terça-feira, 27 de abril de 2010

A Guerrilha do Girassol

Nesta guerrilha, parece-me aliciante participar. A ideia é, no dia 1 de Maio, semear girassóis em pequenos terrenos públicos incultos e abandonados, nas zonas urbanas e não só. Abaixo transcrevo parte do texto da informação do evento Guerrilha do Girassol lançado pelo grupo Jardinagem de Guerrilha no Facebook:
"No dia 1 de Maio a Jardinagem de Guerrilha (Guerilla Gardening), em todo o mundo, irá semear girassóis por todo o lado. É uma forma de trazer beleza e muita diversão para ti e para os teus amigos e vizinhos !

2010 é o quarto “Dia Internacional da Guerrilha Girassol” (International Sunflower Guerrilla Gardening Day) e desta vez calha a um sábado! Portanto, esperamos que este evento seja o maior e o mais colorido de sempre!

Faz um plano para o dia 1 de Maio! Procura no teu caminho habitual ou na tua vizinhança um pedaço de terra pública – um jardim degradado, um canteiro abandonado, ou mesmo um espaço com terra junto a uma árvore… Imagina estes lugares com girassóis enormes e o que isso poderia causar às pessoas que por lá passarem! ;)

Dirige-te à uma loja de sementes próxima e adquire as suas sementes de girassol! Com 1 euro compras muitas sementes!
"

A ideia foi lançada pelo blogue Brussels Farmer em 2007 e é defendida no site Guerrilla Gardening.org.
No ano passado em Lisboa houve iniciativa semelhante (ler aqui ou ver aqui), mas a uma escala considerável, e os girassóis foram usados para a produção de óleo .


domingo, 25 de abril de 2010

Da Liberdade à Sustentabilidade

Trinta e seis anos depois do 25 de Abril de 1974, dessa data tão importante de viragem para a LIBERDADE e construção da democracia, está na hora de pensarmos noutro ponto de viragem: a viragem para a SUSTENTABILIDADE. Mas, para isso, precisamos de uma DEMOCRACIA saudável. E para conseguirmos uma democracia saudável, precisamos, antes de mais, de uma JUSTIÇA que funcione. Degrau a degrau, temos pela frente um longa escada a subir.

(Cartoon de Rodrigo de Matos, obtida no livro de Valdemar J. Rodrigues: "Desenvolvimento Sustentável - uma introdução crítica")

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Menos e melhor plástico

O plástico português que aduba a terra

Uma boa notícia vinda de Portugal, que saiu no semanário Expresso do passado fim de semana. Uma empresa portuguesa de Porto de Mós, a Cabopol, prepara-se para lançar uma revolução no mercado dos sacos de plástico, com um novo produto denominado Biomind, um plástico realmente biodegradável desenvolvido exclusivamente em Portugal.
A administradora, Rita Meneses, engenheira química de 29 anos, obteve a patente deste produto (fórmula e processo de fabrico) e afirma que este plástico derivado de amido transforma-se em húmus em poucos meses, servindo para fertilizar a terra. (Fontes: Expresso - Caderno de Economia e AICEP. Foto digitalizada do Expresso)

O consumo excessivo de plástico

Eu espero que o Biomind venha a susbstitui o plástico não biodegradável naquilo que for possível, e deixo aqui os votos de sucesso à empresa. Mas não tenhamos ilusões, o plástico não biodegradável ainda cá está para durar. O problema do consumo excessivo de plástico, embora de difícil resolução, é de fácil atenuação. Basta um pouco de boa vontade de muita gente.

As embalagens de plástico não são biodegradáveis, e grande parte delas acabam onde não devem. Uma parte vai para os oceanos, dando à costa nas praias, ou acumula-se nas "sopas" do Pacífico ou do Atlântico. Outra parte vai para as nossa florestas (viu-se, no dia de Limpar Portugal!). Pelo caminho, quantas não são as espécies gravemente afectadas por esta peste!
Não custa nada reutilizar os sacos. Não custa nada deixar de usar água engarrafada quando tem água da torneira de boa qualidade. Não custa nada comprar embalagens maiores de produtos de higiene e limpeza em vez de embalagens pequenas (bom, talvez custe um bocado se tiver de as carregar a pé, mas compensa). Não custa nada acabar com o uso de pratos, copos e talheres de plástico. ... E ao plástico usado, não custa mesmo nada de nada encaminhar para reciclar.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

terça-feira, 20 de abril de 2010

Carta da Terra para o Dia da Terra

"Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação dos esforços pela justiça e pela paz e a alegre celebração da vida."
Visite e leia o texto da Carta da Terra, que completa uma década este ano. E para finalizar esta sinalização do Dia da Terra, que se comemora a 22 de Abril, leia, abaixo, um extracto de um texto de Leonardo Boff.




"(...)
O que, entretanto, nos falta é uma Declaração Universal do Bem Comum da Terra e da Humanidade que coordene as consciências e faça convergir as diferentes políticas. Até agora nos limitávamos a pensar no bem comum de cada país. Alargamos o horizonte ao propor uma Carta dos Direitos Humanos. Esta foi a grande luta cultural do século XX. Mas agora emerge a preocupação pela Humanidade como um todo e pela Terra, entendida não como algo inerte, mas como um superorganismo vivo do qual nós humanos somos sua expressão consciente. Como garantir os direitos da Terra junto com os da Humanidade? A Carta da Terra surgida nos inícios do século XXI procura atender a esta demanda.

A crise global nos está exigindo uma governança global para coordenar soluções globais para problemas globais. Oxalá não surjam centros totalitários de comando mas uma rede de centros multidimensionais de observação, de análise, de pensamento e de direção visando o bem viver geral.

Trata-se apenas do começo de uma nova etapa da história, a etapa da Terra unida com a Humanidade (que é a expressão consciente da Terra). Ou a etapa da Humanidade (parte da Terra) unida à própria Terra, constituindo juntas uma única entidade una e diversa chamada de Gaia ou de Grande Mãe.
(...)"

Lenoardo Boff (daqui)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Princípio da Sustentabilidade

Aqui deixo mais um excerto do livro abaixo referenciado, de Valdemar Rodrigues. Um texto que traduz, por palavras que eu não conseguiria exprimir, aquilo que penso sobre o conceito de sustentabilidade.


"A sustentabilidade representa um extraordinário ideal de aperfeiçoamento humano que se apoia num paradigma essencialmente novo de desenvolvimento: o do desenvolvimento sustentável. A sustentabilidade resulta da revelação social de um conjunto de novos e renovados valores, processo que se organiza em torno de uma visão humanista alargada e respeitadora da totalidade e da multiplicidade das energias criadoras existentes na Terra. A sustentabilidade implica o desenvolvimento em cada homem em cada geração humana de um sentido elevado e altruísta de dever de cuidar daquilo que não é de sua pertença, embora esteja à sua mercê. Este processo de mudança cultural deve assentar num conceito abrangente de bem-estar humano e de felicidade, pelo que é dever fundamental das políticas reflecti-lo no virtuoso exemplo e no seu ideal de justiça, e promovê-lo adequadamente pela persuasão, dando às pessoas oportunidades de praticarem o bem e de serem criativas. A educação para a sustentabilidade, a boa governação, a boa ciência e a ligação mutuamente produtiva de cada homem com a natureza e com a restante humanidade são exemplos de factores «enzimáticos» da cristalização nas sociedades deste quadro essencialmente novo de valores."

Valdemar J. Rodrigues, em "Desenvolvimento Sustentável - uma introdução crítica", Parte II - Ambiente e Sustentabilidade - O discurso abrangente da sustentabilidade e seus princípios, Editora Principia, 2009 (imagem da net)

sábado, 10 de abril de 2010

Manifestação contra o arroz transgénico - Lisboa e Porto

A Plataforma Transgénicos Fora convoca todos os cidadãos a manifestarem-se contra a proposta de introdução de arroz transgénico na União Europeia. No próximo sábado, dia 17 de Abril a partir das 15h, no Rossio, em Lisboa.

"Esta manifestação está integrada num dia internacional de acção contra os transgénicos, por isso contamos com a vossa presença em Lisboa, no Rossio às 15h para participar e animar a festa, que será muito importante para informar sobre a tentativa da Bayer de fazer com que se comece a produzir arroz transgénio para consumo humano em Portugal. O Governo português ainda não tomou posição sobre esta questão, mas calcula-se que se os cidadãos não se manifestarem, dirá o Sim à Bayer... " (d' aqui)

AGORA TAMBÉM NO PORTO! Às 15h, nos Aliados (perto do McDonalds), para todos os que na Invicta gostam de arroz e querem continuar a comê-lo sem transgénicos!

Ler mais na Plataforma Trangénicos Fora

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Em transição

Amanhã, dia 10 de Abril, estarei em transição em Pombal:


COLÓQUIO: "TRANSIÇÃO PARA UMA ECONOMIA E CULTURA PÓS-CARBONO"

"Chegou o tempo da Transição. Pombal será o palco do início de uma reconstrução cultural, na busca de formas de ser e estar, realmente sustentáveis, e que tragam bem-estar ao maior número possível de seres humanos, mas também a todas as formas de vida existentes na Terra. Em que mundo vivemos? Qual é de facto o diagnóstico da situação? Quais são as soluções?"

Ver mais aqui (incluindo programa e inscrições)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Gritos contra a Indiferença no Dia Mundial da Saúde

Este ano, o Dia Mundial da Saúde, que se comemora a 7 de Abril desde 1948, tem como tema "Urbanização e Saúde". Questões de salubridade, de vivência ao ar livre, de abastecimento de água, de proximidade dos serviços básicos de saúde, de distribuição de alimentação, interferem com a nossa saúde e estão interligadas com o planeamento urbanístico de uma forma que pode não parecer óbvia, mas que se torna cada vez mais importantes à medida que a população rural aumenta a sua migração para as cidades.

No entanto, apesar de o tema da urbanização ser importante, parece-me ainda muito mais importante para a saúde o tema da fome. Não há qualquer hipótese de saúde quando há fome:

Não haverá saúde das pessoas enquanto não se curar esta economia global, cujo corpo gravemente doente e moribundo alimenta e engorda os agentes infecciosos que a adoeceram e que a matam!

Por isso, proponho que leiam a mensagem do Dr. Fernando Nobre, Presidente da AMI e candidato a Presidente da República, no seu blogue Contra a Indiferença. Se há pessoa neste país que sabe de saúde mundial, é ele! Por aqui, deixo transcritos alguns partágrafos da sua mensagem:

"(...)
No dia Mundial da Saúde, impõe-se uma reflexão sobre dois temas intrinsecamente ligados e abordados pelos Objectivos do Milénio, a fome e a saúde.

Segundo o Programa Alimentar Mundial, existem, actualmente, 1.02 mil milhões de pessoas desnutridas no mundo, o que significa que 1 em cada 6 pessoas não recebe comida suficiente para ser saudável. A fome e a malnutrição são o principal risco para a saúde mundial, um risco maior que a junção da SIDA, da malária e da tuberculose.
(...)
Espero que, a partir de agora, haja a decência, a inteligência e o bom senso de encontrar os meios financeiros para se alcançar os 8 Objectivos de Desenvolvimento do Milénio definidos na Cimeira do Milénio. Para tal, apenas são necessários 25 mil milhões de USD por ano, durante 15 anos (até 2015), um valor menor, se atentarmos que, segundo dados financeiros compilados pelas próprias Nações Unidas, estima-se que num ano apenas, a actual crise financeira e económica já tenha absorvido, em injecções directas de capital e em avais financeiros, 18 milhões de milhões de USD: num ano apenas foi gasto 50 vezes o que seria necessário, em 15 anos, para a concretização dos vitais ODM!

Ficam bem a nu as prioridades da péssima governação global em curso…"

Não deixem de ler o texto integral aqui.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Hortas Comunitárias

Felizmente, as hortas comunitárias, urbanas ou não, começam a aparecer um pouco por todo o país, permitindo às populações locais cultivar parte da sua alimentação, e assim alimentarem-se de forma mais saudável e económica. As hortas comunitárias são também um modo de algumas franjas da população, como por exemplo, os reformados, ocuparem o seu tempo livre de forma proveitosa, bem como de dar destino a terrenos com aptidão agrícola, que, de outro modo, estaria a "monte". As vantagens são muitas, estendendo-se ainda ao convívio entre os "vizinhos" que cultivam as parcelas.
O amigo Ferreira-Pinto já aqui falou, em Novembro passado, do projecto das hortas comunitárias promovidas pela Câmara Municipal de Ponte de Lima: entretanto, dos 36 lotes disponibilizados, mais de 20 já estão a ser cultivados. Mas as hortas comunitárias e/ou pedagógicas, já existem em Ponte de Lima, em Guimarães, em Coimbra, em Cascais, no Grande Porto, na Maia, etc.. Em Lisboa, uma Associação de Moradores aguarda resposta da Câmara. Entretanto, parece que há projecto para 2011. Alguns destes projectos, como o caso de Cascais, estão integrados na Agenda 21 Local.
Espero que estes exemplos se estendam a todos os Municípios deste país. É preciso deixar de ter espaços "verdes" a monte, e pensar na nossa população, dando-lhes a hipótese de cultivarem sadiamente a sua alimentação, enquanto contribuem para a sustentabilidade.
A reportagem do vídeo, de Outubro de 2008, refere-se às hortas pedagógicas de Guimarães.

domingo, 4 de abril de 2010

Transição na TSF

Dia 5 de Abril, entre as 15 e as 16 horas, João Leitão será o entrevistado do jornalista João Paulo Meneses, no programa Mais Cedo ou Mais Tarde, na TSF, que falará sobre os temas "Simplicidade Voluntária" e sobre o colóquio agendado para o próximo sábado dia 10 de Abril, em Pombal, sob o tema da "Transição". João Leitão é fundador do Projecto "Coisas do Vizinho", conjuntamente com Vanessa Sayers, um projecto baseado no conceito sustentável da reutilização de bens de consumo. Para ouvir a conversa, clique aqui.

sábado, 3 de abril de 2010

A história da água engarrafada

Mais um excelente vídeo com a Annie Leonard a desmistificar os nossos comportamentos! O vídeo "The Story of Bottled Water", A história da água engarrafada, foi lançado no passado dia 22 de Março (2010), Dia Mundial da Água.

A água engarrafada tem enormes custos energéticos, sobretudo no transporte, e ambientais, pois uma grande parte das embalagens não é reciclada, indo parar a aterros, contaminando o solo, ou pior, indo parar aos oceanos engrossando a enorme "sopa de plásticos", ameaçando uma enorme variedade de espécies.
Porquê beber água engarrafada e pagar 200 vezes mais, se podemos beber água da torneira segura e de tão boa ou melhor qualidade? Ideias que nos "enfiaram" na cabeça, como sempre. Em alguns sítios a água da torneira, devido ao tratamento, pode ter um paladar menos agradável: experimente deixá-la num vaso ou caneca de um dia para o outro, destapada. Na maioria dos casos resolve o problema. Se não resolver, experimente uma caneca filtrante.Vejam o filme.


The Story of Bottled Water (Português) from Guilherme L Rodrigues Machado on Vimeo.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Portugal anda a dormir no que respeita aos transgénicos?

Para vossa defesa, pela vossa saúde, prestem bem atenção às palavras da deputada Heloísa Apolónia do Partido Ecologista "Os Verdes", no passado dia 17 na AR: