segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Mark Bittman explica o que está errado com o que comemos

Mais uma palestra TED sobre o que está errado com o actual sistema alimentar. Desta vez, com o jornalista Mark Bittman, que escreve sobre comida e cozinha no New York Times desde 1990.

Em conclusão, come-se o que as empresas ávidas por lucros querem que se coma! Mas comer menos carne, mais vegetais, acabar com o "junk food" e cozinhar em casa são os melhores caminhos para melhor saúde das pessoas, dos animais e do planeta. Mas ouça Mark Bittman, que explica bem porquê. (Tem legendas também em português)


domingo, 27 de fevereiro de 2011

A guerra das culturas transgénicas

A promiscuidade entre os políticos e as grandes empresas que detém o poder económico, perante a cegueira e a ignorância das populações, são a principal causa dos grandes males da nossa sociedade.

No documentário que se segue, de 2004, fica bem esclarecida esta questão no que respeita às grandes multinacionais da biotecnologia e os organismos geneticamente modificados (OGM ou transgénicos.) Neste filme, entende-se o jogo sujo que jogam as empresas de biotecnologia, nomeadamente a dominante do mercado - a Monsanto, considerada a empresa menos ética do mundo - e como os políticos e cientistas permitem que todos sejamos as suas cobaias, ao autorizar o seu cultivo e comercialização sem testes independentes e capazes que esclareçam o seu efeito da saúde.

Mas não é só para a saúde que os OGM podem ser nefastos. Mais evidente ainda tem sido a sua contribuição para a redução drástica da biodiversidade, para o empobrecimento dos agricultores e do solo, e ainda para a perigosa dependência de todos das sementes "patenteadas" por essas empresas monstruosas, por detrás das quais estão homens sem rosto que me parecem tão ou mais perigosos que os ditadores  e manipuladores políticos de todo o mundo. Ou será que são eles que estão por trás?


Uma das frases do final do documentário é esta: "De que vale o princípio da precaução perante os interesses económicos das multinacionais?" Pois se para eles não vale nada, para nós vale muito.

Por isso, esperemos que Portugal e o mundo se informe melhor sobre os transgénicos, já que estamos tão mal informados, e mais uma vez apelo a que estejam atentos e não permitam que matem a biodiversidade e destruam as sementes naturais, conforme se prepara a Comissão Europeia para fazer. Veja na Plataforma Transgénicos Fora algumas maneiras de lutar contra este estado de coisas.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Os jovens e o consumo - mensagem do GEOTA

Porque a mensagem é muito importante para uma mudança urgente na sociedade, publico a seguir o comunicado do GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente, que se constituiu legalmente em 1986 como associação de defesa do ambiente de âmbito nacional, mas cuja existência enquanto grupo de reflexão e educação na área do ambiente remonta a 1981. E fica desde já um agradecimento à Ana Teresa por me ter enviado um e-mail alertando para a necessidade de divulgação deste comunicado.

O GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente sugere que no Programa para a Juventude, que foi objecto, no dia 14 de Fevereiro de 2011, de debate na Assembleia da República,se introduza o tema "Os Jovens  e o Consumo".
As solicitações crescentes a que os jovens estão sujeitos, actualmente,  obrigam a uma maior consciência e discussão sobre todas as realidades a  que o jovem está exposto, incluindo os assédios constantes da  publicidade, da moda e do mercado.
No quotidiano, sentem-se  encurralados entre as exigências do mercado de trabalho e os ditames  da publicidade e do mercado de consumo, deixando uma pequena margem de manobra  para a sua identidade, felicidade e realização pessoal.
Devemos lançar a discussão sobre o auxílio a prestar aos jovens e às  famílias face ao assédio constante a que estão sujeitos por parte da  indústria do marketing e das grandes empresas, que deixa pouco espaço  para a individualidade e para a diferença, obrigando a um gasto  excessivo para manter a aparência da modernidade, da juventude, da  novidade e da pertença ao grupo.
O processo de autonomia do jovem  passa não apenas pelo crescimento e autonomia face à família e a  sociedade, mas também face aos ditames da moda e do mercado.
Esta é  também uma questão de saúde pública que não deve ser evitada e  perguntamos não deverá o Estado auxiliar os jovens e as famílias nesta  difícil tarefa?
Queremos jovens saudáveis, cultos, interessados, que contribuam  positivamente para a sociedade, nomeadamente através do voluntariado,  e não jovens permanentemente insatisfeitos na busca incessante por  objectos não essenciais.
Os jovens devem estar preparados e saber que  um consumidor consciente  deve estar atento a todas as implicações  sociais, económicas e ambientais de cada gesto de consumo, nomeadamente à decadência actual de todos os ciclos de vida provocada pelo excesso de consumo, e deve  conhecer o poder do consumidor e, em especial, dos jovens consumidores.
Queremos empresas responsáveis e campanhas éticas que respeitem os consumidores, jovens e menos jovens, através da transparência, sustentabilidade, rigor e sentido cívico dos bens que promovem. Essa consciência ética deve ultrapassar, inclusive, os aspectos ligados à gestão ambiental das empresas, mas entroncar numa abordagem mais abrangente do desenvolvimento sustentável e da solidariedade intergeracional. Esta posição, portanto, não é contra as empresas, grandes ou pequenas, qualquer que seja a sua natureza. É, antes, contra as entidades (sejam grandes ou pequenas) que tenham mau desempenho ambiental, onde se inclui (nesse mau desempenho) fomentar nos seus clientes práticas pouco amigas do ambiente. Nós estamos contra a publicidade enganosa, onde se inclui aquela que mascara parte do problema, fazendo uma cosmética, contando meias verdades.
Os jovens devem ser, desde pequenos, ensinados a saber que cada um por si e todos juntos, podem fazer a diferença. Jovens consciências conduzem a cidadãos responsáveis, a democracias duradouras e a economias saudáveis.
Para  isso, solicitamos que seja introduzida a presente questão na agenda da  Política de Juventude: "Estamos a criar cidadãos ou consumidores?"
GEOTA, Lisboa, 14 de Fevereiro de 2011

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Como estamos de transgénicos


"Foi publicado pela Comissão Europeia um novo levantamento do Eurobarómetro com dados de 2010 relativos à posição dos consumidores dos vários Estados-Membros face a diferentes tecnologias, entre as quais os alimentos transgénicos. Dois aspectos são particularmente relevantes para Portugal e merecem menção especial.
1 - A oposição aos transgénicos está a crescer em Portugal
2 - Portugal está muito mal informado sobre transgénicos"

Veja o resto do texto na Plataforma Transgénicos Fora donde transcrevi o extracto acima e o filme abaixo incorporado, Transgénicos -  Manipulação dos Campos".

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Baraka - Um mundo para além das palavras


Baraka.1992 from chimbe perro on Vimeo.

Baraka, de 1992, é um documentário de Ron Fricke, que participou em  Koyaanisqatsi como director de fotografia.

O filme sequela, Samsara, parece que fica pronto em 2011.


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Uma breve história de como chegámos a esta situação

Vale a pena ver este vídeo do Post Carbon Institute que conta de um modo animado e muito resumido a história dos últimos séculos.

É preciso repensar o nosso modo vida e começar a Transição para a era pós-carbono!

Não há outra escolha viável!

Agradeço a divulgação do vídeo ao João Leitão na rede Transição e Permacultura Portugal.

Há precisamente 3 meses, em 19 de Novembro de 2010, publiquei este "post" com o vídeo original em inglês; hoje republico também com a versão em português.



sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Barragem do Tua - Comunicado da Quercus

Imagem de Clube dos Pensadores
Arranca hoje a construção da Barragem Foz Tua com o lançamento da primeira pedra. Uma pedra no sapato.


"Início da Construção Barragem da Foz do Tua 
 Fortes Impactos para Curtos Benefícios

A primeira pedra da barragem da Foz do Tua simboliza a pedra que se quer colocar em cima de um defunto aquando do seu enterro. Simboliza o desejo pela morte do Turismo do Tua, da biodiversidade do Vale, do Desenvolvimento Sustentável, do Património Humano, Cultural e Arquitectónico e da Linha do Tua com mais de 123 anos de História. Demonstra ainda o desrespeito pelo passado e o “não querer saber” do futuro. O desrespeito pela identidade da região.

A Quercus lembra que a futura barragem, a ser construída, produzirá o equivalente a 0,07% da energia eléctrica consumida em Portugal em 2006 (Dados da Rede Eléctrica Nacional).

Esta barragem afectará de modo irremediável o Património Natural do Vale do Tua, um dos mais bem conservados de Portugal. Afectará também de forma irreversível a paisagem Património Mundial do Douro Vinhateiro.

A construção desta barragem:
- viola a Directiva Quadro da Água, por destruição da qualidade da água
- acaba com a linha do Tua e com a acessibilidade ferroviária ao nordeste
- irá afectar muito negativamente os últimos dois pilares de desenvolvimento da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro: a Agricultura e o Turismo. Recorde-se que estas duas actividades não são deslocalizáveis e de alto valor acrescentado.

Se barragens fossem sinónimo de riqueza e emprego, esta região seria uma das mais ricas e teria taxas de desemprego mais baixas da Europa. Contudo, tal não se verifica, bem pelo contrário.

A região de Trás-os-Montes e Alto Douro está a ficar cada mais pobre e despovoada, sendo que a concretização deste empreendimento só irá agravar a situação.

A estimativa do custo do Plano Nacional de Barragens é de 7.000 milhões de euros a ser pagos pelos consumidores - em vez de um investimento em alternativas energéticas que custariam somente 360 milhões de euros para obter os mesmos benefícios em termos de protecção da clima e de independência energética [1].

Vila Real, 18 de Fevereiro de 2011,  O Núcleo Regional de Vila Real da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza
______
[1] - As novas grandes barragens requerem um investimento de 3600 M€, implicando custos futuros com horizontes de concessão até 75 (setenta e cinco) anos. Somando ao investimento inicial os encargos financeiros, manutenção e lucro das empresas eléctricas, dentro de três quartos de século as nove barragens terão custado aos consumidores e contribuintes portugueses não menos de 7000 M€ – mais um encargo brutal em cima dos que já se anunciam por força da crise e em cima dos custos de deficit tarifário eléctrico que neste momento atinge cerca de 1800 M€.
A mesma quantidade de electricidade que as barragens viriam a gerar pode ser poupada com medidas de uso eficiente da energia, na indústria e nos edifícios, com investimentos 10 (dez) vezes mais baixos, na casa dos 360 M€, com períodos de retorno até três anos, portanto economicamente positivas para as famílias e as empresas. Estas estimativas foram feitas por :
- Madeira A, Melo JJ (2003). Caracterização do potencial de conservação de energia eléctrica em Portugal. VII Congresso Nacional de Engenharia do Ambiente. APEA, Lisboa, 6-7 Novembro 2003
- Melo JJ, Rodrigues AC (2010). O PNBEPH numa perspectiva de avaliação estratégica, política energética e gestão da água. 4ª Conferência Nacional de Avaliação de Impactes (CNAI´10). APAI/UTAD, Vila Real, 20-22 Outubro 2010
."

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ernst Gotsch - Agricultura que cria recursos em vez de explorá-los

 Chamam-lhe agricultura natural, agricultura ecológica, agroecologia, agrofloresta, ou mesmo permacultura. No fundo, os objectivos são os mesmos - aproveitar a terra o melhor possível sem o recurso a químicos sintéticos e venenos, respeitando a natureza, a biodiversidade e o solo, e minimizando a necessidade de trabalho humano. Não, o objectivo não é o lucro, mas uma vida melhor!

Já aqui apresentamos Sepp Holzer, o australiano que esteve cá em Dezembro passado e nos explicou como consegue ter a quinta mais produtiva da Áustria com os seus métodos naturais e de respeito pela natureza.

Hoje chegou a vez de apresentar Ernst Götsch, nascido na Suíça em 1948, vive no Brasil há mais de 25 anos. Nos anos 70 trabalhou no melhoramento genético de espécies vegetais, mas chegou à conclusão que "em vez de adaptar as plantas cultivadas, obteria melhores resultados se criasse agroecossistemas em que as plantas, num sistema de cooperação, se desenvolveriam vigorosamente sem adição de químicos". Os Sistemas Agroflorestais da sua fazenda na zona cacaueira da Bahia, transformaram uma terra considerada totalmente improdutiva numa das terras mais ricas da Mata Atlântica. Reflorestou mais de 300 ha de áreas degradadas, criando matas altamente produtivas sem adubos químicos ou agrotóxicos e fazendo ressurgir 17 nascentes. Sua visão pioneira da evolução e função das espécies, bem como os princípios da sua práticas, são aplicáveis em qualquer ecossistema. Ele é uma referência internacional no desenvolvimento de Sistemas Agroflorestais - uma nova visão da agricultura que reconcilia o ser humano com o meio ambiente." Fontes: Tibá, Sítio

De 26 de Abril a 6 de Maio, Ernst Götsch estará em Portugal a ministrar dois workshops em Agrofloresta (Iniciação e Avançado), em Mangualde, Viseu. organizados pelo Sítio, "uma cooperativa dedicada ao desenvolvimento de economias locais". Veja na respectiva página mais informação sobre estes workshops.

Foi também ao site do Sítio que fui buscar os vídeos abaixo incorporados sobre o seu trabalho, donde retirei as seguintes frases, que destaco:

 "O Roundup é o espelho do completo ignorante"

"Agricultura que respeita a natureza - criando recursos, e não explorando recursos"




terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Pegadas da carne

Nas últimas 5 décadas, o consumo e produção de carne têm aumentado muito. Por um lado, o crescimento demográfico  e o aumento do consumo  per capita a acompanhar o crescimento económico; por outro lado, nos países "ditos" desenvolvidos as pessoas passaram a comer carne demais, sendo bem conhecidos os efeitos na obesidade e na saúde  destes excessos (ver por exemplo, aqui e aqui).

Mas o aumento do consumo de carne não se reflecte apenas na saúde:  a começar pela destruição das florestas tropicais para dar lugar a explorações extensivas de monoculturas que servem de alimento aos animais, e a acabar no metano produzido pelos animais (gás com efeito de estufa  muito superior ao CO2), os seus impactos no ambiente são enormes!

A média mundial de consumo de carne é de 46,6 kg por pessoa por ano, mas este  valor vai desde  os 3 kg na Índia e no Bangladesh até aos 136 kg no Luxemburgo, passando pelos 80 kg no Brasil, pelos 93 kg em Portugal e pelos 123 kg nos Estados Unidos e na Austrália (dados de 2007, daqui). Na China, o consumo médio passou de 3,6 kg por pessoa em 1961 para 53 kg em 2007.

De acordo com o Relatório da FAO de 2009 "Estado da Agricultura e Alimentação" (State of Food and Agriculture), a pecuária gera 8% do consumo de água mundial, 18% das emissões de gases com efeito de estufa, 37% do metano emitido pelas actividades humanas, e é a actividade que mais  consome recursos do planeta, ocupando 80% da superfície agrícola total.  O relatório estima que a produção mundial de carne duplicará até 2050 para respondera à crescente procura, chegando a 463 milhões de toneladas por ano.

No sítio do Planeta Sustentável, em Dezembro passado, condensaram informação sobre os impactos ambientais da carne de boi, carneiro, porco e galinha, em termos de consumo de alimento, consumo de água, de espaço necessário e de emissões de CO2. Deixo em baixo um quadro resumo para três desses factores.   Em relação ao espaço necessário aí mencionado, porque se refere a criação intensiva,  e porque  julgo que não reflecte a pegada ecológica real, (pois não me parece que inclua a área necessária para a produção de alimento para o animal) deixo-o fora, também na esperança de que este modo de produção de carne (intensiva) venha a decrescer fortemente nos próximos tempos.


Em relação à pegada ecológica, juntei um quadro com uma estimativa da pegada ecológica alimentar (isto é, só relativo ao consumo de alimentos) de uma pessoa, conforme o seu regime alimentar (dados obtidos aqui). E lembremo-nos que a pegada ecológica a que cada um tem direito para ser sustentável é de 2,0 hectares, com tudo incluído!

Apelo mais uma vez, a quem não é vegetariano ou vegan, claro, que reduza o consumo de carne, e sobretudo, de carne de boi. Pela saúde, pelo ambiente, pela sustentabilidade. E para finalizar, as palavras irónicas, mas certeiras, de Arnaldo Jabor.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Defendendo o Rio Xingu da barragem de Belo Monte

Imagem de Papel Social
mais de 20 anos que dura a polémica sobre a construção da  barragem de Belo Monte na bacia do Rio Xingu, na Amazónia, Brasil,  que obteve licença ambiental em Fevereiro de 2010.
Para além dos efeitos nefastos no equilíbrio dos ecossistemas da região, na biodiversidade e nas populações locais,  dezenas de especialistas  apontaram falhas nos estudos de impacte ambiental e lançaram dúvidas sobre a eficiência económica e energética daquele que o governo do Brasil quer que seja a terceira maior barragem do mundo.



"O Complexo Hidrelétrico de Belo Monte pode vir a ser um dos maiores desastres sociais e ambientais da história da Amazônia
Se construído, vai desviar e secar o Rio Xingu em um trecho de 100 quilômetros, conhecido como a Volta Grande, deixando o rio seco e povos indígenas, ribeirinhos, populações extrativistas e agricultores familiares sem água, peixe e meios de transporte. Além disso, vai inundar uma área de 668 quilômetros quadrados, inclusive parte da cidade de Altamira, contribuindo para a perda da biodiversidade, o aumento de doenças como a malária, emissões de gases de efeito estufa e outros graves problemas socioambientais.

Economistas, engenheiros e outros especialistas têm demonstrado que Belo Monte, cujo custo pode chegar a mais de R$30 bilhões, não é um projeto economicamente viável. Mesmo assim, o governo federal  tem pressionado o BNDES a utilizar dinheiro do contribuinte brasileiro e de fundos de aposentadoria de empresas estatais para bancar um empreendimento como este, que é altamente arriscado.

Existem caminhos muito melhores para promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia, com respeito e envolvimento das populações locais e para atender às legitimas necessidades de energia do país, como investimentos em eficiência energética e fontes verdadeiramente limpas, como solar e eólica."

Fonte: Movimento Xingu Vivo para Sempre



A petição referida no vídeo já não está activa, mas está a petição da Avaaz contra a construção desta barragem:

"Para Presidente Dilma Rousseff:
Nós pedimos que a senhora impeça a construção do Complexo Hidrelétrico de Belo Monte. Ao invés deste projeto desastroso, do ponto de vista ambiental, social e econômico, por favor, invista em eficiência energética e fontes verdadeiramente limpas e renováveis; proteja os direitos de populações indígenas e comunidades locais; e apoie o desenvolvimento sustentável que protege vidas e ecossistemas."

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A Ascensão da Ecologia - documentário essencial!

Passou mais uma vez na RTP2, no dia 7/02 (já tinha passado em 2009), o excelente documentário "A Ascensão da Ecologia", de Virginie Linhart e Alice Le Roy e realização de Virginie Linhart.

"Este documentário mostra como os desastres relacionados com o ambiente têm um papel preponderante na ecologia do mundo inteiro. Desde 1945 que a industrialização e a agricultura intensiva causaram danos em termos ecológicos o que levou homens e mulheres a iniciarem uma luta a fim de protegerem o ambiente. Este documentário inclui excepcionais imagens de arquivo, entrevistas a famosos ambientalistas e peritos." Fonte: RTP2

Mas mais importante que conhecer o papel dos desastres ambientais no aparecimento e crescimento de movimentos ecologistas e de defesa do ambiente, é perceber o que esteve na razão desses desastres, e verão que os motivos se repetem: a ganância do lucro aliada a um total desrespeito pela vida humana e pela natureza.











quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Campanha Europeia pelas Sementes Livres

Porque este assunto precisa de ser amplamente divulgado, transcrevo este texto do site GAIA:


Em 2011 a Comissão Europeia vai propor uma nova regulamentação relativa à reprodução e comercialização de sementes, a chamada “Lei das Sementes”. As novas regras, que terão força de lei e sobrepor-se-ão às leis nacionais de cada estado-membro, vão limitar drasticamente a livre circulação de sementes, impedir os agricultores de guardar sementes e ilegalizar todas as variedades de plantas não homologadas, onde se incluem actualmente os muitas milhares de variedades tradicionais, a herança genética vegetal da Europa.

Com esta nova lei, a Comissão Europeia pretende satisfazer os pedidos repetidos da indústria de sementes, que nas últimas décadas assumiu os contornos de um oligopólio, com dez empresas – gigantes da agro-química – a controlarem actualmente metade do mercado mundial das sementes comerciais e a quase totalidade do mercado das sementes transgénicas. A indústria de sementes considera que a prática de guardar sementes e a produção de variedades não registadas constituem concorrência 'desleal'. Ao eliminar esta concorrência, sob pretexto de criar um mercado 'justo' e da protecção da saúde pública, as grandes empresas de sementes abrem caminho para começar a recolher direitos dos 70% de agricultores no mundo que ainda guardam e utilizam as suas próprias sementes.

Durante milhares de anos agricultores pelo mundo fora têm contribuído para a adaptação e melhoramento das plantas para produzir os nossos alimentos. Estas plantas constituem uma fonte insubstituível de recursos genéticos para assegurar o continuado acesso a alimentos, tecidos e medicamentos. A biodiversidade agrícola é um dos pilares da segurança alimentar e do desenvolvimento sustentável e já viu um decréscimo de 50% desde os anos sessenta, com a intensificação da produção agrícola, favorecendo as monoculturas e o uso excessivo de agro-químicos.
A tendência da privatização das sementes, que se iniciou com a autorização de patentes sobre formas de vida, e que a prevista Lei das Sementes vem reforçar, constitui uma ameaça ao nosso património genético comum e à segurança alimentar. Os agricultores deixarão de poder guardar sementes e os criadores independentes deixam de poder melhorar variedades. Por consequência, não haverá nenhum incentivo para preservar variedades tradicionais e o mercado restringir-se-á a um espólio infinitamente mais reduzido de variedades comerciais, onde irão certamente dominar as variedades transgénicas.

Junta-te à Campanha pelas Sementes Livres
Dezenas de milhares de pessoas por toda a Europa estão a pedir activamente que o direito de produzir sementes permaneça nas mãos dos agricultores e horticultores. As sementes de cultivo são um bem comum, criado por acções humanas ao longo de milénios. Devem permanecer no foro público e sob condições algumas entregues para a exploração exclusiva da indústria de sementes.

Ajuda-nos a inverter o rumo da legislação sobre sementes e a apoiar a biodiversidade agrícola e a agricultura tradicional, com informação on e offline, seminários de sensibilização, a dinamização de hortas guardiãs de sementes e feiras de troca de sementes tradicionais, nacionais e internacionais.

Campanha pelas Sementes Livres
colher o futuro, semear a diversidade

Colher para Semear | GAIA | Plataforma Transgénicos Fora
sementeslivres@gaia.org.pt                    

Veja como pode ajudar aqui.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Hora do Planeta 2011

Sempre venho dizendo aqui que o caminho para a sustentabilidade está sobretudo nas escolhas, atitudes e acções que fazemos no nosso dia a dia, todos os dias do ano, todas as horas do dia. Mas para fazer escolhas sustentáveis, é preciso que estejamos informados. Com este blogue tenho tentado passar uma pouco além das minhas escolhas e acções diárias, ao procurar informar mais pessoas sobre sustentabilidade e defesa do ambiente. Desde há quase dois anos, altura em que criei este blogue, até hoje, felizmente têm-se multiplicado as vozes na internet que se espalham pelos blogues e pelas redes sociais, dando a sensação que algo se está a passar, que algo está a mudar na consciencialização das pessoas.

Mas, para que as pessoas procurem a informação, é preciso primeiro que elas estejam alertadas para os riscos que a humanidade corre por abusar do planeta. Por isso é importante que haja acções de alerta e de grande impacto a nível global.

Para chamar a atenção para a necessidade de reduzir emissões de gases de efeitos de estufa que agravam cada vez mais as alterações climáticas, tivemos em Outubro o "10/10/10 - Dia de Acção Climática", impulsionado pelo 350.org, e vamos ter no próximo dia 26 de Março, a Hora do Planeta 2011, iniciativa da WWF.

"A Hora do Planeta é uma iniciativa da rede WWF que incentiva cidadãos, empresas e governos a apagarem as luzes por uma hora mostrando assim o seu apoio à luta contra as alterações climáticas. 
Portugal junta-se pelo terceiro ano consecutivo a este movimento, que este ano desafia todos a um compromisso que “Vá Além Desta Hora Na Luta Contra as Alterações Climáticas”, apelando a que, quando as luzes forem novamente acesas, reflicta sobre o que pode fazer para ajudar a marcar a diferença."  Fonte: WWF Portugal

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Uma escola verde

Em Bali, na Indonésia, existe uma escola verde, a Green School, fundada pelos canadianos Cynthia e John Hardy. Uma escola que pretende inspirar o mundo para a educação e responsabilização para a sustentabilidade. O seu lema é I RESPECT (Integrity, Responsibility, Empathy, Sustainability, Peace, Equality, Community, Trust). Para conhecer melhor a escola e o conceito, veja a palestra de John Hardy no TED, e visite a respectiva página.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Os nove limites do planeta

Johan Rockström, é professor de gestão de recursos naturais na Universidade de Estocolmo e director executivo do Stockholm Environment Institute e do Stockholm Resilience Centre. É um cientista reconhecido internacionalmente em questões de sustentabilidade global, tendo liderado uma nova abordagem  ao identificar nove processos chave e os respectivos limites (Limites Planetários ou planetary boundaries), a partir dos quais o sistema global entra em  desequilíbrio e risco de colapso. Segundo o estudo, em que trabalhou com mais 29 cientistas, dos  nove limites, três foram já ultrapassados!
A sua palestra no TED, Deixemos que o ambiente guie nosso desenvolvimento, (tem legendas em português) merece ser ouvida com atenção pelo maior número possível de pessoas. Por isso, vejam e divulguem, se puderem.