domingo, 29 de janeiro de 2012

Workshop de Apicultura em Paredes

"A Associação Paredes em Transição está a organizar um workshop sobre apicultura que decorrerá nos dias 2, 3 e 4 de Março; 15 de Abril; e 18, 19 e 20 de Maio, com uma carga horária de 33 horas teóricas e práticas.

Este espaçamento ao longo de quase 3 meses permitirá aos participantes acompanhar o calendário apícola e adquirir os conhecimentos de forma prática, trabalhando com as abelhas e aprendendo a desempenhar todas as tarefas necessárias para poderem conduzir, com sucesso, os seus próprios enxames.

Pretende-se que os participantes terminem o curso com a confiança necessária para tratarem os seus próprios enxames, quer como passatempo, quer como uma possível ocupação a tempo inteiro.

O workshop será conduzido, em língua portuguesa, por Harald Hafner, apicultor austríaco há muito radicado em Portugal, mestre em apicultura, e com uma vasta experiência profissional em vários ambientes, com diversas raças de abelhas e diferentes tipos de colmeia.

As partes teóricas do workshop, nas Sextas-feiras 2 de Março e 18 de Maio, decorrerão no auditório da Junta de Freguesia de Castelões de Cepeda, em Paredes. As partes práticas decorrerão na Quinta da Ameixoeira Torta, em Vandoma, Paredes, onde se encontra o apiário comunitário de Paredes em Transição.(Fonte: blogue Paredes em Transição)

Mais informação aqui e programa aqui.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Hortas Comunitárias do Castêlo da Maia

As hortas comunitárias no Castêlo da Maia estão divididas em dois tipos, com áreas e funções diferentes: as hortas familiares (Hortas da Quinta da Gruta) e as hortas de subsistência (Hortas do Castêlo da Maia). A propriedade e responsabilidade do espaço das hortas é da Câmara Municipal da Maia. A gestão das hortas, bem como a formação dos utentes, estão atribuídas à LIPOR. Na Maia, e em Novembro passado, havia cerca de 300 pessoas em lista de espera; no total dos municípios abrangidos pela LIPOR são mais de 2800 a aguardar o seu talhão.

A agricultura praticada pelas hortas geridas pela LIPOR é obrigatoriamente biológica, assim como a formação inicial dos utentes nessa área, num curso de 18 horas que inclui a compostagem. Estão integradas no Projecto Horta à Porta - hortas biológicas da região do Porto - "um projecto que visa promover a qualidade de vida da população, através de boas práticas agrícolas, ambientais e sociais", que surgiu em Julho de 2003.

Cada uma das hortas individuais dispõe de um compostor, destinado a promover a redução de resíduos. Os utentes são incentivados a depositar aí não só os resíduos da horta, mas também os resíduos orgânicos (apropriados) de sua casa. 

As hortas familiares dispõem de 66 talhões com a área de 25 m2 por utente. As hortas de subsistência têm áreas de 100 m2 e destinam-se a pessoas com dificuldades económicas, de modo a que possam obter rendimento através da comercialização dos produtos.

Hortas da Quinta da Gruta:






Hortas do Castêlo da Maia:




Agradeço a cedência das fotos à colega Clara Lemos

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O Homem que Plantava Árvores

"O homem que plantava árvores - É um desenho animado canadiano, dirigido por Frédéric Back en 1987 e escrito por Jean Giono, que conta a história de Elzèard Bouffier, um ser humano absolutamente humilde e persistente, que salvou a vida de uma grande área dos Alpes franceses e trouxe paz e alegria para milhares de pessoas, plantando milhões de árvores, durante mais de 30 anos." (Fonte: Bioterra)

Um belo texto, uma lição de ecologia, uma lindíssima animação. Se o conto é pura ficção ou se tem fundamento em história real, não sei. Mas é uma história possível. "Algumas histórias nos tocam de tal maneira que se torna impossível não ter a esperança renovada. Mesmo quando tudo não passa de ficção" (Fonte: Bistrô Cultural)

domingo, 22 de janeiro de 2012

SOPA envenenada

As propostas de lei norte-americanas SOPA (Stop Online Piracy Act) e PIPA (Protect IP Act) pretendem controlar a Internet, não apenas nos EUA, mas no mundo inteiro. No passado dia 18, a Wikipedia e muitos outros sites fizeram greve em oposição a estas propostas. Terão como objetivo a alegada proteção de direitos de autor ou trata-se de mais uma manobra para controle e censura, assim como para o ainda maior enriquecimento das grandes empresas americanas do ramo do entretenimento? Para esclarecimento, vejam o vídeo de Fight for the Future (legendado em português) ou a palestra TED de Clay Shirky "Why SOPA is a bad idea", abaixo. Enquanto se pode...





Face à oposição gerada, os projetos-lei SOPA e PIPA foram adiados. Mas a batalha ainda não está ganha, muito menos a guerra!

Ver mais em:
Estadão: «‘Sopa e Pipa ferem direitos humanos’»;
RTP: «Votação das leis anti-pirataria SOPA e PIPA adiada»
C7NEMA: «Stop Online Piracy Act (SOPA) e Protect IP Act (PIPA) adiados»

Petição AVAAZ contra a SOPA e a PIPA :  «Apagão - Salve a Internet Hoje»


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Porque ainda não acordámos?

Porque ainda não acordámos? Porque continuamos a viver em ilusão, em permanente estado de negação da realidade?

Tim Bennett, norte-americano de classe média, começou a acordar para o pesadelo ambiental global em meados da década de 80. Mas vivia tão ocupado a criar os seus filhos e a perseguir o sonho americano que nunca chegou a atuar de acordo com as suas preocupações. Até que decidiu investigar e fazer o documentário "What A Way To Go: Life at the End of Empire" (Onde fomos parar: Vida no fim do império).

"Uma coisa nos parece clara: a situação ambiental, política e económica de hoje é crítica, possíveis cenários são dos mais perturbantes e o lapso de tempo parece... iminente.  É como se tivéssemos acordado num comboio descontrolado, correndo selvajamente pelos trilhos, mantido no lugar por poderosas histórias culturais e alimentado pelo consumo desesperado do coração, sangue, ossos e carne do planeta. Se não arranjarmos maneira de parar este comboio já, nós chegaremos ao fim da linha
...
 Viaje comigo um instante. Olhe  melhor o comboio, os trilhos, o terreno pelo qual avançamos. Se vamos responder eficazmente, precisamos ter uma visão clara da situação." Tim Bennet, do filme

"Se não mudarmos de direção, chegaremos aonde nos dirigimos". Provérbio chinês, do filme

"Enquanto a civilização tem providenciado cada vez mais para nós, nos tornou cada vez mais infantis, de modo que somos cada vez menos capazes de pensar por nós mesmos, e cada vez menos capazes de nos sustentarmos. E isso nos torna cada vez mais num rebanho" Richard Heinberg, do filme

"Um caminho leva ao desespero e absoluta perda de esperança. O outro, à extinção total. Rezemos pela sabedoria de escolher corretamente." Woody Allen, do filme

Não sei se o documentário estará muito tempo online, pois não sei se quem o colocou no Youtube tem autorização. Por isso, não deixe de o ver inteiro e de o divulgar. É muito, muito bom! Mas, se não está familiarizado com as temáticas que se têm abordado neste blogue, prepare-se para enfrentar a realidade!







Parte 4;  Parte 5;  Parte 6;  Parte7;  Parte 8;  Parte 9;  Parte 10;  Parte 11;  Parte 12

domingo, 15 de janeiro de 2012

Biopirataria

A contaminação de culturas locais de alimentos com variedades transgénicas, assim como o registo de patentes de variedades de seres vivos que ocorrem naturalmente são autênticas ações de BIOPIRATARIA.

Imagem obtida em India Together
Esta biopirataria é gravíssima, pois é a tentativa que algumas mega-corporações estão a fazer para controlar a alimentação no mundo, que nos afetará a todos, mas que passa despercebida à maior parte da população.

No entanto, parece que em algumas partes do mundo, como na Índia, se está a acordar para o tema, conforme a notícia da revista Nature Biotechnology de 09/01/2012:

«Monsanto enfrenta acusação de biopirataria na Índia
por Lucas Laursen
Uma agência governamental indiana concordou em processar os responsáveis pelo desenvolvimento de beringela geneticamente modificada  (GM) por violar a Lei da Diversidade Biológica de 2002

A Autoridade Nacional da Biodiversidade da Índia  (NBA)  alega que os responsáveis pelo desenvolvimento das primeiras  culturas de alimentos GM da Índia  - a Mahyco em parceria com a gigante das sementes Monsanto e várias universidades  locais - utilizaram variedades locais para desenvolver plantas transgénicas sem licenças para ensaios de campo. Ao mesmo tempo, ativistas na Europa argumentam que as patentes sobre plantas criadas convencionalmente, incluindo uma variedade de melão encontrada na Índia, dados como “propriedade” de empresas de biotecnologia violam os direitos dos agricultores de usar variedades que ocorrem naturalmente.

Ambos os casos que estão pendentes legalmente podem  estabelecer importantes  precedentes para a biopirataria na Índia e na Europa.

No início de Novembro, o Instituto Europeu de Patentes remeteu à sua Câmara de Recurso um caso envolvendo tomates criados convencionalmente, que provavelmente enquadrará a aplicação futura da patente de melão como propriedade da Monsanto, diz Christoph Then, porta-voz do grupo  “No Patent on Seeds” (Sementes sem Patentes): "É um sinal de que o Instituto Europeu de Patentes tem sérias dúvidas sobre este tipo de patentes»



sábado, 14 de janeiro de 2012

Hortas-jardim e Jardins-horta


Nas andanças de conhecer e aprender um pouco sobre hortas biológicas e agricultura sustentável, tenho-me deparado com verdadeiras hortas-jardim, ou seja, hortas rodeadas ou matizadas de flores. Isto porque as flores, como cravos-de-tunes, zínias, calêndulas e muitas outras, assim como a maioria das ervas aromáticas e medicinais, são cruciais na horticultura biológica, já que, atraem insectos polinizadores e, por si ou com a ajuda dos insectos auxiliares, afastam muitas das pragas.

No entanto, numa cidade francesa situada nos Pirinéus chamada "Pau" (lê-se "pô"), os jardins do castelo, "les Jardins du Château", mais são um jardim-horta do que uma horta-jardim.

Além de ser um jardim comestível e bonito, é um bom exemplo para quem ainda acha que é de mau gosto ter uma horta no logradouro.









Agradeço a cedência das fotos à colega Francisca Magalhães

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Pressão americana pró-transgénicos


Fontes:  http://stopogm.net/  e e-mail da lista OGM_PT

"Revelada carta do embaixador americano em Lisboa

GOVERNO DEVE REJEITAR FIRMEMENTE PRESSÃO AMERICANA PRÓ-TRANSGÉNICOS

Foi hoje revelado pela Agência Lusa que a Embaixada Americana em Lisboa pressionou a Ministra da Agricultura, a Assembleia Legislativa e o Governo Regional dos Açores no final de 2011 para que não seja criada a zona livre de transgénicos já anunciada pelo executivo regional. A Plataforma Transgénicos Fora condena este lóbi oficial a favor dos interesses privados de algumas empresas americanas e apela ao governo açoriano para que avance de imediato para a concretização da zona livre no arquipélago.

Esta iniciativa americana não surpreende, uma vez que os telegramas diplomáticos americanos revelados pelo WikiLeaks mostram um padrão de interferência generalizada nas políticas europeias sobre OGM, desde a França à Itália, à Hungria e até ao Vaticano, entre outros. (1)
Os responsáveis americanos chegaram inclusivamente a ver a subida dos preços dos alimentos como uma oportunidade de garantir mais autorizações de transgénicos para a Europa. (2)
O objectivo assumido, tal como refere uma publicação oficial americana, é "educar" os europeus para os méritos dos alimentos transgénicos e evitar "precedentes com implicações". (3)
Imagem obtida em OngCea

Mas a posição americana agora revelada no telex da Lusa mostra que a embaixada não conhece os factos.
- O embaixador Allan Katz pretende que os agricultores açorianos tenham acesso aos transgénicos, mas isso já acontece desde 2005 e nunca esses produtores mostraram qualquer interesse em os semear (à exceção de um único campo em 2011, de índole "experimental", segundo o governo regional).
- Os transgénicos são apresentados como inócuos, mas a própria agência de regulamentação alimentar americana, FDA, se escusa a atribuir qualquer selo de segurança aos transgénicos que circulam no país.
- Os transgénicos são também apresentados como um avanço agrícola mas de facto, entre 2007 e 2008, cerca de metade dos agricultores portugueses no continente que os usaram por sua iniciativa no primeiro ano já os tinham abandonado no ano seguinte.
- A proibição de cultivo por países e regiões é precisamente um dos direitos já reconhecidos pela Comissão Europeia, que aceitou oficialmente a criação da zona livre da Madeira.

- A utilização de transgénicos na agricultura tem acarretado tal contaminação que o cultivo de sementes convencionais e biológicas já foi posto em causa em vários países, incluindo os próprios Estados Unidos. Essa evolução representaria uma perda real e irreversível para a diversidade açoriana, algo que o embaixador opta por não considerar.

Se os transgénicos fossem assim tão vantajosos para os portugueses, como o embaixador refere, não seria necessário vir cá tentar forçar o seu uso.

Notas

A Plataforma Transgénicos Fora é uma estrutura integrada por onze entidades não-governamentais da área do ambiente e agricultura (AGROBIO, Associação Portuguesa de Agricultura Biológica; CAMPO ABERTO, Associação de Defesa do Ambiente; CNA, Confederação Nacional da Agricultura; Colher para Semear, Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais; FAPAS, Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens; GAIA, Grupo de Ação e Intervenção Ambiental; GEOTA, Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente; Associação IN LOCO; LPN, Liga para a Proteção da Natureza; MPI, Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente e QUERCUS, Associação Nacional de Conservação da Natureza) e apoiada por dezenas de outras. Para mais informações contactar info@stopogm.netou www.stopogm.net


Mais de 10 mil cidadãos portugueses reiteraram já por escrito a sua oposição aos transgénicos."


Notícia também no Público em Ecosfera 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Transgénicos - a coexistência impossível

Para além de os efeitos diretamente na saúde humana dos alimentos transgénicos serem incógnitas, porque não há estudos suficientes ou fidedignos; para além dos efeitos obviamente nocivos para a saúde provocados pelos herbicidas associados aos transgénicos; para além dos efeitos devastadores que o cultivo de transgénicos têm nos ecossistemas e na biodiversidade; para além dos efeitos nefastos na economia, alimentadores do capitalismo selvagem, já que uma empresa é detentora de 90% do mercado das sementes e outras quatro dos restantes 10%; para além disto tudo, as variedades de alimentos tradicionais estão ameaçadas de contaminação pelos transgénicos e, assim, de extinção. 

A história das variedades de espécies alimentares acompanha a história da humanidade, pois foram gradualmente desenvolvidas e adaptadas aos climas e lugares ao longo de muitos milhares de anos. Uma história que, se não nos informarmos e se não nos opusermos, estará prestes a chegar ao fim. Porque variedades tradicionais não podem coexistir com OGM ou transgénicas, já que estas contaminam tudo à sua volta. 

Vejam o documentário catalão de 2007 TranXgenia - A História da Lagarta e do Milho, obtido na Plataforma Transgénicos Fora. E já agora, se concorda, apoie esta plataforma e ajude a luta pela alimentação e ambiente saudável, a luta por cada vez mais e maiores zonas livres de OGM.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O fim dos subúrbios

"Quais serão as consequências, à medida que os combustíveis fósseis se tornam mais escassos e mais caros?"

"A crise petrolífera global que se aproxima é muito, muito má notícia. Ainda assim, os factos sobre o esgotamento de petróleo têm sido claramente evitados pelos meios de comunicação. Poucos de nós estamos conscientes do grau em que as nossas vidas dependem de combustíveis fósseis baratos. E não nos estamos a preparar para todos os problemas que esta crise acarreta"

"É tempo de levar as coisas a sério"

Estas são frases retiradas do documentário realizado em 2004 "O Fim dos Subúrbios" (The End of Suburbia), que questiona o futuro do modo de vida "american style" totalmente dependente dos automóveis, face à cada vez maior procura e escassez do petróleo. Encontrei o filme legendado em português no excelente blogue Bioterra, que recomendo vivamente.


O FIM DOS SUBURBIOS - End of suburbia (2006) Legendado PT from MDDVTM TV7 on Vimeo.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

"Outro paradigma: escutar a natureza", por Leonardo Boff


«Agora que se aproximam grandes chuvas, inundações, temporais, furacões e deslizamentos de encostas temos que reaprender a escutar a natureza. Toda nossa cultura ocidental, de vertente grega, está assentada sobre o ver. Não é sem razão que a categoria central – idéia – (eidos em grego) significa visão. A tele-visão é sua expressão maior. Temos desenvolvido até os últimos limites a nossa visão. Penetramos com os telescópios de grande potência até a profundidade do universo para ver as galáxias mais distantes. Descemos às derradeiras partículas elementares e ao mistério íntimo da vida. O olhar é tudo para nós. Mas devemos tomar consciência de que esse é o modo de ser do homem ocidental e não de todos.

Outras culturas, como as próximas a nós, as andinas (dos quéchuas e aimaras e outras) se estruturam ao redor do escutar. Logicamente eles também veem. Mas sua singularidade é escutar as mensagens daquilo que veem. O camponês do antiplano da Bolívia me diz: “eu escuto a natureza, eu sei o que a montanha me diz”. Falando com um xamã, ele me testemunha: “eu escuto a Pachamama e sei o que ela está me comunicando”. Tudo fala: as estrelas, o sol, a lua, as montanhas soberbas, os lagos serenos, os vales profundos, as nuvens fugidias, as florestas, os pássaros e os animais. As pessoas aprendem a escutar atentamente estas vozes. Livros não são importantes para eles porque são mudos, ao passo que a natureza está cheia de vozes. E eles se especializaram de tal forma nesta escuta que sabem, ao ver as nuvens, ao escutar os ventos, ao observar as lhamas ou os movimentos das formigas o que vai ocorrer na natureza.

(...)

Os andinos nos ajudam a relativizar nosso pretenso “universalismo”. Podemos expressar as mensagens por outras formas relacionais e includentes e não por aquelas objetivísticas e mudas a que estamos acostumados. Eles nos desafiam a escutar as mensagens que nos vem de todos os lados.

Nos dias atuais devemos escutar o que as nuvens negras, as florestas das encostas, os rios que rompem barreiras, as encostas abruptas, as rochas soltas nos advertem. As ciências na natureza nos ajudam nesta escuta. Mas não é o nosso hábito cultural captar as advertências daquilo que vemos. E então nossa surdez nos faz vitimas de desastres lastimáveis. Só dominamos a natureza, obedecendo-a, quer dizer, escutando o que ela nos quer ensinar. A surdez nos dará amargas lições

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Meditar num minuto ou num instante

No nosso dia-a-dia de correria e stress, cansámo-nos, desgastámo-nos, ficamos zangados e descarregamos esse cansaço e frustração em alguém que não tem culpa, ou em nós próprios, agravando o ciclo vicioso de mal-estar. Por vezes, não seria melhor parar, respirar e reflectir, nem que fosse por um minuto ou por um instante, para descarregar de forma positiva a energia negativa? Esse vídeo explica como. E olhem que resulta!

Gaste uns minutos ou instantes consigo mesmo para tornar o ano de 2012 melhor não só para si,  como para quem o rodeia. Faça de 2012 um ano melhor.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Lado a lado

Foto de Michaela Rae
«Sou um ser humano como tu. Caminhamos na mesma Terra, iluminados e aquecidos pelo mesmo Sol, fustigados pelas mesmas intempéries, cansados, repousados e renovados pelos mesmos ciclos. Contigo partilho a dádiva inefável da Vida, a realidade Suprema da Consciência. Segue-me na visão fraterna, companheiro: a Humanidade que nos corre nas veias, essa totalidade grandiosa que nos comove - está ainda por cumprir. Somos filhos de um tempo funesto em que o Homem aprendeu a ter e fazer demasiado para o que sabe ser... O vento do amanhã ameaça encontrar-nos nús e verdadeiramente sem desculpas. Se não cumprirmos cada um de nós, o nosso pequeno papel, poderemos fugir para todos os lugares do mundo; porém a Consciência do Bem por fazer, da obra por realizar, do impulso interior por cumprir, encontrar-nos-á também aí. A coisa mais triste, o verdadeiro fracasso para um homem, é não se cumprir a si próprio - é ser indigno da Humanidade. A maior cobardia sempre foi a dos que não ousaram ver-se no espelho do mundo e dos tempos e não mudar o reflexo. E a ti, que me acompanhas, perdoo-te por seres pequeno e fraco e humano como eu - mas poderás tu perdoar-te a ti mesmo se não tentares deixar, nos passos que dás e na terra que pisas, um vestígio de ternura, um aroma fresco, uma toada de alegria? (...)»

Vítor J. Rodrigues, A Nova Ordem Estupidológica, 1995;