias propriedades físicas caracterizam o solo, como a estrutura, a textura, a porosidade, a permeabilidade, a coesão e a cor.   A textura é a propriedade física do solo que menos sofre alteração ao longo do tempo, e é muito importante na agricultura pois tem influência direta na infiltração e na retenção de água, no arejamento e na coesão do solo, bem como na nutrição das plantas.  

    Mensagem baseada na pesquisa efetuada para a Exposição Percursos (exposição inaugural da Casa do Território, Parque da Devesa, Vila Nova de Famalicão)

    O SOLO Vivo

    Foto de José Salgado
    O solo é um meio vivo e dinâmico, um habitat de enorme biodiversidade e um reservatório de nutrientes.
    Uma colossal diversidade de organismos vivem no solo, desde as bactérias unicelulares aos  pequenos vertebrados e plantas, passando pelos protozoários, fungos, nemátodos, insetos e outros artrópodes, e minhocas. Só de bactérias, um grama de solo em boas condições pode conter centenas de milhões de microorganismos de dezenas de milhares de espécies diferentes.


    A atividade biológica no solo elimina agentes patogénicos, decompõe a matéria orgânica em componentes mais simples passíveis de serem absorvidos pelas plantas, contribui para a manutenção ou melhoria da estrutura e da fertilidade dos solos.


    Um solo fértil e produtivo tem pelo menos 3 a 6% de matéria orgânica, que é composta pelos próprios organismos do solo, pelo resíduo fresco - restos de plantas, como folhas e raízes, e outros seres vivos, pela matéria orgânica em decomposição – a parte ativa, e pelo o húmus, a parte já decomposta e estabilizada.

    A matéria orgânica melhora a estrutura do solo, defende-o da erosão,  permite a retenção de água e de nutrientes, facilita a circulação do ar e da água,  evita variações de pH,  diminui a toxicidade dos micronutrientes e de poluentes, melhora a nutrição das plantas e dos organismos do solo.

    Mensagem baseada na pesquisa efetuada para a Exposição Percursos (exposição inaugural da Casa do Território, Parque da Devesa, Vila Nova de Famalicão)

    A degradação do SOLO

    Foto de Andreia Mafra
    As atividades humanas, quando efetuadas sem consideração pelo ambiente, são as principais responsáveis pela degradação do solo.

    O solo não é um recurso renovável, pelo menos à escala humana. São precisos séculos para que os processos naturais formem 1 cm de camada de solo. Mas um mau uso do solo pode implicar que esse solo se perca em poucos anos. 

    Práticas agrícolas,  florestais e industriais inadequadas, e a expansão urbana, provocam ou agravam a degradação do solo, com implicações negativas na qualidade da água e do ar, na biodiversidade, nas alterações climáticas, na saúde, na economia e na capacidade das populações produzirem os seus próprios alimentos. 

    Alguns dos tipos de degradação contribuem para o desaparecimento do solo de forma gradual – erosão,  ou rápida - deslizamentos de terras e impermeabilização, enquanto outros deterioram a sua qualidade  - perda de matéria orgânica, perda de biodiversidade, salinização, compactação e contaminação.

    Imagem de "Our Daily Bread"
    Os pesticidas causam danos aos organismos do solo, levando à sua redução em quantidade e diversidade, logo à perda fertilidade e capacidade do solo para nutrir as plantas. Por consequência, são usados fertilizantes químicos para suprir as necessidades de nutrientes das culturas. Ambos, pesticidas e fertilizantes, acumulam-se no solo e acabam por contaminar as águas subterrâneas e superficiais.

    Alterações do uso do solo por desflorestação, reflorestação, expansão de área de regadio, urbanização, drenagem, etc., alteram o regime hidrológico e as relações solo-água com repercussão imediata nos caudais, na distribuição da água ao longo do ano e na quantidade de sedimentos provocados pela erosão, que se vão depositar nos rios.

    Preservar o solo é preservar a vida!

    Mensagem baseada na pesquisa efetuada para a Exposição Percursos (exposição inaugural da Casa do Território, Parque da Devesa, Vila Nova de Famalicão), com a colaboração de Andreia Mafra

    domingo, 2 de Dezembro de 2012

    "Paixão pela Horta" - Agradecimento

    "Paixão pela Horta" é um excelente blogue de partilha de conhecimentos sobre a  atividade hortícola (http://paixaodahorta.blogspot.pt/). Dedicado muito especialmente a tomates e melões, mas a muito mais também, o seu autor, António Pires, ensina-nos, com as suas preciosas prática e paixão, muito sobre a horticultura. Desde a descrição de inúmeras variedades de tomates até à difícil tarefa de "capar" melões, o António  foi incansável nas fotografias e imagens que conosco partilhou e nos textos onde tudo ao pormenor nos ensina.

    Infelizmente, por razões que desconheço, o António deixou de publicar no blogue. Espero que não tenha sido por razões de saúde, que a vida lhe sorria sempre com saúde e alegria, e que volte breve à sua paixão pela horta.

    Entretanto, o Rui Esteves, amigo do António, enviou-me, a seu pedido, um envelope com sementes. Já sabia que se tratava de sementes, pois o Rui informou-me quando me pediu a morada.  Mas não podia imaginar a enorme diversidade que se encontrava no envelope: 31 variedades de sementes, de pelo menos 6 espécies diferentes - 12 variedades de tomate (maçã, gold dust, mariann's, burracker's favorite, black cherry, black aisberg, prudens purple, kumato, northern lights, hawaian pineappple, negro da crimeia e mennonite german gold), 6 de pimento (vermelho, laranja, amarelo, italiano, padrão e marconi golden), 5 de pepino (branco, comprido, largo, poona kaeera e satsuki madori), 5 de courgette (redonda, verde escuro, verde claro, amarela e bianca da Sicília), 2 de abóbora (branca e potimarron) e de 1 alface (russa)! Estou maravilhada, pois embora seja ainda uma principiante na horticultura, parece-me que estão ali incluídas variedades raras, pelo menos por cá!

    Assim, aqui fica o meu enorme e sincero agradecimento ao António pelas sementes e biodiversidade com que me brindou. A biodiversidade tem um valor enorme, e a sua preservação, através do cultivo e da recolha de sementes, é uma grande responsabilidade! Por isso, vou tentar, dentro das minhas possibilidades, semear pelo menos metade das variedades no próximo ano e guardar bem acondicionadas a outra metade para o ano seguinte, pois acho que não conseguirei semear tudo numa época. Mas, quem sabe, apareça ajuda e até consiga semear tudo em 2013! É o mínimo  que posso fazer para retribuir a gentileza da dádiva de sementes do António, e também do Rui, que as fez cá chegar.

    MUITO OBRIGADA!