sábado, 29 de setembro de 2012

Discurso de Charlie Chaplin em "O Grande Ditador"

aqui referi este discurso de Charlie Chaplin no filme "O Grande Ditador". Hoje, chegou a vez de lhe dar destaque.



Porque os reais ditadores não têm as ideias de paz e harmonia que este ficcionado sósia do ditador nos transmite neste poderoso discurso, e para que não se esqueça o Holocausto, relembro o que aconteceu em Babi Yar há 71 anos, um dos maiores massacres da História:

«Babi Yar é uma ravina existente em Kiev, capital da Ucrânia, que ficou conhecida na história como local de um dos maiores massacres de judeus e civis da então União Soviética pelos nazistas, durante a II Guerra Mundial. Em 29 e 30 de setembro de 1941, 92.771 civis ucranianos judeus foram levados a Babi Yar e assassinados coletivamente, num dos maiores massacres de massa da história.»
Fonte: Wikipedia

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

"Não deixe os lobos sem abrigo"

"Termina já nesta sexta-feira (dia 28 de Setembro de 2012) a campanha internacional de financiamento colectivo (crowdfunding) ''Não Deixe os Lobos Sem Abrigo/Don't Let our Wolves Become Homeless'' lançada pelo Grupo Lobo para aquisição dos terrenos onde o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico (CRLI) tem estado localizado nos últimos 25 anos http://www.indiegogo.com/IberianWolf. É decididamente agora o tempo de apoiar e divulgar o mais possível esta campanha. "
Fonte: e-mail de Rui Borralho, Naturlink


Don't let our wolves become homeless from Grupo Lobo on Vimeo.

«O Grupo Lobo apela aos sócios, “pais adoptivos”, amigos e simpatizantes para que, todos juntos, possamos continuar o desenvolvimento do projecto Centro de Recuperação do Lobo Ibérico (CRLI).

Este Centro foi criado em 1987 pelo Grupo Lobo com o objectivo de acolher lobos que não podem viver em liberdade: animais vítimas de armadilhas, de maus tratos e de cativeiro ilegal.

Os lobos que aqui encontram refúgio têm um importante papel na conservação desta espécie, sendo verdadeiros embaixadores dos lobos em liberdade junto da opinião pública motivando-a para a conservação do último grande carnívoro do nosso País.

Todos os anos, milhares de jovens e adultos têm a oportunidade de ver, pela primeira vez um lobo, quando visitam o Centro, sendo informados dos perigos que corre esta espécie ameaçada de extinção em Portugal, ao mesmo tempo que lhes é disponibilizada informação sobre a sua biologia e ecologia.

Hoje, a continuação do CRLI está em risco e depende da aquisição dos 17 hectares de terreno onde actualmente se localiza.

O Grupo Lobo apela a todos no sentido de contribuírem, na medida da disponibilidade de cada um, para a compra destes terrenos tão importantes para este projecto. Qualquer donativo, por pequeno que seja, pode fazer a diferença; todos juntos, podemos fazer com que o Centro continue por muitos mais anos a contribuir para a conservação do lobo, o último grande predador da fauna portuguesa.

Para apoiar este projecto visite a página da campanha em http://www.indiegogo.com/IberianWolf

Com a vossa ajuda vamos continuar a nossa missão, dando a conhecer o lobo, elemento fundamental dos ecossistemas ibéricos, personagem de tantos contos populares, e dando um contributo decisivo para a sua conservação!

Não deixemos que se extinga mais um pouco de Portugal...

Contamos com o vosso apoio na participação e divulgação desta campanha!»"

Fonte: Grupo Lobo 

domingo, 23 de setembro de 2012

Sementes Livres: Encontro Troca de Sementes no Porto

Ocorreu ontem, dia 22 de Setembro de 2012, o Encontro Troca de Sementes, no Parque da Cidade do Porto, organizado pela Atimati Mutki Ma, cujas palavras transcrevo:

"Setembro é tempo de colheitas e de recolha de sementes. Com a imposição cada vez mais forte de sementes híbridas, torna-se imperioso guardarmos e trocarmos sementes tradicionais. Este encontro servirá para darmos ou trocarmos sementes tradicionais e dar e trocar conhecimentos e histórias das nossas hortas. Todos são bem-vindos."

Foi uma excelente tarde, onde trocamos sementes e plantas, convivemos, conhecemos pessoas, e sobretudo, contribuímos para a liberdade e preservação das sementes. Da minha parte, agradeço a todos os que participaram, e sobretudo à Atimati que organizou o encontro. Obrigada!

A seguir algumas fotos do evento ao final da tarde, onde se encontram uma parte das pessoas que participaram, já que houve pessoas que lá estiveram de manhã ou ao princípio da tarde e nesta altura já se tinham ido embora.




A anfitriã, Atimati 


Foto de Manuel Tanque 
Foto de Manuel Tanque

Citando mais uma vez Atimati:

"Fizemos um pouco de História positiva e contribuímos para a libertação, não só das sementes mas das pessoas e do mundo.   A Monsanto que se prepare: nós estamos aqui!!"


Embora tendo acontecido mais cedo, o evento faz parte da Quinzena das Sementes Livres (Seed Freedom Fortnight), que ocorre de 2 a 16 de Outubro de 2012. Esta campanha foi lançada pela Dra. Vandana Shiva (veja o vídeo abaixo) e pelo Movimento Seed Freedom.



Assine aqui a Declaração das Sementes Livres  redigida pela Dra. Vandana Shiva.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

OGM venenosos

Para completar a mensagem anterior, o vídeo sobre o estudo, em português. Pobres ratinhos que foram sujeitos ao milho transgénico. Mas... não seremos todos cobaias? Veja:

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

"Estudo demonstra que milho transgénico causa tumores e morte"

Já muitas vezes se falou aqui dos efeitos perversos dos transgénicos e outros organismos geneticamente modificados (OGM) no ambiente, nos ecossistemas, na biodiversidade, na economia.

Mas há muita controvérsia no tema. Uns dizem que os transgénicos são para acabar com a fome no mundo - mas tem acontecido o contrário; outros dizem que não foi provado que fazem mal à saúde; pois... mas:


 «ESTUDO CIENTÍFICO PUBLICADO HOJE DEMONSTRA QUE  MILHO TRANSGÉNICO CAUSA TUMORES E MORTE  
Foi hoje publicado na prestigiada revista internacional Food and Chemical Toxicology um estudo sobre milho geneticamente modificado que aponta para efeitos tóxicos "alarmantes" até agora desconhecidos. Trata-se da primeira vez a nível mundial que são investigados os efeitos de longo prazo dos transgénicos na saúde.»


Leia o resto no comunicado da Plataforma Transgénicos Fora, de hoje, 19/09/2012

Mais sobre esta investigação com milho transgénico da Monsanto em:

Diário Digital (em português)

Reuters Africa (inglês)

 Le Monde (em francês)

Le Nouvel Observateur  (em francês) - "Pesquisadores franceses estudaram em sigilo, durante dois anos, 200 ratos alimentados com milho GM (geneticamente modificado). Tumores, doenças graves ... um massacre."

domingo, 16 de setembro de 2012

Abundância e Agrofloresta, no Sítio com Ernst Gotsch

ABUNDÂNCIA - Filme produzido por Timlessroom durante o workshop de Agrofloresta com Ernst Gotsch organizado pelo Sítio em Outubro de 2011.

Este excelente filme veio comprovar o que já sentia: que foi uma pena não ter podido participar nesse workshop. Muitos parabéns à equipa do Sítio pelo workshop, e também a quem produziu e realizou o filme.


Abundância/Abundance from Job Leijh on Vimeo.

domingo, 9 de setembro de 2012

Fluxo: Por Amor à Água

Documentário Flow: For Love of Water  (Fluxo: Por Amor à Água), de Irena Salina, 2008:



Sobre as consequências da privatização da água, veja também o documentário Ouro Azul, de 2008.

Em 28 de Julho de 2010 a Assembleia Geral das Nações Unidas, através da Resolução 64/292, declarou que o direito à água potável e ao saneamento é um direito humano essencial para o pleno gozo da vida e do exercício de todos os direitos humanos. Esta resolução foi aprovada por 122 países, com 41 abstenções, nos quais se incluem os Estados Unidos, o Reino Unido, o Canadá, a Austrália e o Japão (comunicado da ONU aos media aqui)

E se não quiser esperar para ver o que acontece com a privatização da água em Portugal, que está já com a legislação encaminhada para o efeito, assine a Petição Privatização da Água a Referendo e/ou subscreva a Iniciativa Legislativa de Cidadãos PROTECÇÃO DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COMUNS À ÁGUAS (Manifesto aqui).

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

"A terra não pertence ao homem: é o homem que pertence à terra"

Ganhe algum tempo a ler o discurso do Chefe Seattle (1786-1866), de 1845, como resposta à proposta de compra das terras onde habitava a sua tribo Duwamish, feita pelo Presidente dos Estados Unidos de então (saiba mais na fonte: página do Grupo de Permacultura da UFPA):

«O grande chefe de Washington mandou dizer que desejava comprar a nossa terra, o grande chefe assegurou-nos também de sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não precisa de nossa amizade.

Vamos, porém, pensar em sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra. O grande chefe de Washington pode confiar no que o Chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na alteração das estações do ano.

Minhas palavras são como as estrelas que nunca empalidecem.

Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal ideia nos é estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água, como então podes comprá-los? Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo, cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada véu de neblina na floresta escura, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. A seiva que circula nas árvores carrega consigo as recordações do homem vermelho.

O homem branco esquece a sua terra natal, quando - depois de morto - vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem esta formosa terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia - são nossos irmãos. As cristas rochosas, os sumos da campina, o calor que emana do corpo de um mustang, e o homem - todos pertencem à mesma família.

Portanto, quando o grande chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, ele exige muito de nós. O grande chefe manda dizer que irá reservar para nós um lugar em que possamos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, vamos considerar a tua oferta de comprar nossa terra. Mas não vai ser fácil, porque esta terra é para nós sagrada.

Esta água brilhante que corre nos rios e regatos não é apenas água, mas sim o sangue de nossos ancestrais. Se te vendermos a terra, terás de te lembrar que ela é sagrada e terás de ensinar a teus filhos que é sagrada e que cada reflexo espectral na água límpida dos lagos conta os eventos e as recordações da vida de meu povo. O rumorejar da água é a voz do pai de meu pai. Os rios são nossos irmãos, eles apagam nossa sede. Os rios transportam nossas canoas e alimentam nossos filhos. Se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar e ensinar a teus filhos que os rios são irmãos nossos e teus, e terás de dispensar aos rios a afabilidade que darias a um irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um lote de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é sua irmã, mas sim sua inimiga, e depois de a conquistar, ele vai embora, deixa para trás os túmulos de seus antepassados, e nem se importa. Arrebata a terra das mãos de seus filhos e não se importa. Ficam esquecidos a sepultura de seu pai e o direito de seus filhos à herança. Ele trata sua mãe - a terra - e seu irmão - o céu - como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como ovelha ou missanga cintilante. Sua voracidade arruinará a terra, deixando para trás apenas um deserto.

Não sei. Nossos modos diferem dos teus. A vista de tuas cidades causa tormento aos olhos do homem vermelho. Mas talvez isto seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que de nada entende.

Não há sequer um lugar calmo nas cidades do homem branco. Não há lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o tinir das asas de um inseto. Mas talvez assim seja por ser eu um selvagem que nada compreende; o barulho parece apenas insultar os ouvidos. E que vida é aquela se um homem não pode ouvir a voz solitária do curiango ou, de noite, a conversa dos sapos em volta de um brejo? Sou um homem vermelho e nada compreendo. O índio prefere o suave sussurro do vento a sobrevoar a superfície de uma lagoa e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva do meio-dia, ou recendendo a pinheiro.

O ar é precioso para o homem vermelho, porque todas as criaturas respiram em comum - os animais, as árvores, o homem.

O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar reparte seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu ao nosso bisavô o seu primeiro sopro de vida, também recebe o seu último suspiro. E se te vendermos nossa terra, deverás mantê-la reservada, feita santuário, como um lugar em que o próprio homem branco possa ir saborear o vento, adoçado com a fragrância das flores campestres.

Assim pois, vamos considerar tua oferta para comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, farei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.

Sou um selvagem e desconheço que possa ser de outro jeito. Tenho visto milhares de bisontes apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante do que o bisonte que (nós - os índios) matamos apenas para o sustento de nossa vida.

O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo quanto acontece aos animais, logo acontece ao homem. Tudo está relacionado entre si.

Deves ensinar a teus filhos que o chão debaixo de seus pés são as cinzas de nossos antepassados; para que tenham respeito ao país, conta a teus filhos que a riqueza da terra são as vidas da parentela nossa. Ensina a teus filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra - fere os filhos da terra. Se os homens cospem no chão, cospem sobre eles próprios.

De uma coisa sabemos. A terra não pertence ao homem: é o homem que pertence à terra, disso temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo o que ele fizer à trama, a si próprio fará.

Os nossos filhos viram seus pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio, envenenando seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias - eles não são muitos. Mais algumas horas, mesmos uns invernos, e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nesta terra ou que têm vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará, para chorar sobre os túmulos de um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.

Nem o homem branco, cujo Deus com ele passeia e conversa como amigo para amigo, pode ser isento do destino comum. Poderíamos ser irmãos, apesar de tudo. Vamos ver, de uma coisa sabemos que o homem branco venha, talvez, um dia descobrir: nosso Deus é o mesmo Deus. Talvez julgues, agora, que o podes possuir do mesmo jeito como desejas possuir nossa terra; mas não podes. Ele é Deus da humanidade inteira e é igual sua piedade para com o homem vermelho e o homem branco. Esta terra é querida por ele, e causar dano à terra é cumular de desprezo o seu criador. Os brancos também vão acabar; talvez mais cedo do que todas as outras raças. Continuas poluindo a tua cama e hás de morrer uma noite, sufocado em teus próprios desejos.

Porém, ao perecerem, vocês brilharão com fulgor, abrasados, pela força de Deus que os trouxe a este país e, por algum desígnio especial, lhes deu o domínio sobre esta terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é para nós um mistério, pois não podemos imaginar como será, quando todos os bisontess forem massacrados, os cavalos bravios domados, as brenhas das florestas carregadas de odor de muita gente e a vista das velhas colinas empanada por fios que falam. Onde ficará o emaranhado da mata? Terá acabado. Onde estará a águia? Irá acabar. Restará dar adeus à andorinha e à caça; será o fim da vida e o começo da luta para sobreviver.

Compreenderíamos, talvez, se conhecêssemos com que sonha o homem branco, se soubéssemos quais as esperanças que transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais as visões do futuro que oferece às suas mentes para que possam formar desejos para o dia de amanhã. Somos, porém, selvagens. Os sonhos do homem branco são para nós ocultos, e por serem ocultos, temos de escolher nosso próprio caminho. Se consentirmos, será para garantir as reservas que nos prometeste. Lá, talvez, possamos viver o nossos últimos dias conforme desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará vivendo nestas floresta e praias, porque nós a amamos como ama um recém-nascido o bater do coração de sua mãe.

Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueças de como era esta terra quando dela tomaste posse: E com toda a tua força o teu poder e todo o teu coração - conserva-a para teus filhos e ama-a como Deus nos ama a todos. De uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus, esta terra é por ele amada. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.»